5389: Encontradas moléculas nunca vistas no Espaço. Estavam escondidas entre as estrelas

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

M. Weiss / Center for Astrophysics / Harvard & Smithsonian

Uma equipa de investigadores descobriu um vasto reservatório até então desconhecido de novo material aromático numa nuvem molecular fria e escura, detectando, pela primeira vez, moléculas individuais de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos no meio interestelar.

“Sempre pensámos que os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos se formavam principalmente na atmosfera de estrelas moribundas”, disse Brett McGuire, professor assistente de química no Instituto de Tecnologia de Massachusetts e investigador principal do projecto Green Bank Telescope (GBT) Observations of TMC-1: Hunting Aromatic Molecules (GOTHAM), em comunicado divulgado pelo EurekAlert.

Pela primeira vez, segundo McGuire, estes hidrocarbonetos foram encontrados “em nuvens escuras e frias, onde as estrelas ainda nem se começaram a formar“.

Agora, os investigadores estão a começar a responder a um mistério científico de três décadas: como e onde se formam estas moléculas no Espaço?

Moléculas aromáticas e PAHs – hidrocarbonetos aromáticos policíclicos – são bem conhecidos pelos cientistas. As moléculas aromáticas existem na composição química dos seres humanos e de outros animais e são encontradas em alimentos e medicamentos.

Da mesma forma, os PAHs são poluentes formados a partir da queima de muitos combustíveis fósseis e estão entre os carcinógenos formados quando vegetais e carne são carbonizados em altas temperaturas.

“Acredita-se que os hidrocarbonetos aromáticos poli-cíclicos contenham até 25% do carbono do Universo”, disse McGuire. “Agora, pela primeira vez, temos uma janela directa para a química deles que nos permitirá estudar em detalhe como esse enorme reservatório de carbono reage e evolui através do processo de formação de estrelas e planetas.”

Cientistas suspeitam da presença de PAHs no Espaço desde os anos 1980, mas o novo estudo fornece a primeira prova definitiva da sua existência em nuvens moleculares.

Para pesquisar as moléculas indescritíveis, a equipa concentrou-se na Taurus Molecular Cloud (TMC-1) – uma grande nuvem pré-estelar de poeira e gás localizada a cerca de 450 anos-luz da Terra que colapsou sobre si mesma para formar estrelas – e o que descobriram foi surpreendente.

“De décadas de modelagem anterior, acreditávamos ter um entendimento bastante bom da química das nuvens moleculares”, disse o astro-químico Michael McCarthy. “O que estas novas observações astronómicas mostram é que essas moléculas não estão só presentes em nuvens moleculares, mas em quantidades que são de magnitude maior do que os modelos padrão preveem.

“Nos últimos 30 anos ou mais, os cientistas têm observado o marcador da massa dessas moléculas na nossa galáxia e outras galáxias em infravermelho, mas não conseguimos ver que moléculas individuais compunham essa massa. Com a adição da radioastronomia, em vez de ver essa grande massa que não podemos distinguir, estamos a ver moléculas individuais“, disse McGuire.

Para a sua surpresa, a equipa não descobriu só uma nova molécula escondida no TMC-1, mas sim 1-cianonaftaleno, 1-ciano-ciclopentadieno, HC11N, 2-cianonaftaleno, vinil cianoacetileno, 2-ciano-ciclopentadieno, benzonitrila, trans-(E)-cianovinilacetileno, HC4NC e propargilcianeto, entre outros.

“Há 50 anos, coleccionámos pequenas moléculas e agora descobrimos que há uma porta nos fundos. Quando abrimos aquela porta e olhámos, encontrámos este armazém gigante de moléculas e química que não esperávamos”, disse McGuire.

“Tropeçámos num novo conjunto de moléculas, diferente de tudo que conseguimos detectar anteriormente, e isso mudará completamente a nossa compreensão de como essas moléculas interagem entre si”, disse McGuire.

“Quando essas moléculas ficam suficientemente grandes para serem as sementes da poeira interestelar, têm a possibilidade de afectar a composição dos asteróides, cometas e planetas, as superfícies nas quais os gelos se formam e talvez, por sua vez, até mesmo os locais onde os planetas se formam dentro de sistemas estelares”, continuou.

