2977: Encontrado em Espanha “o último colar” feito por neandertais

CIÊNCIA

Um osso de águia imperial com 40.000 anos, descoberto numa caverna em Espanha, é, muito provavelmente, parte do “último colar” feito pelos neandertais

De acordo com uma nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Science Advances, a descoberta deixa claro que estes hominídeos antigos faziam objectos para fins ornamentais e simbólicos, escreve a agência Europa Press.

A peça, encontrada na Cova Foradada, em Tarragona, seria “o último colar” feito por neandertais, sendo também a primeira peça deste tipo a ser encontrada na península Ibérica, segundo adiantou Antonio Rodríguez-Hidalgo, autor principal da investigação.

“Os neandertais usavam garras de águia como elementos simbólicos, provavelmente como colares, desde o início do Paleolítico Médio”, explicou o cientista, citado em comunicado.

As garras de águia são um dos símbolos ornamentais mais antigos da Europa, sendo ainda mais antigos do que as conchas utilizadas pelo Homo sapiens no norte da África. Neste sentido, a descoberta evidencia também que os neandertais podem ter sido mais complexos do que se pensava anteriormente.

As marcas encontradas na garra da ave revelam que o animal era utilizado exclusivamente para fins decorativos, não sendo parte da dieta alimentar destes hominídeos.

Os cientistas determinaram que o achado pertence à cultura chatelperroniana, típica dos últimos neandertais que habitaram a Europa, correspondendo também ao período de tempo em que a espécie entrou em contacto com o Homo sapiens.

Rodríguez-Hidalgo sugere mesmo que pode ter havido transmissão cultural dos neandertais para os humanos modernos, que adoptaram esta prática quando chegaram a África. “Se aceitarmos esta interpretação, os neandertais teriam então estruturas sociais e culturais complexas o suficiente para transmitir o uso e o significado destes códigos quer no tempo, de geração em geração, como no espaço”, rematou.

Os neandertais inventaram a cola

Novos achados descobertos em duas cavernas italiana revelam que os neandertais inventaram a “cola”. Estes humanos antigos usaram adesivos e

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7 Novembro, 2019

 

2794: Autarcas de Portugal e de Espanha preocupados com redução drástica do caudal do Tejo

AMBIENTE

Nuno Veiga / Lusa

Autarcas de Portugal e de Espanha apelaram às entidades responsáveis para estabelecerem um quadro que garanta a boa gestão dos caudais e a melhoria da qualidade da água no rio Tejo.

Autarcas de Portugal e de Espanha manifestaram esta segunda-feira “apreensão e grande preocupação” pela redução drástica do caudal do rio em toda a extensão do Tejo Internacional.

Em comunicado enviado à Lusa, os autarcas de Castelo Branco, Vila Velha de Ródão e Idanha-a-Nova (Portugal) e de Cedillo, Carbajo, Herrera de Alcántara e Alcântara (Espanha) condenam a forma como foram geridos os caudais no percurso do Tejo Internacional, que originaram elevados prejuízos ambientais, turísticos e económicos.

A situação é inédita e inaceitável, demonstrando profunda insensibilidade para com este território, em que os autarcas têm investido no sentido de o Tejo ser um factor de atractividade e de desenvolvimento”, lê-se na nota.

Exigem ainda que a situação que agora ocorreu não volte a verificar-se no futuro e apelam às entidades responsáveis de Portugal e Espanha que estabeleçam um quadro que garanta a boa gestão dos caudais e a melhoria da qualidade da água no rio Tejo.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) esteve representada numa reunião realizada pelos autarcas, onde prestou todos os esclarecimentos relativos a este assunto.

Comunicou ainda que a situação resultou de descargas extraordinárias verificadas da barragem de Cedillo, com o objectivo de Espanha cumprir o regime de caudais estabelecido na Convenção de Albufeira para a bacia hidrográfica do Tejo.

