2210: As nuvens tsunami estão a prender os olhos dos norte-americanos ao céu

Amy Christie Hunter / Facebook

Nuvens em forma de onda – um fenómeno meteorológico raro – foram captadas nos céus de Smith Mountain Lake, no estado da Virgínia, Estados Unidos. As redes sociais não deixaram passar ao lado a beleza inusitada destas nuvens.

Parece uma montagem de Photoshop, mas é real. A imagem das nuvens tsunami, que se tornou viral nas redes sociais, foi captada por Amy Christie Hunter, na passada terça-feira nos céus de Smith Mountain Lake, no estado da Virgínia, Estados Unidos. A norte-americana publicou a fotografia no Facebook e muito rapidamente chegou aos media.

“Quando vi as nuvens rolando sobre a montanha, peguei no meu telemóvel o mais rápido que consegui para capturar o momento”, disse Amy Christie Hunter ao CNET News. “Durou apenas alguns segundos, foi literalmente como uma onda na rebentação.”

Após ter publicado a fotografia na rede social, a norte-americana foi contactada por um meteorologista que lhe pediu autorização para partilhar a imagem nas notícias.

“Quando dei por isso, todos os principais canais televisivos estavam a pedir-me permissão para usar a foto”, disse. Hunter adiantou ainda estar “muito satisfeita” por ter partilhado com o mundo uma imagem de um fenómeno tão raro.

Segundo o Observador, as nuvens tsunami são assim conhecidas popularmente, mas o  nome correto do fenómeno é instabilidade de Kelvin-Helmholtz. Um dos exemplos mais famosos é a mancha vermelha de Júpiter e este fenómeno acontece quando há velocidade de atrito num fluido contínuo ou quando há diferença de velocidade entre dois fluidos, como quando o vento sopra sobre a água, por exemplo.

Ainda assim, este fenómeno que pintou os céus de Smith Mountain Lake não deve ser confundido com as nuvens-prateleira ou as nuvens-rolo, que acontecem antes e durante as tempestades.

Ainda assim, os três acontecimentos têm algo em comum: por serem tão bonitos e tão assustadores ao mesmo tempo, tornam-se virais nas redes sociais assim que são captados quer em vídeos, quer em imagens. As nuvens tsunami da passada terça-feira não foram excepção.

ZAP //

Por ZAP
21 Junho, 2019

Eu também tenho captado nuvens com desenhos fantásticos e fora do que habitual e convencionalmente são as chamadas nuvens. Eis algumas delas:

… mas como não sou americano… ninguém liga…

2182: Há uma “Cidade do Futuro” inacabada no deserto do Arizona

No deserto do Arizona, nos Estados Unidos, há uma cidade experimental projectada para milhares de pessoas que agora contém apenas algumas dezenas de habitantes.

Durante quase cinco décadas, um grupo chamado Fundação Cosanti tem trabalhado na construção de uma cidade que inspiraria um novo futuro ao design urbano. Hoje, o projecto está apenas 5% concluído.

Chamada Arcosanti, a cidade foi projetada pelo arquiteto italiano Paolo Soleri, cujo sonho era criar um laboratório urbano avançado onde as actividades quotidianas pudessem ser alimentadas pelos recursos naturais da Terra.

Soleri chamou a sua visão de “implosão urbana” – referindo-se ao design que promoveria densidade e reduziria a expansão, eliminando carros e estradas. Em vez de lâmpadas, os quartos seriam iluminados pelos raios naturais do sol e, em vez de ar-condicionado, a vegetação forneceria sombra natural.

Mas, à medida que a construção da Acrosanti se deteriorou, outras cidades e designers começaram a superar as ideias de Soleri. De acordo com o Business Insider, nações como o Qatar e a Arábia Saudita estão a desenvolver cidades com tubos de lixo pneumáticos, trabalhadores robôs, drones-táxis e pontes aéreas movidas a energia solar.

A Malásia quer construir uma cidade com plantas auto-irrigantes e janelas auto-reparadoras. Se a comunidade planeada da Alphabet, em Toronto, for concretizada, poderá apresentar estradas para veículos sem motorista e sensores subterrâneos.

Em comparação com estes projectos, as estruturas baixas de Arcosanti, com cúpulas e fachadas cor de areia agora parecem partes de uma antiga aldeia hippie, de acordo com a Science Alert.

