2776: Extraterrestres podem estar a vigiar a Terra através de sondas espias

CIÊNCIA

NASA/JPL-Caltech

Os extraterrestres podem estar a vigiar a Terra através de sondas robóticas ocultas instaladas em corpos próximos do nosso planeta, alertou um físico do Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI).

De acordo com James Benford, o cientista norte-americano que avançou com esta hipótese, é possível que os alienígenas vigiem a Terra há milhões de anos através de sondas de espionagem colocadas em objectos rochosos próximos da Terra. 

O cientista argumenta que objectos co-orbitais próximos – corpos que seguem uma rota em torno do Sol semelhante à da Terra -, recentemente descobertos fornecem uma “forma ideal para observar o nosso mundo”.

“Uma sonda próxima da Terra poderia ganhar tempo enquanto a nossa civilização desenvolve tecnologias capazes de localizá-la. Se encontrada, a sonda poderia estabelecer contacto connosco em tempo real”, defendeu Benford, que publicou recentemente os resultados da sua investigação na revista científica The Astronomical Journal.

“[A sonda] pode estar a reportar [informações] ao seu centro sobre a nossa Biosfera e a civilização há eras“, considerou ainda o cientista.

De acordo com o cientista, estas sondas robóticas poderiam ou não responder a um sinal, dependendo das motivações dos alegados seres alienígenas.

Apesar de a hipótese ser remota, o cientista do SETI considera importante verificá-la: para que os cientistas encontrem evidências de tecnologia alienígena, Benford sugere que sejam utilizados telescópios ópticos e radio-eléctricos e que até se envie uma nave espacial.

“Qual a possibilidade de uma sonda espia extraterrestre estar estacionada num desses objectos co-orbitais? Muito baixa, obviamente. Mas, se a missão for barata, por que não ir verificar? Se não encontrarmos um extraterrestre, pelo menos podemos encontrar outras coisas interessantes”, sugeriu, em declarações ao portal Science Alert.

Alguns cientistas acreditam que a Lua pode o candidato ideal para o posto de espionagem extraterrestre, tendo em conta a sua proximidade constante da Terra. No entanto, outros cientistas pensam o nosso satélite natural poderia ser um local arriscado: o facto de ser tão próximo da Terra, deixaria os extraterrestres pouco ocultos.

As ideias de Benford têm por base a longa conjectura de hipóteses já elaboradas por pessoas que participam em programas SETI.

Tal como recorda o mesmo portal de Ciência, foi o radio-físico Ronald Bracewell, em meados de 1960, o primeiro a sugerir que “comunidades galácticas superiores” poderiam ter instalado sondas inter-estelares autónomas no Espaço para observar, controlar e talvez até para comunicar com outras formas de vida.

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5 Outubro, 2019

 

2739: Elon Musk não acredita que existam extraterrestres na Área 51

EXTRATERRESTRES

tedconference/ Flickr
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX

O CEO da Tesla e da Space X, Elon Musk, revelou este sábado que não acredita que existam extraterrestres na Área 51, uma zona militar onde as forças armadas dos Estados Unidos alegadamente guardam provas de vida alienígena.

A revelação do multimilionário norte-americano foi feita este sábado, quando Elon Musk apresentava as últimas actualizações do seu veículo interplanetário reutilizável, a Starship, destinado a transportar cargas e pessoas para a Lua e Marte.

Falando da possibilidade de existir vida em outros planetas, o fundador e CEO da SpaceX disse que não viu “nenhum sinal de alienígenas”, enfatizando que os seres humanos são a única espécie consciente plenamente conhecida até agora.

“Até onde sabemos, somos a única consciência, ou seja, a única vida que existe. Poderia haver outras formas vidas, embora não tenhamos visto nenhum sinal disso”, afirmou.

Musk revelou que é frequentemente questionado sobre se acredita que existem alienígenas escondidos na Área 51. O multimilionário descarta as teorias da conspiração: no seu entender, estas ideias apenas servem propósitos económicos. “É a forma maior e mais de aumentar os fundos para a Defesa” dos Estados Unidos.

“A realidade é que, até onde sabemos, este é o único lugar, pelo menos nesta parte da galáxia ou na Via Láctea, onde há consciência, e demoramos muito tempo para chegar a esse ponto”, destaca ainda durante apresentação.

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29 Setembro, 2019

 

2610: Os extraterrestres podem já ter explorado a Via Láctea (e visitado a Terra)

CIÊNCIA

Indigo Skies Photography / Flickr

A Via Láctea pode estar repleta de civilizações alienígenas interestelares. Mas não sabemos, porque não nos visitam há 10 milhões de anos.

De acordo com um estudo publicado no mês passado na revista especializada The Astronomical Journal, a vida extraterrestre inteligente pode demorar algum tempo a explorar a galáxia, aproveitando o movimento dos sistemas estelares para facilitar a troca de estrelas. O trabalho é uma nova resposta a uma pergunta conhecida como Paradoxo de Fermi, que pergunta por que razão não detectamos sinais de inteligência extraterrestre.

O paradoxo foi levantado pela primeira vez pelo físico Enrico Fermi, que perguntou: “Onde estão todos?”. Fermi questionava a viabilidade de viajar entre estrelas, mas, desde então, a sua pergunta passou a representar dúvidas sobre a própria existência de extraterrestres.

O astrofísico Michael Hart explorou a questão formalmente quando argumentou num artigo de 1975 que havia muito tempo para a vida inteligente colonizar a Via Láctea nos 13,6 mil milhões de anos desde que a galáxia se formou, mas ainda não ouvimos nada deles. Hart concluiu, portanto, que não deve haver civilizações avançadas na nossa galáxia.

O novo estudo, porém, oferece uma perspectiva diferente sobre a questão: talvez os alienígenas estejam a demorar um pouco e a ser estratégicos.

“Se não considerarmos o movimento das estrelas ao tentar resolver o problema, fica basicamente com uma de duas soluções”, disse Jonathan Business-Nellenback, cientista da computação e principal autor do estudo, ao Business Insider. “Ninguém sai do seu planeta ou somos de facto a única civilização tecnológica da galáxia.”

As estrelas orbitam o centro da galáxia em diferentes caminhos a diferentes velocidades. Ao fazê-lo, ocasionalmente cruzam-se. Assim, os alienígenas poderiam estar a esperar pelo próximo destino. Nesse caso, as civilizações demorariam mais tempo a espalhar-se pelas estrelas do que Hart calculou. Portanto, podem ainda não ter chegado até nós – ou talvez até já tenham chegado, muito antes dos humanos evoluírem.

Os investigadores já tentaram responder ao Paradoxo de Fermi de várias maneiras – estudos investigaram a possibilidade de que todas as formas de vida alienígena se formem nos oceanos abaixo da superfície de um planeta e postularam que as civilizações podem ser desfeitas pela sua insustentabilidade antes de realizar qualquer viagem interestelar.

Há também a “hipótese do zoológico”, que imagina que as sociedades da Via Láctea decidiram não entrar em contacto connosco pelas mesmas razões pelas quais mantemos a natureza ou mantemos protecções para alguns povos indígenas isolados.

Um estudo de 2018 sugeriu que há uma hipótese de 2 em 5 de estarmos sozinhos na nossa galáxia e uma hipótese de 1 em 3 de estarmos sozinhos em todo o cosmos.

Os autores do estudo mais recente apontam que investigações anteriores não tiveram em conta um facto crucial sobre a nossa galáxia: ela move-se. Assim como os planetas orbitam estrelas, os sistemas estelares orbitam o centro galáctico. O nosso sistema solar, por exemplo, orbita a galáxia a cada 230 milhões de anos.

Se civilizações surgirem em sistemas estelares distantes, podem tornar a viagem mais curta, esperando que o seu caminho orbital os aproxime de um sistema estelar habitável. Depois de se estabelecerem nesse novo sistema, os alienígenas poderiam esperar novamente por uma distância ideal de viagem para dar outro salto.

Nesse cenário, os alienígenas não se estão a mover pela galáxia. Estão à espera que a sua estrela se aproxime de outra estrela com um planeta habitável. “Se demorar mil milhões de anos, essa é uma solução para o paradoxo de Fermi”, disse Carroll-Nellenback. “Os mundos habitáveis ​​são tão raros que precisamos de esperar mais do que qualquer civilização dure antes que outro apareça.”

Para explorar os cenários, os investigadores usaram modelos numéricos para simular a propagação de uma civilização pela galáxia. Tiveram em consideração uma variedade de possibilidades para a proximidade de uma civilização hipotética a novos sistemas estelares, o alcance e a velocidade das suas sondas interestelares e a taxa de lançamento dessas sondas.

“Tentamos criar um modelo que envolvesse o menor número de suposições sobre sociologia que pudéssemos”, disse Carroll-Nellenback.

Ainda assim, parte do problema de modelar a expansão galáctica de civilizações alienígenas é que estamos a trabalhar apenas com um ponto de dados: nós próprios. Portanto, todas as nossas previsões são baseadas no nosso próprio comportamento. Mas mesmo com a limitação, os cientistas descobriram que a Via Láctea poderia ser preenchida com sistemas estelares estabelecidos que não conhecemos.

“Todos os sistemas podem ser habitáveis, mas os extraterrestres não nos visitam porque não estão suficientemente próximos“, disse Carroll-Nellenback. Até agora, detectámos cerca de 4.000 planetas fora do nosso Sistema Solar e nenhum hospedava vida.

Há pelo menos 100 mil milhões de estrelas na Via Láctea – e ainda mais planetas. Um estudo recente estimou que até 10 mil milhões desses planetas poderiam ser parecidos com a Terra.

Assim, os autores do estudo escreveram que concluir que nenhum desses planetas sustenta a vida seria como olhar para uma piscina e não encontrar golfinhos – e depois decidir que o oceano não tem golfinhos.

Outro elemento chave nos debates sobre a vida alienígena é o que Hart chamou de “Facto A”: não há visitantes interestelares na Terra e não há evidências de visitas passadas. Mas isso não significa que nunca estiveram por cá.

