5267: Estranhos terramotos revelam vulcões ocultos debaixo do deserto do Utah

CIÊNCIA/GEOLOGIA

Bureau of Land Management / Flickr

Duas estranhas sequências de terramotos, em Setembro de 2018 e Abril de 2019, chamaram a atenção dos cientistas para o deserto de Black Rock, no estado norte-americano do Utah.

As sequências de sismos, que incluíram os terramotos principais e os seus tremores secundários, foram muito diferentes do terramoto Magna, que sacudiu a Wasatch Front em 2020, e outros terramotos no Utah.

Os sismos de magnitude 4,0 e 4,1 no deserto de Black Rock foram captados pela Rede Sísmica Regional do Utah e pela implantação de equipamento sísmico temporário nas proximidades, que monitorizava um poço geotérmico do Utah FORGE, um projecto geotérmico experimental financiado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos e controlado pela Universidade do Utah, a cerca de 30 quilómetros a sul do deserto.

Terramotos neste deserto são raros e capturar as gravações sísmicas fornece um vislumbre do sistema vulcânico do deserto de Black Rock que, embora não mostre nenhum sinal de erupção, ainda está activo.

A rede temporária permitiu que os investigadores detectassem mais tremores secundários do que o normal. A rede regional, por exemplo, detectou 19 terramotos como parte da sequência de Abril de 2019. Porém, a densa rede temporária detectou 35 terramotos.

As sequências mostraram algumas características que as diferenciam da sequência do Magna 2020 e de outras sequências de terramotos no Utah. Enquanto o terramoto Magna ocorreu a uma profundidade de cerca de 9,5 quilómetros abaixo da superfície, uma profundidade típica para terramotos no Utah, os sismos de Black Rock foram muito mais rasos – cerca de 2,4 quilómetros abaixo da superfície.

“Como estes terramotos eram muito rasos, conseguimos medir a deformação da superfície [devido aos terramotos] usando satélites, o que é muito incomum para terramotos tão pequenos”, explicou Maria Mesimeri, investigadora nas Estações Sismográficas da Universidade do Utah, em comunicado.

Mesimeri e os seus colegas descobriram ainda que os terramotos produziram energia sísmica de frequência muito mais baixa do que a normalmente observada.

Além disso, um dos principais tipos de ondas sísmicas, ondas transversais ou ondas S, não foi detectado nas sequências do Black Rock.

Todos estes sinais sugerem que as sequências Black Rock tinham uma origem muito diferente da sequência Magna, que foi gerada pelo movimento da falha Wasatch.

Segundo os geólogos, os terramotos de Black Rock podem ter sido gerados pela actividade contínua no campo vulcânico de Black Rock.

As montanhas Wasatch formam a margem oriental de uma região chamada província de Basin and Range, que se estende a oeste até Sierra Nevada. A província está a expandir-se por placas tectónicas e esse alongamento afina a crosta, permitindo que mais calor suba do interior da Terra. Na área de Black Rock, esse calor resultou na erupção de lava basáltica há cerca de nove mil a 12 mil anos.

“As nossas descobertas sugerem que o sistema ainda está activo e que os terramotos foram provavelmente resultado de movimento relacionado com os fluidos na área geral”, afirmou Mesimeri, referindo-se ao potencial magma ou água aquecida. “Os terramotos podem ser o resultado da compressão do fluido através da rocha ou o resultado da deformação do movimento do fluido que stressou as falhas da superfície”.

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Actividade num campo vulcânico, contudo, não significa erupção. Segundo a investigadora, não há evidências de que qualquer erupção seja iminente no Deserto de Black Rock.

No entanto, é uma área que os geo-cientistas podem querer monitorizar um pouco mais de perto. “Os resultados mostraram-nos que devemos dar mais atenção à área de Black Rock”, disse Mesimeri. “Precisamos de melhorar a monitorização sísmica e vulcânica nesta área para estarmos cientes das pequenas mudanças que podem ocorrer.”

Este estudo foi publicado em Fevereiro na revista científica Geophysical Research Letters.

Por Maria Campos
6 Março, 2021


‘Ice age’ horse skeleton found in Utah backyard isn’t what we thought

SCIENCE/PALEONTOLOGY

The horse’s fractured vertebrae showed signs of riding

After unearthing its skeleton, researchers initially thought this horse dated to the last ice age. New analyses showed otherwise.
(Image: © Bridger Hill)

The skeletal remains of a “wild” female horse found buried in a big ancient lake in Utah and thought to date back 16,000 years to the last ice age are actually no older than 340 years old, a new study finds.

The bones, unearthed by landscapers in a Lehi, Utah backyard in 2018, were initially dated to a period that ended roughly 11,700 years ago. But after analyzing the horse’s remains, scientists realized that the hoofed beast was actually a domestic horse that lived much more recently.

The initial age of the horse remains suggested this mare was wild; such horses lived in North America from about 50 million to 10,000 years ago, disappearing around the same time that other large animals, including mammoths, short-faced bears, dire wolves and giant sloths went extinct at the end of the last ice age. (It’s likely that a combination of climate change and human interaction led to their demise, research shows.) However, the new findings suggest this horse — which died when it was about 12 years old — was domestic, dating to post-Columbian times, after the Spanish introduced the domestic horse (Equus caballus) to the Americas starting in the 16th century.

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Many Indigenous people who lived in the Americas “swiftly integrated” these European horses into their cultures and economies, the researchers wrote in the study. This mare, known as the Lehi horse, was no exception; it was likely raised, looked after and ridden by Indigenous people who lived in what is now Utah, possibly by a member of the Ute or Shoshone communities, study lead author William Taylor, an assistant professor of anthropology at the University of Colorado Boulder, told Live Science.

“The Lehi horse shows us that there is an incredible archaeological record out there of the early relationship between Indigenous people and horses — a record that tells us things not written in any European histories,” said Taylor, who is also a curator of archaeology at the University of Colorado Museum of Natural History, and just created a digital museum exhibit about horses in the ancient American West.

Paleontologist Rick Hunter excavates the Lehi horse skeleton from a backyard in Utah. (Image credit: Bridger Hill)

Researchers examine the horse’s remains in the lab. (Image credit: William Taylor)

Researchers make a 3D scan of the Lehi horse’s bone. (Image credit: William Taylor)

“Epoch” mix-up

The mix-up happened because Indigenous people buried the horse in a pit surrounded by lake sediments dating to 14,000 to 16,000 years ago.

However, new radiocarbon dating of the actual bones and clues from the Lehi horse’s anatomy and DNA now indicate that the mare lived more recently. But because the radiocarbon sample didn’t give an exact result, “we can only say that this horse died sometime after 1680,” likely before the European settlers permanently moved into the Salt Lake region during the mid-19th century, Taylor said.

In addition, Taylor and colleagues found fractures on the horse’s spine that suggest someone had repeatedly ridden the horse — either bareback or with a soft saddle pad — banging up on down on the horse’s lower back. Those fractures are a “kind of feature that is pretty rare in a wild animal,” Taylor said. “Once we looked closer, we found other clues, including severe arthritis — and ultimately, genetic data helped us to confirm this idea” that the horse was the domestic horse Equus caballus, not an ice age wild equid.

Despite the mare’s injuries, people cared for the horse, possibly because they wanted to breed her with local stallions, the researchers said in the study, which was published online Feb. 4 in the journal American Antiquity.

In addition, an analysis of the isotopes (a variation of an element) in the horse’s tooth enamel revealed that it drank water and ate vegetation in the Wasatch Front region of Utah, suggesting “that the horse was raised and tended locally … near where it was found,” the researchers wrote in the study.

Originally published on Live Science.
By Laura Geggel – Editor
16/02/2021


4969: Físicos propõem método para extrair energia de buracos negros (e pode ser usado pela humanidade no futuro)

CIÊNCIA/FÍSICA/BURACOS NEGROS/ASTROFÍSICA

NASA / CXC / M. Weiss

Dois físicos do Chile e dos Estados Unidos acreditam que, um dia, os humanos poderão aproveitar a enorme energia que os buracos negros abrigam para seu proveito.

A teoria da relatividade geral de Einstein – que conecta espaço, tempo e gravidade – previa que buracos negros em rotação têm enormes quantidades de energia.

Nos últimos 50 anos, os cientistas tentaram criar métodos para libertar esse poder. O físico Roger Penrose teorizou que a desintegração de uma partícula poderia extrair energia de um buraco negro. Stephen Hawking propôs que os buracos negros poderiam libertar energia através da emissão da mecânica quântica. Já Roger Blandford e Roman Znajek sugeriram o torque electromagnético como o principal agente de extracção de energia.