Mas as ideias de Soleri estão longe de ultrapassadas. O arquitecto foi um dos primeiros proponentes do abastecimento local de alimentos, energia solar e vizinhança viável – conceitos que agora são considerados paradigmas do design urbano. Com uma visão inclusiva e o financiamento certo, os conceitos ainda têm o potencial de ajudar a abordar questões como a mudança climática e a superlotação.

Na época em que Soleri imaginou Arcosanti no final dos anos 1960, tinha sido aclamado como protegido de Frank Lloyd Wright e membro do Museu de Arte Moderna. Ele e a esposa também fundaram a Fundação Cosanti, uma organização sem fins lucrativos que possui a terra onde Arcosanti começou a ser construída. Em 1970, Soleri começou a trabalhar nas primeiras estruturas.

A terra foi comprada com um empréstimo. Soleri conseguiu seguidores como estudantes, arquitectos, jornalistas, cineastas e outros que se voluntariaram para ajudar a dar vida à sua visão. Soleri morava no local e frequentemente trabalhava com eles. Mas muitos dos conceitos do arquitecto revelaram-se caros e difíceis de financiar. O financiamento diminuiu e a construção desacelerou. Com o tempo, os seguidores de Soleri começaram também a desaparecer.

“As pessoas originais que trabalham lá ou ficaram frustradas e foram embora ou ficaram lá, ficaram mais velhas e instalaram-se nos seus apartamentos projectados por Soleri para viverem uma vida agradável”, escreveu James McGirk, ex-participante do projecto, no Wired.

As opiniões sobre o carácter de Soleri variam – algumas pessoas descreveram-no como generoso e modesto, enquanto outras disseram que era arrogante e fechado. Mas a maioria dos relatos parece concordar que não estava disposto a comprometer a sua visão. Quando Soleri morreu em 2013, um novo edifício tinha sido concluído em Arcosanti durante quase 25 anos.

Paul Comstock/ Flickr

A vida na “Cidade do Futuro”

A maioria dos 80 moradores de Arcosanti ganha o salário mínimo a trabalhar para a Fundação Cosanti, que mantém a cidade a funcionar. Os residentes são obrigados a trabalhar 40 horas semanais em áreas como manutenção de terrenos, construção ou administração.

Alguns lidam com o arquivo, onde restauram e catalogam os velhos desenhos e modelos de Soleri, enquanto outros trabalham no café ou na galeria da cidade. Outros ainda trabalham para a Cosanti Originals Inc. Grande parte do financiamento actual da cidade vem da venda de sinos de bronze produzidos no local.

Em troca de uma taxa semanal de 75 dólares, os moradores recebem um desconto em alimentos e acesso ilimitado a moradias, serviços públicos e instalações como uma piscina e uma biblioteca de música. Os residentes têm a opção de participar em discussões filosóficas, festas e workshops e é comum encontrar animais de estimação locais.

Fiéis à visão de Soleri, alguns moradores de Arcosanti vivem sem aquecedores, confiando numa estufa solar que liberta ar quente nos seus apartamentos através de um alçapão. Embora os carros não sejam exactamente fora dos limites, a natureza compacta da cidade incentiva as pessoas a andar, reduzindo assim a sua pegada ambiental.

Mas Arcosanti está muito longe de uma utopia sustentável. As suas oliveiras fornecem pouco alívio do calor do deserto e os moradores ainda compram alimentos do supermercado.

Cerca de metade da população de Arcosanti é “semi-transitória”, o que significa que provavelmente permanecerão durante cerca de seis meses a cinco anos. Cerca de 30% são “semi-permanentes”, o que significa que viverão lá durante cerca de cinco a 15 anos.

O festival anual de música Form de Arcosanti ajuda a manter a notoriedade da cidade. O festival, que começou em 2014, apresenta-se como um “retiro criativo” de três dias, que inclui ioga, instalações de arte e uma programação de músicos electrónicos e indie-rock.

ZAP //

Por ZAP
16 Junho, 2019

Trump diz que a Lua faz parte de Marte…e é arrasado no Twitter

Presidente diz que a NASA se deve deixar de projectos para regressar à Lua e concentrar-se noutros, “como Marte (de que a Lua é uma parte).”