ZAP // Lusa

Por Lusa
7 Outubro, 2019

 

2784: Arqueólogos encontraram 93 ânforas num antigo naufrágio romano

CIÊNCIA

(dr) IBEAM
As ânforas encontradas num navio romano afundado perto da costa de Maiorca, em Espanha

Uma equipa de arqueólogos recuperou um tesouro raro na costa de Maiorca, em Espanha: 93 ânforas de terracota num navio romano que afundou há 1.700 anos.

Segundo o Science Alert, a maioria das 93 ânforas de terracota agora encontradas ainda está intacta e selada, o que significa que há uma grande probabilidade daquilo que está no seu interior estar também em boas condições.

O navio romano foi encontrado a apenas 50 metros da costa de Maiorca, em Espanha, depois de um morador dessa zona, Felix Alarcón, ter visto fragmentos de cerâmica no fundo do mar no passado mês de Julho.

O trabalho do Instituto Balear de Estudos em Arqueologia Marítima (IBEAM) revelou uma embarcação marítima relativamente pequena, com apenas dez metros de comprimento e cinco metros de largura, com as ânforas cuidadosamente guardadas no porão. Os investigadores acreditam que se tratava de um navio mercante, que transportava mercadorias entre a Península Ibérica e Roma.

Pecio romano en la playa de S'Arenal

El pasado mes de julio el Sr. Félix Alarcón localizó los restos de un pecio romano en la playa de Palma. El descubridor comunicó el hallazgo al Cultura i Patrimoni. Consell de Mallorca a través de la campaña #SOSPatrimoni. Los restos quedaron destapados por un fuerte temporal a escasos metros de distancia de la playa de S’Arenal, una de las zonas turísticas más importantes de las Islas Baleares. Ante el elevado riesgo de expolio y desaparición del yacimiento el Consell de Mallorca encargó al IBEAM. Instituto Balear de Estudios en Arqueología Marítima la realización de una intervención de urgencia para documentar y recuperar los restos arqueológicos que se encontraban en serio peligro de desaparición. Para el desarrollo de los trabajos de excavación se estableció un equipo pluridisciplinar formado por arqueólogos subacuáticos, restauradores, especialistas en arquitectura naval y documentalistas. Durante la intervención arqueológica contamos con el apoyo logístico de la Armada Española y la colaboración de los #GEAS de la Guardia Civil que coordinaron las tareas de vigilancia del yacimiento. La excavación de urgencia ha permitido documentar una embarcación de mediados del siglo III d.C. que transportaba un cargamento de ánforas de aceite, salazones y vino procedente del sud de la península ibérica. A lo largo de la intervención arqueológica se recuperaron los materiales que se encontraban en mayor peligro de expolio y se realizó una primera aproximación de la arquitectura naval. El resto de los materiales juntamente con el casco de la embarcación se protegió in situ por debajo de la arena. Los materiales recuperados durante la excavación arqueológica fueron trasladados a las instalaciones del Museu de Mallorca, donde los técnicos restauradores están llevando a cabo las labores de desalación y conservación. El Consell de Mallorca ya ha contactado con diversos especialistas que se encargarán de analizar el contenido de las ánforas, estudiar los tituli picti y determinar la identificación anatómica de las maderas. Los resultados de esta investigación se presentarán en una futura publicación que saldrá a la luz en los próximos meses. Queremos agradecer la ayuda de las empresas y particulares que han colaborado con el IBEAM. Instituto Balear de Estudios en Arqueología Marítima para que este proyecto fuese una realidad: Palma Aquarium, Club Marítimo San Antonio de la Playa, Isurus Mallorca, Skualo Porto Cristo, Cressi España y a todos los vecinos de la Platja Ca'n Pastilla

Publicado por IBEAM. Instituto Balear de Estudios en Arqueología Marítima em Quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Como muitas das ânforas não estavam danificadas, os arqueólogos acreditam que não se tratou de um naufrágio. As duas principais hipóteses são a de que o navio teve algum vazamento, ou então que tenha sido palco de um confronto violento entre os que se encontravam a bordo que o fez desaparecer.