Se uma civilização alienígena chegou à Terra há milhões de anos – e a Terra tem 4,5 mil milhões de anos -, talvez já não haja sinais da sua visita. Estudos anteriores sugerem que talvez não consigamos detectar evidências de visitas alienígenas passadas. É possível que alienígenas tenham passado perto da Terra, mas decidiram não a visitar.

Além disso, os alienígenas podem não querer visitar um planeta que já tem vida. Assumir isso seria uma “projecção ingénua” de uma tendência humana de equiparar expansão à conquista.

Por agora, os investigadores consideram que não devemos desmotivar por causa do silêncio do Universo. Nos próximos anos, espera-se que a nossa capacidade de detectar e observar outros planetas potencialmente habitáveis melhore drasticamente à medida que novos telescópios são construídos e lançados para o Espaço.

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11 Setembro, 2019

 

2540: Cientistas acreditam que pode haver mundos com mais variedade de vida do que a Terra

CIÊNCIA

A ideia de que não estamos sós no Universo deverá fazer parte das convicções da maioria de nós. Mas o estudo de tudo aquilo que é extra-terrestre, por astrónomos, cientistas e astrofísicos, começa a ganhar mais forma à medida que os anos avançam.

Agora, uma nova investigação define quais os exoplanetas têm melhores hipóteses de desenvolvimento e manutenção de biosferas prósperas. Assim, havendo vida, que tipo de seres serão?

Há mais vida para lá da Terra

Se pensarmos na vida e nos planetas, que melhor exemplo do que a nossa Terra? Milhões de espécies animais e vegetais têm vivido em relativa harmonia durante milénios. No entanto, até agora não encontrámos nenhuma evidência de que o mesmo possa acontecer noutros lugares.

Mas, se houver um mundo em que a vida floresça ainda mais do que no nosso planeta e a sua variedade seja mais rica do que nos nossos domínios?

Isso é o que alguns especialistas acreditam que ocorre em alguns (ou vários) dos 4.000 exoplanetas que o homem conhece.

É uma conclusão surpreendente. Este modelo mostra que as condições em alguns exoplanetas com padrões favoráveis de circulação oceânica podem ser mais adequadas para suportar uma vida mais abundante ou mais activa do que a própria vida na Terra.

Explicou Stephanie Olson, investigadora da Universidade de Chicago e autora principal do estudo apresentado no Congresso de Geoquímica de Goldschmidt em Barcelona.

Procurar vida noutros planetas

A descoberta dos exoplanetas acelerou a procura pela vida fora das fronteiras do nosso Sistema Solar. No entanto, a enorme distância que nos separa deles (anos-luz) significa que são efectivamente impossíveis de alcançar com sondas espaciais. Assim, os cientistas estão a trabalhar com ferramentas de detecção remota, tais como telescópios para compreender que condições prevalecem nos diferentes exoplanetas.

O sentido dessas observações remotas requer o desenvolvimento de modelos sofisticados de clima e evolução planetária que permitam aos cientistas reconhecer quais desses planetas distantes poderiam abrigar vida.

A procura da NASA pela vida no Universo concentra-se nos chamados planetas de ‘zona habitável’, que são mundos que têm o potencial de ter oceanos de água líquida. Mas nem todos os oceanos são igualmente hospitaleiros, e alguns serão lugares melhores para se viver do que outros por causa dos seus padrões de circulação global.

Relatou a investigadora à Phys.org.

A equipa de Olson modelou as condições prováveis em diferentes tipos de exoplanetas usando o software ROCKE-3-D, desenvolvido pelo Goddard Institute for Space Studies (GISS) da NASA, para simular os climas e habitats oceânicos de diferentes tipos de exoplanetas.

Oceanos como base de vida

Conforme já se percebeu, os planetas potencialmente habitáveis, aqueles que primeiro irão ser pesquisados, são os que podem ter oceanos.

A vida nos oceanos da Terra depende da corrente ascendente (fluxo ascendente) que devolve nutrientes das profundezas escuras do oceano para as partes iluminadas pelo Sol onde vive a vida fotos-sintética. Mais afloramento significa mais reposição de nutrientes, o que significa mais actividade biológica. Essas são as condições que devemos procurar nos exoplanetas.

Dessa forma, os cientistas desenvolveram modelos de uma variedade de possíveis exoplanetas e foram capazes de definir quais tipos de mundos têm a melhor hipótese de desenvolver e manter bioesferas prósperas.

Usamos um modelo de circulação oceânica para identificar quais os planetas que têm o afloramento mais eficiente e, portanto, oferecem oceanos especialmente hospitaleiros. Verificámos que uma maior densidade atmosférica, taxas de rotação mais lentas e a presença de continentes produzem taxas de entrada mais elevadas. Uma implicação adicional é que a Terra pode não ser perfeitamente habitável, e a vida noutros lugares pode desfrutar de um planeta que é ainda mais hospitaleiro do que o nosso.

Concluíram os investigadores.

Limitações

Apesar da muita investigação, a procura e descoberta de vida noutros planetas continua a estar limitada à tecnologia existente. No entanto, segundo os especialistas, é quase certo que a vida fora da Terra existe.

Outra das limitações, passada a barreira dos oceanos, prende-se com “por onde se deve começar a procurar”. Para os investigadores, este sim, é o grande desafio.

A vida na Terra não é a mais adequada e poderá haver planetas com melhores condições do que o nosso. No entanto, onde estará aquela que pode ser a Nova Terra?

pplware
28 Ago 2019
Imagem: NASA | iStock

post relacionado: O Universo pode “guardar” mundos melhores do que a Terra para albergar vida

 

2505: Os extraterrestres podem brilhar no escuro (e é assim que os podemos encontrar)

CIÊNCIA

KELLEPICS / pixabay

Formas de vida extraterrestre podem brilhar em vermelho, azul e verde para se protegerem de explosões estelares de radiação ultravioleta. E essa luz brilhante pode ser a chave para os encontrarmos.

A maioria dos exoplanetas potencialmente habitáveis que conhecemos orbitam anãs vermelhas – o tipo mais comum de estrela na nossa galáxia e as menores estrelas do universo. Anãs vermelhas, como Proxima Centauri ou TRAPPIST-1, estão na vanguarda da busca pela vida.

Mas se a vida extraterrestre existe nesses planetas, têm um grande problema. Anãs vermelhas geralmente inflamam, ou emitem uma explosão de radiação UV que pode prejudicar a vida nos planetas em redor dela.

“Muitos dos planetas potencialmente próximos e habitáveis que estamos a começar a encontrar provavelmente são mundos de alta radiação ultravioleta“, disse o principal autor do estudo, Jack O’Malley-James, investigador associado do Centro Cornell de Astrofísica e Ciência Planetária. “Estávamos a tentar pensar em maneiras com as quais a vida poderia lidar com os altos níveis de radiação UV que esperamos em planetas que orbitam estrelas anãs vermelhas”.

Organismos no nosso próprio planeta protegem-se da radiação UV de várias maneiras: vier no subsolo, viver debaixo de água ou usar pigmentos que os protegem o sol. Mas há uma maneira com a qual a vida na Terra lida com a radiação ultravioleta que também tornaria a vida extraterrestre mais fácil de detectar – a biofluorescência.

Certos corais no nosso planeta protegem-se dos raios UV do sol brilhando. As suas células geralmente contêm uma proteína ou pigmento que, uma vez exposta à luz ultravioleta, pode absorver parte da energia de cada fotão, fazendo com que se desloque para um comprimento de onda mais longo e seguro. Por exemplo, alguns corais podem converter luz UV invisível em luz verde visível.

O’Malley-James e a sua equipa analisaram a fluorescência produzida por pigmentos de coral e proteínas e usaram-na para modelar os tipos de luz que poderiam ser emitidos pela vida em planetas em órbita vermelha. Descobriu-se que um planeta sem nuvens e coberto de criaturas fluorescentes poderia produzir uma mudança temporária no brilho que é potencialmente detectável.

Além disso, como as anãs vermelhas não são tão brilhantes como o nosso sol, não mascaram essas marcas biológicas.

Mas “para termos uma hipótese de detectar a biofluorescência num planeta, uma grande parte do planeta teria de estar coberta por quaisquer criaturas fluorescentes“, disse O’Malley-James. Além disso, ainda não temos telescópios suficientemente fortes para detectar um planeta onde cada centímetro da sua superfície esteja coberto por criaturas brilhantes.

Mas a próxima geração de telescópios, como o European Extremely Large Telescope, pode detectar esses vislumbres da vida. Mesmo com esses telescópios os exoplanetas seriam apenas leves aberturas de luz, mas os instrumentos poderiam descodificar a quantidade de luz vermelha, verde ou infravermelha emitida. Se organismos extraterrestres brilharem verdes, por exemplo, a quantidade de luz verde durante um surto aumentaria. Ainda assim, o brilho precisaria ser “muito brilhante” para detectá-lo.

“Não vemos fluorescência tão forte na Terra porque não temos níveis tão altos de UV na superfície.” O novo estudo, publicado este mês na revista especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, também supõe que a vida em planetas que orbitam anãs vermelhas teria desenvolvido uma fluorescência muito brilhante ao longo de milhões de anos.

Um possível próximo passo seria expor a vida biofluorescente na Terra à luz UV em laboratório e ver se esse tipo de evolução ocorre em pequena escala. Se acontecer, as próximas gerações de organismos irão brilhar mais intensamente. “Um próximo passo a longo prazo seria começar a procurar a biofluorescência noutros mundos.”

Se um dia pudermos viajar para um desses planetas brilhantes, seria “muito interessante de ver”, disse. Pairando numa nave espacial, veríamos o que parecia ser “uma aurora boreal super-carregada a cobrir a superfície do planeta”.

ZAP //

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24 Agosto, 2019

 

2446: Já temos uma maneira para saber se extraterrestres estão a tentar comunicar connosco

CIÊNCIA

snvv / Canva

Caso extraterrestres estejam a usar raios laser para tentar comunicar connosco, já temos uma maneira de os detectar. O VERITAS consegue captar flashes de luz de nanos-segundos.

Há muitos anos que a ciência se dedica a analisar milhares de exoplanetas para tentar perceber se poderá haver indícios de vida semelhante à Terra. Há teorias que sugerem que os extraterrestres tentam comunicar connosco, mas simplesmente ainda não percebemos como interpretar esses sinais — pelo menos até agora.