© REUTERS/Kevin Lamarque/File Photo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua a somar observações desconcertantes no Twitter. Desta vez, a propósito dos planos da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) para regressar em breve à Lua, defendeu que esta se deve concentrar em projectos mais ambiciosos, incluindo, e citamos: “Marte (de que a Lua é uma parte)”, Defesa e Ciência”.

Há quem admita a possibilidade de Trump se estar a referir, ainda de que forma bastante confusa, aos projectos da NASA para utilizar a Lua como base de lançamento de futuras missões a Marte. No entanto, tendo em conta que o tweet em causa começa com o presidente dos Estados Unidos a defender que “a NASA não devia estar a falar sobre ir à Lua – fizemos isso há 50 anos”, essa justificação parece um tanto ou quanto forçada.

Ainda que seja igualmente inconcebível a ideia de que um Presidente dos Estados Unidos possa desconhecer que a Lua é o satélite natural da Terra, é esta a leitura que, a julgar pelos comentários que esta intervenção gerou, está a ser feita pela maioria dos internautas que comentaram a publicação. Há quem tente dar umas lições básicas de astronomia a Trump. E há quem se conforme e diga que mais vale reescrever as enciclopédias.

A NASA ainda não se pronunciou sobre as afirmações de Donald Trump. Mas Marte já o fez. Ainda que seja de admitir que a conta do planeta possa não ser oficial.

O que estará de facto a preocupar a NASA, mais do que as noções de astronomia do presidente, é o facto de este ter aparentemente mudado totalmente de posição em relação ao projecto lunar, cuja equipa deverá integrar uma mulher. É que, há menos de um mês, Trump anunciava entusiasticamente os planos da sua administração para um regresso “em grande” ao espaço, Lua incluída.

Ainda esta sexta-feira, recorde-se, a NASA tinha anunciado planos para abrir a Estação Espacial Internacional ao turismo, de forma a ajudar financiar vários projectos, incluindo as missões lunares, e a reforçar a ligação ao sector privado.

Diário de Notícias

DN
08 Junho 2019 — 22:34



2096: Um “caixão” nuclear pode estar a verter partículas radioactivas no Oceano Pacífico

No início deste mês, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, disse estar preocupado que uma espécie de caixão com décadas de idade possa estar a verter partículas radioactivas no Oceano Pacífico.

Entre 1946 e 1958, o governo dos Estados Unidos testou 67 armas nucleares nas Ilhas Marshall, incluindo a bomba de hidrogénio Bravo de 1954, mil vezes maior que a bomba atómica de Hiroshima – a maior e mais poderosa arma nuclear já detonada pelos EUA.

Os testes ocorreram na superfície de lagoas de atol, muitas das ilhas e debaixo de água. Este sedimento contaminado de ilhas locais poderá ter eventualmente fluído para o Oceano Pacífico Norte.

No final dos anos 1970, o governo dos EUA recolheu solo radioactivo de ilhas vizinhas contaminadas e enterrou cerca de 84 mil metros cúbicos numa cratera criada por uma bomba no Atol de Enewetak. As autoridades cobriram a precipitação com uma cúpula de betão de 45 centímetros de espessura que se tornou conhecida como Cactus Dome, ou Runit Dome – mas era supostamente uma solução temporária.

O fundo do poço não foi revestido e, como a exposição causou a formação de rachaduras na cúpula, as autoridades estão preocupadas com a possibilidade de estarem a libertar material radioactivo no oceano, uma ameaça que só deve piorar com o aumento do nível do mar e aumento da frequência de tempestades intensificadas pela mudança climática.

“Está cheia de contaminantes radioactivos que incluem o plutónio-239, uma das substâncias mais tóxicas conhecidas pelo homem”, disse o senador Jack Ading, da Marshall Islands, à Agência France-Presse. “O caixão está a verter veneno no meio ambiente.”

Depois de os militares dos EUA se retiraram da região em 1986, pagou-se um “acordo completo de todas as reivindicações, passadas, presentes e futuras” relacionadas com o programa de testes nucleares. No entanto, muitos argumentam que as retribuições não foram suficientes.

