2974: Luva inteligente vai ajudar astronautas a controlar drones e robôs no Espaço

CIÊNCIA

Além de fatos mais modernos para as futuras explorações espaciais na próxima década, a NASA, juntamente com algumas organizações parceiras, está a desenvolver uma luva inteligente para astronautas usarem em missões na Lua e Marte, por exemplo.

A tecnologia servirá para controlar dispositivos à distância, como drones, através de gestos com a mão. Apresentada pelo Projecto Haughton-Mars (PHM), a luva inteligente também tem a parceria da SETI Institute, Mars Institute, NASA Ames Research Center, Collins Aerospace e Ntention.

O equipamento será útil nas actividades extra-veiculares das missões espaciais, uma vez que os fatos limitam bastante a precisão e a destreza dos movimentos dos astronautas. Com a luva, conseguirão executar tarefas mais minuciosas com maior facilidade.

A Ntention já tem experiência na criação de luvas inteligentes e ficou conhecida pelo design e desenvolvimento de uma luva capaz de controlar drones, entre outros robôs, através de simples gestos manuais.

Ainda este ano, a Ntention desenvolveu uma dessas luvas para o PHM. Pascal Lee, cientista do SETI Institute e do Mars Institute, e director do PHM, assistiu a uma demonstração da luva para aplicações terrestres, e gostou tanto que sugeriu aplicá-la ao fato espacial de um astronauta. Assim, nasceu a ideia de realizar um estudo de campo do conceito de “luva inteligente de astronauta”.

Conforme explica Lee, “um fato espacial pressurizado é relativamente rígido e os movimentos das mãos e dedos encontram resistência substancial. Com a ‘luva inteligente de astronauta’, a sensibilidade nos movimentos das mãos é ajustável, o que significa que a tecnologia pode ser adaptável à pressão rígida do fato espacial“.

“Os astronautas precisam de fatos espaciais que facilitem a interacção com o ambiente, incluindo tarefas complexas e delicadas”, disse Greg Quinn, líder de desenvolvimento de fatos espaciais da Collins Aerospace. Os membros da equipa avaliaram a tecnologia através de uma série de testes, como operação de drones.

A escolha de testes com drones não foi à toa. Lee explica que “os astronautas na Lua ou em Marte vão querer pilotar drones por várias razões, por exemplo, para recolher uma amostra que está fora de alcance ou que precisa de ser isolada de contaminação. Ou para ajudar numa operação de resgate”.

Os testes mostraram que um astronauta num fato espacial poderá executar facilmente várias tarefas importantes ao usar a luva inteligente e uma interface de visualização de Realidade Aumentada.

“Os testes de voo e operações sugerem que a luva inteligente e a interface homem-máquina de Realidade Aumentada permitiriam aos astronautas operar drones e outros robôs com facilidade e precisão“, reconheceu Brandon Dotson, engenheiro aeroespacial e piloto de testes do Exército dos EUA que testou o dispositivo.

ZAP // Canaltech

Por ZAP
6 Novembro, 2019

 

2918: Poeira lunar pode ser um grande problema para os próximos exploradores

CIÊNCIA

Bre Pettis / Flickr

A poeira lunar pode ser um grande problema para os próximos exploradores espaciais, uma vez que é abrasiva e está por todo o lado. Vários países estudam já os efeitos que o pó lunar poderá desencadear nos astronautas.

Numa altura em que cada vez mais potências mundiais mostram interesse em voltar a explorar o satélite natural da Terra, o portal Space.com noticia esta semana que a poeira lunar pode ser uma pedra no sapato dos futuros astronautas.

John Cain, especialista britânico em riscos da exploração lunar e consultor de saúde de astronautas, alerta para este perigo, considerando que é fulcral conhecer melhor a poeira lunar antes de levar a cabo novas missões à Lua.

É essencial conhecer a natureza da poeira lunar, compreender os seus efeitos sobre o corpo [dos exploradores espaciais], bem como identificar as rotas de exposição e desenvolver meios para reduzir a exposição”, disse, em declarações ao mesmo portal.

Buzz Aldrin, da Apollo 11, parece confirmar as preocupações de John Cain: “Quanto mais tempo passas na Lua, mais coberto ficas de poeira lunar do capacete às botas”, recordou o astronauta após a missão, observando ainda que a poeira da Lua cheirava a “carvão queimado” ou “a alguma coisa semelhante às cinzas de uma lareira”.

Também o comandante da Apollo 17, Gene Cernan, revelou durante um interrogatório técnico após a missão reservas relacionadas com a poeira da Lua. “Acho que a poeira é, provavelmente, um dos nossos maiores inibidores para uma operação nominal na Lua. Acredito que podemos superar outros problemas fisiológicos, físicos ou mecânicos, excepto a poeira da Lua”, afirmou o astronauta.

“Febre do feno extraterrestre”

Durante a Apollo 17, o astronauta Harrison Hagan “Jack” Schmitt registou o primeiro caso de uma reacção à poeira lunar que ficou conhecida como “febre do feno extraterrestre”. Depois de exposto ao pó da Lua, as suas placas de cartilagem das paredes nasais incharam significativamente. “Aconteceu bem rápido”, disse, na época.

Tendo em conta os episódios do passado e o que já se sabe sobre a Lua, John Cain reitera que é preciso conhecer melhor a poeira lunar antes de iniciar qualquer nova missão. No futuro, vaticina ainda o especialista, a criação de assentamentos lunares incluirá a necessidade de se desenvolver legislação sobre saúde e segurança para garantir o bem-estar e a segurança de exploradores.

O regolito lunar – a rocha fragmentada que está sobre a superfície da Lua – pode conter sílica (dióxido de silício), óxido de ferro e óxido de cálcio. A sílica, recorde-se, é altamente tóxica. Na Terra, este composto é responsável por causar graves doenças pulmonares.

Actualmente, Reino Unido, Estados Unidos, China, Rússia, Índia e União Europeia estão a levar a cabo estudos para perceber se a poeira lunar poderá causar doenças pulmonares aos astronautas, bem como para encontrar estratégias para diminuir a exposição.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
28 Outubro, 2019

 

2741: NASA desenha “transformers” para explorar luas de Saturno

CIÊNCIA

A agência espacial norte-americana (NASA) está a desenhar um novo robô, uma espécie de transformer, para explorar mundos com terrenos mais complicados, como é o caso de algumas luas de Saturno.

Através da sua página oficial, a NASA anuncia que está a desenvolver um novo conceito de robô, o Shapeshifter, projectado para rolar, voar, flutuar e até nadar em mundos mais complicados e distantes, como é o caso das luas de Saturno.

Os testes estão a ser desenvolvidos no no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, onde os cientistas estão já a testar um protótipo tridimensional deste explorador incomum.

O novo engenho, que parece um pequeno drone colocado no interior de uma jaula de hamster, tal como o descreve a agência espacial, consegue dividir-se ao meio. Uma vez que as partes se encontrem separadas, as duas metades elevam pequenas hélices, que tornam o dispositivo capaz de voar.

Contudo, estes pequenos transformers impressos em 3D são só o começo: a NASA imagina que uma série de até 12 destes robôs possa ser transformada numa sonda de natação ou numa equipa de exploradores de cavernas.

O Shapeshifter, de montagem automática, foi criado a partir de outros pequenos robôs, os cobots. Estas unidades mais pequenas, também dotadas com uma pequena hélice, são capazes de se mover de forma independente e sobrevoar superfícies ou falésias.

