676: Imperceptíveis “terramotos lentos” na falha de Santo André podem causar uma catástrofe

Ikluft / Wiklimedia
A Falha de Santo André estende-se ao longo de 1290km, na costa leste dos Estados Unidos.

O risco sísmico na Califórnia pode ser maior do que pensávamos. Há 75% de probabilidade de ocorrer um terramoto de magnitude 7 (ou mais) nas próximas três décadas.

Foram descobertos movimentos totalmente inesperados na área central da falha de Santo André, na Califórnia, Estados Unidos.

Cientistas da Universidade do Arizona revelaram que nesta área da falha, que tem cerca de 145 quilómetros de comprimento, há “terramotos lentos” que não são notados pelas pessoas, mas que podem ser um autêntico perigo, podendo desencadear terramotos poderosos no futuro.

Até agora, pensava-se que os movimentos lentos e estáveis nessa área da falha de Santo André permitiam libertar a energia que se acumula nessa área. No entanto, o novo estudo, publicado esta segunda-feira na Nature Geoscience, sugere que esses movimentos tectónicos são mais intensos e esporádicos.

“Descobrimos que essa parte da falha tem um movimento médio de cerca de três centímetros por ano”, afirma Mostafa Khoshmanesh, um dos autores do recente estudo. “Às vezes, esse movimento estagna completamente, mas há outras em que essa área se desloca até 10 centímetros por ano.”

Estes episódios lentos e esporádicos levam a uma aumento da pressão nos segmentos fechados da falha a norte e sul da secção central, explica Manoochehr Shirzaei, outro investigador. Essas secções, lembra o cientista, já experimentaram dois terramotos de magnitude 7,9 em 1857 em Fort Tejon e em 1906, em San Francisco.

M. Khoshmanesh / ASU

“Com base nas nossas observações, acreditamos que o risco sísmico na Califórnia varia com o tempo e é provavelmente maior do que pensávamos até agora“, diz Shirzaei. O cientista adverte para a importância de incluir estimativas precisas desse risco variável nos sistemas de previsão de terramotos, de modo a diminuir as consequências.

De acordo com os modelos actuais, sublinha Khoshmanesh, há uma probabilidade de um terramoto de magnitude 7, ou mais, ocorrer tanto a sul como no norte da Califórnia nas próximas três décadas. Os cientistas manter-se-ão atentos.

ZAP // RT

Por ZAP
21 Junho, 2018

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481: Há uma “bomba relógio” por baixo da Califórnia que vai provocar um grande sismo

Um perigo iminente assola a região de São Francisco, na Califórnia, nos EUA, e pode provocar um grande sismo a qualquer momento. A culpa é da fractura tectónica Hayward que é “uma bomba-relógio” prestes a explodir.

O alerta é do Serviço Geológico dos EUA, conhecido pela sigla USGS, que no âmbito de uma investigação a que chama o “cenário do terramoto HayWired”, prevê os impactos causados por um sismo de magnitude 7.0, provocado pela Fractura de Hayward.

Esta fractura de 83 quilómetros passa por algumas das cidades mais habitadas da Baía de de São Francisco, onde moram mais de dois milhões de pessoas. No caso de um terramoto de magnitude 7.0, vão morrer centenas de pessoas, segundo os especialistas ouvidos pelo jornal Los Angeles Times (LAT).

O geólogo de terramotos do USGS, David Schwartz, alerta que a fractura Hayward é considerada uma “bomba-relógio tectónica” que “está à espera para explodir”, conforme declarações àquele diário.

Este especialista refere que a falha tectónica produz, em média, um grande terramoto a cada 150 a 160 anos. O último grande sismo provocado pela fractura Hayward foi de magnitude 6.8 e está prestes a completar 141 anos, no próximo dia 21 de Outubro, conforme dados do USGS.

“Mesmo considerando as incertezas, estamos definitivamente mais perto do próximo do que estamos longe dele”, avisa David Schwartz.