“Acabo de estar com o presidente das Ilhas Marshall, que está muito preocupado porque há um risco de derrame de materiais radioactivos que estão contidos numa espécie de caixão na área”, disse Guterres em Fiji.

Uma inspecção dos EUA em 2013 descobriu que a precipitação radioactiva nos sedimentos da lagoa já é tão alta que até mesmo uma “falha catastrófica” não resultaria num aumento na exposição à radiação para cerca de 800 residentes. As descobertas confirmaram uma “rápida resposta da maré” ao aumento da água subterrânea sob a estrutura.

Sob um cenário de libertação mais plausível, existe o potencial de contaminação das águas subterrâneas do domo para o ambiente marinho.

Um estudo de 2018 que calculou os fluxos de radioactividade nas águas da lagoa descobriu que os Atóis Bikini e Enewetak ainda são uma fonte de longo prazo de Plutónio e Césio para o Pacífico Norte. Além disso, níveis mais altos de precipitação radioactiva na água do mar e nos sedimentos são encontrados mais nesta região do que nos oceanos do resto do mundo. Em particular, o Runit contribui para cerca de metade do plutónio na coluna de água da lagoa Enewetak.

No entanto, os investigadores concluíram que as águas subterrâneas debaixo da cúpula não são uma fonte significativa. O governo acrescenta que a água subterrânea que flui para o recife oceânico será “muito rapidamente diluída” e resultaria em pouco ou nenhum aumento mensurável na radiação para populações marinhas ou humanas.

ZAP //

Por ZAP
2 Junho, 2019



2044: O Pentágono admitiu (finalmente) que investiga OVNIs

(CC0/PD) 12019 / pixabay
O Pentágono, em Washington, sede do Departamento de Defesa dos EUA

Numa declaração sem precedentes e que alguns consideram “bombástica”, o Departamento de Defesa dos EUA admitiu que investiga OVNIs (Objectos Voadores Não Identificados). Uma posição oficial que reforça a importância militar de estudar este tipo de fenómenos.

Do alto da sua sede no Pentágono, em Washington, o Departamento de Defesa dos EUA (DOD na sigla original em Inglês) assume que investiga “fenómenos aéreos não identificados”, em declarações inéditas citadas pelo The New York Post (NYP).

A expressão que reporta para os OVNIs nunca tinha sido usada pelo DOD. Estamos, assim, perante uma “revelação bombástica”, como refere no NYP o ex-militar britânico Nick Pope que investigou OVNIs para o Governo do Reino Unido durante a década de 1990.

Apesar de a iniciativa secreta intitulada “Advanced Aerospace Threat Identification Program” (AATIP – Programa de Identificação de Ameaça Aeroespacial Avançada) ter sido dada por encerrada em 2012, o Pentágono “continuou a pesquisa e a investigação sobre fenómenos aéreos não identificados”, destaca o porta-voz do DOD, Christopher Sherwood, no NYP.

“O DOD está sempre preocupado em manter a identificação positiva de todas as aeronaves no nosso ambiente operacional, bem como em identificar qualquer capacidade estrangeira que possa ser uma ameaça para a segurança interna“, aponta Sherwood.

“O Departamento vai continuar a investigar, através dos procedimentos normais, relatos de aeronaves não identificadas encontradas por aviadores militares dos EUA, a fim de garantir a defesa da segurança interna e a protecção contra surpresas estratégicas das nações adversárias”, acrescenta o porta-voz do DOD.

Para o administrador do site “The Black Vault” que revela documentos secretos do Governo norte-americano sobre OVNIs, esta é “uma declaração bastante poderosa”, conforme declarações ao NYP. John Greenewald Jr. destaca que agora há “provas oficiais” de que o DOD “lidou mesmo” com “fenómenos, vídeos, fotos” de OVNIs.

Declarações oficiais anteriores eram ambíguas e deixavam a porta aberta à possibilidade de o AATIP estar simplesmente preocupado com as ameaças de aviação de próxima geração, mísseis e drones”, acrescenta Nick Pope.

Porque é que o Pentágono está interessado em OVNIs?

Para o professor de Engenharia Aeroespacial da Universidade de Michigan (EUA) Iain Boyd este interesse do Pentágono em OVNIs faz todo o sentido, como escreve num artigo no site The Conversation.