Na prática, um só robô guarda, na verdade, vários outros capazes de se adaptarem para melhor explorar um terreno mais difícil.

Ali Agha, investigador principal do JPL, acredita que o Shapeshifter pode ser útil numa missão a Titã, uma das luas de Saturno. Este planeta, recorde-se, é o único do Sistema Solar que tem líquidos na forma de lagos, rios e mares de metano à sua superfície.

“Temos informações muito limitadas sobre a composição da superfície [de Titã]. Terreno rochoso, lagos de metano, vulcões criogénicos. Podemos podemos ter tudo isso, mas não sabemos ao certo”, afirmou Agha, citada em comunicado.

“Por isso, pensamos em criar um sistema versátil e capaz de atravessar diferentes tipos de terreno, sendo também suficientemente compacto para ser lançado num foguete”, disse.

Tal como frisou Jason Hofgartner, que é também cientista do JPL, alguns dos lugares de mais difícil acesso são os mais interessantes do ponto  de vista científico. E, por esse mesmo motivo, o Shapeshifter pode ser importante em missões futuras.

ZAP //

Por ZAP
30 Setembro, 2019

 

2610: Os extraterrestres podem já ter explorado a Via Láctea (e visitado a Terra)

CIÊNCIA

Indigo Skies Photography / Flickr

A Via Láctea pode estar repleta de civilizações alienígenas interestelares. Mas não sabemos, porque não nos visitam há 10 milhões de anos.

De acordo com um estudo publicado no mês passado na revista especializada The Astronomical Journal, a vida extraterrestre inteligente pode demorar algum tempo a explorar a galáxia, aproveitando o movimento dos sistemas estelares para facilitar a troca de estrelas. O trabalho é uma nova resposta a uma pergunta conhecida como Paradoxo de Fermi, que pergunta por que razão não detectamos sinais de inteligência extraterrestre.

O paradoxo foi levantado pela primeira vez pelo físico Enrico Fermi, que perguntou: “Onde estão todos?”. Fermi questionava a viabilidade de viajar entre estrelas, mas, desde então, a sua pergunta passou a representar dúvidas sobre a própria existência de extraterrestres.

O astrofísico Michael Hart explorou a questão formalmente quando argumentou num artigo de 1975 que havia muito tempo para a vida inteligente colonizar a Via Láctea nos 13,6 mil milhões de anos desde que a galáxia se formou, mas ainda não ouvimos nada deles. Hart concluiu, portanto, que não deve haver civilizações avançadas na nossa galáxia.

O novo estudo, porém, oferece uma perspectiva diferente sobre a questão: talvez os alienígenas estejam a demorar um pouco e a ser estratégicos.

“Se não considerarmos o movimento das estrelas ao tentar resolver o problema, fica basicamente com uma de duas soluções”, disse Jonathan Business-Nellenback, cientista da computação e principal autor do estudo, ao Business Insider. “Ninguém sai do seu planeta ou somos de facto a única civilização tecnológica da galáxia.”

As estrelas orbitam o centro da galáxia em diferentes caminhos a diferentes velocidades. Ao fazê-lo, ocasionalmente cruzam-se. Assim, os alienígenas poderiam estar a esperar pelo próximo destino. Nesse caso, as civilizações demorariam mais tempo a espalhar-se pelas estrelas do que Hart calculou. Portanto, podem ainda não ter chegado até nós – ou talvez até já tenham chegado, muito antes dos humanos evoluírem.

Os investigadores já tentaram responder ao Paradoxo de Fermi de várias maneiras – estudos investigaram a possibilidade de que todas as formas de vida alienígena se formem nos oceanos abaixo da superfície de um planeta e postularam que as civilizações podem ser desfeitas pela sua insustentabilidade antes de realizar qualquer viagem interestelar.

Há também a “hipótese do zoológico”, que imagina que as sociedades da Via Láctea decidiram não entrar em contacto connosco pelas mesmas razões pelas quais mantemos a natureza ou mantemos protecções para alguns povos indígenas isolados.

Um estudo de 2018 sugeriu que há uma hipótese de 2 em 5 de estarmos sozinhos na nossa galáxia e uma hipótese de 1 em 3 de estarmos sozinhos em todo o cosmos.

Os autores do estudo mais recente apontam que investigações anteriores não tiveram em conta um facto crucial sobre a nossa galáxia: ela move-se. Assim como os planetas orbitam estrelas, os sistemas estelares orbitam o centro galáctico. O nosso sistema solar, por exemplo, orbita a galáxia a cada 230 milhões de anos.

Se civilizações surgirem em sistemas estelares distantes, podem tornar a viagem mais curta, esperando que o seu caminho orbital os aproxime de um sistema estelar habitável. Depois de se estabelecerem nesse novo sistema, os alienígenas poderiam esperar novamente por uma distância ideal de viagem para dar outro salto.

Nesse cenário, os alienígenas não se estão a mover pela galáxia. Estão à espera que a sua estrela se aproxime de outra estrela com um planeta habitável. “Se demorar mil milhões de anos, essa é uma solução para o paradoxo de Fermi”, disse Carroll-Nellenback. “Os mundos habitáveis ​​são tão raros que precisamos de esperar mais do que qualquer civilização dure antes que outro apareça.”

Para explorar os cenários, os investigadores usaram modelos numéricos para simular a propagação de uma civilização pela galáxia. Tiveram em consideração uma variedade de possibilidades para a proximidade de uma civilização hipotética a novos sistemas estelares, o alcance e a velocidade das suas sondas interestelares e a taxa de lançamento dessas sondas.

“Tentamos criar um modelo que envolvesse o menor número de suposições sobre sociologia que pudéssemos”, disse Carroll-Nellenback.

Ainda assim, parte do problema de modelar a expansão galáctica de civilizações alienígenas é que estamos a trabalhar apenas com um ponto de dados: nós próprios. Portanto, todas as nossas previsões são baseadas no nosso próprio comportamento. Mas mesmo com a limitação, os cientistas descobriram que a Via Láctea poderia ser preenchida com sistemas estelares estabelecidos que não conhecemos.

“Todos os sistemas podem ser habitáveis, mas os extraterrestres não nos visitam porque não estão suficientemente próximos“, disse Carroll-Nellenback. Até agora, detectámos cerca de 4.000 planetas fora do nosso Sistema Solar e nenhum hospedava vida.

Há pelo menos 100 mil milhões de estrelas na Via Láctea – e ainda mais planetas. Um estudo recente estimou que até 10 mil milhões desses planetas poderiam ser parecidos com a Terra.

Assim, os autores do estudo escreveram que concluir que nenhum desses planetas sustenta a vida seria como olhar para uma piscina e não encontrar golfinhos – e depois decidir que o oceano não tem golfinhos.

Outro elemento chave nos debates sobre a vida alienígena é o que Hart chamou de “Facto A”: não há visitantes interestelares na Terra e não há evidências de visitas passadas. Mas isso não significa que nunca estiveram por cá.

Se uma civilização alienígena chegou à Terra há milhões de anos – e a Terra tem 4,5 mil milhões de anos -, talvez já não haja sinais da sua visita. Estudos anteriores sugerem que talvez não consigamos detectar evidências de visitas alienígenas passadas. É possível que alienígenas tenham passado perto da Terra, mas decidiram não a visitar.

Além disso, os alienígenas podem não querer visitar um planeta que já tem vida. Assumir isso seria uma “projecção ingénua” de uma tendência humana de equiparar expansão à conquista.

