1995: Assista aqui ao lançamento do Falcon 9 da SpaceX com os primeiros satélites da Starlink

Actualização 2 (04:00): O lançamento foi adiado para amanhã à mesma hora

Actualização 1 (03:30): Adiado para as 04:00

A SpaceX prometeu revolucionar as viagens espaciais e a forma como colocamos pessoas e carga no espaço. Os seus feitos são já únicos, como temos visto nos últimos meses, e está provada a sua forma de trabalhar.

Agora, a empresa vai realizar mais uma viagem, que colocará em órbita os primeiros 60 satélites da rede Starlink. É às 03:30 de Portugal e pode assistir aqui a este lançamento.

Elon Musk já tinha mostrado esta semana mais informações sobre a rede de satélites Starlink. Esta quer democratizar o acesso à Internet e trazer esta rede a locais remotos do planeta.

Para isso irá contar com uma rede de satélites que foram já apresentados. Os primeiros satélites vão agora ser colocados na órbita terrestre, sendo usado para isso um Falcon 9 da SpaceX.

Espera-se que este lançamento seja feito às 03:30, hora de Portugal continental, tendo a equipa da SpaceX uma janela de hora e meia para esse voo. Tudo aponta para que seja dentro de minutos que este lançamento ocorra.

Actualização 1: Adiado para as 04:00. Elon Musk já veio a público, via Twitter, garantir que o lançamento acontecerá, mas que foi adiado para as 04:00 de Portugal.

SpaceX @SpaceX

New T-0 of 11:00 p.m. EDT—Falcon 9 and Starlink continue to look good for today’s launch

Resta assim aguardar por esta nova janela de tempo para assistirmos ao lançamento do Falcon 9 da SpaceX com os 60 satélites da Starlink rumo ao espaço.

Actualização 2: Devido a problemas com o vento, o lançamento do Falcon 9 acabou por ser adiado por 24 horas.

Amanhã, à mesma hora, a SpaceX vai tentar novamente colocar os 60 satélites da Starlink em órbita.

Em Fevereiro a SpaceX já tinha lançado dois satélites ao espaço: eram eles o Tintin A e Tintin B. A ideia era exactamente testar a tecnologia da rede Starlink, usando para isso esses equipamentos de teste.

O objectivo final da SpaceX é colocar na órbita baixa da Terra quase 12.000 satélites Starlink. Este processo deverá acontecer até 2027, fornecendo acesso à Internet de alta velocidade a áreas do planeta onde a banda larga é rara, irregular ou inexistente.

Este primeiro lançamento é apenas uma pequena parte de um longo processo, de acordo com o planeado pela empresa.

pplware
16 MAI 2019



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1968: Nave da SpaceX explodiu num misterioso acidente (mas não se sabe porquê)

SpaceX / Flickr

A SpaceX confirmou que um dos seus foguetões explodiu num misterioso acidente – mas não revelou o que aconteceu especificamente.

A empresa e sua principal cliente, a NASA, passaram as duas semanas desde a explosão da nova cápsula a dizer pouco sobre o que aconteceu. A NASA espera contar com a nave para transportar astronautas para o espaço no futuro e o seu sucesso é vital para o programa espacial. Mas não revelou quase nada sobre o que exactamente o que ocorreu de errado.

Hans Koenigsmann, vice-presidente de confiabilidade de voo da SpaceX, admitiu, de acordo com o The Independent, que houve uma “anomalia”. Mas a empresa continuou de boca fechada sobre os detalhes do problema.

O acidente de 20 de Abril ocorreu numa zona de pouso na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, enquanto a SpaceX realizava um teste de propulsores de emergência projectados para impulsionar a cápsula em caso de falha no lançamento.

Uma tentativa de testar os oito motores SuperDraco provocou o acidente, demolindo o veículo inteiro num stand de testes, disse Koenigsmann a jornalistas no Centro Espacial Kennedy, da NASA.

