1367: Um estranho zumbido viajou pelo mundo inteiro (mas ninguém o ouviu)

CIÊNCIA

(CC0/PD) anymal2 / Pixabay
A Ilha de Mayotte pode estar na origem do bizarro fenómeno sísmico

Houve um estranho “zumbido” que correu o mundo sem que quase ninguém o que conseguisse ouvir. Instrumentos científicos detectaram ondas sísmicas que percorreram o planeta na manhã de 11 de Novembro, ressoando durante mais de 20 minutos sem que ninguém as conseguisse sentir. 

De acordo com a National Geographico fenómeno começou a cerca de 24 quilómetros da ilha francesa de Mayotte, localizada na costa sudeste da África, tendo depois atravessado o continente africano e os oceanos, chegando ao Chile, Nova Zelândia, Canadá e Hawai. 

Nenhum ser humano sentiu o movimento telúrico, e, apenas um entusiasta, que se revelou através do Twitter, notou um sinal estranho nos sismogramas divulgados em tempo real pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). “Este é um sinal sísmico estranho e incomum”, escreveu na rede social.

Na sua conta na rede social é possível ver os vários sismogramas que dão conta que as ondas se foram propagando um pouco por todo o mundo, indo da Zâmbia e Etiópia até à Espanha e à Nova Zelândia. Apesar de atravessar vários territórios, este “zumbido” propagou-se de forma bastante silenciosa.

Três semanas depois do fenómeno, nenhum especialista é ainda capaz de justificar o que causou estas estranhas ondas sísmicas. O sismólogo Goran Ekstrom, da Universidade da Columbia, nos Estados Unidos, disse que “não viu nada igual”.

O especialista observa, contudo, que o facto de o fenómeno ser incomum não significa que a sua “causa seja tão exótica”, sublinhando ainda as suas características pouco usuais, como a sua baixa frequência e propagação global – que pode justificar o “silêncio”.

No momento, os cientistas sugerem que as ondas podem estar relacionadas com um enxame sísmico que tem vindo a afectar Mayotte desde o passado mês de maio. No entanto, esta justificação levanta dúvidas, uma vez que a frequência do enxame diminuiu nos últimos meses e não houve nenhum terramoto “tradicional” na ilha quando começou o enigmático fenómeno de 11 de Novembro.

Por seu turno, o departamento de pesquisa geológica francesa indica que a costa de Mayotte pode estar a desenvolver um novo centro de actividade vulcânica e que as ondas de 11 de Novembro podem indicar um movimento de magma para o mar.

No entanto, o bizarro fenómeno sísmico está longe de estar totalmente explicado. Os cientistas continuam a analisar os dados de forma a dar resposta a este enigma geológico.

ZAP // RT / Live Science

Por ZAP
3 Dezembro, 2018

 

1332: Combinação rara de arco-íris lunar e aurora polar captada na Suécia

DESTAQUES

Lights Over Lapland / Facebook

Fotógrafos que correm o mundo em busca de auroras polares ficaram estupefactos ao encontrar muito mais do que estava à procura: uma combinação rara de arco-íris lunar e aurora polar na Suécia.

O céu de Abisko, na Suécia, surpreendeu alguns fotógrafos ao conseguir unir dois fenómenos extraordinários numa só imagem. “Eu fotógrafo auroras polares há dez anos e esta foi uma experiência única para mim”, confessou ao portal Lonely Planet o fotógrafo Chad Blakeley.

O arco-íris lunar é um fenómeno raro e quase desconhecido, que surge na fase próxima ao plenilúnio. Para isso acontecer, o único satélite natural da Terra deve estar a uma altura relativamente pequena e é preciso que haja uma grande quantidade de humidade.

Lights Over Lapland é uma empresa sueca especializada em ajudar os turistas a encontrar e a fotografar fenómenos especiais e bizarros como estes no céu do país. Blakeley é o fundador da empresa que, à medida que as noites polares se tornam longas e as luzes do norte mais visíveis, ruma ao horizonte para captar estes momentos incríveis.