Antes do lançamento do GOTHAM em 2018, os cientistas catalogaram 200 moléculas individuais no meio interestelar da Via Láctea. Estas novas descobertas levaram a equipa a se perguntar o que há mais lá fora.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica Science.

Por Maria Campos
24 Março, 2021


5168: Empresa espanhola planeia levar turistas ao espaço em balões de hélio

CIÊNCIA/ESPAÇO/TURISMO

Provavelmente, já sentiu uma certa vontade em observar a Terra do espaço. Ou seja, além das fotografias e imagens que vão sendo partilhadas pelas agências, ter a verdadeira oportunidade de avistar o planeta de uma outra perspectiva completamente diferente do comum.

Pois bem, se as viagens que Elon Musk tem preparadas lhe parecem muito excêntricas ou inacessíveis, saiba que uma empresa espanhola pretende enviar turistas para o espaço em balões de hélio.

Empresa espanhola quer levar turistas ao espaço

Para abrir a porta do espaço a quem a ele quiser chegar, uma empresa espanhola, a Zero 2 Infinity, vai proporcionar viagens a turistas. Assim, os interessados poderão deslocar-se até ao limiar do espaço e observar a Terra de cima, a partir de uma pequena cápsula, Bloon.

Em alternativa aos dispendiosos foguetes e toda a tecnologia por detrás deles, a empresa espanhola enviará a cápsula com os turistas através de um gigantesco balão de hélio. Na descida, a cápsula desprender-se-á do balão de hélio e usará um para-quedas, de forma a torná-la suave.

As viagens serão feitas com até quatro passageiros e terão uma duração média de seis horas. Isto é, três horas destinadas à subida, duas horas a flutuar pelo espaço e uma hora para a descida. Ainda que não esteja confirmado, estima-se que o local de partida do balão seja no sul de Espanha.

Além disso, os turistas que comprarem a viagem, por nada mais que 132,483 dólares (€109,30), verão e apreciarão a Terra a 40 quilómetros de distância do solo.

Dependendo das condições do vento, a cápsula aterrará em segurança num raio de 300 quilómetros a partir do local de lançamento, onde estarão funcionários a postos para apanhar tudo.

Além dos quatro turistas, estarão também a bordo da cápsula dois pilotos especializados para dirigir toda a viagem.

Vários testes até tripular a cápsula com pessoas reais

Efectivamente, a Zero 2 Infinity pretende oferecer uma viagem única a um preço bastante reduzido. Contudo, não foi fácil chegar aqui.

Em 2012, a empresa espanhola realizou testes com um robô humanoide no interior da cápsula, lançando-o até 36 quilómetros de altura. De novo, em 2017, realizaram outro teste enviando um outro protótipo até 40 quilómetros.

Apesar de não terem sido divulgados pormenores sobre a data em que as viagens serão oficialmente disponibilizadas ao público, sabe-se que a empresa espanhola fará mais testes no final deste ano.

Pplware
Autor: Ana Sofia
19 Fev 2021


5035: Próximo desafio espacial é uma base na lua

CIÊNCIA/ESPAÇO/BASE LUNAR

O investigador Pedro Machado não tem grandes dúvidas: construir uma base permanente na Lua é o desafio dos próximos anos. Será um ensaio para uma futura estação científica em Marte. Esta e outras histórias no podcast Ciência com Impacto

A construção de uma base na Lua faz parte dos planos da União Europeia, dos Estados Unidos e da China. Todos projectos diferentes e concorrentes entre si. Mas, se tudo correr bem e adoptarmos o modelo de gestão da Antárctica, as várias nações do mundo irão cooperar na aventura espacial. É que, com a aprendizagem a realizar na Lua, seguir-se-á um desafio ainda maior: a presença permanente de equipas científicas em Marte.

Pedro Machado, investigador do IA – Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e um dos mais prestigiados astrofísicos portugueses, iniciou a sua carreira investigando Vénus, o gémeo “diabólico” da Terra. Apesar da distância próxima e da massa idêntica, Vénus apresenta condições bem diferentes do nosso planeta azul: a temperatura à superfície atinge os 460 graus celsius, a atmosfera está repleta de dióxido de carbono e as nuvens são de ácido sulfúrico.