Caso os extraterrestres estejam a usar raios laser para nos enviar sinais, os cientistas já descobriram uma forma de os detectar. O Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI) é um projecto que tem por objectivo a constante procura por vida inteligente no espaço e anunciou recentemente que vai começar a procurar por sinais de tecnologia extraterrestre através do Very Energetic Radiation Imaging Telescope Array System, mais conhecido por VERITAS.

Com este conjunto de telescópios, os cientistas vão conseguir analisar o céu à procura de flashes de luz de nanos-segundos. “Quando se trata de vida inteligente além da Terra, não sabemos onde ela existe ou como comunica”, explicou Yuri Milner, físico de partículas criador do programa Listen do SETI.

Como tal, os cientistas tentam procurar no máximo de sítios possível. “O VERITAS expande ainda mais o nosso alcance de observação”, acrescentou Yuri.

“Com o VERITAS, somos sensíveis a uma importante nova classe de sinais: pulsos óticos rápidos”, disse Andrew Siemion, director do centro investigação do SETI. Esta tecnologia já é usada pela NASA para transmitir imagens de alta definição directamente da Lua para a Terra.

O VERITAS permite ainda captar sinais a uma distância muito maior do que antes, aumentando assim a probabilidade de os cientistas captarem sinais mais fracos, que antes passariam despercebidos.

Composto por quatro telescópios com 12 metros de altura, “é impressionante como o VERITAS encaixa tão bem neste projecto”, conta David Williams, professor de física na Universidade da Califórnia, citado pela Live Science.

“Algures no cosmos, talvez vida inteligente esteja a observar as nossas luzes, conscientes do que elas significam”, disse o icónico Stephen Hawking no lançamento do programa Listen, em 2015. Esta iniciativa, que contou com um financiamento de 100 milhões de dólares, já analisou mais de mil estrelas à procura de sinais extraterrestres, mas sem o sucesso desejado.

ZAP //

Por ZAP
14 Agosto, 2019

 

2315: Quase um milhão de pessoas quer invadir a Área 51 à procura de extraterrestres

Storm Area 51, They Can’t Stop All of Us / Facebook

Quase um milhão de pessoas quer invadir a misteriosa Área 51, uma zona militar em que as forças armadas dos Estados Unidos alegadamente guardam provas de vida extraterrestre, como apontam várias teorias desde há décadas.

Assaltemos a Área 51. Não nos podem parar a todos” é o lema desta iniciativa que, depois de ser publicada no Facebook, já recebeu o apoio de quase um milhão de pessoas, que confirmaram a sua presença nesta acção marcada para 20 de Setembro.

“Vamos encontrar-nos no Centro Turístico Alienígena e coordenar a nossa entrada. Se entrarmos à bruta, podemos mover-nos mais rapidamente do que as balas”, segundo a convocatória, que conclui de forma concludente: “Vamos ver os alienígenas”.

A iniciativa suscitou, além de uma surpreendente adesão, uma série de ‘memes’ com imagens de homenzinhos verdes e diversos símbolos da cultura ‘freak’, como o personagem Sheldon Cooper, da série Big Bang Theory.

A designada Área 51 é um terreno militar situado em pleno deserto do Nevada, que está envolvida desde há anos, devido ao secretismo que a rodeia, num halo de mistério que tem motivado numerosas teorias extravagantes. Uma das mais generalizadas é a de que o Governo norte-americano usa este terreno para esconder provas de vida extraterrestre.

De facto, o Governo norte-americano nunca reconheceu a existência desta instalação militar até Agosto de 2013, quando a CIA desclassificou uma série de documentos que confirmavam a existência desta base militar.

Aquela teoria sustenta, entre outros pontos, que foi para ali que se transferiram os restos de uma alegada nave extraterrestre, que se tinha despenhado em Roswell, no Estado do Novo México, em Julho de 1947.

Em declarações ao Washington Post, a porta-voz da Força Aérea dos EUA, Laura McAndrews, afirmou que as autoridades estão a par desta iniciativa, mas não especificou como vão reagir caso as pessoas apareçam no local em Setembro.

A representante destacou que a Área 51 é um campo de treino da Força Aérea e, por isso, “desaconselha” todos aqueles que queiram tentar lá entrar. “A Força Aérea está sempre pronta para proteger os EUA e as suas estruturas”, afirmou.

ZAP // Lusa

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15 Julho, 2019

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2079: Os extraterrestres poderão ajudar a salvar a Humanidade

KELLEPICS / pixabay

Avi Loeb, presidente do departamento de Astronomia da Universidade de Harvard, alertou que a Humanidade por estar a traçar o mesmo caminho que ditou o fim de civilizações alienígenas avançadas. No entender do especialista, o passado destes seres extraterrestres pode ser útil para salvar o futuro da Humanidade.

As alterações climáticas que há décadas mudam o planeta e a fabricação de armas cada vez mais poderosas podem ser indícios de um caminho perigoso para o Homem.

Segundo Avi Loeb, um comportamento semelhante a este pode ter dizimado raças avançadas de seres alienígenas. “Uma possibilidade é que estas civilizações, baseadas na forma como nos comportamos actualmente, tenham uma vida vida curta“, disse Loeb na semana passada, durante uma palestra na The Humans to Mars Summit, que decorreu na cidade norte-americana de Washington.

“[Estes seres alienígenas] pensam a curto prazo e produzem ferimentos auto-infligidos que podem acabar por matá-los”, defendeu o especialista, citado pelo Live Science.

No entender de Loeb, a procura por vida extraterrestre deve ser ampla o suficiente para rastrear artefactos deixados por civilizações entretanto desaparecidas, tais como superfícies planetárias queimadas e produtos de guerra nuclear em mundos alienígenas.

Caso se encontrem outros tipos de vida diferentes dos que conhecemos, esta será a maior descoberta científica de sempre, defende Loeb, considerando ainda que estes seres podem trazer um benefício adicional ao Homem: servir-lhe de exemplo, colocando a Humanidade num caminho mais orientado e sustentável.

“A ideia é que possamos aprender algo no processo. Podemos aprender a comportar-nos melhor uns com os outros, a não iniciar uma guerra nuclear, a monitorizar o nosso planeta e garantir que este seja habitável enquanto pudermos mantê-lo habitável”.

Potencialidades tecnológicas

Loeb aponta ainda que há outras razões para a procura de seres extraterrestres, sobretudo no que respeita às potencialidades tecnológicas. “A nossa tecnologia tem apenas um século, mas se uma outra civilização tiver tido mil milhões de anos para desenvolver viagens espaciais, podem ensinar-nos a fazê-lo”, afirmou.

“A minha esperança passa por encontrar civilizações mortas que nos inspirem a ter um melhor comportamento e a actuar melhor em grupo (…) A outra esperança que temos é que, assim que deixemos o Sistema Solar, receberemos uma mensagem de volta: ‘Bem-vindos ao clube interestelar’. E aí vamos descobrir que há muito tráfego que não conhecíamos”, elencou o especialista.

Na verdade, defende Loeb, podemos ter tido já um vislumbre deste tráfego com o Oumuamua, o primeiro objecto interestelar já observado no Sistema Solar. O objecto, que foi também rotulado de Mensageiro das Estrelas, pode ser uma nave alienígena, como já insistiu o Professor de Harvard.

Apesar de todas as hipóteses sobre este corpo – que passam também pela possibilidade deste ser um asteróide – o especialista enfatiza que o importante é manter a mente aberta, não descartando nenhuma opção de forma precipitada. “Devemos manter a mente aberta e não presumir que sabemos a resposta antecipadamente (…) Não precisamos fingir que sabemos de alguma coisa”, rematou.

ZAP //

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31 Maio, 2019

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2073: Encontrada matéria orgânica extraterrestre numa rocha com mais de 3.3 mil milhões de anos

Andrew Ashton / Flickr

Um grupo de cientistas de França e Itália detectou matéria orgânica de há 3.300 milhões de anos preservada num sedimento vulcânico nas montanhas de Barberton, na África do Sul.

Até ao momento, sabemos que as moléculas orgânicas, de metano e aminoácidos, existem no espaço, e talvez parte dessas moléculas tenha sido trazida para o nosso planeta por asteróides que continham carbono.

Cientistas, que estudam as antigas rochas na África do Sul, podem ter descoberto evidências dos exemplos mais antigos dessas moléculas extraterrestres. A pequena cadeia montanhosa, conhecida como Montanhas Makhonjwa ou Cinturão Greenstone Barbeton, está localizada no leste da África do Sul e de Suazilândia.

Ao estudar as amostras, os investigadores registaram matéria orgânica insolúvel de dois tipos. A primeira era semelhante às substâncias biogénicas já encontradas anteriormente por geólogos em rochas de uma época semelhantes. Mas a segunda, descoberta numa camada de dois milímetros de largura, parecia anómala.

Uma análise detalhada mostrou que se tratava de uma matéria extraterrestre semelhante à presente nos condritos carbonáceos, um grupo de meteoritos rochosos que contêm compostos de carbono. “Esta é a primeira vez que encontramos evidências reais de carbono extraterrestre em rochas terrestres“, disse Frances Westall, coautor do estudo publicado na revista Geochimica et Cosmochimica Acta, ao New Scientist.

A suspeita foi corroborada pela presença de nano-partículas de ferritas de espinélio, formadas durante a entrada de objectos espaciais na atmosfera. A presença de um número suficiente de materiais orgânicos presentes na área depois de 3,3 mil milhões de anos foi uma grande surpresa para os investigadores, que supuseram que a camada se formou após o impacto de um meteoro.

“A coexistência de matéria carbonácea extraterrestre e biogénica nos mesmos depósitos sedimentares destaca os futuros desafios colocados pela busca pela extinção da vida em Marte”, indica o estudo.

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30 Maio, 2019


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2005: Os extraterrestres podem estar a comunicar através de ondas gravitacionais

CIÊNCIA

Maxwell Hamilton / Flickr
Buracos negros em colisão e as ondas gravitacionais que se formam

Uma equipa de cientistas defende que os extraterrestres podem ser dotados de uma tecnologia avançada capaz de gerar ondas gravitacionais. Através destas ferramentas, sustentam os cientistas, poderá ser possível encontrar uma civilização avançada no interior da Via Láctea.

