1917: Antigo oceano de magma que cobriu a Terra pode ter dado origem à Lua

Dana Berry / SwRI
A colisão planetária: impressão de artista do impacto que criou a Lua da Terra

Uma equipa de cientistas japoneses apresentou uma nova teoria para a origem da Lua, na qual sustentam que um corpo celeste sólido colidiu com a Terra quando ainda estava coberto de magma quente. Este evento catastrófico terá provocado uma ejecção de magma que deu origem à maior parte do nosso satélite.

A hipótese melhor aceite entre a comunidade cientifica – a Teoria do Grande Impacto – sustenta que o sistema Terra-Lua foi formado como resultado de um grande impacto, quando um corpo celeste do tamanho de Marte colidiu com a Terra, tendo o material resultante desta explosão dado origem à base do nosso satélite natural.

Simulações computorizadas revelaram que a maior parte da Lua terá sido formado com os restos do objecto sólido que colidiu com a Terra. Contudo, a análise das rochas recolhidas da Lua durante as missões Apolo mostram que a maior parte da Lua é composta por material terrestre. Ou seja, a Lua compartilha também do “ADN” da Terra.

Agora, o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Nature Geoscience, sustenta que cerca de 50 milhões de anos após a formação do Sol, a ainda jovem Terra foi coberta por um oceano magma quente, enquanto que o objecto que terá colidido com o planeta era formado por materiais sólidos. Após a colisão, explicam os cientistas japoneses, o magma expandiu-se e entrou em órbita para formar a Lua.

De acordo com a mesma publicação, e devido à grande diferença de temperatura entre magma líquido e os compostos sólidos do corpo, grande parte do material expelido expandiu-se em volume no Espaço. Inicialmente, a ejecção de magma seguiu os fragmentos do proto-planeta em torno da Terra, mas rapidamente os ultrapassou. Enquanto a maior parte do material resultante do impacto caiu de volta no oceano de magma, a vasta nuvem de material derretido permaneceu em órbita e, eventualmente, terá dado origem à Lua.

“No nosso modelo, cerca de 80% da Lua é composta de materiais proto-Terra”, explicou o co-autor da investigação Shun-ichiro Karato. “Na maioria dos modelos anteriores, cerca de 80% da Lua é composta pelo objecto que colidiu com a Terra. É uma grande diferença”.

No fundo, os cientistas japoneses pegaram na Teoria do Grande Impacto e adicionaram a variável magma para dar resposta à ainda desconhecida origem da Lua. Esta não será a resposta final, mas unifica a teoria predominante com observações mais recentes.

ZAP //

Por ZAP
3 Maio, 2019

[vasaioqrcode]

 

892: “Bola de fogo” 40 vezes mais brilhante do que Lua cheia sobrevoou os EUA


Uma bola de fogo cruzou o céu do estado norte-americano do Alabama durante a noite desta sexta-feira. A NASA divulgou um vídeo, no qual mostra o objecto a sobrevoar a cidade, com um feixe de luz extremamente brilhante.

De acordo com a agência norte-americana, a bola de fogo era um meteoro que propagava uma luz 40 vezes mais brilhante do que a Lua durante a sua fase cheia. O objecto espacial deslocava-se a uma velocidade de 53.700 milhas por hora.

A NASA acrescentou que o objecto celeste foi visto pela primeira vez quando se encontrava a 90 quilómetros de altitude sobre da cidade de Turkeytown, tendo-se fragmentado cerca de 30 quilómetros mais acima, na pequena cidade de Grove Oak.

Foi um evento extremamente brilhante visto num um céu parcialmente nublado. Durante o fenómeno, todas as câmaras e sensores do Escritório do Meio Ambiente sobre Meteoros da região estavam accionados, relatou a NASA.

Em Fevereiro deste ano um evento semelhante aconteceu no Peru. Uma bola de fogo cruzou o céu na cidade amazónica de Pucallpa, no norte do país, deixando os habitantes a pensar que era um meteorito ameaçador ou até um objecto extraterrestre. Afinal de contas, era apenas lixo espacial.

