2611: Astronautas fizeram no Espaço o cimento das casas de Marte

CIÊNCIA

Quando os humanos viajarem até Marte para lá ficar, vão precisar de construir lugares seguros para viver e trabalhar. O material de construção utilizado na Terra – o cimento – pode ser a resposta.

O cimento é suficientemente forte e duradouro para fornecer uma protecção eficaz contra a radiação cósmica e meteoritos e, segundo a NASA, pode ser possível fazer cimento usando materiais disponíveis nos corpos celestes.

No entanto, o processo pode ser bastante complexo, uma vez que estamos a falar em micro-gravidade e componentes alienígenas, cujas estruturas químicas podem não ajudar no resultado final.

Por esse motivo, torna-se importante testar – e foi exactamente isso que fizeram os investigadores da Estação Espacial Internacional (EEI). Segundo o Space.com, os astronautas fizeram cimento no Espaço pela primeira vez e mostraram que este material pode endurecer no Espaço.

Aleksandra Radlinska, autora principal do estudo e professora de engenharia civil na Penn State, adiantou que um dos objectivos é construir estruturas “com um material muito semelhante ao cimento, mas no Espaço”. A investigadora disse ainda que “o cimento é muito resistente e oferece uma melhor protecção, quando comparado a outros materiais”.

Para o projecto Microgravity Investigation of Cement Solidification, os astronautas da EEI misturaram água com silicato tricálcico, o principal ingrediente mineral presente em alguns dos cimentos comerciais mais utilizados na Terra.

A mistura nunca havia sido criada em micro-gravidade, mas a experiência foi muito bem sucedida. O resultado foi inequívoco: um material muito complexo, pelo que se torna crucial saber como se forma a estrutura molecular nestas condições.

O estudo, publicado na Frontiers in Materials, permitiu também fazer a primeira comparação entre amostras de cimento criadas na Terra e amostras feitas no Espaço.

A comparação revelou que o cimento criado na estação espacial tinha micro-estruturas muito diferentes do cimento feito na Terra, sendo que uma das principais características do material construido no Espaço é que é muito mais poroso do que o cimento que conhecemos.

(dr) Penn State Materials Characterization Lab
Na imagem superior, pode ver o cimento criado no Espaço em comparação com a imagem inferior, que mostra cimento misturado na Terra

Esta não é propriamente uma boa notícia, já que “o aumento da porosidade afecta directamente a resistência do material“. “Mas ainda precisamos de medir a resistência do material formado no Espaço”, disse Aleksandra Radlinska.

De qualquer forma, o cimento espacial endureceu e os cientistas estão empenhados em continuar as pesquisas de modo a descobrir quais as causas da porosidade. Os astrónomos da NASA acreditam que este resultado pode dever-se ao facto de o cimento ter sido processado em bolsas plásticas seladas, um procedimento que não é feito aqui na Terra.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2576: Sabia que por cima da sua cabeça gravitam mais de 19 500 objectos de lixo espacial?

Ontem vimos que há já “falta de espaço” no Espaço. Poderá ter suscitado alguma dúvida, mas se olhamos para os números poderemos perceber porque está a ficar apertado o Espaço em redor da Terra. Há mais de 19 500 objectos de lixo espacial flutuam por cima das nossas cabeças. Cada vez há mais lixo, mais poluição e mais risco destes objectos chocarem uns com os outros.

A Rússia e os Estados da ex-URSS são os que mais objectos enviaram para órbita, seguidos de perto pelos Estados Unidos.

Lixo espacial cresce a um ritmo alucinante

O lixo espacial que actualmente cerca a Terra, mais conhecido como detritos espaciais, continuam a crescer e agora totalizam já 19 524 objectos, de acordo com dados do Orbital Debris Program Office da NASA, actualizado em 30 de Junho de 2019.

Esta contagem anual feita pela agência espacial americana conta o número de satélites activos ou inactivos que foram lançados, ou deslocados das suas órbitas para serem lançados no mar, bem como de foguetes espaciais antigos e funcionais, e outros objectos resultantes da fragmentação de detritos, gerados, por exemplo, em explosões.

Rússia é quem mais produz lixo espacial

De forma detalhada, desses 19 524 corpos espaciais ao redor do planeta, a Comunidade de Estados Independentes (CEI) – antiga União Soviética – é tida como aquela com maior quantidade de lixo descartado no espaço, com um total de 6 589 objectos (102 mais do que o reflectido no relatório anterior, actualizado em 1 de Abril deste ano).

Por sua vez, os Estados Unidos seguem logo atrás com 6 581 destroços em órbita (mais 39 desde a última análise). No entanto, o número de fragmentos gerados neste país aumentou a um ritmo mais rápido do que a antiga URSS nos últimos anos. Assim, a diferença entre os dois está a diminuir. No final de 2016, os Estados Unidos eram responsáveis por 5 719 fragmentos, enquanto a Rússia havia gerado 6 346 até então.

Assim, até hoje, a Rússia continua a ser o maior criador de detritos espaciais, à frente dos Estados Unidos. A China já está em terceiro lugar, com 4 044 detritos em órbita (4 019 em 1 de Abril).

Além destes, segue a bom ritmo, com um total de 290 peças, o Japão. Colados aos nipónicos estão os indianos. Sim, a Índia é já responsável por 254 fragmentos (41 novos em 3 meses).

ESA é mais comedida no que coloca em órbita

Por sua vez, a Agência Espacial Europeia (ESA) continua a ser a entidade que menos poluição espacial faz. Assim, lança para o espaço os objectos menos descartados, com 145 contabilizados. Ao lado do Japão, eles são os únicos que não geraram detritos espaciais desde início de Abril.

Há também países que, independentemente da agência espacial a que pertencem, também enviam dispositivos espaciais na órbita da Terra. Assim, é o caso dos 556 franceses ou dos 1 065 de “outras” nações (1 052 até 1 de Abril).

NASA vigia o lixo e actua como fiscal

O programa de controlo de detritos espaciais da NASA é o U.S. Space Surveillance Network (SSN). A iniciativa está a ser desenvolvida pelo Governo dos EUA. Assim, o seu principal objectivo é detectar, controlar, catalogar e identificar esses objectos feitos pelo homem que orbitam a Terra.

Também é responsável por prever quando e onde um objecto irá cair novamente na Terra, qual é sua posição no espaço, detectando novos corpos residuais no espaço e a que país eles pertencem, e informando à NASA se esses objectos interferem com a Estação Espacial Internacional (ISS).

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Imagem: Media DC
Fonte: Orbital Debris

 

2574: Cientistas vão levar células cancerígenas ao Espaço para que a baixa gravidade as mate

CIÊNCIA

Annie Cavanagh / Wellcome Images
Células cancerígenas

Através de estudos de simulação, um cientista australiano tem vindo a investigar de que forma o ambiente de baixa gravidade pode afectar a nossa fisiologia e, até mesmo, matar células cancerígenas.

Após ter recolhido dados de testes prévios, segundo os quais a ausência de gravidade no Espaço pode matar a maioria das células cancerígenas sem a necessidade de recorrer a medicamentos, um investigador australiano está agora a preparar-se para testar as suas experiências na Estação Espacial Internacional (EEI) no próximo ano.

O engenheiro biomédico Joshua Chou tem conduzido experiências num laboratório da Universidade de tecnologia de Sidney, usando um simulador de micro-gravidade para observar como as células cancerígenas respondem e, as suas possíveis razões.

Chou explicou à New Atlas que, antes da investigação, o foco estava na expressão genética do cancro sob micro-gravidade. “Mas ninguém analisou os mecanismos, e a estratégia que estamos a abordar é identificar os receptores sensoriais no cancro, na esperança de os enganar”, revelou o cientista.

Chou e Anthony Kirolos expuseram as células do cancro do ovário, mama, nariz e pulmão no simulador de micro-gravidade por 24 horas. 80% a 90% destas células morreram.

Os investigadores acreditam que isto ocorre porque a falta de força gravitacional nas células influencia a forma como estas comunicam entre si, tornando-as incapazes de sentir o ambiente — algo a que chamam descarga mecânica.

“Tenho de esclarecer que a micro-gravidade afecta outras células, como as células ósseas”, disse Chou. Desta forma, os investigadores conseguiram concluir que as células ósseas e do cancro são “super sensíveis aos efeitos da micro-gravidade.