Agora, os físicos Luca Comisso, da Universidade de Columbia, e Felipe Asenjo, da Universidad Adolfo Ibáñez, encontraram uma nova forma de extrair energia de buracos negros, quebrando e reunindo linhas de campo magnético perto do horizonte de eventos, o ponto de onde nada consegue escapar à atracção gravitacional do buraco negro.

“Os buracos negros são normalmente cercados por uma ‘sopa’ quente de partículas de plasma que carregam um campo magnético”, disse Luca Comisso, em comunicado. “A nossa teoria mostra que, quando as linhas do campo magnético se desconectam e se reconectam, da forma certa, podem acelerar as partículas de plasma para energias negativas e grandes quantidades de energia de buraco negro podem ser extraídas.”

Esta descoberta pode permitir aos astrónomos estimar melhor a rotação dos buracos negros, conduzir as emissões de energia dos buracos negros e pode até fornecer uma fonte de energia para as necessidades de uma civilização avançada, segundo Comisso.

Comisso e Asenjo construíram a teoria com base na premissa de que a reconexão de campos magnéticos acelera as partículas de plasma em duas direcções diferentes. Um fluxo de plasma é empurrado contra a rotação do buraco negro, enquanto o outro é impulsionado na direcção do buraco negro e pode escapar, o que liberta energia se o plasma engolido pelo buraco negro tiver energia negativa.

“É como se uma pessoa perdesse peso a comer doces com calorias negativas”, disse Comisso, que explicou que um buraco negro perde energia ao comer partículas de energia negativa. “Isso pode parecer estranho, mas pode acontecer numa região chamada ergosfera, onde o contínuo do espaço-tempo gira tão depressa que todos os objectos giram na mesma direcção do buraco negro”.

Dentro da ergosfera, a reconexão magnética é tão extrema que as partículas de plasma são aceleradas a velocidades próximas da velocidade da luz. Segundo Asenjo, a alta velocidade relativa entre os fluxos de plasma capturados e em fuga é o que permite ao processo proposto extrair grandes quantidades de energia do buraco negro.

“Calculamos que o processo de energização de plasma pode atingir uma eficiência de 150%, muito maior do que qualquer central na Terra”, disse Asenjo. “Alcançar uma eficiência superior a 100% é possível porque os buracos negros libertam energia, que é dada gratuitamente ao plasma que escapa do buraco negro.”

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Este processo de extracção de energia pode já estar a acontecer num grande número de buracos negros. Isso pode estar a causar erupções dos buracos negros – explosões poderosas de radiação que podem ser detectadas da Terra.

Para os investigadores, a mineração de energia de buracos negros pode ser a resposta para as nossas necessidades futuras de energia. “Daqui a milhares ou milhões de anos, a humanidade poderá sobreviver ao redor de um buraco negro sem aproveitar a energia das estrelas”, disse Comisso. “É um problema essencialmente tecnológico. Se olharmos para a física, não há nada que o impeça”.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica Physical Review D.

Por Maria Campos
19 Janeiro, 2021


4921: Artefactos da missão Apollo na Lua estão agora protegidos por lei

CIÊNCIA/LUA/NASA

Buzz Aldrin, astronauta da missão Apollo 11, caminha na superfície lunar perto do módulo Eagle

Os Estados Unidos promulgaram no passado dia 31 a sua primeira legislação que exige que as empresas norte-americanas e outras entidades que trabalhem com a NASA em prol de novas missões à Lua evitem perturbar os vestígios deixados pelas missões Apollo há cerca de 50 anos.

One Small Step to Protect Human Heritage in Space Act” (Um Pequeno Passo para Proteger a Herança Humana no Espaço” tornou-se lei no último dia de 2020.

“Há muito que defendo que a preservação dos artefactos da Apollo tem profundo valor cultural, histórico e científico, não apenas para os Estados Unidos, como para a toda a Humanidade”, afirmou o presidente do Congresso Democrata do Estado do Texas, Eddie Bernice Johnson, que é também membro do Comité de Ciência Espaço e Tecnologia da Câmara dos Representantes, citado em comunicado.

A nova lei determina que a agência espacial norte-americana exija que as futuras missões à Lua sejam levadas a cabo sob a sua supervisão, de modo a estas que sejam cumpram uma série de recomendações de “boas práticas para proteger e preservar o valor histórico e científicos dos artefactos lunares do Governo dos Estados Unidos”.

A legislação sugere as trajectórias que as naves espaciais devem seguir para descer até à superfície da Lua e define “zonas de exclusão” para evitar a alteração acidental ou propositada dos locais de alunagem da Apollo e dos objectos deixados pelos astronautas norte-americanos durante o Programa Apollo.

“É importante que a NASA e os Estados Unidos liderem o caminho para a criação de um comportamento responsável no Espaço e esta legislação para preservar a nossa herança humana é, por si só, um pequeno passo na prática desta liderança”, sustentou Johnson.

As próximas missões à Lua devem, por isso, alunar em áreas diferentes daquelas que foram utilizadas durante a missão Apollo. Entre 1969 e 1972, seis missões do Programa Apollo pousaram na superfície do satélite natural da Terra, levando com sucesso os primeiros Humanos até à Lua: Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins.

Até hoje, apenas 12 homens já pisaram a Lua.

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Sara Silva Alves, ZAP //

Por Sara Silva Alves
7 Janeiro, 2021


4909: De azul para amarelo e verde. Rios norte-americanos estão a mudar de cor

CIÊNCIA/HIDROLOGIA/AMBIENTE

(dr) The Color of US Rivers

Nos últimos 36 anos, um terço dos rios norte-americanos mudou significativamente de cor, passando de uma tonalidade azul para amarelo e verde, segundo imagens de satélite.

De acordo com o Live Science, uma equipa de investigadores analisou 235.000 imagens de satélite – obtidas num período de 34 anos entre 1984 e 2018 – da NASA e do programa Landsat do U.S. Geological Survey (USGS). A mudança da cor dos rios norte-americanos pode ser observada num mapa interativo que pode ser consultado aqui.

Apenas 8% das imagens de satélite mostram rios que mantêm a sua cor azul, sendo que mais de metade das imagens mostram uma tonalidade predominantemente amarela. Há também vários rios com uma tonalidade verde.

John Gardner, principal autor do artigo científico publicado recentemente na Geophysical Research Letters e investigador no laboratório de hidrologia global da Universidade da Carolina do Norte, disse ao portal que “a maioria dos rios está a mudar gradualmente” e que as mudanças “não são perceptíveis ao olho humano”.

Ainda assim, o cientista realçou que as mudanças nas áreas que alteram mais rapidamente “são, muito provavelmente, causadas pelo Homem“.

A tonalidade dos rios altera consoante a quantidade de sedimentos suspensos, algas, poluição ou matéria orgânica dissolvida na água. Regra geral, a água de um rio fica verde conforme mais algas florescem ou quando a água carrega menos sedimentos; e tende a ficar amarela quando carrega mais sedimentos.

“Sedimentos e algas são importantes”, referiu Gardner. “Mas muita ou pouca quantidade de qualquer um deles pode ser prejudicial.”

Mais da metade dos rios analisados (55%) variaram na cor ao longo do tempo, mas sem uma tendência clara. Apenas 12% apresentava uma cor constante. No norte e no oeste dos Estados Unidos, os rios tenderam a ficar mais verdes, enquanto que nas regiões orientais do país, os rios tenderam a ficar amarelos.

Hidrovias maiores, como a Bacia de Ohio e a Bacia do Alto Mississipi, também se tornaram azul-esverdeadas. “Grandes tendências para amarelo ou verde podem ser preocupantes”, mas tudo “depende do rio”.

Algumas imagens de satélite revelaram pontos críticos onde a influência humana – como represas, reservatórios, agricultura e desenvolvimento urbano – pode estar a alterar a cor de alguns rios. Contudo, essas mudanças não são necessariamente permanentes.

Apesar de a cor do rio não fornecer dados precisos sobre a qualidade da água ou a saúde do ecossistema, é um bom indicador de ambos.

Por Liliana Malainho
4 Janeiro, 2021


4872: Mais um. Misterioso monólito (agora de gengibre) surge em São Francisco no Dia de Natal

INSÓLITOS/MONÓLITOS

A aparição dá continuidade à recente tendência de surgimento de monólitos reminiscentes do seu famoso congénere de 2001: Odisseia no Espaço um pouco por todo o lado.

Nos “Cumes de Corona”, bem acima da cidade de São Francisco foi onde surgiu o monólito de gengibre, como que em comemoração do Natal e desafio ao coronavírus
© Josh Ackerman / Twitter

Foi em pleno Dia de Natal, no Parque de Corona Heights, em São Francisco, que de repente pareceu ter-se materializado mais um misterioso monólito… desta vez feito das célebre iguaria natalícia norte-americana que é o biscoito de gengibre ou gingerbread.