Por agora, os investigadores consideram que não devemos desmotivar por causa do silêncio do Universo. Nos próximos anos, espera-se que a nossa capacidade de detectar e observar outros planetas potencialmente habitáveis melhore drasticamente à medida que novos telescópios são construídos e lançados para o Espaço.

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11 Setembro, 2019

 

2489: NASA vai mesmo explorar Europa, a lua de Júpiter que pode ter vida extraterrestre

JPL-Caltech / NASA
A superfície brilhante de Europa, a misteriosa lua de Júpiter

A NASA deu luz verde a uma missão para explorar uma lua de Júpiter que é considerada um dos melhores candidatos para a vida extraterrestre.

A Europa – que é um pouco mais pequena do que a nossa lua – é um dos 79 satélites naturais do gigante gasoso e tem a particularidade de estar coberta de gelo na totalidade.

Há indícios, de acordo com o jornal britânico The Guardian, que sugerem que por baixo dessa crosta – que poderá ter dezenas de quilómetros de profundidade – pode mesmo haver um oceano. Os cientistas acreditam que nesta água pode ainda existir vida na forma de micro-organismos.

Europa parece ter o hat-trick de condições necessárias para começar a vida: água, possivelmente química e energia na forma de aquecimento de maré, um fenómeno que surge de rebocadores gravitacionais a agir na lua. Isso não só poderia impulsionar reacções químicas, mas também auxiliar o movimento de substâncias químicas entre rochas, superfície e oceano, possivelmente através de fontes hidrotermais.

A missão chamada Europa Clipper consiste na aproximação de uma nave à Europa. A missão irá procurar lagos subterrâneos e fornecer dados sobre a espessura da crosta gelada da lua. A equipa também espera confirmar a presença de plumas de água, previamente detectadas pela sonda Galileo da NASA e pelo telescópio espacial Hubble.

Se confirmado, isso significaria que os cientistas não precisariam de encontrar uma maneira de invadir a crosta gelada da lua para explorar a composição do oceano.

O anúncio significa que a missão recebeu autorização para o projecto final, a nave espacial a ser construída e os instrumentos a serem desenvolvidos e testados. “Estamos todos entusiasmados com a decisão que move a missão Europa Clipper um passo mais perto para desvendar os mistérios deste mundo oceânico”, disse Thomas Zurbuchen, um administrador associado da Directoria de Missões Científicas na sede da NASA em Washington.

A missão que teve luz verde esta quarta-feira deverá ser lançada em 2025 e Agência Espacial Europeia tem uma missão semelhante prevista para 2022.

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21 Agosto, 2019

 

2241: NASA vai enviar pequena aeronave para Titã, a principal lua de Saturno

A NASA anunciou esta quinta-feira que a próxima missão milionária — chamada Dragonfly — vai consistir no envio de um quadrator para explorar Titã, a principal lua de Saturno. 

Titã é o único corpo celeste além da Terra onde sabemos haver corpos de água à superfície. Trata-se do mais parecido a um oceano fora da Terra.

Segundo NASA, o quadrotor – uma pequena aeronave de quatro motores – vai sobrevoar a superfície desta lua gelada à procura de possíveis condições que indiquem a existência de vida. A missão vai ter início em 2026 e deverá chegar a Titã em 2034.

Em Fevereiro, a NASA anunciou que o rover é um projecto para recolher amostras materiais da superfície e para medir as composições dos materiais da superfície de Titã. O Dragonfly será capaz de explorar uma variedade de locais de forma a caracterizar a habitabilidade do ambiente de Titã, investigar a progressão química e até procurar pistas químicas de vida baseadas em água ou hidrato-carbonetos.

Os instrumentos que recolheriam estas informações estão ainda a ser desenvolvidos, sendo testado sob condições semelhantes às de Titã. “Com a missão Dragonfly, a NASA vai, mais uma vez, fazer aquilo que ninguém consegue. Visitar este mundo misterioso oceânico pode revolucionar aquilo que conhecemos sobre a vida no universo. Esta missão de ponta seria impensável há alguns anos, mas agora estamos prontos para o fantástico voo da Dragonfly”, disse Jim Bridenstine, administrador da NASA.

Esta missão, liderada por Elizabeth “Zibi” Turtle, cientista do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, surge no âmbito de um programa da NASA, o “New Frontiers”, que permitiu obter as fotografias mais nítidas de Plutão e de Caronte e também conhecer melhor Júpiter.

É a primeira vez que a NASA vai enviar um veículo deste género para outro planeta. Neste caso, o quadrotor vai funcionar como um grande drone.

Ao contrário dos rovers sob rodas que “moram” em Marte – como é o caso da adormecida Opportunity e da Curiosity – o Dragonfly voa, tal como o próprio nome indica, dando-lhe a capacidade de percorrer distâncias maiores. No fundo, a APL desenvolveu um robô voador.

E para ajudar um possível voo, a atmosfera densa e calma de Titã, aliada à baixa gravidade, farão do voo a melhor forma para explorar Saturno. Na verdade, notam os cientistas, voar sob estas condições e mais fácil em Titã do que na Terra.

Dentro deste programa há também uma missão que a decorrer: a Osiris-Rex está neste momento a caminho do asteroide Bennu e quer aterrar lá para tentar saber mais sobre a formação do sistema solar, bem como a origem das moléculas orgânicas (as que têm carbono na sua estrutura) que podem ter permitido o desenvolvimento de vida na Terra, uma vez que a teoria é que um asteróide como o Bennu pode ter impactado com a terra e deixado essas molécula no nosso planeta.

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Por ZAP
27 Junho, 2019

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1798: Estamos a um passo de iniciar a exploração de minério na Lua

Bre Pettis / Flickr

Com os olhos postos nos valiosos recursos naturais presentes noutros mundos além da Terra, a humanidade está prestes a iniciar a exploração mineira da superfície da Lua.

Estamos a poucos anos de abrir explorações mineiras na Lua. Cientistas europeus anunciaram, recentemente, os seus ambiciosos planos para iniciar a exploração mineira da Lua já em 2025. O objectivo é minerar um material que pode valer milhões de dólares, o regolito.

O regolito é uma camada solta de material heterogéneo e superficial que cobre uma rocha sólida. Trata-se, portanto, de um material não consolidado e residual, uma vez que é formado por material originário da rocha fresca imediatamente subjacente. A sua mineração pode extrair água, oxigénio, metais e um isótopo chamado hélio-3, que pode abastecer reactores de fusão nuclear, gerando energia livre de resíduos.

A superfície da Lua está coberta por um material fino em pó que os cientistas chamam de “regolito lunar”. Quase toda a superfície é coberta por regolito e o leito rochoso só é visível nas paredes de crateras muito íngremes.

Este pó é o resultado de vários milhões de anos de impactos dos meteoritos e de outros corpos celestes a superfície da Lua. Mas este material é valiosíssimo não só pela produção de energia nuclear, mas também pelo facto de poder ser utilizado na construção de estruturas futuras na superfície lunar.

Segundo o CanalTech, a Europa não é a única que está de olho na exploração mineira da superfície da Lua. Índia, Canadá e China têm também os seus próprios planos para extrair o hélio-3 do nosso satélite natural.

Estima-se que exista um milhão de toneladas de hélio-3 na Lua, ainda que apenas 25% possa ser trazido para a Terra. No entanto, esta quantidade é suficiente para atender as demandas de energia do nosso planeta durante, pelo menos, dois séculos. O hélio-3 pode valer quase 5 mil milhões de dólares por tonelada – e pode mesmo tornar-se no novo “ouro negro”, mas da Lua.