Os investigadores acreditam que, com base nas regiões de onde as ânforas parecem ter origem, o seu conteúdo seria provavelmente vários alimentos, tais como vinho, azeite e garo (um tipo de molho de peixe fermentado que era particularmente apreciado em Roma).

Antes de as ânforas poderem ser analisadas, precisam de ser cuidadosamente tratadas. Por isso, estão actualmente no Museu de Maiorca, onde estão em piscinas de água para serem dessalinizadas. O barco, por sua vez, vai continuar no fundo do mar.

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6 Outubro, 2019

 

Rio Tejo “espanhol” escondia círculo de pedras como Stonehenge

CIÊNCIA

Seca revelou conjunto de menires debaixo de água com mais de 4 mil anos.

© SIC Notícias Dolmen Guadalperal no verão de 2019

Durante décadas, um cromeleque (conjunto de pedras pré-histórico em círculo) esteve oculto sob as águas do rio Tejo, no reservatório espanhol Valdecañas.

Meses de seca intensa fizeram desaparecer as águas do reservatório – revelando assim toda a estrutura megalítica. É uma oportunidade para o reinício das investigações sobre o enigmático círculo, mas também o início da discussão sobre se as pedras devem ser movidas ou deixadas no mesmo sítio.

Constituída por 150 menires dispostos em círculo, o Dólmen de Guadalperal é também conhecido como “Stonehenge espanhol”. Foi construído na Idade do Cobre ou do Bronze, nas margens do rio Tejo, há pelo menos 4.000 anos.

Os menires colocados na vertical fazem lembrar os famosos que constituem o conjunto britânico Stonehenge, bem como outros conjuntos megalíticos que há um pouco por toda a Europa, todos, supõe-se, para o mesmo fim.

Ao longo dos tempos, foram sendo colocadas lajes horizontais formando uma estrutura como um túmulo ou abrigo fechado chamado dólmen.

As teorias sobre pedras dispostas em círculo

Durante anos se acreditou que estes cromeleques funcionavam como um calendário ou observatório astronómico.

Já no século XXI, os arqueólogos desenvolveram a tese de que Stonhenge teria sido um cemitério, utilizado como um túmulo para famílias distintas, depois de 10 anos de pesquisas que incluíram escavações, trabalho de laboratório e a análise de 63 antigos restos humanos.

Análises efectuadas aos restos de 80.000 ossos de animais detectados no local também sugerem que, por volta de 2.500 A.C., decorreram em Stonehenge grandes festas comunitárias, como a celebração dos solstícios do verão e do inverno.

© Chris Helgren / Reuters

Perdido nos tempos, o local milenar foi redescoberto em 1920 e captou a atenção do antropólogo alemão Hugo Obermaier.

Mas o tempo que teve para estudar as pedras foi pouco. O Estado espanhol começou a transformar o rio Tejo num reservatório, que engoliu não só o cromeleque, mas também vários outros locais historicamente significativos de vários períodos.

Na década de 1960, a estrutura pré-histórica praticamente desapareceu de vista.

Este ano de 2019 foi particularmente seco, com Espanha a sofrer o Junho mais seco do século, o que fez com que os menires reaparecessem.

Duas imagens do satélite Landsat da NASA mostram bem como a terra sofreu uma grande transformação devido ao excesso de calor.

msn notícias
SIC Notícias
23/09/2019

 

2620: Caverna em Maiorca mostra que a água do mar subiu 16 metros há milhares de anos (e pode voltar a acontecer)

CIÊNCIA

Onur Köklük / Flickr

Escondida na costa nordeste da ilha espanhola de Maiorca, encontram-se as Cuevas de Artà, uma enorme rede de caverna repleta de estalagmites e estalactites.

Estas formações rochosas naturais dominam espaços cavernosos com nomes como a “Câmara do Purgatório” ou a “Câmara do Inferno” – mas a caverna Artà guarda um segredo antigo, revela agora um novo estudo.

Na nova investigação, uma equipa internacional de cientistas analisou depósitos minerais chamados espeleotemas dentro da Caverna Artà. Os espeleoteas, quem incluem estalagmites e estalactites, assumem várias formas diferentes e desenvolvem-se lentamente à medida que precipitam nas reacções químicas à base de água que ocorrem ao longo de dezenas a centenas de milhares de anos.