Com mais de um metro de altura e em forma de uma coluna triangular, o monólito é composto por rectângulos de massa de biscoito de gengibre colado com cobertura glacé de pasteleiro. O que, no interior da estrutura, segura a misteriosa construção só se saberá quando o biscoito acabar por se desfazer em migalhas.

É esse, aliás o destino que parece aguardar o invulgar “monumento”, de acordo com as declarações de Phil Ginsburg, gestor do departamento de Entretenimento e Parques da cidade de São Francisco, citado em notícia da BBC.

O aparecimento do monólito de gengibre surge no seguimento de outros fenómenos recentes ocorridos em diversas partes do mundo, desde o deserto do Utah, à Califórnia e à Roménia, naquilo que é já considerado uma tendência de 2020, reminiscente daquele que surge em momentos-chave da evolução da Humanidade no filme 2001: Odisseia no Espaço.

Os residentes reagiram com satisfação e muitos têm acorrido ao local pare testemunharem de preto insólito acontecimento. e, para comprovar que se tratava mesmo de um monólito de gengibre, houve quem se afoitasse a dar uma lambidela na sua superfície.

Na notícia publicada pela BBC dá-se conta, por exemplo, do desvio que o residente Josh Ackerman, gestor de produto, fez no seu percurso de corrida matinal só para comprovar que o que vira nas redes sociais era mesmo verdade.

E Jeffrey Tumlin, outro habitante local, disse no Twitter tratar-se este de um verdadeiro ato de desafio de SF, fazendo o trocadilho entre a abreviatura de São Francisco e do termo ficção científica em inglês, referindo-se à sua localização em Corona Heights ou, traduzindo, os Cumes de Corona, numa alusão ao coronavírus.

Diário de Notícias
DN
26 Dezembro 2020 — 21:29


EUA baptizam de “guardiões” os membros da sua Força Espacial

MUNDO

A Força Espacial dos EUA tornou-se um ramo militar independente em 20 de Dezembro de 2019, depois de ter sido constituída segundo a denominação Comando Espacial da Força Aérea, em 1982.

O emblema da Força Espacial numa decoração da árvore de Natal da Casa Branca.
© Drew Angerer / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

O vice-presidente norte-americano, Mike Pence, anunciou que os membros da Força Espacial dos EUA serão doravante conhecidos como “guardiões”, a propósito do primeiro aniversário desse novo ramo das forças armadas.

“Em nome do presidente dos Estados Unidos [Donald Trump], tenho a honra de anunciar que, doravante, os homens e as mulheres da Força Espacial dos Estados Unidos serão conhecidos como guardiões. Soldados, marinheiros, aviadores, ‘marines’ [fuzileiros navais] e guardiões vão defender a nossa nação nas gerações por vir”, declarou o vice-presidente norte-americano, Mike Pence.

A decisão foi anunciada durante um evento para avaliar o desenvolvimento do mais recente sector militar do país.

Depois de ter derrotado o presidente ainda em funções nas eleições de 3 de Novembro, o presidente eleito Joe Biden não divulgou ainda quais os planos da próxima administração para a Força Espacial.

A Força Espacial dos Estados Unidos tornou-se um ramo militar independente em 20 de Dezembro de 2019, depois de ter sido constituída segundo a denominação Comando Espacial da Força Aérea, em 1982.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Dezembro 2020 — 10:02

Força Espacial dos EUA usa logótipo de Star Trek? Internautas dizem que sim


4823: Criado novo relógio atómico capaz de chegar aos maiores mistérios da física

CIÊNCIA/FÍSICA

National Institute of Standards and Technology

Cientistas do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, criaram um novo tipo de relógio atómico que poderá iluminar segredos da física até agora impossíveis de descobrir.

Os relógios atómicos são os instrumentos de medição de tempo com maior precisão do mundo: usam lasers para medir as vibrações dos átomos, que oscilam numa frequência constante, como se fossem pêndulos microscópicos sincronizados.

Os melhores relógios são tão exactos que, se tivessem começado a funcionar desde o princípio do Universo, há 13.800 milhões de anos, hoje só estariam atrasados cerca de meio segundo.

No entanto, se conseguissem ser mais precisos, conseguiriam até detectar fenómenos como a matéria negra e as ondas gravitacionais e permitir aos cientistas responder a perguntas que desafiam a mente: que efeito terá a gravidade na passagem do tempo? O tempo muda à medida que o Universo envelhece?

A proposta dos físicos do MIT, revelada esta quarta-feira num artigo publicado na revista Nature, é construir um relógio atómico que mede não só um conjunto de átomos na sua coreografia oscilante, mas átomos que estão “entrelaçados quanticamente”. Na física quântica, essa noção significa que duas partículas estão ligadas de tal forma que o que acontece com uma afecta a outra, mesmo que estejam em lados opostos do Universo.

Este conceito permitiria medir as vibrações atómicas com maior precisão e chegar ao tempo exacto 4 vezes mais depressa do que os relógios atómicos convencionais, alegam os investigadores.

Segundo o principal autor do estudo, Edwin Pedrozo-Peñafiel, do Laboratório de Investigação em Electrónica do MIT, os relógios que conseguirem medir os átomos entrelaçados só se atrasariam, em todo a história do Universo, apenas 100 milissegundos.

As vibrações atómicas são os acontecimentos periódicos mais precisos que os seres humanos conseguem observar: por exemplo, um átomo de césio oscila exactamente à mesma frequência do que outro átomo de césio, explica um comunicado do MIT.

Para medir o tempo de forma perfeita, idealmente os relógios mediriam as oscilações de um único átomo, mas a essa escala, uma única partícula é tão pequena que se comporta conforme as leis misteriosas da mecânica quântica.

Assim, quando é medido, um átomo comporta-se como uma moeda atirada ao ar: só se consegue prever a probabilidade de aparecer um lado ou outro depois de muitas tentativas, uma limitação designada como o limite quântico padrão.

“Quando se aumenta o número de átomos, a média de todos eles contribui para nos aproximarmos do valor correto”, afirmou o investigador do MIT.

É por isso que os relógios atómicos actuais usam um gás composto por milhares de átomos do mesmo tipo, mas, mesmo assim, ainda há alguma incerteza em relação às suas frequências individuais.

No novo relógio que criaram, os investigadores juntaram cerca de 350 átomos entrelaçados do metal itérbio, que oscilam à mesma alta frequência da luz visível, o que quer dizer que cada átomo vibra cerca de 100.000 vezes mais por segundo do que um átomo de césio.

Medir as oscilações do itérbio tornará possível distinguir intervalos de tempo ainda mais pequenos do que com os relógios atómicos convencionais.

ZAP // Lusa

Por ZAP
18 Dezembro, 2020


4748: Lembra-se do misterioso monólito do deserto do Utah? Agora apareceu outro na Califórnia

CIÊNCIA/INSÓLITOS

Um objecto idêntico (mas não mesmo) foi encontrado em Atascadero, na Califórnia, no topo de uma montanha.

Continua o mistério do monólito de metal. Depois de ter aparecido e desaparecido há dias do deserto do Utah, nos Estados Unidos, uma placa de metal idêntica foi encontrada esta semana em Atascadero, na Califórnia, no topo de uma montanha.

De acordo com o jornal The Guardian, o objecto foi descoberto por um turista e tornou-se já num caso de sério de popularidade, com centenas de pessoas a rumarem à montanha para tirarem fotografias ao misterioso monólito.

O primeiro monólito foi encontrado no deserto do Utah a 18 de Novembro, por um biólogo que sobrevoava o local de helicóptero. O estranho objecto de metal brilhante foi colocado no solo entre as rochas avermelhadas em pleno deserto, medindo cerca de 3,6 metros de altura.

Na altura surgiram várias teorias de que poderia ter sido ali colocado por extraterrestres ou por um fã do filme de ficção científica de Stanley Kubrick, “2001: Odisseia no Espaço”.

Na sexta-feira, entretanto, o misterioso monólito desapareceu do deserto do Utah. O Gabinete de Gestão de Terras disse na altura que tinha recebido “notícias credíveis” de que o objecto tinha sido removido por “desconhecidos”.

Continua assim por esclarecer a origem deste estranho objecto de metal. Mas segundo o The New York Times, uma testemunha viu um grupo de quatro homens na última sexta-feira a remover o monólito do local no deserto do Utah. Um deles terá mesmo gritado para os outros para não deixarem pistas.