De acordo com o Pplware, a missão, que já se encontra em preparação, estará a cargo da Agência Espacial Europeia em parceria com o ArianeGroup, e contará também com a participação do Part-Time Scientists, um grupo alemão e ex-concorrentes do Google Lunar XPrize.

LM, ZAP //

Por LM
3 Abril, 2019

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1684: Astronautas da NASA vão realizar a primeira caminhada espacial 100% feminina

Elizabeth Weissinger / NASA

Pela primeira vez na história da exploração espacial, uma dupla de mulheres astronautas da NASA vai realizar uma caminhada espacial a partir da Estação Espacial Internacional.

O feito acontece 35 anos depois de uma mulher ter feito uma caminhada no espaço pela primeira vez — a cosmonauta soviética Svetlana Savitskaya, em Julho de 1984.

No âmbito da Expedição 59, as astronautas da NASA Anne McClain e Christina Koch vão realizar a caminhada a 29 de Março. A partir do solo, a acompanhar a expedição, estará Kristen Facciol, controladora de voos da Agência Espacial Canadiana – que coopera com a NASA -, que estará aos comandos a partir do Centro Espacial Johnson em Houston, estado norte-americano do Texas.

A própria controladora de voos anunciou, através do Twitter, que integraria a missão. “Acabei de descobrir que estarei aos comandos a acompanhar a primeira caminhada espacial 100% feminina e não consigo conter o meu entusiasmo“, disse a controladora de voos.

Kristen Facciol @kfacciol

I just found out that I’ll be on console providing support for the FIRST ALL FEMALE SPACEWALK with @AstroAnnimal and @Astro_Christina and I can not contain my excitement!!!! #WomenInSTEM #WomenInEngineering #WomenInSpace

1453: New Horizons explora Ultima Thule

Esta imagem obtida pelo instrumento LORRI (Long-Range Reconnaissance Imager) é a mais detalhada de Ultima Thule já transmitida até à data pela New Horizons. Foi obtida às 05:01 (UT) de dia 1 de Janeiro de 2019, apenas 30 minutos antes da maior aproximação, a 28.000 km, com uma escala original de 140 metros por pixel.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI

A sonda New Horizons da NASA passou por Ultima Thule nas primeiras horas do dia de Ano Novo, inaugurando a era da exploração da enigmática Cintura de Kuiper, uma região de objectos primordiais que detém a chave para entender as origens do Sistema Solar.

Os sinais que confirmaram que a nave está de boa saúde e tinha ocupado o seu armazenamento digital com dados científicos de Ultima Thule chegaram ao centro de operações da missão no Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins, às 15:29 de dia 1 (hora portuguesa), quase 10 horas depois da maior aproximação da New Horizons pelo objecto.

“A New Horizons teve um desempenho como planeado, levando a cabo a exploração mais longínqua de um objecto na história da Humanidade- a 6,4 mil milhões de quilómetros do Sol,” disse o investigador principal Alan Stern, do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado norte-americano da Califórnia. “Os dados que temos parecem fantásticos e já estamos a aprender mais sobre Ultima Thule de perto. A partir daqui os dados vão ficar cada vez melhores!”

Os cientistas da missão New Horizons da NASA divulgaram as primeiras imagens detalhadas do objecto mais distante já explorado. A sua aparência notável, diferente de tudo o que já vimos antes, ilumina os processos que construíram os planetas há 4,5 mil milhões de anos.

“Este ‘flyby’ é uma conquista histórica,” disse Stern. “Nunca antes tinha uma nave espacial estudado um corpo tão pequeno, a uma velocidade tão elevada, tão longe nos confins do Sistema Solar. A New Horizons estabeleceu um novo marco para a navegação espacial de última geração.”

As novas imagens – obtidas a uma distância de 27.000 km – revelaram Ultima Thule como um “binário de contacto”, consistindo de duas esferas ligadas. De ponta a ponta, mede 31 km. A equipa apelidou a esfera maior de “Ultima” (19 km de comprimento) e a mais pequena de “Thule” (14 km de comprimento).

A equipa diz que as duas esferas provavelmente uniram-se logo no início da formação do Sistema Solar, colidindo a uma velocidade não superior à de um pequeno acidente entre dois automóveis.

Os dados recebidos já resolveram um dos mistérios de Ultima Thule, mostrando que o objecto da Cintura de Kuiper gira como uma hélice, com o eixo apontando aproximadamente na direcção da New Horizons. Isso explica porque, em imagens obtidas anteriormente, o seu brilho não parecia variar à medida que girava. A equipa ainda não determinou o período de rotação.

Além disso, dos dados mais recentes recebidos ficámos a saber:

  • Não existem evidências de anéis ou satélites com mais de 1,6 km em órbita de Ultima Thule;
  • Não existem evidências de uma atmosfera;
  • A cor de Ultima Thule coincide com a cor de mundos parecidos na Cintura de Kuiper, como determinado por medições telescópicas;
  • Os dois lóbulos de Ultima Thule – o primeiro binário de contacto visitado na Cintura de Kuiper – são quase idênticos em termos de cor. Isto coincide com o que sabemos sobre sistemas binários que ainda não entraram em contacto um com o outro, mas que orbitam, ao invés, um ponto gravitacional comum.

“A New Horizons é como uma máquina do tempo, levando-nos de volta ao nascimento do Sistema Solar. Estamos a ver uma representação física do início da formação planetária, congelada no tempo,” comenta Jeff Moore, líder da equipa de Geologia e Geofísica da New Horizons. “O estudo de Ultima Thule está a ajudar-nos a entender como os planetas se formam – tanto aqueles no nosso Sistema Solar como aqueles em órbita de outras estrelas da Via Láctea.”

A sonda New Horizons continuará a transmitir imagens e outros dados nos próximos dias e meses, completando o envio de todos os dados científicos em 20 meses, com imagens de muito maior resolução ainda por vir. Em 2015, a sonda começou a sua exploração da Cintura de Kuiper com uma passagem por Plutão e pelas suas luas. Quase 13 anos após o lançamento, a sonda vai continuar a explorar a Cintura de Kuiper até pelo menos 2021. Os membros da equipa planeiam propor a exploração de ainda outro objecto da Cintura de Kuiper além de Ultima Thule.

Astronomia On-line
4 de Janeiro de 2019

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1264: Os caminhos da humanidade para lá das nuvens

Os humanos sempre sonharam para lá dos seus limites. A geografia foi feita para ser conquistada e por isso rios, montanhas, oceanos e continentes sempre foram entendidos como desafios a ser vencidos. O desafio no século XXI está para lá das nuvens

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A discussão sobre o futuro da exploração espacial está precisamente centrada em cima das nuvens e passa pela resposta a uma pergunta objectiva: o que fazer depois da Estação Espacial Internacional? A ISS (do acrónimo em inglês) é um extraordinário esforço conjunto da Europa, dos Estados Unidos, do Japão, da Rússia e do Canadá, que desde 1998 colaboraram para construir um lar no espaço para 60 equipas rotativas de astronautas.

Agora, é provável que a época de cooperação na exploração espacial termine. Com a entrada de um novo e poderoso concorrente – a China – e com a própria ideia de globalização em crise, os decisores políticos parecem não querem chegar a acordo sobre os próximos passos sem gravidade. E há vários caminhos possíveis a seguir.

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Os chineses estão a preparar a sua própria estação orbital, de forma a conduzir investigação com impacto na defesa e na geoestratégia. Os russos também gostariam de o fazer, mas as limitações financeiras impedem para já esse passo. Restam os grandes protagonistas – Europa e EUA – que parecem optar por caminhos demasiado diferentes.