Descobrir os segredos dos ventos que percorrem a atmosfera de Vénus e, mais recentemente, confirmar a existência de vestígios de fosfina – que podem indiciar vida microscópica – têm sido algumas das suas prioridades. Além, claro, de continuar a dedicar-se ao estudo dos exoplanetas, na missão espacial Ariel.

Para Pedro Machado, continua a ser uma incógnita saber se estamos sozinhos no Universo. Mas o investigador tem uma certeza: se fizermos tudo aquilo que se impõe na preservação do nosso planeta, então certamente que – um dia – a vida brotará noutros planetas. Levados por naves humanas.

Clique aqui para aceder ao podcast

Um conteúdo DN / Ciência com Impacto – projecto coordenado pelo jornalista Paulo Caetano

Diário de Notícias
DN/Ciência com Impacto
31 Janeiro 2021 — 07:00


4965: Virgin Orbit conseguiu! Já envia satélites para o espaço a partir de um avião

CIÊNCIA/ESPAÇO/VIRGIN ORBIT

A corrida para o Espaço está ao rubro. Se a SpaceX parece estar no comando, há muitas empresas apostadas nesta nova área, com propostas alternativas. Estas estão ainda em fase de testes, mas prometem muito para o futuro.

Com muita expectativa a Virgin Orbit tinha um teste muito importante a decorrer. A sua proposta é lançar satélites para o espaço a partir de um avião e agora já o conseguiu. O seu mais recente teste decorreu com sucesso completo.

Forma diferente de lançar satélites para o Espaço

Apesar de estarem mais atrasados que o resto dos concorrentes, a Virgin Orbit tem planos bem definidos para o futuro. A empresa de Richard Branson tem uma abordagem completamente diferente e aparentemente esta é também capaz de atingir o espaço.

Em vez de usar os foguetões de maiores dimensões, a Virgin Orbit resolveu recorrer ao seu LauncherOne. Este é um foguete que é colocado sob a asa do Cosmic Girl, um Boeing 747 modificado e preparado para a primeira parte do trajecto.

Virgin Orbit conseguiu sucesso com o LauncherOne

Depois do LauncherOne se separar, cada um dos elementos segue o seu caminho. Este sobe para o espaço para fazer o lançamento da sua carga e o 747 regressa ao solo. Rapidamente pode ser recarregado e fazer um novo lançamento.

O teste deste fim de semana procurava validar não apenas este conceito. Queria mostrar que esta é uma alternativa viável e que poderá ser uma forma de colocar satélites de menores dimensões no espaço.

– vídeo editado via captura de écran dado não ser facultado o URL original

Tudo é feito a partir de um avião

Do que foi mostrado, e pode ser visto no vídeo acima, este foi um sucesso. À hora prevista a separação foi realizada e o LauncherOne subiu para realizar a entrega da sua carga.

Curiosamente, esta era uma carga real e os satélites presentes eram da NASA e de algumas universidades norte-americanas. Desta forma, os custos podem ser reduzidos, em especial nos casos de satélites menores.

Está provado que será um sucesso no futuro

Apesar deste sucesso, falta ainda uma parte final que fica a cargo do LauncherOne. Este terá ainda de fazer a colocação dos satélites em órbita, algo que deverá também ser um sucesso.

Esta forma diferente de lançar satélites tem também o apoio e o financiamento da NASA. Cada vez mais existem formas de colocar material no Espaço, reanimando a corrida para este objectivo. A SpaceX domina, mas há muitas outras a trabalhar nesta meta, com muito sucesso.

Pplware
Autor: Pedro Simões
18 Jan 2021


4840: Fertilizante feito à base de urina pode dar azo à agricultura espacial

CIÊNCIA/QUÍMICA/AGRICULTURA/ESPAÇO

BIG-Bjarke Ingels Group / ICON

Cientistas estão a tentar produzir fertilizante líquido através de urina humana. Isto não só trataria os dejectos no espaço, como possibilitaria a prática agrícola.