Boyd começa por lembrar que em Abril deste ano, a Marinha dos EUA implementou um novo protocolo de acção perante o aumento dos avistamentos de OVNIs em áreas controladas pelo exército norte-americano.

Referindo-se ao conceito de “consciência situacional” que significa que os militares têm completo entendimento do ambiente que os rodeia, Boyd nota que “um OVNI representa uma falha na consciência situacional“.

Assim, o Pentágono pretende apenas marcar a importância de perceber o que é uma ameaça real ou um mero avistamento sem significado, considera o professor dando como mostra da valia desta afirmação a sua “experiência como conselheiro de ciência da Força Aérea”.

“Os OVNIs representam uma oportunidade para os militares melhorarem os seus processos de identificação”, considera Boyd, realçando que a postura do DOD é um “bom primeiro passo” para resolver esta dificuldade. E que pode resultar na diminuição dos avistamentos – porque deixarão de ser objectos não identificados.

SV, ZAP //

Por SV
25 Maio, 2019

– Às vezes, quando estou a fotografar o calhau (leia-se Lua) com o telescópio com a DF de 3.750mm (Powermate Televue) também vejo OVNI’s, mas como não trazem chapa de matrícula na fuselagem, devem ser mosquitos a passarem à frente da objectiva de 127mm…

1961: Descoberta árvore que está a crescer há 2.624 anos num pântano dos EUA

CIÊNCIA

(dr) University of Arkansas

Uma árvore cresce na Carolina do Norte e está a crescer há muito tempo. Cientistas que estudavam anéis de árvores no Pantanal Black River descobriram uma árvore de cipreste calvo com pelo menos 2.624 anos de idade.

De acordo com um novo estudo publicado na revista Environmental Research Communications, a árvore é uma das mais antigas árvores não clónicas que se reproduzem sexualmente. Com 2.624 anos, a árvore é mais velha que o Cristianismo, o Império Romano e a língua inglesa.

Investigadores descobriram o antigo cipreste enquanto estudavam anéis de árvores para juntar a história climática do leste dos EUA. Por causa do trabalho de campo anterior, a equipa sabia que um determinado local de ciprestes no Three Sisters Swamp do Rio Negro era um dos mais antigos aglomerados de árvores do país. Essa investigação anterior identificou várias árvores entre 1.000 e 1.650 anos de idade.

O novo estudo revela que os ciprestes têm uma longevidade ainda maior do que os cientistas imaginavam. Além da árvore de 2.624 anos, os investigadores descobriram um cipreste de 2.088 anos de idade no mesmo pântano – e é provável que haja mais.

“Como só datámos 110 ciprestes vivos neste local, uma pequena fracção das dezenas de milhares de árvores ainda presentes nestas terras húmidas, pode haver vários ciprestes individuais com mais de 2.000 anos ao longo de aproximadamente cem quilómetros”, escreveram no estudo.

Os ciprestes são agora as mais antigas espécies conhecidas de terras húmidas da Terra. Esta descoberta também faz do cipreste a quinta mais antiga espécie de árvore não-clonal da Terra. Apenas árvores individuais da seringueira, sequóias gigantes, alerces e pinheiros bristlecone são mais antigos.

O pinheiro bristlecone mais antigo do mundo, localizado nas Montanhas Brancas da Califórnia, tem 5.066 anos – aproximadamente o dobro da idade do cipreste recém-descoberto. Acredita-se que a árvore clonal mais antiga esteja no bosque de álamos tremendos conhecidos como Pando, em Utah.

Embora as árvores antigas descritas neste estudo vivam em terras protegidas de propriedade privada, a sua existência continua ameaçada pela exploração madeireira e pelas operações agrícolas de biomassa noutras partes do rio, bem como pela poluição industrial e mudanças climáticas.

ZAP // Live Science

Por ZAP
11 Maio, 2019

 

1864: O “polencalipse” chegou aos Estados Unidos

Jeremy Gilchrist / Facebook

No início da semana, o fotógrafo Jeremy Gilchrist capturou algumas imagens incríveis do fenómeno que baptizou de “Polenpocalypse” em Durham, Carolina do Norte.

