1138: Descoberta causa da falha na Soyuz. Astronautas que sobreviveram voltam ao espaço na primavera

Aubrey Gemignani / NASA
Lançamento do lançador Soyuz-FG com a nave espacial Soyuz TMA-20M no Cosmódromo de Baikonur, Março de 2016

Os astronautas Alexey Ovchinin e Nick Hague deverão voltar ao espaço na primavera de 2019, depois da nave espacial Soyuz MS-10 ter sido obrigada na quinta-feira a aterrar de emergência devido a uma falha no motor.

O anúncio do regresso do russo Alexey Ovchinin e o do norte-americano Nick Hague ao espaço na primavera de 2019 foi feito hoje pelo director da Roscosmos, Dmitry Rogozin.

“Os dois astronautas definitivamente vão voar. Estamos a planear o voo para a primavera do próximo ano”, disse Rogozin numa mensagem publicada na rede social Twitter, na qual colocou uma foto sua com Alexei Ovchinin e Nick Hague, todos sorridentes.

A nave espacial Soyuz MS-10, com dois tripulantes a bordo, foi obrigada a aterrar de emergência devido a uma falha no motor, depois de ter descolado no Cazaquistão rumo à Estação Espacial Internacional onde permaneceriam durante seis meses.

De acordo com os planos, estava previsto que a nave cumprisse quatro voltas à terra para seis horas depois acoplar na Estação Espacial Internacional.

Os astronautas Alexei Ovichinin, da Roscosmos, e Nick Hague, da NASA, aterraram na quinta-feira nas estepes do país da Ásia central na sequência da falha no motor do foguetão russo que os deveria transportar para a Estação espacial internacional.

O administrador da NASA, Jim Bridenstine, disse numa declaração que Hague e Ovchinin estavam em boas condições de saúde e que seriam transportados para o Centro de Treino Cosmonauta Gagarin na Cidade das Estrelas, nos arredores de Moscovo.

Acrescentou ainda que ia ser iniciada “uma investigação apurada sobre a causa do incidente”.

Na Estação Espacial Internacional encontram-se, desde Junho, os membros da Missão 57, o comandante Alexander Gerst da Agência Espacial Europeia, a piloto da NASA, Serena Auñon-Chancellor e o piloto da Roscosmos Serguei Prokópiev.

Astronautas aterram de emergência após falha na Soyuz

Equipa de astronautas que seguia esta quinta-feira a bordo da nave-espacial Soyuz rumo à Estação Espacial Internacional (EEI) foi obrigada…

As causas da avaria

Uma colisão entre secções do foguetão pode ter sido a “causa directa” da avaria que obrigou a nave espacial russa Soyuz MS-10 a aterrar de emergência pouco depois do lançamento, disse hoje o director da agência espacial russa Roscosmos, Serguei Krikaliov.

“Ainda não há versões definitivas, mas o que é evidente é que a causa directa foi a colisão de um elemento lateral que faz parte da primeira secção do foguetão. Na verdade, ao separar-se ocorreu um contacto entre a primeira e segunda secção”, disse Krikaliov à agência russa Novosti.

O director da Roscosmos não descarta que o foguetão “se tenha desviado da trajectória programada e que a parte inferior de uma das secções se tenha destruído“.

Serguei Krikaliov indicou que a comissão governamental que investiga o acidente deve apresentar os primeiros resultados oficiais da perícia no próximo dia 20 de Outubro.

“Os primeiros fragmentos [do foguetão] recuperados na estepe do Cazaquistão vão ajudar a estabelecer as causas da avaria”, disse.

Entretanto, o Comité de Emergência do Ministério do Interior do Cazaquistão informou hoje que foi encontrado um fragmento da Soyuz M-10 a cerca de 40 quilómetros da cidade de Zhezkasgán e que já foi enviado para os especialistas da Roscosmos.

Krikaliov sublinhou que os lançamentos de foguetões Soyuz-FG ou similares foram suspensos até que sejam determinadas, de forma definitiva, as causas da avaria de quinta-feira.

“É possível que o lançamento da nave cargueiro Progress, que estava programado para o dia 31 de Outubro, venha a ser adiado e a próxima missão tripulada prevista para o dia 20 de Dezembro vai conhecer uma nova data”, informou o responsável.