“Pouco antes, antes de querermos lançar o SuperDraco, houve uma anomalia e o veículo foi destruído”, disse Koenigsmann. “Não houve feridos. A SpaceX tomou todas as medidas de segurança antes do teste como sempre faz.”

A conferência de imprensa foi convocada antes do lançamento, na sexta-feira, de uma missão não-tripulada de reabastecimento para a estação espacial internacional usando uma cápsula de carga construída pela SpaceX, a empresa privada de foguetes Elon Musk.

Koenigsmann recusou-se a caracterizar a natureza do acidente, incluindo se uma explosão ou incêndio estava envolvido. A NASA também hesitou em descrever o acidente.

Um vídeo do acidente mostrou a cápsula a explodir em pedaços. Um manto de fumo também foi observado a subir sobre a plataforma de lançamento à distância no momento do teste.

O Crew Dragon tinha sido programado para transportar os astronautas americanos Bob Behnken e Doug Hurley para a Estação Espacial Internacional numa missão de testes em Julho, embora o recente acidente, assim como alguns outros problemas no projecto do veículo, possam empurrar o evento para o final do ano ou até para 2020.

O veículo destruído foi uma das seis cápsulas construídas ou em produção final pela SpaceX e a primeira levada para o espaço. Um foguete SpaceX Falcon 9 lançou-o sem tripulação para a estação espacial em Março para uma visita de seis dias antes de regressar à Terra, mergulhando com segurança no Atlântico para recuperação.

A NASA concedeu 6,8 mil milhões de dólares à SpaceX e à concorrente Boeing Co para desenvolver sistemas separados de cápsulas para levar os astronautas para o espaço, mas ambas as empresas enfrentaram desafios e atrasos técnicos.

ZAP //

Por ZAP
13 Maio, 2019


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1293: SpaceX lança satélite do Qatar com foguetão usado. E aterra-o em segurança

O veículo espacial saiu da Florida, colocou um satélite em órbita e a sua secção principal aterrou minutos depois numa plataforma flutuante no oceano.

Momento da aterragem em segurança do foguetão
© Twitter

A SpaceX lançou esta quinta-feira um dos seus foguetões Falcon 9, às 15.46, do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Florida, com a missão de colocar um satélite em órbita. Aproximadamente 32 minutos depois, conta a empresa em comunicado, o satélite de comunicações Es’hail-2 já se encontrava implementado na órbita geo-estacionária.

Cerca de 8,5 minutos após o lançamento, a primeira fase do foguetão aterrou com sucesso na plataforma “Off course I still love you” (é claro que ainda te amo, em português), que se encontra no oceano Atlântico, na costa da Florida.

Este Falcon 9 era já usado, tendo sido também usado no lançamento do satélite Telstar 19, no dia 22 de Julho deste ano.

O satélite Es’hail-2 foi construído pela empresa Mitsubishi Electric Corp. e será operado pela empresa Es’hailSat do Qatar. Esta equipamento fornece serviços de banda Ku e Ka, permitindo aos sectores empresariais e governamentais usufruir de comunicações seguras em toda a região do Médio Oriente e do Norte de África.

Num vídeo publicado no Youtube, é possível assistir ao lançamento do foguetão da empresa do multimilionário Elon Musk.

Esta é a 31.ª aterragem da primeira fase de foguetões da Space X, que, ao reutilizar os lançadores, consegue reduzir drasticamente os custos dos voos espaciais.

A Space X fez história em 2015, quando conseguiu, pela primeira vez, lançar o seu foguetão e recuperar a primeira fase do veículo espacial, que colocou em órbita 11 satélites.

Diário de Notícias
DN
16 Novembro 2018 — 00:23

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582: Câmara derrete enquanto fotografa lançamento de foguetão da NASA

Bill Ingalls / Facebook

Durante o lançamento do foguetão SpaceX Falcon 9, esta terça-feira, uma câmara fotográfica que filmava o momento derreteu.

