3743: Startup japonesa quer substituir astronautas por robôs

CIÊNCIA/ESPAÇO/ROBÓTICA

Dado que a origem não disponibilizou o endereço URL deste vídeo, tive de efectuar uma captura de écran para poder reproduzi-lo.

Enviar uma pessoa para o Espaço é extremamente arriscado. Consciente disso, uma startup japonesa quer enviar robôs humanoides em vez de astronautas.

E se robôs humanoides fossem enviados para o Espaço no lugar dos astronautas? Segundo o Futurity, esta é a proposta da startup japonesa Gitai, que quer testar a sua ideia e fazer esta troca numa futura viagem deste género.

Para a Gitai, os riscos e os custos de enviar pessoas para o Espaço não compensam o desafio. O uso de equipamentos semi-autónomos, controlados a partir do solo, poderia ajudar a superar este desafio, permitindo economizar até 90% neste tipo de projectos.

Para já, a única questão que impede a implementação imediata deste conceito é a funcionalidade das máquinas.

No ano passado, a empresa fez uma demonstração do uso de um robô humanoide que, apesar de ter conseguido realizar algumas tarefas, acabou por tropeçar várias vezes. Ainda assim, a Gitai não diminuiu o entusiasmo em relação ao futuro tecnológico astronómico.

Anousheh Ansari, a primeira mulher muçulmana a viajar até ao Espaço, não teme que os profissionais desta área percam os seus empregos. “Podemos ter o melhor dos dois mundos.”

Manter um astronauta em órbita não é para qualquer bolso: são precisos cerca de 430 milhões de dólares por ano para garantir a estadia e segurança destes aventureiros espaciais.

Um robô humanoide rondaria os 300 a 500 mil dólares, uma redução de valores que é ainda impulsionada pelo facto de os robôs não necessitarem de se parecerem com seres humanos. Isto significa que, em gravidade zero, as pernas seriam totalmente desnecessárias.

O maior desafio continua a ser desenvolver robôs que possam substituir os cientistas humanos. Mas a meta é ambiciosa: “queremos que os nossos robôs criem bases para a Blue Origin e a SpaceX”, rematou Sho Nakanose, CEO da Gitai.

ZAP //

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24 Maio, 2020

 

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3661: Misterioso avião espacial dos EUA vai voltar ao Espaço. Desta vez, sabemos porquê

CIÊNCIA/ESPAÇO/X37B

 

– Mais uma vez tive de recorrer a um editor de captura de écran (screen capture) para gravar o vídeo acima dado que não existe, no original, qualquer link para o reproduzir. Lamentável…

O avião espacial militar super-secreto dos Estados Unidos vai voltar ao Espaço para mais uma missão em 16 de Maio. Ao contrário das outras vezes, o Departamento da Defesa explicou o que lá vai fazer.

O avião espacial X-37B das Forças Armadas dos Estados Unidos está prestes a ser lançado para a sua sexta missão. A aeronave vai ser lançada a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Florida, em 16 de maio. A Força Espacial dos Estados Unidos será responsável pelo lançamento, operações em órbita e pouso.

O X-37B é um veículo orbital desaparafusado que se assemelha a uma mini-versão do vaivém espacial da NASA, medindo apenas 8,8 metros de comprimento. De acordo com o portal IFLScience, esta será a sua primeira missão a usar um compartimento para hospedar experiências.

Uma das experiências vai testar a reacção de “materiais significativos” às condições do Espaço e outra vai estudar o efeito da radiação do ambiente nas sementes das plantas. A terceira experiência vai transformar a energia solar em energia de micro-ondas por radiofrequência e a transmissão dessa energia para a Terra.

A missão também implantará o FalconSat-8, um pequeno satélite construído e projectado por cadetes da US Force Academy que realiza cinco experiências separadas.

“Esta sexta missão é um grande passo para o programa X-37B”, afirmou Randy Walden, director executivo do programa do Departamento do Escritório de Capacidades Rápidas da Força Aérea, em comunicado. “Esta será a primeira missão X-37B a usar um módulo de serviço para hospedar experiências. A incorporação de um módulo de serviço nessa missão permite-nos continuar a expandir os recursos da espaço-nave e hospedar mais experiências do que qualquer uma das missões anteriores”.

O X-37B completou a sua última missão em Outubro de 2019, depois de orbitar a Terra por 780 dias.

Há muito pouca informação oficial publicada sobre as suas missões anteriores. O site da Força Aérea dos EUA afirma vagamente que os “objectivos principais do X-37B são duplos: tecnologias de espaço-naves reutilizáveis ​​para o futuro da América em experiências espaciais e operacionais que podem ser devolvidos e examinados na Terra”.

A falta de detalhes passada alimentou uma quantidade razoável de conspirações sobre as verdadeiras intenções do avião espacial. Uma teoria popular defende que está a testar propulsores numa órbita relativamente baixa, com o objectivo de lá colocar satélites de reconhecimento no futuro próximo.

Outros sugeriram que está a ser usado actualmente para algum tipo de aplicação militar ou de inteligência. De acordo com um relatório da revista Spaceflight publicado em 2012, a órbita do X-37B seguiu de perto a do antigo laboratório espacial da China, Tiangong-1, levando a especulações de que estava a ser usado para a vigilância do Espaço contra estados estrangeiros.

Um avião espacial orbita a Terra há 719 dias (mas não se sabe porquê)

Um avião militar sem tripulantes, movido a energia solar, quebrou o seu recorde de duração de voo espacial e passou…

Juntas, as missões X-37B acumularam 2.865 dias em órbita, durante sete anos de testes de tecnologia.

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8 Maio, 2020

 

3630: Hubble celebrates 30 years in space with a gorgeous landscape of stars

SCIENCE/ASTRONOMY

The new image focuses on two nebulas

Happy Birthday Hubble! To celebrate the telescope’s three decades in space, the team of researchers behind the Hubble have released an amazing new image of two nebulas in the Large Magellenic Cloud, a smaller galaxy about 163,000 light-years from our Milky Way.

The larger, red nebula is NGC 2014, and the bright, newly formed stars at its heart are 10-20 times the size of the Sun, according to NASA. The blue nebula, NGC 2020, was formed when a star 200,000 times larger than our Sun ejected a huge amount of gas.

Researchers thought the image looked a lot like a coral reef, titling the resulting picture ‘Cosmic Reef.’

“It’s Hubble’s exquisite vision from its orbit above Earth’s atmosphere that gives us the ability to get a clear glimpse of this kind of incredible beauty and activity.” Jennifer Wiseman, Hubble Senior Project Scientist said in a video made to accompany the image’s release.

But 30 years ago, when it launched, the telescope wasn’t in great shape. “A tiny imperfection in the mirror meant that all of the images it took were fuzzy and out of focus, and it took five separate repair missions to get it to the excellent shape it’s in today.” Sean O’Kane wrote for the Hubble’s 25th anniversary.

“It was revolutionary to launch such a large telescope 30 years ago, and this astronomy powerhouse is still delivering revolutionary science today.” Thomas Zurbuchen, associate administrator for science at NASA said in a statement. “Its spectacular images have captured the imagination for decades, and will continue to inspire humanity for years to come.”

The Verge

 

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3525: Pandemia do novo Coronavírus “chegou ao Espaço” e já fez vítimas

CIÊNCIA/SAÚDE

Todos os sectores da sociedade estão a ser afectados pela pandemia do novo Coronavírus. A doença é tentacular e toca em todos os lados, até no Espaço. Assim, a empresa de satélites OneWeb que queria ligar os lugares mais remotos do mundo à Internet, está em falência. Posteriormente a terem colocado 74 satélites em órbita, a empresa perdeu o maior e mais importante investidor devido à COVID-19.

A empresa está agora à procura de um comprador para dar continuidade aquele que seria o projecto concorrente ao Starlink da SpaceX.