ZAP // Lusa

Por Lusa
13 Outubro, 2018

 

1125: Foguete reutilizável da SpaceX iluminou os céus e aterrou (pela primeira vez, na Califórnia)

Mayor Eric Garcetti / Twitter
Espectáculo de luz criado pelo módulo do foguetão Falcon 9 nos céus de Los Angeles

As dúvidas surgiram mas o presidente da câmara de Los Angeles garantiu aos americanos que os raios de luz que preencheram os céus “não eram alienígenas”.

Segundo a Bloomberg, o foguete foi lançado durante a noite da Base da Força Aérea em Vandenberg, a noroeste de Los Angeles. Depois de lançado, o módulo principal do foguete regressou à Base inicial oito minutos depois.

Mas antes de chegar ao solo, ainda no ar, o foguete reutilizável da SpaceX causou uma explosão de luz no céu que levantou várias suspeitas.

De acordo com o The Verge, o Falcon 9 transportou o satélite de observação SAOCOM 1A – satélite argentino equipado com um radar que ajudará equipas de resgate a responder a “emergências e desastres naturais.

Apesar de esta já ser a 30ª aterragem com sucesso do módulo, a aterragem efectuada no passado domingo foi a primeira a acontecer na costa oeste dos EUA. No Twitter, as publicações multiplicaram-se com imagens e vídeos da faixa de luz azul, deixada pelo módulo do foguetão Falcon 9, que preencheu o céu de Los Angeles.

A tecnologia pioneira da SpaceX, que permite que o módulo do foguetão regresse à base de lançamento, servirá para reduzir os custos de produção de foguetões e dos seus lançamentos, atraindo negócios para o sector.

ZAP //

Por ZAP
10 Outubro, 2018

 

1113: Usava uma pedra como calço que é, afinal, um meteorito de 100 mil dólares

O meteorito, que estava na posse do homem há 30 anos, é o sexto maior alguma vez identificado no estado do Michigan, nos EUA

Imagem do meteorito retirada do vídeo publicado pela universidade no Youtube
© DR

Já se cruzou com alguma rocha que lhe parecia vinda do espaço? David Mazurek, um homem do estado do Michigan, nos EUA, quis saber mais sobre a pedra que usava como calço para impedir que uma porta se fechasse, há 30 anos, e descobriu que era, afinal, um meteorito. Mas as surpresas não ficam por aí: é o sexto maior já encontrado naquele estado e está avaliado em 100 mil dólares (aproximadamente 87 mil euros).

Quem examinou a peça foi Mona Sirbescu, professora de Geologia na Universidade Central do Michigan, que está habituada a receber muitos pedidos semelhantes, ou seja, para avaliar se uma determinada rocha é um meteorito. “Há 18 anos que a resposta é categoricamente ‘não'”, disse, citada num comunicado publicado na página da instituição.

Desta vez, Mona percebeu que estava diante de uma peça especial. “É o espécime mais valioso que já vi na vida, monetária e cientificamente”, afirmou.

De acordo com a análise, trata-se de um meteorito de cerca de 10 quilos, com aproximadamente 88% de ferro e 12% de níquel, um metal que raramente se encontra na Terra. Uma avaliação validada pelo Instituto Smithsonian, em Washigton DC.

David Mazurek encontrava-se na posse do meteorito desde 1988, altura em que comprou uma fazenda em Edmore, no estado do Michigan. Segundo os relatos do dono da quinta, a “pedra” estará na Terra desde 1930. Nesse ano, o homem e o pai viram uma rocha cair no terreno, fazendo uma “barulheira”. No dia seguinte, aperceberam-se da existência de uma cratera, e acabaram por desenterrar o meteorito, “ainda quente”.

Quando comprou a propriedade, foi-lhe dito que aquela rocha que segurava a porta era um meteorito, e que podia ficar com ele. Durante 30 anos, David continuou a usá-lo com o mesmo propósito, mas servia também para fazer apresentações na escola dos filhos.

Recentemente, o homem descobriu que havia pessoas a vender pedaços de meteoritos, o que o levou a tentar confirmar a origem daquela rocha.

De acordo com o comunicado a universidade, o Instituto Smithsonian pondera comprar o meteorito – entretanto baptizado como Edmore – para o colocar em exposição. Independentemente do valor que vier a receber, o dono já prometeu doar 10% da receita à universidade, para que seja usado para financiar estudantes na área das ciências da Terra e da atmosfera.