O Universo é demasiado vasto e pouco explorado para que a comunidade científica possa descartar totalmente a existência de outras formas de vida para lá do Sistema Solar. Além disso, vários cientistas defendem a existência de outras formas de vida, alicerçados no número cada vez maior de exoplanetas descobertos.

Estas formas de vida – que podem habitar Marte, a exótica Titã (Lua de Saturno) ou até o tórrido Vénus – não foram ainda encontradas. A procura têm sido em vão, mas os cientistas não desistem e vão procurando novas teorias para o silêncio destes seres.

Um dos principais problemas apontados pelos cientistas para justificar este silêncio é a falta de conhecimento e ou tecnologia humana para reconhecer e rastrear os sinais dos seres alienígenas, muitas vezes chamadas de bio-assinaturas.

Num novo esforço para encontrar vida extraterrestre, uma equipa de cientistas, liderada por Marek Abramowicz, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, sugere que estes seres podem ser dotados de uma tecnologia capaz de gerar ondas gravitacionais.

Estas ondas, previstas pela primeira vez por Albert Einstein, são ondulações fracas que se propagam no tecido espaço-tempo, podendo ser formadas por fenómenos violentos como colisões de estrelas ou buracos negros. No fundo, e tal como observa o diário ABC, estas ondulações são como as ondas geradas por uma pedra que cai num lago.

Apesar de estas ondas terem sido já teorizadas durante o século XX, a sua observação directa na Terra ocorreu só em 2015. Actualmente, estes fenómenos continuam a ser estudados, sendo encarados como uma janela científica para o Universo.

Baseado neste fenómeno, Abramowicz e a sua equipa defendem que uma pequena mudança operacional na antena da missão LISA – detector espacial de ondas gravitacionais projectado pela Agência Espacial Europeia (ESA) programado para ser lançado em 2034 – seria suficiente para permitir que esta missão procure também eventuais sinais de civilizações extraterrestres avançadas.

Segundo escreveram os cientistas, esta pequena mudança neste mega-detector poderá também permitir a descoberta de uma civilização avançada dentro da Via Láctea.

“A nossa existência no Universo é o resultado de uma rara combinação de circunstâncias. E o mesmo deve ser certo para qualquer civilização extraterrestre avançada”, pode ler-se no estudo, cujos resultados foram disponibilizados para pré-visualização no Arxiv.org.

“Se houver alguns [seres alienígenas] na Via Láctea, é provável que estejam espalhados por grandes distâncias no espaço e no tempo. No entanto, [os extraterrestres] sabem certamente da propriedade única do nosso centro galáctico: aloja um buraco negro massivo mais perto e acessível para nós”.

No entender da equipa de cientistas, “uma civilização suficientemente avançada pode ter colocado uma tecnologia na órbita deste buraco negro, visando estudá-lo, extrair energia ou até para fins de comunicação. Em qualquer das opções, o seu movimento orbital será necessariamente uma fonte de ondas gravitacionais”, escreveram.

Simplificando: os especialistas acreditam que o centro da Via Láctea seria um local ideal para colocar um “farol” que transmite mensagens para o resto da galáxia. Um dispositivo deste género, sustentou Abramowicz, enviaria as mensagens destes seres através das ondas gravitacionais porque “uma vez emitidas, estas ondas viajam pelo espaço sem serem praticamente perturbadas”.

Este farol, que os cientistas baptizaram de “O Mensageiro”, deveria ter o tamanho e a massa de Júpiter para conter energia suficiente para efectuar as comunicações. Nestas condições, argumentam os cientistas, a ferramenta “poderia sustentar-se por alguns mil milhões de anos e emitir de forma contínua um sinal inconfundível de ondas gravitacionais que seria observável com detectores do tipo LISA”, remataram.

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Por ZAP
18 Maio, 2019



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1913: Professor de Oxford tem teoria sobre as alterações climáticas (e envolve extraterrestres)

(CC0/PD) Miriam Espacio / Pexels

Young-hae Chi, professor na Universidade de Oxford, no Reino Unido, tem uma bizarra teoria sobre as alterações climáticas. O professor cria uma ligação entre os relatos de raptos de extraterrestres e o aquecimento global.

Apesar de ser professor numa das mais prestigiadas universidades do mundo, Chi não é propriamente um entendido em astrobiologia. Aliás, o professor asiático é especializado em estudos coreanos, mas tem uma teoria única sobre as alterações climáticas.

Segundo Young-hae Chi, os extraterrestres estão a desenvolver uma raça híbrida com os humanos, para que possamos sobreviver a um possível agravamento do aquecimento global. A teoria pressuposta pelo professor sul-coreano foi apresentada em 2012, na “Alien Abduction and Environmental Issues Conference”.

O discurso está disponível no YouTube desde 2014, mas só recentemente ganhou atenção mediática. Isto após a Oxford Union ter rejeitado o pedido de Chi para que fosse feito um debate sobre o assunto.

O jornal académico The Oxford Student soube da situação e falou com o professor de estudos coreanos sobre a sua visão. Chi cita a teoria de David Jacobs, um investigador norte-americano, que considera que os extraterrestres estão a raptar seres humanos com o intuito de criarem uma raça híbrida para colonizar a Terra.

Contudo, o professor de Oxford encontrou uma razão diferente para explicar os raptos de extraterrestres. Segundo ele, os aliens aperceberam-se do mal que estamos a fazer ao nosso planeta e estão a raptar humanos para retirar o ADN. Não para nos prejudicar, mas de forma a criar híbridos para que a Terra seja salva, explica o IFLScience.

Chi reparou que não há relatos de raptos de extraterrestres anteriores à Segunda Guerra Mundial, o que sugere que este é um fenómeno recente.

Apesar da ousadia das suas alegações, o professor da Universidade de Oxford mostra ter conhecimentos aprofundados da ciência por detrás das alterações climáticas. Uma parte considerável do discurso de mais de uma hora de Chi explica a evolução e as consequências do aquecimento global.

ZAP // IFLScience

Por ZAP
1 Maio, 2019

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1767: Podemos não encontrar extraterrestres porque estamos nós no seu “zoo galáctico” privado

20th Century Fox Television
The Orville (s1e2, “Command Performance”), de Seth MacFarlane. Mercer e Kelly presos num zoo Calivon.

Vários cientistas acreditam ser altamente provável existir vida alienígena para lá do nosso planeta, uma vez que o Universo é vasto o suficiente para conseguir alojar vários mundos com condições necessárias para a vida.

Nos últimos anos, foram descobertos pelo menos 4.000 exoplanetas, estimando-se que existam outros 50.000 milhões ainda incógnitos. E uma vez mais, coloca-se a eterna questão do Paradoxo do Fermi, no qual a comunidade científica continua a indagar: Porque é que os extraterrestres ainda não entraram em contacto connosco?

A resposta não é fácil, muito menos linear entre os cientistas. À medida que se vão descobrindo mundos potencialmente habitáveis, vão também surgindo novas teorias para explicar o imenso silêncio destes seres que poderão viver para lá da Terra.

Um vasto grupo de especialistas das mais diferentes áreas científicas – Astrofísica, Biologia, Sociologia, Psicologia e História – participou recentemente num encontro científico que debate este assunto a cada dois anos. No evento, que decorreu no passado 18 de Março em Paris, na França, os cientistas sugeriram que algumas civilizações alienígenas evitam comunicar com os humanos para não causar uma ruptura cultural, observa a Forbes.

Muitas das palestras apresentadas neste evento internacional versaram sobre a “hipótese do zoológico”, uma teoria controversa – não estivéssemos nós a falar sobre extraterrestres – mencionada pela primeira vez na década de 70.

De acordo com esta corrente, os seres inteligentes de origem alienígena conhecem a nossa civilização em detalhe, mas preferem manter-se à distância, escondidos, para proteger os humanos, evitando que a nossa civilização encare a realidade extraterrestre e, consequentemente, repense sobre o lugar que ocupa no imenso Cosmos.

“Talvez os alienígenas observem os seres humanos de forma semelhante à forma como vemos os animais num jardim zoológico“, explicou Douglas Vakoch, presidente do METI Internacional, uma organização norte-americana que conduz investigações científicas e programas educacionais sobre o envio de mensagens a seres extraterrestres.

“Se fossemos a um zoológico e, de repente, uma zebra se virasse na nossa direcção, nos olhasse nos olhos e começasse a bater uma série de números primos com a sua pata, isso poderia estabelecer uma relação radicalmente diferente entre nós e a zebra, e iríamos sentir a obrigação de responder”, sustentou o cientista.

De acordo com o cientista do METI, é possível fazer o mesmo com os extraterrestres, recorrendo à transmissão de “sinais de radio poderosos, intencionais e ricos em informações para as estrelas próximas”. Para Vakoch, é fundamental que os humanos procurem de forma mais activa o contacto com os extraterrestres a fim de obter uma resposta sobre a sua existência ou sobre o seu silêncio.

O cientista Jean-Pierre Rospars, director honorário do Institut National de la Recherche Agronomique e um dos responsáveis pelo evento, notou ainda que, muito provavelmente, os extraterrestres criaram uma “quarentena galáctica” por entenderem que seria culturalmente prejudicial que os humanos os descobrissem.

“Não há nenhuma razão para pensar que os humanos atingiram o nível cognitivo mais alto possível. Níveis ainda mais altos de conhecimento podem evoluir na Terra no futuro e já terem sido alcançados noutros planetas”, sustentou o especialista.

O Paradoxo de Fermi

O Paradoxo de Fermi é utilizado para descrever as enormes discrepâncias entre as estimativas optimistas da probabilidade de existirem civilizações extraterrestres e a falta de evidências da existência dessas mesmas civilizações.

Se o Universo é um espaço vasto e cheio de planetas potencialmente habitáveis, então onde é que estão todos os alienígenas? – esta é a grande questão do paradoxo.

Diversas teorias tentaram já explicar a ausência de sinais de vida extraterrestre – desde a ideia de que podem estar a hibernar até às explosões de raios gama, passando pela ideia de que os extraterrestres já morreram ou estão submersos nos seus planetas aquáticos.