Os Estados Unidos preferem ter o objectivo em Marte, admitindo uma escala intermédia na Lua. O papel da NASA foi posto em causa com esta administração, que tem no vice-presidente Mike Pence um grande apologista da opção marciana: o National Space Council determinou um regresso à Lua na próxima década para que na seguinte se atinja Marte.

O caso europeu é mais interessante de analisar. A Agência Espacial Europeia (ESA) é resultado da cooperação transnacional entre diversas nações que não correspondem exactamente à União Europeia e, embora existam relações próximas, os objectivos nem sempre são coincidentes – nomeadamente na prioridade a dar à indústria e à investigação fundamental centrada na Europa, um dos objectivos da actual comissão que não é necessariamente partilhada pela liderança da ESA. A União decidiu agora avançar com a sua própria agência espacial, que poderá ser apenas um organismo de ligação com a ESA ou uma entidade com fundos próprios e que a médio prazo esvazie a ESA de membros, competências e meios. Mas por enquanto o que vai vingando é a tese do todo-poderoso líder da agência, Johann Woerner, que insiste numa base lunar como modelo da vida fora da Terra.

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Em simultâneo, como os avanços da ciência decorrem da investigação fundamental, há experiências com tremendo impacto no futuro da exploração espacial. Algumas das missões planeadas (ver caixas) vão dar contributos importantíssimos para o futuro. A dimensão do desafio espacial é tão grande que ainda nem se sabe tudo o que não se sabe. Luís Braga Campos, professor do Instituto Superior Técnico e coordenador da licenciatura em Engenharia Aeroespacial, é um dos portugueses que melhor compreendem estes desafios futuros e por isso critica este afastamento entre os grandes poderes da exploração espacial: “É evidente que isto só se resolve com a cooperação de todos. A ciência é demasiado complexa e os investimentos demasiado elevados para ser possível evoluir sozinho, mas é no que estamos: a prioridade americana parece ser colocar um homem em Marte. A prioridade da ESA será uma estação lunar.”

A opção deveria ser outra, defende o professor: “Uma nova e moderna estação espacial, capaz de montar em órbita as próximas naves. Isso eliminaria a barreira gravitacional e permitiria a continuação da cooperação na investigação, aumentando a eficiência.” Até porque as opções políticas raramente terminam bem em termos técnicos. Mesmo no caso da ida à Lua, que foi um acontecimento extraordinário, foi uma decisão inconsequente: “Fomos lá e durante 60 anos nunca mais se fez nada. Não se sustentou o esforço, porque se quis ter resultados mais rápidos que limitaram as opções futuras.”

É por isso que Luís Braga Campos também é crítico de enviar uma missão humana a Marte, até pelos problemas que tem. “Desde logo a duração da viagem, sempre superior a dois anos, com implicações tremendas na saúde, como os problemas provocados pela radiação e a ausência de gravidade. Depois há outra questão: se algo correr mal é demasiado difícil chegar lá em tempo útil, se estivermos dependentes de uma nave a partir da Terra.”

Seja como for, a opção por desenvolver vida humana fora da Terra é inevitável. A exploração do espaço é o futuro da humanidade, porque “esgotámos a Terra, provavelmente para lá do que é sustentável. A longo prazo a única solução para a espécie será a expansão, um desafio que é tecnológico mas é também biológico e ético”. Depois é uma questão de discutir o destino, mas a verdade é que, como continua a explicar Braga Campos, estamos limitados às opções do sistema solar. “Marte não é muito agradável, Vénus também não, a partir daí é tudo inabitável. A questão não é tanto escolher o destino, mas sim como é que se vai sobreviver no espaço.”

Os desafios serão então três: construir naves suficientemente poderosas e capazes, adaptar o corpo humano ao espaço e criar um sistema ecológico sustentável de forma a que a vida possa processar-se de forma autónoma, seja na Lua, em Marte ou noutro qualquer destino. “Resolvendo estes problemas dificílimos, podemos estar em qualquer lado.” Mas isto implica rever a forma como olhamos para a humanidade e como preparamos o futuro. “Hoje já podemos pensar nestes desafios com a ajuda da robótica e da inteligência artificial, de forma a criar um sistema de cápsulas em que os humanos possam viver. Mas isso não resolve todas as questões científicas fundamentais.”

O professor Braga Campos é céptico em relação a abordagens simplistas, “recorrendo à analogia das grandes empresas tecnológicas que estão habituadas a resolver os problemas com software e acham que tudo é simples, mas o hardware não funciona assim”. E é essa a abordagem que quer passar aos alunos do curso mais exigente do país, estimulando a capacidade de resolução de problemas e a aproximação da engenharia a esses problemas.

E essa é a abordagem que se nota quando são os alunos a falar dos desafios que os motiva. Mariana Fernandes, no último ano do mestrado de Aeroespacial, está focada no desafio de “optimizar a performance dos astronautas no espaço”, resolvendo as questões de saúde física e comportamental que decorrem do ambiente espacial. Já Rita Costa, que está a especializar-se em aerodinâmica e propulsão, está focada nos “problemas de reentrada de veículos em diferentes ambientes e atmosferas”, que é também uma das questões práticas mais exigentes.

A Estação Espacial Internacional, essa, acabará por ter direito a uma morte assistida que consistirá na sua queda programada no meio do oceano Pacífico. Mas isso não será mais do que o fim de um capítulo na história que ainda agora começou, a dos humanos que vivem para lá das nuvens.

Etapas da exploração espacial

Parker Solo Probe

Lançada em Agosto, esta sonda que tem por destino o Sol começou a sua aproximação no início deste mês de Novembro. Foi também nesse dia que se tornou o veículo mais rápido alguma vez produzido pelo homem, deslocando-se a 250 mil quilómetros por hora numa viagem que aproveita Vénus como rampa de lançamento para órbitas cada vez mais próximas do Sol – mais perto do que qualquer outra nave alguma vez chegou. Vai passar sete anos nisto, recolhendo e enviando mais e melhores dados alguma vez recolhidos sobre a estrela que está no centro do nosso sistema solar.

Lisa

A experiência que se define pelo acrónimo de Laser Interferometer Space Antenna é bem mais apelativa do que parece. A Agência Espacial Europeia vai lançar um conjunto de três satélites que estarão distanciados por 2500 milhões de quilómetros, seguindo a Terra na sua órbita. Será o primeiro observatório gravitacional a funcionar no espaço, tendo por objectivo primordial entender as implicações da teoria da relatividade geral enunciada por Einstein, especificamente no que toca às ondas gravitacionais. As naves deverão ficar operacionais em 2034.

Starshot Breakthrough

A última desta lista está ainda no domínio da ficção científica e é um exemplo da forma como a ciência também funciona de forma aspiracional. Uma descoberta física recente permitiu conceber a hipótese de que uma minúscula nave poderia ser enviada para destinos distantes através de um laser que permitisse navegar a 10% ou 20% da velocidade da luz. Foi o suficiente para se criar uma iniciativa visando premiar desenvolvimentos científicos neste sentido, contando com o apoio de Stephen Hawking e Mark Zuckerberg. Será um trabalho de décadas, que em última instância permitirá enviar centenas de nano-naves até Alfa Centauri, o sistema solar mais próximo do nosso. A viagem poderá durar menos de 20 anos, graças à impulsão de um laser apontado a um alvo altamente reflexivo. É importante notar que neste tipo de esforços o que interessa mais é o desenvolvimento da ciência fundamental, que deverá permitir avanços em diversos campos e terá impacto em toda a astronomia.