Porque razão este efeito de descarga atinge mais as células cancerígenas do que as outras é uma das questões que Chou espera responder quando a sua experiência for realizada na EEI, no próximo ano.

Na primeira missão à EEI, as células vão ser compactadas num dispositivo mais pequeno do que o tamanho de uma caixa de lenços de papel e estudadas no ambiente de micro-gravidade durante uma semana.

A esperança é que a experiência possa elucidar os receptores e sensores específicos por detrás do efeito de descarga mecânica nas células cancerígenas, para que os cientistas possam projectar fármacos que repliquem os mesmo efeitos na Terra.

DR, ZAP //

Por DR
5 Setembro, 2019

 

2495: FEDOR: Rússia lança nave Soyuz a caminho da ISS com andróide a bordo

A Rússia lançou hoje o Soyuz MS-14 a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS). Dentro da nave segue um andróide como único membro da tripulação, num voo de teste para certificar o foguete porta-aviões Soyuz 2.1a.

Durante o voo, o robô transmitirá imagens do interior da Soyuz e informará ao Centro de Controlo de Voo Espacial. Além disso, o robô pode fazer várias outras tarefas.

Rússia coloca andróide no espaço

De acordo com o Centro de Controlo de Voo Espacial Russo (CCVE), o lançamento foi realizado às 03:38 GMT a partir do Baikonur Cosmodrome (Cazaquistão). O robô, Skybot-F850 ou FEDOR (Final Experimental Demonstration Object Research), que a imprensa russa chama de “Fiódor” devido à sua semelhança com o nome russo, permanecerá no espaço por um total de 17 dias.

“Vamos lá”, disse o autómato, que repetiu a famosa frase pronunciada por Yuri Gagarin no início do primeiro voo espacial da história.

Robô da Rússia terá uma missão dentro da Soyuz

Segundo as informações, durante o voo, o robô transmitirá imagens do interior da Soyuz. Além disso, irá passar algumas informações ao CCVE sobre o funcionamento dos sistemas da nave. O “Fiódor” mede 180 centímetros e pesa 160 quilos, o que obriga a reforçar o assento em que está instalado. Nesse sentido, esta adaptação é necessária porque o padrão é calculado para um peso de 95 quilos.

Inicialmente, o autómato foi desenvolvido em nome do Ministério Russo para Situações de Emergência para a evacuação de pessoas de áreas afectadas por deslizamentos de terras, incêndios, bem como contaminação química e radioactiva.

Para fazer isso, o andróide chamado de “Avatar”, foi ensinado a desempenhar várias operações. Assim sendo, ele está preparado para subir e descer escadas, conduzir veículos e usar diferentes tipos de ferramentas.

Sábado o “Fiódor” chega à ISS

O acoplamento do Soyuz MS-14 com a EEI está previsto para o próximo sábado. Na plataforma espacial “Fiódor” será recebido pela sua actual tripulação: os russos Alexéi Ovchininin e Alexandr Skvortsov, os americanos Andrew Morgan, Nick Hague e Christina Koch, e o astronauta italiano da Agência Espacial Europeia (ESA), Luca Parmitano.

A ISS, que custou mais de 150 mil milhões de dólares e que envolve 16 nações, actualmente tem 15 módulos permanentes. Conforme podemos seguir, a Estação Espacial Internacional orbita a Terra a uma distância de 400 quilómetros e a uma velocidade de mais de 27.000 quilómetros por hora.

pplware
Imagem: Ifl Science

 

2490: Descobertas oito novas fontes de Explosões Rápidas de Rádio vindas do Espaço

CIÊNCIA

CHIME
O radiotelescópio CHIME permitiu descobrir 8 novas fontes de FRBs

As Explosões Rápidas de Rádio (Fast Radio Bursts, FRBs) são dos enigmas mais intrigantes da astronomia moderna. Estes sinais de rádio, por norma, duram milésimos até desaparecer, mas alguns repetem-se de forma irregular.

Desde a descoberta das primeiras explosões rápidas de rádio em 2007, dezenas de sinais foram detectados. A maioria destes FRBs são de eventos pontuais, mas em 2015 a origem de uma explosão foi identificada no local de outra explosão, detectada em 2012.

Desde então, esta fonte, conhecida como FRB 121102, emitiu mais de cem sinais desconcertantes, que se repetem em ciclos irregulares. Durante anos o FRB 121102 era a única fonte conhecida destes sinais, mas em Janeiro uma segunda fonte foi descoberta — seguida por uma terceira em Junho.

Mas agora, uma equipa de astrónomos da McGill University, no Canadá, descobriu nada menos que oito novas fontes de FRBs. A descoberta foi apresentada num artigo publicado em Maio na revista Astrophysical Journal Letters.

Através do radiotelescópio CHIME (Experiência Canadiana de Mapeamento de Intensidade de Hidrogénio), os investigadores conseguiram observar duas explosões de seis fontes, enquanto outras emitiram três explosões.

De acordo com a New Atlas, a fonte que mais chamou a atenção dos cientistas, foi a que lançou 10 explosões no período de quatro meses de observação.

Um dos maiores enigmas dos FRBs é perceber quão próximos os sinais de repetição e os de não repetição são, e se estes vêm do mesmo tipo de objetos ou ambientes.

Ao comparar os novos sinais com os já conhecidos, a equipa de investigadores reparou que as medidas de dispersão — que explicam como é que o sinal fica “esticado” enquanto viaja pelo cosmos — parecem estar ao mesmo alcance para os dois tipos de fonte FRBs.

Com isto, os sinais de repetição tendem a durar mais do que os sinais de não repetição. E ainda, depois do fenómeno das 10 explosões, alguns dos novos sinais também foram encontrados a emitir sub-explosões mais fracas.

Os investigadores concluíram que os fenómenos podem ser oriundos de fontes diferentes ou, pelo menos, de fontes semelhantes em condições diferentes.

Os sinais do FRB 121102 foram encontrados completamente distorcidos, o que significa que a sua origem pode estar muito próxima de um buraco negro, de uma nebulosa ou de uma remanescente de super-nova. Nem todas as repetições podem viver nestas condições extremas, o que pode mudar os seus sinais.

DR, ZAP //

Por DR
22 Agosto, 2019

 

2422: Viajar ao Espaço profundo pode causar problemas de memória aos astronautas (e afectar as suas decisões)

NASA

Os cientistas que viajem até ao Espaço profundo podem vir a sofrer de problemas neuronais e/ou comportamentais devido à radiação.

Uma nova investigação, levada a cabo em ratos de laboratório, concluiu que a radiação presente no Espaço profundo causa deficiências neuronais.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada e-Neuro, os resultados obtidos com as cobaias destacam a necessidade urgente de desenvolver medidas para proteger o cérebro humano durante viagens ao Espaço profundo, enquanto os cientistas se preparam para ir a Marte.

Tal como recorda a agência noticiosa Europa Press, os cientistas sabiam já que a radiação interrompe a sinalização, bem como outros processos que ocorrem no cérebro. Contudo, os estudos conduzidos anteriormente usaram exposições que não reflectem com exactidão as condições sentidas no Espaço profundo.

Para explicar melhor como é que as viagens espaciais podem afectar o sistema nervoso, Charles Limoli e os seus colegas expuseram os ratos de laboratório a radiação crónica de baixa dose (condições presentes no Espaço profundo) durante seis meses.

Após o procedimentos, os cientistas concluíram que a exposição à radiação prejudicava a sinalização celular no hipocampo e no córtex pré-frontal, resultando em problemas de memória e também de aprendizagem. A equipa observou ainda um aumento nos comportamentos de ansiedade, o que indicia que a radiação afectou também a amígdala.

Partindo destes resultados, a equipa prevê que, durante uma missão no Espaço profundo, cerca de um em cada cinco astronautas possam experimentar um comportamento de ansiedade, enquanto um em cada três poderá ter problemas de memória.

Além disso, frisam, estas condições podem ainda afectar a tomada de decisões. Por isso, insistem, é necessário desenvolver medidas para proteger os cérebros dos astronautas.

“A longo prazo, a natureza do ambiente de radiação no Espaço não determinará os nossos esforços para viajar até Marte, mas pode ser o maior obstáculo que a Humanidade deve resolver para viajar para lá da órbita da Terra”, pode ler-se no estudo.

Face à descoberta, o professor Francis A. Cucinotta, da Universidade de Nevada, em Las Vegas, nos Estados Unidos, mostrou-se céptico quanto às descobertas, dando conta que estas podem ser enganosas e que excedem os limites fixados pela NASA.