Diário de Notícias
Joana Capucho
06 Outubro 2018 — 20:53

 

1073: Fonte termal de Yellowstone entra em erupção passados 14 anos

Chuck Martin / Flickr
A fonte termal Ear Spring do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos

A fonte termal, chamada Ear Spring, situada no Géiser Hill do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos da América, entrou em erupção no sábado passado, após 14 anos de inactividade.

A actividade térmica no parque tem aumentado nos últimos tempos, mas especialistas afirmam que não há nada a temer.

No dia 15 de Setembro, a fonte, parecida com uma orelha humana, despertou lançando jactos de vapor de água a uma altitude de seis e nove metros, e lançando água a 60 centímetros de altura. Trata-se da primeira erupção deste tamanho desde 1957.

O The Express UK diz que a nova actividade coloca os visitantes em risco, porque a pressão criada no géiser tem enviado detritos e rochas para o céu.

De acordo com funcionários do parque, trata-se da 4ª erupção da fonte nos últimos 60 anos e também da maior altura de jactos de água registada desde 1957, cita a agência AP.

Esta erupção faz parte da recente actividade térmica registada no Géiser Hill, destacou a agência.

ZAP // Sputnik News

Por SN
25 Setembro, 2018

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1052: Nem extraterrestres, nem espiões. Pornografia infantil encerrou Observatório Solar

uıɐɾ ʞ ʇɐɯɐs / wikimedia
Observatório Solar Nacional em Sunspot, no Novo México, EUA.

O Observatório Solar do Novo México, nos EUA, esteve encerrado durante 11 dias, sem se saber porquê. Depois dos rumores de extraterrestres ou de espionagem, descobre-se que, afinal, o fecho se deveu a uma investigação do FBI sobre pornografia infantil.

A notícia é avançada pela agência Reuters que cita documentos do tribunal, atestando que o FBI está a investigar o alegado uso do Wi-Fi do Observatório para descarregar e distribuir pornografia infantil pela Internet.

O Observatório esteve encerrado de 6 de Setembro até ao passado dia 16 com o argumento de que estava em causa uma “questão de segurança”. Mas os detalhes do encerramento foram mantidos em segredo, o que deu azo a várias especulações, nomeadamente a de que o FBI estaria a investigar algo relacionado com extraterrestres ou que estaria em causa algum assunto de espionagem.

Mas, na verdade, as instalações foram encerradas no âmbito da investigação do FBI a um funcionário que teria a função de limpeza do local e que terá ligado o seu computador portátil ao sistema wireless do Observatório.

A Reuters frisa que nas buscas efectuadas à casa do suspeito, a polícia apreendeu “três telemóveis, cinco portáteis, um iPad”, bem como outro material informático.

Fonte do FBI explica à agência de notícias que o homem não foi detido, nem acusado de qualquer crime, mas que a investigação continua.

O Observatório voltou, entretanto, a abrir ao público na passada segunda-feira, 17 de Setembro, e a Associação de Universidades de Pesquisa em Astronomia (AURA), que é responsável pela gestão do espaço, explica que tem colaborado com o FBI na investigação.

O Serviço de Inteligência dos EUA também manteve o secretismo em torno do misterioso encerramento do Observatório, não apresentando sequer às autoridades locais qualquer informação oficial sobre o caso.

SV, ZAP //

Por SV
21 Setembro, 2018

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1021: Documentário revela que Marilyn Monroe foi morta por saber demais sobre extraterrestres

– Uma notícia de Maio de 2017 mas que se relaciona com o artigo abaixo publicado. É positivo ler os comentários a esta notícia.

Dell Publications, Inc. / wikimedia
Marilyn Monroe em 1954.

Um novo documentário apresenta alegados documentos confidenciais que provam que Marilyn Monroe pode ter sido assassinada porque estaria prestes a revelar informações secretas sobre extraterrestres.

Intitulado “Unacknowledged”, o documentário realizado por Michael Mazzola avança com a teoria de que Marilyn Monroe terá sido morta por saber demasiado sobre o fenómeno extraterrestre e, particularmente, sobre o misterioso episódio de Roswell, no Novo México, ocorrido em 1947.

A versão oficial indica que um rancho da cidade de Roswell foi palco da queda de um balão de vigilância da Força Aérea dos EUA, mas as teorias da conspiração apontam que terá sido um ovni que aterrou na área.

O documentário aborda este episódio misterioso, baseando-se na investigação do controverso especialista de ovnis Steven Greer.

