2338: Estação espacial chinesa cai hoje na Terra

(CC0/PD) pxhere

Uma estação espacial chinesa está prestes a voltar à Terra. Esta sexta-feira, a Tiangong-2 deverá queimar durante uma reentrada controlada na atmosfera terrestre.

Com um punhado de detritos, a estação deverá cair no Oceano Pacífico Sul entre a Nova Zelândia e o Chile, de acordo com a agência de notícias Xinhua.

O Tiangong-2, que se traduz como apresenta ou “navio celestial”, é um laboratório espacial tripulado de 10,4 metros de comprimento – semelhante, mas muito menor que a Estação Espacial Internacional – com uma envergadura de cerca de 18,4 metros quando os painéis solares estão dobrados.

Pouco depois de ter sido lançado em Setembro de 2016, foi seguido por dois astronautas chineses que viveram lá durante 30 dias, realizando numerosas experiências sobre os efeitos fisiológicos da ausência de peso, explosões de raios gama e relógios atómicos “frios” no espaço.

A sua morte marca o fim da curta missão de três anos da Tiangong-2 na órbita da Terra. Embora isso possa não parecer uma longa missão para uma estação espacial, a Tiangong-2 só foi criada para servir como um protótipo temporário para testar a tecnologia da grande estação espacial modular da China que irá para o céu em 2022.

A estação espacial deve rivalizar com a ISS e apoiar os objectivos de longo prazo da China para a exploração espacial, incluindo missões tripuladas à Lua e a Marte.

“Os preparativos para a reentrada controlada na atmosfera de Tiangong-2 estão a prosseguir como planeado“, disse na semana passada o Escritório de Engenharia Espacial Manned da China, principal empreiteiro espacial responsável pela missão. “A China reportará oportunamente as informações sobre a nave depois de reentrar na atmosfera para cumprir as suas obrigações internacionais”.

O Tiangong-2 acenderá os seus propulsores e mirará o Pacífico, onde queimará ao entrar na atmosfera e todas as partes sobreviventes pousarão no oceano.

Enquanto a reentrada de Tiangong-2 na atmosfera da Terra é completamente planeada, o seu antecessor não teve tanta sorte. Em Abril de 2018, Tiangong-1 caiu na atmosfera da Terra descontroladamente, tendo perdido contacto com o controlo de solo em 2016.

Pequim negou que a estação espacial estivesse em dificuldade quando os astrónomos ocidentais começaram a notar que algo estava a acontecer na órbita. Felizmente, o laboratório espacial queimou na atmosfera sobre o Pacífico, atirando uma quantidade muito pequena de detritos numa parte extremamente remota do mar perto do Taiti, a maior ilha da Polinésia Francesa.

Em 1979, o Skylab da NASA, precursor da ISS, sofreu uma dramática queda quando voltou para a Terra. Cercado pela campanha de media da reentrada da estação espacial, o San Francisco Examiner ofereceu um prémio de 10 mil dólares a quem entregasse um pedaço de detritos nos seus escritórios dentro de 72 horas.

Como a estação espacial ia em direcção ao sul do Oceano Índico, o jornal acreditava que os destroços não chegariam perto da terra. Mas não foi bem assim. Stan Thornton, de 70 anos, encontrou 24 peças de metal carbonizado da nave na pequena cidade de Esperance, na Austrália Ocidental e reivindicou o prémio.

ZAP //

Por ZAP
19 Julho, 2019

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1278: A China apresentou o seu novo Palácio Celestial, a estação espacial do futuro


– Este vídeo não pode ser visualizado aqui, mas no Youtube. Qual a diferença de poder ser visto em qualquer sítio? Há cada paranóia…

Equipada com painéis solares, com um peso mínimo de 60 toneladas e aberta a todos os países para experiências científicas. A China apresentou esta terça-feira uma réplica do primeiro módulo de habitação permanente da sua estação espacial Taingong-2, que pretende colocar no espaço a partir de 2022.

Enquanto a maior parte dos países envolvidos na Corrida Espacial optou por se associar ao consórcio que gere a ISS – Estação Espacial Internacional, com a NASA, ESA e Roscosmos à cabeça, a China insistiu desde o início em desenvolver o seu próprio projecto de Estação Espacial – o programa Tiangong, ou “Palácio Celestial”.

Numa altura em que o programa da ISS só tem tem financiamento até 2024, e não se vislumbra grande vontade política dos países envolvidos em prolongar a vida da mítica estação espacial — que parece ter os dias contados — a China poderá aproveitar o momento para tomar a dianteira na exploração espacial.

O programa Tiangong arrancou em 2011 com o lançamento do laboratório espacial Tiangong-1, a que se seguiu em 2016 um segundo laboratório orbital, o Tiangong-2.

Depois de em Abril o Tiangong-1 ter “regressado à Terra” de forma espectacular, a China manteve em órbita o Tiangong-2, ao qual nos próximos anos serão acoplados os módulos que o transformação na CSS, a primeira estação espacial chinesa permanentemente habitada.

Esta terça-feira, na Feira Aeronáutica e Aeroespacial em Zuhai, no sul do país, a agência espacial chinesa apresentou uma réplica à escala real do seu futuro Palácio Celestial.

A réplica da futura estação é composta por três partes: um módulo principal com cerca de 17 metros de comprimento, destinado à vida e trabalho dos ocupantes, e dois anexos para a realização de experiências científicas. O início da montagem da CSS, que tem um tempo de vida estimado de 10 anos, está previsto para 2022.

Com um peso total mínimo previsto de 60 toneladas, equipada com painéis solares, a estação espacial do futuro tem capacidade para três astronautas, que poderão viver lá continuamente e realizar pesquisas em áreas como a ciência, a biologia e a micro-gravidade.

A China anunciou também que a estação estará aberta a todos os países, para fins de experimentação científica, tendo já vários institutos, universidades e empresas públicas e privadas sido convidadas a apresentar propostas. Até agora, manifestaram já interesse 40 entidades de 27 países, que passarão posteriormente por um processo de selecção.

A partir de 2024, a Estação Espacial Chinesa deverá passar a ser a única no espaço, e, segundo Bill Ostrove, especialista em questões espaciais do gabinete de aconselhamento Forecast International, “a longo prazo, a China colherá bons frutos” deste programa.