A análise desses depósitos geoquímicos pode dizer muito sobre as condições ambientais quando essa formação mineral surgiu.

No novo estudo, publicado no fim de Agosto na revista especializada Nature, os cientistas analisaram características chamadas super-crescimentos freáticos, que se formam dentro de cavernas, quando estas são inundadas pelo aumento da água do oceano.

Dentro da rede de cavernas, a equipa liderada pela geoquímica Oana Dumitru, da Universidade do Sul da Florida, identificou seis dessas formações de super-crescimento, encontradas em vários locais dentro da caverna e em elevações que variavam de 22,5 a 32 metros acima do nível do mar.

A análise das amostras extraídas desses super-crescimentos data dos depósitos de entre 4,39 a 3,27 milhões de anos atrás, indicando que se formaram durante a época do Plioceno, o último grande período de aquecimento da Terra, quando árvores até cresceram no Polo Sul. Mas isso não é tudo o que os investigadores descobriram.

Um intervalo durante o Plioceno Tardio, chamado Período Quente do Meio Piacenziano, é frequentemente considerado um tipo de análogo para o futuro aquecimento antropocêntrico. Isto porque as condições atmosféricas de dióxido de carbono eram comparáveis ​​às de hoje (cerca de 400 ppm) e o mundo estava entre 2 a 3°C mais quente do que uma temperatura média global pré-industrial.

Durante esse período, os cientistas descobriram que o nível médio global do mar estava a 16,2 metros acima do nível actual. De acordo com a equipa, é provável que, mesmo que o CO2 atmosférico se estabilize onde está hoje, o nível do mar provavelmente subirá inevitavelmente novamente às mesmas altitudes, embora reconheçam que possa demorar centenas ou milhares de anos.

“Considerando os padrões actuais de derretimento, a extensão do nível do mar provavelmente seria causada pelo colapso das camadas de gelo da Gronelândia e da Antárctica Ocidental”, explicou Dumitru em comunicado.

Assim, escreve o ScienceAlert, se os humanos não são capazes de estabilizar ou reduzir o carbono atmosférico e outros gases de efeito estufa que capturam calor, poderíamos observar até 23,5 metros de elevação do nível do mar – algo que o mundo testemunhou pela última vez há quatro milhões de anos atrás, quando as temperaturas eram até 4°C superiores aos níveis pré-industriais.

Por outro lado, se conseguirmos manter com sucesso os aumentos acima da temperatura pré-industrial de 1,5 a 2ºC, estudos anteriores publicados no ano passado indicam que o aumento do nível do mar pode estar limitado entre dois a seis metros acima do actual nível do mar.

O objectivo científico dos investigadores é usar a química antiga contida na caverna Artà para ajustar a calibração dos futuros modelos de placas de gelo.

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Por ZAP
12 Setembro, 2019

 

2504: Nova espécie de dinossauro carnívoro identificada na Península Ibérica

CIÊNCIA

(CC0/PD) pxhere

Uma nova espécie de dinossauro carnívoro foi identificada na província de Castellon, em Espanha, o primeiro representante do grupo na Península Ibérica a que deram o nome de Vallibonavenatrix cani.

A espécie habitou a Península Ibérica há 125 milhões de anos e segundo um comunicado divulgado esta quinta-feira pela equipa que a identificou “é o primeiro representante do grupo de dinossáurios espinossaurídeos descrito no registo fóssil ibérico”.

A descrição da nova espécie de dinossauro terópodes foi publicada recentemente na revista Cretaceous Research, tendo o estudo sido liderado por Elisabete Malafaia, do Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa e investigadora do Grupo de Biologia Evolutiva da Universidad Nacional de Educación a Distancia (GBE-UNED), de Espanha, em colaboração com outros investigadores da UNED e da Universidade Autónoma de Madrid.