A empresa faz também a transmissão ao vivo do fenómeno. Foi quando reviu as imagens que Blakeley se apercebeu de que o arco-íris nocturno foi produzido pelo luar em vez de ter sido produzido pela luz do Sol. Além disso, este arco-íris formava-se em frente a uma aurora boreal.

Os fenómenos, autênticos Picassos do céu, proporcionaram um momento único e alegraram os olhos de todos que assistiram de perto a este fenómeno.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
24 Novembro, 2018

 

1327: Há algo quente escondido sob a Antárctida Oriental

CIÊNCIA

Christopher Michel / Wikimedia

Existe algo quente debaixo da parte leste da Antárctica. Apesar de ainda não haver certezas do que é, já há alguns bons palpites.

A Antárctica Oriental é um cráton, um grande pedaço de terra da crosta terrestre. É sólido e grosso e não é suposto que deixe que o calor saia de dentro da Terra. Esta é a diferença em relação à Antárctida Ocidental, que tem uma crosta mais fina, onde o magma está, em alguns locais, muito perto da superfície.

Isso significa que a Antárctica Oriental não deveria ter muita água derretida no fundo da camada de gelo. Mesmo assim, como os investigadores revelaram num artigo publicado a 14 de Novembro na revista Scientific Reports, há uma quantidade anormalmente alta de água líquida.

Este fenómeno não está relacionado com a mudança climática, que tem provocado intensa fusão nas bordas do continente. É um local antigo, separado, quente e isolado. Os investigadores conseguiram detectá-lo com recurso a um radar especializado de penetração de gelo.

Ainda não é certo o que poderá estar a causar o aquecimento debaixo da zona este da Antárctida, uma vez que o cráton deveria proteger o gelo do calor interno da Terra. Porém, a equipa de investigadores tem um palpite: energia hidrotérmica.

Uma falha na parte de baixo da crosta pode estar cheia de água, que palpita entre as profundidades quentes da Terra e a parte de baixo do gelo antárctico. O fenómeno pode estar a fornecer um canal para o calor escapar e desencadear o derretimento.

Esta fonte oculta de calor é interessante, mas os investigadores consideram especialmente importante o facto de o fenómeno poder influenciar os dados usados para entender o passado profundo do planeta.

“Esta é uma área de interesse particular”, sustenta a equipa de cientistas. “Segundo sugerem os nossos modelos, a Antárctida Oriental pode conter o mais antigo gelo do planeta, preservando registos de importantes transições climáticas“.

Os cientistas recolhem amostras do gelo antigo e usam-nas para entender como a atmosfera do planeta mudou com o tempo. Cada camada de gelo é um registo do ar do planeta no período em que se formou. E entender as circunstâncias sob as quais o gelo permaneceu durante milénios desde então pode ajudar os investigadores a melhorar a compreensão destes dados.

ZAP // Live Science

Por ZAP
23 Novembro, 2018

 

1262: Raro fenómeno envolveu a Terra numa incrível luz laranja

CIÊNCIA

NASA

No passado dia 7 de Outubro, um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) captou esta incrível fotografia enquanto orbitava a uma altitude de mais de 400 quilómetros acima da Austrália.

Este misterioso espectáculo de luzes laranjas podia muito bem representar um planeta alienígena. Mas não, esta fotografia retrata a Terra, envolta numa incrível luz alaranjada.

Tal como explicou a NASA, o tom laranja que envolveu o nosso planeta é um fenómeno conhecido como airglow – uma luminescência hipnotizante causada por reacções químicas que chegam até ao topo da atmosfera terrestre.

Por norma, este brilho quase fantasmagórico ocorre quando a radiação ultravioleta da luz solar energiza moléculas de nitrogénio, oxigénio, sódio e ozono na atmosfera. Por sua vez, estás moléculas carregas com energia colidem entre si, perdendo consequentemente brilho que resulta num brilho fraco – mas visivelmente espectacular.

Segundo a agência espacial norte-americana, e tendo em conta que este brilho é mil milhões de vezes mais fraco do que a luz solar, a melhor forma para ver o airglow é durante a noite. Neste caso em particular, a imagem foi capturada a 400 quilómetros acima do território da Austrália.