“Muitos países e um número crescente de empresas e universidades têm programas espaciais, mas não têm dinheiro para construir a sua própria estação espacial. A possibilidade de, graças à China, poderem enviar cargas úteis para uma plataforma de voo habitada e realizar experiências científicas é algo extremamente precioso“, observa.

A Agência Espacial Europeia, ESA, está já a enviar astronautas para treinar na China com o objectivo de viajar um dia para a estação chinesa.

Segundo o analista chinês Chen Lan, apesar da rivalidade entre Pequim e Washington, envolvidos numa guerra comercial, é possível que também astronautas americanos venham a trabalhar a bordo da CSS. “A agência espacial chinesa e a ONU poderiam pensar em algo assim. Mas não é certo que o Congresso americano seja da mesma opinião”.

“A China vai utilizar a sua estação espacial da mesma forma que os parceiros da ISS usam a sua actualmente: pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e preparação das equipas chinesas para voos de longa duração”, explica Chen Lan.

Apesar de o gigante asiático passar a ser “uma das grandes potências do espaço”, Ostrove  considera que Rússia, Japão e Índia vão continuar a ter umimportante papel“, e que os Estados Unidos continuarão a ser o actual “poder espacial dominante”.

Dominar o espaço nunca foi uma meta para a China“, aponta Chen Lan, referindo que as questões comerciais são cada vez mais importantes a nível espacial, sendo a inovação e a ciência fortes impulsionadores económicos.

Pequim, que espera enviar um robô a Marte e humanos à Lua, investe milhões no seu programa espacial, com a coordenação do exército, tendo por conta própria colocado satélites em órbita, que usa para para observação, em telecomunicações e no seu sistema de geolocalização Beidu.

ZAP // Lusa / Popular Mechanics

Por ZAP
11 Novembro, 2018

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1207: A China vai mostrar modelo em tamanho real da sua nova estação espacial

A China irá expor um modelo em tamanho real do módulo central da estação espacial chinesa, em preparação desde 2011 para mostrar ao mundo os avanços do Programa Espacial Chinês.

Depois de impedidos, em 2011, pelos Estados Unidos de participar em missões na Estação Espacial Internacional por questões de segurança nacional, a China decidiu criar uma estação espacial própria. Agora, um modelo de tamanho real será exibido.

Na próxima semana, durante a maior feira de aviação aeroespacial da China, a construção e o design do modulo principal Tianhe-1 poderá ser visto por todos os participantes da feira chinesa. Os ingressos para a feira que se inicia dia 6 de Novembro custaram 500 yuans – cerca de 63 euros.

O módulo chinês foi concluído em 2017 pela China Aerospace Science and Technology e construído pela China Academy of Space Technology.

Sem muitos dados sobre este novo módulo mantido em alto sigilo pelo governo chinês, a exibição pública agendada para a próxima semana na cidade de Zhuhai, poderá trazer grandes novidades para o sector.

Até ao momento sabe-se que o módulo tem pouco menos de 17 metros de comprimento e consiste em 3 secções – um compartimento de recursos com um diâmetro de 4,2 metros, um espaço de vida e compartimento de controlo, e um hub de encaixe onde se conectarão os outros módulos, naves e embarcações de carga.

O módulo terá capacidade para 6 pessoas e pesa cerca de 22 toneladas, um terço do peso total da estação espacial chinesa que, por sua vez, é seis vezes mais leve que a Estação Espacial Internacional.

É esperado que a China coloque o Tianhe-1 em órbita em 2020 e que inicie as operações com astronautas em 2022. Para além deste projecto, a China tem também planos para pousar uma sonda em Marte e para enviar uma nave para o lado obscuro da Lua.

ZAP //

Por ZAP
27 Outubro, 2018

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765: Podíamos já ter ido a Marte nos anos 60


O popular astronauta Chris Hadfield diz que a tecnologia que nos levou à lua e nos trouxe de volta na década de 60 poderia ter-nos enviado também a Marte.

O canadiano Chris Hadfield foi astronauta durante 18 anos da sua vida. De 1995 a 2013, Hadfield voou em dois space shuttles da NASA e numa nave russa Soyuz, além de ter vivido a bordo da Estação Espacial Internacional.

Ao todo, Hadfield passou 166 dias em órbita. Recentemente, ficou conhecido por ter gravado a música “Space Oddity”, de David Bowie, em gravidade zero.

Hadfield reformou-se entretanto, e desde então passou a partilhar o seu conhecimento como astronauta num novo curso online na plataforma de ensino MasterClass.

Num artigo publicado na semana passada, o Business Insider perguntou a Hadfield se tem esperança de que a NASA, a SpaceX, a Blue Origin ou outra empresa ou governo que fazem parte da nova corrida espacial possam mandar pessoas para Marte e começar a colonizar o planeta vermelho na próxima década.

E a resposta de Hadfield foi surpreendente.

Poderíamos ter mandado pessoas para Marte há décadas atrás”, disse Hadfield ao Business Insider. “A tecnologia que nos levou à Lua e nos trouxe de volta quando eu era apenas uma criança, essa tecnologia poderia ter-nos levado a Marte”, afirmou o antigo astronauta.

Segundo o Business Insider, cientistas como Wernher von Braun, engenheiro-chefe do foguete Saturno V, da NASA, estiveram a planear uma missão tripulada a Marte já em 1952 – mais de 15 anos antes da primeira missão Apollo. Mas então, se já tínhamos a tecnologia, porque não estamos agora mesmo a andar sobre o solo de Marte?

Porque a tecnologia para a viagem não chega.

Hadfield realça que ter a capacidade de ir não significa que seja fácil, seguro ou que valeria o risco das vidas humanas em jogo, mesmo considerando novas naves espaciais. “A maioria dos astronautas que enviássemos nessas missões não sobreviveria”, aponta.

Riscos elevados

O maior risco de uma missão tripulada para Marte é a distância. “Marte está mais longe do que a maioria das pessoas pensa”, aponta Hadfield. E é verdade: há uma imensa distância entre a Terra e Marte. O planeta vermelho está cerca de 660 vezes mais longe de nós do que a Lua. Uma viagem de ida e volta pode demorar 500 dias ou mais.

À medida que os dois planetas giram à volta do Sol, essa distância é, ainda por cima, variável. O mais próximo que a Terra e Marte podem estar é à distância de 54,5 milhões de quilómetros.

O lançamento de veículos para Marte até agora levou 128 a 333 dias. Esse é um período de tempo muito grande para se estar a bordo de uma nave espacial. E tão longe da Terra, a oportunidade de lançar missões de resgate seria quase impossível.

