5131: Confirmado o objecto mais distante já observado no Sistema Solar. Demora um milénio a orbitar o Sol

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(dr)

O planetóide Farfarout é o objecto mais distante já observado no Sistema Solar, confirmou uma equipa internacional de astrónomos, dando conta que a sua órbita é quase quatro vezes mais distante do Sol do que a de Plutão, que há 12 anos 2006 foi despromovido a planeta-anão.

Apesar de ter sido descoberto já em meados de 2018 pelo telescópio Subaru, localizado no Observatório de Mauna Kea, no Havai, só agora é que a equipa de astrónomos conseguiu reunir observações suficientes para determinar a sua órbita.

A distância média de Farfarout ao Sol é de 132 unidades astronómicas (UA), quase  quatro vezes superior à distância de Plutão (39 UA). Uma UA, recorde-se, é uma unidade de distância que reflete, aproximadamente, a distância média entre a Terra e o Sol.

O objecto tem uma órbita muito alongada, ficando, no seu ponto mais distante, a 175 UA.

Uma órbita de Farfarout em torno do Sol demora cerca de mil anos: “Uma única órbita de Farfarout em torno do Sol demora um milénio”, disse David Tholen, co-autor do novo estudo, cujos resultados foram recentemente publicados, citado em comunicado.

Em cada volta ao Sol cruza-se com a órbita do gigante Neptuno e, por este mesmo motivo, deve já ter sentido fortes interacções gravitacionais com o oitavo planeta do Sistema Solar que ajudaram a definir a sua órbita alongada e de grandes dimensões.

Farfarout é muito escuro e, tendo em conta o seu brilho e distância ao Sol, a equipa de astrónomos estima que tenha cerca de 400 quilómetros de diâmetro, valor que o coloca na extremidade inferior de um planeta anão, assumindo que seja um objecto rico em gelo.

“A descoberta de Farfarout mostra a nossa capacidade crescente de mapear o Sistema Solar externo e olhar cada vez mais para os limites de nosso sistema”, explicou ainda Sheppard, rematando: “O Farfarout é apenas a ponta do icebergue de objectos do Sistema Solar no Sistema Solar muito distante”.

O Minor Planet Center concedeu-lhe a designação oficial de 2018 AG37.

O seu apelido – “Farfarout” – distinguia-o do corpo recordista anterior, o “Farout”, que foi encontrado pela mesma equipa de astrónomos em 2018. Assim que a sua órbita for determinada com mais detalhe, “Farfarout” receberá um nome oficial, tal como Sedna, um planetóide de grandes dimensões descoberto em 2003.

Por Sara Silva Alves
15 Fevereiro, 2021


1635: Eis FarFarOut: o objecto mais distante do Sistema Solar

NASA/JPL-Caltech

Recorrendo a poderosos telescópios, uma equipa de cientistas do Instituo de Carnegie de Washington, nos Estados Unidos, encontrou o objecto mais distante da Terra até agora localizada no Sistema Solar – e vai muito para lá de Plutão.

A equipa, liderada pelo astrónomo Scott Sheppard, estava a tentar confirmar a presença de um planeta gigante, o mítico planeta que foi provisoriamente denominado de Planeta X ou Planeta Nove, quando se deparou com um marco espacial.

No passado dia 20 de Fevereiro, o cientista ia fazer uma apresentação sobre os resultados desta investigação, mas o evento acabou por ser cancelado devido ao mau tempo que assolou a capital norte-americana.

“Ontem nevou e eu, como não tinha nada que fazer, voltei a confirmar alguns dos nossos antigos dados“, começou por contar o especialista durante a apresentação, que se realizou no dia seguinte ao que estava inicialmente programado.

“Na verdade, encontrei este objecto na noite passada”, reiterou, referindo-se ao corpo espacial que, para já, é apelidado de FarFarOut. O objecto encontra-se a cerca de 140 unidades astronómicas do Sol (uma destas unidades é equivalente à distância média entre a Terra e o Sol). Ou seja, o novo objecto está 3,5 vezes mais longe do que Plutão.

A confirmarem-se os dados avançados por Sheppard, a descoberta vai ultrapassar uma outra realizada pela mesma equipa no ano passado, quando detectaram o objecto 2018 VG18 – também baptizado como FarOut -, que se localizada a 120 unidades astronómicas do Sol.

Segundo apontam as observações, é provável que o corpo tenha cerca de 500 quilómetros de diâmetro, o que significaria que o objecto em causa é um planeta esférico e anão. O corpo teria ainda uma tonalidade rosa, sugerindo que é rico em gelo.

As órbitas do FarOut e do “recordista” FarFarOut são as mais recentes descobertas de um projecto de investigação de uma década que analisa dados dos cantos mais distantes do nosso Sistema Solar. Para esta investigação, os cientistas recorreram a poderosos telescópios ópticos, entre os quais, o telescópio Blanco (4 metros de diâmetro), no Chile, e o telescópio Subaru (8 metros de diâmetro), localizado no Havai.

Os cientistas estão a explorar estes objectos longínquos do Sistema Solar para tentar compreender a influência gravitacional do misterioso (e ainda hipotético) Planeta X.

ZAP // SputnikNews / RT

Por ZAP
26 Fevereiro, 2019

[vasaioqrcode]