Os fósseis que permitiram a identificação da espécie são provenientes de rochas do Cretácico Inferior da localidade de Santa Águeda, em Vallibona (província de Castellón, Espanha). Foram descobertos no início da década de 1990 por Juan Cano Forner.

O nome da nova espécie é composto por ‘Vallibonavenatrix’, que significa “a caçadora de Vallibona” e ‘cani’ em homenagem a Juan Cano Forner.

A espécie pertence ao grupo dos dinossauros carnívoros que se caracteriza por um crânio e dentes que têm semelhança com os crocodilos e pelas espinhas neurais altas em algumas das vértebras.

ZAP // Lusa

Por Lusa
23 Agosto, 2019

 

2264: Clube de futebol espanhol muda de nome para reivindicar que a Terra é plana

O clube de futebol espanhol Móstoles Balompié, que este ano subiu à Terceira Divisão de Espanha, mudou o seu nome para Flat Earth FC, demonstrando o seu apoio à teoria que defende que a Terra é plana.

A mudança foi anunciada pelo próprio emblema espanhol através de um comunicado publicado na sua página oficial e de um vídeo publicado esta sexta-feira no YouTube.

“Somos um clube de futebol nascido para unir as vozes de milhões de terraplanistas e de todas as pessoas que estão à procura de respostas“, pode ler-se na nota.

“Todos os clubes de futebol profissionais estão sujeitos não só a uma nação, mas também a uma cidade, o Flat Earth FC é o primeiro clube de futebol cujos seguidores estão unidos pelos mais importantes: uma ideia”, acrescenta o clube.

O agora Flat Earth FC aponta ainda que, tendo em conta a popularidade do “desporto rei” entre os média, a ideia surgiu para dar mais apoio e foco ao movimento.

O presidente do clube, Javi Poves, ex-jogador de futebol do Sporting de Gijón, aposentou-se em 2011, frustrado com os negócios paralelos associados ao futebol. O responsável considerou, na altura, que o futebol profissional é “apenas dinheiro e corrupção”.

Determinado em apostar em algo “que atravessa fronteiras”, Poves revela que o objectivo da equipa passa por subir à Primeira Divisão “para ver o Real Madrid cair no Bernabéu face a uma equipa que representa a verdadeira liberdade perdida neste mundo”.

Poves não é a primeira personalidade associada ao desporto a defender a teoria do terraplanismo. O jogador da NBA Kyrie Irving defendeu a mesma hipóteses há um ano, assim como o lendário basquetebolista Shaquille O’Neal.

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2 Julho, 2019

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2202: Nuvens brilhantes invadiram o céu de Espanha. Foi um “espectáculo quase inédito”

Mika-Pekka Markkanen / Wikimedia

Este fim de semana, as nuvens noctilucentes (que em latim significa “brilho nocturno”) ou nuvens mesosféricas polares foram vistas em Espanha.

Surgem antes do amanhecer ou depois do pôr do sol, a sua cor varia normalmente entre o prateado e o azul eléctrico e são um fenómeno comum durante o verão nas áreas mais altas do hemisfério norte. Contudo, desta vez, invadiram os céus do nosso país vizinho.

O fenómeno foi captado em várias regiões como Pamplona, Saragoça, La Rioja, Sória, Santander, Pirenéus, mas também mais a sul, em Madrid. Não é a primeira vez que estas nuvens luminosas são vistas na Península Ibérica mas nunca tinham sido avistadas em tantos lugares diferentes, de acordo com Ruben del Campo, um especialista em nuvens e porta-voz da Agência Estatal de Meteorologia de Espanha.

As nuvens noctilucentes são as mais altas da atmosfera terrestre, uma vez que se situam em altitudes entre os 75 e os 90 quilómetros. No entanto, o seu mecanismo de formação ainda não está totalmente explicado. Os investigadores acreditam que as nuvens noctilucentes são constituídas por cristais de gelo extremamente pequenos, podendo formar-se a partir das poeiras cósmicas, como por exemplo restos de meteoritos que se desintegram ao entrar na atmosfera.