De acordo com o o The Guardian, este monólito encontrado agora numa montanha de Atascadero não é o mesmo que foi visto no deserto do Utah. Aliás, há umas semanas foi também visto um objecto semelhante nas montanhas da Roménia. O mistério vai assim continuar…

Diário de Notícias
03 Dezembro 2020 — 10:35


4743: Desvendado o mistério do desaparecimento do monólito do Utah (mas persiste o grande enigma)

CIÊNCIA/MONÓLITO/UTAH

@davidsurber_ / Instagram
Misterioso monólito de metal descoberto no meio do deserto do Utah.

Não foram extraterrestres! O desaparecimento do misterioso monólito encontrado no deserto do Utah, nos EUA, teve mão humana e até há a imagens que o confirmam. Mas ainda não se sabe quem pôs o objecto no local e outro monólito encontrado na Roménia, também desapareceu.

O mistério em torno do monólito encontrado no meio do deserto do Utah, no passado mês de Novembro, continua com mais um episódio caricato.

Depois de ter aparecido do nada e de ter desaparecido da mesma forma misteriosa, sabe-se agora como é que o objecto foi removido do local. E não há nada de metafísico no processo, embora a identidade dos elementos que o fizeram não esteja confirmada.

No YouTube, foi divulgado um vídeo que mostra o momento em que foi retirada a peça, sem explicar os contornos da situação.

O fotógrafo Ross Bernards e um amigo que se encontravam no local a admirar a estrutura de metal e a tirar fotografias, contam que foram quatro homens que a retiraram na passada sexta-feira à noite, 27 de Novembro.

“Um meme da Internet a morrer na vida real”

No seu perfil do Instagram, Bernards revela que fez uma viagem de “seis horas”, com “três amigos”, e que passaram por “um mar de carros” a caminho do local.

Quando estavam sozinhos na zona, surgiu o grupo de quatro homens que conseguiu empurrar o monólito para o chão e separá-lo em partes, levando-as num carrinho de mão.

“É por isto que não se deve deixar lixo no deserto“, terá dito um dos homens, segundo revela Bernards ao New York Times (NYT).

“À medida que saíam com as peças, um deles disse, ‘Não deixem vestígios’“, relata ainda o fotógrafo aventureiro ao jornal, numa entrevista por telefone, onde alega que não fotografou os rostos dos homens porque não quis “começar um confronto”.

Já um dos amigos que estava com Bernards, Michael Newlands, explica à ABC News que “foi como ver um meme da Internet a morrer na vida real“.

“Devem ter levado, no máximo, 10 ou 15 minutos para derrubarem o monólito e retirá-lo”, destaca Newlands, salientando que não sabiam “quem eles eram” e que, por isso, não iam fazer “nada para impedi-los”.

No seu perfil do Instagram, onde mostra as fotografias que tirou à estrutura antes da sua remoção, Bernards dá a entender que concorda com o acto.

“A Mãe Natureza é uma artista” e “é melhor deixar a arte na natureza para ela”, escreve.

Bernards destaca que havia “pelo menos, 70 carros diferentes (e um avião) a entrar e sair” da zona quando deixou o local com os amigos, bem como “carros a estacionarem em todo o lado na delicada paisagem do deserto” e “pessoas a tentarem chegar até ele, de todas as direcções”, “a alterarem permanentemente a paisagem intocada“.

Em nome da protecção das “terras públicas”

Um dos alegados autores da remoção do monólito será um guia turístico local, Sylvan Christensen, que defende o acto como uma forma de proteger a zona, não apenas do atentado ambiental que a estrutura constituía, mas sobretudo do número crescente de pessoas que se deslocavam lá para a ver.

Esta terra não estava preparada para a mudança de população (especialmente durante uma pandemia)”, destaca Christensen numa nota citada pelo jornal Daily Mail.

Removemos o Monólito de Utah porque há precedentes claros de como compartilhamos e padronizamos o uso das nossas terras públicas, da vida selvagem natural, das plantas nativas, das fontes de água doce e dos impactos humanos sobre elas”, destaca o guia.

“O desmantelamento do Monólito de Utah é trágico – e se acha que estamos orgulhosos, não estamos. Estamos desapontados“, refere ainda Christensen, considerando que o grupo apoia “a arte e os artistas” e que “as falhas éticas do artista” na instalação da estrutura “não chegaram, nem perto, dos danos causados pelo sensacionalismo da Internet e a consequente reacção do mundo”.

“As pessoas chegaram de carro, de autocarro, de carrinha, helicóptero, aviões, comboios, motas e e-bikes e não há sequer um parque de estacionamento”, queixa-se Christensen, destacando que “não há casas de banho” no local e que “fazer cocó no deserto é uma contravenção”.

“Não há trilhos marcados, baldes do lixo e não é uma área para uso de grupos”, sublinha ainda.

“Encorajamos os artistas a criar, os gestores de terras a gerir e a comunidade a assumir a responsabilidade pelas suas acções e propriedade”, constata também, concluindo que é necessário que surja “um movimento massivo em direcção à educação sobre o uso e gestão das terras”.

O Gabinete de Gestão de Terras do Utah já lamentou que o monólito tenha gerado problemas de lixo no deserto, deixado pelas centenas de visitantes.

Entretanto, o gabinete do Xerife revela que não está a investigar o caso por se tratar de uma “propriedade privada” e pelo facto de ninguém ter assumido que era o dono da mesma, nem ter feito queixa pelo seu desaparecimento.

Mas, afinal, quem deixou o monólito no deserto?

No meio disto tudo, persiste, portanto, o enigma de quem deixou o monólito no meio do deserto.

Houve especulações de que seria obra de uma espécie de “Banksy do deserto” que seria também responsável pela sua retirada.

Mas uma das teorias mais abordadas aponta para que seja uma ideia desenvolvida pelo escultor John McCracken que morreu em 2011.

Todavia, a galeria de arte David Zwirner, responsável por acolher trabalhos do artista, já veio garantir que o monólito “não é um trabalho de John McCracken“.

Entretanto, o monólito idêntico ao do Utah que apareceu na Roménia também desapareceu.

A estrutura foi encontrada num local arqueológico, próximo da fortaleza de Petrodava que foi usada pelo antigo povo daciano, e terá sido removida no domingo à noite. Não se sabe por quem, mas há testemunhos locais que referem ter visto “luzes estranhas” na zona, de acordo com os media romenos.

O presidente da Câmara de Piatra Neamt, a cidade romena onde foi localizado o monólito, já veio avançar, com bom humor, a hipótese de terem sido “alguns adolescentes alienígenas, travessos e assustadores, a saíram de casa com os OVNIs dos seus pais” para começarem “a plantar monólitos de metal ao redor do mundo”.

Numa publicação no Facebook, o autarca Andrei Carabelea diz ainda que se sente “honrado” por terem escolhido a sua cidade. Mas “teria apreciado mais o seu gesto ousado se tivessem seguido as regras e as etapas legais para obter uma licença de construção”, sustenta.

Carabelea também frisa que está a tentar “esclarecer a situação jurídica do monólito” e a “descobrir os imprudentes” que lá o deixaram, mas promete que as autoridades serão “tolerantes” para com eles, caso o objecto “atraia mais turistas”.

A terminar, o autarca sustenta que o monólito é a prova de que Piatra Neamt é uma cidade “especial”, “para terrestres e (talvez) não só”.

SV, ZAP //

Por SV
2 Dezembro, 2020


4733: Desapareceu tão misteriosamente como apareceu o monólito do deserto do Utah (e apareceu outro na Roménia)

CIÊNCIA/DESCONHECIDO

@davidsurber_ / Instagram
Misterioso monólito de metal descoberto no meio do deserto do Utah.

O monólito de metal descoberto, na semana passada, no meio do deserto do Utah, nos EUA, desapareceu sem deixar rasto. O mistério adensa-se em torno do objecto que alguns já apelidaram de “extraterrestre”, até porque apareceu outro semelhante na Roménia. 

A estrutura de metal com três lados e mais de 3 metros de altura foi descoberta por elementos do Departamento de Segurança Pública do Utah, no passado dia 18 de Novembro, enquanto supervisionavam a presença de carneiros selvagens no meio do deserto Red Rock.

Mas o estranhou objecto desapareceu sem deixar pistas, adensando o mistério.

O gabinete federal de Gestão de Terras do Utah destaca no seu perfil do Facebook que recebeu “relatos credíveis” de que a “estrutura instalada ilegalmente” foi “removida” do local por “parte desconhecida”.

Assegurando que não removeu o objecto que considera “propriedade privada”, a entidade aponta que a estrutura foi retirada do local por “uma pessoa ou um grupo”, na “noite de 27 de Novembro”.