Coronavírus infringe grande perda no projecto de Internet a partir do espaço

A startup de Internet via satélite OneWeb entrou com pedido de falência no capítulo 11, um movimento que ocorre pouco tempo depois da empresa ter lançado um novo lote de 34 satélites em órbita.

A OneWeb, com sede em Londres, anunciou o pedido de falência na sexta-feira (27 de Março), depois que o Softbank, o seu maior investidor, ter negado um pedido de financiamento adicional, de acordo com relatos da imprensa. A empresa também está a demitir alguns funcionários, procurando assim reestruturar os seus negócios.

É com muito custo que somos forçados a reduzir a nossa força de trabalho e entrar no processo do capítulo 11, enquanto os demais funcionários da empresa estão focados em gerir responsavelmente a nossa recente constelação e trabalhar com o tribunal e investidores.

Referiu o CEO da OneWeb, Adrian Steckel num comunicado à imprensa onde anunciava o pedido de falência.

Capítulo 11 – O Capítulo 11 da Lei de Falências do Código dos Estados Unidos é um dos capítulos do Título 11 do Código de Falência do país.

COVID-19 destrói empresas que estavam a mudar a forma como comunicamos

Para fornecer uma cobertura global à Internet, a empresa tinha um projecto para colocar 600 satélites em órbita. No entanto, isso provavelmente nunca irá acontecer. Conforme a OneWeb explica no seu site, o grupo está a enfrentar dificuldades financeiras. O maior accionista da OneWeb é a Softbank. A empresa japonesa está a lutar com a queda nos preços das acções causada pelo novo Coronavírus. Como resultado, serão vendidas acções avaliadas em 41 mil milhões de dólares.

A OneWeb estava já à procura de compradores e agora declarou falência. Isto é, conforme o “Capítulo 11” da lei de falências dos EUA, a empresa está oficialmente à venda. Assim, se um comprador for encontrado e a empresa for adquirida, os projectos do Grupo poderão continuar sem problemas. No entanto, é possível que alguns funcionários sejam demitidos. Se nenhuma outra empresa concordar em assumir, em breve esta terá que ser completamente encerrada.

Dispensador de constelação Ariane 6 OneWeb (Arianespace) 11

A empresa espacial Arianespace é um dos maiores credores da empresa de satélites. Actualmente a OneWeb deve à Arianespace cerca de 238 milhões de dólares, além de ver já a maioria dos lançamentos de foguetões planeados para o próximo ano cancelados.

Além da OneWeb, outras empresas também estão a trabalhar para estabelecer uma cobertura global da Internet via satélite. O maior concorrente do grupo insolvente é o projecto Starlink da SpaceX. O fundador da Amazon, Jeff Bezos, também quer criar uma rede de satélites para poder oferecer acesso à Internet em todo o mundo. Interessante foi o projecto do CEO da Amazon no final de 2019, Bezos tinha um plano para “salvar a Terra” e ninguém tinha pensado nisso.

Pplware
29 Mar 2020

 

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3435: Descobertos sinais de rádio emitidos a partir do espaço que se repetem a cada 16 dias

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Os sinais em questão são resultado de uma explosão rápida de rádio, cuja origem remonta a uma galáxia a cerca de 500 milhões de anos-luz da Terra.

Uma outra galáxia a 21 milhões de anos-luz da Terra NASA

Uma equipa de astrónomos canadianos descobriu, pela primeira vez, um padrão de repetição em sinais de rádio emitidos a partir do espaço. As frequências proveem de uma única fonte, localizada a 500 milhões de anos-luz da Terra, e repetem-se de 16 em 16 dias.

Os cientistas acreditam tratar-se de uma explosão rápida de rádio (Fast Radio Bursts, ou FRBs, na expressão em inglês) que, como o nome indica, são explosões de ondas de rádio produzidas por fontes de energia no espaço, com uma duração de milésimos de segundo e que têm uma origem astronómica distante. Estas explosões podem ser pontuais (o que significa que só acontecem uma vez) ou repetir-se múltiplas vezes.

Até agora, os cientistas acreditavam que os sinais destas explosões seriam aleatórios. Porém, uma equipa de astrónomos canadianos do Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment Fast Radio Burst Project (CHIME/FRB), um projecto que estuda este fenómeno, detectou, entre 16 de Setembro de 2018 e 30 de Outubro de 2019, com a ajuda do radiotelescópio CHIME (que está localizado na Colúmbia Britânica), uma periodicidade nos sinais de uma explosão rápida de rádio — conhecida como FRB 180916.J0158+65 —, que se repetem a cada 16,35 dias. Além disso, os investigadores localizaram a origem desta explosão rápida de rádio numa galáxia a cerca de 500 milhões de anos-luz da Terra.

As descobertas foram divulgadas, numa primeira fase, num estudo disponibilizado pela plataforma online arXiv, sendo que o artigo científico ainda não foi totalmente revisto pelos pares.

“A descoberta de uma periodicidade de 16,35 dias numa fonte de FRB repetidas é uma pista importante sobre a natureza deste objecto”, sublinham os autores do estudo, citados pela CNN. No artigo, os investigadores dissertam ainda sobre as várias causas possíveis para este fenómeno — algumas delas apontam para que esta FRB esteja em órbita de uma estrela, de um buraco negro ou de um objecto nos arredores da galáxia. Os ventos podem também ser uma explicação para o facto de tal fenómeno se repetir periodicamente, impulsionando ou bloqueando os sinais de rádio.

O estudo destas explosões rápidas de rádio (e da sua origem) pode ajudar os astrónomos a aprender mais sobre o próprio Universo e a compreender de que forma a matéria se distribui no espaço.

Público
filipa.mendes@publico.pt
11 de Fevereiro de 2020, 22:58

 

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3419: Astronauta regressou à Terra após recorde de 328 dias no espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO

A norte-americana Koch deu a oportunidade aos cientistas de observarem os efeitos no corpo de uma mulher durante uma longa permanência no espaço.

© AFP

A astronauta da NASA Christina Koch, que passou quase 11 meses em órbita naquela que foi a mais longa permanência no espaço de uma mulher, regressou hoje à Terra, no Cazaquistão.

A cápsula Soyuz que transportou a astronauta aterrou na manhã desta quinta-feira a sudoeste de Dzhezkagan, no Cazaquistão, transportando também o comandante da estação, Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia, e Alexander Skvortsov, da agência espacial russa, Roscosmos.

Koch, norte-americana, encerrou uma missão de 328 dias no espaço, dando a oportunidade aos cientistas de observarem os efeitos no corpo de uma mulher durante uma longa permanência no espaço. Essa investigação é importante tendo em conta que a NASA planeia voltar à Lua no âmbito do programa Ártemis e prepara a exploração humana de Marte.

Ao longa da sua aventura no espaço, Koch foi publicando no Instagram alguns momentos do seu dia a dia durante a missão espacial.

A astronauta sorriu e fez com a mão um sinal de que estava tudo bem (mão fechada com polegar para cima), quando a equipa de apoio a ajudou a sair da cápsula e a colocou numa cadeira para um rápido “check-up”. As autoridades espaciais russas disseram que estava em boa forma.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Fevereiro 2020 — 16:13

spacenews

… será impressão minha, ou a astronauta tem pelos na cara?

3350: As primeiras bolachas preparadas no Espaço já chegaram à Terra

CIÊNCIA/EEI

(dr) NASA
As primeiras “bolachas espaciais”

As primeiras bolachas preparadas no Espaço, a partir da Estação Espacial Internacional (EEI), estão de volta à Terra para serem analisadas pelos cientistas.

As bolachas (com pepitas de chocolate, caso se esteja a perguntar) foram preparadas pelos astronautas da Estação Espacial Internacional (EEI) mesmo antes do Natal, depois de, em Novembro do ano passado, terem recebido um forno incomum.

Coube à astronauta Christina Koch — que recentemente ganhou o estatuto de mulher que mais tempo passou no Espaço — dar a novidade, tendo partilhado uma fotografia na sua conta do Twitter com uma dessas bolachas e o astronauta italiano Luca Parmitano.