“Não há como um astronauta ficar exposto a esta fonte de energia de neutrões ou a doses equivalentes utilizadas. Isso violaria os limites de dose da NASA e das outras agências espaciais”, apontou ao portal Newsweek, questionando ainda por que motivos os cientistas recorreram a uma linhagem de cobaias conhecida por ser sensível a alterações climáticas.

ZAP //

Por ZAP
9 Agosto, 2019

 

2332: Não há explosões suficientes no Espaço que expliquem os estranhos sinais de rádio

CIÊNCIA

OzGrav, Swinburne University of Technology

Muitos dos mais brilhantes e estranhos fenómenos no espaço vêm de eventos cataclísmicos, como explosões ou colisões.

As rajadas rápidas de rádio são um dos fenómenos mais intrigantes de todo o Universo. Estes sinais cósmicos são extremamente poderosos, podendo mesmo gerar tanta energia como centenas de milhões de sóis. Apesar da sua energia, estas emissões são breves e pontuais, sendo, por isso, difícil de as detectar e estudar directamente.

Ou seja, os cientistas não conseguem “prever” a observação destes fenómenos. A menos que um radiotelescópio – com um campo de visão relativamente estreito – esteja direccionado exactamente na área exacta do céu em que essa explosão é dispara, o sinal cósmico é perdido.

FRBs são rajadas de milissegundos de poderosas ondas de rádio que vêm das profundezas do espaço. Já se pensou ter diversas fontes diferentes, desde fusões de estrelas de neutrões a naves espaciais alienígenas, mas nenhuma explicação está, para já, confirmada.

Os astrónomos falaram pela primeira vez da existência de misteriosos explosões rápidas de rádio (FRB) em 2007, quando foram descobertas acidentalmente enquanto se observavam os pulsares de rádio com o Telescópio Parks na Austrália.

Nos anos subsequentes, os cientistas encontraram vestígios de mais três dezenas de tais explosões, cuja comparação mostrou que poderiam ser de origem artificial, e até mesmo ser potenciais sinais de civilizações extraterrestres, por causa da periodicidade inexplicável da sua estrutura.

Todas elas tinham uma coisa em comum – a potência extremamente elevada e a distância invulgarmente longa até às suas fontes. Assim, os astrónomos assumiram inicialmente que tais rajadas surgem durante a fusão de estrelas de neutrões ou de outros objectos compactos que se transformam num buraco negro.

A maioria dos FRBs que encontramos aparecem apenas uma vez, mas três parecem repetir-se, enviando várias ondas de rádio pelo espaço. Esses três não podem vir de eventos cataclísmicos como colisões de estrelas de neutrões ou super-novas que destroem seus progenitores.

Agora, Vikram Ravi, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, calculou que o resto dos sinais provavelmente também não virá desses eventos. O cientista usou algumas das FRBs não repetitivas mais próximas para calcular um limite inferior de frequência com que ocorrem e comparou essa taxa com as taxas de eventos cataclísmicos no universo próximo.

“A taxa de FRBs parece ser maior do que a taxa de qualquer coisa que podemos realmente pensar que pode fazer uma FRB apenas uma vez”, disse Ravi, de acordo com o New Scientist. Isso significa que um único tipo de explosão ou colisão não pode contabilizar todos os FRBs.

É possível que todas as propostas de fontes cataclísmicas sejam simultaneamente corretas, mas talvez seja mais provável que a maioria – ou mesmo todas – das FRBs sejam, na verdade, repetidoras.

Dessa forma, cada fonte produz várias explosões ao longo da sua vida útil. Podemos não estar a detectar todas as explosões repetidas porque são mais lentas ou mais fracas do que as fontes repetidas.

“Não acho que podemos descartar que haja várias classes de coisas que surgem no céu da rádio”, afirmou Victoria Kaspi, da McGill University, em Montreal, Canadá. “Suspeitamos e temos alguma evidência de que existem várias classes e que fracção pertence a cada classe é desconhecida.” Como nenhum dos modelos actuais se encaixam bem, a cientista diz que também é possível que os FRBs se formam através de eventos que nunca vimos .

“Precisamos de dizer muito especificamente de que tipo de galáxias FRBs vêm e de onde vêm essas galáxias”, disse Ravi. Apenas três foram localizados até agora. “Se estamos a fazer o nosso trabalho correctamente, devemos conseguiu descobrir isso nos próximos cinco anos.”

ZAP //

Por ZAP
19 Julho, 2019

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2318: Já sabemos qual vai ser o primeiro fruto a ser plantado na EEI (e é picante)

CIÊNCIA

(dr) NASA
O pimento poderá ser o primeiro fruto a ser cultivado na Estação Espacial Internacional

Se tudo correr como planeado, em Novembro deste ano, a Estação Espacial Internacional (EEI) vai ficar um bocadinho mais picante.

De acordo com o Science Alert, os investigadores querem enviar para a Estação Espacial Internacional (EEI) a planta Capsicum annuum, podendo fazer com que o pimento seja o primeiro fruto a crescer no Espaço.

“Estávamos à procura de variedades que não crescessem muito, mas que mesmo assim fossem muito produtivas nos ambientes controlados a que estamos habituados no Espaço”, afirmou Ray Wheeler, fisiologista da estação espacial norte-americana.

“Os astronautas já expressaram muitas vezes o desejo de comidas mais picantes e saborosas, por isso ter um sabor quente como este pareceu-nos uma coisa boa. Além disso, muitos pimentos são ricos em vitamina C, algo importante nas dietas espaciais”.

Apesar de haver milhares de diferentes tipos de pimentos, esta foi a espécie escolhida porque, além de crescer em altitudes elevadas, tem períodos curtos de crescimento e pode ser facilmente polinizada.

Desde 1982 que os astronautas e cosmonautas cultivam com sucesso plantas no Espaço e, em 2015, astronautas norte-americanos experimentaram o sabor de uma alface cultivada na EEI. Desde então, também já cultivaram acelga, rabanete, couve chinesa e ervilhas.

As plantas têm algumas dificuldades em crescer num ambiente de micro-gravidade, uma vez que os seus sistemas são complexos e normalmente usam a gravidade da Terra para se orientarem. Porém, os astronautas conseguiram “convencer” as plantas a crescer a bordo da estação espacial utilizando luzes especiais e outras técnicas.

Estas iniciativas são importantes para os ambiciosos planos da NASA de enviar humanos ao Planeta Vermelho, uma vez que lá será mais difícil conseguir alimentos frescos da Terra. “Podemos construir todos os foguetões que quisermos para chegar a Marte, mas isso não vai funcionar a menos que tenhamos comida para nos alimentarmos”, considera Jacob Torres, cientista hortícola da NASA.

Os investigadores estão a trabalhar para ter variedade de cultivo no Espaço, estando particularmente focados em ter uma ampla variedade de nutrientes e vitaminas.

“Precisamos de cultivar o suficiente para suplementar a dieta espacial. Tal como acontece na Terra, não podemos viver a comer sempre as mesmas coisas”, explicou à CNN. “Imagine ter um pimento fresco nas mãos depois de meses a comer cartão”, acrescentou.

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Por ZAP
16 Julho, 2019

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2301: Bilionários pensam seriamente em levar indústrias para o Espaço

NASA

Um grupo de especialistas, incluindo vários empresários de renome, está a considerar seriamente a possibilidade de mover indústrias pesadas da Terra para o Espaço noticia esta terça-feira a revista científica Discover.

De acordo com o artigo, que foi publicado na última terça-feira, o objectivo de mover as indústrias para fora Terra passa por reduzir o aquecimento global, tentando assim aumentar o tempo de sobrevivência da espécie humana a longo prazo.

A Discover escreve que esta iniciativa, que conta com vários bilionários como o CEO da Amazon, Jeff Bezos, pode ser a chave para garantir que os humanos sobrevivam.

Para levar a cabo este projecto, é necessário construir satélites equipados com robôs e estações espaciais para minerar asteróides, a Lua e outros planetas.

“O Sistema Solar pode suportar uma indústria mil milhões de vezes maior do que a que temos na Terra”, explicou Phil Metzger, da Universidade Central da Florida, nos Estados Unidos, que é também um antigo membro da agência espacial norte-americana.