A câmara do fotógrafo da NASA Bill Ingalls estava a registar o lançamento do foguetão SpaceX Falcon 9 quando derreteu. A Canon DSLR estava a cerca de 400 metros do lançamento, num complexo da Força Aérea da Califórnia, onde estavam mais cinco câmaras remotas.

No entanto, por incrível que pareças, todas as fotografias foram salvas. Segundo explicou o fotógrafo no Facebook, as fotografias ficaram todas guardadas e foram tiradas até ao momento em que a máquina derreteu.

Segundo o Jornal de Notícias, o fotógrafo regista lançamentos de foguetões desde 1989. Contudo, Bill Ingalls referiu que esta terá sido a primeira vez que uma das suas câmaras derreteu, sendo que outras que estavam mais perto do local não sofreram qualquer dano.

Quando a câmara deixou de ser um aparelho tecnológico e se transformou em labaredas, foram os bombeiros que a encontraram. “Pelo menos, ainda tirou uma foto (do lançamento do foguetão) antes de se desfazer”, disse o fotógrafo da NASA.

Para Bill Ingalls o problema sãos os resíduos que são projectados, como rochas que podem danificar ou, como neste caso, destruir o equipamento.

As câmaras que se encontram mais perto do lançamento de foguetões têm, geralmente, invólucros que as protegem. Por sua vez, as que estão mais longe têm filtros que protegem as suas lentes.

ZAP //

Por ZAP
24 Maio, 2018

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“Caçador” de exoplanetas da NASA vai para o espaço com portugueses “a bordo”

O novo “caçador” de planetas fora do nosso sistema solar da agência espacial dos Estados Unidos, NASA, vai ser lançado para o espaço na segunda-feira, numa missão em que participam cientistas portugueses.

O lançamento do telescópio TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite, Satélite de Rastreio de Exoplanetas em Trânsito) será feito a bordo do foguetão Falcon 9, da empresa aeroespacial privada SpaceX, da base de Cabo Canaveral, na Florida, nos Estados Unidos.

A hora de lançamento está marcada para as 18:32 locais (23:32 em Lisboa), segundo a NASA, que tem feito esta semana a contagem decrescente no seu portal.

Dois meses após a colocação na órbita terrestre, e depois de testados os instrumentos, o satélite artificial começará a sua missão, que tem uma duração inicial de dois anos.

© ESO/M. Kornmesser “Caçador” de exoplanetas da NASA vai para o espaço com portugueses “a bordo”

Ao contrário do telescópio espacial Kepler, também da NASA, que ‘caçou’ mais de 2.600 exoplanetas numa determinada zona do céu, a maioria a orbitar estrelas pouco brilhantes, entre 300 e 3.000 anos-luz da Terra, o TESS vai procurar novos planetas fora do Sistema Solar em todo o céu.

No primeiro ano da missão será observado o hemisfério sul e no segundo ano o hemisfério norte, com o telescópio a concentrar-se em planetas que orbitam estrelas próximas da Terra, a menos de 300 anos-luz, e 30 a 100 vezes mais brilhantes do que as estrelas-alvo do Kepler.

Na missão TESS participa o investigador Tiago Campante, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, que esteve envolvido no planeamento científico, nomeadamente na selecção de estrelas-alvo a observar.

Com o telescópio em funcionamento, e do qual são esperados os primeiros dados compilados no fim do ano ou em Janeiro, o astrofísico vai estudar em particular a vibração (oscilações no brilho) das estrelas a partir da decomposição da sua luz.

Estas oscilações permitem caracterizar detalhadamente as estrelas, como a sua massa, o diâmetro e a idade, conforme explicou anteriormente à Lusa o cientista, contemplado este ano com uma bolsa europeia Marie Curie no valor de 160 mil euros.

Tiago Campante sublinhou que o telescópio vai fazer “a detecção, o levantamento” de exoplanetas “por todo o céu”.

