3987: Há um planeta na nossa vizinhança que pode ter a capacidade de abrigar vida

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Astrónomos europeus e americanos descobriram que a estrela GJ 273, uma das mais próximas da Terra, também conhecida como Luyten, tem um sistema planetário com dois planetas confirmados. Um dos planetas está na chamada zona habitável e os outros dois estão numa zona altamente improvável para abrigar vida.

A Estrela de Luyten é uma estrela anã vermelha na constelação de Cão Menor. Conforme as medições de paralaxe, esta está localizada a uma distância de aproximadamente 12,40 anos-luz (3,80 parsecs), sendo uma das estrelas mais próximas da Terra. Será que existe vida num planeta da nossa vizinhança?

Estrela de Luyten pode estar a iluminar um planeta fértil

Cientistas da Universidade de Granada (UGR) e de outros centros internacionais descobriram que uma das estrelas no nosso bairro solar apresenta um sistema de planetas tão complexo quanto o nosso. Segundo estes investigadores, esta estrela tem a capacidade de abrigar vida pelo menos num deles.

A estrela chama-se GJ 273, também conhecida como Luyten, em homenagem ao astrónomo Willem J. Luyten, que estudou os seus movimentos. A anã-vermelha está localizada a 12,23 anos-luz, o que coloca o seu sistema planetário como sendo a zona habitável mais próxima de nós, logo atrás da Proxima Centauri (4,24 anos-luz), Ross-128 ( em 10,99) e GJ 1061 (a 11,96 anos-luz).

Na órbita da estrela Luyten existem dois planetas confirmados, o GJ 273b e o GJ 273c. Aliás, existem mais dois que ainda estão em vias de serem confirmados mais adiante, cujos nomes poderão ser GJ 273d e GJ 273e. Os investigadores preveem que estes dois candidatos seriam “mini-neptunos“, com massas um pouco menores que Netuno, mas entre 9 e 12 vezes a da Terra.

A análise dinâmica global realizada pelos cientistas revela que este sistema é altamente estável e, portanto, muito provável, conforme os detalhes publicados na revista Astronomy & Astrophysics.

Exoplaneta GJ 273b pode abrigar vida

Segundo o que foi relatado, o exoplaneta GJ 273c tem uma massa semelhante à da Terra, embora o astro que concentra mais interesse seja um pouco maior: GJ 273b. É considerada uma super-terra e está localizada perto da borda interna da zona habitável da sua estrela hospedeira, uma região em que o fluxo de radiação permite a presença de água líquida.

O aquecimento das marés faz da GJ 273b um planeta altamente interessante, pois isso a torna compatível com o desenvolvimento e a existência de uma biosfera. Como resultado das estatísticas e simulações que realizamos, ele pode abrigar água, embora ainda não tenhamos outras evidências directas,

Explica Francisco J. Pozuelos, investigador da Universidade de Liège (Bélgica) e principal autor.

Além disso, este planeta sofre com o aquecimento das marés, o mesmo fenómeno para o qual existem marés na Terra devido à interacção gravitacional com a Lua e o Sol.

O aquecimento das marés faz do planeta GJ 273b um planeta altamente interessante, pois é compatível com o desenvolvimento e a existência de uma biosfera. É um excelente candidato para procurar traços de vida em futuras missões espaciais.

Referiu  Juan Carlos Suárez, cientista da UGR e co-autor do artigo,

Sistema planetário Luyten tem traços comuns com o nosso

Segundo o estudo, o sistema planetário de Luyten também apresenta outra semelhança com o nosso sistema solar. Existe a presença de depósitos de corpos menores. São asteróides, como os encontrados no cintura de asteróides (entre Marte e Júpiter) ou na cintura de Kuiper (além de Neptuno), cujo impacto na presença de água ou na produção de produtos orgânicos pode ser relevante.

Os cientistas preveem estes depósitos em torno de Luyten, que, se confirmados, podem desempenhar um papel importante no surgimento e manutenção da vida em GJ 273b.

Portanto, GJ 273b é um exoplaneta super-terra que orbita uma estrela do tipo M. A sua massa é de 2,89 Terras, leva 18,6 dias para completar uma órbita da sua estrela, e está a 0.091101 AU da sua estrela. Apesar de ter sido descoberta em 2017, ainda carece de muita investigação. Quem sabe, temos vida no quintal galáctico.