“Poderíamos promover sociedades saudáveis em todo o mundo. Em simultâneo, estaríamos a reduzir o fardo ambiental da Terra”, acrescentou Metzger. “Quando se vai para escalas de civilização amplamente maiores, para lá da escala que um planeta pode suportar, os tipos de coisas que uma a civilização pode fazer são incompreensíveis para nós”.

De acordo com um relatório da American Semiconductor Industry Association (SIA), e a menos que haja um progresso na computação quântica, a Terra deixará de ser capaz de produzir energia suficiente para alimentar os computadores de todo o mundo em 2040.

O mesmo documento detalha que as energias limpas – como os painéis solares e as turbinas eólicas – podem também esgotar-se à medida que as reservas de terras raras diminuem no planeta.

Tendo em conta este cenário, a SIA sublinha que asteróide e outros corpos cósmicos são fontes de metais preciosos e outros recursos e, muitas das vezes, contêm os ingredientes utilizados para fazer o combustível dos foguetes lançados. Mover a indústria para o Espaço também removeria estas emissões da Terra.

Será a indústria espacial inevitável?

Muitos empresários acreditam que a indústria espacial será inevitável. Desde 2012, recorda a Russia Today, várias empresas relacionadas com a mineração espacial surgiram em vários países como a Rússia, a Coreia do Sul, o Japão, a Índia, os EUA e o Luxemburgo.

Há vinte anos, esta ideia poderia parecer ficção científica, uma vez que não era lucrativo extrair recursos do Espaço. Mas agora pode estar a torna-se mais palpável, já que se reduziram consideravelmente os custos associados às viagens ao Espaço

O multimilionário Elon Musk, o CEO da Tesla, e Jeff Bezos são algumas das personalidades que acreditam no potencial da exploração espacial. Musk defende esta actividade é a chave para preservar a espécie humana, enquanto Bezos considera que recorrer a recursos espaciais, bem como a colonização da Lua, são a chave para “salvar a Terra”.

“Um problema fundamental de longo alcance é que ficaremos sem energia na Terra (…) É apenas aritmética. Vai acontecer”, apontou Bezos no mês passado, durante a apresentação da sua sonda lunar, citado pela Discover.

Contudo, existem ainda cientistas reticentes com este tipo de exploração, considerando que, mesmo que seja possível “conquistar” o Sistema Solar, há o risco de o pôr em perigo caso sejam usadas as mesmas técnicas de extracção da Terra.

Um grupo de cientistas assinou uma proposta na qual pede que mais de 85% do Sistema Solar seja protegido dos humanos, noticiou em maio o diário britânico The Guardian.

“Se não pensarmos sobre isso agora, seguiremos em frente como sempre fizemos e, em algumas centenas de anos, enfrentaremos uma crise extrema, muito pior do que a que temos agora na Terra”, apontou Martin Elvis, astrofísico sénior da Observatório Astrofísico Smithsonian, nos Estados Unidos, e autor principal da proposta, em declarações ao jornal.

“Depois de explorar o Sistema Solar, não há mais nenhum lugar para onde ir”, alertou.

ZAP //

Por ZAP
11 Julho, 2019

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2182: Limpar o lixo espacial. Agência Europeia aposta em laser lançado de Tenerife

No espaço existe um milhão de detritos que põem em causa a localização da Estação Espacial Internacional e os satélites enviados. Para evitar estes perigos, está a ser estudada a hipótese de remover o lixo utilizando um laser lançado a partir de Tenerife.

© ESA

A Agência Espacial Europeia está a investigar um novo método para destruir toneladas de fragmentos de foguetões e de satélites antigos a orbitar à volta da Terra. Este passa por​​​​​​ disparar um laser a partir da estação terrestre localizada em Teide, Tenerife, nas ilhas Canárias, para identificar o lixo espacial e posteriormente removê-lo.

O telescópio, ainda sujeito a aprovação, será colocado a 2400 metros de altura na ilha de Tenerife e o laser deve rastrear fragmentos de detritos espaciais. Daqui a três ou quatro anos é esperado que venha a funcionar mesmo como um canhão para eliminá-los, pulverizando o lixo para o deslocar. O objectivo é “usar este tipo de instalação para desviar objectos para a atmosfera da Terra onde se vão desintegrar por causa do atrito”, indica Rafael Rebolo, director do Instituto de Astrofísica das ilhas Canárias, citado pelo jornal El País. O projecto custará 600 milhões de euros.

O governo australiano foi o primeiro promotor desta técnica, quando em 2014 financiou um projecto-piloto para desenvolver canhões a laser para limpar lixo espacial. Desde então, também os Estados Unidos e a China têm vindo a explorar esta hipótese.

Actualmente, existem quase um milhão de pedaços de lixo no espaço entre naves, sondas defuntas, restos de foguetões usados, parafusos e até pedaços de tinta soltos acumulados durante 60 anos de exploração espacial. Têm mais de um centímetro e chegam a atingir uma velocidade sete vezes superior à de uma bala.

Se nada for feito para limpar o espaço, os satélites correm o risco de ficar danificados ao colidirem com estes detritos e a Estação Espacial Internacional de sofrer algum incidente. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão. Por causa disto, a Estação Espacial Internacional já teve de mudar de lugar três vezes para escapar à rota de colisão com os detritos.

“Têm aumentado muito os detritos espaciais nos últimos anos e em algumas áreas corremos o risco de não conseguir fazer com que estes retornem depois da colisão com objectos que não conseguimos controlar”, explica Tim Flohrer da Agência Espacial Europeia.

Todos os anos são gastos cerca de 14 milhões de euros a desviar satélites para evitar a colisão com detritos espaciais.

Diário de Notícias
16 Junho 2019 — 12:25

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2112: NASA mostra-lhe um pôr do sol inesquecível

© Twitter / @NASA A página de Twitter da agência espacial partilhou imagens captadas a partir da Estação Espacial Internacional.

Alguma vez pensou como seria assistir a um pôr do sol a partir da Estação Espacial Internacional? O vídeo partilhado pela NASA que pode ver abaixo é a sua melhor forma de saber e ter uma ideia do quão especial deve ser este acontecimento.

“A Estação Espacial é o sítio perfeito para ver um pôr do sol. Na verdade, a Estação orbita a Terra a cada 90 minutos, o que significa que este pôr do sol é na verdade um dos 16 que os residentes da Estação vêm num dia. Aproveitem a paisagem e vejam onde está a Estação”, pode ler-se na publicação de Twitter.

Mesmo com esta frequência, é difícil pensar que um pôr do sol como o que pode ver acima possa ser considerado um acontecimento aborrecido ou repetitivo.

msn notícias
Miguel Patinha Dias
04/06/2019



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1983: Experiência no Espaço pode ajudar no desenvolvimento de novas terapias anti-envelhecimento

CIÊNCIA

(dr) Gianni Ciofani
Partículas nanoceria (verde) misturadas com células (azul)

A próxima experiência a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) testará os efeitos da micro-gravidade em células vivas misturadas com pequenas partículas de cerâmica.

Não há nenhuma fonte de jovialidade que nos faça voltar no tempo, mas talvez seja possível, no futuro, conter os estragos que a idade vai deixando para trás. Uma experiência da ESA, que acabou de chegar à Estação Espacial Internacional (EEI), testará as nano-partículas como uma forma viável de limpar o corpo dos radicais livres.

Se resultar, este mecanismo poderia ser capaz de prevenir alguns danos celulares associados ao envelhecimento e ajudar os astronautas a manterem-se saudáveis em missões espaciais de longo prazo.

Os materiais necessários para realizar a experiência, baptizada de “Experiência Nano Antioxidantes”, chegaram à estação espacial na manhã do dia 6 de maio, a bordo da cápsula SpaceX Dragon, de acordo com um comunicado divulgado pela ESA.

O objectivo central deste projecto que os cientistas têm em mãos é encontrar novas formas de estimular as células a combaterem influências negativas da micro-gravidade nos músculos e nos ossos dos astronautas durante missões de longa duração.

O bónus desta experiência é ainda mais irresistível: a mesma tecnologia poderia ser utilizada aqui na Terra para tratamentos em idosos e pessoas com doenças degenerativas dos músculos.

As nano-partículas de cerâmica fora desenvolvidas em laboratório e chamadas de “nanoceria”. Estas serão adicionadas a uma cultura de células vivas e mantidas à temperatura de 30ºC durante seis dias.

Segundo a Gizmodo, as nanoceria foram desenvolvidas para imitar a forma como as enzimas agem em organismos vivos e – caso a experiência funcione – proteger organismos contra os danos causados pelo stress oxidativo.