Além disso, há riscos de longo prazo. Por exemplo, os astronautas teriam problemas de saúde decorrentes da exposição à radiação do espaço profundo. De acordo com um estudo de 2016 publicado na revista Nature, voos para a lua expuseram 24 astronautas que fizeram a viagem a um risco muito maior de doença cardíaca.

Os riscos mais directos das viagens espaciais também são numerosos, e não muito diferentes daqueles enfrentados pelos tripulantes das missões Apollo na década de 60.

Além do incêndio da Apollo 1, que matou três astronautas no solo durante um exercício de treinamento, a NASA quase perdeu a tripulação da Apollo 13. Também a Apollo 11 quase ficou sem combustível antes de aterrissar na superfície lunar.

Tudo isso aconteceu quando a NASA estava apenas a tentar enviar pessoas a 384 mil quilómetros de distância da Terra, durante cerca de uma semana.

Tecnologias que poderiam diminuir os problemas de uma viagem deste tipo, que, além da radiação e dos riscos de explosões, incluem outros problemas, ainda não existem. E naves com protecção leve, mas eficaz, cápsulas de hibernação e sistemas de suporte à vida bio-regenerativos fazem parte apenas da imaginação ou dos filmes, por enquanto.

Navegadores

Hadfield compara os últimos planos de exploração de Marte às primeiras viagens nas naus do século 15. “Fernão de Magalhães, quando zarpou em 1519, tinha cinco navios e 250 pessoas para tentar fazer a sua viagem à volta do mundo, e quase todos morreram”, realça Hadfield. “Só regressaram umas 15 ou 18 pessoas e um dos cinco navios”.

Segundo Hadfield, os foguetes de hoje são comparáveis às velas dos veleiros usados nas viagens do século 15, por ainda queimarem combustíveis químicos (além de oxigénio) para partir da Terra e viajar pelo espaço. “A queima de foguetes químicos é o equivalente a usar um veleiro ou um pedalzinho para tentar viajar pelo mundo”, compara Hadfield.

Ao projectar uma nave espacial, os engenheiros precisam de sacrificar a protecção contra radiação, suprimentos, ferramentas e espaço vital para garantir que haja combustível suficiente para a viagem.

É por isso que Hadfield acredita que o Sistema de Lançamento Espacial da NASA, o Big Falcon Rocket da SpaceX, ou o foguete New Glenn da Blue Origin, não irão revolucionar as viagens espaciais, como os seus criadores gostam de sugerir.

Todos estes projectos planeiam queimar combustível como propulsão. Ou seja, são todos veleiros a tentar viajar por um mundo muito grande.

“O meu palpite é que nunca iremos a Marte com os motores que existem em qualquer um desses três foguetes”, dia Hadfield ao Business Insider. “Não acho que seja uma forma prática de enviar pessoas a Marte, porque é são perigosa e demora demasiado tempo, e isso expõe-nos a um risco maior, durante um longo tempo”.

Não é que Hadfield esteja contra que a humanidade tente chegar a Marte, ou até colonizar o planeta. Pelo contrário, se não tivermos objectivos grandiosos, jamais conseguiremos avançar na exploração espacial.

Mas, diz o antigo astronauta canadiano, devemos estar atentos aos graves riscos envolvidos em qualquer tentativa de chegar ao planeta vermelho usando as tecnologias de que dispomos nos dias de hoje.

O ex-astronauta acredita que os cientistas irão eventualmente encontrar uma forma de chegar a Marte com segurança, e confia nisso devido aos avanços nas tecnologias de viagem espacial que tem visto.

O voo espacial era impossível quando nasci. E ainda estou vivo. Não passou muito tempo, e passámos do impossível para Peggy Whitson – que passou 665 dias no espaço – e para seis pessoas a viver numa nave espacial nos últimos 17 anos e meio, em contínuo. Deixámos a Terra, estabelecemo-nos no espaço apenas ao virar do século. Portanto, fizemos avanços extremamente rápidos”.

Mas, diz Hadfield, se a NASA ou empresas privadas estiverem interessadas em visitar e eventualmente colonizar Marte, como espera o fundador da SpaceX, Elon Musk, deveriam investir ainda mais em investigação científica básica.

Alguém tem que inventar algo em que ainda não pensámos”, diz Hadfield. “Parece estranho, mas descobrimos como aproveitar a electricidade e o que os electrões fazem, e isso parecia uma loucura, e revolucionou a nossa vida e as viagens”, conclui.

ZAP // Ciberia // HypeScience / Business Inside

Por ZAP
15 Julho, 2018

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734: Robô CIMON vai dar uma mãozinha aos astronautas da Estação Espacial Internacional

Parece uma bola que flutua, mas não é. O robô CIMON foi criado de raiz para ajudar os astronautas da Estação Espacial Internacional a completar tarefas.

A 15ª missão de entrega de mantimentos com destino à Estação Espacial Internacional pela SpaceX levou consigo uma carga especial: uma bola com feições de desenho animado estampada numa tela de computador.

À primeira vista, parece inútil, mas o robô desenvolvido pela Airbus é mais necessário do que parece. Baptizado CIMON – abreviatura de Crew Interactive Mobile Companion ou Companheiro de Tripulação Móvel Interactivo – este robô foi especialmente desenhado para ajudar os astronautas na Estação Espacial Internacional (EEI).

Segundo o Público, a inspiração surgiu da ficção científica e partiu de uma banda desenhada, a Captain Future, lançada nos anos 40 que conta a história de um robô senciente em forma de cérebro humano, apelidado Professor Simon, que serve de mentor a um astronauta chamado Capitão Futuro.

Anteriormente testado em voos terrestres parabólicos (capazes de simular gravidade zero), o CIMON é o primeiro companheiro pessoal para astronautas, capaz de responder de viva voz com recurso à inteligência artificial – mas só em inglês.

Esta ajuda precisa pesa cinco quilogramas e flutua graças às 14 ventoinhas internas que possui. Tem microfones e câmaras para reconhecer quando os astronautas precisam de ajuda e uma cara sorridente 24 horas por dia.

CIMON deverá ajudar os astronautas na condução de várias experiências, podendo responder a várias questões ou exibir dados na sua tela embutida.