Planetas que possam, inclusive, estar na chamada ‘zona habitável’ da estrela (planetas nem demasiado perto nem demasiado longe da estrela-mãe e que, por isso, poderão ter à superfície água líquida, elemento essencial para a vida tal como se conhece).

O astrofísico adiantou que a validação dos novos planetas extras-solares detectados será feita em terra com outros telescópios por outros investigadores, incluindo portugueses, do núcleo do Porto do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, especialista neste tipo de planetas.

Lusa
msn notícias
SIC Notícias
13/04/2018

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454: Vídeos da SpaceX afinal são contra a lei

O foguetão Falcon 9 teve apenas autorização parcial para emitir imagens | REUTERS/Gene Blevins

Há oito anos que os fãs do espaço seguem a par e passo os vídeos do foguetão Falcon 9 da SpaceX. À margem parece que estava apenas a Administração Nacional Atmosférica e Oceânica (NOAA, na sigla em inglês) que só agora percebeu que este foguetão não tem licença para transmitir vídeos do espaço.

Foi preciso a própria SpaceX ter pedido à NOAA – entidade governamental que controla os sistemas lançados para o espaço pelos americanos – autorização para emitir vídeos do espaço, para o lançamento do satélite Iridium, a 30 de Março. A questão foi que a NOAA apenas emitiu uma licença parcial, o que levou a SpaceX a justificar-se perante os subscritores do seu canal, refere o site Quartz.

Questionada pelos jornalistas, a NOAA referiu ter alterado a sua análise em relação aos objectos que são lançados no espaço e emitem imagens ainda que por curta duração. Os produtores de foguetões não pedem normalmente licenças porque não consideram que os seus veículos, que apenas estão em órbita algumas horas, antes de serem abandonados, estejam na mesma categoria de satélites que são enviados para ficar anos em órbita.

Depois da primeira explicação dada pela NOAA, o porta-voz veio explicar que esta agência estatal mudou o seu entendimento em relação a estes objectos. E que agora se querem transmitir imagens têm de pedir licenças.

DN
11 DE ABRIL DE 2018 | 00:20

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417: Elon Musk tem plano para colonizar Marte e pagar por isso

Bret Hartman, TED / Flickr
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX

Elon Musk é conhecido, entre muitas, muitas outras coisas, pelo seu desejo de colonizar Marte. Agora, o homem que pôs um Tesla Roadster em órbita no espaço publicou um artigo sobre o assunto.

Num artigo intitulado “Making Life Multi-Planetary” (“Tornando a vida multi-planetária”), publicado este mês na revista New Space, Elon Musk, o CEO da Tesla e da SpaceX, estabelece planos para construir um foguete e transportar cerca de 100 pessoas para o Planeta Vermelho.

Além disso, dá-nos ainda informações sobre como pretende pagar por isso. Musk explica no artigo que actualizou o design do Big Falcon Rocket (BFR) para o tornar mais pequeno do que o projecto original, e também potencialmente menos caro.

O novo design incorpora uma nave e um impulsionador de foguete num só sistema. Isso significa que pode substituir os actuais foguetes Falcon Heavy e Falcon 9, bem como a nave espacial Dragon, aplicando todos os recursos já utilizados nessas tecnologias.

Musk também descreveu o mecanismo Raptor, motor que já foi testado há algum tempo. “Temos que ter um motor extremamente eficiente. O Raptor será o motor de impulso-peso mais eficiente, acreditamos, de qualquer motor de qualquer tipo já fabricado. Já temos 1200 segundos de disparo em 42 testes principais do motor”, notou o CEO.

O CEO ilustrou como é possível pagar pelo BFR “canibalizando” a técnica actual da SpaceX. Elon Musk disse que o seu objectivo é ter “um stock de veículos Falcon 9 e Dragon” disponíveis para os clientes que desejem continuar a utilizá-los, apesar do desenvolvimento do novo sistema BFR.

Musk acredita que será possível construir o BFR através das receitas recolhidas em lançamentos de satélites e serviços para a Estação Espacial Internacional.