Mars 2020

Para o início da próxima década está marcada mais uma viagem da NASA a Marte. Esta missão vai libertar um novo tipo de veículo (rover) no solo, com duas missões primordiais: identificar recursos que permitam a produção de oxigénio a partir da atmosfera de Marte e encontrar sinais de anterior vida de micróbios no planeta. Para isso irá recolher diversas amostras que serão depois dissecadas em Terra, onde a missão está a entrar nos testes finais.

Diário de Notícias
Diogo Queiroz de Andrade
09 Novembro 2018 — 10:20

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943: UMA BASE DE DADOS PARA A EXPLORAÇÃO ESTELAR DOS EXOPLANETAS

A Dra. Natalie Hinkel do SwRI fazia parte de uma equipa que observava a vizinhança bastante ocupada em torno da estrela próxima TRAPPIST-1. Com base nos seus modelos, um planeta na denominada zona de habitabilidade é um mundo de água, composto de até 25% de água.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt

Uma cientista do SwRI (Southwest Research Institute) está a usar grandes quantidades de dados para ajudar a comunidade científica a caracterizar exoplanetas, particularmente mundos alienígenas que orbitam estrelas próximas. De particular interesse são os exoplanetas que podem abrigar vida.

“No início, os cientistas focaram-se nas temperaturas, procurando exoplanetas na zona habitável – nem muito perto, nem muito longe da estrela, onde a água líquida pode existir,” comenta a Dra. Natalie Hinkel, astrofísica planetária do SwRI. “Mas a definição de habitabilidade está evoluindo para lá da água líquida e de uma temperatura agradável.”

Os planetas também precisam de blocos de construção para a vida (como hidrogénio, carbono, azoto, oxigénio e fósforo), bem como uma composição rochosa (incluindo elementos como ferro, silício e magnésio) para que sejam habitáveis. Além disso, são necessários ciclos geoquímicos activos para distribuir esses elementos por todo o planeta. Tal como visto na Terra, uma atmosfera protectora é também um requisito para a vida.

“Com a tecnologia actual, não podemos medir a composição da superfície de um exoplaneta, muito menos o seu interior,” explica Hinkel. “Mas podemos medir espectroscopicamente a abundância de elementos numa estrela, estudando como a luz interage com os elementos nas camadas superiores de uma estrela. Usando estes dados, os cientistas podem deduzir a composição dos planetas em órbita, usando a composição estelar como um ‘proxy’ para os seus planetas.”

Hinkel construiu uma base de dados disponível publicamente, de nome Catálogo Hipácia, para ajudar os investigadores a explorar milhares de estrelas, bem como potenciais sistemas de estrela-exoplaneta, observados nos últimos 35 anos. É a maior base de dados de estrelas e dos seus elementos para a população até 500 anos-luz do nosso Sol. Na última contagem, Hipácia tinha dados da abundância química estelar de 6156 estrelas, 365 das quais são conhecidas por abrigar planetas. A base de dados também cataloga 72 elementos estelares, desde o hidrogénio até ao chumbo.

“O Catálogo Hipácia e outras grandes bases de dados de abundâncias químicas estelares abrem uma nova era de exploração exoplanetária,” realça Hinkel. Ela fez parte de uma equipa de cientistas que recentemente modelou a água nos planetas em órbita da estrela vizinha TRAPPIST-1. “Descobrimos que alguns dos planetas, incluindo um na zona habitável, são provavelmente ‘mundos de água’, composto por 5 a 25% de água, o que afectaria fortemente a sua habitabilidade. Em comparação, a Terra tem 0,02% de água.”

Hinkel trabalha agora com uma variedade de algoritmos de aprendizado de máquina para explorar as formas inéditas de como a presença de um planeta pode influenciar a química da estrela.

Astronomia On-line
31 de Agosto de 2018

(Foram corrigidos 5 erros ortográficos ao texto original)

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482: NASA vai enviar à Lua nave espacial construída com peças impressas em 3D

NASA

A NASA vai dar mais um “pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade” ao enviar um foguetão construído apenas com peças 3D à Lua.

No próximo ano, a NASA vai dar mais um importante (e intrigante) passo na exploração espacial, lançando a nave espacial Orion numa viagem à volta da Lua. Esta será a primeira vez que uma nave espacial é construída com peças impressas em 3D, marcando o início de um conjunto de missões lunares que a agência quer conduzir nos próximos anos, bem como vasculhar outros destinos utilizando este recurso, incluindo Marte.

A missão de exploração 1 (EM-1) vai enviar a Orion num módulo não-tripulado, e a jornada irá durar três semanas à volta do satélite natural da Terra, segundo a CNBC.

As peças impressas em 3D que compõem a Orion foram projectadas em conjunto com a Lockheed Martin, a Stratasys e a Phoenix Analysis & Design Technologies. A parceria resultou em mais de 100 peças certificadas, as quais foram usadas na construção da nave espacial e, por tabela, autorizadas para uso em espaço exterior – ou espaço profundo, uma definição atribuída ao universo físico além da atmosfera da Terra.

O vice-presidente da Stratasys Strategic Consulting, Phil Reeves, disse esta terça-feira que, devido à tecnologia, o custo e a complexidade dos componentes prontos para uso no espaço estão a cair.

Reeves acrescentou ainda que as 100 peças utilizadas na construção da Orion podem substituir 500 ou 600 partes, uma vez que a impressão em 3D pode ser usada para construir formas geométricas mais complexas.

Um dos exemplos dados pelo vice-presidente destaca a estação de ancoragem da Orion. A peça, que anteriormente seria bastante complexa, agora consistirá em apenas seis componentes individuais impressos juntos em 3D.

Reeves ainda comenta que o orçamento foi poupado em cerca de 50% com as peças tridimensionais fornecidas em comparação com o material que usado anteriormente, como o metal revestido, por exemplo.

Além disso, outro recurso indispensável dos novos materiais é a capacidade de dissipar a estática, uma vez que a acumulação de carga eléctrica é um problema nas missões espaciais, aumentando o risco de fritar os electrónicos ou de até surgirem perigosas faíscas dentro de alguma embarcação.

Por fim, existe a possibilidade de que as impressoras 3D possam fornecer um novo tipo de plástico que, de acordo com os esperançosos executivos da Stratasys, poderá ser usado futuramente noutras indústrias além da espacial, tais como a aviação civil e/ou até mesmo na área de electrónicos e no segmento de embalagens.

ZAP // Canal Tech

Por CT
22 Abril, 2018

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142: Vida extraterrestre: empresa privada pode chegar a Saturno primeiro que a NASA

NASA / JPL-Caltech Dados da Cassini revelaram a presença de hidrogénio no líquido expelido pelos géiseres de Encélado

A NASA planeia enviar uma sonda a Encélado, uma lua natural de Saturno, dada a possibilidade de haver oceanos subterrâneos sob a sua crosta congelada – águas essas que poderiam ter temperaturas favoráveis à existência de algum tipo de vida. Mas uma empresa privada pode chegar a Encélado primeiro que a NASA.

Se realmente se vier a confirmar que existe vida em Encélado, será algo à escala microbiana. Mas descobrir e confirmar a existência de vida fora da Terra seria um marco sem precedentes na história do nosso universo.

Desde os tempos do SETI, programa lançado nos anos 80, e das sondas gémeas Voyager, que a NASA procura sinais de vida extraterrestre – e inúmeras missões da agência espacial norte-americana têm procurado desde então algum indício que nos permita saber se estamos ou não sozinhos no Universo.