Enquanto que a Airbus tratou do hardware, o software e a componente de inteligência artificial ficou a cargo da IBM. Mas, entre tantas funcionalidades, há uma que se destaca: o aparelho vai ajudar o astronauta alemão Alexander Gerst a levar a cabo algumas experiências na EEI.

Embora tenha sido programado para reconhecer instantaneamente a voz e o rosto de Gerst, CIMON será também capaz de interagir com qualquer membro da tripulação. No fundo, CIMON vai ajudar a “aumentar a eficiência do astronauta“, explicou Matthias Biniok, engenheiro da IBM, à Reuters.

Actualmente, os astronautas têm de ler as instruções das tarefas a partir de um portátil, um processo difícil segundo Biniok. Um companheiro como CIMON, capaz de responder e sem fios, poderá ser uma ajuda preciosa.

“A nossa missão principal é apoiar os astronautas com as suas tarefas diárias para poupar tempo, porque o tempo é a coisa mais cara na Estação Espacial Internacional”, conclui.

Ainda assim, este robô pode ir mais além. No futuro, avança a Wired, espera-se que o CIMON evolua o suficiente de forma a conseguir interpretar a forma como a tripulação interage entre si e as dinâmicas sociais que surgem (que podem escapar a quem está em terra).

ZAP // CanalTech

Por ZAP
5 Julho, 2018

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685: Há mais uma estação espacial chinesa em risco de cair na Terra

(dr) Xinhua
A estação espacial chinesa Tiangong-1 caiu em Abril de 2018

Depois do famoso “Palácio Celeste 1”, que reentrou na atmosfera terrestre em Abril deste ano, parece que é a vez da colega Tiangong-2 começar a dar problemas.

Em Abril deste ano – e depois de muitas notícias sobre o caso – a estação espacial chinesa Tiangong-1 regressou finalmente à Terra, tendo reentrado na atmosfera sobre o sudoeste da América do Sul e caído no sul do Oceano Pacífico.

No entanto, de acordo com o site IFLScience, parece que existe outra ‘colega’ em risco. A China tem uma segunda estação espacial, chamada Tiangong-2, que terá descido a sua órbita em cerca de 90 quilómetros (de 380 para 290 quilómetros)

De acordo com as informações do Comando Estratégico dos EUA, citadas pelo SpaceNews, esta poderá ser a prova de que a super-potência asiática está mesmo a preparar-se para trazê-la de volta à Terra.

Em declarações ao IFLScience, o astrofísico Jonathan McDowell, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, afirma que a China provavelmente está a tentar evitar o mesmo destino da Tiangong-1. O país terá baixado a órbita desta estação espacial no passado dia 13 de Junho.

A Tiangong-1, ou “Palácio Celeste 1”, foi colocada em órbita em Setembro de 2011 e estava programada para fazer uma entrada controlada na atmosfera. Porém, a estação espacial chinesa deixou de funcionar em Março do mesmo ano, tendo gerado grande preocupação por uma eventual queda descontrolada.

Por sua vez, a Tiangong-2 foi lançada em Setembro de 2016 com o objectivo de preparar o lançamento de uma estação maior, cujo primeiro módulo deverá ser lançado em 2020.

A China ainda não fez nenhum anúncio sobre a órbita desta estação espacial, por isso, ainda não é certo para quando podem estar a planear fazê-lo, ou porquê exactamente, embora pareça ser uma tentativa de evitar a situação deste ano.

“Em parte, a China não quer uma repetição da Tiangong-1”, explicou Phil Clark, do Journal of the British Interplanetary Society, à SpaceNews.

Segundo o IFLScience, a Tiangong-2 tem dimensões semelhantes, logo, se alguma vez reentrar na atmosfera terrestre, provavelmente não vai causar grandes danos. Além disso, a sua órbita também é praticamente idêntica, por isso, mesmo que venha a estar descontrolada, também será improvável que atinja uma área povoada.

ZAP //

Por ZAP
23 Junho, 2018

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436: Tiangong-1: Porque caem (quase) todos os destroços espaciais no ponto Nemo

EPA/FRAUNHOFER FHR

Estação espacial chinesa reentrou na atmosfera terrestre no Pacífico Sul, zona de destroços espaciais. A maior parte da estrutura ardeu na reentrada. Não há registo de, alguma vez, terem caído em Portugal restos de satélites

Afinal, a probabilidade de a estação espacial chinesa Tiangong-1 cair em Portugal seria bem menor do que aquela que foi anunciada. Quem o diz é Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa, que garante que essa probabilidade não era de 3%, como foi avançado, mas inferior a 0.058%. Os destroços da nave acabaram, no entanto, por cair na região central do Pacífico Sul, a noroeste do Taiti, não muito longe do Ponto Nemo, conhecido por ser um “cemitério” de destroços espaciais.

Diz o Comando Conjunto de Operações Espaciais do exército norte-americano que era 01.15 (hora de Lisboa) de segunda-feira quando ocorreu a reentrada na atmosfera terrestre.

“Portugal tem uma área tão pequena que era preciso muita sorte, ou melhor, muito azar, para cair cá. Já o Pacífico tem uma área tão grande que só isso aumenta em muito a probabilidade de um satélite cair lá”, explica ao DN o astrofísico David Sobral, adiantando que não tem conhecimento de algum dia terem sido encontrados restos de satélites no nosso país.

Colocada em órbita em 2011, a estação espacial chinesa, também conhecia como Palácio Celestial 1, estava desocupada desde 2013, tendo deixado de funcionar três anos depois, o que impedia que fosse comandada a partir da Terra. Depois de muita especulação em torno do local da queda, a Tiangong-1 caiu, segundo o astrónomo Jonathan McDowell, do centro de astrofísica Harvard-Smithsonian, a noroeste da ilha do Taiti. Ao entrar na atmosfera a mais de 26 mil quilómetros por hora, desintegrou-se numa “bola de fogo”. Só cerca de 10% da estrutura terá caído no Pacífico.

A estação espacial não se despenhou no ponto Nemo, conhecido como “Polo da Inacessibilidade do Pacífico”, mas não terá caído muito longe daquele que é o local mais distante de qualquer continente ou ilha do planeta. É uma espécie de aterro de objectos espaciais, baptizado de Nemo, em homenagem a Júlio Verne. Localiza-se ao largo ao largo das costas da Antárctica, da Nova Zelândia, das ilhas Pitcairn e do Chile, sendo a ilha Ducie, um atol desabitado, a mais próxima daquela área.