Elon Musk observou que uma parte essencial da tentativa de colonizar Marte é a capacidade de produzir propelentes localmente. Como a atmosfera do planeta tem dióxido de carbono e muita água, o bilionário sugere o uso do processo de Sabatier para fabricar metano e oxigénio molecular em Marte.

Depois de o propelente ter sido fabricado, o foguete BFR pode ser reabastecido para uma viagem de volta à Terra. O bilionário explicou que nenhum reforço é necessário para fazer lançamentos a partir de Marte, porque o planeta tem menos gravidade.

De acordo com o plano actual, a SpaceX planeia lançar as primeiras missões de carga para Marte em 2022, embora Musk tenha considerado esta uma meta “aspiracional”, o que significa que é a data desejada, mas pode ser difícil alcançá-la.

“Já começamos a construir o sistema – as ferramentas para os tanques principais foram encomendadas, a instalação está a ser construída e começaremos a construção da primeira nave por volta do segundo trimestre do próximo ano”, escreveu no artigo.

É interessante que Musk tenha definido uma linha do tempo para 2022, já que outros comentários feitos este ano sugeriam que uma missão já poderia ser lançada em 2019.

Em seguida, em 2024, a empresa quer realizar duas missões de carga e duas missões de tripulação à Marte. O objectivo da primeira é encontrar a melhor fonte de água no planeta, e o da segunda é construir a instalação para fabricar propelente localmente.

No final do artigo, Musk ainda pontuou alguns detalhes do seu plano para construir uma base marciana, começando com uma única nave e acrescentando outras antes de começar a estruturar uma cidade, “ao longo do tempo vamos transformar Marte num lugar realmente agradável para se estar“.

ZAP // HypeScience
Por HS
30 Março, 2018

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Futura “Internet barata” de Elon Musk está a caminho do Espaço

Depois dos adiamentos, tudo correu bem com o lançamento do Falcon 9 que leva os dois satélites beta testers de um serviço de Internet de banda larga que o patrão da SpaceX quer pôr em órbita.

Foi perto das 14h20 de Portugal Continental que começou a contagem decrescente para o lançamento do Falcon 9 que levava os primeiros satélites do projecto Starlink a bordo. O “envio” aconteceu sem percalços.

Inicialmente o lançamento do Falcon 9 esteve previsto para dia 17 de fevereiro, sábado, tendo sido adiado depois para dia 19 e depois, novamente para dia 21 de fevereiro. Ontem também acabou por não se realizar, devido a condições atmosféricas adversas. Ficou para esta quinta-feira, em que tudo correu pelo melhor.

O projecto de “espalhar Internet pelo Mundo” com serviços de baixo custo é desenvolvido leva o nome de Starlink e teve origem ainda antes de Elon Musk conseguir os principais sucessos com a SpaceX. O empresário testou vários conceitos, incluindo a possibilidade de desenvolver uma empresa de satélites com Greg Wyler, e fixou o plano numa rede de cerca de 12 mil micro satélites, com uma cobertura global.

A iniciativa foi pouco divulgada, mas no final do ano passado a FCC, organismo responsável pela regulação do sector das comunicações nos Estados Unidos, deu à SpaceX autorização para transportar dois satélites, o Microsat-2A e Microsat-2B, que seriam os primeiros testers desta nova rede de Internet.

Ou será melhor chamar os satélites pelo “nome de baptismo”, “Tintin A & B, que foram entregues e estão a comunicar com as estações da Terra”, garantiu Elon Musk.

De qualquer forma, a “carga principal” do Falcon 9 era o satélite de radar espanhol PAZ – que deu o nome à missão. Mas tudo indica que a carga secundária poderá vir a ser mais relevante.

Nesta missão com duplo objectivo só faltou cumprir um terceiro: em estreia, recuperar a cápsula de transporte. Depois dos propulsores, a SpaceX está agora a tentar a recuperação destes elementos, como mais um objectivo para baixar o custo dos lançamentos espaciais.