Até então, não foi encontrada nenhuma outra forma de vida no Universo. Foi este o facto que levou o astrofísico italiano Enrico Fermi a questionar em 1950 onde estariam todos os seres alienígenas. A teoria, conhecida como Paradoxo de Fermi, ainda não tem solução, afirmando-se cada vez mais como um mistério da Ciência.

SA, ZAP //

Por SA
27 Março, 2019

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1737: Os extraterrestres podem estar a usar buracos negros para viajar pela Via Láctea sem serem vistos

ESO/WFI, MPIfR/ESO/APEX/A. Weiss et al., NASA/CXC/CfA/R. Kraft et al.

Um astrónomo da Universidade de Columbia tem um novo palpite sobre a forma como as civilizações alienígenas conseguirão viajar pela Via Láctea sem serem vistos.

De acordo com a hipótese de David Kipping, os extraterrestres disparam lasers contra buracos negros binários – ou buracos negros gémeos. Esta ideia é uma melhoria futurista de uma técnica que a NASA utiliza há várias décadas.

Actualmente, as naves espaciais já navegam no nosso sistema solar usando poços de gravidade como “balas”. A própria nave espacial entra em órbita em redor de um planeta, lança-se o mais próximo possível desse planeta ou lua para apanhar a velocidade e usa a energia adicional para viajar ainda mais rápido em direcção ao seu próximo destino.

Os mesmos princípios básicos operam nos poços profundos da gravidade em torno dos buracos negros, que não só dobram os caminhos dos objectos sólidos, mas também a própria luz.

Se um fotão, ou uma partícula de luz, entrar numa determinada região na vizinhança de um buraco negro, fará um circuito parcial ao redor do buraco negro e será lançado exactamente na mesma direcção. Os físicos chamam a estas regiões de “espelhos gravitacionais” e os fotões de “fotões boomerang“.

Fotões boomerang já se movem à velocidade da luz, de modo que não captam a velocidade das suas viagens em redor de buracos negros. Mas captam energia. A energia assume a forma de maior comprimento de onda da luz e os “pacotes” de fotões individuais carregam mais energia do que quando entraram no espelho.

No artigo publicado no arXiv a 11 de Março, o astrónomo da Columbia propôs que uma espaço-nave interestelar poderia disparar um laser no espelho gravitacional de um buraco negro em rápido movimento num sistema binário de buraco negro. Quando os recém-energizados fotões do laser voltassem, puderam reabsorvê-los e converter toda a energia extra em impulso – antes de disparar novamente os fotões no espelho.

Este sistema, que Kipping denominou de halo drive, tem uma grande vantagem sobre os mais tradicionais: não requer uma enorme fonte de combustível. As propostas actuais de velas de sinalização exigem mais energia para acelerar a nave espacial para velocidades “relativistas” (significando uma fracção significativa da velocidade da luz) do que a humanidade produziu em toda a sua história. Com o halo drive, toda a energia poderia ser minada de um buraco negro, em vez de ser gerada a partir de uma fonte de combustível.

Halo drives teriam limites: num certo ponto a nave estaria a mover-se tão rapidamente para longe dos buracos negros que não absorveria luz suficiente para adicionar velocidade adicional.

É possível resolver este problema movendo o laser da nave para um planeta próximo e, apontando o laser, para que emerja da gravidade do buraco negro para acertar a nave. Mas sem reabsorver a luz do laser, o planeta teria de queimar combustível para gerar novos feixes constantemente e acabaria diminuindo.

Uma civilização pode estar a usar um sistema como este para navegar na Via Láctea agora mesmo, segundo Kipping. Se assim for, essa civilização pode estar a minar tanto os buracos negros que estaria a mexer com as suas órbitas – poderíamos detectar os sinais da civilização alienígena a partir das órbitas excêntricas de buracos negros binários.

ZAP // Live Science

Por ZAP
19 Março, 2019

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1728: A nova geração de telescópios vai descobrir vida extraterrestre?

Portugal e mais seis países assinam em Roma acordo para a construção do maior radiotelescópio do mundo

© Expresso Expresso

Em 1961, o astrofísico norte-americano Frank Drake inventou uma equação que estima o número de civilizações extraterrestres na Via Láctea. N = R*× fp × ne × fl × fi × fc × L ficou conhecida por Equação Drake e parece uma fórmula demasiado complexa para o cidadão comum, mas é relativamente simples. Assim, “N” representa o número de civilizações extraterrestres, “R*” a taxa de formação de novas estrelas na nossa galáxia, “fp” a fracção de estrelas que possuem planetas em órbita, “ne” o número de planetas que potencialmente permitem a emergência de vida, “fl” a fracção destes planetas que realmente têm vida, “fi” a fracção dos planetas com vida inteligente, “fc” a fracção destes planetas que quer e tem meios para comunicar com outras civilizações, e “L” o tempo esperado de vida de uma civilização deste tipo.

Mas em 1961 os astrofísicos não sabiam qual era o valor destes sete parâmetros, apenas podiam fazer conjecturas. Os avanços da ciência permitiram, entretanto, chegar a números consistentes para os primeiros três parâmetros da famosa equação. Graças aos mais potentes telescópios espaciais e terrestres, já foram identificados 4000 planetas extras-solares na Via Láctea e 47 são parecidos com a Terra. Sabemos ainda que há mais planetas do que estrelas e que pelo menos 25% destes planetas têm a dimensão da Terra e situam-se na zona habitável da sua estrela, que permite a emergência de água no estado líquido. Como a nossa galáxia tem pelo menos 100 mil milhões de estrelas há, certamente, uma imensidão de planetas potencialmente com vida.

Mas isto não chega para calcular a Equação Drake. Há que esperar pela próxima geração de super-telescópios. A começar pelo SKA (Square Kilometer Array), o maior radiotelescópio do mundo, um projecto literalmente astronómico — considerado a maior infra-estrutura do planeta — que terá 2500 antenas instaladas na África do Sul e na Austrália. Vai estudar as ondas gravitacionais e a evolução do Universo, testar as teorias de Einstein, mapear centenas de milhões de galáxias e procurar sinais de vida extraterrestre.

Investir €2000 milhões

A convenção para construir o SKA foi assinada esta semana em Roma por Portugal, Holanda, Itália, Reino Unido, China, África do Sul e Austrália. E a Índia e a Suécia vão aderir em breve. O projecto envolve 1000 investigadores e engenheiros em 20 países de três continentes, 270 centros de investigação e empresas e um investimento de 2000 milhões de euros. Domingos Barbosa, investigador do Instituto de Telecomunicações e coordenador português do SKA, diz que “vai ser a máquina que mais dados irá produzir nos próximos 20 anos — dez vezes mais dados do que o tráfego global da Internet”. E Philip Diamond, director-geral da Organização SKA, salienta que “tal como o telescópio de Galileu no seu tempo, o SKA irá revolucionar a maneira como compreendemos o Universo e o nosso lugar nele”.

O Observatório Europeu do Sul (ESO), organização a que Portugal pertence, está também a construir o maior telescópio ótico do mundo, o E-ELT (European Extremely Large Telescope), no Deserto de Atacama, no Chile. Terá imagens 15 vezes mais nítidas do que as obtidas pelo telescópio espacial óptico Hubble e permitirá, entre outras coisas, estudar e caracterizar planetas extras-solares rochosos com a mesma massa da Terra, procurando indícios de vida. Há ainda outros projectos em curso com o mesmo objectivo, como os telescópios espaciais James Webb e WFIRST, da NASA.

Mas como se podem detectar sinais de vida num planeta extras-solar? Através da luz da estrela que este orbita, quando é reflectida por ele ou atravessa a sua atmosfera, porque os gases que a compõem absorvem diferentes comprimentos de onda dessa luz. Se estes corresponderem ao dióxido de carbono, metano ou oxigénio, a vida existe.

msn notícias
Virgílio Azevedo
16/03/2019

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1699: Os extraterrestres podem estar escondidos em estrelas “abraçadas”

NASA / ESA / Z. Levay (STScI)

A vida alienígena pode ser encontrada em sistemas solares nos quais as estrelas estejam comprimidas umas contra as outras, sugere um novo estudo.

O início da vida dos sistemas planetários pode ser difícil e dramático: os planetas jovens orbitam em torno dos sóis que são encontrados em aglomerados de estrelas que frequentemente colidem uns com os outros violentamente. Pensa-se que estes momentos dramáticos serão difíceis para a vida, uma vez que são agressivos e violentos.

Isto significa que as investigações se concentraram nos planetas e na vida potencial em torno das estrelas que são semelhantes às nossas, já que temos sido tendenciosos ao presumir que qualquer outro sistema solar que tenha alienígenas dentro dele seja parecido com o nosso. Praticamente, nenhum destes “gémeos solares” – estrelas que se parecem com as nossas – foram encontrados.

Mas um novo estudo da Universidade de Sheffield, escreve o The Independent, sugere que este período de dificuldade pode ser positivo pelo menos de uma maneira. Aqueles momentos difíceis em que estrelas se formam em binárias podem aumentar as probabilidades de permitir que os planeta tenham a temperatura certa, estando na zona habitável onde a água líquida pode existir e a vida pode florescer.

Quando encontram uma terceira estrela, um par binário de estrelas pode ser unido. Isto, por sua vez, poderia expandir a zona habitável, tornando a vida ainda mais possível.

A zona habitável é, por vezes, conhecida como a zona de Goldliocks: é a distância das estrelas onde a temperatura não é muito quente nem muito fria. Essas condições perfeitas são consideradas necessárias para a vida, já que a água poderá ser encontrada e as moléculas complexas que se podem transformar em vida podem formar-se.

Cerca de um terço dos sistemas estelares da nossa galáxia são compostos por estes pares binários e a probabilidade de serem maiores é quando as estrelas são jovens. Em tais sistemas, quando as estrelas estão suficientemente longe, a zona de Goldliocks é fixada pela radiação que sai da estrela individual.

Se as estrelas estiverem suficientemente próximas, o tamanho aumenta, porque as estrelas sentem o calor umas das outras e o planeta está mais propenso a estar no lugar certo, escrevem Bethany Wootton e Richard Parker, que publicaram o seu estudo na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Num típico “berçário estelar”, onde haveria 350 ou mais binários, cerca de 20 seriam espremidos de tal forma a expandir a sua zona de Goldilocks – e, com ela, a probabilidade de vida alienígena. Em alguns casos, essas zonas habitáveis ​​até se sobrepõem, o que tornaria as probabilidade de vida ainda maiores.