A cidade de Durham, na Carolina do Norte, Estados Unidos, declarou no início desta semana que os níveis de pólen eram tão altos que sufocavam o solo, pintavam os carros de “pólvora amarela” e criavam um autêntico inferno amarelo no ar para qualquer pessoa que sofre de alergias.

O fotógrafo Jeremy Gilchrist usou um drone que lhe permitiu obter uma visão mais abrangente do cenário que se vive actualmente naquela cidade.

À CNN, o fotógrafo confessou que apenas editou levemente as imagens antes de as partilhar nas redes sociais, tendo ajustado o contraste para ficar muito mais parecido com o que seria visto a olho nu a partir do solo.

9 & 10 News

@9and10News

If you have allergies look away! You might just sneeze from watching this video.

Take a look at the pollen cloud this tree created in Hixson ,Tennessee.

Segundo o IFL Science, as condições secas e arejadas ajudaram o pólen a acumular-se no ambiente antes de ser arrastado pela chuvas fortes.

Vários estados do sul e do sudeste dos Estados Unidos estão actualmente a ser assolados por altos níveis de pólen, de acordo com o National Allergy Map. As cidades mais afectadas são Huntington, Louisville, Memphis, Lexington e Huntsville.

No entanto, este “inferno amarelo” tem sido impulsionado pelas alterações climáticas. Nos últimos anos, a maré de pólen que surge com o início da primavera tem aumentado. O mundo em aquecimento, devido às alterações climáticas induzidas pelo Homem, está a estender a “temporada do pólen”. Além disso, as plantas têm libertado mais pólen do que o normal.

Infelizmente, esta situação tem tendência a piorar. Tal como nos anos anteriores, 2019 tem o potencial de ser o pior ano de sempre, podendo causar um surto indesejável de pólen.

A névoa amarela nos céus norte-americanos é apenas mais um lembrete de que precisamos de nos manter fiéis ao Acordo de Paris e manter o aquecimento global nos mínimos possíveis.

ZAP //

Por ZAP
18 Abril, 2019

 

1847: Voo inaugural. Maior avião do mundo rasga o céu da Califórnia

Com seis motores, dois cockpits, 87 metros de comprimento e com uma envergadura de um campo de futebol americano, a aeronave voou pela primeira vez este sábado.

Um gigante da aviação levantou voo este sábado pela primeira vez. Considerado o maior avião do mundo, o aparelho da Stratolaunch System, empresa criada pelo co-fundador da Microsoft Paul Allen, que morreu no ano passado, “rasgou” os céus da Califórnia pela primeira vez.

Com 227 toneladas, dois cockpits e seis motores, o aparelho descolou do aeroporto de Mojave, na Califórnia, para o seu voo de teste e as imagens impressionam. Afinal, esta é uma aeronave com uma envergadura de um campo de futebol americano. De uma asa à outra mede 117 metros e tem quase 87 metros de comprimento.

© REUTERS/Gene Blevins

O novo gigante dos céus foi criado para lançar pequenos satélites na órbita baixa da Terra. “Seja qual for a carga útil, seja qual for a órbita, lançar o seu satélite no espaço será em breve tão fácil como reservar um voo aéreo”, garantiu o CEO da Stratolaunch, Jean Floyd, em 2018.

O avião servirá como uma alternativa mais barata para colocar novos satélites no espaço, uma vez que pode usar os aeroportos em vez de se limitar às plataformas de lançamento de foguetões e toda a infra-estrutura que é necessária e muito dispendiosa. Este mega-jacto também é mais barato porque gasta menos combustível do que um lançamento de foguetão tradicional.

O aparelho foi criado para transportar até três foguetões com satélites no centro da sua enorme asa, que podem ser lançados a 35 mil pés de altitude. Para aguentar este peso e, ao mesmo tempo, ser leve para voar, o avião foi feito em grande parte com fibra de carbono em vez de alumínio. Os seis motores foram originalmente desenhados para os Boeing 747, o mesmo acontece com as 28 rodas do trem de aterragem.

Este não foi, no entanto, o primeiro teste do avião da Stratolaunch. Em 2017 foram feitas experiências em terra no hangar do aeroporto de Mojave. Vão ser necessários mais testes até que o novo gigante dos céus possa ter a luz verde da Federal Aviation Administration. A empresa estima que o avião possa lançar o seu primeiro satélite para o espaço no próximo ano.

