2867: Encontrado nos EUA um peixe que respira fora de água

CIÊNCIA

Brian Gratwicke / WIkimedia

O Departamento de Recursos Naturais do estado da Geórgia dos EUA anunciou que, pela primeira vez, um Channidae, uma espécie não nativa de peixe que já invadiu com sucesso outros 14 estados, foi vista nas águas da Geórgia pela primeira vez.

O peixe é uma espécie famosa invasora nos EUA e é um predador particularmente prejudicial para as espécies nativas porque pode competir com elas e superá-las. Pode crescer até mais de um metro e as fêmeas podem depositar até 100 mil ovos num ano em vários eventos de desova.

A característica mais marcante é que é um respirador de ar facultativo – pode respirar ar subaquático e regular – para que possa sobreviver em terra durante vários dias, o que também pode contribuir para o seu sucesso.

Em 2002, desencadeou um debate nacional sobre como lidar com espécies não-nativas assumindo o controlo após o infame incidente com estes peixes em Crofton, Maryland. Depois de terem sido encontrados seis peixes adultos em duas lagoas, ambas foram libertadas com pesticidas e todos os peixes – e mais de 1.000 jovens – foram destruídos.

De acordo com o IFLScience, este incidente, por sua vez, inspirou pelo menos filmes de monstros: Snakehead Terror, Frankenfish, Swarm of the Snakehead e o Fishzilla: Snakehead Invasion.

O animal foi relatado pela primeira vez na Geórgia após dois jovens terem sido encontrados num lago localizado em propriedade privada no país de Gwinnett, não muito longe de Atlanta. Foi um pescador que reportou os animais à Divisão de Recursos Naturais do Departamento de Recursos Naturais.

“A nossa primeira linha de defesa na luta contra espécies invasoras aquáticas são os nossos pescadores”, disse Matt Thomas, chefe de pesca da Divisão de Recursos da Vida Selvagem, em comunicado. “Graças ao rápido relato de um pescador, a nossa equipa conseguiu investigar e confirmar a presença dessa espécie neste corpo d’água. Agora estamos a tomar medidas para determinar se se espalharam a partir desse corpo d’água e, esperançosamente, impedir que se espalhe para outras águas da Geórgia”.

Em comunicado, o departamento pede às pessoas, especialmente aos pescadores, que aprendam a reconhecer os peixes de água doce. O conselho é, de acordo com o comunicado: “Mate-o imediatamente e congele-o”. Em seguida, é necessário anotar onde foi encontrado e alertar as autoridades. É ilegal importar, vender, transferir e possuir esta espécie sem uma licença válida para animais selvagens.

Estes peixes são nativas de partes da Ásia, como Rússia, China e Península Coreana. O animal espalhou-se para os Estados Unidos através de libertação não autorizada e os cientistas relataram a presença de populações reprodutivas na Florida, Hawai, Virgínia e Nova York. O peixe prefere água estagnada como lagoas e é principalmente devorador de peixes, mas também pode comer anfíbios, crustáceos e outros invertebrados.

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20 Outubro, 2019

 

2644: Descoberta enguia que tem a maior descarga eléctrica alguma vez vista

CIÊNCIA

(dr) L. Sousa
Electrophorus voltai

Foram descobertas duas novas espécies de enguias eléctricas (Electrophorus electricus), sendo que uma delas tem a maior descarga eléctrica alguma vez vista num animal, com uma potência de 850 volts.

Podendo chegar a 2,5 metros de comprimento, a Electrophorus electricus pode ser encontrada em rios, córregos, pântanos e riachos espalhados pelo norte da América do Sul. Os cientistas tinham assumido há muito tempo que se tratava de uma única espécie mas, afinal, há pelo menos três espécies diferentes. Os resultados foram publicados na revista científica Nature Communications.

David de Santana, zoólogo e investigador do Museu Nacional de História Natural, da Instituição Smithsonian, e os seus colegas foram os responsáveis por esta descoberta, depois de terem examinado 107 espécimes de enguia recolhidas nos últimos seis anos.

