2079: Os extraterrestres poderão ajudar a salvar a Humanidade

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Avi Loeb, presidente do departamento de Astronomia da Universidade de Harvard, alertou que a Humanidade por estar a traçar o mesmo caminho que ditou o fim de civilizações alienígenas avançadas. No entender do especialista, o passado destes seres extraterrestres pode ser útil para salvar o futuro da Humanidade.

As alterações climáticas que há décadas mudam o planeta e a fabricação de armas cada vez mais poderosas podem ser indícios de um caminho perigoso para o Homem.

Segundo Avi Loeb, um comportamento semelhante a este pode ter dizimado raças avançadas de seres alienígenas. “Uma possibilidade é que estas civilizações, baseadas na forma como nos comportamos actualmente, tenham uma vida vida curta“, disse Loeb na semana passada, durante uma palestra na The Humans to Mars Summit, que decorreu na cidade norte-americana de Washington.

“[Estes seres alienígenas] pensam a curto prazo e produzem ferimentos auto-infligidos que podem acabar por matá-los”, defendeu o especialista, citado pelo Live Science.

No entender de Loeb, a procura por vida extraterrestre deve ser ampla o suficiente para rastrear artefactos deixados por civilizações entretanto desaparecidas, tais como superfícies planetárias queimadas e produtos de guerra nuclear em mundos alienígenas.

Caso se encontrem outros tipos de vida diferentes dos que conhecemos, esta será a maior descoberta científica de sempre, defende Loeb, considerando ainda que estes seres podem trazer um benefício adicional ao Homem: servir-lhe de exemplo, colocando a Humanidade num caminho mais orientado e sustentável.

“A ideia é que possamos aprender algo no processo. Podemos aprender a comportar-nos melhor uns com os outros, a não iniciar uma guerra nuclear, a monitorizar o nosso planeta e garantir que este seja habitável enquanto pudermos mantê-lo habitável”.

Potencialidades tecnológicas

Loeb aponta ainda que há outras razões para a procura de seres extraterrestres, sobretudo no que respeita às potencialidades tecnológicas. “A nossa tecnologia tem apenas um século, mas se uma outra civilização tiver tido mil milhões de anos para desenvolver viagens espaciais, podem ensinar-nos a fazê-lo”, afirmou.

“A minha esperança passa por encontrar civilizações mortas que nos inspirem a ter um melhor comportamento e a actuar melhor em grupo (…) A outra esperança que temos é que, assim que deixemos o Sistema Solar, receberemos uma mensagem de volta: ‘Bem-vindos ao clube interestelar’. E aí vamos descobrir que há muito tráfego que não conhecíamos”, elencou o especialista.

Na verdade, defende Loeb, podemos ter tido já um vislumbre deste tráfego com o Oumuamua, o primeiro objecto interestelar já observado no Sistema Solar. O objecto, que foi também rotulado de Mensageiro das Estrelas, pode ser uma nave alienígena, como já insistiu o Professor de Harvard.

Apesar de todas as hipóteses sobre este corpo – que passam também pela possibilidade deste ser um asteróide – o especialista enfatiza que o importante é manter a mente aberta, não descartando nenhuma opção de forma precipitada. “Devemos manter a mente aberta e não presumir que sabemos a resposta antecipadamente (…) Não precisamos fingir que sabemos de alguma coisa”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
31 Maio, 2019

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1642: Os extraterrestres podem estar em todo o lado (ou em lugar nenhum)

KELLEPICS / pixabay

Se a galáxia tem milhões de anos e os humanos demoraram apenas algumas décadas para visitar a Lua e lançar estações espaciais, porque é que uma nave alienígena ainda não pousou na Terra?

Este é um debate controverso pelo facto de muitos acreditarem que os extraterrestres podem estar em todos os lugares, em nenhum lugar ou podem mesmo estar em ambas as situações – e não estamos a falar de uma teoria de Erwin Schrödinger.