Entre 1971 e 2016, mais de 250 naves espaciais terminaram a sua vida no ponto Nemo, um local bastante amplo e com pouca fauna e flora, o que o torna bastante apetecível para o efeito. Mas não foi possível direccionar a Tiangong-1 para o “cemitério”.

Rui Agostinho, do Observatório Astronómico de Lisboa, explica ao DN que se perderam as telecomunicações com a estação espacial, o que impediu que a trajectória fosse controlada. A nave foi entrando numa atmosfera cada vez mais baixa, ficando totalmente descontrolada, numa espécie de queda livre em direcção à Terra. “Com telecomunicações seria possível disparar micro foguetes para que caísse numa zona não habitada, por exemplo”, esclarece. A este facto juntam-se vários “fenómenos físicos”, como o atrito atmosférico, que impediram a comunidade científica de prever com exactidão onde cairia.

Portugal, mais concretamente a zona entre o Porto e o Minho, chegou a ser referenciado como um dos possíveis locais da queda. Foi anunciado que a probabilidade de a estação se despenhar no País seria de 3%. No entanto, o astrónomo Rui Agostinho garante que, segundo as informações disponibilizadas pela Agência Espacial Europeia (ESA), essa probabilidade seria inferior a 0.058%. “Não sei quem afirmou que seria 3%, mas os dados da ESA não indicavam isso”, assegura o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

A queda dos destroços no oceano não terá consequências para os humanos. “Seria pior se caísse num território habitado, mas a probabilidade de bater directamente numa pessoa é baixíssima”, indica o astrónomo, ressalvando que, se atingisse uma pessoa à velocidade que cai, o objecto poderia matar. Embora existam muitos satélites em órbita, como estava a Tiangong-1, Rui Agostinho diz que são geralmente possíveis de controlar: “Quando termina a sua vida útil, atira-se o satélite contra a Terra, controlando a sua trajectória de maneira a cair algures no mar”.

As autoridades chinesas já tinham afirmado que não existiam razões para alarme, adiantando que seria um espectáculo semelhante a uma chuva de meteoros. David Sobral reforça que “é extremamente raro algo deste género cair de forma descontrolada”. Quando acontece, “a maior parte dos componentes ardem ou desintegram-se. Como a maior parte da área é oceano ou desabitada, a probabilidade de um humano ser atingido é muito, muito baixa”.

A Tiangong-1, que media dez metros e pesava 8,5 toneladas, foi substituída pela Tiangong-2, em 2016. O objectivo é testar a presença humana no Espaço até 2022.

DN
03 DE ABRIL DE 2018 00:19
Joana Capucho

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428: A Tiangong-1 caiu finalmente. Foi a noroeste do Taiti

NASA
Reentrada na atmosfera do ATV – Automated Transfer Vehicle, da ESA. Destino igual espera a Tiangong 1

A estação espacial chinesa Tiangong-1, de 10 toneladas, regressou à Terra, numa descida descontrolada a partir de uma órbita terrestre baixa, tendo reentrado na atmosfera sobre o sudoeste da América do Sul e caído no sul do Oceano Pacífico.

Tal como previsto, a queda na Terra do laboratório espacial chinês Tiangong-1 não provocou danos. A estação espacial desintegrou-se à reentrada na atmosfera, oferecendo aos sul-americanos um “espectáculo esplêndido”, semelhante a uma chuva de meteoritos.

Em queda através de uma atmosfera cada vez mais densa, enquanto se aproximava da Terra a uma velocidade de 17 mil km/hora, os detritos foram quase completamente destruídos antes de atingir o solo.

Segundo a agência AFP, que cita a Agência Espacial Chinesa, a nave reentrou na atmosfera “essencialmente destruída“, e o impacto final do que dela restava com a Terra aconteceu no sul do Pacífico.

O astrónomo Jonathan McDowell especifica que a nave chinesa caiu a noroeste do Taiti. “Conseguiu falhar por pouco o ‘cemitério de naves espaciais, que fica um pouco mais a sul”, diz McDowell.

 

A Agência Espacial Europeia tinha calculado que o impacto final da Tiangong-1 aconteceria entre o fim da noite de domingo e o início da madrugada. Segundo a Aerospace, aconteceu às 1.15h desta segunda-feira, 2 de Abril.

Um pouco por todo o mundo, surgiram nas redes sociais relatos de pessoas que testemunharam a passagem da “bola de fogo” a desintegrar-se.

​” se desintegrou. Eu vi de Portugal! Pareciam pequenas estrelas a passar”, relatou o utilizador Pedro Lopes no chat do canal Volcano Watch do YouTube, que transmitiu em directo um livestream do evento.

A Tiangong-1, ou  “Palácio Celeste 1”, foi colocada em órbita em Setembro de 2011 e estava programado para fazer uma entrada controlada na atmosfera. Porém, deixou de funcionar em Março de 2016, tendo gerando preocupação por uma eventual queda descontrolada.

No entanto, este tipo de estação espacial “não cai violentamente sobre a Terra como nos filmes de ficção científica, mas desintegra-se como uma magnífica chuva de meteoros num belo céu estrelado, à medida que os respectivos destroços avançam em direcção à Terra”, explicaram as autoridades chinesas.

ZAP //

Por ZAP
2 Abril, 2018

– O vídeo acima mencionado da autoria de Pedro Lopes, foi removido pelo utilizador.

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Contagem decrescente. Em directo a queda do “Palácio Celeste”

Palácio Celeste reentra na atmosfera a 26.000 km por hora. Foram reveladas novas imagens da Tiangong-1. Estação Espacial ainda está intacta

A Estação Espacial deverá reentrar este domingo na atmosfera terrestre a uma velocidade superior a 26 mil quilómetros por hora antes de se desintegrar numa bola de fogo, anunciaram hoje autoridades aeroespaciais chinesas.

A queda na terra deste laboratório espacial chinês, designado Tiangong-1 (“Palácio Celeste 1”), não deverá provocar danos e oferecerá um espectáculo “esplêndido” similar a uma chuva de meteoritos, garantem as autoridades chinesas.

SIGA AQUI EM TEMPO REAL A QUEDA DA ESTAÇÃO ESPACIAL

Também a Agência Espacial Europeia (ESA) estima que a queda do módulo espacial ocorra nas próximas horas, provavelmente entre a noite de domingo e madrugada de segunda-feira.