“É o maior avião do mundo. É tão grande que parece que não deveria poder voar”, afirmou à CNN Jack Beyer, fotógrafo aeroespacial do NASASpaceFlight.com.

View image on Twitter

Jack Beyer @thejackbeyer

At Mojave Air and Spaceport again this morning waiting on first flight of the world’s largest airplane, though I’m hearing it’s been called off for today. @Stratolaunch @NASASpaceflight

Diário de Notícias
13 Abril 2019 — 19:59

 

1802: Um campo nos EUA revela como foi o último dia dos dinossauros na Terra

CIÊNCIA

(dr) Robert DePalma / University of Kansas

Uma enorme ondulação num mar interno e uma chuva de esferas de vidro foram as condições às quais a biodiversidade continental ou marinha não conseguiu sobreviver na América do Norte.

Dinossauros e peixes morreram e foram enterrados numa questão de horas ou mesmo dezenas de minutos após a queda do asteróide Chicxulub.

Esta é a imagem apresentada na sexta-feira em comunicado da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, prevendo uma publicação futura da revista Proceedings of National Academy of Sciences. A imagem apocalíptica vem de um achado paleontológico – não de uma hipótese sobre o último dia dos dinossauros.

O paleontólogo Robert DePalma levou a cabo durante seis anos as escavações no depósito Tanis em Dakota do Norte, perto do município de Bowman, na formação geológica de Hell Creek. Os achados mostram que é um campo que demonstra o abate massivo num período de tempo tempo muito curto, após o impacto do Chicxulub no Golfo do México.

De acordo com o co-autor do estudo, os fósseis da área representam “o primeiro conjunto de mortes massivas de grandes organismos já encontrado” e correspondem à fronteira cretácea e paleogénica. A um tiranossauro rex e um tricerátops juntaram-se a uma variedade de mamíferos, um grande número de insectos e outros seres. Ali estão os esqueletos do extinto réptil Mosasaurus, moluscos amonites, esturjões e peixes-espátula.

Os peixes, muito mais bem conservados, têm algumas esferas de vidro com vários milímetros de diâmetro nas brânquias. Os cientistas têm a certeza de que guardam esses vestígios de um evento desastroso, como a chuva de rochas derretidas, enquanto nadavam com as bocas abertas. Eles estimam que na região, localizada a mais de 3.200 quilómetros da cratera, choveu cristal entre 45 minutos e uma hora após o impacto.

A camada de rocha sedimentar que cobria todo o conjunto de restos ósseos é rica em irídio, um elemento raro na crosta terrestre, mas não nos asteróides. Os cientistas acreditam que esta camada se acumulou devido a ondas gigantes – mas não propriamente um tsunami.

Na sua opinião, era mais provável que fosse um seicha, as típicas ondas estacionárias de um corpo de águas parcialmente fechadas expostas aos efeitos de um forte terremoto. Esse fenómeno ocorreria em Dakota antes de um tsunami atingir uma região tão distante do Golfo do México.

ZAP // Russia Today

Por ZAP
3 Abril, 2019

 

1792: Como era a Terra há 66 milhões de anos? Esta descoberta ajuda-nos a contar a história

Um grande conjunto de fósseis em excelente estado de conservação, encontrado no Dakota do Norte, nos Estados Unidos, pode permitir identificar espécies entretanto extintas

© ROBERT DEPALMA O grupo de cientistas da Universidade do Kansas, em trabalho de campo no depósito de Tanis

Há 66 milhões de anos, um asteróide de grandes dimensões (estima-se que tivesse entre 11 e 81 quilómetros de diâmetro) caiu no sudeste do México, perto da cidade de Chicxulub, alterando para sempre a vida na Terra. A teoria de que terá sido este evento a provocar a extinção dos dinossauros e de 75% das espécies animais e vegetais do planeta é hoje dominante. Ondas gigantescas – cuja dimensão é estimada em 1600 metros, o equivalente a cerca de 11 Torres Vasco da Gama, em Lisboa – terão tido consequências catastróficas.