Novas análises realizadas pela equipa liderada por Adam Frank da Universidade de Astrofísica de Rochester sugerem uma solução diferente para um antigo paradoxo, segundo o portal Popular Science.

Atravessar a Via Láctea e estabelecer um império galáctico unificado pode ser inevitável para uma super-civilização monolítica, mas a maioria das culturas não é nem monolítica nem uma super-civilização.

Frank e os seus colegas exploraram o meio-termo que pode existir entre uma galáxia deserta e outra muito povoada, onde algumas civilizações podem ter sucesso numa missão multi-estelar, mas sem qualquer estabilização espacial e temporal na Via Láctea.

Os astrónomos iniciaram a busca de outras civilizações por meio de sinais tecnológicos (conhecidos como technosignature), mas foram desencorajados por um longo silêncio. Porém, o que mantém o optimismo é um argumento elaborado em 1975.

Ressaltando que a galáxia é tão antiga, qualquer civilização tecnológica provavelmente teve muito tempo para se expandir para todas as estrelas da Via Láctea. No entanto, nós não temos evidências do passado ou do presente de cidades extraterrestres na Terra, uma observação chamada “Facto A”.

Os académicos têm tentado resolver este quebra-cabeça, conhecido como Paradoxo de Fermi, com explicações que vão desde a humanidade estar colocada numa espécie de reserva, enquanto outros esperam em hibernação.

Muitas destas soluções baseiam-se em suposições quanto ao comportamento dos extraterrestres, o que Frank não considera adequado. Em vez disso, Frank e os colaboradores construíram um modelo mais abrangente, numa tentativa de separar a ficção da ciência e responder à pergunta: “De todas as galáxias possíveis em que poderíamos viver, que tipos são consistentes com o Facto A?”.

Os especialistas estudaram o desenvolvimento das civilizações e notaram que a humanidade está a desenvolver-se de uma forma muito rápida, fazendo com que alguns dos misteriosos planetas observados não sejam capazes de satisfazer as nossas necessidades, enquanto outros já estariam ocupados.

A expansão para outras estrelas pode estender a vida útil de uma civilização. Porém, mesmo que isto dure milhões de anos, em algum momento aconteceria alguma catástrofe.

Os autores das investigações também acreditam que a análise destas teorias reforçam o optimismo sobre a existência de vida tecnológica na nossa galáxia, ressaltando que a comunidade de astrónomos deveria ficar atenta e procurá-la.

Alguns ainda preferem outras formas de resolver o Paradoxo de Fermi, como Anders Sandberg, do Instituto do Futuro da Humanidade, em Oxford, na Inglaterra, que sugere que a vida pode ser simplesmente rara.

Ele gostaria de ver as simulações de Frank expandidas para abranger um leque mais amplo de possibilidades. “É um modelo adorável”, escreveu Sandberg, “mas os autores restringem-se a um espaço bastante restrito de possibilidades”.

A astrónoma Jill Tarter, cujo trabalho inspirou o romance Contacto de Carl Sagan, elogiou a capacidade da equipa, mas questionou até onde as análises teóricas podem ir. “São pessoas espertas e provavelmente entenderam a matemática”, escreveu, “o que quer que isto signifique na ausência de dados”.

Os autores concordam que nenhuma teoria pode substituir a procura real, mas dizem que esta análise reforça o optimismo de que a vida tecnológica pode existir na nossa galáxia, bem como a sua convicção de que a comunidade astronómica deve procurá-la.

Frank aproveitou para destacar a explosão dos sistemas planetários conhecidos, com aproximadamente 4.000 exoplanetas descobertos desde 1992, esperando que os investigadores desenvolvam a capacidade de estudar detalhadamente estes mundos.

O Paradoxo de Fermi

O Paradoxo de Fermi é utilizado para descrever as enormes discrepâncias entre as estimativas optimistas da probabilidade de existirem civilizações extraterrestres e a falta de evidências da existência dessas mesmas civilizações.

Se o Universo é um espaço vasto e cheio de planetas potencialmente habitáveis, então onde é que estão todos os alienígenas? – esta é a grande questão do paradoxo.