Num comunicado divulgado no sábado, a ESA explicou que a queda do Tiangong-1 desacelerou devido a uma meteorologia espacial mais tranquila.

Uma torrente de partículas solares deveria ter aumentado a densidade nas altas capas da atmosfera e acelerar a queda do laboratório espacial. Mas isso não ocorreu, reconhece a ESA, avançando que também persiste a incerteza sobre o lugar onde poderão cair os eventuais restos do módulo.

“As pessoas não precisam se preocupar”, garante o Departamento de Engenharia Espacial Tripulada da China (CMSEO) em sua conta na rede social WeChat.

Naves espaciais deste tipo “não caem na Terra violentamente como nos filmes de ficção científica”, garante o CMSEO.A probabilidade de uma pessoa ser atingida por um objecto espacial de mais de 200 gramas é de uma em 700 milhões, garante a agência espacial chinesa.

De forma cilíndrica e com a dimensão aproximada de um autocarro, com 10,4 metros de comprimento por 3, 4 de diâmetro, 7,5 toneladas, já sem o combustível, e dois painéis solares com três por sete metros cada, a Tiangong-1 fez história em Setembro de 2011, ao tornando-se a primeira estação espacial da China na órbita terrestre.

Desde então, a Tiangong-1 permaneceu vazia e em 21 Março de 2016, as autoridades chinesas informaram as Nações Unidas de que tinham perdido o controlo sobre ela. Até aí, os propulsores da Tiangong-1 era regularmente despertados para elevar a sua altitude, de modo a mantê-la entre os 330 e os 400 quilómetros de altitude. Desde 2016 isso deixou de ser possível, pelo que a sua órbita veio decrescendo lentamente, como seria de esperar.

NOVAS IMAGENS DA ESTAÇÃO ESPACIAL

O céu caiu-lhe, ao de leve, no ombro

Em 1979, a queda do Skylab, a antiga estação espacial dos Estados Unidos, foi um acontecimento. Alguns fragmentos caíram junto a uma cidade na Austrália, sem causar danos. Muitos outros objectos espaciais caem todos os anos, mas até hoje, só há um caso conhecido de uma pessoa atingida, de forma ligeira: Lottie Williams, nos Estados Unidos, a quem um pequeno fragmento de um tanque de combustível de um foguetão Delta II atingiu no ombro, em 1996.

“Um espectáculo magnífico”

Na sexta-feira, a China já tinha minimizado as preocupações sobre o impacto da entrada na atmosfera, e prometeu mesmo que será um espectáculo magnífico, semelhante a uma chuva de meteoros.

“As pessoas não têm motivos para se preocupar”, assegurou a entidade chinesa responsável pela concepção dos voos espaciais tripulados (CMSEO, na sigla em inglês), numa mensagem publicada nas redes sociais.

Este género de estação espacial “não cai violentamente sobre a Terra como nos filmes de ficção científica, mas desintegra-se como uma magnífica chuva de meteoros num belo céu estrelado, à medida que os respectivos destroços avançam em direcção à Terra”, explicou a entidade chinesa.

DN
01 DE ABRIL DE 2018 06:52
DN/Lusa

– Só espero que não caia nenhum destroço no meu “observatório” lunar (Backyard)…

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422: A Tiangong-1 atrasou-se e só “chega” à Terra entre domingo e segunda

NASA
Reentrada na atmosfera do ATV – Automated Transfer Vehicle, da ESA. Destino igual espera a Tiangong 1

A Agência Espacial Europeia ESA disse hoje que a estação espacial chinesa Tiangong-1 está a progredir mais lentamente do que o previsto e só deverá entrar na atmosfera terrestre entre domingo à tarde e segunda-feira de manhã.

De acordo com um comunicado citado pela agência de notícias francesa AFP, a nova janela de tempo para a queda da estação espacial chinesa situa-se agora entre as 13:00 de domingo (horário de Lisboa) e as 12:00 de segunda-feira.

A agência explica a desaceleração da queda da Tiangong-1 pela manutenção de um fluxo de partículas que devia ter aumentado de densidade na atmosfera superior e precipitado a queda, mas tal não aconteceu.

A janela de reentrada na atmosfera da Terra, no entanto, permanece “altamente variável”, disse a ESA. Há também uma grande incerteza sobre onde os detritos vão cair, salienta a agência espacial europeia.

Na sexta-feira, a China já tinha minimizado as preocupações sobre o impacto da entrada na atmosfera, e prometeu mesmo que será um espectáculo magnífico, semelhante a uma chuva de meteoros.

“As pessoas não têm motivos para se preocupar”, assegurou a entidade chinesa responsável pela concepção dos voos espaciais tripulados (CMSEO, na sigla em inglês), numa mensagem publicada nas redes sociais.

Este género de estação espacial “não cai violentamente sobre a Terra como nos filmes de ficção científica, mas desintegra-se como uma magnífica chuva de meteoros num belo céu estrelado, à medida que os respectivos destroços avançam em direcção à Terra”, explicou a entidade chinesa.

A estação espacial chinesa, colocada em órbita em Setembro de 2011, deverá efectuar uma entrada controlada na atmosfera terrestre, mas o facto de ter deixado funcionar em Março de 2016 está a levantar preocupações sobre a sua queda na Terra.

O risco de um ser humano ser atingido por um fragmento espacial com mais de 200 gramas é de um em 700 milhões, segundo indicou a CMSEO.

ZAP // Lusa
Por Lusa
31 Março, 2018

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415: Já há fotografias da Tiangong-1 a cair

Fraunhofer / ESA

O instituto alemão Fraunhofer FHR mostra a estação espacial chinesa Tiangong-1 já em trajecto descendente a uma altitude de 270 quilómetros. A Tiangong-1 deverá colidir com a Terra este fim de semana.

Uma imagem captada pelo instituto alemão Fraunhofer FHR mostra a estação espacial chinesa Tiangong-1 a uma altitude de 270 quilómetros, no seu trajecto descendente que vai acabar com a queda na superfície terrestre, entre sábado e segunda-feira.

Esta quinta-feira, a estação já está a menos de 300 quilómetros de altitude – por comparação, a Estação Espacial internacional orbita a Terra a uma altitude média de 340 quilómetros.

A Agência Espacial Europeia, ESA, aproveitou o momento para relembrar que, na história da exploração humana no espaço, não há registo de alguém ter sido vítima de lixo espacial.