Se pretendemos dar continuidade ao nosso sonho de nos expandirmos para outros horizontes, principalmente no que toca a colonizar outra planeta, precisamos de nos adaptar as suas condições bastante próprias. Seja na Lua, em Marte ou noutro planeta qualquer, vamos encontrar uma pitada de aspectos inóspitos que teremos de superar.

Um dos principais desafios será alcançar um certo grau de autonomia, para permitir que as colónias isoladas sobrevivam mesmo no caso de uma falha catastrófica no abastecimento. Assim sendo, não será uma surpresa que investigadores estudem já eventuais técnicas de agricultura espacial

Este é o caso do Centro de Investigação para Colónia Espacial da Universidade de Ciência de Tóquio, no Japão, onde uma equipa de investigadores tem estudado a possibilidade de fabricar um fertilizante líquido a partir da ureia, o principal componente da urina. São coelhos numa só cajadada — não só resolveria o problema do tratamento ou gestão de dejectos no espaço, como possibilitaria o cultivo de alimentos.

“Este processo é de interesse do ponto de vista de fazer um produto útil, ou seja, amoníaco, a partir de um produto residual, ou seja, urina, usando equipamento comum à pressão atmosférica e temperatura ambiente”, explica o líder da equipa de investigação, Norihiro Suzuki, num comunicado citado pela EurekAlert.

“Entrei para a ‘Space Agriteam’ envolvido na produção de alimentos, e a minha especialização em investigação é em físico-química; portanto, tive a ideia de produzir ‘electroquimicamente’ um fertilizante líquido”, disse Suzuki, contando como surgiu a ideia.

O investigador realça que a urina tem elementos vitais para a nutrição das plantas, como por exemplo enxofre, cálcio e magnésio. O estudo foi publicado, em Setembro, na revista científica New Journal of Chemistry.

Suzuki e a sua equipa estão optimistas de que este método é um passo importante para alcançar a produção de fertilizantes líquidos em espaços fechados. “Será útil para manter estadias de longo prazo em espaços extremamente fechados, como estações espaciais”, projectou o especialista.

Por Daniel Costa
20 Dezembro, 2020


4717: Afinal, o Espaço não é assim tão escuro. Há brilho de origem desconhecida

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

Uma equipa de cientistas usou a New Horizons para medir a luminosidade do Espaço profundo e os resultados surpreenderam-na.

Há muito tempo que os cientistas tentam perceber qual a luminosidade do Espaço, se lhe retirarmos todas as fontes de luz conhecidas. Para descobrir, os cientistas usaram uma das sondas mais longínquas conhecidas: a New Horizons, que passou por Plutão, se aventurou pelo Cinturão de Kuiper e, no início do ano passado, visitou o asteróide Ultima Thule, o objecto rochoso conhecido mais distante do Sistema Solar, rumando ao Espaço profundo.

Segundo o Futurism, como esta sonda se encontra hoje quase 50 vezes mais distante do Sol do que a Terra, está suficientemente longe para que o Espaço à sua volta seja pouco afectado pela luminosidade da nossa estrela.

O astrónomo Tod Lauer, do Observatório Nacional Óptico, explicou que as imagens captadas pelas câmaras da sonda “eram aquilo que nós chamamos céu vazio”. “Há a luminosidade das estrelas distantes, das galáxias longínquas, mas parecem fenómenos aleatórios. O que procuramos é um local que não tenha demasiadas estrelas brilhantes nem luz destas mesmo fora do plano que possa ser reflectido para o enquadramento.”

Depois de processadas digitalmente, a fim de lhes retirar todas as fontes de luz (estrelas, galáxias, etc), os cientistas subtraíram o valor estimado da luminosidade de todas as galáxias que chega ao nosso Sistema Solar e esperavam obter um valor próximo de zero – já que seria o que aconteceria caso o Espaço fosse, de facto, negro. Mas não é.

O Espaço não é assim tão escuro e brilha, um brilho equivalente ao da luz que chega até nós das galáxias distantes. A origem é, actualmente, desconhecida.

Estas conclusões podem significar que há mais galáxias muito distantes ou demasiado escuras que os telescópios não conseguem detectar ou que pode haver “uma outra fonte de luz que ainda não sabemos o que é”, segundo Marc Postman, co-autor do estudo e astrónomo do Space Telescope Science Institute.