Bureau of Land Management – Utah

Here is our official statement on the rumors surrounding the “#Monolith:” We have received credible reports that the illegally installed structure, referred to as the “monolith” has been removed from Bureau of Land Management (BLM) public lands by an unknown party. The BLM did not remove the structure which is considered private property. We do not investigate crimes involving private property which are handled by the local sheriff’s office. The structure has received international and national attention and we received reports that a person or group removed it on the evening of Nov. 27.”

Já o Departamento de Segurança Pública do Utah anuncia no seu perfil do Instagram que o monólito “desapareceu”, como cita o New York Times (NYT).

“Quase tão depressa como apareceu, agora desapareceu”, sustenta este Departamento, brincando que “se pode especular” se foram extraterrestres a levarem-no de volta, de acordo com a transcrição do NYT.

O porta-voz do Departamento, Nick Street, tinha revelado, na semana passada, que o monólito estava embutido na rocha.

“Alguém se deu ao trabalho de usar algum tipo de ferramenta de corte de cimento ou algo para cavar, quase na forma exacta do objecto, e encaixá-lo muito bem”, apontou, considerando que era “estranho”.

“Há estradas próximas, mas transportar os materiais para cortar a rocha e transportar o metal que tem mais de 3,6 metros em secções, fazer isso tudo, naquele local remoto, é definitivamente interessante“, disse ainda Nick Street.

Encontrado misterioso monólito de metal no meio do deserto do Utah (aeiou.pt)

As autoridades acreditam que o objecto é uma obra de arte, mas não se sabe de quem.

Há especulações de apontam que pode ser obra do escultor John McCracken que era fã de ficção científica e que morreu em 2011.

O filho do artista, Patrick McCracken, revela ao NYT que o pai lhe disse, em 2002, que “gostaria de deixar a sua arte em locais remotos para ser descoberta mais tarde”.

Apesar de as autoridades não terem revelado o local onde o objecto foi encontrado, várias pessoas chegaram à sua localização. Uma delas foi o explorador amador David Surber que tirou fotografias e fez vídeos do objecto para divulgar online.

Surber mostrou aos seus seguidores nas redes sociais que o monólito não era sólido, nem magnético e que parecia “uma caixa de cartão” quando lhe batia. Também partilhou instruções sobre a forma como chegar ao monólito.

“No final de contas, seja extraterrestre ou feito por expressão artística, o monólito deu uma oportunidade a milhares de pessoas de se unirem em torno de algo positivo novamente. “Foi uma boa fuga de toda a negatividade que experimentamos em 2020″, salienta Surber num email enviado à CNN.

A investigação ao desaparecimento do objecto está agora a cargo do xerife local.

Monólito semelhante foi encontrado na Roménia

Entretanto, chegam relatos da Roménia da descoberta de um monólito semelhante na colina de Batca Doamnei, em Piatra Neamt, no norte do país.

O Daily Mail revela que a estrutura foi encontrada neste local na passada quinta-feira, 26 de Novembro, situada a alguns metros de distância da Fortaleza Dácia de Petrodava, um conhecido local arqueológico que reporta ao antigo povo daciano.

Um dos lados da estrutura aponta para o Monte Ceahlau que é conhecido, localmente, como a Montanha Sagrada.

O monólito está localizado numa zona arqueológica protegida e, portanto, teria que haver autorização das autoridades para a sua colocação. A responsável da Cultura de Piatra Neamt revela que o caso já está a ser investigado.

Entretanto, há quem acredite que os monólitos podem ter alguma coisa a ver com o livro “2001: Odisseia no espaço” de Arthur C. Clarke que deu origem ao filme com o mesmo nome do realizador Stanley Kubrick. A obra faz referência a um monólito que aparece em África, há 3 milhões de anos, tornando um grupo de macacos esfomeados inteligentes e capazes de desenvolverem ferramentas.

ZAP //

Por ZAP
1 Dezembro, 2020


4710: Descoberto monólito metálico misterioso no estado do Utah

INSÓLITOS/MONÓLITO/UTAH

Helicóptero de autoridades ambientais sobrevoava uma região remota no Utah quando viu um misterioso e reluzente bloco metálico a sobressair. A origem ainda é desconhecida

A KSL TV relata que uma equipa do Departamento de Saúde Pública encontrou o misterioso monólito enquanto ajudava o Departamento de Recursos da Vida Selvagem a contar animais no solo, a partir de um helicóptero. A tripulação decidiu aterrar para ver o objecto mais de perto: “Diria que tem entre três e três metros e meio. Ainda fizemos uma piada sobre a possibilidade de desaparecer de repente um de nós e os outros terem de fugir”, descreve o piloto Bret Hutchings.

A localização exacta do monólito ainda não foi revelada, mas sabe-se que o bloco está enterrado firmemente no solo. Entre as possíveis origens, especula-se que seja uma obra de arte ou talvez um elemento usado pela NASA. É impossível não associar este objecto ao icónico filme de Kubrick 2001: Odisseia no Espaço.

Veja neste tuíte como o jornalista Andrew Adams decidiu montar a reportagem sobre esta descoberta, ao estilo de um episódio de Star Trek.

Exame Informática
24.11.2020 às 11h03


4545: Descobertas pegadas fossilizadas com mais de 10 mil anos. São a trilha pré-histórica de uma mãe com um bebé ao colo

CIÊNCIA/ANTROPOLOGIA/ARQUEOLOGIA

National Park Service

Uma equipa de investigadores internacional descobriu o trilho pré-histórico mais comprido do mundo no Novo México, nos Estados Unidos. O novo estudo conta a historia de uma mulher que carregou um bebé nos braços durante 1,5 quilómetros há mais de 10 mil anos atrás.

Um novo estudo publicado na ScienceDirect analisou algumas pegadas de um lago seco conhecido como playa, que contém centenas de milhares de rastos fossilizados que datam de há 13 mil anos até ao final da última era glacial (cerca de 11.550 anos atrás).

A trilha de pegadas fósseis mais longa do mundo – mais de 1,5 quilómetros – fica no Parque Nacional White Sands, nos Estados Unidos, e conta a história de uma mãe ainda jovem que caminha com um bebé ao colo num terreno lamacento e perigoso. Além disso, trata-se de um trilho impressionante devido ao facto de ser tão linear, mostrando que quem o percorreu não se desviou do percurso, nem na ida, nem na volta.

“Uma adolescente ou pequena mulher adulta fez duas viagens, separadas por várias horas, carregando uma criança pequena ao colo pelo menos numa das direcções”, disse a autora principal do artigo, Sally Reynold, citada pela SciNews.

Os investigadores encontraram evidências de que as marcas correspondem às pegadas de uma mulher – mas a equipa de investigadores não descarta a hipótese de ser um adolescente do sexo masculino – a carregar um bebé nos braços, movendo-o do braço esquerdo para o direito quando se cansava e, ocasionalmente, colocando a criança no chão para poder descansar.

“Quando vi as pegadas intermitentes do bebé pela primeira vez, veio-me à cabeça uma cena familiar”, disse um dos autores do estudo, Tommy Urban, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

As pegadas do caminho de ida tinham uma “forma de banana” e eram morfologicamente mais variadas e mais largas, o que evidencia a carga extra causada pelo peso do bebé, que teria cerca de dois anos ou até um pouco menos. Já as pegadas do caminho de volta, pelo contrário, eram mais definidas e estreitas.

“Podemos colocar-nos nos sapatos, ou pegadas, dessa pessoa e imaginar como seria carregar uma criança ao colo entre um braço e o outro, enquanto caminhamos por um terreno difícil e cercado de animais potencialmente perigosos”, disse Reynold.

Segundo o The Conversation, naquela altura o chão era lamacento e estava molhado e escorregadio, mas as pessoas caminhavam a mais de 1,7 metros por segundo – sendo que a velocidade considerada confortável para se caminhar é cerca de 1,2 a 1,5 metros por segundo, numa superfície plana e seca.

Além disso, o artigo sugere que mamutes, preguiças gigantes, felinos dente-de-sabre, lobos, bisões e camelos (agora extintos) frequentavam aquele local e os seus rastos terão ajudado a determinar a idade do trilho.

“Descobriu-se que preguiças gigantes e mamutes colombianos cruzaram os rastos humanos daquele caminho, mostrando que o terreno hospedava humanos e animais de grande porte ao mesmo tempo. Isso torna a jornada feita por este indivíduo com a criança pequena ao colo muito perigosa“, diz o artigo.

As pisadas humanas, no entanto, destacam-se por terem sido feitas em linha recta e por se repetirem umas horas mais tarde, já sem o bebé, revela o estudo.

“Esta pesquisa é importante para nos ajudar a entender os nossos ancestrais, como viviam e as suas semelhanças e diferenças connosco”, disse Reynold.