“O modelo sugere que existem mais sistemas binários em que os planetas se encontram nas zonas de Goldilocks do que pensávamos, aumentando as perspectivas de vida“, diz Wootton. “Aqueles mundos amados por escritores de ficção científica – onde dois sóis brilham em céus acima da vida alienígena, parecem muito mais prováveis ​​agora.”

“Enquanto ainda estamos longe de entender se estes sistemas são realmente capazes de sustentar a vida, o estudo poderá incentivar a observação de lugares onde estão a ocorrer”, disse Parker.

Isto não significa necessariamente que estivéssemos a procurar no lugar errado. Mas, à medida que aprendemos que pode ser possível que sistemas solares estáveis se desenvolvam em lugares muito diferentes dos nossos, é claro quão poucos dados temos.

Uma nova investigação poderia explorar ainda mais o que está a acontecer em torno destes sistemas e tentar descobrir o tipo de ambiente que pode ser lá encontrado.

ZAP //

Por ZAP
12 Março, 2019

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1642: Os extraterrestres podem estar em todo o lado (ou em lugar nenhum)

KELLEPICS / pixabay

Se a galáxia tem milhões de anos e os humanos demoraram apenas algumas décadas para visitar a Lua e lançar estações espaciais, porque é que uma nave alienígena ainda não pousou na Terra?

Este é um debate controverso pelo facto de muitos acreditarem que os extraterrestres podem estar em todos os lugares, em nenhum lugar ou podem mesmo estar em ambas as situações – e não estamos a falar de uma teoria de Erwin Schrödinger.

Novas análises realizadas pela equipa liderada por Adam Frank da Universidade de Astrofísica de Rochester sugerem uma solução diferente para um antigo paradoxo, segundo o portal Popular Science.

Atravessar a Via Láctea e estabelecer um império galáctico unificado pode ser inevitável para uma super-civilização monolítica, mas a maioria das culturas não é nem monolítica nem uma super-civilização.

Frank e os seus colegas exploraram o meio-termo que pode existir entre uma galáxia deserta e outra muito povoada, onde algumas civilizações podem ter sucesso numa missão multi-estelar, mas sem qualquer estabilização espacial e temporal na Via Láctea.

Os astrónomos iniciaram a busca de outras civilizações por meio de sinais tecnológicos (conhecidos como technosignature), mas foram desencorajados por um longo silêncio. Porém, o que mantém o optimismo é um argumento elaborado em 1975.

Ressaltando que a galáxia é tão antiga, qualquer civilização tecnológica provavelmente teve muito tempo para se expandir para todas as estrelas da Via Láctea. No entanto, nós não temos evidências do passado ou do presente de cidades extraterrestres na Terra, uma observação chamada “Facto A”.

Os académicos têm tentado resolver este quebra-cabeça, conhecido como Paradoxo de Fermi, com explicações que vão desde a humanidade estar colocada numa espécie de reserva, enquanto outros esperam em hibernação.

Muitas destas soluções baseiam-se em suposições quanto ao comportamento dos extraterrestres, o que Frank não considera adequado. Em vez disso, Frank e os colaboradores construíram um modelo mais abrangente, numa tentativa de separar a ficção da ciência e responder à pergunta: “De todas as galáxias possíveis em que poderíamos viver, que tipos são consistentes com o Facto A?”.

Os especialistas estudaram o desenvolvimento das civilizações e notaram que a humanidade está a desenvolver-se de uma forma muito rápida, fazendo com que alguns dos misteriosos planetas observados não sejam capazes de satisfazer as nossas necessidades, enquanto outros já estariam ocupados.

A expansão para outras estrelas pode estender a vida útil de uma civilização. Porém, mesmo que isto dure milhões de anos, em algum momento aconteceria alguma catástrofe.

Os autores das investigações também acreditam que a análise destas teorias reforçam o optimismo sobre a existência de vida tecnológica na nossa galáxia, ressaltando que a comunidade de astrónomos deveria ficar atenta e procurá-la.

Alguns ainda preferem outras formas de resolver o Paradoxo de Fermi, como Anders Sandberg, do Instituto do Futuro da Humanidade, em Oxford, na Inglaterra, que sugere que a vida pode ser simplesmente rara.

Ele gostaria de ver as simulações de Frank expandidas para abranger um leque mais amplo de possibilidades. “É um modelo adorável”, escreveu Sandberg, “mas os autores restringem-se a um espaço bastante restrito de possibilidades”.

A astrónoma Jill Tarter, cujo trabalho inspirou o romance Contacto de Carl Sagan, elogiou a capacidade da equipa, mas questionou até onde as análises teóricas podem ir. “São pessoas espertas e provavelmente entenderam a matemática”, escreveu, “o que quer que isto signifique na ausência de dados”.

Os autores concordam que nenhuma teoria pode substituir a procura real, mas dizem que esta análise reforça o optimismo de que a vida tecnológica pode existir na nossa galáxia, bem como a sua convicção de que a comunidade astronómica deve procurá-la.

Frank aproveitou para destacar a explosão dos sistemas planetários conhecidos, com aproximadamente 4.000 exoplanetas descobertos desde 1992, esperando que os investigadores desenvolvam a capacidade de estudar detalhadamente estes mundos.

O Paradoxo de Fermi

O Paradoxo de Fermi é utilizado para descrever as enormes discrepâncias entre as estimativas optimistas da probabilidade de existirem civilizações extraterrestres e a falta de evidências da existência dessas mesmas civilizações.

Se o Universo é um espaço vasto e cheio de planetas potencialmente habitáveis, então onde é que estão todos os alienígenas? – esta é a grande questão do paradoxo.

Diversas teorias tentaram já explicar a ausência de sinais de vida extraterrestre – desde a ideia de que podem estar a hibernar, que estão trancadas nos seus próprios mundos até às explosões de raios gama, passando pela ideia de que os extraterrestres já morreram ou estão submersos nos seus planetas aquáticos.

Até então, não foi encontrada nenhuma outra forma de vida no Universo. Foi este o facto que levou o astrofísico italiano Enrico Fermi a questionar em 1950 onde estariam todos os seres alienígenas. A teoria, conhecida como Paradoxo de Fermi, ainda não tem solução, afirmando-se cada vez mais como um mistério da Ciência.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
27 Fevereiro, 2019

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1629: Astrónomos estão a pedir às crianças para os ajudarem a entrar em contacto com extraterrestres

David Broad / Wikimedia
Observatório Arecibo, em Porto Rico

Cientistas do Observatório Arecibo, em Porto Rico, estão a pedir ajuda para o seu próximo grande projecto – e, para isso, estão a recorrer aos mais novos.

É no Observatório Arecibo, em Porto Rico, que encontramos um gigantesco radiotelescópio que é a principal ferramenta de vários cientistas na procura de extraterrestres. É lá que, segundo a Visão, trabalham alguns dos astrónomos e físicos mais inteligentes e reconhecidos do mundo.

No entanto, para o seu próximo grande projecto, estes profissionais não querem trabalhar sozinhos: para isso, pediram ajuda aos mais novos.

Em 1974, o enorme radiotelescópio foi usado para enviar uma transmissão de rádio, cuidadosamente pensada e elaborada, para o Espaço. A mensagem baseava-se em zeros e outros algarismos e tinha o principal objectivo de alertar os alienígenas para a nossa existência. No entanto, não deu grande resultado. Os cientistas não receberam quaisquer notícias de extraterrestres.

Agora, e em jeito de comemoração do 45.º aniversário dessa primeira transmissão, os astrónomos deste observatório preparam um nosso passo neste projecto.

Desta vez, lançaram um concurso à escala mundial e o objectivo é que sejam os mais novos – desde crianças do jardim de infância a jovens de 16 anos – a criarem uma nova mensagem para enviar aos extraterrestres. Como prémio, podem tornar-se o primeiro ser humano a entrar em contacto com vida alienígena.

As equipas são compostas por dez alunos de várias nacionalidades e devem inscrever-se até dia 20 de Março. A ideia é que a equipa seja o mais diversificada possível, aconselham os investigadores. Além disso, as directrizes do concurso adiantam que será uma mais valia usar todas as ferramentas possíveis, como redes sociais, para arranjar parceiros de todo o mundo.

A ideia é actualizar o tipo de formato que os humanos devem usar para comunicar com a vida alienígena. A primeira tentativa pode não ter resultado pelo simples facto de os cientistas terem partido do princípio que os extraterrestres tinham visão e, portanto, conseguiam ver o pictograma.

Para colmatar esta possível falha, pediram ajuda às crianças, por considerarem que os mais novos conseguem, muitas vezes, ultrapassar os problemas por terem uma perspectiva do mundo que os rodeia completamente nova.

Com este anúncio, os cientistas de Arecibo aproveitaram para assegurar que, apesar da devastação que o furacão Maria provocou em Porto Rico em 2017, o observatório continua a funcionar.

ZAP //

Por ZAP
23 Fevereiro, 2019

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1378: Cientista da NASA defende que a Terra já pode ter sido visitada por extraterrestres

CIÊNCIA

Wendy Stenzel. Daniel Rutter / NASA
O telescópio espacial Kepler, da NASA

Um cientista da NASA defende que a vida inteligente alienígena pode não ter nada a ver com aquilo que conhecemos e que, portanto, os extraterrestres já podem ter visitado a Terra.

O professor Silvano P. Colombano, cientista computacional no Centro de Investigação Ames da NASA, destaca num relatório publicado pela Agência Espacial Norte-americana, que a vida extraterrestre pode não precisar dos mesmos elementos que os humanos para sobreviver.

“A inteligência que poderemos encontrar e que pode escolher encontrar-nos (se já não o fez) pode não ser de todo produzida por organismos baseados em carbono como nós”, sublinha Colombano.

Assim, “as nossas típicas durações de vida não seriam uma limitação” e “o tamanho do ‘explorador’ pode ser o de uma entidade super-inteligente extremamente minúscula”, acrescenta.