“Fizemos bolachas espaciais e leite para o Pai Natal este ano”, escreveu a astronauta norte-americana nessa publicação, com data de 26 de Dezembro.

Christina H Koch @Astro_Christina

We made space cookies and milk for Santa this year. Happy holidays from the @Space_Station!


6.633 15:31 – 26 de dez de 2019

Infelizmente, escreve o IFLScience, nem os astronautas nem o Pai Natal tiveram a oportunidade de experimentar esta “iguaria espacial”, uma vez que fazia parte de uma experiência científica para ver se é possível cozer coisas no Espaço.

A Space X efectuou o transporte das bolachas, esta terça-feira, através da aeronave Dragon, que tinha atracado na EEI um mês antes.

As bolachas foram preparadas com a massa fornecida pela DoubleTree, que já tinha já sido levada para a EEI, e assadas no Zero G Kitchen Space Oven, protótipo criado pela Zero G Kitchen e pela Nanoracks.

O objectivo do projecto é tentar fazer com que as futuras viagens espaciais de longa duração sejam mais confortáveis e agradáveis para os astronautas, mas também fornecer informações sobre o efeito da micro-gravidade no processo de assar alimentos.

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10 Janeiro, 2020

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3346: Enigmático sinal de rádio vindo do Espaço desapareceu misteriosamente

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Raimond Spekking / Wikimedia
Westerbork Synthesis Radio Telescope (WSRT)

Um sinal de rádio intermitente vindo do Espaço desapareceu misteriosamente. Os cientistas ainda não compreendem bem o fenómeno e estão a tentar perceber o que terá acontecido.

Os estranhos sinais de rádio vindos do Espaço, conhecidos como Rajadas Rápidas de Rádio (FRB) continuam a intrigar a comunidade científica. Apesar de muito poderosos, apenas duram alguns milissegundos e por vezes são vistos de forma repetida do mesmo ponto do Espaço. No entanto, os cientistas continuam sem saber explicar a sua origem.

O primeiro exemplo de Rajadas Rápidas de Rádio repetitivas, R1, surgiram em 2012 e veio-se a descobrir que pertenciam a uma galáxia anã a três mil milhões de anos-luz de distância. O segundo exemplo de FRB, que ficou conhecido como R2, apenas foi detectado em 2018.

Recentemente, uma equipa de investigadores observou R1 e R2 durante 130 e 300 horas, respectivamente. Embora tenham detectado 30 rajadas de R1, não conseguiram qualquer sinal de R2.

Segundo o New Scientist, a explicação mais plausível é que R2 não é detectável nos comprimentos de onda observados pelo telescópio usado, o Westerbork Synthesis Radio Telescope (WSRT).

Outra explicação possível é que R2 tenha parado de enviar sinais de rádio. Ainda assim, a equipa de investigadores acredita que não seja este o caso e que simplesmente R2 não é detectável pelo WSRT ou que então não tenham sido emitidos sinais enquanto os cientistas observavam.

“Só porque você não vê nada neste momento com este telescópio não significa que não há nada para ver”, disse Jason Hessels, do Instituto Holandês de Radioastronomia.

Mas nem tudo são más notícias. Isto pode significar que R1 e R2 são muito diferentes um do outro. “Se os dois fossem parecidos, deveríamos ter visto facilmente o segundo repetidor, e não o vimos. Eles podem ser muito diferentes em quão brilhantes são, com que frequência se repetem e basicamente em outros parâmetros também”, explicou Leon Oostrum, também ele do Instituto Holandês de Radioastronomia.

Novas evidências de um estudo publicado esta segunda-feira na revista científica Nature mostram que isto pode significar também que os dois sinais vêm de galáxias diferentes.

“O principal objectivo no final é descobrir o que são estas coisas, mas, por enquanto, quanto mais informação tivermos, mais perguntas teremos”, realçou Oostrum.

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10 Janeiro, 2020

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3340: Para salvar as baleias, cientistas querem contá-las a partir do Espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO

NOAA Photo Library / Wikimedia

Um aquário e uma empresa de engenharia em Massachusetts, nos Estados Unidos, estão a trabalhar em conjunto num projecto para proteger as baleias. Como? Controlando-as a partir do Espaço.

O New England Aquarium e a Draper planeiam utilizar dados de fontes como satélites, sonares e radares para perceber melhor quantas baleias existem nos oceanos, avança a agência Associated Press, citada pelo Business Insider.

Através desta recolha de dados, o projecto “Counting Whales From Space” (“Contando baleias a partir do Espaço” em tradução para Português) pretende criar um mapa que situa onde as baleias se encontram.

“Se as baleias estão a mover-se de uma área para outra, qual é a razão? É devido ao aquecimento do oceano? São mudanças nas rotas comerciais? São perguntas que poderemos começar a responder assim que tivermos os dados”, explica John Irvine, cientista de análise de dados que trabalha com a Draper.

De acordo com a mesma agência, a dupla investiu um milhão de dólares no projecto, quase 900 mil euros, e é esperado que este se desenvolva ao longo de vários anos. Actualmente, as pesquisas aéreas feitas através de aviões ou helicópteros são o método mais usado para contar baleias, no entanto, esta é uma abordagem cara, sujeita a más condições atmosféricas e que pode ser perigosa.

Os membros do projecto afirmam que o objectivo é desenvolver uma nova tecnologia que utilize algoritmos especialmente criados para processar todos os dados e usá-los para monitorizar baleias. A aparência exacta do produto final é um trabalho ainda em andamento, mas o objectivo é “uma vigilância global no movimento das baleias”.

A tecnologia poderá ser usada para monitorizar baleias em qualquer lugar dos oceanos, mas algumas das necessidades mais urgentes encontram-se perto de Nova Inglaterra, disse Vikki Spruill, a presidente do aquário.

As águas desta região no nordeste dos Estados Unidos são a casa de muitas baleias-francas-do-atlântico-norte, uma espécie ameaçada que conta apenas com cerca de 400 espécimes e que está em declínio populacional.

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10 Janeiro, 2020

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3318: Astronautas brincaram com fogo no Espaço (e descobriram que é mais perigoso do que na Terra)

CIÊNCIA/EEI/ESPAÇO

SXC

Brincar com fogo pode ser perigoso na Terra – mas pode ser ainda mais se estivermos confinados numa cápsula espacial a flutuar a 400 quilómetros acima do nosso planeta.

Na semana passada, os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) acenderam intencionalmente uma série de labaredas numa investigação para estudar o comportamento das chamas em gravidade zero.

Segundo os cientistas por trás da experiência, chamada Confined Combustion, o estudo ajudará a melhorar a segurança contra incêndios na EEI e em futuras missões lunares, ajudando a prever a forma como um incêndio pode progredir em condições de baixa gravidade.

Paul Ferkul, da Universities Space Research Association, que está a trabalhar no projecto, disse, em declarações ao jornal britânico The Guardian, que “este é o objectivo imediato e mais prático, já que a NASA pode usar o conhecimento para melhorar a selecção de materiais e estratégias de segurança contra incêndio”.

Na Terra, a gravidade puxa o ar mais denso e frio para a base da chama, deslocando o ar quente, que sobe. O processo fornece oxigénio fresco ao fogo e o fluxo ascendente de ar quente confere à chama a sua forma característica de lágrima.

Por outro lado, na gravidade zero, as chamas podem ser esféricas ou podem ser alongadas por fluxos externos de ar. “A remoção da gravidade elimina a convecção natural. O ar quente não está a subir porque não existe”, disse Ferkul.

As experiências, que começaram na véspera de Natal, envolvem um ventilador a soprar ar através da caixa para fornecer oxigénio. As experiência estão a testar dois combustíveis – tecido composto de algodão e fibra de vidro e folhas de plástico acrílico transparente – e a testar a forma como diferentes fluxos de ar e tamanhos de caixa alteram as taxas de combustão.