Diversas teorias tentaram já explicar a ausência de sinais de vida extraterrestre – desde a ideia de que podem estar a hibernar, que estão trancadas nos seus próprios mundos até às explosões de raios gama, passando pela ideia de que os extraterrestres já morreram ou estão submersos nos seus planetas aquáticos.

Até então, não foi encontrada nenhuma outra forma de vida no Universo. Foi este o facto que levou o astrofísico italiano Enrico Fermi a questionar em 1950 onde estariam todos os seres alienígenas. A teoria, conhecida como Paradoxo de Fermi, ainda não tem solução, afirmando-se cada vez mais como um mistério da Ciência.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
27 Fevereiro, 2019

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1629: Astrónomos estão a pedir às crianças para os ajudarem a entrar em contacto com extraterrestres

David Broad / Wikimedia
Observatório Arecibo, em Porto Rico

Cientistas do Observatório Arecibo, em Porto Rico, estão a pedir ajuda para o seu próximo grande projecto – e, para isso, estão a recorrer aos mais novos.

É no Observatório Arecibo, em Porto Rico, que encontramos um gigantesco radiotelescópio que é a principal ferramenta de vários cientistas na procura de extraterrestres. É lá que, segundo a Visão, trabalham alguns dos astrónomos e físicos mais inteligentes e reconhecidos do mundo.

No entanto, para o seu próximo grande projecto, estes profissionais não querem trabalhar sozinhos: para isso, pediram ajuda aos mais novos.

Em 1974, o enorme radiotelescópio foi usado para enviar uma transmissão de rádio, cuidadosamente pensada e elaborada, para o Espaço. A mensagem baseava-se em zeros e outros algarismos e tinha o principal objectivo de alertar os alienígenas para a nossa existência. No entanto, não deu grande resultado. Os cientistas não receberam quaisquer notícias de extraterrestres.

Agora, e em jeito de comemoração do 45.º aniversário dessa primeira transmissão, os astrónomos deste observatório preparam um nosso passo neste projecto.

Desta vez, lançaram um concurso à escala mundial e o objectivo é que sejam os mais novos – desde crianças do jardim de infância a jovens de 16 anos – a criarem uma nova mensagem para enviar aos extraterrestres. Como prémio, podem tornar-se o primeiro ser humano a entrar em contacto com vida alienígena.

As equipas são compostas por dez alunos de várias nacionalidades e devem inscrever-se até dia 20 de Março. A ideia é que a equipa seja o mais diversificada possível, aconselham os investigadores. Além disso, as directrizes do concurso adiantam que será uma mais valia usar todas as ferramentas possíveis, como redes sociais, para arranjar parceiros de todo o mundo.

A ideia é actualizar o tipo de formato que os humanos devem usar para comunicar com a vida alienígena. A primeira tentativa pode não ter resultado pelo simples facto de os cientistas terem partido do princípio que os extraterrestres tinham visão e, portanto, conseguiam ver o pictograma.

Para colmatar esta possível falha, pediram ajuda às crianças, por considerarem que os mais novos conseguem, muitas vezes, ultrapassar os problemas por terem uma perspectiva do mundo que os rodeia completamente nova.

Com este anúncio, os cientistas de Arecibo aproveitaram para assegurar que, apesar da devastação que o furacão Maria provocou em Porto Rico em 2017, o observatório continua a funcionar.

ZAP //

Por ZAP
23 Fevereiro, 2019

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1205: Marte pode ter oxigénio suficiente para suportar vida

ESA / DLR / FU BERLIN
O Polo Sul de Marte

Afinal, Marte pode não ser assim tão inóspito como pensávamos. Depois de ter sido confirmado que o Planeta Vermelho “esconde” um vasto lago de água salgada, um novo estudo aponta agora que o planeta pode ter oxigénio molecular suficiente para suportar formas simples de vida.