Inicialmente, a equipa não conseguiu encontrar nenhuma característica externa que as pudesse distinguir. No entanto, quando analisaram o seu ADN, encontraram diferenças genéticas que claramente apontavam para três espécies distintas.

Depois, ao reexaminar os animais, os investigadores descobriram diferenças físicas subtis, como a forma do crânio e as características da barbatana peitoral. Além disso, cada espécie também parecia estar confinada a uma região específica.

A já conhecida E. electricus pode ser encontrada nas terras altas do escudo das Guianas, ao longo da fronteira da Venezuela e da Guiana. Por sua vez, a E. voltai, uma das duas novas espécies, vive um pouco mais a sul, nas terras altas do escudo brasileiro e, por fim, a E. varii é encontrada nas águas turvas e lentas das planícies.

Curiosamente, os cientistas também descobriram que a Electrophorus voltai pode descarregar até 850 volts de electricidade, em comparação com os 650 volts da E. electricus, tornando-o o “gerador de bioelectricidade vivo mais forte” alguma vez visto.

Apesar desta descoberta, a equipa ainda não conseguiu perceber porque é que uma espécie consegue desenvolver uma carga muito maior do que a outra, quando ambas vivem nas terras altas de baixa condutividade da Grande Amazónia.

“Podemos especular que poderia ser uma adaptação fisiológica para viver em ambientes com baixa condutividade”, explica de Santana à IFLScience. “No entanto, a E. electricus vive num ambiente semelhante e não produz uma descarga tão forte”.

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16 Setembro, 2019

 

2519: Cientistas deram passo gigantesco para salvar o rinoceronte-branco do norte

CIÊNCIA

Ol Pejeta

Cientistas anunciaram, na última sexta-feira, ter conseguido colher óvulos de Najin e Fatu, os últimos dois exemplares do rinoceronte-branco do norte.

Actualmente, há apenas dois exemplares do rinoceronte-branco do norte: Najin e Fatu. Mas, agora, temos a esperança renovada para conseguir manter a sobrevivência desta espécie. Segundo o Science Alert, cientistas anunciaram, na última sexta-feira, ter conseguido colher óvulos da mãe e filha.

“Conseguimos colher um total de dez ovócitos — cinco da Najin e cinco da Fatu —, mostrando que as duas fêmeas ainda podem fornecer óvulos e assim ajudar a salvar estas criaturas magníficas”, disse o especialista em reprodução animal Thomas Hildebrandt, do Leibniz Institute for Zoo and Wildlife Research, situado em Berlim.

O objectivo agora é inseminar artificialmente os óvulos com espermatozóides crio-preservados de dois rinocerontes-brancos do norte machos já falecidos, Suni e Saút.

Depois, se tudo correr como planeado, o embrião resultante poderia ser transferido para uma mãe substituta da outra subespécie — o rinoceronte-branco do sul — que poderia levar ao nascimento do feto. Isto porque Najin e Fatu, filha e neta de Sudan, têm problemas de saúde que as impediria de ir para a frente com uma gravidez.

Apesar dos desafios, depois do sucesso da extracção dos óvulos — algo nunca antes tentado com rinocerontes-brancos do norte — os investigadores estão muito motivados.

“Estava aqui há cinco anos quando descobrimos que Fatu e Najin não seriam capazes de se reproduzir naturalmente, e quando percebemos que precisávamos de tentar meios artificiais. Agora, isso está finalmente a acontecer”, congratulou-se Jan Stejskal, do jardim zoológico Dvůr Králové, na República Checa, à National Geographic.

Depois do procedimento de colheita dos óvulos, durante o qual mãe e filha foram colocadas sob anestesia geral, as duas rinocerontes estão agora a recuperar. Entretanto, os óvulos vão ser transportados para Itália, onde os cientistas vão iniciar cuidadosamente o processo de fertilização com o sémen preservado — com base na investigação de fertilização in vitro com rinocerontes publicada no ano passado.

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26 Agosto, 2019

 

2226: O T-Rex tem dois novos primos tailandeses

PALEONTOLOGIA

Universidade de Bonn

Duas novas espécies de dinossauros, que eram predadores eficientes e parentes distantes do Tiranossauro-Rex, foram identificadas em restos fósseis encontrados há 30 anos na Tailândia, revelou a Universidade de Bonn, na Alemanha.