O fenómeno, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), muitas vezes confundido com outro tipo de nuvens chamado cirros ténues. No entanto, estas nuvens estão mais altas na mesosfera, quando grande parte das nuvens se forma na troposfera, a camada atmosférica mais próxima do solo.

“Quando a parte mais baixa da atmosfera já escureceu, as mais altas continuam iluminadas por um sol já oculto no horizonte”, aponta o Ruben Del Campo, que chamou ao fenómeno um “espectáculo quase inédito”.

AEMET @AEMET_Esp

#NubesNoctilucentes: un espectáculo casi inédito en España…que quizás vaya a más como consecuencia de las actividades humanas. http://aemetblog.es/2019/06/17/nubes-noctilucentes-un-espectaculo-casi-inedito-en-espana/ 

Apesar de ainda não haver uma resposta clara sobre o motivo para estas nuvens terem sido vistas em Espanha, o investigador espanhol explica que “o mais provável é que tenham estado mais brilhantes que o habitual”.

O fenómeno foi descrito pela primeira vez em 1885, dois anos depois da erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia, que lançou para a atmosfera toneladas de vapor de água, o que pode ter contribuído para aumentar o brilho destas nuvens e permitir uma melhor observação.

Ao El País, Josep María Trigo Rodríguez, astrónomo e astrofísico de Ciências do Espaço do Conselho Superior de Investigação Científica de Espanha, indicou que “às vezes com um único evento meteórico suficientemente grande, como por exemplo um bólido [meteoritos brilhantes e inflamados], poderia justificar-se algo assim, mas não parece tão luminoso”.

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19 Junho, 2019

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2141: A cidade mais bela do mundo só existiu durante 70 anos

CIÊNCIA

Zarateman / Wikimedia

No mundo dos anos 950, Medina Azahara era uma das mais belas jóias em forma de cidade no planeta. Foi deslumbrante, mas efémera.

A mítica Medina Azahara, em árabe Madinat al-Zahra, já trazia no seu nome o significado de “cidade brilhante”. Nasceu por ordem do califa Abderramão III, que decidiu a sua construção no ano de 936.

A cidade, localizada a cerca de oito quilómetros da cidade espanhola de Córdoba, seria a capital do Califado de Córdoba, num dos períodos mais opulentos dos tempos em que territórios da Espanha e do norte da África, durante a Idade Média, estiveram sob controle árabe (dos século VIII a XIII).

De facto, a corte mudou-se para lá no ano de 945. Mas toda a deslumbrante existência da cidade, nas encostas de uma montanha e na margem direita do rio Guadalquivir, só duraria por cerca de 70 anos.

Nenhuma despesa foi poupada para erguer a nova capital. Algumas fontes dizem que a sua construção envolveu cerca de dez mil trabalhadores, seis mil blocos de pedra empilhados diariamente e cargas transportadas por mais de 1,5 mil burros e mulas.

Os melhores artesãos da época foram convidados a decorar as construções. Mármores brancos foram trazidos de Estremoz, em Portugal, a cerca de 350 quilómetros de distância; calcário de cor púrpura foi extraído das serras de Córdoba; pedras avermelhadas foram tiradas da vizinha Serra de Cabra. E não faltou ouro.

A cidade representava o poder do califado, por isso tudo foi projectado para mostrar o máximo esplendor”, explicou Alberto Montejo, director do sítio arqueológico de Medina Azahara, à BBC. “Muitos recursos económicos foram alocados do Estado para a sua construção. Nada menos que um terço do orçamento anual do califado foi usado para criar Medina Azahara.”

Aproveitando o desnível do terreno, a cidade foi projectada em três níveis. Na parte superior, foi construído o Alcazar Real, a residência íntima de Abderramão III, composta por colunas majestosas, capitéis elaborados e decoração luxuosa. De um grande terraço superior, o califa podia contemplar toda a cidade que tinha criado.

A esplanada intermediária abrigava os prédios administrativos e as residências dos mais importantes oficiais da corte. Na parte baixa da cidade, estavam as casas da população comum e dos soldados, a mesquita, os mercados, os banhos e os jardins públicos.