Os fogos são acesos numa caixa dentro de uma caixa para garantir a segurança. Nos 15 experimentos realizados até agora, a chama ardeu durante um a 22 minutos.

NASA
Comportamento de uma chama no Espaço

Trabalhos anteriores da mesma equipa revelaram que, contrariamente às expectativas, alguns materiais seriam mais inflamáveis ​​na Lua devido à menor flutuabilidade. Isto ocorre porque, para alguns materiais, o fluxo de convecção é tão rápido que extingue a chama na Terra.

No entanto, quando transferido para a Lua, o fluxo pode atingir um ponto ideal, onde é suficientemente rápido para absorver oxigénio fresco, mas não tão rápido que o fogo é apagado.

“Viver na lua será um ambiente diferente da EEI e da Terra e os incêndios comportar-se-ão de forma diferente lá”, disse Ferkul. “Há razões para acreditar que os incêndios podem ser mais perigosos na Lua do que na Terra”.

As experiências são projectadas para fornecer melhores previsões sobre a forma como os diferentes materiais se comportam em ambientes de baixa gravidade.

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6 Janeiro, 2020

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3294: Astronauta da NASA bate recorde. É a mulher que mais tempo passou no Espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO

Christina Koch / Twitter
A astronauta da NASA Christina Koch

A astronauta norte-americana tornou-se, no último sábado, a mulher a passar mais tempo no Espaço, depois de ter ultrapassado a marca dos 288 dias a bordo da Estação Espacial Internacional.

2019 foi um ano e peras para a astronauta Christina Koch. Depois de ter feito história, em Outubro, quando esteve no primeiro passeio espacial exclusivamente feminino com a colega Jessica Meir, este sábado, tornou-se a mulher a passar mais tempo no Espaço.

Nesse dia, a astronauta norte-americana da NASA celebrou o seu 288.º dia a bordo da Estação Espacial Internacional. O anterior recorde, conseguido em 2017, pertencia à antiga astronauta Peggy Whitson.

“Os recordes existem para ser quebrados. É um sinal de progresso“, escreveu Whitson na sua conta do Twitter.

“Ter a oportunidade de ficar aqui por tanto tempo é realmente uma honra. A Peggy é uma das minhas heroínas e também teve a gentileza de me orientar ao longo dos anos, por isso é um lembrete para eu retribuir quando voltar”, disse Koch, citada pelo site Space.

Peggy Whitson @AstroPeggy

Records are made to be broken…it is a sign of progress! Congrats @Astro_Christina! https://twitter.com/Space_Station/status/1210953554803994626 

Intl. Space Station @Space_Station

NEW RECORD! NASA astronaut @Astro_Christina now has a place in the record books for the longest single spaceflight by a woman, eclipsing former NASA astronaut Peggy Whitson’s record of 288 days. @AstroPeggy went back to zero gravity to say #CongratsChristina.

Segundo o Science Alert, Kock ainda está longe de regressar a casa. Se tudo correr como previsto, isso só irá acontecer em Fevereiro de 2020, o que significa que terá estado um total de 328 dias no Espaço.

A astronauta começou a sua missão espacial no dia 14 de Março e a ideia era ficar na EEI durante seis meses. No entanto, a NASA estendeu a sua estadia, em parte para recolher mais dados sobre os efeitos dos voos espaciais de longa duração.

“É uma coisa maravilhosa para a ciência. Vemos outro aspecto de como o corpo humano é afectado pela micro-gravidade a longo prazo. Isso é realmente importante para os nossos planos futuros, não só na Lua mas também em Marte”, disse a astronauta.

Se passar os 328 dias no Espaço, Koch ficará a apenas 12 dias do recorde de Scott Kelly, que entre 2015 e 2016 passou 340 dias na EEI.

“Gosto de pensar no recorde não tanto sobre quantos dias estamos aqui, mas o que trazemos para cada dia, logo é outro grande lembrete para tentar fazer o nosso melhor“.

No entanto, o recorde do maior voo espacial da História — homem ou mulher — pertence ao cosmonauta russo Valery Polyakov, que passou 438 dias consecutivos a bordo da Mir.

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1 Janeiro, 2020

 

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2979: “Menos do que um pequeno foguete”. Musk revela quanto custará cada missão da Starship

CIÊNCIA

A nave espacial da Space X Starship poderia realizar um missão por apenas 2 milhões de dólares, revelou Elon Musk, dando conta que os seus custos operacionais são muito mais baixos do que os de “um pequeno foguete”.

Os valores são avançado pelo portal Space.com, que cita uma intervenção do CEO da Tesla e da Space X durante o Space Pitch Day, um evento da força aérea dos Estados Unidos.

O empresário anunciou que o sistema da Starship – que consiste numa nave espacial desenhada para 100 passageiros empilhada num enorme foguete reutilizável (o Super Heavy) – gastará 900.000 dólares só em combustível para deixar a Terra e entrar em órbita. “Se considerarmos os custos operacionais, talvez sejam 2 milhões de dólares”.

A Starship e o Super Heavy foram projectados principalmente para ajudar o Homem a assentar em Marte, na Lua e noutros destinos espaciais. Em simultâneo, e se tudo correr como previsto, a nave lançará ainda satélites em 2021 visando limpar os restos espaciais.

Até lá, esta nave pode transportar pessoas em viagens à Lua e em torno da Terra. Musk apelidou a Starship como o “Santo Graal” das naves espaciais reutilizáveis.

Não se sabe ainda é quanto é que a Space X pretende cobrar a cada passageiro.

Sabe-se, contudo, que Yusaku Maezawa, um empresário milionário japonês, vai ser o primeiro turista espacial da SpaceX. O empresário e coleccionador de arte nipónico, de 42 anos, recebeu a notícia com entusiasmo, num evento realizado em Setembro do ano passado na sede da empresa espacial, perto de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Milionário japonês vai ser o primeiro turista a viajar até à Lua

Yusaku Maezawa, um empresário milionário japonês, vai ser o primeiro turista espacial da SpaceX, do magnata Elon Musk, anunciou na…

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Por ZAP
7 Novembro, 2019

 

2899: Primeira identificação de um elemento pesado formado durante a colisão de duas estrelas de neutrões

CIÊNCIA

Com o auxílio de dados recolhidos pelo instrumento X-shooter montado no VLT do ESO, uma equipa de investigadores europeus descobriu assinaturas de estrôncio formado numa fusão de duas estrelas de neutrões. Esta imagem artística mostra duas estrelas de neutrões minúsculas mas muito densas na altura em que se fundem e explodem sob a forma de uma quilonova. Em primeiro plano, vemos uma representação de estrôncio recém formado.
Crédito: ESO/L. Calçada/M. Kornmesser

Foi detectado pela primeira vez no espaço um elemento pesado recém-formado, o estrôncio, no seguimento de uma fusão de duas estrelas de neutrões. Esta descoberta, feita com observações efectuadas pelo espectrógrafo X-shooter, montado no VLT (Very Large Telescope) do ESO, foi publicada anteontem na revista Nature. A detecção confirma que os elementos mais pesados do Universo se podem formar em fusões de estrelas de neutrões, dando-nos assim a peça que faltava no puzzle da formação de elementos químicos.

Em 2017, no seguimento da detecção das ondas gravitacionais que passaram pela Terra, o ESO apontou os seus telescópios, incluindo o VLT, à fonte destas ondas: uma fusão de estrelas de neutrões chamada GW170817. Os astrónomos suspeitavam que, se os elementos pesados se formassem efectivamente em colisões de estrelas de neutrões, as assinaturas destes elementos poderiam ser detectadas em quilonovas, os resultados explosivos destas fusões. Foi exactamente isso que uma equipa de investigadores europeus fez, usando dados recolhidos pelo instrumento X-shooter, montado no VLT do ESO.

No seguimento da fusão GW170817, o complemento de telescópios do ESO começou a monitorizar a explosão de quilonova emergente num vasto domínio de comprimentos de onda. Em particular, o X-shooter obteve uma série de espectros desde o ultravioleta ao infravermelho próximo. A análise preliminar destes espectros sugeria a presença de elementos pesados na quilonova, mas os astrónomos não conseguiram identificar na altura elementos individuais.