Gianni Ciofani, do Instituto de Tecnologia Italiano, está a fazer uso do ambiente de micro-gravidade próprio da Estação Espacial Internacional para estudar de que forma a ausência de peso influencia o desenvolvimento dessa cultura.

“Estes nano-materiais quimicamente desenvolvidos em laboratório são muito promissores na sua actividade antioxidante”, afirmou Ciofani. “As partículas podem proteger organismos de danos causados pelo stress oxidativo”, disse, acrescentando que “a nanotecnologia já tem sido estudada na Terra, mas sua aplicação no Espaço ainda está numa fase inicial”.

De acordo com a NASA, a equipa quer estudar o papel que a gravidade exerce na produção de espécies reactivas de oxigénio (ROS, em inglês), tanto a nível molecular como a nível celular. Uma abundância de ROS – também conhecidos como radicais livres – nas células pode danificar o ADN e as proteínas, levando a doenças relacionadas com o envelhecimento e, em alguns casos, à morte.

Os antioxidantes inibem o processo de oxidação, sendo capazes de prevenir os efeitos causados por essa acumulação de radicais livres.

Assim, os cientistas pretender expor metade da cultura de células (misturadas com as nanocerias) a condições micro-gravitacionais, enquanto a outra metade será exposta a uma gravidade simulada por uma centrífuga. Seis dias depois, as amostras serão armazenadas a -80°C para retornarem posteriormente à Terra.

Cá, serão comparadas às amostras da experiência semelhante realizada aqui na Terra, que serve assim de experiência controlo. Através da comparação, os cientistas conseguirão observar os efeitos únicos da micro-gravidade no crescimento de células em cultura.

No futuro, estes possíveis avanços poderiam resultar em terapias promissoras. A nanoceria tem o potencial de prevenir a atrofia muscular em astronautas, além de agir como uma terapia anti-envelhecimento para pessoas idosas ou vítimas de Parkinson e outras formas de atrofia muscular.

A Agência Espacial Europeia prevê ainda aplicações cosméticas, como “tratamentos para uma pele mais brilhante e jovem”.

ZAP //

Por ZAP
15 Maio, 2019


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1901: Vídeo mostra como é realmente difícil andar na Terra após 6 meses no Espaço

CIÊNCIA

(dr) Roscosmos

Drew Feustel conseguiu concretizar um sonho que muitos nunca terão oportunidade de realizar: ir ao Espaço. Mas, quando voltou, deparou-se com um verdadeiro desafio: caminhar.

O astronauta Drew Feustel passou 197 dias no Espaço – pouco mais de meio ano – a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI). Apesar de ser um sonho tornado realidade, a verdade é que os humanos não foram feitos para flutuar sem peso e passar tanto tempo em micro-gravidade.

Quando os nossos corpos não estão numa constante luta contra a força da gravidade, algo estranho pode acontecer. Os músculos podem atrofiar e podemos ainda perder muita densidade óssea.

Além disso, quando os astronautas retornam à Terra, o retorno à gravidade pode produzir uma vertigem muito severa à medida que o sentido de equilíbrio se reajusta.

Por esse motivo, movimentar é um desafio e uma tarefa muito mais difícil do que o que esperavam. Feustel publicou um vídeo no Twitter, em Dezembro do ano passado, que mostra essa dificuldade. O astronauta tropeça quando tenta andar apenas alguns passos em linha recta.

A Estação  Espacial, ciente desse obstáculo, está actualmente equipada com um número vasto de equipamentos para dar aos astronautas um treino de corpo inteiro. Os astronautas gastam, em média, duas horas por dia a treinar.

Esta solução foi concebida para mitigar a atrofia. No entanto, mesmo com o programa de exercícios actualmente em vigor, são necessários, pelo menos, três a quatro anos para que um astronauta recupere totalmente após um período de seis meses no Espaço.

Este é apenas um dos muitos desafios que os cientistas precisam de resolver para uma possível viagem a Marte. Quanto mais tempo de estadia, maior a perda de densidade óssea – a viagem ao Planeta Vermelho implica, pelo menos, seis meses em cada sentido.

De Março de 2015 a Março de 2016, os astronautas Scott Kelly da NASA e Mikhail Korniyenko de Roscosmos passaram 342 dias no Espaço para descobrirem mais sobre os efeitos na saúde de uma longa missão espacial. Como era de esperar, voltaram com o equilíbrio muito instável e um enorme desafio pela frente.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
28 Abril, 2019

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1895: Há fungos tóxicos no Espaço (e ninguém sabe se são perigosos)

NASA

Fungos potencialmente perigosos estão a viver em estações e naves espaciais – mas não se sabe se são prejudiciais para os astronautas.

Essa é a conclusão de um novo estudo publicado em 11 de Abril na revista Astrobiology, revendo o que é sabido sobre as micotoxinas – compostos fúngicos que podem prejudicar os seres humanos – no espaço.

A Terra está repleta de habitantes microscópicos, como bactérias e fungos unicelulares. Portanto, não é de surpreender que tenham conseguido apanhar a boleia com os humanos a bordo da Estação Espacial Internacional e de outras naves espaciais.

Embora os cientistas tenham feito uma boa quantidade de estudos sobre bactérias no espaço, os fungos continuam relativamente pouco estudados. Parte da razão é que estes primos de cogumelos microbianos normalmente causam problemas de saúde apenas em pessoas que vivem sob condições stressantes ou que têm sistemas imunológicos severamente comprometidos.

Mas o stress prolongado do voo espacial mostrou afectar o sistema imunológico dos astronautas. Portanto, uma equipa da Universidade de Ghent, na Bélgica, questionou a forma como os fungos podem afectar a saúde dos astronautas. Numa revisão da literatura científica, o pouco que surgiu foi principalmente relacionado com a detecção de diferentes espécies de fungos.

“Mas sobre as micotoxinas não encontrámos quase nada“, disse Sarah de Saeger, cientista farmacêutica da Universidade de Ghent e co-autora do novo artigo.

Isto é problemático porque os fungos específicos que foram encontrados em naves espaciais, como Aspergillus flavus e membros do género Alternaria, são conhecidos por produzir compostos carcinógenos e imuno-depressivos e as moléculas geralmente formam-se quando os fungos estão stressados. Ainda não se sabe se os astronautas estão a ser afectados por essas toxinas.

A equipa de De Saeger recomenda que as agências espaciais realizem um melhor trabalho na detecção e pesquisa de micotoxinas em naves. Em particular, sugerem que novos métodos devem ser desenvolvidos para monitorizar as superfícies e atmosferas de naves. Actualmente, a maioria das detecções de fungos é feita enviando amostras de volta aos laboratórios da Terra, mas isso não será possível em missões de longa duração, como um voo tripulado para Marte.

De Saeger salientou que a presença de micotoxinas não significa necessariamente perigo para os astronautas. Na Terra, as pessoas estão frequentemente expostas a estes compostos, mas a sua contribuição específica para diferentes doenças nem sempre é fácil de perceber. Por outro lado, ninguém sabe como os fungos podem crescer e evoluir no ambiente fechado de uma missão espacial duradoura.

“Acredito que a maior mensagem é que os fungos e as bactérias são parte integrante dos corpos humanos”, disse Adriana Blachowicz, que investigou fungos na Estação Espacial Internacional, mas não participou do estudo. “Onde quer que vamos, fungos e bactérias seguirão-nos.”

As bactérias têm-se mostrado mais virulentas no espaço, e por isso há alguma preocupação de que os fungos também possam ser.

ZAP // Live Science

Por ZAP
27 Abril, 2019

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1843: Um gémeo foi ao espaço e o outro ficou na Terra. Um ano depois, estão diferentes

NASA

Um gémeo foi ao espaço, o outro ficou na Terra e mais de 80 cientistas de 12 universidades estudaram os dados vitais de ambos.

Scott Kelly passou um ano na Estação Espacial Internacional, enquanto Mark ajudou os investigadores agindo como contraponto ao que foi registado no corpo do seu irmão.

“Este é o começo do estudo do genoma humano no Espaço“, afirmou Andrew Feinberg, da universidade Johns Hopkins, referindo que foram criados métodos que servirão para “mais investigação para concluir o que acontece aos humanos” fora da Terra.