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25 Outubro, 2020

 

4436: A construção de uma base lunar está nos planos da Força Espacial norte-americana

CIÊNCIA/DEFESA/EUA/LUA

U.S. Space Force
Logotipo Space Force

Pode não ser para já, mas a Força Espacial dos Estados Unidos está já a considerar a possibilidade de lançar as primeiras tropas no Espaço e estabelecer uma base lunar.

“Sim, em determinado momento, vamos colocar humanos no Espaço“, garantiu John Shaw durante uma conferência de imprensa, citado pelo Futurism. O líder do Comando Espacial dos Estados Unidos confirmou ainda que os humanos ao serviço da Força Espacial vão operar a partir de um centro de comando “em algum lugar do ambiente lunar”.

A notícia chega após a NASA e a Força Espacial norte-americana se terem unido formalmente, na semana passada, na execução de um conjunto de objectivos que vão desde voos espaciais até à defesa planetária.

Ainda assim, a base lunar está longe no horizonte: para além de o Espaço não ser o lugar mais habitável para os seres humanos, também há a possibilidade de substituir astronautas por robôs. No futuro, em vez de haver tropas na Lua, é muito mais provável que os robôs façam esse trabalho.

“Teremos muitos sistemas automatizados e autónomos a operar nas órbitas terrestre, lunar e solar nos próximos anos, levando a cabo actividades espaciais de segurança nacional”, disse Shaw.

A Força Espacial já está a estudar se é mesmo possível ter uma presença militar permanente na Lua, mas há muitos especialistas que se dividem quanto à questão de colocar corpos de astronautas da Força Espacial no Espaço nas próximas décadas.

“Permanecemos focados nos nossos comandantes em terra. Foi por isso que fomos ao Espaço, não porque estamos a lutar para controlar a Lua ou Marte, mas porque temos de assegurar que as capacidades espaciais estão lá para as pessoas no terreno”, afirmou o subcomandante da Força Espacial, o tenente-general David Thompson, há uns meses.

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4 Outubro, 2020

 

 

4427: Quatro astronautas planeiam votar a partir do Espaço nas presidenciais dos Estados Unidos

CIÊNCIA/POLÍTICA(ESPAÇO/EUA

(dr) Envato Elements

Os astronautas norte-americanos Kate Rubins, Mike Hopkins, Victor Glover e Shannon Walker planeiam votar nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, agendadas para o início de Novembro, a partir do Espaço.

Segundo o portal The Verge, Rubins é a primeira astronauta que chegará à Estação Espacial Internacional (EEI) antes das eleições presidenciais norte-americanas.

Chegará a bordo do foguete russo Soyuz, que será lançado a 14 de Outubro, e seguirá juntamente com dois cosmonautas. “Acho que é muito importante que todos votem (…) Se podemos fazê-lo a partir do Espaço, então acredito que as pessoas também podem fazê-lo em terra”, disse a astronauta em declarações à agência AP.

Pouco depois chegarão os Hopkins, Glover e Walker, que seguirão a bordo do segundo voo da Crew Dragon da SpaceX juntamente com o astronauta japonês Soichi Noguchi. Tal como Rubins, estes astronautas também pretendem votar a partir do Espaço.

“Todos nós estamos a planear votar a partir do Espaço (…) A NASA funciona muito bem com as diferentes organizações eleitorais, porque todos nós votamos em condados diferentes. Mas foi mais fácil para nós dizer que votaríamos a partir do Espaço – e é isso que vamos fazer”, disse Walker numa conferência de imprensa.

Walker já votou a partir do Espaço. Foi em 2010 durante a sua primeira viagem à EEI.

Segundo o portal The Verge, que recorda que a NASA tem uma presença de duas décadas na NASA, votar a partir do Espaço é muito simples.

Antes de partirem na missão, astronautas preenchem o um formulário, o Federal Post Card Application, que é o mesmo que os militares usam para votar durante destacamentos fora do país. Depois de este formulário ser aprovado, os funcionários do condado em causa que supervisionam as eleições na região de origem do astronauta enviem cédulas de teste para a NASA, que são, na verdade, PDFs seguros.

A agência espacial norte-americana testa depois se as cédulas podem ser preenchidas a partir do Espaço, recorrendo a um computador para treinos.

Caso funcione, o Centro de Controlo da Missão da NASA envia por e-mail aos astronautas as cédulas no dia da eleição. Os astronautas escolhem depois o seu candidato e, em seguida, enviam a cédula por e-mail para a NASA que, por sua vez, envia as cédulas da eleição para os vários departamentos eleitorais dos respectivos condados.

Ao que tudo indica, estes quatro astronautas votarão a partir do Espaço. Contudo, importa frisar, os lançamentos estão sujeitos a atrasos, o que pode impedir o “voto espacial”.

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3 Outubro, 2020

 

 

4394: Rússia quer ultrapassar Tom Cruise e ser a primeira a gravar um filme no Espaço

CINEMA/ESPAÇO/RÚSSIA/EUA

Thomas Pesquet / Twitter

O actor Tom Cruise quer rodar um filme no Espaço, mas a Rússia quer ser a primeira, de acordo com um comunicado da agência espacial Roscosmos.

Os Estados Unidos e a Rússia são, novamente, os protagonistas de uma nova “guerra” espacial, com este último país a querer passar à frente dos planos do actor Tom Cruise e do presidente da Tesla e da SpaceX, Elon Musk.

De acordo com um comunicado da agência espacial Roscosmos, publicado no seu site, a Rússia quer ser a primeira a rodar um filme no Espaço. “O filme vai incluir um voo para a estação espacial internacional, marcado para o outono de 2021” e “o protagonista que irá voar para a estação, bem como o seu duplo, serão seleccionados num concurso aberto”.

O filme ainda não tem nome e ainda não são conhecidas as personagens, mas a ideia da agência é “popularizar as actividades espaciais da Rússia” e “glorificar a profissão de cosmonauta”. O estúdio Yellow, Black and White, um dos maiores de produção cinematográfica do país, está por trás dos esforços.

Em maio, Jim Bridenstine, da NASA, revelou que há um projecto em marcha para filmar Tom Cruise num filme de acção no Espaço, que não está incluído na saga “Missão Impossível”. Além da agência espacial norte-americana, também estará envolvida a SpaceX.

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26 Setembro, 2020

 

 

4282: O primeiro teste nuclear da História pode ter causado um grande número de cancros

CIÊNCIA/SAÚDE

Wikimedia
A Experiência “Trinity” foi o primeiro teste nuclear da história, conduzido pelos Estados Unidos a 16 de Julho de 1945

Uma equipa de cientistas mostrou que a Experiência “Trinity”, no Novo México, Estados Unidos, em 1945, pode ter causado vários casos de cancro devido à alta exposição à cinza nuclear.

A Experiência “Trinity” foi o primeiro teste nuclear da História, tendo sido conduzida pelos Estados Unidos, no deserto do Novo México, a 16 de Julho de 1945. É considerada o marco do início da chamada Era Atómica.

Agora, uma investigação levada a cabo por cientistas do Instituto Nacional do Cancro norte-americano mostra que a explosão fez com que muitas pessoas deste Estado tivessem sido expostas a altos níveis de radiação nuclear, conta o canal estatal russo RT.

“A detonação nuclear expôs os habitantes do Novo México a diversos níveis de radiação por causa da cinza nuclear, dependendo, em parte, da região do Estado em que viviam, quanto tempo estiveram dentro das estruturas protetoras nos meses posteriores ao teste e quanta radiação entrou nos seus corpos através de alimentos e água contaminados”, explicam os autores do estudo publicado, a 1 de Setembro, na revista científica Health Physics.

Uma situação que, segundo os cientistas, pode ter levado a vários casos de cancro, cujo número exacto ainda é desconhecido.

“A preocupação é que a inalação de plutónio poderá ter provocado um maior risco de cancro do pulmão, dos ossos ou do fígado. A dose de radiação seria uma consequência da inalação de partículas respiráveis ​​de cinza nuclear ou do solo contaminado”, assinala o estudo.

Tal como recorda o mesmo site, os habitantes do Novo México lutam há 75 anos para que o Governo dos Estados Unidos reconheça os danos causados pela “Trinity” ​​e inclua os afectados num programa federal de compensação.

Depois desta primeira experiência nuclear, os Estados Unidos lançaram, no mesmo ano, em plena II Guerra Mundial, duas bombas nucleares no Japão: a primeira em Hiroxima, baptizada de “Little Boy”, e a segunda em Nagasaki, denominada “Fat Man”.