No fundo, é possível que haja um brilho de fundo inexplicável no Universo. O artigo científico está disponível no arxiv.

Ao NPR, o astrofísico Michael Zemcov, que não participou no estudo, disse estar um pouco céptico em relação a esta descoberta. “Eles estão a dizer que há tanta luz fora das galáxias como no interior das mesmas, o que é francamente um osso duro de roer”, disse, apesar de concordar que o trabalho realizado “é sólido“.

São necessárias mais observações, utilizando outras fontes, para tentar perceber este mistério cósmico.

ZAP //

Por ZAP
26 Novembro, 2020


4686: O espaço não é assim tão negro. Tem quase o dobro da luz que se pensava

CIÊNCIA/ESPAÇO

Cientistas utilizaram uma das naves humanas mais longínquas para medir a luminosidade do espaço profundo e foram surpreendidos com o que viram.

A sonda New Horizons continua a ser um importante instrumento científico.
© NASA

Qualquer pessoa que tenha olhado para o céu nocturno, numa noite de céu limpo sem luar, longe da luz artificial de uma grande cidade sabe que o espaço entre as estrelas é negro profundo. Parece assim desnecessário, inútil mesmo, perguntar de que cor é o espaço sideral. Mas é para isso que vivem os cientistas: fazer todas as perguntas, mesmo aquelas que parecem desnecessárias. Porque as respostas, muitas vezes, surpreendem-nos.

Foi o que aconteceu mais uma vez.

O astrónomo Tod Lauer, do Observatório Nacional Óptico, no Arizona, faz parte de uma equipa que contribuiu agora para a resposta, que há décadas que ele e seus colegas procuravam: qual a luminosidade do espaço, se lhe retirarmos todas as fontes de luz conhecidas?

Para o fazer, socorreu-se de uma das máquinas mais longínquas que a humanidade actualmente possui, a sonda da NASA New Horizons.

A nave que foi projectada para visitar Plutão — e enviou em 2015 as primeiras fotos a cores do planeta anão — seguiu para a cintura de Kuiper e logo no início de 2019 “visitou” o asteroide Ultima Thule, o objecto rochoso conhecido mais distante do Sistema Solar. Depois seguiu, rumo ao espaço profundo.

Actualmente, encontra-se quase 50 vezes mais distante do Sol do que a Terra. Suficientemente longe para que o espaço que “vê” à sua volta seja pouco afectado pela luminosidade da nossa estrela — condições propícias para as medições de Tod Lauer.

As imagens captadas pelas câmaras da New Horizons “eram aquilo que nós chamamos céu vazio”, descreve Lauer aos media internacionais. “Há a luminosidade das estrelas distantes, das galáxias longínquas, mas parecem fenómenos aleatórios. O que procuramos é um local que não tenha demasiadas estrelas brilhantes nem luz destas mesmo fora do plano que possa ser reflectido para o enquadramento”

As fotos foram depois processadas digitalmente de forma a retirarem-lhes todas as fontes de luz conhecidas: estrelas, galáxias, poeiras reflectindo a luz destas, etc.

De seguida, ainda subtraíram o valor estimado da luminosidade de todas as galáxias que chega ao nosso sistema solar.

No fim disto tudo, se o espaço fosse de facto negro, obteriam um valor próximo de zero. E no entanto…

Concluíram que o espaço sideral brilha.

Um brilho equivalente ao da luz que chega até nós das galáxias distantes. E cuja origem é, actualmente, desconhecida.

Colegas cépticos mas confiantes

“Eles estão a dizer que há tanta luz fora das galáxias como no interior das mesmas, o que é francamente um osso duro de roer”, comenta ao site especializado NPR o astrofísico Michael Zemcov, que não participou no estudo. Mas apesar de céptico, concorda que o trabalho realizado “é sólido”.

São assim precisas mais observações — utilizando outras fontes — para tentar perceber o mistério. Já se avançam algumas teorias, como a possibilidade de existirem afinal ainda mais galáxias no universo do que aquelas que se pensam (como galáxias anãs). Ou então que esta luminosidade esteja ligada a outro tipo de fenómeno, como a “matéria escura”, que as medições indicam ter de existir na composição do cosmos mas na realidade ninguém sabe o que é.