Os investigadores descobriram nas análises a Scott Kelly um aumento de comprimento dos telómeros, estruturas que fazem parte dos cromossomas, mas tudo voltou ao normal seis meses após o regresso à Terra. Descobriram ainda que a vacina da gripe funciona do mesmo modo no espaço e que não houve alterações significativas da flora intestinal do gémeo astronauta.

O estudo é descrito na edição da revista Science que será publicada na sexta-feira e baseia-se em amostras de sangue, dados fisiológicos e outras medições feitas com os gémeos Kelly ao longo de um período de 27 meses antes, durante e depois da missão espacial de Scott.

Amostras do astronauta foram recolhidas na estação espacial e enviadas de volta à Terra durante um reabastecimento da estação espacial por uma nave russa, para serem analisadas num prazo de 48 horas.

Os resultados levantam preocupações sobre a forma como os astronautas devem ser preparados para viagens espaciais – sobretudo nos planos futuros para uma missão com humanos até Marte, por exemplo.

De modo simplificado, dá para afirmar que Scott voltou para a Terra mais velho que seu irmão. Pelo menos com sintomas parecidos com os do envelhecimento: comprometimento cognitivo, perda de densidade óssea e até alterações cardiovasculares – como o espessamento da artéria carótida.

As conclusões sobre os perigos das viagens espaciais para o genoma humano não são ainda evidentes, afirmam os cientistas, mas fazer o mesmo tipo de estudo em astronautas de missões espaciais futuras poderá ajudar a prever o tipo de riscos médicos que poderão enfrentar em viagens prolongadas, sem gravidade e com exposição a raios ultra-violeta nocivos e outros riscos para a saúde humana.

Feinberg assinalou que estudar um par de gémeos idênticos foi uma oportunidade rara de comparar mudanças fisiológicas e genéticas mas frisou que não se pode atribuir as mudanças apenas à viagem espacial, sendo necessário continuar a investigação com outros astronautas. A sua equipa estudou dois tipos de glóbulos brancos e descobriu que em ambos os irmãos se verificaram alterações epigenéticas.

Professor da Weill Cornell Medicine, a unidade de pesquisa biomédica da Universidade Cornell, Chris Mason disse que foi observada “uma mudança realmente de grande escala em mais de mil genes”.

“Houve activação de funções que regulam a resposta a danos e reparos no ADN e, mais notavelmente, um fortalecimento do conjunto de genes envolvidos no sistema imunológico – o que indicou que a defesa do organismo estava em alerta alto, como uma maneira de tentar compreender o novo ambiente.”

O investigador ressaltou que embora muitas das funções do organismo de Scott tenham voltado à normalidade depois do fim da missão, ainda há desajustes no corpo. “90% das alterações regressaram à linha de base”, explicou. Mas o sistema imunológico não está a funcionar correctamente e a reposição das células – naturalmente feita pelo organismo – também não ocorre da maneira esperada.

Brinda Rana, da Universidade da Califórnia, enumerou outros problemas identificados no organismo do astronauta. “Esta investigação inédita forneceu pistas sobre como um voo espacial de longa duração altera a regulação das moléculas no corpo e a relação dessas mudanças com as mudanças fisiológicas no corpo causadas pelo voo espacial, de questões vasculares a problemas de visão”, disse ela.

“Muitos astronautas desenvolvem um problema de visão que pode ser o resultado de mudanças de fluidos relacionadas à micro-gravidade. Alterações cardiovasculares semelhantes à aterosclerose também foram observadas.”

Rana acredita que estas questões são “grandes obstáculos fisiológicos” que a NASA precisa de resolver “antes de embarcar em missões espaciais mais longas, como a proposta missão a Marte”. A investigação indicou ainda que o ambiente com privação de oxigénio influencia o metabolismo, causando um aumento de inflamações interiores e nos nutrientes do corpo.

Exames de fezes também demonstraram que a jornada espacial interferiu nas proporções das bactérias da flora intestinal de Scott. Investigadores da Universidade Northwestern analisaram duas amostras fecais do astronauta antes da viagem, quatro durante a jornada espacial e três após o fim da missão. A diversidade das bactérias não mudou – mas a proporção delas sim.

Scott Kelly esteve a bordo da estação espacial durante 342 dias durante 2015 e 2016.

ZAP // Lusa

Por ZAP
13 Abril, 2019

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1816: Cientistas revelam a origem da explosão mais potente do Universo

ESO

O espaço, povoado por um número inimaginável de galáxias e estrelas, parece um lugar tranquilo. Mas é abalado por fenómenos espectaculares que libertam incríveis quantidades de energia.

Por exemplo, uma explosão de super-nova pode ser 30 vezes mais brilhante que uma galáxia inteira durante vários dias. As longas explosões de raios gama, os fenómenos electromagnéticos mais poderosos que observamos, libertam num segundo toda a energia que o Sol produzirá nos seus nove mil milhões de anos de vida.

Portanto, não é de surpreender que, se um desses eventos ocorresse na Via Láctea e fosse orientado para a Terra, terminasse com toda a vida.

Esses surtos foram descobertos em 1967, mas a origem é um mistério. O que pode libertar estas quantidades de energia em tão pouco tempo? O que podemos aprender sobre o assunto quando descobrimos?

A explicação mais plausível é que vêm da implosão de grandes estrelas, quando geram as super-novas super brilhantes. É difícil saber com acontece, porque os eventos são raros e há poucos para cada galáxia a cada milhão de anos.

Um estudo publicado na Nature Communications, e preparado por investigadores da RIKEN (Japão), concluiu que as longas explosões originam-se em jactos, isto é, em torrentes de partículas aceleradas até quase chegarem ao velocidade da luz, gerada pela morte de estrelas massivas.

“Embora tenhamos elucidado a origem dos fotões – a partir destes surtos – ainda há questões não resolvidas sobre como os jactos se originam em estrelas em colapso”, disse Hirotaka Ito, primeiro autor do estudo, em um comunicado, citado pela ABC. No entanto, continuou: “Os nossos cálculos devem fornecer uma maneira valiosa de explorar o mecanismo fundamental por trás desses eventos extremamente poderosos”.

Os investigadores têm procurado descobrir como estes surtos se formam há décadas. O que há lá fora que seja capaz de acelerar as partículas até esses níveis, de modo que cruzem o espaço entre as galáxias como se nada fosse. Nesse caso, os dados e um trio de supercomputadores conseguiram encontrar uma resposta.

A equipa de Ito concentrou-se na verificação do funcionamento do modelo de “emissão atmosférica atmosférica”, um dos que apresentou mais documentação para explicar os mecanismos de geração dos GRBs. De acordo com este modelo, à medida que um jacto estelar se expande e perde densidade, torna-se mais fácil para os fotões escaparem para o espaço.

Tudo é baseado na “relação Yonetoku”, uma associação que existe entre o espectro e a luminosidade dos GRBs. Isso não só ajuda a explicar o mecanismo de emissão de fotões com precisão, mas também permite que esses fenómenos seja “velas padrão”, objectos astrofísicos como estrelas variáveis ​​Cefeidas ou super-novas cuja luz e propriedades são tão estáveis ​​que nos permitem saber até que ponto estão e calcular distâncias no espaço.

Se este modelo estiver correto, os GRBs seriam um novo farol para sondar as profundezas do Universo. Além de aprender mais sobre a sua evolução e sobre os mistérios permanentes da energia e da matéria das trevas.

Para verificar a validade do modelo e da relação da Yonetoku, os cientistas recorreram a sofisticadas simulações hidrodinâmicas em três dimensões. Assim, desenharam cálculos de transferência de energia e estimaram a libertação de radiação da fotosfera dos jactos, a partir da explosão em volta de estrelas em colapso.

O modelo permitiu descrever o observado e mostrou que a relação de Yonetoku pode ser entendida como um efeito natural dos eventos que ocorrem dentro do jacto. Para Hirotaka Ito, isto “sugere fortemente que a emissão fotos-esférica é o mecanismo de emissão de GRBs”. Graças a isso, as poderosas explosões poderiam agora ser outra das ferramentas dos astrónomos para entrar na escuridão do desconhecido.

ZAP //

Por ZAP
7 Abril, 2019

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1699: Os extraterrestres podem estar escondidos em estrelas “abraçadas”

NASA / ESA / Z. Levay (STScI)

A vida alienígena pode ser encontrada em sistemas solares nos quais as estrelas estejam comprimidas umas contra as outras, sugere um novo estudo.