“Ao reanalisar os dados da fusão obtidos em 2017, identificámos a assinatura de um elemento pesado nesta bola de fogo, o estrôncio, provando assim que a colisão de estrelas de neutrões dá origem a este elemento no Universo,” diz o autor principal do estudo, Darach Watson da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca. Na Terra, o estrôncio encontra-se no solo de forma natural, estando concentrado em certos minerais. Os seus sais são utilizados para dar ao fogo de artifício uma cor vermelha brilhante.

Os astrónomos conhecem os processos físicos que dão origem aos elementos desde a década de 1950. Nas décadas seguintes, foram sendo descobertas as regiões cósmicas de cada uma destas forjas nucleares principais, excepto uma. “Esta é a fase final de uma busca de longas décadas para descobrir a origem dos elementos,” disse Watson. “Sabemos que os processos que formaram os elementos ocorreram essencialmente em estrelas normais, em explosões de super-novas e nas camadas mais exteriores de estrelas velhas. Mas, até agora, não conhecíamos a localização do processo final, conhecido por captura rápida de neutrões e que deu origem aos elementos mais pesados da tabela periódica.”

A captura rápida de neutrões é um processo no qual um núcleo atómico captura neutrões de modo suficientemente rápido para permitir a formação de elementos muito pesados. Apesar de muitos elementos serem produzidos nos núcleos das estrelas, para criar elementos mais pesados que o ferro, tais como o estrôncio, são necessários meios ainda mais quentes com muitos neutrões livres. A captura rápida de neutrões ocorre naturalmente apenas em ambientes extremos, onde os átomos são bombardeados por um enorme número de neutrões.

“Esta é a primeira vez que conseguimos associar directamente material recém-formado por captura de neutrões com uma fusão de estrelas de neutrões, confirmando assim que as estrelas de neutrões são efectivamente compostas de neutrões e associando a tais fusões o processo de captura rápida de neutrões tão debatido,” diz Camilla Juul Hansen do Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, na Alemanha, que desempenhou um papel principal neste estudo.

Os cientistas começam agora finalmente a compreender melhor as fusões de estrelas de neutrões e as quilonovas. Devido ao conhecimento limitado que temos destes fenómenos e a várias complexidades nos espectros que o X-shooter obteve da explosão, os astrónomos não tinham conseguido identificar anteriormente elementos individuais.

“Na realidade, a ideia de que poderíamos estar a ver estrôncio ocorreu-nos pouco depois do evento. No entanto, mostrar que este era de facto o caso revelou-se muito difícil. Esta dificuldade deveu-se ao nosso conhecimento muito incompleto da aparência espectral dos elementos mais pesados da tabela periódica,” disse Jonatan Selsing, da Universidade de Copenhaga, Dinamarca, e outro dos autores principais do artigo científico que descreve estes resultados.

A fusão GW170817 tratou-se da quinta detecção de ondas gravitacionais, tornada possível graças ao LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) da NSF nos EUA e ao interferómetro Virgo na Itália. Situada na galáxia NGC 4993, esta fusão foi a primeira, e até à data a única, fonte de ondas gravitacionais onde a contraparte visível foi detectada por telescópios na Terra.

Com os esforços combinados do LIGO, Virgo e VLT, podemos agora compreender melhor os mecanismos interiores das estrelas de neutrões e as suas fusões explosivas.

Astronomia On-line
25 de Outubro de 2019

 

2886: SpaceX quer enviar mais 40.000 satélites para o Espaço

CIÊNCIA

Depois de um primeiro lançamento em meados de maio, a Space X pretende agora colocar mais 30.000 pequenos satélites em órbita, revelam documentos apresentados pela empresa de Elon Musk às autoridades de telecomunicações.

De acordo com a New Scientist, que avança a notícia esta semana, o documentos em causa foram apresentados na semana passada à União Internacional de Telecomunicações, uma agência das Nações Unidas que coordenada o lançamento de satélites.

Os registos mostram que a empresa espacial norte-americana pretende lançar agora 20 conjuntos de 1500 satélites – ao todo, o novo lançamento tem como objectivo enviar 30.000 pequenos satélites para o Espaço, o que é aproximadamente o triplo dos satélites já colocados em órbita até agora.

A Space X tem autorização para colocar quase 1.200 satélites em baixa órbita terrestre. Deste, 60 satélites foram já lançados para o Espaço em maio passado – e fizeram soar os alarmes de vários cientistas. Os especialistas temem que o sistema de satélites interfira nas observações visuais e até na radioastronomia.

“Com tantos satélites [em órbita], é necessário haver uma análise muito, muito próxima, dos riscos de colisão, descarte e reentrada (…) A SpaceX terá aprendido muito com a sua primeira geração de 60 Starlink, mas quanto mais satélites tivermos num determinado volume de espaço, mais abordagens mais teremos”, explicou o especialista Hugh Lewis, da Universidade de Southampton, Reino Unido, ao mesmo portal.

A Space X, por sua vez, sustenta que as “constelações” de satélites servirão ara oferecer Internet de banda larga para todos os cantos do mundo a partir da órbita baixa da Terra, podendo também ser utilizadas para levar a cabo observações do nosso planeta.

De acordo com a empresa espacial, o risco de criar detritos orbitas ao longo prazo é baixo porque a atmosfera é espessa o suficiente para arrastar os satélites ou pedaços de lixo espacial para uma determinara zona onde estes irão queimar-se.

Além disso, a Space X está a produzir satélites de cor preta, visando reduzir o seu impacto nas observações astronómicas, uma das preocupações levantadas pela comunidade científica aquando o primeiro lançamento.

Dando conta que a procura por uma Internet mais rápida e confiável está a aumentar, a Space X explica ainda à New Scientist que “está a tomar medidas para escalar de forma responsável a capacidade total da rede e a densidade de dados da Starlink para dar resposta ao crescimento das necessidades que os utilizadores terão no futuro”.

ZAP //Por ZAP
23 Outubro, 2019

 

2868: Português coordena parte da primeira caminhada espacial 100% feminina

CIÊNCIA

Christina Koch e Jessica Meir, astronautas norte-americanas da NASA que fizeram a primeira spacewalk totalmente feminina Crédito: NASA

Chama-se João Lousada e além de astronauta análogo (em terra), tornou-se recentemente no primeiro director de voo português da Estação Espacial. Esta sexta-feira coordenou parte da histórica missão que envolveu a primeira caminhada espacial totalmente feminina.

“Foi verdadeiramente especial estar na consola, para um marco tão importante na história do voo espacial: a primeira caminhada espacial totalmente feminina com Christina Koch e Jessica Meir, que incluiu uma nova peça na Columbus [a área científica da Estação Espacial] para permitir mais experiências no futuro”. O anúncio, em inglês, foi feito no Twitter pelo português João Lousada.

Aos 30 anos, o astronauta análogo (tem feito missões em terra de fato espacial para simular possíveis missões a Marte) passou de controlador da Estação Espacial Internacional, para diretor de voo no passado mês e contamos a história desse marco importante e inédito para um português aqui. O trabalho de grande responsabilidade, feito a partir do centro de controlo perto de Munique, na Alemanha, garante a segurança e o sucesso das operações na Columbus, a divisão científica da Estação Espacial Internacional (EEI).

Joao Lousada @Astro_Joao

It was truly special to be on console today for an important mark in space flight history: the first all-female space walk with @Astro_Christina and @Astro_Jessica including a new item in Columbus to allow for more experiments in the future#EVA #spacewalk #columbus #spacehistory

A EEI está já a uma altitude média de 340 km da superfície terrestre, numa órbita baixa que possibilita ser vista da Terra a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia – a cada 91 minutos dá uma volta completa à Terra.

João Lousada como astronauta análogo no deserto de Omã em 2018

O que fez, então, João Lousada?