Pplware
11 Jul 2020

 

spacenews

 

126: Acabámos de enviar uma mensagem para o espaço à espera que os ETs nos descubram

Danielle Futselaar / METI

Astrónomos do SETI criaram o METI, Messaging Extraterrestrial Intelligence, cujo objectivo é enviar uma mensagem para o espaço, sob a forma de ondas de rádio, na esperança de que os ETs a perceba – e decidam entrar em contacto connosco.

A equipa do famoso programa SETI, Search for Extraterrestrial Intelligence, pretende enviar uma mensagem com objectivo de obter um dia uma resposta – caso uma qualquer civilização de um planeta potencialmente habitável a receba. Mas essa resposta pode demorar mais de duas décadas a chegar.

Acho que este é um resultado improvável, mas seria um resultado bem-vindo”, disse Douglas Vakoch, presidente e fundador da Messaging Extraterrestrial Intelligence.

As ondas de rádio usadas para enviar a mensagem espacial são conhecidas como Sonar Calling GJ273b. Segundo Vakoch, este é o tipo de onda que poderia ser recebida por outras vidas inteligentes que possam existir noutros planetas.

O objectivo original do SETI é estudar as ondas de rádio provenientes do espaço na expectativa de que um dia se descubra um qualquer padrão nas ondas que não possa ter sido criado por processos naturais – ou seja, uma prova de inteligência extraterrestre.

O METI quer agora fazer exactamente o contrário: enviar para o espaço sideral ondas de rádio que claramente apenas seriam produzidas tecnologicamente – para que quaisquer ETs que, tal como nós, se entretenham a analisar ondas de rádio vindas do espaço, percebam que a mensagem tem origem inteligente, e saibam que nós existimos.

A mensagem foi enviada em Outubro em direcção à estrela GJ 273, também conhecida como estrela de Luyten, uma anã vermelha na constelação do norte de Canis Minor, que fica a uma distância de 12 anos-luz da Terra.

A mensagem inclui detalhes de matemática e ciência, além de uma descrição das sondas de rádio que proporcionam o envio da mensagem. Além disso, foi também enviado um “tutorial” sobre relógios e cronogramas, para averiguar se a compreensão do tempo dos habitantes de GJ 273b é semelhante à nossa.

Segundo os astrónomos do METI, a maneira mais rápida de os alienígenas responderem à nossa mensagem é repetir a mensagem na nossa direcção com cálculos semelhantes, para provar que entenderam o recado.

Nós dizemos-lhes que 1+1=2. Os alienígenas poderiam responder a informar-nos que entendem que 10+10=20” explicou um dos membros do projecto. Contudo, devido à distância entre a Terra e o planeta GJ 273b, que orbita a estrela para onde a mensagem foi enviada, a resposta levaria pelo menos 25 anos a chegar até nós.

As ondas de rádio são justamente uma das tecnologias capazes de proporcionar uma comunicação entre a humanidade e outra civilização inteligente que, possivelmente, exista por esse espaço fora.

“É tarde demais para nos escondermos no Universo. Os extraterrestres podem estar à espera de uma indicação clara que mostre que estamos preparados para falar com eles”, disse Vakoch em Dezembro do ano passado, na altura da apresentação do projecto.

A ideia de enviar mensagens para o espaço sempre foi controversa. Stephen Hawking, por exemplo, acha que é perigoso querermos dizer um olá aos extraterrestres, e alerta para as repercussões de encontrar uma civilização alienígena – certamente muito mais antiga e avançada tecnologicamente do que a nossa.

Mas esta não é, no entanto, a primeira vez que a Humanidade envia mensagens para o espaço com o objectivo de se dar a conhecer aos nossos vizinhos extraterrestres. Em 1977, a missão Voyager, da NASA, enviou para o espaço sideral duas naves, cada uma com um disco de ouro gravado com sons, imagens e mensagens da Terra.

RED ICE / JPL-Caltech / NASA
A sonda Voyager e o famoso disco dourado que levou para o espaço informação sobre a Humanidade. Ao fundo, o astrofísico Carl Sagan, mentor da ideia.

“Noventa e oito por cento dos astrónomos da SETI, eu inclusivamente, pensam que o METI é potencialmente perigoso”, afirma Dan Werthimer, cientista do SETI na Universidade da Califórnia, em Berkeley. “É como gritar numa floresta sem saber se lá há tigres, leões, ursos ou outros animais perigosos”.

ZAP // CanalTech

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