A ESA, que está a monitorizar a reentrada da Tiangong-1 na atmosfera terrestre em conjunto com um comité de uma agência internacional para o lixo espacial, divulgou as imagens ontem.

A Tiangong-1 tem 12 metros de comprimento, 3,3 de diâmetro e está desocupada desde 2013. A maior parte da estrutura vai arder na reentrada, que pode ocorrer em qualquer espaço entre as latitudes de 43º norte e 43º sul, uma faixa muito extensa que inclui países como Portugal e Espanha, e é muito pouco provável que represente algum risco para os humanos, diz a ESA.

ESA

Reentrada da estação espacial chinesa Tiangong-1 na Terra é calculada nas latitudes entre 43 graus norte e 43 graus sul, segundo a ESA.

As últimas previsões dos cientistas apontavam que a Tiangong-1 reentrasse na atmosfera entre 30 de Março e 2 de Abril, o que acabará por se confirmar se, como previsto, a estação espacial chinesa colidir com a Terra este fim de semana.

Em Janeiro passado, a Agência Espacial Chinesa anunciou que a reentrada da Tiangong-1 na Terra seria controlada e que não teria impactos negativos para o ambiente, nem para as populações.

A Tiangong-1, que em Português significa algo como “Palácio Celestial”, foi lançada em 2011 e projectada para arder na atmosfera em 2013, com um peso de mais de 8 toneladas. Findo o tempo de vida desta estação espacial, a China já lançou, em 2016, a Tiangong-2.

ZAP //

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344: Estação Espacial chinesa cai dentro de semanas (talvez no Norte de Espanha)

(dr) Xinhua
Estação Espacial Tiangong-1

O norte de Espanha é uma das zonas previstas para o impacto, mas a “probabilidade de alguém ser atingido por destroços da Tiangong-1 é um milhão de vezes menor do que a probabilidade de ganhar a lotaria”.

Nas duas primeiras semanas de Abril, a estação espacial enviada para o espaço pela China, Tiangong-1, entra em rota de colisão com a Terra, podendo atingir o norte de Espanha, de acordo com a Aerospace Corporation.

Por outro lado, a Agência Espacial Europeia aponta para 24 de Março a 19 de Abril.

De acordo com o relatório da Aerospace Corporation, um instituto sem fins lucrativos financiado pelos EUA para fiscalizar actividades espaciais, “a probabilidade de uma pessoa específica ser atingida por destroços da Tiangong-1 é cerca de um milhão de vezes mais reduzida do que as probabilidades de ganhar a lotaria”.

“Na História dos voos espaciais não se tem conhecimento de qualquer pessoa que algum dia tenha ficado ferida na sequência da reentrada de detritos espaciais na nossa atmosfera. Até hoje só houve registo de uma pessoa atingida por um desses detritos e, felizmente, não ficou ferida”, sublinha o relatório.

No entanto, o mapa que o acompanha traça as potenciais zonas de impacto do módulo que pesa 8,5 toneladas. Felizmente para nós, há a probabilidade de, ao entrar na atmosfera, a Estação Espacial chinesa se deteriorar, ainda que os especialistas não estejam muito convencidos disso.

Entre as possíveis zonas de impacto contam-se o norte da China, o Médio Oriente, o centro de Itália ou o norte de Espanha, a par da Nova Zelândia, Tasmânia, algumas partes da América do Sul e o sul de África.

A Tiangong-1 foi lançada para o espaço em 2011 e foi a primeira estação enviada por aquele país para explorar o espaço.

Analistas dentro e fora do país descreverem-na como um “símbolo político potente” da China moderna numa altura em que está cada vez mais investida em tornar-se uma super-potência espacial. Em 2012, foi visitada pela primeira mulher astronauta da China, Liu Yang. Antes e depois disso, foi alvo de uma série de missões com e sem tripulação.

Em Setembro de 2016, a China admitiu que tinha perdido o controlo da estação e que não seria capaz de controlar a sua reentrada na atmosfera. Ou de prever onde iria cair.

De acordo com as declarações de Jonathan McDowell ao The Guardian “a Tiangong-1 é grande e densa e portanto é preciso manter isto debaixo de olho” – sobretudo considerando que a trajectória descendente da Tiangong-1 tem estado a aumentar de velocidade nos últimos meses, tendo passado de uma queda a 1,5 quilómetros por semana em Outubro para os 6 quilómetros/semana registados no último mês.

Por causa disto e também por causa das constantes alterações meteorológicas no Espaço, é difícil antever onde é que o módulo chinês poderá cair. “Só na semana final do percurso descendente é que vamos conseguir começar a falar sobre isto com maior confiança”, refere McDowell. “Diria que uns quantos pedaços vão sobreviver à reentrada mas só saberemos onde é que vão cair depois dessa reentrada.”

Esta não é a primeira vez que algo do género acontece. Em 1991, a Salyut 7, estação espacial da União Soviética com 20 toneladas, despenhou-se contra a Terra, na altura ainda com a nave Cosmos 1686 acoplada a ela. Os destroços caíram sobre a Argentina, atingindo em particular uma pequena localidade chamada Capitán Bermúdez.

Antes disso, em 1979, uma estação espacial da NASA com 77 toneladas, a Skylab, já tinha entrado numa rota descendente descontrolada em direcção à Terra, com algumas partes da nave a caírem nos arredores de Perth, no oeste da Austrália.

Além da possibilidade de os seus destroços atingirem alguém, a Tiangong-1 representa ainda um outro problema. De acordo com o Canal Tech, a Estação Espacial está repleta de substâncias tóxicas, como a hudrazina, altamente cancerígena, que se podem espalhar pelo planeta, assim que a Tiangong-1 entre em contacto com a Terra.

De forma a evitar danos físicos e químicos, um grupo de cientistas chineses está a considerar explodir a nave com raios laser antes de esta entrar na atmosfera terrestre.

Normalmente, satélites entram em combustão assim que chegam à atmosfera mas, para desespero dos cientistas, esta não é a situação da Tiangong-1. Os chineses acreditam que, por ser tão grande, a nave chegará intacta ao solo ou a algum oceano da Terra.

ZAP //

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Astronaut’s View of Earth

 

O astronauta da NASA Randy Bresnik publicou esta segunda-feira um vídeo em que mostra a sua visão da Terra durante uma caminhada espacial. Prendeu a câmara no fato para registar o momento em que saiu da Estação Espacial Internacional.

