195: Astrónomo descobre a verdadeira natureza da estrela de Belém

(CC0/PD) geralt / pixabay

À medida que as celebrações natalícias se aproximam, o tema da origem da estrela de Belém começa a preocupar as mentes dos historiadores, teólogos e astrónomos.

O director do Observatório da Universidade de St Andrews, na Escócia, Aleks Scholz, afirmou num artigo que a estrela de Belém pode ter sido uma conjunção planetária.

Tradicionalmente, nas imagens natalícias a estrela de Belém é representada como um cometa com uma cauda longa e luminosa. Porém, o astrónomo escocês opina que a estrela que, segundo a Bíblia, avisou os Reis Magos sobre o nascimento de Jesus e os guiou até ele, não era um cometa.

Um dos “candidatos” a ser a estrela de Belém é o cometa Halley. Mas Scholz sublinha que este tinha sido visto no céu no ano 12 a.C., isto é, antes da data convencional do nascimento de Jesus.

Por outro lado, naquela época os cometas eram considerados como arautos da perdição, algo contrário ao nascimento do Menino Jesus. Além disso, “os cometas não parecem estrelas e aquelas pessoas não eram estúpidas” e teriam sabido distingui-los, afirmou o cientista, referindo-se aos Reis Magos, citado pelo RT.

O astrónomo também não considera verdadeira outra teoria segundo a qual a estrela de Belém seria uma nova ou supernova.

Scholz não descarta a possibilidade de naquele período ter ocorrido esse evento espacial, mas acredita que “as pessoas não teriam sabido como interpretá-lo“.

Para o cientista escocês, a teoria mais credível é que a luz da estrela de Belém tivesse sido formada por vários planetas que se encontravam perto: uma conjunção planetária.

O cientista indica que a data de nascimento de Jesus coincide com vários encontros raros de grandes planetas. Tudo começou no ano de 7 a.C. com o encontro entre Júpiter e Saturno. Marte juntou-se um ano mais tarde.

Depois, entre os anos 3 e 2 a.C., foi registada uma excepcional cadeia de conjunções: “Saturno com Mercúrio, Saturno com Vénus, com Júpiter e Vénus com Mercúrio. Logo, de novo Júpiter com Vénus, e desta vez aproximaram-se tanto que, para o olho humano, pareciam um planeta só“, explica o especialista.

“Naquela altura, Júpiter parou na constelação de Virgem, visível de Jerusalém, directamente sobre Belém”, acrescentou.

Segundo o cientista, trata-se de “um espectáculo de planetas com uma grande importância astrológica que ocorre em um determinado momento”. Ele também especificou que a data exacta de nascimento de Jesus ainda está sendo discutida.

Por fim, realçou que hoje em dia não há e talvez não haja uma resposta definitiva quanto à origem da estrela de Belém.

ZAP // Sputnik News

Por SN
23 Dezembro, 2017

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