Há três décadas, o Museu de Sirindhorn, no sul da Tailândia, recebeu ossos fossilizados de dinossauros que nunca foram analisados em detalhe. “Há cinco anos encontrei estas descobertas durante a minha pesquisa, explicou Adun Samathi, paleontólogo tailandês que está a fazer o seu doutoramento no Instituto Steinmann de Geologia, Mineração e Paleontologia da Universidade de Bonn.

Depois de “tropeçar” no achado, o investigador levou alguns moldes dos fósseis para serem analisados juntamente com o seu orientador, o professor Martin Sander, recorrendo a tecnologias mais avançadas.

Os resultados da investigação mostram uma nova visão sobre a história dos megaraptors, um grupo de dinossauros de grandes dimensões, que inclui, por exemplo, o T-Rex e que agora tem duas novas espécies conhecidas.

À semelhança do “primo” T-Rex, as novas espécies também corriam sobre as suas patas traseiras. Em sentido oposto, estes familiares tinham braços fortes dotados com grandes garras. Além disso, tinham também cabeças mais delicadas e um focinho largo.

“Conseguimos atribuir os ossos [fossilizados] a um novo megaraptor, que chamamos de Phuwiangvenator yaemniyomi“, revelou Samathi, citado em comunicado.

O nome escolhido, recorda, por um lado, refere-se a Phuwiang, uma área no noroeste da Tailândia, e, por outro lado, tem também a referência ao cientista responsável pela descoberta do primeiro fóssil de dinossauro tailandês.

O investigador revelou ainda mais alguns detalhes sobre o Phuwiangvenator yaemniyomi: era, provavelmente, um corredor rápido com cerca de seis metros de comprimento, ou seja, menor do que o T-Rex (12 metros.)

Quanto à segunda nova espécie descoberta, o estudante afirma que há menos informação. Os ossos identificados também pertencem a um megaraptor, que era um pouco mais pequeno, medindo cerca de 4,5 metros.

O material analisado não foi suficiente para precisar a sua ascendência com exactidão, mas os cientistas acreditam que este seja um outro primo do T-Rex, tendo-lhe atribuído o nome de Vayuraptor nongbualamphuenisis.

“Talvez a situação [das duas novas espécies] possa ser comparada à [situação] dos grandes felinos africanos”, explica Samathi. “Se Phuwiangvenator fosse um leão, Vayuraptor seria um chita”, rematou o estudante.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada Acta Palaeontologica Polonica.

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24 Junho, 2019

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2016: Descoberta nova espécie de rã de cristal na Colômbia

CIÊNCIA

Plos One

Uma rã de cristal com um coaxar peculiar foi descoberta na Sierra Nevada de Santa Marta, uma cordilheira localizada na Colômbia. “Foi um golpe de sorte”, revelou o cientista que encontrou o novo espécime.

Segundo noticia o portal IFL Science, o biólogo José Luis Pérez-González ouviu pela primeira um coaxar diferente em meados de 2015, quando acampava perto de um riacho, no âmbito de uma expedição para estudar rãs-arlequim.

“Ficamos entediados e fomos explorar o riacho, onde encontramos uma rã de cristas, mas a forma como os animais coaxavam era muito diferente das espécies que já conhecíamos, como a gigante endémica rã de cristal Magdalena”, contou o cientistas, que é também, vice-presidente da Fundação Atelopus e membro da Global Wildlife Conservation.

“Foi uma experiência maravilhosa encontrar uma espécie completamente nova apenas por estar sem fazer nada, foi um verdadeiro golpe de sorte “, disse Pérez-González.

A nova espécie, baptizada de rã de cristal gigante de Guajira (Ikakogi ispacue), é quase idêntica à Magdalena (Ikakogi tayrona), apenas o coaxar as separa.

Embora a espécie tenha já sido descoberta em 2015, a sua existência só foi divulgada este mês na revista Plos One, depois de várias expedições adicionais e até mesmo uma análise de DNA, para confirmar que não era apenas um grupo de rãs com vocalização diferente.

