2209: As nuvens tsunami estão a prender os olhos dos norte-americanos ao céu

Amy Christie Hunter / Facebook

Nuvens em forma de onda – um fenómeno meteorológico raro – foram captadas nos céus de Smith Mountain Lake, no estado da Virgínia, Estados Unidos. As redes sociais não deixaram passar ao lado a beleza inusitada destas nuvens.

Parece uma montagem de Photoshop, mas é real. A imagem das nuvens tsunami, que se tornou viral nas redes sociais, foi captada por Amy Christie Hunter, na passada terça-feira nos céus de Smith Mountain Lake, no estado da Virgínia, Estados Unidos. A norte-americana publicou a fotografia no Facebook e muito rapidamente chegou aos media.

“Quando vi as nuvens rolando sobre a montanha, peguei no meu telemóvel o mais rápido que consegui para capturar o momento”, disse Amy Christie Hunter ao CNET News. “Durou apenas alguns segundos, foi literalmente como uma onda na rebentação.”

Após ter publicado a fotografia na rede social, a norte-americana foi contactada por um meteorologista que lhe pediu autorização para partilhar a imagem nas notícias.

“Quando dei por isso, todos os principais canais televisivos estavam a pedir-me permissão para usar a foto”, disse. Hunter adiantou ainda estar “muito satisfeita” por ter partilhado com o mundo uma imagem de um fenómeno tão raro.

Segundo o Observador, as nuvens tsunami são assim conhecidas popularmente, mas o  nome correto do fenómeno é instabilidade de Kelvin-Helmholtz. Um dos exemplos mais famosos é a mancha vermelha de Júpiter e este fenómeno acontece quando há velocidade de atrito num fluido contínuo ou quando há diferença de velocidade entre dois fluidos, como quando o vento sopra sobre a água, por exemplo.

Ainda assim, este fenómeno que pintou os céus de Smith Mountain Lake não deve ser confundido com as nuvens-prateleira ou as nuvens-rolo, que acontecem antes e durante as tempestades.

Ainda assim, os três acontecimentos têm algo em comum: por serem tão bonitos e tão assustadores ao mesmo tempo, tornam-se virais nas redes sociais assim que são captados quer em vídeos, quer em imagens. As nuvens tsunami da passada terça-feira não foram excepção.

ZAP //

Por ZAP
21 Junho, 2019

Eu também tenho captado nuvens com desenhos fantásticos e fora do que habitual e convencionalmente são as chamadas nuvens. Eis algumas delas:

… mas como não sou americano… ninguém liga…

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1877: Os raios caem duas vezes no mesmo lugar (e já se sabe porquê)

CIÊNCIA

(CC0/PD) DasWortgewand / pixabay

Um grupo de cientistas descobriu que cargas negativas dentro de uma nuvem não são descarregadas num único feixe, mas uma parte delas é armazenada e circulada através de canais, causando descargas repetidas no solo.

Isto explicaria por que este fenómeno atmosférico geralmente cai duas vezes no mesmo lugar, de acordo com um artigo publicado na revista científica Nature.

Quando as cargas de um raio diminuem, o canal de descarga rompe. No entanto, mesmo que o feixe termine, as agulhas – canais – permanecem, criando uma trilha com carga negativa armazenada que os raios sucessivos usam, ao encontrar um caminho com menos resistência.

Estas agulhas podem ter um comprimento de cem metros e um diâmetro inferior a cinco metros, explicam os especialistas. “São muito pequenos e muito breves para outros sistemas de detecção de raios”, explica Brian Hare, principal autor do estudo, num comunicado publicado no site da Universidade Nacional da Austrália.

Para realizar a sua investigação, os especialistas da Universidade de Groningen, na Holanda, usaram uma rede de radiotelescópios chamada Low Frequency Matrix (LOFAR) para recolher uma série de detalhes sobre as ondas de rádio emitidas por raios e, assim, determinar a razão para este comportamento.

“Estes dados permitem-nos detectar a propagação de raios numa escala onde, pela primeira vez, podemos distinguir os processos primários“, explicou Hare. “O uso de ondas de rádio permite olhar para dentro da nuvem, onde a maioria dos raios está”, acrescenta.

“Vemos que uma parte da nuvem é recarregada e podemos entender porque a queda de um relâmpago no solo pode ser repetido várias vezes”, refere Hare.

Viajando a cerca de 300 quilómetros por segundo, saem do canal principal. “As cargas negativas dentro de uma nuvem de tempestade não são drenadas de uma só vez, mas são, em parte, armazenadas ao lado de interrupções no canal principal”, explicou Harvey Butcher, da Universidade Nacional da Austrália. A carga negativa restante é descarregada pouco depois num segundo raio, reutilizando o mesmo canal.

Butcher disse à IFLScience que está esperançoso de que o trabalho seja útil para limitar o dano que os relâmpagos podem causar e para melhorar o projecto dos pára-raios.

ZAP //

Por ZAP
24 Abril, 2019

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1527: Depois do eclipse total, a Lua trouxe um grande anel de luz

Jason Ahrns / Flickr

Na noite de 20 para 21 de Janeiro, o satélite natural da Terra ficou tingido de vermelho durante um eclipse total, dando lugar à chamada Super Lua de Sangue, mas os espectáculos não acabaram por aí.

Na noite seguinte, muitas pessoas testemunharam, em diferentes partes do mundo, um fenómeno atmosférico incomum conhecido como halo, no qual um grande anel aparece ao redor da Lua.

Este evento acontece devido às pequenas partículas de gelo hexagonais suspensas nas nuvens altas, reflectindo a luz e provocando um espectro de cores ao redor do satélite. O halo também é conhecido como arco-íris, podendo surgir tanto ao redor da Lua como em redor do Sol.

Nos halos lunares é possível observar um anel de cor branca ou pálida, juntamente com a cor vermelha no seu interior Além disso, há a cor azul na parte externa, mesmo que algumas vezes não seja visível à noite.

Para o fenómeno ocorrer, dependerá da forma particular e da posição dos cristais nas nuvens. Geralmente, o halo ocorre a baixas temperaturas.

Na madrugada de 21 de Janeiro ocorreu um eclipse total lunar raríssimo, também conhecido como “Super Lua de Sangue”. Os eclipses lunares acontecem porque, na sua trajectória pela órbita da Terra, a lua atravessa duas fases: nova quando fica entre a Terra e o Sol, e cheia quando a Terra é que fica entre a lua e o Sol.

Quando a Terra está entre a lua e o Sol (Lua Cheia) e o nosso planeta projecta nela a sua sombra, esta pode escurecer a lua durante até cinco horas, dependendo das condições. Durante o eclipse, a lua fica normalmente vermelha porque a luz do sol atravessa a atmosfera da Terra durante o pôr e o nascer do sol, e a sua luz é reflectida na lua.

Durante este eclipse, um meteorito caiu na Lua e o fenómeno foi filmado. Foi a primeira vez que se regista o impacto de um meteorito na Lua durante um eclipse. O momento pode ser visto em vídeos que mostram um ponto luminoso na superfície lunar. Esse ponto é o impacto de uma Geminida, um meteoroide que resulta da passagem do asteróide 3200 Faetonte perto da Terra.

ZAP // SputnikNews

Por SN
27 Janeiro, 2019

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