Ainda não foi desta que a intenção se cumpriu. Mas por poucos metros, segundo Elon Musk.

Sapotek
22 Fev 2018 14:23

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303: Plano mirabolante de Elon Musk vai levar Internet barata a todo o mundo

SpaceX
Foguetão lançador Falcon Heavy, da SpaceX

A companhia espacial SpaceX vai fazer mais um lançamento com o foguete Falcon 9 no próximo sábado. E a carga desta vez é muito especial.

A carga útil primária será um satélite espanhol para o seu cliente Paz.No entanto, a carga secundária é que é a interessante, uma vez que se trata de dois satélites demonstrativos que a empresa quer colocar em órbita para testar o plano de oferecer serviço de comunicação via Internet de banda larga para o mundo todo.

Os pequenos satélites – Microsat-2A e Microsat-2B – têm uma vida útil planeada de apenas 20 meses. Ambos irão conter transmissores de banda larga e, uma vez em órbita, a companhia testará a conectividade com várias estações terrestres, incluindo estações móveis e uma lista de locais que inclui os escritórios do CEO Elon Musk, como o da empresa de carros eléctricos Tesla.

A SpaceX tem mantido segredo sobre o plano para oferecer acesso à Internet generalizado. Durante uma conferência de imprensa semana passada, Musk não quis falar sobre o projecto, informalmente conhecido como Starlink.

No entanto, é difícil manter sigilo quando existem tantos documentos públicos à volta da proposta.

O que sabemos é que, nos próximos anos, a empresa espera lançar 4.255 satélites interligados de Internet de banda larga para orbitar cerca de 1120 a 1280 quilómetros acima da Terra, além de outros 7.500 em órbitas inferiores.

Os documentos de aprovação do teste de sábado sugerem que o par de satélites será enviado a uma órbita cerca de 510 quilómetros acima da Terra. Em comparação, a Estação Espacial Internacional orbita o planeta a cerca de 400 quilómetros. Também indicam que a empresa está a trabalhar com parceiros na Argentina, Noruega e Nova Zelândia.

Hoje, cerca de 1.740 satélites activos orbitam a Terra, além de 2.600 satélites mortos que estão provavelmente a flutuar no espaço. A frota planeada da SpaceX, de cerca de 12 mil satélites, seria quase três vezes maior.

A SpaceX está numa corrida cada vez mais competitiva para estabelecer acesso à Internet rápido, generalizado e acessível por todo o planeta. A empresa acha que esse mercado vale dezenas, senão centenas, de milhares de milhões de dólares por ano.

Uma rede de satélites espacial eliminaria obstáculos e despesas de instalar tecnologias em terra. Desafios comuns associados à localização, escavação de buracos, colocação de fibra e tratamento de direitos de propriedade, por exemplo, são todos diminuídos por uma rede baseada no espaço.

Os custos mais baixos também poderiam resolver questões de acesso. Num pedido legal de Julho de 2016, a SpaceX incluiu um dado de um relatório da UNESCO afirmando que “4,2 milhares de milhões de pessoas (ou 57% da população mundial) estão offline por uma ampla gama de razões”, incluindo o facto de que a conectividade necessária não está presente ou não é acessível.

O plano de Musk é oferecer ao planeta inteiro Internet com velocidade de 1 giga por segundo. A velocidade média global no final de 2015, de acordo com um relatório da empresa Akamai, era de 5,6 megabits por segundo, ou 1/170 da velocidade-alvo da SpaceX. Essa Internet poderia ser acedida através de dispositivos relativamente pequenos que Musk disse em 2015 que custariam entre 100 e 300 dólares (cerca de 80 a 242 euros).

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288: O Tesla falhou a órbita de Marte e está a caminho da Cintura de Asteróides

Elon Musk / Instagram
Starman ao volante de um Tesla Red Roadster a caminho de Marte

Não, o Starman não está a caminho de Marte. O Tesla, colocado a bordo do Falcon Heavy, está fora do trajecto previsto e pode estar afinal a caminho da Cintura de Asteróides.