A tese de Greer quanto a Marilyn Monroe centra-se num documento que é descrito como uma “sentença de morte” e que terá sido firmado depois de a actriz ter falado ao telefone com a jornalista Dorothy Kilgallen que estava a investigar o caso de Roswell.

“”Unacknowledged” foca-se nos ficheiros históricos do Projecto Disclosure e de como o sigilo ufológico foi impiedosamente reforçado – e porquê”, revela-se na descrição do documentário no site Vimeo, onde se pode descarregar o vídeo por 18,41 euros.

“A melhor prova para contacto extraterrestre, datada de há décadas, é apresentada com depoimentos directos ultra-secretos de testemunhas, documentos e filmagens de ovnis, 80 por cento dos quais nunca foram revelados em mais lado nenhum”, refere ainda o texto de divulgação do documentário no Vimeo.

“A pesquisa atrás dos bastidores e os encontros de alto nível reunidos pelo Dr.º Steven Greer vão expor o grau de operações ilegais encobertas no centro do secretismo ovni”, avança-se também.

“Desde briefings com o Director da CIA e Generais e Almirantes de topo do Pentágono a um briefing do presidente Obama, através do conselheiro sénior John Podesta, director de campanha de Hillary Clinton, – levamos o espectador para trás do véu de sigilo e para dentro dos corredores do poder real onde residem os segredos de ovnis“, sublinham os responsáveis do filme.

“Unacknowledged” também fala de como “ocorreu um golpe de estado silencioso” em 1950 e de como “o Congresso, o Presidente e outros líder mundiais foram postos de lado por elementos criminosos de dentro do complexo Militar-Industrial-Financeiro”.

SV, ZAP //

Por SV
27 Maio, 2017

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1020: FBI evacuou misteriosamente Observatório perto de Roswell (e não explica porquê)

uıɐɾ ʞ ʇɐɯɐs / wikimedia
Observatório Solar Nacional em Sunspot, no Novo México, EUA.

O encerramento súbito e sem explicações do Observatório Solar Nacional, em Sunspot, no Novo México, EUA, por parte do FBI gerou uma onda de teorias da conspiração. Uma semana depois do estranho fecho do local, ainda não se sabe o que aconteceu.

Na passada quinta-feira, 6 de Setembro, o FBI encerrou misteriosamente o Observatório Solar em Sunspot, e uma Agência de Correios que está localizada nas suas imediações, não apresentando justificações oficiais para o sucedido.

Essa ausência de explicações originou uma série de teorias da conspiração. E uma semana depois do encerramento, ainda não foram revelados os motivos da evacuação do local.

Numa publicação no Facebook, o Observatório fala de um “problema de segurança”, notando que o encerramento foi uma “medida de precaução”, mas sem explicar mais nada.

A associação das Universidades para a Pesquisa em Astronomia (AURA), que gere o Observatório, anunciou que foi sua a decisão de “desocupar a instituição” como “uma medida preventiva“, conforme declarações da porta-voz Shari Lifson, que recusou ser mais concreta sobre o tal “problema de segurança”.

Shari Lifson acrescentou que o Observatório ficará fechado “até notificações posteriores”.

O xerife do condado, Benny House, fala de uma situação bizarra, lamentando que “o FBI recusa-se a dizer o que está a acontecer”. “Queriam que ajudássemos na evacuação sem nos dizer nada”, refere, destacando que tudo parecia tranquilo e sem sinal de ameaça.

“Não sei porque é que o FBI se envolveria tão rapidamente e não nos disse nada”, queixa-se Benny House, revelando que “havia helicópteros Blackhawk, um bando de pessoas ao redor de antenas e equipas de trabalho em torres”.

Nem a AURA, nem o Observatório comentaram, até agora, o envolvimento do FBI e o serviço de Inteligência dos EUA não apresenta quaisquer explicações.

Não muito longe de Roswell…

Tanto mistério alimenta as teorias de conspiração que lembram o facto de o Observatório estar localizado a cerca de 200 quilómetros de Roswell, a cidade do Novo México onde alguns defendem ter caído um OVNI em 1947.

Agora, há também quem argumente que o FBI pode ter encontrado no  Observatório de Sunspot alguma prova de vida extraterrestre.

Por outro lado, há quem refira que a evacuação foi motivada pelo facto de o local estar alinhado com a tempestade solar que está prevista para esta sexta-feira. Mas à parte perturbações nos GPS e nos satélites, este fenómeno não parece justificar o encerramento.