Mas uma companhia privada poderá começar a procurar vida em Encélado antes mesmo da NASA: a Breakthrough Prize, fundação lançada em 2015 pelo milionário russo Yuri Milner, com a ajuda do astrofísico Stephen Hawking e do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, com o objectivo declarado de procurar vida extraterrestre.

A fundação anunciou entretanto, o ano passado, planos para construir a Breakthrough Starshot, um pequena nave espacial capaz de chegar a Alpha Centauri, a estrela mais próxima do Sistema Solar.

A Breakthrough Prize parece agora ter virado as atenções para Encélado, e a sua abordagem à busca de sinais de vida no satélite de Saturno é um pouco diferente da da agência americana.

Enquanto os projectos da NASA consideram a possibilidade de se perfurar a superfície do satélite até que as sondas atinjam a camada oceânica, o projecto de Milner irá analisar o apenas o conteúdo da água “cuspida” para o espaço pelos géiseres recentemente descobertos na superfície do satélite.

Em 2015, dados da sonda Cassini, da NASA, revelaram a presença de moléculas de hidrogénio no líquido expelido por estes géiseres, e isso poderia ser um sinal de que as águas de Encélado seriam favoráveis à existência da vida como a conhecemos.

Tudo indica que a agência espacial norte-americana não conseguirá chegar à lua de Saturno na próxima década – caso em que o projecto de Yuri Milner poderia desbravar o caminho e ajudar a NASA em missões posteriores.

A Breakthrough Prize está ainda no entanto a estudar a viabilidade do seu ambicioso projecto, e não descarta desenvolvê-lo mesmo em parceria com agências espaciais governamentais como a NASA e a europeia ESA.

Porque, por muito grande que seja a fortuna dos milionários envolvidos, o tamanho do Universo a explorar à procura de sinais de vida é muito maior – dizem, até, que infinito.

ZAP // Canaltech

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102: Há 60 anos, Laika foi o primeiro ser vivo a ir ao espaço (e nunca mais voltou)

TASS Laika foi o primeiro ser vivo no espaço

Laika, a cadela retirada das ruas de Moscovo directamente para o espaço, transformou-se há 60 anos no primeiro ser vivo a orbitar a Terra num voo histórico e sem retorno, na tentativa de abrir as portas do espaço à humanidade.

Tinha passado apenas um mês desde o lançamento do Sputnik 1, o primeiro satélite artificial da Terra, e os cientistas soviéticos estavam ansiosos para saber como  seria o comportamento de um animal quando confrontado, por exemplo, com a falta de gravidade, já que o objectivo seria o de enviar o homem ao espaço.

Aquela, no entanto, não seria a primeira experiência com animais. Os Estados Unidos já tinham usado um macaco e a própria União Soviética, um cão, mas apenas em voos sub-orbitais.

Devido ao desenho do Sputnik 2, o cão deveria pesar entre seis a sete quilos, não ter mais do que 35 centímetros altura, ser rafeiro – já que os cães de raça teriam menos resistência -, e ter pêlo claro, já que os especialistas acreditavam que assim seria mais fácil vê-lo no monitor.

Por questões de dimensão e higiene era preferível que fosse uma fêmea para facilitar a colocação do sistema sanitário.

Mas aquela era uma viagem sem volta. O aparelho projectado tinha um depósito de comida, mas o sistema de circulação de ar tinha sido programado para funcionar apenas por sete dias, e não permitia o regresso à Terra.

Ao todo, três cadelas eram candidatas ao posto: Albina, que tinha dois voos sub-orbitais na carreira, a novata Muja e a também principiante Laika. Albina foi poupada em virtude dos serviços já prestados à ciência. Muja tinha as patas dianteiras ligeiramente arqueadas e isso não favorecia as imagens. Laika foi então a escolhida.

“Era importante fazer de tudo para o futuro voo do homem ao espaço. Era preciso um ensaio, eram necessários sacrifícios, mas, antes de Laika partir, até eu chorei. Todos sabíamos que ela morreria e pedimos perdão“, lembrou a médica Adilia Kotovskaya, em entrevista ao jornal “Rossiyskaya Gazeta”.

Laika foi operada para receber dois sensores, um na costela, para controlar a respiração, e o outro nas artérias carótidas, para acompanhar a pulsação. Durante os primeiros minutos de voo os cientistas já detectaram uma brusca aceleração nos batimentos e nos movimentos respiratórios.

Poucas horas depois do lançamento, por causa de erros de cálculo, a temperatura no interior da cápsula ultrapassou os 40 graus, causando a morte de Laika, depois de quatro voltas na Terra.

Durante semanas, as autoridades soviéticas preferiram esconder a morte de Laika, e relatavam que a cadela, que se tinha tornado uma celebridade, estava bem, como se tudo estivesse a correr sem problemas, até que finalmente deram a conhecer que Laika tinha tido que ser sacrificada.

O Sputnik 2 continuou em órbita por mais seis meses, até que perdeu altura e se desintegrou nas camadas mais altas da atmosfera.

Laika não foi o último cão a morrer na corrida pela conquista do espaço. Em 28 de Julho de 1960, as cadelas Chayka e Lisichka morreram na explosão do foguete portador do Korabl-Sputnik-5, já dotado de sistema de retorno, segundos depois do lançamento.

Apesar do fracasso que representou, o caso estimulou os especialistas soviéticos a projectar um sistema de ejecção de emergência durante a fase inicial do voo, que mais tarde salvaria a vida de quatro astronautas.

ZAP // EFE

Por ZAP –
3 Novembro, 2017

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66: Poderá ser necessário modificar o ADN dos astronautas para chegar a Marte

Matt Damon, “The Martian” (Ridley Scott, 2015)

A Agência Espacial Norte Americana tem uma proposta radical para levar humanos até ao Planeta Vermelho: modificar o ADN dos seus astronautas.

Entre os humanos mais corajosos do planeta, estão sem dúvida os astronautas, que já se aventuram no espaço em busca de descobertas científicas. Mas levar o Homem até outro planeta é um desafio ainda mais difícil – quer pelo elevado custo, quer pela dificuldade em criar formas de proteger o corpo humano em ambientes extremos.

Elon Musk, CEO da SpaceX, uma das empresas privadas que está na corrida a Marte, foi dos primeiros a alertar que a radiação cósmica vai afectar o cérebro dos astronautas. Outro dos problemas identificados é o aumento da probabilidade de ocorrência de cancros, devido à maior exposição dos astronautas à radiação.

Mas a agência espacial norte americana, NASA, tem agora uma proposta radical para levar o Homem até ao Planeta Vermelho: modificar o ADN dos seus astronautas para que eles se tornem mais tolerantes às viagens espaciais.

“Temos recolhido muito conhecimento em relação às viagens espaciais. Tratamentos com medicamentos parecem ser muito promissoras para coisas mais extremas, como as modificações epigenéticas. Mas isso levanta vários problemas éticos, pelo que estamos em fase experimental” diz Douglas Terrier, Director de Tecnologia da NASA.

Os cientistas sabem que os astronautas da Estação Espacial Internacional (EEI), em poucos meses em órbita, já são expostos a dez vezes mais radiação do que as pessoas na Terra, e a EEI está a apenas 408 quilómetros da Terra. Uma viagem de 54.6 milhões de quilómetros de distância até Marte é realmente muito mais perigosa.

A modificação do ADN dos astronautas, no entanto, é um recurso extremo que a NASA só deverá vir a aplicar em último caso, se não for possível encontrar melhores alternativas de adaptação dos seres humanos ao espaço – em especial a sua resistência à radiação.

