1064: NASA observa movimentos tectónicos recentes em Marte

ESA
Sistema de falhas Cerberus Fossae

A sonda Mars Express da NASA observou fissuras proeminentes em Marte causadas devido à acção de falhas tectónicas que atingiram a superfície do planeta há menos de dez milhões de anos.

As imagens foram capturadas pela Mars Express no dia 2018 de Janeiro e foram agora publicadas pela agência espacial norte-americana. As fotografias foram tiradas perto do sistema de falhas Cerberus Fossae, na região Elysium Planitia, no equador marciano.

Depois de Tharsis Montes, Elysium Planitia é a segunda zona vulcânica mais extensa do Planeta Vermelho. Estas “fossas” estendem-se desde de o noroeste ao sudeste do planeta, em mais de mil quilómetros.

As fissuras observadas pela sonda passam por crateras e colinas de impacto, além de planícies vulcânicas com mais de dez milhões de anos, indicando que se trata de uma formação relativamente recente, nota a Europa Press.

A largura das fissuras encontradas é variável, indo de algumas dezenas de metros a mais de um quilómetro. Os especialistas acreditam que estas se tenham formado pela acção das falhas tectónicas que dividem as camadas superiores de Marte.

De acordo com a ESA, estas falhas geológicas podem estar associadas com injecções de lava no solo, que terão deformado a superfície e poderão ser oriundas do trio de vulcões localizado a noroeste.

ESA

Os “poços” de colapso arredondados observados a norte (à direita na imagem acima) indicam uma fase inicial de subsidência da superfície – movimento de uma superfície para baixo. Noutros lugares da superfície de Marte foram detectadas formações arredondadas que se conectam, dando origem a falhas mais longas.

Os cientistas que exploram e estudam a região especulam que as fracturas podem vir a abrir a crosta do planeta a uma determinada profundidade, o que permitiria a expulsão de água ou lava para a superfície.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2018

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

481: Há uma “bomba relógio” por baixo da Califórnia que vai provocar um grande sismo

Um perigo iminente assola a região de São Francisco, na Califórnia, nos EUA, e pode provocar um grande sismo a qualquer momento. A culpa é da fractura tectónica Hayward que é “uma bomba-relógio” prestes a explodir.

O alerta é do Serviço Geológico dos EUA, conhecido pela sigla USGS, que no âmbito de uma investigação a que chama o “cenário do terramoto HayWired”, prevê os impactos causados por um sismo de magnitude 7.0, provocado pela Fractura de Hayward.

Esta fractura de 83 quilómetros passa por algumas das cidades mais habitadas da Baía de de São Francisco, onde moram mais de dois milhões de pessoas. No caso de um terramoto de magnitude 7.0, vão morrer centenas de pessoas, segundo os especialistas ouvidos pelo jornal Los Angeles Times (LAT).

O geólogo de terramotos do USGS, David Schwartz, alerta que a fractura Hayward é considerada uma “bomba-relógio tectónica” que “está à espera para explodir”, conforme declarações àquele diário.

Este especialista refere que a falha tectónica produz, em média, um grande terramoto a cada 150 a 160 anos. O último grande sismo provocado pela fractura Hayward foi de magnitude 6.8 e está prestes a completar 141 anos, no próximo dia 21 de Outubro, conforme dados do USGS.

“Mesmo considerando as incertezas, estamos definitivamente mais perto do próximo do que estamos longe dele”, avisa David Schwartz.

O último grande sismo da zona, ocorrido em 1989 e com magnitude 6.9, teve epicentro em Loma Prieta e causou cerca de 60 mortes e 10 mil milhões de dólares em danos. O “cenário HayWired” prevê consequências “10 vezes” mais dramáticas, caso ocorra um terramoto de 7.0 nos próximos tempos, com os danos a atingirem mais de 100 mil milhões de dólares, frisa o LAT.

A fractura Hayward é considerada mais perigosa do que a falha de S. Andreas que provocou o grande sismo de 1906 que destruiu São Francisco, há mais de uma década.

Em caso de um novo e grande abalo provocado pela falha tectónica, cerca de 800 pessoas poderiam morrer e mais de 18 mil ficar feridas no seguimento de um sismo de 7.0, com epicentro por baixo da cidade de Oakland, nota o LAT.

Além disso, milhares de outras pessoas morreriam devido aos incêndios provocados pelo sismo, devido a danos nos gasodutos. Mais de 150 mil casas ficariam destruídas, afectando meio milhão de habitantes.

E mesmo com os requisitos de segurança que são obrigatórios nas construções na Califórnia, o terramoto de 7.0 levaria 8.000 edifícios ao colapso e cerca de 100.000 ficariam inacessíveis, por estarem demasiado danificados. Isto geraria um problema habitacional enorme, com milhares de pessoas deslocadas.

Por outro lado, as cidades afectadas ficariam impossibilitadas do acesso a água potável durante cerca de seis meses, pelo menos.

As autoridades norte-americanas têm tomado diversas medidas, nos últimos anos, no sentido de proteger as populações para um eventual cenário de terramoto, mas “a maior parte da região continua vulnerável”, notam os especialistas ouvidos pelo LAT.

SV, ZAP //

Por SV
21 Abril, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=0a24d3e7_1524306816737]