O início da vida dos sistemas planetários pode ser difícil e dramático: os planetas jovens orbitam em torno dos sóis que são encontrados em aglomerados de estrelas que frequentemente colidem uns com os outros violentamente. Pensa-se que estes momentos dramáticos serão difíceis para a vida, uma vez que são agressivos e violentos.

Isto significa que as investigações se concentraram nos planetas e na vida potencial em torno das estrelas que são semelhantes às nossas, já que temos sido tendenciosos ao presumir que qualquer outro sistema solar que tenha alienígenas dentro dele seja parecido com o nosso. Praticamente, nenhum destes “gémeos solares” – estrelas que se parecem com as nossas – foram encontrados.

Mas um novo estudo da Universidade de Sheffield, escreve o The Independent, sugere que este período de dificuldade pode ser positivo pelo menos de uma maneira. Aqueles momentos difíceis em que estrelas se formam em binárias podem aumentar as probabilidades de permitir que os planeta tenham a temperatura certa, estando na zona habitável onde a água líquida pode existir e a vida pode florescer.

Quando encontram uma terceira estrela, um par binário de estrelas pode ser unido. Isto, por sua vez, poderia expandir a zona habitável, tornando a vida ainda mais possível.

A zona habitável é, por vezes, conhecida como a zona de Goldliocks: é a distância das estrelas onde a temperatura não é muito quente nem muito fria. Essas condições perfeitas são consideradas necessárias para a vida, já que a água poderá ser encontrada e as moléculas complexas que se podem transformar em vida podem formar-se.

Cerca de um terço dos sistemas estelares da nossa galáxia são compostos por estes pares binários e a probabilidade de serem maiores é quando as estrelas são jovens. Em tais sistemas, quando as estrelas estão suficientemente longe, a zona de Goldliocks é fixada pela radiação que sai da estrela individual.

Se as estrelas estiverem suficientemente próximas, o tamanho aumenta, porque as estrelas sentem o calor umas das outras e o planeta está mais propenso a estar no lugar certo, escrevem Bethany Wootton e Richard Parker, que publicaram o seu estudo na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Num típico “berçário estelar”, onde haveria 350 ou mais binários, cerca de 20 seriam espremidos de tal forma a expandir a sua zona de Goldilocks – e, com ela, a probabilidade de vida alienígena. Em alguns casos, essas zonas habitáveis ​​até se sobrepõem, o que tornaria as probabilidade de vida ainda maiores.

“O modelo sugere que existem mais sistemas binários em que os planetas se encontram nas zonas de Goldilocks do que pensávamos, aumentando as perspectivas de vida“, diz Wootton. “Aqueles mundos amados por escritores de ficção científica – onde dois sóis brilham em céus acima da vida alienígena, parecem muito mais prováveis ​​agora.”

“Enquanto ainda estamos longe de entender se estes sistemas são realmente capazes de sustentar a vida, o estudo poderá incentivar a observação de lugares onde estão a ocorrer”, disse Parker.

Isto não significa necessariamente que estivéssemos a procurar no lugar errado. Mas, à medida que aprendemos que pode ser possível que sistemas solares estáveis se desenvolvam em lugares muito diferentes dos nossos, é claro quão poucos dados temos.

Uma nova investigação poderia explorar ainda mais o que está a acontecer em torno destes sistemas e tentar descobrir o tipo de ambiente que pode ser lá encontrado.

ZAP //

Por ZAP
12 Março, 2019

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1676: Polícias no Espaço. Cientista propõe a criação de uma “polícia de tráfego espacial”

Lev Zelioni, director científico do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências, propôs a criação de um conjunto de regras de trânsito para o Espaço, visando regular a movimentação dos satélites de vários países que actualmente orbitam a Terra.

Numa reunião da Academia Russa que decorreu esta semana, o cientista recordou que o Espaço está “repleto” de objectos e, por isso, é necessário definir um conjunto de regras de trânsito, tal como as que regem a circulação de veículos na Terra.

“Precisamos de organizações internacionais para definir [as regras], regras estas que todos os países seguirão”, defendeu Zelioni, citado pela Russia Today.

No mesmo encontro, o académico russo recordou a iniciativa lançada pelos EUA para criar regras nacionais para o tráfego no Espaço. No entender do cientista, esta iniciativa norte-americana, “contradiz as leis sobre as actividades das nações no espaço, as leis sobre o uso da Lua e do outros corpos celestes no espaço”, assinadas nos anos 60 e 70.

ZAP //

Por ZAP
7 Março, 2019

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1636: Virgin Galactic acelera a fundo no Espaço com três tripulantes a bordo

(dr) Virgin Galactic

O voo de demonstração da SpaceShipTwo da Virgin Galactic, conhecida como VSS Unity, bateu vários recordes durante o seu segundo voo para o Espaço, tendo transportado três tripulantes pela primeira vez.

A 14 mil metros de altitude, a Unity descolou da nave-mãe e ligou os motores, tendo acelerado até ficar a quase 90 quilómetros da Terra, antes de aterrar no deserto de Mojave, na Califórnia. A bordo levava dois pilotos, um astronauta.

Dave Mackay e Mike Masucci, os pilotos da Virgin Galactic, ficaram ao comando do quinto teste de voo supersónico da companhia. Além dos pilotos, levou a bordo a engenheira espacial e responsável pela instrução de astronautas, Beth Moses.

Depois de descolar da pista à boleia da nave-mãe WhiteKnightTwo, a Unity ficou por sua conta a cerca de 14 mil metros. A partir dai, chegou aos 88 quilómetros da Terra, onde a tripulação pode experimentar a ausência de gravidade. Segundo a Visão, a nave carregou mais peso do que nos testes anteriores.

Além disso, de acordo com o New Atlas, atingiu a velocidade máxima de 3.629 quilómetros por hora, a maior velocidade e altitude que a nave alguma vez alcançou em qualquer um dos seus cinco voos de teste.

Mas o voo foi ainda mais especial, tornando-se um marco importante tendo em conta os registos da Virginr Galactic. Beth Moses tornou-se não apenas a 571.ª pessoa a voar no Espaço, como também a primeira não-piloto, a primeira mulher e a primeira pessoa a flutuar sem restrições numa espaço-nave comercial.

O primeiro voo de testes da VSS Unity aconteceu no final do ano passado, com a nave a alcançar os 80 quilómetros de altitude – considerado pela Força Aérea como a fronteira para o início do Espaço -, numa estreia para a empresa. Em testes anteriores, o máximo que tinha alcançado tinha sido cerca de 52 quilómetros.

“Costuma dizer-se que os pilotos têm o melhor lugar da sala, com a vista lá de cima, mas hoje não tenho a certeza”, disse David Mackay, citado pela Reuters, referindo-se ao que a Beth Moses podia ver e fazer no seu papel de “turista” espacial. Por sua vez, Moses classificou a sua viagem como “um passeio indescritível“.

O bilionário dono da Virgin Galactic, Richard Branson, já disse que tenciona ir a bordo da Unity até a Espaço no próximo verão, tendo sido encorajado pela própria Moses: “Richard, vais adorar!”

Se os testes continuarem a serem bem-sucedidos, a companhia vai cobrar 250 mil dólares, cerca de 220 mil euros, por uma viagem ao Espaço, que, entre descolagem e aterragem demorará cerca de 90 minutos.

ZAP //

Por ZAP
26 Fevereiro, 2019

– Infelizmente, para poder publicar os vídeos desta viagem espacial, tive de recorrer ao Youtube dado que no artigo não existiam links para a reprodução.

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1456: Índia vai enviar três pessoas ao Espaço em 2022. É o programa espacial mais barato de sempre

Organização Indiana de Pesquisa Espacial

Além das agências tradicionais – NASA e Roscosmos – a China tornou-se um grande player no espaço nas últimas décadas. Em 2022, a Índia vai juntar-se ao clube ao tornar-se a quarta nação a enviar uma missão tripulada ao espaço.

Durante uma reunião ministerial que teve lugar na sexta-feira, 28 de Dezembro, o governo da Índia anunciou que a primeira missão da tripulação da Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) ao espaço consistirá numa equipa de três astronautas, que será enviada para órbita.

O governo também anunciou que tinha um orçamento aprovado de 1,4 mil milhões de dólares para financiar o desenvolvimento da tecnologia e infra-estrutura necessárias para o programa.