Security camera/doorbell camera video of last night's fireball over Alabama at 12:20a CT. From Jason Stricklin, Shannon Stephens, Barry Pender, and Chris Bruner. The meteor was 18 miles over East Alabama moving at 53,700 mph. It fragmented over Grove Oak, in DeKalb County.

Publicado por James Spann em Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
19 Agosto, 2018

Forram corrigidos 7 erros ortográficos do texto original.

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

716: Astrónomos perplexos com “The Cow”, o mais recente (e misterioso) objecto espacial

Stephen Smartt / ATLAS

Foi avistado no céu havaiano um misterioso flash numa galáxia vizinha. Astrónomos de todo o mundo estão a lutar arduamente para entender a origem deste misterioso objecto incrivelmente brilhante.

“Nunca vi nada assim”, disse Stephen Smartt, astrofísico da Queen’s University, em Belfast. A detecção, no dia 16 de Junho, foi descrita no Astronomer’s Telegram, um serviço online para os astrónomos relatarem de imediato as suas observações de última hora que podem ter interesse científico.

Smartt, líder da equipa de cientistas do projecto ATLAS, do Havai, registou a observação nesse mesmo serviço e, graças ao sistema de nomes aleatórios de três letras que o site proporciona para baptizar as descobertas, o objecto foi apelidado de AT2018cow, ou “The Cow”.

O objecto espacial captou desde logo a atenção do astrofísico, por ser tão diferente de uma estrela explosiva padrão. A maioria destes eventos espaciais demora várias semanas para atingir o pico de luminosidade, algo que não aconteceu desta vez.

“The Cow” demorou apenas três dias para se tornar cerca de dez vezes mais brilhante do que uma supernova.

Smartt deixou de ser o único rendido. O objecto captou rapidamente a atenção de outros astrónomos. Na semana seguinte, a observação do ATLAS foi acompanhada por cerca de duas dúzias de equipas de astrónomos, que utilizaram telescópios nos quatro continentes e até no espaço.

Smartt suspeitou desde o início que a luminosidade do objecto celeste deveria ser originária de algum objecto da nossa própria galáxia, por ser tão brilhante. No entanto, quando outros cientistas conduziram análises espectroscópicas do objecto, separando a luz por comprimentos de onda, descobriu-se que o “The Cow” tinha características associadas à CGCG 137-068, uma galáxia na constelação de Hércules.

A luz tinha a assinatura de ter sido estendida ao longo de uma extenuante jornada de cerca de 200 milhões de anos-luz, daquela galáxia até à Terra.

Stephen Smartt / ATLAS

Mas, em termos astronómicos, esta distância não é assim tão longe, o que significa que a explosão pode ter produzido ondas gravitacionais detectáveis. Todavia, os detectores LIGO, em Washington e Lousiana, estão a sofrer algumas alterações, deixando assim em aberto a questão de saber se alguém notou (ou não) esses tais sinais.

No entanto, os pormenores surpreendentes não ficam por aqui: o objecto era extraordinariamente brilhante em todas as partes do espectro electromagnético – dos raios X até às ondas de rádio -, ao contrário do que acontece com a maioria das super-novas, que têm assinaturas espectrais chamadas “linhas de absorção”, porque absorvem os comprimentos de onda da luz.

Apesar das suas características fora do comum, o AT2018cow está a começar a perder o seu brilho (sem perder, contudo, o seu interesse).

Em cima da mesa estão ainda várias hipóteses. “The Cow” pode ser uma supernova Tipo 1c, causada pelo colapso do núcleo de uma estrela massiva que já perdeu a sua camada externa de hidrogénio e hélio. Ou, em vez disso, há cientistas que sugerem que a explosão pode ter produzido um jacto de partículas que se movem à velocidade da luz (ou muito perto disso).

“É, sem dúvida, um objecto muito raro. Só o facto de ser detectado em todos os comprimentos de onda deixa muita física por entender“, afirma Smartt.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
1 Julho, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=2315ceae_1530443074157]