O brilho que envolve a Terra, também conhecido como quimilunescência, é comparável às reacções químicas mais brilhantes que ocorrem em solo terrestre, incluindo alguns brinquedos como bastões e espadas luminosas, indica a NASA a título de exemplo.

Porém, o airglow é bem mais do que apenas um incrível jogo de luz. A luminescência nocturna, tal como nota a agência Europa Press, revela fenómenos importantes sobre o alcance da atmosfera da Terra, podendo ajudar os cientistas a compreender melhor o comportamentos das partículas que “moram” perto da interface entre a Terra e o Espaço, incluindo as ligações entre o clima terrestre e espacial.

Os cientistas já estão a utilizar satélitesIONospheric Connection Explorer (ICON) da NASA, programado para ser lançado a 8 de Novembro – para estudar esta zona dinâmica.

Importa ainda salientar que este fenómeno nem sempre ocorre em tons de laranja. Em 2016, o fotógrafo Miguel Claro capturou um airglow bem mais colorido na montanha do Pico, no arquipélago dos Açores – uma espécie de arco-íris, recorda a Space.com.

(dr) Miguel Claro

ZAP // LiveScience

Por ZAP
9 Novembro, 2018

 

866: Finalmente explicado o fenómeno bizarro que intrigou Leonardo da Vinci

(dr) James Niland

Um fenómeno quotidiano intrigou os cientistas durante séculos. Porque é que, quando abrimos a torneira, a água se estende quando toca no lavabo antes de fluir pelo ralo? A ciência tem agora uma explicação.

No século XVI, Leonardo da Vinci documentou um fenómeno curioso que podemos observar todos os dias na nossa vida quotidiana. Quando abrimos a torneira para lavar os dentes, por exemplo, vemos que a água se estende quando toca na superfície do lavabo antes sequer de cair pelo ralo.

O que surpreendeu o artista italiano intrigou, desde então, inúmeros cientistas, Meio milénio depois, estamos ainda a franzir o sobrolho ao salto hidráulico, nome pelo qual este fenómeno é conhecido. Agora, físicos da Universidade de Cambridge propuseram-se finalmente a resolver este mistério.

À semelhança do que acontece quando abrimos uma torneira, o salto hidráulico pode também ser observado em praticamente todos os lugares onde existe um encontro de correntes. A beleza deste bizarro fenómeno captou a atenção de várias mentes filosóficas ao longo dos anos, mas é nas anotações de da Vinci sobre a natureza da água que encontramos as primeiras considerações sobre como os líquidos se comportam sob diferentes tipos de fluxos.

Para da Vinci, sempre foi a natureza rara da água que fazia com que ela se comportasse desta determinada maneira. No entanto, nos séculos seguintes, a explicação primária de da Vinci foi aprimorada.

O físico italiano Giovanni Battista Guglielmini, do século XVIII, e o matemático  italiano do século XIX, George Bidone, acrescentaram alguns detalhes matemáticos ao fenómeno, mas, ainda assim, nunca o conseguiram explicar.

Finalmente, em 1914, o físico John William ‘Just Call Me Lord Rayleigh’ Strutt, o terceiro Barão Rayleigh, aventurou-se numa sugestão que constava num documento sobre furos e ondas de choque líquido.

A explicação levou em conta factores como a viscosidade, a energia cinética e a energia potencial. Todavia, investigadores que se seguiram ao Lord Rayleigh descartaram a tensão superficial, dado que o papel que esta desempenha “pode ser minimizado aumentando-se o fluxo e, correspondentemente, a profundidade da água sobre a placa”.

Assim, modelos que descreviam a ligação entre o raio do líquido de fluxo mais rápido e a altura do salto hidráulico – como uma combinação entre viscosidade, inércia e gravidade – foram favorecidos.

À medida que a água flui ao longo de uma superfície, o atrito supera a inércia e desacelera o fluido. Se a mudança na velocidade for abrupta o suficiente, desenvolve-se uma onda de choque, na qual o líquido se acumula a uma pequena distância.