Só o tempo, e mais ciência, o poderá dizer.

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira
19 Novembro 2020 — 19:24


4515: O problema dos detritos espaciais está a agravar-se (e há um componente explosivo)

CIÊNCIA/ESA/ESPAÇO

O novo relatório da Agência Espacial Europeia (ESA) concluiu que, embora estejamos cientes do problema e tenhamos tomado medidas nos últimos anos para mitigá-lo, as medidas não estão a acompanhar a escala do lixo espacial.

À medida que aumenta o número de objectos que povoam o Espaço próximo à Terra, aumenta o risco de colisão – que, por sua vez, produz ainda mais detritos espaciais. Mas as colisões não são o maior problema, de acordo com o relatório da ESA: nos últimos 10 anos, as colisões foram responsáveis ​​por apenas 0,83% de todos os eventos de fragmentação.

“O maior contribuinte para o actual problema dos detritos espaciais são as explosões em órbita, causadas pela sobra de energia – combustível e baterias – de naves espaciais e foguetes”, disse Holger Krag, chefe do Programa de Segurança Espacial da ESA, citado pelo Science Alert.

O problema do lixo espacial foi levantado pela primeira vez na década de 1960, mas as medidas de mitigação tardaram muito a serem implementadas. Actualmente, as nações que exploram o Espaço são mais cuidadosas.

Entre as medidas de mitigação está a construção de naves espaciais capazes de suportar melhor o ambiente hostil do Espaço sem se desintegrarem ou a libertação de energia e combustível armazenados para fazer com que as naves espaciais “mortas” tenham menos probabilidade de explodir.

Há também a hipótese de mover uma nave espacial “morta” para uma órbita mais segura, o que significaria a criação de uma “órbita cemitério“-

De acordo com o Science Alert, nas últimas duas décadas, acontecerem 12 eventos de fragmentação, um número que tende a aumentar. Cada evento de fragmentação introduz milhares de pequenos pedaços destroços na órbita da Terra sendo que, em velocidades orbitais, até mesmo os fragmentos mais pequenos podem desactivar um satélite.

De acordo com o modelo estatístico da ESA, existem mais de 130 milhões de fragmentos espaciais antropogénicos menores do que um milímetro.

Apesar de o esforço das nações ser mais vincado, a forma como usamos o Espaço está a mudar: os enxames de satélites estão a tornar-se mais comuns, pelo que o mais importante, segundo a ESA, é que os países cooperem para manter o Espaço o mais limpo possível.

ZAP //

Por ZAP
19 Outubro, 2020

 

Supermercado britânico lança ‘nugget’ de frango para o espaço

NOTÍCIAS

Lançamento foi uma forma de assinalar o 50º aniversário da cadeia Iceland Foods.

Um nugget foi lançado no espaço
© Direitos reservados

Os cientistas já lançaram muitas coisas, animais e pessoas para o espaço. Agora foi a vez de uma cadeia de supermercados britânico lançar um nugget de frango.

Para comemorar o seu 50º aniversário, a Iceland Foods Lda., enviou um nugget de frango para o espaço. A cadeia de supermercados contratou a Sent Into Space para enviar a sua comida para o universo. De acordo com o seu espaço, a Sent Into Space é “a empresa líder mundial em marketing espacial” e não é a primeira vez que manda comida para o espaço.

De um lugar na zona rural do País de Gales, o nugget viajou pela atmosfera da Terra até uma altitude de 110 mil pés (ou seja 33,5 quilómetros), onde flutuou na região conhecida como Espaço Próximo, explicou a Sent Into Space.

O nugget foi lançado num balão meteorológico cheio de gás com um sistema auxiliar de rastreamento por satélite e uma câmara incorporada. O nugget passou uma hora a “flutuar” no espaço a baixa pressão e a temperaturas que poderiam ir até -65º, segundo a empresa.

O jornal Irish News relatou que, depois, o nugget desceu a 320 Km/h com um pára-quedas que se desdobrou a cerca de 62 mil pés de altura.