Foi o director de voo da Columbus nesse turno. “Ou seja, liderei as equipas europeias durante o passeio espacial. Não é muito frequente que os passeios espaciais tenham tarefas relacionadas com o módulo Europeu então foi um spacewalk especial para todas as equipas europeias onde instalámos uma peça no exterior do módulo, que no futuro irá permitir instalar mais experiências no exterior da estação espacial [na divisão europeia Columbus].”

Que peça é? Chama-se Trunnion Slip off Prevention (ou TSOP) e é a sua inclusão vai permitir que este tipo de missões fora da Estação Espacial se tornem mais fáceis e frequentes, nomeadamente na parte europeia da estação.

Apesar de não ter falado directamente com as astronautas norte-americanas que fizeram história, liderou o trabalho que elas fizeram para a divisão Columbus. “Normalmente não é o Flight Director que fala diretamente com os astronautas, existe uma posição dedicada para isso chamada CAPCOM (ou EUROCOM na equipa Europeia), portanto, sim tínhamos contacto todo o tempo mas não fui eu a falar directamente”.

João Lousada no centro que coordena o módulo Columbus da Estação Espacial Internacional (foto cedida pelo próprio)

O sentimento de coordenar a missão é especial, mas questionado sobre se a sua equipa sente durante o trabalho esse o momento histórico, Lousada respondeu. “sim e não”. Isto porque: “por um lado temos consciência da importância deste marco histórico e vê-se na equipa que é um sentimento único estar a contribuir tão directamente para a história do espaço. Por outro lado, o trabalho não é diferente por ser o primeiro passeio espacial com senhoras. Temos o privilégio de ter profissionais altamente qualificados, tanto no espaço como nas equipas de terra, independente do género de cada. E o nosso trabalho, a nossa preparação e o profissionalismo de todas as equipas não foi diferente durante este passeio espacial.”

O significado da missão espacial

A primeira caminhada espacial com uma equipa feminina começou esta sexta-feira. Christina Koch e Jessica Meir, astronautas norte-americanas foram as eleitas pela NASA para o momento que foi transmitido em directo.

A missão principal foi reparar um controlador de energia do lado de fora da Estação Espacial Internacional, tendo sempre a Terra à vista (de um lado) e o universo, do outro.

Esta missão, de uma forma geral, vai permitir que estes trabalhos de astronautas vestidos com fatos espaciais e feitos em pleno espaço se tornem algo mais frequente. O ex-astronauta Ken Bowersox, agora vice-chefe do programa espacial humano da NASA, explicou em conferência de imprensa sobre a missão que além de se celebrar a ocasião de terem sido duas mulheres a cumprir esta caminhada espacial, há outros ganhos para os humanos não só na EEI nas na exploração espacial.

“Estamos agora a reunir a experiência que precisamos para tornar estes procedimentos rotina nos voos espaciais, para que possamos avançar mais no nosso sistema solar, para ir inclusive com humanos para a Lua e para Marte. Isso é o que me entusiasma mais, ver esse progresso a acontecer”, admitiu.

A Estação Espacial Internacional, onde está também a parte europeia com o laboratório Columbus

O que parte do trabalho feito resolveu

A electricidade da Estação Espacial Internacional é fornecida por quatro enormes asas ‘solares’ com os chamados controladores de carga de bateria, que desviam a eletricidade para baterias poderosas que recarregam quando o laboratório está sob a luz do sol e, de seguida, fornecem a energia armazenada quando a estação se movimento no período de sombra da Terra.

A substituição de modelos defeituosos deverá restaurar de 4 a 5 quilowatts de energia ao sistema eléctrico do laboratório, que foi perdido quando o carregador original falhou após 19 anos de operação normal, desligando uma bateria de íons de lítio recém-instalada.

Com a troca concluída, Koch e Meir levaram a unidade defeituosa de volta à câmara de ar para, eventualmente, regressar à Terra a bordo da futura nave de carga Dragon, da SpaceX (de Elon Musk), para que se possa tentar reparar.

O trabalho seguinte envolveu o ajuste de isolamento multicamadas em torno dos componentes sobressalentes para facilitar o acesso a eles e foi ainda direccionado um cabo ethernet. Foi nessa altura que instalaram a tal peça de que já falámos no módulo de laboratório Columbus da Agência Espacial Europeia, que será necessária também quando uma plataforma experimental for anexada mais tarde.

João Lousada é um astronauta análogo (de testes em Terra).

dn_insider
Sábado, 19 Outubro 2019
João Tomé

 

2852: Os primeiros bebés podem nascer no Espaço daqui a 12 anos

CIÊNCIA

marcosdemadariaga / Flickr

A empresa SpaceBorn United pretende realizar missões espaciais entre 24 e 36 horas para que algumas mulheres dêem à luz em órbita dentro de 12 anos.

A notícia é avançada pelo fundador e CEO da empresa, Egbert Edelbroek, durante o primeiro Congresso de Ciência e Investimento Espacial de Asgardia, realizada esta semana em Darmstadt, em Hesse, Alemanha, de acordo com o britânico Daily Mail.

Edelbroek revelou que o objectivo da sua empresa, uma empresa emergente que investiga as condições da reprodução humana no espaço focado na tecnologia de reprodução assistida, é o parto em si, não a gravidez.

“Isso só é possível, por enquanto, na órbita baixa da Terra (LEO), graças a um processo de selecção muito completo”, explicou Edelbroek. LEO é uma órbita localizada a cerca de dois mil quilómetros acima da superfície da Terra.

O cientista disse que, para participar no projecto, os investigadores considerarão apenas mulheres com “alta resistência à radiação natural” que tenham tido dois partos anteriores sem problemas.

Edelbroek também explicou que, em cada missão, participarão 30 grávidas e poderão sair a qualquer momento. “É difícil planear um processo natural como este, se houver algum problema com o clima ou um atraso no lançamento”, acrescentou Edelbroek. No entanto, o CEO disse que “é possível” fazê-lo com “um nível de risco mais baixo” do que um nascimento actual de “estilo ocidental”.

Por fim, questionado sobre a estimativa de 12 anos, o CEO garantiu que a viabilidade dessa iniciativa dependerá do financiamento e da evolução do sector de turismo espacial. “Se esse sector acelerar da forma que está acontecer agora, haverá um mercado para pessoas muito ricas que não estão preparadas para os três meses de treinamento militar”. A esse respeito, ele disse que viajariam em “naves espaciais muito confortáveis”.

ZAP //

Por ZAP
17 Outubro, 2019

 

2828: Elon Musk quer enviar passageiros para o Espaço já no próximo ano

CIÊNCIA

oninnovation / Flickr

O bilionário Elon Musk, também fundador da fabricante de automóveis eléctricos Tesla, fez um anúncio surpreendente: quer que pôr passageiros no Espaço já em 2020.

“Isto pode soar totalmente louco, mas queremos tentar entrar em órbita em menos de seis meses”, anunciou o empresário, de acordo com a Visão.

Elon Musk fundou a SpaceX com o objectivo de facilitar a colonização de Marte, já que acredita que a sobrevivência do ser humano depende da exploração de outros planetas.

A nave espacial Starship será fundamental para a concretização dos seus intentos. É tão poderosa como o foguetão Saturn 5, que levou os astronautas da agência espacial americana (NASA) à lua há 50 anos. No entanto, ao contrário da Apollo, a Starship é totalmente reutilizável.

De acordo com os cientistas da SpaceX, a versão de transporte da carga da Starship poderá estar operacional em 2021, mas o CEO da empresa acredita que o prazo poderá ser antecipado já para o próximo ano. Musk acredita mesmo que poderá ser possível transportar os primeiros passageiros para o espaço em 2020.

Perante o anúncio de Musk, o administrador da agência espacial americana, Jim Bridenstine, lembrou a SpaceX do atraso no desenvolvimento da cápsula Crew Dragon, que deverá transportar astronautas da NASA até à Estação Espacial Internacional.