Ao longo dos anos, foram muitos os cientistas que questionaram se, de facto, a gravidade desempenhava um papel importante na determinação da altura do salto hidráulico, questionando, consequentemente, a causa desse estranho fenómeno que intrigou Leonardo da Vinci durante anos.

Agora, num novo estudo, publicado no Journal of Fluid Mechanics, o investigador de engenharia química Rajesh Bhagat acredita que os cientistas podem ter sido rápidos demais em descartar a influência da tensão superficial.

“Neste estudo, provámos que a tensão superficial e as forças viscosas equilibram o momentum aquando do salto hidráulico, e que a gravidade não desempenha qualquer papel significativo”, afirmou.

O líquido tem um momentum, isto é, uma certa força que empurra o líquido para a frente. No entanto, a tensão superficial empurra-o na direcção oposta porque quer contraí-lo e isso faz com que, a um certo ponto, ambas as forças estejam equilibradas, e é aqui que acontece o salto hidráulico.

Compreender este processo tem grandes implicações e “pode reduzir drasticamente o uso industrial da água”, sublinha Bhagat. “Esta teoria pode ser usada para encontrar novas formas de limpar carros e, até, equipamentos de fábrica“, conclui.

Lorde Rayleigh ficaria impressionado com as mais recentes conclusões, mas Leonardo da Vinci ficaria certamente feliz em saber, finalmente, a natureza da água e do seu fluxo hipnotizante.

Por ZAP
11 Agosto, 2018

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383: Steve: o misterioso fenómeno que os cientistas estão a tentar desvendar

Steve, o misterioso fenómeno celeste que pinta os céus com tons de roxo e verde, foi estudado por cientistas da NASA, que revelam que se trata de uma nova forma de aurora boreal.

Cientistas da NASA estão a estudar as propriedades do misterioso fenómeno chamado “Steve“, nome dado pelos observadores deste evento que é, também, uma abreviação de “Strong Thermal Emission Velocity Enhancement”.

Steve é semelhante a uma aurora boreal e tem sido documentado nos céus do Canadá, descrito geralmente como um fio vertical de luz roxa e tons esverdeados.

Segundo Elizabeth MacDonald, cientista da NASA, o fenómeno pode ocorrer em latitudes mais baixas do que as auroras comuns, oferecendo aos cientistas um vislumbre das interacções do campo magnético e da atmosfera superior da Terra. As descobertas da equipa foram publicadas esta semana na Science Advances.

Os cientistas tomaram conhecimento deste fenómeno quando membros de um grupo do Facebook, chamado “Alberta Aurora Chasers” – que reúne pessoas da província de Alberta, no oeste do Canadá, que gostam de observar auroras – começaram a publicar fotografias de observações incomuns do (agora conhecido) fenómeno Steve.

Os céus surgem “pintados” com fios roxos esverdeados, orientados quase verticalmente. Uma vez que aparece em áreas mais populosas, no sul do país, esta é uma espécie de aurora boreal que está ao alcance de mais pessoas.

Cientificamente, “diz-nos que os processos que criam auroras boreais estão a penetrar todo o caminho até à magnetosfera interna“, explica MacDonald.

Os cientistas compararam estas observações amadoras com dados dos satélites Swarm, da Agência Espacial Europeia (ESA), que medem precisamente a variação no campo magnético da Terra, de modo a descobrir quais as condições que propiciaram este fenómeno.

As auroras mais comuns formam-se quando as partículas carregadas impulsionadas pelo Sol são conduzidas em direcção à atmosfera superior dos pólos do nosso planeta pelo campo magnético da Terra. Estas partículas solares atingem partículas neutras na atmosfera superior, e produzem luz e calor, visíveis a olho nu no céu nocturno.

Pelo contrário, as Steves formam-se de maneira diferente. Nas regiões onde aparecem, há um campo eléctrico que aponta para o pólo e um campo magnético que aponta para baixo. Os dois juntos criam esta emissão orientada para oeste.