Os bombardeamentos de Hiroxima e Nagasaki mataram, de imediato, pelo menos 120 mil pessoas, tendo feito muitas outras vítimas, nos anos seguintes, devido aos altos níveis de radiação.

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5 Setembro, 2020

 

 

4210: Ex-Presidente dos EUA aprovou uma missão ao interior da Terra para conhecer “pessoas-toupeira”

HISTÓRIA/EUA

White House / Wikimedia
O ex-Presidente dos EUA John Quincy Adams.

O sexto Presidente norte-americano, John Quincy Adams, financiou uma viagem ao centro do nosso planeta, que serviria para conhecer as “pessoas-toupeira” que acreditavam viver debaixo da Terra.

John Quincy Adams foi o sexto Presidente dos Estados Unidos, governando de 1825 a 1829. Durante o seu mandato, ele aceitou financiar uma viagem ao centro da Terra para descobrir o que está debaixo da camada externa do nosso planeta e encontrar as “pessoas-toupeira” que lá vivem.

As “pessoas-toupeira” ou mole people são os sem-abrigo que vivem debaixo das grandes cidades, nas linhas de metro, ferrovias e esgotos. Assim, suspeita-se que Adams acreditasse na Teoria da Terra Oca, que sugere que a Terra é completamente oca, contendo outras camadas ocas, cada uma com a sua própria atmosfera.

Foi no século XIX que se propôs aceder a estas camadas interiores do nosso planeta através da vastos buracos na crosta terrestre. John Cleves Symmes Jr. foi um dos estudiosos que sugeriu que nos pólos da Terra havia aberturas gigantes que permitiam chegar às suas camadas ocas, escreve a IFLScience.

O buraco de Symmes

Foi então que Symmes decidiu fazer uma expedição ao Polo Norte para conhecer estes seres subterrâneos. Para tal, decidiu procurar a ajuda de 100 “bravos companheiros” que se juntassem a ele. Os aventureiros partiriam da Sibéria através do “gelo do mar congelado” com a ajuda de renas.

“Acredito que encontraremos terra quente e rica, abastecida com vegetais e animais, senão homens, ao chegarmos a um grau ao norte da latitude 82″, escreveu Symmes na circular divulgada.

A necessitar de financiamento, Symmes encontrou em John Quincy Adams a ajuda que tanto necessitava. Embora muitos mostrassem credulidade em relação à teoria de Symmes, o estudioso parece ter conseguido convencer o presidente norte-americano.

No entanto, Andrew Jackson sucedeu a Adams no fim do seu mandato e o financiamento à expedição ao Polo Norte caiu por terra. Symmes acabou por nunca fazer a sua tão desejada viagem até aos pólos, mas quem o fez, não viria a encontrar nada que corroborasse a sua arrojada teoria.

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23 Agosto, 2020

 

 

4102: Quase metade dos russos acredita que a alunagem dos Estados Unidos foi uma farsa

CIÊNCIA/LUA/EUA/RÚSSIA

David Scott / NASA

Uma nova sondagem revelou que quase metade dos russo acredita que a alunagem dos Estados Unidos em meados de 1969 foi uma farsa do Governo.

A pesquisa de opinião, que contou com a participação de 1.600 adultos na Rússia, revelou ainda que apenas 31% dos inquiridos acredita que os astronautas norte-americanos pousaram na Lua no século passado, escreve a revista Newsweek.

A primeira alunagem, durante a qual os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin se tornaram as primeiras pessoas a pisar a superfície lunar, recorde-se, aconteceu durante a corrida espacial entre os Estados Unidos e a Rússia.

Ambas as nações estavam a expandir os seus programas espaciais na época e, oito anos antes, a Rússia tornou-se no primeiro país a enviar uma pessoa para o Espaço, o cosmonauta Yuri Gagarin, mas os Estados Unidos acabariam por “ganhar” a corrida lunar.

Pouco depois de os Estados Unidos alunarem, a União Soviética negou estar envolvida numa corrida espacial com a nação norte-americana, alegando não ter qualquer programa lunar ou ter criticado a agência espacial norte-americana.

Foram necessários anos para que os russos admitissem que estavam a tentar chegar à Lua. Em meados de 1989, o jornal norte-americano New York Times publicou um artigo sob o título “Os russos finalmente admitem que perderam a corrida para a lua”.

A mesma revista norte-americana detalha ainda que as teorias que defendem que a alunagem dos Estados Unidos foi uma farsa surgiram pouco depois da missão Apollo 11.

Em 2015, a Rússia sugeriu mesmo que se investigasse a chegada do Homem à Lua.

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3 Agosto, 2020

 

 

3993: Japão e Estados Unidos assinam acordo de cooperação para exploração da Lua

CIÊNCIA/ESPAÇO

Marshall Space Flight Center / NASA

O Ministério da Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia do Japão e a agência espacial dos Estados Unidos (NASA) assinaram um acordo de colaboração entre os dois países no programa Artemis, para a exploração da Lua.

A informação é esta semana avançada pelos média japoneses.

“Demos um grande passo em direcção ao primeiro desembarque de japoneses na Lua”, disse o ministro Koichi Hagiuda em conferência de imprensa, citado pela Russia Today.

O acordo prevê uma alunagem para meados de 2024.

Segundo o documento, a participação japonesa passará pela criação da espacial Gateway.

O país contribuirá com tecnologias como baterias e sistemas de monitorização ambiental para o Gateway Outpost e o Logistics Outpost, a serem lançados em 2023, bem como para o International Housing Module, que será construído posteriormente, segundo detalha o The Japan Times.

O programa Artémis, recorde-se, visa estabelecer uma presença humana permanente na superfície e na órbita Lua, sendo composto por três elementos: o foguete SLS (Space Launch System), a cápsula Orion e a estação espacial Gateway.

Filha de Zeus e irmã gémea de Apollo, Artémis é a deusa grega da caça, das florestas, da Lua e dos animais. Apollo foi, precisamente, o nome do programa da NASA que possibilitou a chegada do Homem à Lua, em 1969.

“Vamos voltar à Lua para ficar”, foi assim que a agência espacial dos Estados Unidos descreveu, no fim de 2019, a sua missão lunar, frisando que a expedição abre portas para a Humanidade trabalhar e viver de forma sustentável fora do planeta Terra.

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13 Julho, 2020

 

 

3759: “A Rússia não permitirá a privatização da Lua”, avisa Roscosmos

ESPAÇO/LUA/EUA/RÚSSIA

Doug Zwick / Flickr

A Rússia não permitirá a privatização da Lua, independentemente de quem avance a iniciativa, avisou o chefe da agência espacial russa (Roscosmos), Dmitri Rogozin, em entrevista ao jornal Komsomólskaya Pravda.

“Não permitiremos que ninguém privatize a Lua (…) É ilegal e vai em sentido contrário ao direito internacional”, sustentou o responsável da Roscosmos, cujas declarações são reproduzidas pela cadeia russa Russia Today.

Rogozin revelou também que a Rússia não pretende entrar numa corrida lunar com os Estados Unidos. “A Lua interessa-nos principalmente em termos da sua origem e conservação como satélite natural da Terra (…) Mas a Lua não é o nosso objectivo final. Não vamos entrar numa corrida lunar semelhante a uma competição eleitoral”, garantiu.

Na mesma entrevista, o responsável da Roscosmos revelou o calendário russo para a exploração lunar: o país pretende lançar a missão Luna-25 em 2021 e, três anos depois, em 2024, planeia enviar a sonda Luna-26 em órbita lunar.

Posteriormente, pretende lançar a a aeronave pesada Luna-27, que levará a cabo trabalhos científicos na superfície da Lua, visando perfurar o regolito lunar.

A declaração de Rogozin surge depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter assinado uma ordem executiva que estabelece a política do Estados Unidos sobre a exploração de recursos para lá da Terra, frisando que o país apoia esta actividade.

No documento assinado em meados de abril, o Trump frisa que o actual regime regulatório permite a utilização destes recursos, que podem ser encontrados na Lua ou em asteróides, apelando ainda à cooperação de outros estados ou entidades para explorá-los.

“Os norte-americanos devem ter o direito de participar da exploração comercial, extracção e uso de recursos no espaço sideral, de acordo com a lei aplicável. O espaço sideral é um domínio legal e fisicamente exclusivo da actividade humana, e os Estados Unidos não veem como um bem comum global”, pode ler-se no despacho.

O líder norte-americano recorda ainda que os Estados Unidos não fizeram parte do subsequente Acordo da Lua, datado de 1979, que estipula que o uso não científico de recursos espaciais será regido por uma estrutura reguladora internacional.