[N.W.] – Pronto! Está provado que a Terra é plana…!!! E não, isto não são imagens da ISS no espaço… são filmagens nos cenários da 20th Century Fox…

https://franciscogomes.eu/eclypse2/2017/11/24/para-provar-que-a-terra-e-plana-mad-hughes-vai-lancar-se-de-foguetao-caseiro/

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111: Estação espacial chinesa pode cair na Península Ibérica

(dr) Xinhua
Estação Espacial Tiangong-1

A estação espacial Tiangong-1 vai reentrar na atmosfera entre Janeiro e Março do próximo ano. A ESA adiantou que há a possibilidade de que os fragmentos caiam em vários países europeus.

Prevê-se que a estação espacial Tiangong-1 caia na Terra no início do próximo ano. A Agência Espacial Europeia está a monitorizar a sua orbita e conseguiu delimitar a área do planeta onde poderá cair: uma faixa da Terra que contém a maior parte dos continentes habitados, como a Europa.

Holger Krag, chefe da divisão de lixo espacial da ESA, garante que “devido à geometria da órbita da estação, podemos já excluir a possibilidade de que qualquer fragmento caia a norte de 43ºN ou sul de 43ºS“.

Isto significa que a reentrada da Tiangong-1 pode ocorrer em qualquer ponto da Terra entre essas latitudes, “incluindo vários países europeus“.

A sul do paralelo 43°N, na Europa, encontram-se toda a península Ibérica, o sul da Itália e a Grécia. Os países europeus a norte deste paralelo estão a salvo do impacto dos fragmentos da Tiangong-1.

(dr) sc4geography.net
A estação chinesa Tiangong-1 vai cair a sul do paralelo 43°Norte e a norte do paralelo 43°S

Tanto a data da queda da estação espacial chinesa como a pegada geográfica do impacto na Terra só podem ser para já previstas com grande grau de incerteza. Krag explica que, até mesmo pouco tempo antes da reentrada, “só poderemos estimar uma enorme janela temporal e geográfica”.

A ESA vai fazer parte do IADC, o grupo internacional de especialistas que irá seguir a queda dos fragmentos da sonda chinesa, com o apoio das agências norte-americana, russa, japonesa, entre outras. A operação para monitorizar a reentrada da estação na atmosfera terá como objectivo prever com maior precisão onde poderá cair.

A Tiangong-1 , também conhecida por “Palácio Celestial”, foi lançada em Setembro de 2011 e descrita como um “potente símbolo político” da China, como parte de um ambicioso programa científico do país para se tornar uma super-potência espacial. A estação tem 12 metros de comprimento, um diâmetro e 3,3 metros e uma massa de 8506kg.

Mas, em 2016, depois de vários meses de especulação, as autoridades chinesas confirmaram que tinham perdido o controlo da estação espacial e que iria cair na Terra entre 2017 e 2018, mas até agora ninguém sabia o local exacto onde a sonda poderia cair. Actualmente, a estação espacial chinesa está a 300 km de altitude.

A este respeito, a ESA indicou que, na história cosmonauta, as estatísticas são positivas: nenhuma morte humana foi confirmada devido à queda de componentes espaciais.

ZAP // ESA

Por ZAP –
10 Novembro, 2017

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Estação espacial chinesa vai colidir com a Terra… e não se sabe onde

Ilustração representando a Tiangong-1 | CMSE

A nave deverá desintegrar-se à entrada na atmosfera, mas destroços, alguns com mais de 100 kg, vão atingir a superfície

Uma estação espacial chinesa de 8,5 toneladas está em queda descontrolada em direcção à Terra e espera-se que se despenhe nos próximos meses. Embora se espere que parte do laboratório se incendeie e desintegre, algumas das peças que vão atingir a superfície do planeta poderão pesar mais de 100 kg. A notícia é avançada esta sexta-feira pelo The Guardian, que cita especialistas afirmando que é impossível prever onde vão cair os destroços – nem mesmo nos dias imediatamente anteriores à colisão.

A estação Tiangong-1, também baptizada “Palácio Celestial”, foi lançada em 2011 porque a China queria ter um laboratório espacial que fosse também um “potente símbolo político. A medida fazia parte de um ambicioso programa científico que tinha por meta tornar a China uma super-potência espacial.

Em cinco anos, passaram pelo “Palácio Celestial” chinês tanto missões tripuladas, como não tripuladas. Numa das quais, realizada em 2012, participou Liu Yang, a primeira mulher astronauta da China.

Mas algo pouco celestial estava a acontecer com a Tiangong-1. Após meses de especulação sobre os eventuais problemas a bordo, em 2016 responsáveis chineses admitiram ter perdido o controlo da estação espacial e que esta iria colidir com a Terra. E, de acordo com a notificação enviada pela agência espacial chinesa às Nações Unidas, os destroços do “Palácio Celestial” deverão colidir com a Terra entre o presente mês de Outubro e Abril de 2018.

Desde 2016 que a órbita da estação espacial entrou em queda, sendo que nas últimas semana atingiu as camadas mais compactas da atmosfera da Terra, o que aumentou ainda mais a aceleração da descida.

“Agora que o perigeu [o ponto mais alto do trajecto da estação] já está a menos de 300km de altura e atingiu as camadas mais densas da atmosfera, o ritmo da queda está a aumentar”, disse ao Guardian o astrofísico de Harvard, Jonathan McDowell. “É de esperar que se despenhe dentro de alguns meses, em finais de 2017 ou início de 2018”, acrescentou.

A probabilidade de os destroços ferirem alguém é considerada remota, mas é também impossível prever onde vai cair. “Não se pode, de todo, dirigir o trajecto de uma coisa destas”, disse McDowel. “Mesmo quando só faltar um ou dois dias para a reentrada da estação na atmosfera, é provável que não se consiga fazer melhor do que calcular o momento do impacto com uma margem de seis ou sete horas de distância, para mais ou para menos. E não saber quando vai cair traduz-se em não saber onde vai cair”, concluiu o astrofísico. Segundo McDowell um ligeira alteração nas condições atmosféricas pode empurrar os destroços da estação “de um continente para outro”.

Em maio deste ano, a China informou as Nações Unidas de que vai manter uma cuidadosa monitorização da descida da nave e que informará a ONU quando esta iniciar o seu mergulho final.

Diário de Notícias
13 DE OUTUBRO DE 2017 | 22:00

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