A cidade era tão rica que, apenas 15 anos depois de sua construção, algumas unidades foram demolidas para dar lugar a casas maiores. “O califado de Córdoba foi um dos grandes impérios da época no Mediterrâneo, comparável ao bizantino. Não havia cidades naquela época com o esplendor de Medina Azahara”, refere Alberto Montejo.

No entanto, apesar de sua magnificência, Medina Azahara só existiu durante cerca de 70 anos. Foi com a morte, em 976, do califa Aláqueme II (filho e sucessor de Abderramão III) que começou a decadência da cidade. O reino passou a ser comandado pelo seu filho Hixam. O problema é que Hixam tinha apenas 11 anos de idade.

Para lidar com a situação, grande parte do poder coube a Almançor, que já tinha sido conselheiro de Aláqueme III e nomeado grão-vizir de Hixam. Mas Almançor acabou por se tornar poderoso e assumiu o controle sobre o califado. Ele fundou a sua própria cidade, Medina Alzahira, e deixou para trás Medina Azahara.

O califado de Córdoba desapareceu definitivamente no ano de 1031, após uma sangrenta guerra civil. O território foi dividido em diferentes reinos – os reinos de taifas. Medina Azahara ficou definitivamente abandonada.

A cidade mais bonita do Ocidente foi saqueada, queimada e despida da sua beleza. As construções e decorações mais caras foram vendidas ou recicladas. “Estes objectos davam prestígio a quem os possuía e acabaram em Sevilha, no norte da África ou no norte da Espanha”, revela Alberto Montejo.

A cidade foi dilacerada, até as pedras de seus muros foram retiradas. “Medina Azahara torna-se a pedreira perfeita, não só tinha muita pedra, mas já estava perfeitamente cortada em blocos”, explica o director actual do sítio arqueológico.

A cidade caiu no esquecimento, que durou até 1911, quando as primeiras escavações na região trouxeram à tona os restos da mítica cidade. Estima-se que apenas 11% do que foi a cidade esteja à vista. Mesmo assim, o que restou da “cidade brilhante” foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO.

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9 Junho, 2019

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1850: Avistada bola de fogo a sobrevoar o mar Mediterrâneo

O impacto de uma rocha, separada de um asteróide, na atmosfera terrestre causou o espectáculo luminoso. Veja o vídeo.

Bola de fogo que sobrevoou o Mediterrâneo na madrugada de dia 14 de Abril
© Observatório de Calar Alto

Durante a madrugada do dia 14 de Abril, às 03:00 em Espanha uma bola de fogo foi filmada a percorrer o mar Mediterrâneo, junto do Estreito de Gibraltar, pelo Observatório de Calar Alto.

A câmara de vigilância do observatório espanhol registou o evento. O professor José María Madiedo, da Universidade de Huelva foi o responsável pelas primeiras análises ao fenómeno. O estudo concluiu que a bola de fogo, que atravessou o Mediterrâneo a 40 000 km/h, teria sido causada pelo impacto de uma rocha separada de um asteróide na atmosfera terrestre.

A queda da bola de fogo começou a uma altitude de 85 km e acabou a 31 km de atingir o mar Mediterrâneo.

Diário de Notícias
15 Abril 2019 — 17:00

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1588: Três objectos misteriosos caíram do céu em localidade espanhola (e ninguém sabe o que são)

(CC0/PD) pxhere

O responsável de de Cogollos de Guadix, na fronteira com o Parque Natural da Serra Navada, relatou a queda de um objeto “não identificado” num telhado da vila. Eduardo Martos entrou em contacto com a Universidade de Granada para identificar o objeto.

Segundo o jornal local Ideal, o diâmetro do impacto na casa é de dois metros, embora as autoridades ainda não tenham conseguido aceder ao interior porque os seus donos não estão em casa.

Não sabemos se é um meteorito ou um deslizamento de terra”, disse Martos, acrescentando que a descoberta nas proximidades da Rua Granada deixa todas as pessoas intrigadas. Na madrugada de segunda-feira, os vizinhos da cidade garantem vislumbrar várias luzes, semelhantes, como apontam, a estrelas cadentes.