A relação entre ambas as organizações tem-se estado tensa. A SpaceX queixa-se dos procedimentos que considera demasiados meticulosos da NASA, enquanto a agência teme que a obsessão com Marte distraia a empresa dos seus demais compromissos.

Musk garantiu que se não fossem as verificações da NASA poderiam entrar em órbita muito mais cedo. O administrador da agência espacial americana duvida dos prazos estabelecidos pelo empresário e afirmou não estar disposto a facilitar os processos de verificação, o que levaria a riscos desnecessário.

Os contínuos atrasos da SpaceX e da Boeing – outra das empresas contratadas pela NASA para a construção de naves de transporte – implica que a agência americana continue dependente dos russos para conseguir chegar à Estação Espacial Internacional.

No passado, Musk chegou a afirmar que a Tesla seria capaz de desenvolver automóveis totalmente autónomos até 2017 – o que ainda não aconteceu.

ZAP //

Por ZAP
13 Outubro, 2019

 

2820: Astronautas imprimiram carne no Espaço pela primeira vez

CIÊNCIA

3D Bioprinting Solutions

As novas tecnologias estão a revolucionar lentamente a forma como os astronautas comem no Espaço. Enquanto os primeiros astronautas espremiam as suas refeições com tubos parecidos a pastas de dentes, os astronautas de hoje comem gelado e fruta e temperam as refeições com sal e pimenta líquidos.

Mas ainda existem limites para os tipos de alimentos que podem suportar a micro-gravidade. Qualquer coisa que produza migalhas, por exemplo, é considerada perigosa, uma vez que as partículas de alimentos podem entupir os sistemas eléctricos ou os filtros de ar de uma nave espacial, de acordo com o Business Insider.

A comida precisa de durar um longo período de tempo, caso as missões de reabastecimento não tenham sucesso.Assim, as empresas de tecnologia estão a experimentar formas de cultivar alimentos a bordo de uma nave.

No final de Setembro, a startup israelita de tecnologia de alimentos Aleph Farms supervisionou o crescimento de carne no Espaço pela primeira vez, com a ajuda de uma impressora 3D. A experiência não é inteiramente novo. A Aleph Farms cozinha bifes cultivados em laboratório desde Dezembro de 2018, mas sugere que a carne pode ser cultivada em todos os tipos de ambientes adversos.

Para fazer a sua carne cultivada em laboratório, a Aleph Farms começa por extrair células de uma vaca através de uma pequena biopsia. As células são colocadas num “caldo” de nutrientes que simula o ambiente dentro do corpo de uma vaca. A partir daí, crescem num pedaço fino de bife. Aqueles que provaram o produto dizem que serve para imitar a textura e o sabor da carne tradicional.

“Somos a única empresa que tem capacidade para produzir carne totalmente texturizada, que inclui fibras musculares e vasos sanguíneos – todos os componentes que fornecem a estrutura e as conexões necessárias para o tecido”, disse o CEO e co-fundador da Aleph, Didier Toubia.

Mas, para cultivar a carne no espaço, a Aleph Farms teve que alterar um pouco o processo. Primeiro, colocaram as células da vaca e o caldo de nutrientes em frascos fechados. Em seguida, levaram os frascos na sonda Soyuz MS-15 no Cazaquistão. Em 25 de Setembro, a sonda descolou para o segmento russo da Estação Espacial Internacional, orbitando a cerca de 400 quilómetros da Terra.

Quando os frascos chegaram à estação, os astronautas russos – conhecidos como cosmonautas – inseriram-nos numa impressora magnética da empresa russa 3D Bioprinting Solutions. A impressora replicou as células para produzir tecido muscular (a “carne”). As amostras regressara à Terra a 3 de Outubro, sem serem consumidas pelos cosmonautas.

“Esta experiência foi estritamente prova de conceito”, disse Grigoriy Shalunov, gerente de projectos da 3D Bioprinting Solutions. No futuro, a empresa espera fornecer uma fonte de proteína para missões no espaço profundo e colónias iniciais na Lua e em Marte.

A experiência não é a primeira vez que alimentos crescem artificialmente no espaço. Em 2015, os astronautas cultivaram alface na Estação Espacial Internacional. A NASA está a desenvolver um “jardim espacial” que pode produzir alface, morangos, cenouras e batatas no Gateway, uma estação espacial proposta que pode orbitar a lua.

A capacidade de imprimir carne em micro-gravidade não é só uma boa notícia para os astronautas. Também sugere que as empresas possam imprimir carne em ambientes extremos da Terra – principalmente em locais onde a água ou a terra são escassas.

O cultivo de carne consome cerca de 10 vezes menos água e terra do que a pecuária tradicional. A carne cultivada em laboratório também é mais rápida de produzir – demora apenas alguns minutos a cozinhar.

A necessidade de produzir mais alimentos e conservar os recursos naturais é mais urgente do que nunca. Um relatório recente do Painel Inter-governamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas descobriu que a nossa indústria de alimentos produz 37% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Aleph Farms diz mesmo que a sua experiência espacial é uma resposta directa a esses desafios. “É hora de americanos e russos, árabes e israelitas se elevarem acima dos conflitos, se unirem e se unirem por trás da ciência para lidar com a crise climática e as necessidades de segurança alimentar”, afirmou a empresa. “Todos nós partilhamos o mesmo planeta”.

ZAP //

Por ZAP
12 Outubro, 2019

 

2773: Há uma fibra (associada ao luxo) que resiste ao frio do espaço sideral

CIÊNCIA

pxhere

A seda é capaz de resistir a temperaturas do espaço sideral. Enquanto outras fibras poliméricas se quebram com o frio ela aumenta a resistência.

Depois de muitos anos a trabalhar essa aparente contradição, uma equipa de investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriu que a resistência criogénica da seda se deve às suas fibrilas (pequenas fibras) em nano escala.

A ordem e hierarquia sub-microscópicas permite que a seda resista a temperaturas negativas de 200 graus, e possivelmente ainda mais baixas, o que torna a fibra natural, clássica e associada ao luxo como a ideal para aplicações nas profundezas do frio do espaço sideral.

A equipa testou o comportamento e funções de várias sedas à temperatura do nitrogénio líquido (196 graus negativos). As fibras incluíam sedas de aranha, mas sobretudo as do bicho-da-seda, mais grossas.

Num artigo publicado esta quinta-feira na revista Materials Chemistry Frontiers, os investigadores explicam que conseguiram mostrar que a seda aumenta a resistência em condições em que outros materiais se tornariam quebradiços, parecendo contradizer o entendimento da ciência dos polímeros, não perdendo, mas antes ganhando qualidades em temperaturas muito frias, ficando mais forte e mais elástica.

De acordo com a teoria tradicional dos polímeros, diz o estudo que as pequenas fibras individuais se tornam mais duras à medida que ficam mais frias. Na seda, a alteração da temperatura modula a atracção entre moléculas e afecta as propriedades individuais de cada pequena fibra.

As descobertas poderão ter implicações de longo alcance, sejam novos materiais para uso nas regiões polares, sejam novos compostos para aviões leves ou para outros aparelhos na estratosfera e mesosfera.

“Prevemos que este estudo levará ao design e construção de novas famílias de filamentos e compósitos estruturais difíceis usando filamentos naturais inspirados na seda para aplicações em condições de frio extremo, como no espaço”, adiantou o professor Fritz Vollrath, do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford.

As sedas naturais são ambientalmente sustentáveis, e muitas delas são bio-compatíveis, o que as torna boas para uso em dispositivos médicos.

ZAP // Lusa

Por ZAP
4 Outubro, 2019

 

2686: Rússia vai permitir que astronautas levem armas em viagens espaciais

ESPAÇO

(CC0/PD) philanthropiststeam / pixabay

Os astronautas russos vão começar a levar consigo uma arma de fogo durante as suas viagens espaciais. O objectivo é poderem afastar animais selvagens quando aterrarem em áreas remotas na Terra.