O que tem este acontecimento a ver com o conjunto de fósseis “extremamente bem preservados” de animais e peixes encontrado por grupo de paleontologistas no estado-norte americano do Dakota do Norte, que fica a cerca de 3000 quilómetros de Chicxulub? Aparentemente, tudo. Num estudo publicado esta segunda-feira, os cientistas da Universidade do Kansas defendem que estes fósseis fazem parte de uma imensidão de seres vivos que morreu poucos minutos depois do impacto do asteróide. Toda a fauna marinha e terrestre do período Cretáceo terá sido soterrada por uma camada de sedimentos.

Os fósseis foram encontrados num depósito que dá pelo nome de Tanis, na formação de Hell Creek, um dos sítios mais famosos e intensamente estudados de fósseis de dinossauro. Foram encontrados vestígios de “peixes de água doce, vertebrados terrestres, árvores, ramos, troncos, amonóides [um grupo extinto de moluscos cefalópodes] e outras criaturas marinhas”, refere Robert DePalma, autor principal do estudo, ao jornal britânico “The Guardian”.

O óptimo estado de conservação dos fósseis poderá permitir identificar novas espécies de peixes e estudar melhor outras já classificadas. “A sedimentação aconteceu tão depressa que está tudo preservado em três dimensões – eles não estão esmagados”, assinala David Burnham, co-autor do estudo. Nas guelras dos peixes em melhor estado encontraram-se mesmo vestígios de esferas milimétricas de vidro (tectitos), possivelmente provenientes de uma chuva de rocha derretida.

“Estamos a analisar registos, passo a passo, de um dos momentos mais importantes da história da Terra. Em mais nenhum lugar há um registo deste tipo. Nada voltou a ser como dantes depois deste impacto. A Terra tornou-se um planeta de mamíferos em vez de um planeta de dinossauros”, resumiu Robert DePalma, que iniciou as escavações em Tanis em 2013.

msn notícias
João Pedro Barros
01/04/2019

 

1769: Astronautas norte-americanos podem regressar à Lua dentro de 5 anos

Administração de Donald Trump diz-se frustrada com os atrasos e os problemas de orçamento do programa da NASA para construir a próxima nave espacial SLS, cuja primeira viagem foi recentemente adiada para 2021

© Science & Society Picture Librar/Getty Expresso

O vice-presidente norte-americano, Mike Pence, anunciou nesta terça-feira que, dentro de cinco anos, os Estados Unidos irão enviar novamente um grupo de astronautas norte-americanos à Lua, no qual se inclui uma mulher. “De acordo com a ordem do Presidente, a política oficial da administração dos Estados Unidos quer promover o regresso dos astronautas norte-americanos à Lua, no prazo de cinco anos”, declarou Mike Pence, durante um discurso em Huntsville, Alabama, acrescentando que a primeira mulher a pisar a lua será americana.

A administração de Donald Trump diz-se frustrada com os atrasos e os problemas de orçamento do programa da NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) para construir a próxima nave espacial SLS, cuja primeira viagem foi recentemente adiada para 2021.

Mike Pence criticou a “inércia burocrática” da agência espacial e apelou a um “novo estado de espírito”, ameaçando que as futuras missões poderão ser entregues a uma estação privada, com foguetões comerciais, caso a NASA não esteja preparada no prazo estipulado. “Se as naves privadas são a única forma de levar os astronautas americanos de volta à Lua, então serão lançados foguetões privados”, ameaçou.

O responsável pela NASA, Jim Bridenstine, argumentou que a estação espacial fará os possíveis para cumprir o prazo estabelecido.

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, fez hoje uma série de recomendações ao Presidente Donald Trump que visam melhorar a competitividade do sector espacial dos Estados Unidos, abordando o problema da comunicação entre os satélites e a Terra. De acordo com um relatório enviado pelo ministério do Comércio, as autoridades federais americanas autorizaram, em Novembro passado, que a sociedade espacial ‘SpaceX’ colocasse 11.943 satélites em órbita destinados a fornecer uma conexão à Internet de alta velocidade para a década de 2020.

“Uma indústria satélite saudável, com acesso suficiente ao espectro de frequências, é vital para a competitividade mundial (…) dos Estados Unidos”, refere-se no relatório. As declarações dos dirigentes surgem a poucos meses da celebração do 50.º aniversário do primeiro homem a pisar o solo lunar, Neil Armstrong, em Junho de 1969.

msn notícias
Lusa
26/03/2019