Outros teóricos da conspiração reparam que a evacuação levada a cabo coincidiu com uma tempestade geomagnética que assolou a Terra no início da semana.

O Observatório de Sunspot existe desde 1958, acolhendo vários telescópios para estudar o Sol. O espaço tem uma zona aberta a visitantes, onde se podem conhecer algumas das instalações, bem como usar telescópios. Mas após a estranha evacuação, nem sequer os funcionários lá podem entrar.

Por ZAP
14 Setembro, 2018

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990: Cientistas americanos desenvolvem o metal mais resistente do mundo

CIÊNCIA

(PPD/P0) JarkkoManty / Pixabay

Uma equipa de investigadores dos Laboratórios Nacionais Sandia, nos Estados Unidos, diz ter desenvolvido o “metal mais resistente ao desgaste no mundo” – uma liga de platina e ouro baseada na junção de micro estruturas.

Cem vezes mais durável do que o aço, o novo composto, ainda sem nome, foi feito com 90% de platina e 10% de ouro. A inovação está nas proporções, no cálculo dos átomos e no processo de fabricação que os cientistas utilizaram para conseguir a alta resistência.

O investigador principal, o uruguaio Nicolás Argibay, disse em declarações à agência Efe que a equipa se dedicou durante uma década para desenvolver modelos sofisticados para prever os efeitos do atrito nos metais.

Para exemplificar a durabilidade do material, Argibay disse que a liga de metais é tão dura que, se fossem fabricados pneus para automóveis com a partir da liga, este sofreriam um desgaste de uma pequena camada de átomos por cada quilómetro realizado.

“O nosso trabalho mostra que há formas de adaptar as micro estruturas dos metais para dividir uma notável resistência mecânica e ao desgaste. Especificamente, chamamos este processo de ‘engenharia de limite de grão”, afirmou.

Argibay explicou que esta descoberta pode poupar à indústria mais de 100 milhões dólares por ano só em materiais, fazendo também com que os produtos electrónicos de todos os tamanhos e de várias indústrias se tornem mais rentáveis, duráveis e confiáveis.

“Pelo menos, esperamos que estas ligas de metais proporcionem uma melhoria substancial nos revestimentos que já são usados amplamente na electrónica, que essencialmente consistem em ouro quase puro. A nossa liga de metais proporciona uma vida útil muito mais longa”, acrescentou o investigador.

O cientista também explicou que a inovação pode ter usos muito amplos: visa transferir a liga de metais de platina e ouro a uma variedade de produtos comerciais a curto prazo. “Esperamos que este trabalho possa dar origem a outras ligas de metais com propriedades semelhantes para o uso em aplicações não eléctricas. Por exemplo, engrenagens, motores de automóveis”, sustentou.

De acordo com o Argibay, desde sistemas aeroespaciais e turbinas eólicas até à micro electrónica para telefones telemóveis e sistemas de radar podem beneficiar com o novo material criado, já que foram tidas em conta as limitações actuais de confiabilidade dos componentes micro electrónicos metálicos.

“Este trabalho tem um potencial significativo para o impacto económico e para a engenharia. Esperamos que possa levar a melhorias radicais na confiabilidade e no rendimento para uma ampla gama de dispositivos comerciais”.

A liga de metais conta com uma excelente estabilidade mecânica e térmica, e quase não apresenta mudanças na sua micro estrutura face a períodos muito longos de atrito e, por isso, foi catalogada como uma “grande descoberta”.

ZAP // Efe

Por EFE
9 Setembro, 2018

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976: Cientistas acreditam ter resolvido o mistério do Monte Santa Helena

CIÊNCIA

Lyn Topinka / Wikimedia
Pequena erupção do Monte de Santa Helena em 1982

Geofísicos norte-americanos acreditam ter resolvido o mistério do Monte Santa Helena, o vulcão mais mortífero dos Estados Unidos.

Adam Schultz, geofísico da Universidade de Oregon, os Estados Unidos, acredita ter resolvido, em conjunto com a sua equipa, o mistério do Monte Santa Helena, um vulcão localizado na Cordilheira das Cascatas, no Noroeste dos EUA.

Este vulcão tem uma particularidade: apesar de a Cordilheira das Cascatas ficar numa região geologicamente activa, o Santa Helena fica 50 quilómetros  a oeste do resto dos vulcões.