Para a investigação, liderada Vlada Stamenković, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, os cientistas modelaram a composição da água de Marte – que se acredita existir sob uma camada de gelo no Polo Sul marciano, tal como anunciado em Julho passado.

A investigação, publicada nesta segunda-feira na Nature Geoscience, sugere que os depósitos de salmoura depositados abaixo da superfície de Marte, especialmente perto dos pólos, podem conter oxigénio molecular – elemento crucial para a vida na Terra.

“Descobrimos que, no Marte moderno, a solubilidade do oxigénio em vários fluídos pode exceder o nível necessário para a respiração aeróbica”, pode ler-se no artigo.

Os resultados agora apresentados podem também explicar uma característica incomum registada em Marte pelo rover Curiosity: rochas ricas em manganésio. Este elemento teria exigido muito oxigénio para se formar e, até agora, os cientistas suspeitavam que se tivesse formado no Marte primitivo.

No entanto, este estudo oferece uma justificação mais recente: “[A descoberta] muda completamente a nossa compreensão sobre o potencial da vida no Marte actual”, disse Stamenković em declarações à National Geographic

A descoberta alimenta a esperança de vida em Marte, tornando ainda mais provável que o planeta possa suportar vida microbiana ou até mesmo animais simples, como esponjas.

Marte já foi semelhante à Terra

4 mil milhões de anos, Marte era bastante semelhante à Terra e, por isso, reunia as condições necessárias para alojar vida. Na época, o Planeta Vermelho tinha uma atmosfera espessa e água fluída à superfície bem como, um campo magnético global e vulcanismo.

No entanto, actualmente o cenário é bastante diferente, sendo a superfície seca e fria: 5 a 10 graus Celsius durante o dia e -100 a -120 graus Celsius durante a noite.

Além disso, a pressão atmosférica é menos de 1% da da Terra – ou seja, qualquer fluxo de água evaporaria rapidamente. O vulcanismo está também morto e há apenas registo de campos magnéticos de pequena escala.

Por tudo isto, a vida em Marte tem sido considerada altamente improvável. Em Junho deste ano, a nave espacial Mars Express detectou um vasto lago de água líquida sob a superfície do pólo sul de Marte. Os cientistas acreditam que o sal poderá ajudar a água a manter-se no estado líquido, sobrevivendo assim às temperaturas abaixo de zero.

Só futuras missões – como a sonda InSight da NASA e a Mars 2020 – nos poderão contar com mais detalhe como Marte foi ou ainda é habitável.

ZAP // ScienceAlert / IFLScience

Por ZAP
27 Outubro, 2018

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1177: Diminuição de insectos tem efeitos “inimagináveis” para os seres humanos

CIÊNCIA

Ecuador Megadiverso / Flickr

A diminuição do número de insectos é um problema muito mais grave do que se julgava. Nova investigação afirma que essa diminuição põe em causa cadeia alimentar e traz “consequências inimagináveis para os seres humanos”.

O estudo publicado a 15 de Outubro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, foca-se nos artrópodes – animais invertebrados que possuem exoesqueleto rígido e vários pares de apêndices articulados – como gafanhotos, moscas, mosquitos, borboletas, formigas, aranhas, escorpiões e centopeias.

De acordo com a Visão, no estudo é feita uma comparação com dados obtidos durante os anos 70, concluindo que a biomassa destes insectos diminuiu entre 10 a 60 vezes.

Para além da diminuição no número de insectos registado, o estudo revelou ainda “declínios simultâneos em lagartos, sapos e pássaros que comem artrópodes“.

A investigação afirma também existir um outro culpado para a diminuição das populações destes insectos. Em estudos do ano passado sobre o desaparecimento de insectos voadores na Alemanha, foi sugerido que o culpado seria a utilização de pesticidas.

Contudo, este novo estudo concluiu que o culpado teria de ser outro visto que o uso de pesticidas caiu mais de 80% no Porto Rico desde 1969. Neste país, com a diminuição de enormes quantidades de insectos na floresta tropical de El Yunque, também se registou uma diminuição dos seus predadores como os lagartos, pássaros e sapos.