O presidente da câmara local pediu ajuda à Universidade de Granada para investigar o caso. Em Guadix há quem fale de “uma espécie de chuva de meteoritos”, mas a verdade é que a natureza destes objectos ainda não é clara.

Contudo, para o jornal ABC, um fenómeno meteorológico é, de facto, a explicação mais plausível. Apesar de os cientistas não terem especificado uma causa, já descartam a possibilidade de ser um meteorito, dado que nenhum observatório de astrofísica observou este evento.

“Foi algo muito local”, referiu o astrónomo José María Madiedo, da Universidade de Huelva, onde não houve incidentes notáveis. Na sua opinião, seria um fenómeno “eléctrico”, conhecido como a queda de um raio globular ou em bola.

Este fenómeno, ao contrário dos raios convencionais, é caracterizado pela descida da electricidade até a superfície da Terra na forma de uma bola. A velocidade de deslocamento pode variar ostensivamente em cada caso, portanto a sua queda pode ser passageira ou lenta.

“Quando este raio de bola toca alguma coisa, coloca a sua energia e parte, neste caso, o telhado da casa”, relatou Madiedo o vereador de Cogollos de Guadix, que conclui: “As luzes que os moradores avistaram a cair do céu podem ter sido um raio globular”.

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Por ZAP
13 Fevereiro, 2019

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1067: Lagoa cor-de-rosa em Espanha alimenta esperança de vida em Marte

Europlanet / F Gómez / R Thombre
A lagoa tem uma tonalidade cor-de-rosa devido às células vermelhas das algas Dunaliella salina

Uma equipa de biólogos descobriu um micro-organismo incomum numa lagoa cor-de-rosa na Espanha, capaz de sobreviver em Marte. Este microrganismo pode ser o primeiro colonizador do Planeta Vermelho.

Os resultados da pesquisa foram apresentados nesta quinta-feira no Congresso Europeu de Ciências Planetárias, realizado em Berlim, na Alemanha.

A bióloga Rebecca Thombre, do Colégio Moderno de Artes, Ciências e Comércio da cidade indiana de Puna, e o doutor em ciências biológicas Felipe Gomes, do Centro de Astrobiologia de Madrid, em Espanha, recolheram amostras da laguna de Pena Hueca e constataram que a tonalidade cor-de-rosa da lagoa se deve às células vermelhas das algas Dunaliella salina EP-1 – organismos até agora desconhecidos da Ciência.

Segundo Thombre, estas algas são seres extremófilos – organismos que sobrevivem em condições extremas – e são, até ao momento, as mais tolerantes já encontradas.

Os cientistas sublinham que, na maioria dos casos, os microrganismos não toleram “ambientes hipersalinos“, já que nestas condições a água necessária para que as suas células funcionem “tende a sair” através da membrana celular.

No entanto, a Dunaliella salina EP-1, e tal como o próprio nome indica, consegue sobreviver em condições salinas porque a lagoa Pena Hueca produz moléculas como o glicerol que criam um análogo de alta concentração de sal no interior das suas células, impedindo assim a perda de água.

As amostras vermelhas das algas num cristal de sal

Os biólogos também conseguiram identificar uma bactéria halofílica, a Halomonas gomseomensis PLR-1 numa pedra cor-de-rosa submersa na lagoa, rica em sulfatos.

O estudo deste microrganismo pode fornecer pistas vitais para compreender o papel dos sulfatos no crescimento microbiano e a litopanspermia – teoria segundo a qual os organismos podem ser transferidos através das pedras de um planeta para outro.

“A resistência dos extremófilos na Terra a condições semelhantes às de Marte demonstra o seu potencial para prosperar em solo marciano”, sustentou Gomez, ressaltando que a descoberta “tem implicações para a protecção planetária, assim como para o modo como as algas poderiam ser usadas para ‘terraformar’ Marte“, isto é, criar condições para que o Planeta Vermelho conseguisse acolher vida.

Por SN
24 Setembro, 2018

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