Os cientistas estão convictos de que o batólito Spirit Lake, uma formação rochosa subterrânea com certa de 32 a 48 quilómetros de diâmetro, desviou o magma e a rocha parcialmente derretida para fora do arco e para oeste, formando assim o vulcão activo. O artigo científico foi publicado recentemente na Nature Geoscience.

Em Maio de 1980, o Monte Santa Helena viveu uma grande erupção, e desde então passou por períodos de construção da cúpula e de dormência. O mistério em torno do vulcão intensificou-se e, em 2006, geocientistas da Universidade da Cantuária da Nova Zelândia forneceram algumas imagens do subsolo do vulcão.

De acordo com o Sci-News, os cientistas conseguiram as imagens através de uma técnica chamada levantamento magnetotelúrico, que mede a condutividade eléctrica da superfície da Terra.

No recente estudo, Schultz e a sua equipa usaram esta mesma técnica para reunir imagens mais recentes e mais nítidas para observar e analisar as mudanças que aconteceram desde o estudo de 2006.

“As novas imagens são claras o suficiente para que, monitorizando continuamente os campos geoelétricos e geomagnéticos, consigamos detectar mudanças no movimento do magma sob o Monte Santa Helena”, disse Schultz.

Para compreender a formação do Monte Santa Helena, é preciso começar pela base: as placas tectónicas.

“Tal como nos dias de hoje, em que a placa de Juan de Fuca está a ser subductada abaixo da América do Norte, no passado, blocos crustais com sedimentos marinhos bateram no continente e acumularam-se“, explicou o cientista. “Este material é mais permeável do que a rocha circundante e permite que o magma se mova através dele.”

O grande batólito desvia o magma que teria entrado em erupção na linha dos outros grandes vulcões da Cascata, caso o Spirit Lake não existisse.

ZAP //

Por ZAP
7 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 6 erros ortográficos ao texto original)

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960: Primo mais novo de Godzilla lança o pânico na Florida

CIÊNCIA

Jennifer Stahn / Flickr
Apesar de a espécie não ser nativa da Florida, estes animais estão espalhados por todo o estado norte-americano

Uma família da Florida tem medo de usar a sua piscina – e tem boas razões para isso. Na semana passada, a família viu um lagarto gigante (Varanus salvator) do tamanho de um humano adulto à espreita no seu quintal.

A família Lieberman vive em Davie, uma vila norte-americana localizada na Florida, e descobriu um estranho visitante a preambular no seu quintal – sem que para isso fosse convidado. Zack e Maria Lieberman, proprietários da habitação, disseram aos média locais que os animais eram tão grandes que temiam pela segurança dos seus dois filhos.

O enorme réptil – que foi identificado como uma lagarto monitor de água asiático (Varanus salvator) tem cerca de 2 metros de comprimento, de acordo com o Local 10 News. Durante vários dias, o gigante réptil aparece diversas perto da casa dos Lieberman, mas conseguiu sempre escapar aos caçadores locais e às autoridades da vida animal.

“O primo mais novo do Godzilla estava bem ali [no jardim]. Foi alarmante para mim e aterrorizador para a minha esposa e filhos”, disse Zach Lieberman.

Um vizinho da família alegou que o animal era um lagarto de estimação que tinha fugido. No entanto, como ninguém reportou o seu desaparecimento, o animal pode ser capturado por qualquer pessoa com uma permissão, segundo o Florida Fish and Wildlife Conservation Commission.

De acordo com o Miami Herald, um cão que está a ajudar as autoridades durante as buscas conseguiu rastrear o cheiro do réptil, levando os investigadores até uma toca que parecia promissora, mas que se encontrava vazia.

Enormes invasores

Os lagartos Varanus salvator pertencem a um grupo de répteis predadores com pescoços longos, línguas bifurcadas e caudas e corpos musculados. Estes animais são nativos da Ásia, África e Oceânia porém, muitos destes espécimes se tenham estabelecido nas Américas como espécie invasora.

O Varanus salvator é um familiar próximo do famoso dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis), que é considerado o maior lagarto do mundo, podendo crescer até aos 3 metros de comprimento.

Felizmente para os habitantes da Florida, os dragões de Komodo só foram encontrados em habitats insulares da Indonésia, mas os seus familiares próximos foram levados para os EUA como animais de estimação exóticos, acabando por ser libertados na natureza.

Entretanto, a perseguição ao lagarto continua. As equipas continuam com as buscas, tentando atrair o enorme invasor com coxas de frango, revelou o 7 News Miami.

Por ZAP
4 Setembro, 2018

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