Assim, o fluxo na ionosfera terrestre atrai as partículas solares carregadas para oeste, onde atingem e aquecem partículas neutras durante o caminho, produzindo as tais luzes ascendentes. Este fenómeno configura o primeiro indicador visível da “movimentação” de partículas carregadas, que os investigadores têm vindo a estudar via satélite há cerca de 40 anos.

Dada a dificuldade em obter uma visão geral das auroras com os satélites actuais (porque não são capazes de ver um hemisfério inteiro ao mesmo tempo ou observar cada ponto com frequência), as pessoas desempenharam um papel determinante na compreensão do fenómeno Steve.

“Em conjunto, todas as observações nos ajudaram a construir novos modelos de auroras”, diz MacDonald, acrescentando que a melhoria tecnológica de câmaras significaria que os registos amadores seriam ainda mais valiosos para os cientistas.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
17 Março, 2018

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220: Janeiro vai ter noite com Superlua, Lua Azul e Lua de Sangue: tudo ao mesmo tempo

giumaiolini / Flickr

O mês de Janeiro terá uma noite especial e muito rara. O mundo todo poderá observar a Superlua, a Lua Azul e a Lua de Sangue juntas no dia 31. É a primeira vez que esse fenómeno ocorre em 150 anos.

A Lua Azul não é um evento astronómico: representa apenas um ciclo lunar especial onde a lua cheia aparece duas vezes no mesmo mês.

Isso ocorre devido à diferença entre o calendário do ciclo, que tem 29,5 dias de média, e o gregoriano, usado na nossa sociedade, que tem entre 30 e 31 dias. De tempos em tempos, essa desigualdade causa o efeito da Lua Azul.

A Lua de Sangue é o nome dado para o satélite natural durante o eclipse lunar total. Nesse caso, a lua perde a sua cor brilhante e branca, ganhando um tom mais avermelhado.

O fenómeno poderá ser visto em qualquer lugar do mundo, desde que o céu esteja aberto o suficiente para não obstruir a visão.

É importante lembrar que, quanto mais escuro o ambiente, mais detalhes do céu ficam visíveis a olho nu.

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215: NASA desvenda o mistério do “anjo” que apareceu no céu da Suécia

O fenómeno óptico atmosférico foi observado por vários praticantes de esqui em Vemdalen, na Suécia: um halo de gelo nos céus suecos.

Recentemente, os esquiadores que se encontravam na estância de Vemdalen, na Suécia, foram brindados com um inesperado fenómeno atmosférico, que fez aparecer no céu um majestoso “anjo luminoso”.

Esta segunda-feira, a NASA escolheu uma foto do fenómeno meteorológico como “foto do dia” e explicou o que é na realidade o anjo luminoso que inundou as redes sociais no passado mês de Dezembro.

Segundo os cientistas da agência espacial norte-americana, as imagens, que foram gravadas por um esquiador, mostram um halo solar.

Os halos solares são anéis de luz que se produzem quando se formam cristais de gelo suspensos na troposfera, que fazem com que a luz solar mude de localização e se crie um efeito óptico em forma de círculo em torno do Sol. Este círculo possui um anel iridescente, de cor vermelha no lado interior e verde e azul no lado exterior.

O fenómeno causou um grande alvoroço nas redes sociais. De acordo com a RT, há quem compare o fenómeno com a imagem de um anjo: “parece a imagem que imaginas que verias quando os anjos começaram a formar a primeira luz no céu da Jordânia, no Natal”, escreveu um utilizador.

Certo é que esta comparação não é totalmente descabida. Parece haver uma semelhança entre o fenómeno meteorológico e o halo de um anjo – um círculo luminoso que se representa em cima das cabeças, como o símbolo de um aura na iconografia religiosa.

Neste caso, este halo de gelo foi particular por ter combinado vários tipos de halo: um halo circular de 22º, pilares de luz, um círculo parélico, parélios, um arco tangente superior, e o mais raro, um halo de 46º.

Embora se tenha avistado o fenómeno no dia 1 de Dezembro, até agora não havia explicação para o “anjo singular” que surgiu nos céus da Suécia.

ZAP //

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