Colombano refere ainda que os extraterrestres podem usar tecnologia que é incompreensível para os humanos e que poderão eventualmente realizar viagens interestelares facilmente, pelo que podem já ter aterrado na Terra.

O cientista da NASA propõe, assim, uma abordagem mais “agressiva” em futuras missões de exploração espacial, salientando que é preciso envolver os físicos no que se pode chamar de “física especulativa” que tem por base as “mais sólidas teorias” que conhecemos, mas que admite “alguma vontade de esticar possibilidades quanto à natureza do espaço-tempo e da energia”.

Colombano também recomenda à NASA que envolva especialistas em “explorações futuristas sobre como a tecnologia pode evoluir, especialmente com Inteligência Artificial, Sistemas de Robótica Evolutiva e simbiose de biologia com máquinas”.

Além disso, aconselha a “envolver sociólogos na especulação sobre que tipos de sociedades poderemos esperar dos desenvolvimentos referidos, e se e como poderão escolher comunicar”.

Ideias que o professor defende como forma de nos levar a adoptar “um novo conjunto de suposições sobre que formas de inteligência e tecnologia maiores poderemos encontrar”, o ponto de partida que ele considera essencial para “começar alguma investigação séria” sobre a procura de vida extraterrestre.

Colombano também nota que nem todos os visionamentos de OVNIs podem ser “explicados ou negados” e apela a que se considerem estes fenómenos como dignos de estudo, de modo a “desafiar algumas das nossas suposições” e apontando para “novas possibilidades para comunicação e descoberta”.

SV, ZAP //

Por SV
5 Dezembro, 2018

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1329: Os extraterrestres estão trancados nos seus próprios mundos (e é por isso que ainda não os encontramos)

NASA
Enceladus, a lua gelada de Saturno, esconde um oceano que pode “fermentar” vida alienígena

Um cientista britânico fez uma nova leitura do controverso Paradoxo de Fermi, sugerindo que ainda não foram detectados sinais de vida extraterrestre porque a maior parte desta vida alienígena está isolada do mundo exterior.

Se os extraterrestre existem, por que não os encontramos ainda? É com isto que o Paradoxo de Fermi se debate há anos.

Numa nova abordagem ao paradoxo e tentando responder à questão que há anos inquieta a comunidade científica, David Clements, cientista do London’s Imperial College, analisou a história da vida na Terra, as condições básicas para a existência de vida e a presença de planetas e luas potencialmente habitáveis no Sistema Solar.

“Concluímos que as condições para que haja vida – águas líquidas e fontes de energia – são, de facto, muito comuns no Sistema Solar, mas a maioria dos locais potencialmente habitáveis está abaixo das superfícies geladas das luas gigantes de gás”, escreveu o cientista no artigo agora divulgado.

“Se este caso se verificar em outros lugares da Galáxia, a vida [extraterrestre] pode ser realmente bastante mas, mesmo que a inteligência se desenvolva, acaba por ser essencialmente selada num ambiente infinito, incapaz de se comunicar com o exterior”.

Para Clements, há condições para se desenvolver vida alienígena inteligente no entanto, são estas mesmas condições a barreira que os impede de comunicar para o exterior. No fundo, estas formas de vida podem existem em “mundos isolados” – o que justificaria o silêncio ensurdecedor dos extraterrestres.

A título de exemplo, o cientista mencionou a Europa e a Enceladus, as luas geladas de Júpiter e Saturno, respectivamente. De acordo com a publicação, pode haver água – uma das condições básicas para a vida – sob estes satélites naturais. Teoricamente, estas luas podem alojar “ecossistemas muito maiores do que o que exista na Terra”, pode ler-se.

Um outro estudo, publicado no início do mês de Novembro na Nature Astronomy, dava já conta que Enceladus escondia um oceano e, apesar deste satélite ter menos 1% do tamanho da nossa Lua, tem um oceano com até 10% da quantidade que existe na Terra. Além disso, estudos químicos sobre os jactos de água que saem do pólo sul de Enceladus sugerem que o oceano quente e profundo desta lua pode mesmo ser uma “loja de doces” para a vida microbiana.

O cientista nota ainda que a vida na Terra parece ter emergido bastante rápido a partir do momento em que se reuniram as condições adequadas. Com isto, sugere o britânico, “pode surgir vida em qualquer lugar onde exista um ambiente compatível“.

Contudo, é ainda muito cedo para desistir da procura por vida alienígena. Em declarações à Newsweek, Clements afirma que, nos “próximos 10 a 20 anos” vão surgir várias missões e instalações de observação que “aumentarão significativamente a nossa capacidade de detectar vida noutro qualquer lugar”.

A Europa Clipper da NASA e o Telescópio Espacial James Webb (JWST) são missões que podem contribuir para detectar vida extraterrestre. Porém, importa frisar, nenhuma destas tecnologias vai encontrar vida directamente, mas antes esboçar uma imagem mais clara de mundos potencialmente habitáveis, quer no nosso Sistema Solar, quer fora dele. Encontrar vida extraterrestre directamente pode ser um pouco mais complicado – e demorado.

De qualquer das formas, o cientista acredita que toda a sua teoria está relacionada com o Paradoxo de Fermi, uma vez que “sabemos que as espécies que vivem na água podem evoluir até um alto nível de inteligência”, considerou. Por isso, conclui, escrutinar estes oceanos pode ajudar-nos não só a resolver o problema, como a questão de Fermi.

“Ficamos com a perspectiva assustadora de que a nossa galáxia pode estar repleta de vida, mas que qualquer inteligência no seu interior pode estar trancada sob barreiras impenetráveis de gelo, tornando-a incapaz de comunicar [com o exterior] e até mesmo compreender a existência do Universo lá fora”, rematou.

O artigo foi submetido para publicação no passado dia 15 de Outubro na revista Journal of the British Interplanetary, carecendo ainda da revisão de pares. Contudo, a publicação está disponível em pré-visualização no Arxiv.org.

O Paradoxo de Fermi

O Paradoxo de Fermi é utilizado para descrever as enormes discrepâncias entre as estimativas optimistas da probabilidade de existirem civilizações extraterrestres e a falta de evidências da existência dessas mesmas civilizações.

Se o Universo é um espaço vasto e cheio de planetas potencialmente habitáveis, então onde é que estão todos os alienígenas? – esta é a grande questão do paradoxo.

Diversas teorias tentaram já explicar a ausência de sinais de vida extraterrestre – desde a ideia de que podem estar a hibernar até às explosões de raios gama, passando pela ideia de que os extraterrestres já morreram ou estão submersos nos seus planetas aquáticos.

Até então, não foi encontrada nenhuma outra forma de vida no Universo. Foi este o facto que levou o astrofísico italiano Enrico Fermi a questionar em 1950 onde estariam todos os seres alienígenas. A teoria, conhecida como Paradoxo de Fermi, ainda não tem solução, afirmando-se cada vez mais como um mistério da Ciência.

SA, ZAP //

Por SA
24 Novembro, 2018

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1243: Nova e rápida forma de gelo pode estar a aniquilar os extraterrestres

durera_tojours / Flickr

Há uma nova forma de gelo. Conhecida como Gelo VII, esta forma exótica de água é muito veloz e pode estar a aniquilar a vida extraterrestre.

De acordo com uma nova pesquisa, publicada no início de Outubro na revista Physical Review Letters, o Gelo VII pode crescer a velocidades superiores a 1600 quilómetros por horas em condições atmosféricas encontradas em mundos com oceanos.

Tendo em conta a sua enorme velocidade de crescimento, os cientistas estimam que este tipo de gelo poderia, sob condições certas, congelar o vapor de água do mundo oceânico em apenas algumas horas.

As fases do gelo variam de acordo com a forma dos átomos dos seus cristais. Cada aumento no número de gelo ((I, II, II)) corresponde ao aumento na pressão necessária para formar esta fase.

O extraordinário Gelo VII ficou conhecido em Março, quando foi descoberto preso no interior de diamantes que se formavam a mais de 600 quilómetros abaixo da superfície terrestre – foi a primeira vez que este tipo de gelo foi observado fora de um laboratório.

Especialistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL), nos Estados Unidos, demonstraram como é que a água se transforma em Gelo VII, processo conhecido como “nucleação”. Compreender este processo pode ajudar a explicar com esta fase exótica de gelo se forma em planetas oceânicos.

Durante as simulações, os físicos descobriram que o Gelo VII forma-se inicialmente em grupos de 100 moléculas antes mesmo de se começar a espalhar a alta velocidade.

Do Gelo VII à procura de novas formas de vida

A descoberta desta rara forma de gelo pode ainda ajudar a esclarecer uma questão que teima em prolongar-se – a vida extraterrestre. Supõe-se que este novo estudo possa ajudar os exobiólogos que procuram vida em planetas distantes que são cobertos por água, escreve o jornal Physics Central.

Embora a água seja a base necessária para a vida na concessão humana, em alguns casos extremos, os fenómenos astrofísicos podem levar a um cenário onde a maior parte dos oceanos de um planeta se convertem em Gelo VII, impedindo assim a formação de vida – e se a vida alienígena não se chega a formar, nunca poderá ser encontrada.

“A água nesses mundos oceânicos, que são bombardeados por outros corpos planetários, como meteoros ou cometas, sofre intensas mudanças pelas quais a vida não consegue sobreviver”, explicou Jonathan Belof, físico da LLNL.

“A onda de choque lançada por explosões desses eventos em escala planetária pode comprimir a água a uma pressão 10 mil vezes maior comparativamente com a superfície da Terra, fazendo que a água se transforme no Gelo VII”, concluiu o cientista.

Apesar de incrível, o Gelo VII pode estar a aniquilar qualquer forma de vida extraterrestre antes mesmo desta conseguir nascer. Boas notícias para a Física, más notícias para a Astrobiologia e para a caça à vida alienígena – assim é a Ciência.

ZAP // SputnikNews / LiveScience

Por ZAP
5 Novembro, 2018

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1223: Terra atacada por extraterrestres hostis. Invasão começou em New Jersey

Há 80 anos, os EUA viveram horas de pânico com a primeira fake news de que há registo. Durante a emissão radiofónica da CBS, o ator Orson Welles interrompeu a programação para dar uma notícia de última hora: os marcianos estavam a invadir New Jersey. A notícia aterrorizou os ouvintes, que acreditaram que a Terra estava sob ataque de alienígenas hostis.