Retirando os pesticidas como os prováveis culpados para o desaparecimento destas populações, os investigadores apontam o aquecimento global como o verdadeiro culpado.

“Nos últimos 30 anos, as temperaturas na floresta aumentaram 2ºC e o nosso estudo indica que o aquecimento do clima é a força por trás do colapso da cadeia alimentar da floresta”, afirmam os investigadores.

O estudo avisa ainda que, caso se confirme a influência das alterações climáticas nos ecossistemas tropicais, os efeitos podem ser muito mais significativos do que aquilo que se previa.

Bradford Lister, um dos autores do estudo e biólogo do Instituto Politécnico de Rensselaer, em Nova York, dedica-se desde os anos 70 à análise dos insectos da floresta tropical de El Yunque.

Entre 1976 e 1977, Bradford deslocou-se à floresta para registar o número de insectos e de predadores existentes. Agora, 40 anos depois, o biólogo regressou à mesma tarefa acompanhado por Andrés García, da Universidade Nacional Autónoma do México.

“Foi logo óbvio mal entrámos naquela floresta. Menos pássaros a voar, as borboletas, antes abundantes, tinham todas desaparecido”, revelaram os investigadores.

Para além dos pássaros, as populações de traças, aranhas e gafanhotos também sofreram uma diminuição. No caso dos lagartos Anolis, existiu um decréscimo de mais de 30%.

Esta diminuição que agora atinge os animais que se alimentam de insectos, poderá chegar nos próximos anos às plantas. Isto porque, sem polinizadores, as plantas não têm como se expandir e, sem florestas tropicais, “será mais uma falha catastrófica em todo o sistema da terra que vai atingir os seres humanos de formas inimagináveis”, afirmam.

ZAP //

Por ZAP
21 Outubro, 2018

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959: Primo mais novo de Godzilla lança o pânico na Florida

CIÊNCIA

Jennifer Stahn / Flickr
Apesar de a espécie não ser nativa da Florida, estes animais estão espalhados por todo o estado norte-americano

Uma família da Florida tem medo de usar a sua piscina – e tem boas razões para isso. Na semana passada, a família viu um lagarto gigante (Varanus salvator) do tamanho de um humano adulto à espreita no seu quintal.

A família Lieberman vive em Davie, uma vila norte-americana localizada na Florida, e descobriu um estranho visitante a preambular no seu quintal – sem que para isso fosse convidado. Zack e Maria Lieberman, proprietários da habitação, disseram aos média locais que os animais eram tão grandes que temiam pela segurança dos seus dois filhos.

O enorme réptil – que foi identificado como uma lagarto monitor de água asiático (Varanus salvator) tem cerca de 2 metros de comprimento, de acordo com o Local 10 News. Durante vários dias, o gigante réptil aparece diversas perto da casa dos Lieberman, mas conseguiu sempre escapar aos caçadores locais e às autoridades da vida animal.

“O primo mais novo do Godzilla estava bem ali [no jardim]. Foi alarmante para mim e aterrorizador para a minha esposa e filhos”, disse Zach Lieberman.

Um vizinho da família alegou que o animal era um lagarto de estimação que tinha fugido. No entanto, como ninguém reportou o seu desaparecimento, o animal pode ser capturado por qualquer pessoa com uma permissão, segundo o Florida Fish and Wildlife Conservation Commission.

De acordo com o Miami Herald, um cão que está a ajudar as autoridades durante as buscas conseguiu rastrear o cheiro do réptil, levando os investigadores até uma toca que parecia promissora, mas que se encontrava vazia.

Enormes invasores

Os lagartos Varanus salvator pertencem a um grupo de répteis predadores com pescoços longos, línguas bifurcadas e caudas e corpos musculados. Estes animais são nativos da Ásia, África e Oceânia porém, muitos destes espécimes se tenham estabelecido nas Américas como espécie invasora.

O Varanus salvator é um familiar próximo do famoso dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis), que é considerado o maior lagarto do mundo, podendo crescer até aos 3 metros de comprimento.