As decisões de enviar astronautas ao espaço foram anunciadas pela primeira vez pelo primeiro-ministro Narendra Modi a 15 de Agosto, durante as comemorações do Dia da Independência da Índia. Naquela época, Modi dirigiu o ISRO para conduzir uma missão de tripulação para orbitar em 2022, o que coincidiria com o 75º aniversário da independência da Índia.

Um mês depois, durante a sexta Exposição Espacial Bengaluru, a ISRO e o seu braço comercial (Antrix Corporation Ltd) exibiram os fatos espaciais que os astronautas usariam para a missão. Também foi apresentado o módulo que levará os astronautas ao espaço, que foi testado com sucesso em Julho de 2018.

No entanto, o gabinete ainda não tinha aprovado a declaração ou autorizado os fundos necessários. Porém, agora, o governo da Índia declarou que está tudo pronto para enviar astronautas ao espaço e aumentar a rivalidade com a China. A declaração também deixou claro que a Índia pretende tornar-se um “parceiro colaborador em futuras iniciativas de exploração espacial global com benefícios nacionais de longo prazo”.

A declaração indicou que o voo tripulado teria duração entre um período orbital e um máximo de sete dias. Antes de os astronautas irem ao espaço, duas missões seriam lançadas com recurso ao Veículo de Lançamento de Satélite Geossíncrono da ISRO (GSLV Mk. III) e a nave espacial Gaganyaan.

Uma data específica ainda não foi definida, o governo disse que o voo tripulado será realizado “dentro de 40 meses”. E, com o custo que tem, será o programa espacial mais barato até hoje. Em comparação, a China enviou astronautas ao espaço pela primeira vez em 2003 com o programa Shenzhou, que custou mais de 2,3 mil milhões de dólares.

O Projeto Mercury – as primeiras missões tripuladas da NASA em órbita, que funcionou de 1958 a 1963 – custou 1,6 mil milhões de dólares, enquanto o programa Apollo custou cerca de 174,5 mil milhões.

A Índia espera que o programa lhe dê uma vantagem no mercado espacial, impulsione a economia do país, crie empregos e estimule o desenvolvimento de tecnologia. O governo também espera que este programa permita que a Índia se torne um parceiro mais activo em iniciativas como a Estação Espacial Internacional (ISS) e a exploração lunar.

ZAP // Universe Today

Por ZAP
7 Janeiro, 2019

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1445: As incríveis promessas de Elon Musk para 2019, da Tesla ao espaço

Elon Musk é conhecido como visionário e excêntrico. As suas promessas nem sempre chegam a ver a luz do dia, mas todos ou ouvem com atenção. Para 2019, o líder da Tesla e do SpaceX traçou já metas e desejos ambiciosos.

O que Elon Musk faz ou escreve no Twitter facilmente torna-se notícia. Amado por uns e odiado por outros, o fundador da Tesla e do SpaceX (entre outras empresas), teve um 2018 tão complicado quanto polémico, ao ponto de perder o cargo de chairman da Tesla (mantém-se como CEO).

Entretanto, para enfrentar 2019 a Tesla tem dois novos membros no seu conselho de administração, Kathleen Wilson-Thompson, executiva do Walgreens Boots Alliance e perita em recursos humanos, e o amigo de Musk, Larry Ellison, multimilionário da Oracle.

Super-carregadores por toda a Europa

A rede de Super-carregadores da Tesla vai chegar a 100% da Europa, promete Musk para 2019. Da Irlanda e Kiev, da Noruega à Turquia, incluindo Grécia e Roménia. Musk promete ainda que haverá Super-carregadores “um aumento significativo” dentro das cidades, bem como em colaboração com responsáveis de prédios para adicionar carregamentos em edifícios”.

Neste momento existem 11583 estações de carregamento da rede de Super-carregadores Tesla espalhados pelo mundo, um crescimento exponencial nos últimos anos, mas ainda longe do objectivo da marca de ter 18 mil até ao final de 2018. Sobre África, Musk prometeu um crescimento das estações de carregamento em 2020.

A Gigafábrica 3 da Tesla na China

A empresa de Musk vai abrir em breve uma nova fábrica, a sua primeira na China. As obras começaram em Dezembro e o investimento no novo espaço em Xangai ascende aos dois mil milhões de dólares, com a nova fábrica a ocupar 85 hectares (864 mil m2) e deverá ter uma capacidade inicial de produção de 250 mil carros eléctricos por ano (irá produzir Model 3 e o ainda por estrear Model Y, um pequeno SUV).

Elon Musk anunciou no Twitter que vai visitar nos próximos meses as obras. A China continua a ser o maior mercado mundial de automóveis eléctricos e representam 17,2% das vendas globais da empresa (em 2018 a Tesla vendeu dois mil milhões de dólares em automóveis na China). Actualmente a Tesla leva as unidades dos EUA para a China, o que tem um custo elevado que deverá crescer com o aumento de impostos graças à guerra comercial entre EUA e China.

Elon Musk: Existem 70% de hipóteses de ir viver (e morrer) para Marte

SpaceX testa a nova Starship

Já no que diz respeito à SpaceX, Musk admitiu recentemente mudanças significativas de design e nomenclatura, nomeadamente nos veículos espaciais. O Big Falcon Rocket (BFR) que é reutilizável passou a chamar-se Starship (uma referência ao Star Trek) e o veículo inicial de primeira geração chama-se agora Super Heavy. O testes de voos devem começar já nos próximos meses, no Texas, admitiu recentemente Musk, que espera fazer uma apresentação técnica do projecto do veículo espacial Starship, em Março ou Abril, já depois dos testes.

Há já movimentações no Texas que mostram o nariz do novo veículo, que ganha um aspecto mais elegante e futurista, como Musk sempre quis. Certo é que o líder da SpaceX espera ver humanos em Marte dentro de seis a nove anos.

Boring Company com túneis públicos?

Outra das empresas de Musk, a Boring Company, fez um teste significativo já em Dezembro em Los Angeles no que diz respeito aos chamados túneis subterrâneos de um conceito criado por Elon Musk, chamado Hyperloop. O teste perto do campus da SpaceX, enviou algumas unidades Tesla Model X em modo autónomo por um túnel de quase dois quilómetros a 241 km/h. A empresa espera agora que, em 2019, comece a construção do primeiro tubo subterrâneo para uso público.

O que não foi propriamente uma promessa, mas não deixou de aparecer nas notícias nos últimos dias foi o facto da Tesla ter tornado possível que os seus modelos façam, em certas circunstâncias (como fazer o pisca), o som de flatulência (ou como diz o dicionário Priberam: “ventosidade que sai do intestino pelo ânus”). Mais um pormenor peculiar da Tesla, possível graças ao facto do seu software poder ser actualizado com frequência nos seus automóveis, como se actualiza o sistema operativo de um smartphone.

Diário de Notícias
Quinta-feira, 3 Janeiro 2019
João Tomé

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1427: Não um, não dois, não três, mas quatro foguetões podem ir hoje para o espaço

Space X, Blue Origin, Arianespace e United Launch Alliance têm previsto lançar foguetões para o espaço esta terça-feira

Imagem do foguetão Falcon 9 da Space X
© D.R.

Se não houver nenhum imprevisto de última hora, como refere a notícia da Bloomberg, quatro empresas privadas planeiam lançar foguetões para o espaço esta terça-feira. Evento inédito. Que pode revolucionar a exploração espacial a nível comercial.

As empresas são as norte-americanas SpaceX, Blue Origin, United Launch Alliance e a francesa Arianespace. A primeira foi fundada por Elon Musk, que foi também o fundador da Tesla Motors, tendo sido a primeira empresa a vender um voo comercial à Lua. A segunda foi fundada por Jeff Bezos, também fundador da Amazon, conhecida empresa transnacional de comércio eletrónico. A terceira empresa resulta de uma joint venture entre a Boeing e a Lockheed Martin Corp e a quarta é uma empresa francesa lançada em 1980.

O primeiro foguetão a ser lançado será o Falcon 9 da Space X, em Cabo Canaveral, na Florida, EUA. O lançamento será acompanhado pelo vice-presidente norte-americano Mike Pense e está marcado para as 09.11 locais, ou seja, 14.11 em Lisboa.

19 minutos depois será lançado o New Shepard da Blue Origin e, em terceiro lugar, ocorrerá o lançamento do rocket russo Soyuz pela francesa Arianespace a partir da Guiana Francesa. Em último, será lançado o foguetão Delta da United Launch Alliance, a partir da base aérea de Vandenberg, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Diário de Notícias
18 Dezembro 2018 — 11:25

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