A bordo do Falcon Heavy, o foguetão mais poderoso do mundo lançado esta terça-feira, seguia um Tesla Roadster com um manequim como piloto, que recebeu o nome de Starman.

Inicialmente, o objectivo de Elon Musk era colocar o automóvel numa órbita heliocêntrica, à volta do Sol, onde iria permanecer durante mil milhões de anos, de forma a aproximar-se regularmente do planeta Marte.

Mas o Tesla está fora do trajecto previsto e quem avança com a notícia é o próprio Elon Musk, através de um post na sua conta de Instagram. O presidente da Tesla e da empresa Space X adiantou que o veículo pode estar a caminho da Cintura de Asteróides, região do Sistema Solar compreendida aproximadamente entre as órbitas de Marte e Júpiter.

A comunidade científica continua a acompanhar a aventura do Tesla Roadster com interesse. Segundo o site The Verge, alguns astrónomos, usando uma ferramenta do Jet Propulsion Laboratory da NASA, identificaram algumas diferenças entre os dados que Musk partilhou e os últimos números enviados pela SpaceX.

Os cientistas garantem que o Tesla não irá alcançar a cintura de asteróides, como afirmou inicialmente Elon Musk. Desde o início que o empresário admitiu que a possibilidade de o veículo chegar a Marte era pequena. O Falcon Heavy tinha criado grandes esperanças, que agora parecem cada vez mais reduzidas.

Elon Musk já tinha admitido que a terceira ignição tinha sido um sucesso e que o Roadster iria ultrapassar Marte, dirigindo-se à cintura de asteróides – entre Marte e Júpiter – mas nunca revelou que isso iria complicar os seus planos iniciais.

Jonathan McDowell, astrofísico de Harvard, calcula agora que na próxima década o mais perto que o Roadster vai conseguir estar de Marte é a cerca de 6,9 milhões de quilómetros, em Outubro de 2020. Em Março de 2021, o Tesla voltará a passar relativamente perto da Terra, a 45 milhões de quilómetros, estimou.

ZAP //

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265: Já há data de lançamento para o Falcon Heavy da SpaceX

A SpaceX, empresa que desenvolve e constrói veículos espaciais, está empenhada em colocar o Homem em Marte. Para alcançar este objectivo, a equipa de Elon Musk, deve primeiro aperfeiçoar as técnicas já usadas no que toca à reutilização de foguetões.

Actualmente, todas as atenções dos apreciadores de grandes obras de engenharia e amantes do Espaço estão concentradas no Falcon Heavy, cuja data de lançamento já está marcada.

O foguetão será lançado na base 39A

Apenas alguns dias depois da SpaceX ter efectuado um exigente e bem sucedido “test fire” ao foguetão Falcon Heavy, o dia 6 de Fevereiro foi reservado para o seu primeiro lançamento de sempre. Elon Musk, ou como muitos gostam de lhe chamar, o Mr. Tony Stark da vida real, utilizou o seu Twitter para anunciar esta importante data.

Há pelo menos 3 anos que a SpaceX está a planear o lançamento do Falcon mais potente da colecção mas, infelizmente, este evento foi sendo adiado constantemente. No entanto, apesar de todos os contratempos, todos os testes ao Falcon Heavy foram bem-sucedidos e este está pronto para ser lançado.


Um dos veículos Espaciais mais potentes de sempre…

No fundo o Falcon Heavy consiste em três Falcon 9 “colados” uns aos outros. Possui 27 motores e é, sem dúvida, um dos foguetões mais potentes de sempre.

Será lançado exactamente no mesmo local de onde partiram os foguetões das missões Apollo. Certamente, o lançamento do Falcon Heavy será transmitido ao vivo no canal da SpaceX no Youtube.