As rãs de cristal são conhecidas por terem todo o seu corpo, especialmente a parte da barriga, parcial ou totalmente transparente, sendo possível ver os seus órgãos internos e até mesmo o coração a bater. Por norma, estes animais habitam em ambientes ricos em lama e em folhas caídas no fundo dos oceanos. Muitas vezes, parecem ter uma cor avermelhada, fenómeno que é o fruto do fluxo sanguíneo no corpo do animal.

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19 Maio, 2019



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1565: “Deserto submarino” no Pacífico pode provocar desastre ambiental

Uma equipa de cientistas acredita que o desaparecimento progressivo da estrela-do-mar-girassol, cuja causa é ainda desconhecida, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos, pode vir a causar um desastre ambiental no Pacífico. 

Os cientistas alertam para este “deserto submarino” através de uma novo artigo científico publicado na quarta-feira passada na revista especializada Science Advances.

“Nunca vi um declínio desta magnitude numa espécie tão importante”, disse o autor principal do estudo, Drew Harvell, em declarações ao The Washington Post.

A pesquisa dá conta que a doença que afecta a estrela do mar, que prejudicou significativamente a estrela-do-mar-girassol (Pycnopodia helianthoides), pode estar por detrás de surtos de doenças infecciosas que desde 2013 colocam em risco várias espécies de animais, incluindo rãs, corais e até morcegos.

Os investigadores frisam ainda que esta espécie marinha está à beira da extinção, pedindo, por isso, às autoridades que tomem medidas, tentando salvar a espécie através de um programa de reprodução com estrelas-do-mar-girassol em Washington, Canadá e Alasca. Por outro lado, escreveram, o declínio desta espécie coincidiu com o período que aquecimento global que ocorreu no Pacífico entre 2013 e 2015.

A equipa monitorizou o progressivo desaparecimento da estrela-do-mar-de-girassol através de incursões em águas rasas na área entre 2006 e 2014, nas quais foram contabilizadas entre “duas a 100 estrelas” dessa espécie, sendo depois registado uma queda significativa no número de espécies a partir desse momento.

Por último, os cientistas afirmam ainda que o maior inimigo das estrelas-do-mar-de-girassol – os ouriços-do-mar-roxos (Strongylocentrotus purpuratus) – estão a multiplicar-se no fundo do mar, tornando a sobrevivência destas estrelas-do-mar ainda mais complicada, uma vez que se alimentam da vegetação, que é também um elemento-chave para o ecossistema da área em causa do Pacífico.

De acordo com o Oceanário, a estrela-do-mar-girassol é uma das maiores estrelas-do-mar, sendo a mais rápida de todas as espécies já conhecidas. A espécie é capaz de se deslocar 50 centímetros por minuto. Nos Estados Unidos, é também conhecida como sea pigs (porcos do mar), nome devido à sua voracidade.

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7 Fevereiro, 2019

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959: Primo mais novo de Godzilla lança o pânico na Florida

CIÊNCIA

Jennifer Stahn / Flickr
Apesar de a espécie não ser nativa da Florida, estes animais estão espalhados por todo o estado norte-americano

Uma família da Florida tem medo de usar a sua piscina – e tem boas razões para isso. Na semana passada, a família viu um lagarto gigante (Varanus salvator) do tamanho de um humano adulto à espreita no seu quintal.

A família Lieberman vive em Davie, uma vila norte-americana localizada na Florida, e descobriu um estranho visitante a preambular no seu quintal – sem que para isso fosse convidado. Zack e Maria Lieberman, proprietários da habitação, disseram aos média locais que os animais eram tão grandes que temiam pela segurança dos seus dois filhos.

O enorme réptil – que foi identificado como uma lagarto monitor de água asiático (Varanus salvator) tem cerca de 2 metros de comprimento, de acordo com o Local 10 News. Durante vários dias, o gigante réptil aparece diversas perto da casa dos Lieberman, mas conseguiu sempre escapar aos caçadores locais e às autoridades da vida animal.

