2472: A NASA já escolheu os lugares de pouso no “Asteróide do Apocalipse”

NASA’s Goddard Space Flight Center

Depois de mais de oito meses a explorar o asteróide Bennu, também conhecido como o “Asteróide do Apocalipse”, a NASA já escolheu quatro áreas na sua superfície onde a nave espacial da missão OSIRIS-REx irá pousar.

Os astrónomos da agência espacial norte-americana consideram que o Bennu, que se localiza entre a Terra e Marte, é o “o testemunho silencioso de eventos titânicos na história de 4,6 mil milhões de anos do Sistema Solar”.

O asteróide é uma rocha gigantesca com cerca de 500 metros de diâmetro e pesa cerca de 87 milhões de toneladas, sendo ainda um dos asteróide mais próximos da Terra.

Os especialistas da OSIRIS-REx escolheram quatro lugares na superfície do asteróide para explorar o corpo celeste em detalhe. Cada área recebeu o nome de uma espécie de ave encontrada no Egipto, uma vez que a União Astronómica Internacional decidiu que os nomes oficiais de partes deste asteróide devem referir-se a aves mitológicas.

Segundo revelou a equipa, a escolha das áreas para pousar a nave foi mais difícil do que se acreditava que iria ser. A superfície do asteróide Bennu é mais rochosa do que parecia à distância, informação que a NASA confirmou depois de ter obtido imagens do asteróide captadas pela nave espacial Osiris-Rex.

A nave espacial chegou perto do asteróide em Dezembro de 2018, entrado na órbita do Bennu no final desse mesmo ano. Desde então, a nave tem explorado a superfície do asteróide, criando um mapa pormenorizado do corpo celeste.

Graças a este mesmo mapa, os cientistas da NASA conseguiram agora escolher os lugares mais convenientes para o futuro pouso. Os astrónomos querem realizar as primeiras recolhas de amostras do solo do asteróide no segundo sementes de 2020.

O melhor lugar definido pelos especialista da agência foi uma cratera que contem uma substância semelhante a areia. Os cientistas esperam começar a estudar o material que irá ser recolhido em Setembro de 2023.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
19 Agosto, 2019

 

2104: Cientistas inventam nova forma de produzir oxigénio em Marte

CIÊNCIA

Kevin Gill / Flickr

Futuros exploradores de Marte podem ter assegurada uma forma de eles próprios produzirem oxigénio. A ideia para o novo método surgiu ao estudarem os cometas.

Esta nova forma de produzir oxigénio em Marte pode facilitar os planos de um dia viajarmos até ao planeta vermelho e pode também reduzir os custos dessa viagem. Com Marte a milhões de quilómetros de distância da Terra, transportar grandes quantidades de oxigénio até lá seria uma tarefa árdua e trabalhosa.

O método usado anteriormente para a produção de oxigénio era através de energia cinética. Contudo, investigadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia descobriram um novo método para fazê-lo.

A reacção geradora de oxigénio foi descoberta pelos cientistas através do estudo dos cometas. Naturalmente perfeitos por gelo, se a órbita de um cometa se aproxima do sol, o calor começa a derreter o seu gelo, deixando para trás um rasto que se pode estender por vários milhares de quilómetros.

Caso haja compostos que contenham oxigénio na superfície do cometa, as moléculas de água podem arrancar esses átomos de oxigénio e produzir oxigénio molecular, como explica a Space.

A equipa de cientistas descobriu que este oxigénio molecular pode ser produzido através de reacções de dióxido de carbono. Os investigadores Yunxi Yao e Konstantinos Giapis simularam esta reacção em folha de ouro, que não é oxidável e, portanto, não produz oxigénio molecular. Contudo, verificaram que a reacção do dióxido carbono fazia com que a folha de ouro emitisse oxigénio.

“Isto significa que ambos os átomos de oxigénio vêm da mesma molécula de CO2, dividindo-a de uma maneira extraordinária”, explicou o Instituto de Tecnologia da Califórnia em comunicado. Os resultados da investigação foram publicados este mês na revista Nature Communications.

Os cientistas descobriram que moléculas extremamente “dobradas” de dióxido de carbono podem ser criadas sem a agitação deste elemento. Desta forma, era produzido oxigénio.

Giapis acredita que o oxigénio em Marte poderá ser gerado quando partículas de poeira a alta velocidade na atmosfera colidem com moléculas de dióxido de carbono. Antes, os cientistas acreditavam que a baixa concentração de oxigénio em Marte é causada pela colisão de luz ultravioleta do sol com moléculas de dióxido de carbono.

O cientista é ainda da opinião que o reactor criado pode ser usado para criar oxigénio respirável para os astronautas em Marte.

ZAP //

Por ZAP
4 Junho, 2019



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1173: Lâminas de gelo na lua Europa vão dificultar a sua exploração

JPL-Caltech / NASA
A superfície brilhante de Europa, a misteriosa lua de Júpiter

A lua Europa, uma das principais candidatas para procurar vida fora da Terra, tem uma espécie de floresta de lâminas de gelo que pode dificultar a aterragem de veículos espaciais.

