3245: Encontrado na China esqueleto com 5.000 anos com caso raro de nanismo

CIÊNCIA

(dr) Halcrow et al. 2019

Arqueólogos descobriram, na China, um esqueleto humano com uma forma rara de nanismo, chamado pelos investigadores de “nanismo proporcional”.

Segundo o Live Science, o esqueleto foi encontrado num local de enterro perto do Rio Amarelo, na China, juntamente com outros restos mortais de pessoas que viveram entre 3300 e 2900 A.C.

Todos os esqueletos foram descobertos com as mãos colocadas em cima dos corpos, com a excepção de um, cujas mãos estavam enfiadas nas costas. Os ossos deste esqueleto pareciam mais curtos e fracos. Após uma análise mais aprofundada, os arqueólogos perceberam que este jovem adulto sofria de um nanismo raro.

A displasia esquelética é bastante rara nos dias que correm e, ao que parece, também é incomum nos registos arqueológicos — até agora, foram descobertos menos de 40 casos. Deste número, a maioria representa uma forma relativamente comum de nanismo chamada acondroplasia.

Mas, neste caso, os arqueólogos perceberam que se tratava de algo mais invulgar. Os membros do esqueleto pareciam curtos, assim como os ossos da cabeça e do tronco pareciam pequenos. A equipa diagnosticou o esqueleto com uma condição conhecida como “nanismo proporcional”.

De acordo com os cientistas, a baixa estatura deste jovem adulto resultou provavelmente do hipopituitarismo e hipotiroidismo” nos primeiros anos de vida (duas doenças relacionadas com a produção de hormonas na hipófise e na tiroide, respectivamente). Ambas podem prejudicar o crescimento ósseo, o desenvolvimento cognitivo e a função cardíaca e pulmonar.

Embora o esqueleto de baixa estatura tenha sido enterrado de forma diferente dos restantes, os arqueólogos não têm a certeza se ou como este indivíduo foi tratado em vida. E os textos confucionistas do século IV A.C. sugerem que pessoas com diferenças físicas não teriam sido excluídas nesta época.

Porém, esse sentimento colide com relatos históricos do século II A.C., que sugerem que pessoas com nanismo “eram vistas como outsiders“, observam os autores no artigo publicado na revista científica International Journal of Paleopathology.

ZAP //

Por ZAP
21 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

813: Romeu e Julieta? Arqueólogos encontram esqueletos “em conchinha” num túmulo com 5.000 anos

(dr) Karaganda Gov

Um casal com 5.000 anos foi encontrado sepultado lado a lado e “em conchinha”, na região de Karaganda, no Cazaquistão. Junto das ossadas do casal, os arqueólogos encontraram os esqueletos de dois cavalos a puxar uma carruagem.

Um grupo de arqueólogos descobriu as ossadas de um casal que foi enterrado há cerca de cinco mil anos, numa sepultura em Karaganda, no Cazaquistão.

Este terno casal está a ser comparado com Romeu e Julieta, isto porque as ossadas foram encontradas lado a lado, na posição fetal. Além disso, foram também encontrados alguns objectos: ele estava armado com setas e um punhal e ela tinha uma pulseira verde com pedras semi-preciosas.

De acordo com o Mirror, um deles terá cometido suicídio ou sofrido assassinato para que tivessem sido enterrados juntos. Os arqueólogos levantam ainda a hipótese de terem morrido simultaneamente e por coincidência, tendo sido elegidos, por meio de algum ritual, para serem amantes numa outra vida.

Ao lado da sepultura do casal, os arqueólogos encontraram uma outra com dois cavalos, que acreditam terem sido sacrificados para o ritual do enterro. Estes animais puxam uma carruagem da Idade do Bronze, em direcção à vida no Além, explicam os especialistas. Ao lado destas duas campas foi encontrada uma terceira sepultura vandalizada onde, mais uma vez, aparecia um casal lado a lado.

O Diário de Notícias adianta que esta não é a primeira vez que casais deste período aparecem em campas juntos, o que leva a questionar qual o motivo que fazia com que os casais da pré-história fossem sepultados “em conchinha”.

Ao Daily Mail, Igor Kukushkin, responsável pelas escavações, disse que “casais sepultados desta forma não são uma raridade na zona, mas a questão de como a segunda pessoa se juntou ao primeiro que morreu é ainda uma incógnita”.

“Terá a mulher – ou o homem – sido morta para garantir que seguia a sua metade? Eram este homem e esta mulher casados em vida? Ou homens e mulheres que não estavam relacionados eram tornados num casal porque morriam ao mesmo tempo?”, questiona.

Os arqueólogos defendem que será necessária uma investigação mais detalhada para concluir se estes casais se tratavam de marido e mulher, amantes ou simplesmente pessoas, sem qualquer tipo de relação, que faleceram ao mesmo tempo.

ZAP // RT

Por ZAP
31 Julho, 2018

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