Felizmente para os habitantes da Florida, os dragões de Komodo só foram encontrados em habitats insulares da Indonésia, mas os seus familiares próximos foram levados para os EUA como animais de estimação exóticos, acabando por ser libertados na natureza.

Entretanto, a perseguição ao lagarto continua. As equipas continuam com as buscas, tentando atrair o enorme invasor com coxas de frango, revelou o 7 News Miami.

Por ZAP
4 Setembro, 2018

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MÚLTIPLOS METAIS – E POSSÍVEIS SINAIS DE ÁGUA – ENCONTRADOS EM EXOPLANETA ÚNICO

Impressão de artista do exoplaneta WASP-127b e da sua estrela hospedeira.
Crédito: Instituto de Astrofísica das Canárias

Uma equipa internacional de investigadores identificou “impressões digitais” de múltiplos metais num dos exoplanetas menos densos já encontrados. “A detecção de traços de lítio numa atmosfera planetária é um grande avanço,” comenta o co-autor Nikku Madhusudhan.

A equipa, da Universidade de Cambridge e do IAC (Instituto de Astrofísica das Canárias), usou o GTC (Gran Telescopio Canarias) para observar WASP-127b, um gigante gasoso com céus parcialmente limpos e assinaturas fortes de metais na sua atmosfera. Os resultados foram aceites para publicação na revista Astronomy & Astrophysics.

WASP-127b tem um raio 1,4 vezes maior do que o de Júpiter, mas apenas 20% da sua massa. Um tal planeta não tem análogo no nosso Sistema Solar e é raro até nos milhares de exoplanetas descobertos até agora. Demora pouco mais de quatro dias a orbitar a sua estrela-mãe e a sua temperatura ronda os 1400 K (1127º C).

As observações de WASP-127b revelam a presença de uma grande concentração de metais alcalinos na sua atmosfera, permitindo a detecção simultânea de sódio, potássio e lítio pela primeira vez num exoplaneta. As absorções de sódio e potássio são muito amplas, o que é característico para atmosferas relativamente limpas. De acordo com o trabalho de modelagem feito pelos cientistas, os céus de WASP-127b são aproximadamente 50% limpos.

“As características particulares destes planetas permitiram-nos realizar um estudo detalhado da sua rica composição atmosférica,” comenta o Dr. Guo Chen, investigador pós-doutoral do IAC e autor principal do estudo. “A presença de lítio é importante para entender a história evolutiva do sistema planetário e pode lançar luz sobre os mecanismos de formação planetária.”

A estrela-mãe do planeta, WASP-127, é também rica em lítio, o que poderá apontar para que uma estrela AGB – uma gigante vermelha e brilhante milhares de vezes mais luminosa do que o Sol – ou uma super-nova tenha enriquecido a nuvem de material da qual este sistema se formou.

Os investigadores também encontraram possíveis sinais de água. “Embora esta detecção não seja estatisticamente significativa, já que as características da água são fracas na faixa visível, os nossos dados indicam que observações adicionais no infravermelho próximo devem ser capazes de a detectar,” comenta o co-autor Enric Pallé, também do IAC.

Os resultados demonstram o potencial dos telescópios terrestres para o estudo das atmosferas planetárias. “A detecção de traços de lítio numa atmosfera planetária é um grande avanço e motiva novas observações de acompanhamento e modelagem teórica detalhada para corroborar as descobertas,” comenta o co-autor Nikku Madhusudhan, do Instituto de Astronomia de Cambridge.

Estamos apenas a começar a estudar as atmosferas de exoplanetas com telescópios terrestres, mas os autores pensam que este também será um exoplaneta de referência para futuros estudos com telescópios espaciais, como o Telescópio Espacial James Webb, o sucessor do Telescópio Hubble. Estes estudos futuros vão revelar a natureza detalhada de WASP-127b como referência para esta nova classe de exoplanetas de densidade muito baixa.

Astronomia On-line
5 de Junho de 2018

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