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Donald Trump assinou esta semana uma ordem executiva que estabelece a política do Estados Unidos sobre a exploração de recursos…

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30 Maio, 2020

3659: Misterioso avião espacial dos EUA vai voltar ao Espaço. Desta vez, sabemos porquê

CIÊNCIA/ESPAÇO/X37B

 

– Mais uma vez tive de recorrer a um editor de captura de écran (screen capture) para gravar o vídeo acima dado que não existe, no original, qualquer link para o reproduzir. Lamentável…

O avião espacial militar super-secreto dos Estados Unidos vai voltar ao Espaço para mais uma missão em 16 de Maio. Ao contrário das outras vezes, o Departamento da Defesa explicou o que lá vai fazer.

O avião espacial X-37B das Forças Armadas dos Estados Unidos está prestes a ser lançado para a sua sexta missão. A aeronave vai ser lançada a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Florida, em 16 de maio. A Força Espacial dos Estados Unidos será responsável pelo lançamento, operações em órbita e pouso.

O X-37B é um veículo orbital desaparafusado que se assemelha a uma mini-versão do vaivém espacial da NASA, medindo apenas 8,8 metros de comprimento. De acordo com o portal IFLScience, esta será a sua primeira missão a usar um compartimento para hospedar experiências.

Uma das experiências vai testar a reacção de “materiais significativos” às condições do Espaço e outra vai estudar o efeito da radiação do ambiente nas sementes das plantas. A terceira experiência vai transformar a energia solar em energia de micro-ondas por radiofrequência e a transmissão dessa energia para a Terra.

A missão também implantará o FalconSat-8, um pequeno satélite construído e projectado por cadetes da US Force Academy que realiza cinco experiências separadas.

“Esta sexta missão é um grande passo para o programa X-37B”, afirmou Randy Walden, director executivo do programa do Departamento do Escritório de Capacidades Rápidas da Força Aérea, em comunicado. “Esta será a primeira missão X-37B a usar um módulo de serviço para hospedar experiências. A incorporação de um módulo de serviço nessa missão permite-nos continuar a expandir os recursos da espaço-nave e hospedar mais experiências do que qualquer uma das missões anteriores”.

O X-37B completou a sua última missão em Outubro de 2019, depois de orbitar a Terra por 780 dias.

Há muito pouca informação oficial publicada sobre as suas missões anteriores. O site da Força Aérea dos EUA afirma vagamente que os “objectivos principais do X-37B são duplos: tecnologias de espaço-naves reutilizáveis ​​para o futuro da América em experiências espaciais e operacionais que podem ser devolvidos e examinados na Terra”.

A falta de detalhes passada alimentou uma quantidade razoável de conspirações sobre as verdadeiras intenções do avião espacial. Uma teoria popular defende que está a testar propulsores numa órbita relativamente baixa, com o objectivo de lá colocar satélites de reconhecimento no futuro próximo.

Outros sugeriram que está a ser usado actualmente para algum tipo de aplicação militar ou de inteligência. De acordo com um relatório da revista Spaceflight publicado em 2012, a órbita do X-37B seguiu de perto a do antigo laboratório espacial da China, Tiangong-1, levando a especulações de que estava a ser usado para a vigilância do Espaço contra estados estrangeiros.

Um avião espacial orbita a Terra há 719 dias (mas não se sabe porquê)

Um avião militar sem tripulantes, movido a energia solar, quebrou o seu recorde de duração de voo espacial e passou…

Juntas, as missões X-37B acumularam 2.865 dias em órbita, durante sete anos de testes de tecnologia.

ZAP //

Por ZAP
8 Maio, 2020

 

3644: Administração Trump prepara acordo para a mineração da Lua

 

ESPAÇO/NEGÓCIOS

Os Acordos de Artemis, a que a agência Reuters teve acesso, propõem zonas de segurança em redor de futuras bases no satélite natural da Terra para prevenir danos ou interferência de países ou empresas rivais a operar nas mesmas áreas.

Lua cheia em Maio.
© EPA/Jesus Diges

O presidente norte-americano, Donald Trump, estabeleceu como objectivo voltar a pôr um homem — e a primeira mulher — na Lua até 2024, como primeiro passo ter uma “presença sustentável” de humanos no satélite natural da Terra depois disso. Segundo a agência Reuters, estão já a ser preparados os acordos legais que permitirão também a mineração da Lua.

A Lua pode ser um manancial de recursos raros, considerados vitais para o futuro do nosso planeta. Além de metais raros, tem o gás hélio-3 (que poderá ser eventualmente usado na fusão nuclear) e água, que pode ser convertida em combustível e permitir uma maior exploração espacial.

De acordo com as fontes da agência de notícias, a ideia passa pela criação de “zonas de segurança” em redor das futuras bases de diferentes países ou empresas, para prevenir danos ou interferências. O acordo visa também a criação de uma base legal internacional para a exploração comercial dos recursos lunares, que permita às empresas poderem ser proprietárias dos recursos que minarem — algo que já existe na legislação norte-americana desde 2015.

“Isto não é uma reivindicação territorial”, disse uma das fontes à Reuters, sob anonimato. As “zonas de segurança”, cujo tamanho pode variar dependendo da operação — vai permitir coordenar entre os diferentes actores espaciais sem reivindicação de território ou soberania.

“A ideia é que se vais aproximar-se das operações de alguém, e eles declararam uma zona de segurança em redor, então precisas de os contactar antecipadamente e decidir como o podes fazer em segurança para todos”, acrescentou.

Os EUA são signatários do Tratado do Espaço Exterior, de 1967, segundo o qual os corpos celestes e a Lua “não estão sujeitos a apropriação nacional por reivindicação de soberania, através do uso ou ocupação, ou quaisquer outros meios”.

Os acordos de Artemis (que vão buscar o nome ao novo programa da NASA de colocar humanos novamente na Lua) querem substituir um debate longo nas Nações Unidas, com os EUA a alegar que negociar com países que não têm qualquer presença espacial seria improdutivo.

A Administração Trump irá apresentar os seus planos nas próximas semanas aos parceiros que considera terem um interesse semelhante ao dos EUA na Lua, como o Canadá, o Japão, os países europeus e os Emirados Árabes Unidos. Contudo, não há planos para contactar a Rússia (parceiro na Estação Espacial Internacional) ou a China (que acaba de testar um novo foguetão, com um protótipo de um vaivém espacial e uma nave de carga, sendo que esta se desintegrou no regresso à atmosfera).

A 27 de maio, a NASA tem previsto voltar a lançar uma missão tripulada a partir de solo norte-americano pela primeira vez em quase nove anos, depois de uma parceria com a Space X de Elon Musk. Desde 2011 e do fim do programa de vaivéns espaciais que a NASA depende dos russos para colocar astronautas na Estação Espacial Internacional.

Diário de Notícias

DN

 

3575: Partes dos EUA e do México podem vir a enfrentar uma seca prolongada

CIÊNCIA/AMBIENTE

martin_heigan / Flickr

Cientistas alertam que partes dos Estados Unidos e do México podem vir a enfrentar uma seca prolongada num futuro próximo.

Com base numa análise dos níveis de precipitação desde a viragem do século, e como estes se igualam aos níveis de humidade do solo registados por anéis de árvores nos últimos 1200 anos, cientistas sugerem que a região sudoeste da América do Norte pode vir a enfrentar a pior seca de sempre, escreve o Science Alert.

De acordo com os cientistas, as condições registadas nesta região desde 2000 correspondem aos tempos de seca severa no passado e, por isso, esta seca prolongada (megadrought em Inglês) até pode já ter começado.

A equipa responsável pelo estudo, publicado, na última sexta-feira, na revista Science, identificou quatro secas prolongadas particularmente graves, sendo que os anos entre 2000 e 2018 estão a superar três dessas secas em termos de falta de humidade (e estão intimamente ligados à quarta, de 1575 a 1603).

A análise também mostrou que esta seca actual está a afectar áreas mais amplas, e de forma mais consistente, factor que a equipa de investigadores atribui às alterações climáticas.

As secas anteriores foram provocadas por factores naturais, como o arrefecimento da temperatura dos oceanos, que impediu que as tempestades chegassem à costa oeste dos Estados Unidos.

“Não importa se esta é a pior seca de todos os tempos. O que importa é que está a ser muito pior do que seria por causa das alterações climáticas”, afirma Benjamin Cook, cientista da Universidade de Columbia e um dos autores do estudo.

Esta pesquisa também mostra que o século XX foi o mais chuvoso dos 1200 anos abrangidos. “O século XX deu-nos uma visão excessivamente optimista de quanta água está potencialmente disponível. E isto mostra que estudos como este não são apenas sobre a história antiga, são sobre problemas que já nos afectam agora”, acrescenta Cook.

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Por ZAP
21 Abril, 2020