A Rússia começou a armar os seus astronautas para que eles possam afastar animais selvagens no regresso à Terra. De acordo com um comunicado do chefe da Roscosmos, na quarta-feira, os próprios cosmonautas confessaram que gostariam de ter uma arma ao aterrar em áreas remotas.

Já faz mais de uma década que os astronautas viajam em missões espaciais desarmados. Na década de 1980, carregavam uma pistola TP-82 de três canos e uma faca de mato. A arma foi removida do kit de emergência aprovado em 2007, mas o chefe da Roscosmos, Dmitry Rogozin, disse que já é hora de trazer as armas de volta aos kits.

Uma vez que os lançamentos tripulados estão a mudar-se para o extremo oriente russo, “é possível que as aterragens também sejam nesta área, que não é povoada e tem florestas, e os astronautas estão a dizer que seria bom ter [uma arma] no kit”, disse Rogozin.

Oleg Kononenkov, astronauta russo que comandou uma equipa da Estação Espacial Internacional que regressou recentemente à Terra, disse que essas armas podem ser necessárias em território selvagem russo.

“É possível que seja um terreno acidentado, que possamos precisar de uma faca especial para construir um abrigo, e talvez precisemos de uma arma por causa dos animais selvagens”, disse aos jornalistas, na terça-feira. E garante ainda que seria útil no kit ferramentas de disparo para sinalização.

ZAP // CanalTech

Por ZAP
21 Setembro, 2019

 

2611: Astronautas fizeram no Espaço o cimento das casas de Marte

CIÊNCIA

Quando os humanos viajarem até Marte para lá ficar, vão precisar de construir lugares seguros para viver e trabalhar. O material de construção utilizado na Terra – o cimento – pode ser a resposta.

O cimento é suficientemente forte e duradouro para fornecer uma protecção eficaz contra a radiação cósmica e meteoritos e, segundo a NASA, pode ser possível fazer cimento usando materiais disponíveis nos corpos celestes.

No entanto, o processo pode ser bastante complexo, uma vez que estamos a falar em micro-gravidade e componentes alienígenas, cujas estruturas químicas podem não ajudar no resultado final.

Por esse motivo, torna-se importante testar – e foi exactamente isso que fizeram os investigadores da Estação Espacial Internacional (EEI). Segundo o Space.com, os astronautas fizeram cimento no Espaço pela primeira vez e mostraram que este material pode endurecer no Espaço.

Aleksandra Radlinska, autora principal do estudo e professora de engenharia civil na Penn State, adiantou que um dos objectivos é construir estruturas “com um material muito semelhante ao cimento, mas no Espaço”. A investigadora disse ainda que “o cimento é muito resistente e oferece uma melhor protecção, quando comparado a outros materiais”.

Para o projecto Microgravity Investigation of Cement Solidification, os astronautas da EEI misturaram água com silicato tricálcico, o principal ingrediente mineral presente em alguns dos cimentos comerciais mais utilizados na Terra.

A mistura nunca havia sido criada em micro-gravidade, mas a experiência foi muito bem sucedida. O resultado foi inequívoco: um material muito complexo, pelo que se torna crucial saber como se forma a estrutura molecular nestas condições.

O estudo, publicado na Frontiers in Materials, permitiu também fazer a primeira comparação entre amostras de cimento criadas na Terra e amostras feitas no Espaço.

A comparação revelou que o cimento criado na estação espacial tinha micro-estruturas muito diferentes do cimento feito na Terra, sendo que uma das principais características do material construido no Espaço é que é muito mais poroso do que o cimento que conhecemos.

(dr) Penn State Materials Characterization Lab
Na imagem superior, pode ver o cimento criado no Espaço em comparação com a imagem inferior, que mostra cimento misturado na Terra

Esta não é propriamente uma boa notícia, já que “o aumento da porosidade afecta directamente a resistência do material“. “Mas ainda precisamos de medir a resistência do material formado no Espaço”, disse Aleksandra Radlinska.

De qualquer forma, o cimento espacial endureceu e os cientistas estão empenhados em continuar as pesquisas de modo a descobrir quais as causas da porosidade. Os astrónomos da NASA acreditam que este resultado pode dever-se ao facto de o cimento ter sido processado em bolsas plásticas seladas, um procedimento que não é feito aqui na Terra.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2576: Sabia que por cima da sua cabeça gravitam mais de 19 500 objectos de lixo espacial?

Ontem vimos que há já “falta de espaço” no Espaço. Poderá ter suscitado alguma dúvida, mas se olhamos para os números poderemos perceber porque está a ficar apertado o Espaço em redor da Terra. Há mais de 19 500 objectos de lixo espacial flutuam por cima das nossas cabeças. Cada vez há mais lixo, mais poluição e mais risco destes objectos chocarem uns com os outros.

A Rússia e os Estados da ex-URSS são os que mais objectos enviaram para órbita, seguidos de perto pelos Estados Unidos.

Lixo espacial cresce a um ritmo alucinante

O lixo espacial que actualmente cerca a Terra, mais conhecido como detritos espaciais, continuam a crescer e agora totalizam já 19 524 objectos, de acordo com dados do Orbital Debris Program Office da NASA, actualizado em 30 de Junho de 2019.

Esta contagem anual feita pela agência espacial americana conta o número de satélites activos ou inactivos que foram lançados, ou deslocados das suas órbitas para serem lançados no mar, bem como de foguetes espaciais antigos e funcionais, e outros objectos resultantes da fragmentação de detritos, gerados, por exemplo, em explosões.

Rússia é quem mais produz lixo espacial

De forma detalhada, desses 19 524 corpos espaciais ao redor do planeta, a Comunidade de Estados Independentes (CEI) – antiga União Soviética – é tida como aquela com maior quantidade de lixo descartado no espaço, com um total de 6 589 objectos (102 mais do que o reflectido no relatório anterior, actualizado em 1 de Abril deste ano).

Por sua vez, os Estados Unidos seguem logo atrás com 6 581 destroços em órbita (mais 39 desde a última análise). No entanto, o número de fragmentos gerados neste país aumentou a um ritmo mais rápido do que a antiga URSS nos últimos anos. Assim, a diferença entre os dois está a diminuir. No final de 2016, os Estados Unidos eram responsáveis por 5 719 fragmentos, enquanto a Rússia havia gerado 6 346 até então.

Assim, até hoje, a Rússia continua a ser o maior criador de detritos espaciais, à frente dos Estados Unidos. A China já está em terceiro lugar, com 4 044 detritos em órbita (4 019 em 1 de Abril).

Além destes, segue a bom ritmo, com um total de 290 peças, o Japão. Colados aos nipónicos estão os indianos. Sim, a Índia é já responsável por 254 fragmentos (41 novos em 3 meses).

ESA é mais comedida no que coloca em órbita

Por sua vez, a Agência Espacial Europeia (ESA) continua a ser a entidade que menos poluição espacial faz. Assim, lança para o espaço os objectos menos descartados, com 145 contabilizados. Ao lado do Japão, eles são os únicos que não geraram detritos espaciais desde início de Abril.

Há também países que, independentemente da agência espacial a que pertencem, também enviam dispositivos espaciais na órbita da Terra. Assim, é o caso dos 556 franceses ou dos 1 065 de “outras” nações (1 052 até 1 de Abril).

NASA vigia o lixo e actua como fiscal

O programa de controlo de detritos espaciais da NASA é o U.S. Space Surveillance Network (SSN). A iniciativa está a ser desenvolvida pelo Governo dos EUA. Assim, o seu principal objectivo é detectar, controlar, catalogar e identificar esses objectos feitos pelo homem que orbitam a Terra.

Também é responsável por prever quando e onde um objecto irá cair novamente na Terra, qual é sua posição no espaço, detectando novos corpos residuais no espaço e a que país eles pertencem, e informando à NASA se esses objectos interferem com a Estação Espacial Internacional (ISS).

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Imagem: Media DC
Fonte: Orbital Debris