“O primo mais novo do Godzilla estava bem ali [no jardim]. Foi alarmante para mim e aterrorizador para a minha esposa e filhos”, disse Zach Lieberman.

Um vizinho da família alegou que o animal era um lagarto de estimação que tinha fugido. No entanto, como ninguém reportou o seu desaparecimento, o animal pode ser capturado por qualquer pessoa com uma permissão, segundo o Florida Fish and Wildlife Conservation Commission.

De acordo com o Miami Herald, um cão que está a ajudar as autoridades durante as buscas conseguiu rastrear o cheiro do réptil, levando os investigadores até uma toca que parecia promissora, mas que se encontrava vazia.

Enormes invasores

Os lagartos Varanus salvator pertencem a um grupo de répteis predadores com pescoços longos, línguas bifurcadas e caudas e corpos musculados. Estes animais são nativos da Ásia, África e Oceânia porém, muitos destes espécimes se tenham estabelecido nas Américas como espécie invasora.

O Varanus salvator é um familiar próximo do famoso dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis), que é considerado o maior lagarto do mundo, podendo crescer até aos 3 metros de comprimento.

Felizmente para os habitantes da Florida, os dragões de Komodo só foram encontrados em habitats insulares da Indonésia, mas os seus familiares próximos foram levados para os EUA como animais de estimação exóticos, acabando por ser libertados na natureza.

Entretanto, a perseguição ao lagarto continua. As equipas continuam com as buscas, tentando atrair o enorme invasor com coxas de frango, revelou o 7 News Miami.

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4 Setembro, 2018

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942: Descobertas três novas espécies de primatas extintas há 40 milhões de anos

CIÊNCIA

Os primatas seriam de pequenas dimensões, não chegando a pesar 1 quilo

Paleontólogos da Universidade do Texas, em Austin, identificaram três novas espécies de primatas que pesavam menos de um quilo e viveram há 42 ou 46 milhões de anos no Eoceno, a segunda época da era Cenozoica.

As três novas espécies descritas – Ekwiiyemakius walshi, Gunnelltarsius randalli e Brontomomys cerutti – pertencem à Omomyinae, uma subfamília dos primatas primitivos, de acordo com o estudo publicado na semana passada no Journal of Human Evolution. 

Os fósseis que levaram à identificação das espécies foram encontrados na Friars Formation, uma formação geológica localizada no sul da Califórnia que, na época, exibia vastos bosques tropicais, revela a Europa Press.

Desde da década de 1930, vários fósseis de primatas foram descobertos em arenitos e pedras argilosas que compõem a formação geológica no Condado de San Diego.

O paleontólogo Stephen Walsh e a equipa do Museu de História Natural de San Diego (SDNHM) construíram uma grande colecção de primatas fósseis da área, mas Walsh foi incapaz de descrever estes espécimes antes da sua morte, em 2007.

Uma década depois, Amy Atwater, estudante da Universidade de Austin, e o professor de antropologia Chris Kirk aceitaram o desafio e concluíram o trabalho iniciado por Walsh, descrevendo e nomeando os três primatas até agora desconhecidos.

Com a descoberta o número de primatas omomyne do Eoceno encontrados na formação de San Diego sobe de 15 para 18.

“Acrescentar estes três primatas fornece uma melhor compreensão sobre a diversidade dos primatas no Médio Eoceno”, explicou Atwater.

“Pesquisas anteriores nas bacias de Rocky Mountains sugeriam que a diversidade de primatas tinha diminuído durante este período contudo, nos defendemos que a diversidade aumentou simultaneamente noutros lugares”, sustentou a investigadora.

Através da análise dos dentes dos fósseis, os investigadores concluíram que estes seriam pequenos primatas, pensando entre 113 a 796 gramas – tamanho semelhante aos lémures.

“Os dentes podem dizer-nos muito sobre a história evolutiva e dão-nos uma noção sobre o tamanho e a dieta alimentar do primata extinto”, explicou Kurt, recordando que o “esmalte é o tecido mais duro do corpo”. E, também por isso, “é mais provável que os dentes se mantenham preservados no registo fóssil”, rematou.

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31 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto original)

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