Um estudo recente, publicado na Nature Geoscience, refere que nas regiões equatoriais da lua Europa há formações de gelo com cerca de 15 metros de altura que podem dificultar a aterragem de veículos espaciais no futuro.

Ao jornal Público, Daniel Hobley, geomorfologista da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, e um dos autores do artigo, explica que, “antes deste trabalho, supúnhamos que a superfície de Europa era gelada, mas que era relativamente uniforme”.

“Não tínhamos boas imagens da superfície, por isso estas suposições baseavam-se no que sabíamos sobre outros planetas e sobre as texturas mais comuns das superfícies de gelo na Terra”, continua o especialista.

Para saber mais sobre a superfície de Europa, a equipa calculou as taxas de sublimação da água gelada ao longo da superfície da lua, comparando-as com outros processos erosivos, como a colisão de objectos astronómicos e o bombardeamento de partículas.

Assim, os cientistas chegaram à conclusão de que, nas regiões equatoriais, a sublimação deve ser o principal processo erosivo e esse processo origina formações de gelo e neve chamadas “penitentes” – autênticas lâminas de gelo ou neve dura que se formam em grupo.

O processo de formação inicia quando a luz do Sol incide na superfície de gelo ou neve. Devido às condições – no deserto na Terra e na lua Europa -, o processo de sublimação começa imediatamente: o gelo passa do estado sólido para o estado gasoso sem se derreter.

Daniel Hobley explicou que os pináculos começam a formar-se se o Sol iluminar o gelo ou a neve todos os dias a meio do dia. “Começarão a ficar mais profundos, uma vez que o solo dessa depressão fica mais quente do que as paredes laterais”, refere, explicando que isso significa “que as lâminas de gelo são separadas por longos fossos lineares, tal como as penitentes que vimos na Terra.”

Estas formações de gelo tornam a lua Europa irregular nas regiões equatoriais.  “Concluímos que uma textura pontiaguda tal como aquela que descrevemos poderá tornar difícil aterrar na superfície de Europa perto do seu equador”, afirma Hobley.

Ainda assim, o cientista mantém esperança e sublinha que nada é impossível.

ZAP //

Por ZAP
21 Outubro, 2018

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1139: “Mundo perdido” com vulcões subaquáticos descoberto na Tasmânia

Um navio de exploração científica australiano descobriu nas profundezas do Mar da Tasmânia um espaço nunca antes explorado – um incrível “mundo perdido” com vulcões subaquáticos.

De acordo com os cientistas, a embarcação identificou planaltos até 3 mil metros acima da planície abissal do fundo do mar da Tasmânia, cujas cordilheiras e picos vulcânicos estão relacionados com a ruptura dos continentes da Austrália e da Antárctida.

Tal como conta o Science Alert, o navio levava a cabo uma investigação que visava analisar o comportamento do fitoplâncton na corrente oceânica do leste da Austrália, quando descobriu este mundo perdido com vulcões subaquáticos.

Com a missão exploratória definida, o barco da Organização de Estudo Científicos e Industriais da Commonwealth, partiu do porto de Hobart, na ilha australiana da Tasmânia, no passado dia 11 de Setembro.

Os cientistas estavam a analisar as profundezas oceânicas, quando as suas ferramentas de mapeamento detectaram “incríveis contornos inexplorados” no fundo do mar. Neste terreno vulcânico, que varia em tamanho e forma e não parecer ser uma área de fontes hidrotermais, os largos planaltos surgem juntamente com colinas cónicas menores.

Os especialistas que participaram na expedição pela costa da Tasmânia estão “bastante convictos” de que esta paisagem subaquática está relacionada com a separação dos continentes, que ocorreu há cerca de 30 milhões de anos.

“Quando a Austrália, a Antárctida e a Tasmânia se separaram, um grande ponto quente surgiu debaixo da crosta terrestre, formando estes vulcões e, logo depois, ajudou a que a crosta terrestre se rompesse, de forma a que todas estas áreas se pudessem começar a separar”, explicou a geógrafa Tara Martin em declarações à ABC News.

Ponto de referência para as baleias

De acordo com os investigadores, uma área tão inexplorada como esta, com os picos dos planaltos a cerca de 2 mil metros abaixo do nível do mar, deve também alojar uma “deslumbrante variedade de vida marinha“. Os especialistas assumiram ainda que esta zona recém-descoberta pode servir como ponto de navegação e/ou referência para grandes animais marinhos, como as baleias.

Durante a expedição, os cientistas avistaram várias baleias-jubarte, baleias-piloto e algumas espécies de aves marinhas, que os levaram a consolidar esta ideia. A equipa descreveu ainda um notável avistamento com cerca de 60 a 80 baleias piloto.

Mas as investigações não ficam por aqui. Está já a ser planeada uma expedição adicional que visa continuar a explorar o relevo submarino, avaliando ainda como este influencia a biodiversidade oceânica da região adjacente.

ZAP // RT

Por ZAP
13 Outubro, 2018

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