Conheça melhor o Falcon Heavy da SpaceX:

A espera terminou…

Depois de esperamos vários anos por este momento, o lançamento do Falcon Heavy vai mesmo acontecer dentro de poucos dias. O teste aos motores foi um sucesso e a equipa da SpaceX mostra-se optimista com a perspectiva de lançamento.

O CEO da SpaceX, Elon Musk, também já deu o seu parecer no Twitter confirmando que tudo parece estar encaminhado para que o lançamento seja efectuado dentro de uma semana.

Anunciado pela primeira vez em 2011, o lançamento do Falcon Heavy sempre foi o grande objectivo da SpaceX. No entanto, uma série de falhas em 2015 e 2016 obrigaram a equipa de Elon Musk a adiar o lançamento várias vezes.

O melhor foguetão da SpaceX

O Falcon Heavy é a versão “pesada” do principal foguetão da SpaceX, o Falcon 9. Basicamente, a versão Heavy consiste em três Falcon 9 juntos e consegue ter um extraordinário poder durante a descolagem.

E, tal como o Falcon 9, é parcialmente reutilizável. Assim, os 3 motores devem regressar à Terra para poderem ser reutilizados em futuros lançamentos.

Neste lançamento que irá ser realizado dentro de alguns dias, os motores laterais deverão ser os primeiros a regressar à Terra, seguidos do motor central. No entanto, ao contrário dos outros dois motores, o motor central deverá aterrar numa base da SpaceX no Oceano Atlântico.


Falcon Heavy: Uma grande obra de engenharia

De acordo com Elon Musk, o Falcon Heavy tornou-se uma obra de engenharia muito mais difícil de concretizar do que aquilo que era inicialmente esperado.

Mas quão difícil pode ser juntar três Falcon 9?

A verdade é que quando se faz algo do género tudo muda. De acordo com Elon Musk, a pressão exercida no veículo muda drasticamente, levantando problemas relacionados com a vibração. Além disso, toda a aerodinâmica do foguetão muda.

Por causa disso, Elon Musk afirmou que é possível que o Falcon Heavy não atinja a orbita desejada.

“I hope it makes it far enough beyond the pad so that it does not cause pad damage, I would consider even that a win, to be honest.”

Elon Musk

Mas se o lançamento for bem-sucedido, o Falcon Heavy irá tornar-se um foguetão extremamente avançado e pronto para ser usado em qualquer missão. Além disso, o Falcon Heavy pode abrir muitas portas para a concretização de missões espaciais ainda mais importantes.

A SpaceX já disse que espera, um dia, utilizar o Falcon Heavy para fazer transporte de mercadorias de Marte para a Lua e vice-versa.

pplware
Tomás Santiago
25 Jan 2018

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226: SpaceX lança satélite em missão secreta dos EUA

A empresa de transporte espacial norte-americana SpaceX anunciou o lançamento bem sucedido do foguete Falcon 9, que levava um satélite secreto do Governo dos EUA em órbita.

O foguete Falcon 9, que transportava um satélite secreto do Governo dos EUA, foi lançado com sucesso, esta segunda-feira, na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, informou a empresa espacial do bilionário Elon Musk.

Esta foi, segundo a euronews, uma missão espacial rodeada de grande secretismo e especulação, que teve como “cliente” o governo dos EUA, sob o nome de código “Zuma”.

Nem a empresa nem o Pentágono responderam a quaisquer questões sobre a natureza deste projecto. O grupo empresarial Northrop Grumman, responsável pelo fabrico do engenho, explicou apenas que a “carga” seria colocada em órbita terrestre baixa, sem avançar, porém, com mais detalhes.

O lançamento do satélite deveria ter ocorrido no passado mês de Novembro. No entanto, foi adiado diversas vezes por razões diferentes.

Esta é já a terceira missão secreta levada a cabo pela SpaceX, que transportou o satélite espião do National Reconnaissance Office dos Estados Unidos e o avião espacial não-habitado X-37B da Força Aérea norte-americana.

ZAP //

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