O último grande sismo da zona, ocorrido em 1989 e com magnitude 6.9, teve epicentro em Loma Prieta e causou cerca de 60 mortes e 10 mil milhões de dólares em danos. O “cenário HayWired” prevê consequências “10 vezes” mais dramáticas, caso ocorra um terramoto de 7.0 nos próximos tempos, com os danos a atingirem mais de 100 mil milhões de dólares, frisa o LAT.

A fractura Hayward é considerada mais perigosa do que a falha de S. Andreas que provocou o grande sismo de 1906 que destruiu São Francisco, há mais de uma década.

Em caso de um novo e grande abalo provocado pela falha tectónica, cerca de 800 pessoas poderiam morrer e mais de 18 mil ficar feridas no seguimento de um sismo de 7.0, com epicentro por baixo da cidade de Oakland, nota o LAT.

Além disso, milhares de outras pessoas morreriam devido aos incêndios provocados pelo sismo, devido a danos nos gasodutos. Mais de 150 mil casas ficariam destruídas, afectando meio milhão de habitantes.

E mesmo com os requisitos de segurança que são obrigatórios nas construções na Califórnia, o terramoto de 7.0 levaria 8.000 edifícios ao colapso e cerca de 100.000 ficariam inacessíveis, por estarem demasiado danificados. Isto geraria um problema habitacional enorme, com milhares de pessoas deslocadas.

Por outro lado, as cidades afectadas ficariam impossibilitadas do acesso a água potável durante cerca de seis meses, pelo menos.

As autoridades norte-americanas têm tomado diversas medidas, nos últimos anos, no sentido de proteger as populações para um eventual cenário de terramoto, mas “a maior parte da região continua vulnerável”, notam os especialistas ouvidos pelo LAT.

SV, ZAP //

Por SV
21 Abril, 2018

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234: A missão secreta da Space X pode ter falhado

Official SpaceX Photos / Flickr

O lançamento do Falcon 9 correu (aparentemente) bem. No entanto, há rumores que dão o satélite secreto Zuma, dos EUA, como perdido.

A SpaceX lançou, no passado domingo, o foguete Falcon 9, que levava um satélite secreto do Governo dos EUA em órbita – o Zuma. Aparentemente, o lançamento foi bem sucedido. No entanto, esta segunda-feira, começaram a surgir rumores de que o satélite terá deixado de funcionar, depois do Falcon 9 ter aterrado em Cape Canaveral.

De acordo com a Bloomberg, o satélite caiu em direcção à Terra e entrou em combustão na atmosfera. Contudo, ninguém parece saber ao certo o que é feito dele.

Nem a empresa de Elon Musk nem a Northrop grumman, o fabricante do satélite, confirmaram se a missão secreta teria sido cumprida.

Ainda assim, em declarações ao The Verge, a Space X disse que as “análises aos dados indicam que o Falcon 9 teve um desempenho satisfatório“. Já a Northrop Grumman disse que não comenta “missões confidenciais”.

As informações das empresas contradizem a informação avançada pela Bloomberg, que relata que a parte superior do Falcon 9 falhou e que o satélite não se separou do foguetão, como seria suposto.

Segundo o Observador, também o registo do satélite norte-americano USA 280 no catálogo da space-track.org a seguir ao lançamento levantou dúvidas. Provavelmente, alguém do Comando Estratégico do Centro de Operações Espacial adicionou o Zuma ao catálogo após ter completado uma órbita.

No entanto, isso não significa que o Zuma ainda esteja em órbita ou que se tenha separado do Falcon 9 que, segundo o astrónomo Jonathan McDowell, iria sair de órbita passadas 1,5 órbitas.

Para aumentar o clima de instabilidade em relação ao que se sabe (ou se pensa saber) sobre o lançamento do Falcon 9, segundo a Wired, a Space X usa sempre o seu próprio hardware, mas na missão Zuma o adaptador de carga foi fornecido pela própria construtora do satélite.

O que aconteceu permanecerá uma incógnita. Dada a confidencialidade da missão dos EUA, é pouco provável que se venha a saber algo sobre o paradeiro de Zuma.

ZAP //

Por ZAP
11 Janeiro, 2018

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