2237: Cientistas sugerem colonização em Marte através de banco de espermatozóides

CIÊNCIA

Equipa de investigadores considera que se os espermatozóides congelados poderiam permitir uma colonização mais rápida deste planeta… em missões com astronautas mulheres.

Uma imagem do planeta vermelho captada em 2014 no âmbito da missão Mars Exploration Rover
© NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU

Já há muito que se discute a possibilidade de haver vida em Marte. Mas e que tal colonizar o planeta a partir de um pequeno grupo de mulheres? Uma investigação levada a cabo pela NASA vem mostrar que a ideia é teoricamente exequível. De acordo com o The Guardian, este trabalho sugere que se poderia levar para o Planeta Vermelho um banco de espermatozóides, congelados, que segundo os últimos estudos não se danificam mesmo quando expostos a ambientes de “gravidade zero”. O banco de esperma seria levado por equipas de astronautas mulheres, que assim poderiam gerar “marcianos” sem precisar de parceiros masculinos.

Já em 2017 aquela que foi a primeira astronauta britânica, Helen Sharman (visitou a estação espacial Mir em 1991), falava da existência deste estudo, não aprofundando as conclusões. Mas este relatório só viria a ser conhecido este domingo, durante o encontro anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Viena, Áustria.

O investigador Montserrat Boada, do Instituto de Saúde Feminina de Barcelona, quem apresentou o estudo, explicou que o trabalho envolveu dez dadores de esperma saudáveis, colocados em contacto com a micro-gravidade, com a ajuda de uma pequena aeronave. Os resultados foram claros: “Nada foi relatado sobre os possíveis efeitos das diferenças gravitacionais sobre os gâmetas humanos congelados, que poderiam ser transportados da Terra para o espaço”, explicou. Por isso, pode concluir-se que existe mesmo “a possibilidade de criar um banco de esperma humano fora da Terra”.

Contudo, os cientistas alertam que é preciso dar continuidade à investigação, para melhor entender o impacto das características espaciais na criação de vida humana. Além disso, é preciso testar os espermatozóides em Marte por um maior período de tempo.

Diário de Notícias
26 Junho 2019 — 19:18

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