De acordo com o relato do locutor, tinham ocorrido explosões inusitadas em Marte e, como consequência, nuvens de gás dirigiam-se para a Terra. A música voltou à emissão, até que foi novamente interrompida por outra notícia igualmente assustadora: tinha sido avistado um objecto estranho num campo do estado norte-americano de New Jersey.

No entanto, as notícias eram falsas. O brilhante desempenho de Welles era, na verdade, a interpretação de uma versão de rádio-teatro do romance “A Guerra dos Mundos” (1898), de H. G. Wells, que narrava a invasão de extraterrestres ano nosso planeta.

Esta interpretação fazia parte de uma série semanal de transmissões dramáticas criadas em parceria com o Mercury Theatre on the Air para a emissora CBS, segundo a transcrição do próprio programa.

Para a produção deste episódio, Welles recorreu de forma genial a todos os recursos radiofónicos da época, interrompendo o programa musical com blocos de notícias de “última hora”. Além disso, o actor entrevistou ainda supostos especialistas e testemunhas oculares de foram a dar credibilidade à sua história.

Tal como nota a Deutsche Welle, a peça dava conta aos ouvintes que, apesar do perigo, era possível deter os invasores alienígenas, que iam incendiando exércitos completos e lançando gás tóxico na cidade de New York. O programa acabou por desencadear o pânico nas ruas da cidade.

Apesar de o programa ter conotações claramente teatrais, muitos dos norte-americanos sintonizados acreditaram que a ameaça alienígena era real, e as manchetes dos jornais no dia seguinte comprovaram isso mesmo – o pânico generalizado.

“Milhares de ouvintes saíram a correr das suas casas em New York e New Jersey, muitos dos quais com toalhas no rosto para se protegerem do ‘gás’ que o invasor estaria a espalhar”, escreveu o Daily News no dia seguinte, citado pelo Live Science.

British Library
Ilustração da edição de 1906 de “A Guerra dos Mundos”, de H.G.Wells, por Henrique Alvim Corrêa

No entanto, é importante frisar que, à luz da época, os americanos viviam sob o medo real que uma guerra atravessasse o país.

Na altura, em 1938, os norte-americanos iam recebendo informações terríveis sobre a Alemanha nazi, enquanto os britânicos já testavam máscaras de gás, caso fossem assolados por um ataque bélico. O EUA estavam envolvidos numa onda de medo.

Enquanto a peça teatral ia sendo transmitida, muitos norte-americano ligaram para a polícia, relatando nuvens de fumaça no horizonte, supostamente fruto das batalhas que as pessoas iam travando com os marcianos. Alguns habitantes foram ainda mais longe, afirmando ter visto alienígenas. Outros, por sua vez, estavam convencidos que os invasores fossem alemães. – o pânico estava instalado.

Como frisou a revista Slate, no 75º aniversário do programa de Orson Welles, as verdadeiras fake news só foram difundidas no dia seguinte através de meios de comunicação que descreveram histórias de pânico e histeria em massa nas ruas.

Na altura, jornais como o New York Times ou o Boston Daily Globe aproveitaram o momento para descredibilizar os novos média, rotulando-os com fonte pouco fidedigna e pouco responsável. Actualmente, acredita-se que essas notícias tenham sido clara e extremamente inflamadas, não sendo possível falar em histeria nas ruas.

(dr)
NYT

Curioso é que o pânico gerado pela adaptação da “Guerra dos Mundos” continua bem actual. E, também na época, a peça de Welles desencadeou discussão, até Adolf Hitler abordou o assunto, gracejando com “homenzinhos verdes que invadiam países”.

Apesar de o director da emissora explicar, em 1938, que o objectivo da emissão passava apenas pelo entretenimento, em 1955, e em entrevista à BBC, apresentou outras motivações: “Quando fizemos o programa dos marcianos, estávamos fartos de que tudo o que vinha dessa caixinha mágica, a da rádio, fosse simplesmente engolido”.

Assim, sustentou, a encenação foi, de certa forma, um ataque à credibilidade da rádio. “Nós queríamos fazer com que as pessoas entendessem que não podiam aceitar tudo o que saísse dos microfones”, explicou.

Tudo isto aconteceu há 80 anos, numa pacata noite de domingo, a 30 de Outubro, na véspera do Halloween. No entanto, o assunto não podia ser mais atual. As fake news assombram hoje, mais do que nunca, os média, afectando leitores, ouvintes e telespectadores.

É ainda de salientar que todo este pânico foi gerado numa época onde não existam redes sociais – que certamente teriam aguçado toda a polémica. Actualmente, as fake news não são menos recorrentes, o seu propósito é que é outro – passamos do entretenimento às campanha eleitorais e às influências nas urnas. É incontestável: as fake news são transversais ao próprio tempo.

ZAP // Deutsche Welle / LiveScience

Por ZAP
31 Outubro, 2018

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1193: Relatório da NASA recomenda que se procure vida extraterrestre nos subsolos

ESA/DLR/FU Berlin

O relatório de um estudo pedido pela NASA recomenda que se procure vida extraterrestre no subsolo e se dê um maior ênfase à astrobiologia nos projectos espaciais.

Com a recente descoberta de um lago subterrâneo em Marte e as suspeitas da existência de oceanos subterrâneos nas luas de Júpiter e Saturno a adensarem-se, vários investigadores acreditam que poderá existir vida nestes lugares inesperados, e que se devia estudar todos os tipos de ambientes, não apenas aqueles que imitam a Terra.

Segundo a revista Discover, devido às recentes descobertas astronómicas e aos avanços na astrobiologia, a NASA pediu à Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina (NASEM) para conduzir uma análise independente e objectiva sobre a sua actual estratégia de exploração espacial.

A comissão criada pela NASEM contou com 17 pessoas, desde investigadores experientes a professores de biologia, astronomia e ciências da terra, e analisou a estratégia da NASA durante um ano. O seu relatório final foi agora divulgado.

No documento, publicado a 10 de Outubro na The National Academies Press, é feita uma sugestão específica: a NASA devia procurar vida extraterrestre em todas as missões espaciais e começar a investigar planetas e luas que, à primeira vista, não são propícias à vida tal como a conhecemos.

“Quanto mais integrarmos a astrobiologia e o pensamento astrobiológico nas missões, mais poderemos aproveitar as descobertas fantásticas que estão a acontecer com as missões actuais”, disse Barbara Sherwood Lollar, cientista da Terra, professora na Universidade de Toronto e presidente da NASEM.

“Incorporando o pensamento astrobiológico no início dos processos, poderemos ser capazes de fazer ainda mais”, acrescentou.

A astrobiologia é o estudo e compreensão da vida em todo o Universo e só sabemos como os organismos se formam e evoluem na Terra – ao usar apenas essa noção para encontrar vida, a maioria das missões espaciais fica apenas atenta aos mundos com água líquida na superfície.

Na astrobiologia também se procuram por bio-assinaturas – vestígios, substâncias, objectos ou padrões que foram deixados por seres vivos. As missões típicas da NASA procuram por bio-assinaturas semelhantes às da Terra, como gases e moléculas atmosféricas específicas e padrões de superfícies criadas pelos ecossistemas.

Agora, os cientistas que elaboraram este relatório acreditam que ambos os factores precisam de uma séria reformulação – a abordagem actual pressupõe que toda a vida nasce em ambientes similares aos da Terra, e que essa existência deixará bio-asssinaturas semelhantes aos encontrados na Terra.

Contudo, ao aderir a essa estratégia, a NASA pode estar a negligenciar uma enorme quantidade de comunidades desconhecidas.

“Precisamos de ter a certeza de que a nossa caixa de ferramentas de bio-assinaturas é universal o suficiente para abranger tanto a nossa capacidade de reconhecer a vida como a conhecemos como aquela que não conhecemos“, explicou Lollar.

Procurar no Subsolo

Se os organismos existem em ambientes novos e inesperados, eles provavelmente emitirão bio-assinaturas “agnósticas” – que vão contra a nossa compreensão da vida na Terra.

Para encontrar esses marcadores únicos, a NASEM recomendou a pesquisa de bio-assinaturas numa escala mais ampla, como a detenção de pares moleculares que não ocorrem naturalmente ou substâncias químicas peculiares que não correspondem ao ambiente físico.

E, enquanto acredita que a astrobiologia deveria fazer parte de todas as missões espaciais, a NASEM sustenta também que a NASA deveria investigar uma zona em particular – o subsolo de planetas e de luas.

Com a recente descoberta do lago subterrâneo de Marte e os potenciais oceanos dentro das luas de Júpiter e Saturno, a comissão acha que estes ambientes subterrâneos podem ser habitáveis – apontando ainda que cada vez mais ecossistemas são descobertos abaixo da superfície terrestre, suportando esta teoria.

Para lugares mais próximos do planeta Terra, como Marte e as luas no nosso sistema solar, a comissão acredita que se deveria sondar o subsolo para procurar vida. E, ao contrário do que se possa pensar, a opção não é através de perfurações.

“As tecnologias de perfuração têm muito interesse, absolutamente”, contou Loller. “Mas não são os únicos meios de pesquisar em subsolos – radares sísmicos, penetrantes no solos, varredura orbital, todas estas opções nos dão informações sobre o subsolo”.

Para investigar exoplanetas e exoluas distantes, a comissão recomenda o uso de instrumentos telescópios que possam suprimir a luz do sol das estrelas – que geralmente abafa objectos fracos e em órbita.

Essa supressão daria aos pesquisadores uma visão mais brilhante e inédita dos exoplanetas e exoluas e ainda permitiria pesquisar por bio-assinaturas.

A NASEM realça ainda que este grande projecto precisa de um esforço colaborativo e que a NASA deveria convocar organizações internacionais, privadas e filantrópicas para a realizar com sucesso. Ao combinar esforços e colocar o ênfase na astrobiologia, a comunidade científica poderia aumentar as hipóteses de encontrar vida extraterrestre.

ZAP //

Por ZAP
25 Outubro, 2018

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