Talvez fosse mais simples, por exemplo, construir naves mais resistentes à radiação, não?

ZAP // Oficina da Net / The Times

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53: Sputnik, o primeiro satélite da história, faz 60 anos

O feito inédito da antiga União Soviética deixou a América (e o mundo) de boca aberta, perante a capacidade dos rivais comunistas de enviar, em 1957, um satélite com a primeira “astronauta”: a cadela Laika.

Há 60 anos a antiga União Soviética (URSS) calou os Estados Unidos na corrida pelo espaço. Um foguetão inicialmente projectado para transportar uma bomba atómica colocou na órbita da terra uma pequena esfera metálica com pouco mais de meio metro de diâmetro, cerca de oitenta quilos e a capacidade de comunicar.

O primeiro satélite da história chamou-se Sputnik, levava hora e meia para cada volta à terra e enviava sinais de rádio. Os sinais do triunfo soviético na corrida ao espaço.

Os americanos nem queriam acreditar em tal derrota perante os comunistas e pior ficaram um mês depois quando os rivais colocaram o primeiro ser vivo em órbita do planeta: a famosa cadela Laika.

Para marcar os 60 anos do lançamento do Sputnik, a Rússia apresentou em Moscovo um inédito filme registado a 360° e produzido na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla inglesa).

“Foi muito interessante para nós ver o resultado das filmagens porque pela câmara não conseguíamos entender como ia ficar. Sei como é aos olhos de um astronauta. É uma vista única que qualquer pessoa que tenha estado no espaço quer partilhar”, disse o astronauta russo Sergey Ryazansky, atual membro da expedição 52/53 e um dos cameramen improvisados no espaço.

O filme em realidade virtual permite experienciar um dos passeios espaciais realizados pelos astronautas da ISS.

ZAP // Euronews
Por ZAP – 4 Outubro, 2017

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49: Os novos planos de Elon Musk para colonizar Marte

Elon Musk apresentou novos planos para colonizar Marte durante o “International Astronautical Congress” em Adelaide, na Austrália. Sem dúvida, a visão de Elon Musk é bastante ambiciosa, mas vindo do CEO da SpaceX qualquer coisa é possível.

Além de Marte, que já estava nos planos da Space X, Musk ainda quer revolucionar os transportes pelo mundo, através do espaço!

Elon Musk está disposto a sacrificar a frota de veículos que a SpaceX já dispõe para que a sua visão possa seguir em frente. No centro do seu plano encontra-se uma versão actualizada do Sistema de Transporte Interplanetáro, conhecido por BFR (“Big Fucking Rocket”). Para que seja possível financiar o BFR, todos os outros veículos da SpaceX (Falcon 9, Falcon Heavy e o Dragon Spacecraft) serão esquecidos.

O Big Fucking Rocket

O novo BFR é mais pequeno do que aquilo que se esperava mas poderá ter outras aplicações para além de transporte interplanetário. De acordo com Elon Musk, o veículo da SpaceX apresentado recentemente será capaz de transportar mais de 100 passageiros.

Além disso, Musk pretende colocar 31 motores de propulsão no BFR, proporcionando um enorme poder de descolagem. Sem dúvida, o suficiente para tirar o veículo carregado com 150 toneladas de carga da órbita da Terra.

Londres – Nova Iorque em 29 minutos…

O plano de Musk não se fica por aqui. A parte mais entusiasmante reside no facto de que o CEO da SpaceX pretende utilizar este novo foguetão para realizar conexões entre dois pontos quaisquer na Terra em menos de uma hora. Imagine: Londres – Nova Iorque em menos de 30 minutos…

Com uma velocidade máxima de 27000 Km/h, Musk pretende que o BFR se torne num excelente meio de transporte e que possa ser utilizado para várias actividades. Sendo capaz de efectuar vários lançamentos num curso espaço de tempo, espera-se que os custos de cada missão e de manutenção possam ser reduzidos de forma acentuada.

O ambicioso calendário de Elon Musk

Em 2022, Elon Musk pretende enviar para Marte dois veículos que apenas transportarão carga. Assim, esta missão terá como objectivo colocar electricidade e infra-estruturas que servirão para futuras missões. Para além disso, Musk pretende tentar encontrar água e outros obstáculos que possam condicionar a estadia de seres humanos no planeta vermelho.

Mas 2024 promete ser o grande ano. Neste ano, Elon Musk pretende enviar dois foguetões para Marte com Homens começando assim o processo de colonização. Esta segunda missão terá também como objectivo estabelecer uma produção de combustível em Marte. Este último ponto é algo crucial para assegurar as viagens de regresso e as necessidades locais.

Os planos de Elon Musk são, no mínimo, ambiciosos. A empresa espera terminar dois BFR em 2022 e o seu desenvolvimento já se encontra em curso. Sem dúvida o sonho de colonizar Marte de Elon Musk continua bem vivo. Faltam apenas uns anos para que Marte esteja ao nosso alcance?

Por Tomás Santiago para Pplware.com
MARIA INÊS COELHO · 02 OUT 2017

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42: Rússia e EUA vão construir estação espacial na Lua para enviar humanos a Marte

A Rússia e os Estados Unidos anunciaram esta quarta-feira um projecto de cooperação para a construção da primeira estação espacial lunar. A iniciativa, coordenada pela agência espacial americana, NASA, visa em longo prazo enviar humanos a Marte.

O projecto terá um custo na ordem dos cem mil milhões de dólares – cerca de 85 mil milhões de euros. A base ficará na órbita lunar e será semelhante à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês). A estação poderá servir de ponto de partida para enviar humanos para Marte.

A estação, chamada Deep Space Gateway, será construída nos moldes da Estação Espacial Internacional (ISS), que orbita em torno da Terra. Em operação há 16 anos, a ISS já recebeu mais de 200 pessoas a bordo, a maior parte dos quais astronautas americanos e cosmonautas.

“Enquanto a porta do espaço profundo continua um conceito em desenvolvimento, a NASA está contente por ver o crescimento no interesse internacional no espaço cislunar – região entre a Terra e a Lua – como o próximo passo para a exploração do espaço”, disse Robert Lightfoot, director da agência espacial americana, em Washington.

De acordo com a NASA, a nova estação ficará na órbita lunar e servirá como ponto de partida para missões de exploração na Lua e noutras regiões do Sistema Solar. Estima-se que os custos da base devem superar os 100 mil milhões de dólares – cerca de 85 mil milhões de euros – investidos na ISS, o maior projecto espacial do mundo.

“A etapa principal para a construção da estação lunar começará em meados dos anos 2020”, destacou a agência espacial russa, Roscosmos, em comunicado.

A cooperação entre Washington e Moscovo prevê o desenvolvimento de sistemas necessários para organizar missões científicas na órbita lunar e na superfície da Lua.

Os países pretendem também desenvolver juntos padrões internacionais técnicos. De acordo com o director da Roscosmos, Igor Komarov, a Rússia e os Estados Unidos, além de outros países, concordaram sobre a importância de trabalhar com padrões unificados para evitar problemas futuros no espaço. “A estação será uma plataforma importante para pesquisas futuras”, acrescentou Komarov.

A cooperação na exploração espacial é uma das poucas que restou entre os Estados Unidos e a Rússia depois das tensões causadas pelos conflitos na Ucrânia e na Síria. Na ISS, os dois países trabalham juntos desde 1998.

ZAP // DW / Ars Technica

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