“Haverá melhor maneira de mostrar que nossos produtos são de outro mundo do que enviar um dos favoritos de nossos clientes para o espaço?”, perguntou Andrew Staniland, director comercial da Islândia, ao The Irish News.

Diário de Notícias
DN
17 Outubro 2020 — 14:18

 

4427: Quatro astronautas planeiam votar a partir do Espaço nas presidenciais dos Estados Unidos

CIÊNCIA/POLÍTICA(ESPAÇO/EUA

(dr) Envato Elements

Os astronautas norte-americanos Kate Rubins, Mike Hopkins, Victor Glover e Shannon Walker planeiam votar nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, agendadas para o início de Novembro, a partir do Espaço.

Segundo o portal The Verge, Rubins é a primeira astronauta que chegará à Estação Espacial Internacional (EEI) antes das eleições presidenciais norte-americanas.

Chegará a bordo do foguete russo Soyuz, que será lançado a 14 de Outubro, e seguirá juntamente com dois cosmonautas. “Acho que é muito importante que todos votem (…) Se podemos fazê-lo a partir do Espaço, então acredito que as pessoas também podem fazê-lo em terra”, disse a astronauta em declarações à agência AP.

Pouco depois chegarão os Hopkins, Glover e Walker, que seguirão a bordo do segundo voo da Crew Dragon da SpaceX juntamente com o astronauta japonês Soichi Noguchi. Tal como Rubins, estes astronautas também pretendem votar a partir do Espaço.

“Todos nós estamos a planear votar a partir do Espaço (…) A NASA funciona muito bem com as diferentes organizações eleitorais, porque todos nós votamos em condados diferentes. Mas foi mais fácil para nós dizer que votaríamos a partir do Espaço – e é isso que vamos fazer”, disse Walker numa conferência de imprensa.

Walker já votou a partir do Espaço. Foi em 2010 durante a sua primeira viagem à EEI.

Segundo o portal The Verge, que recorda que a NASA tem uma presença de duas décadas na NASA, votar a partir do Espaço é muito simples.

Antes de partirem na missão, astronautas preenchem o um formulário, o Federal Post Card Application, que é o mesmo que os militares usam para votar durante destacamentos fora do país. Depois de este formulário ser aprovado, os funcionários do condado em causa que supervisionam as eleições na região de origem do astronauta enviem cédulas de teste para a NASA, que são, na verdade, PDFs seguros.

A agência espacial norte-americana testa depois se as cédulas podem ser preenchidas a partir do Espaço, recorrendo a um computador para treinos.

Caso funcione, o Centro de Controlo da Missão da NASA envia por e-mail aos astronautas as cédulas no dia da eleição. Os astronautas escolhem depois o seu candidato e, em seguida, enviam a cédula por e-mail para a NASA que, por sua vez, envia as cédulas da eleição para os vários departamentos eleitorais dos respectivos condados.

Ao que tudo indica, estes quatro astronautas votarão a partir do Espaço. Contudo, importa frisar, os lançamentos estão sujeitos a atrasos, o que pode impedir o “voto espacial”.

ZAP //

Por ZAP
3 Outubro, 2020

 

 

4394: Rússia quer ultrapassar Tom Cruise e ser a primeira a gravar um filme no Espaço

CINEMA/ESPAÇO/RÚSSIA/EUA

Thomas Pesquet / Twitter

O actor Tom Cruise quer rodar um filme no Espaço, mas a Rússia quer ser a primeira, de acordo com um comunicado da agência espacial Roscosmos.

Os Estados Unidos e a Rússia são, novamente, os protagonistas de uma nova “guerra” espacial, com este último país a querer passar à frente dos planos do actor Tom Cruise e do presidente da Tesla e da SpaceX, Elon Musk.

De acordo com um comunicado da agência espacial Roscosmos, publicado no seu site, a Rússia quer ser a primeira a rodar um filme no Espaço. “O filme vai incluir um voo para a estação espacial internacional, marcado para o outono de 2021” e “o protagonista que irá voar para a estação, bem como o seu duplo, serão seleccionados num concurso aberto”.

O filme ainda não tem nome e ainda não são conhecidas as personagens, mas a ideia da agência é “popularizar as actividades espaciais da Rússia” e “glorificar a profissão de cosmonauta”. O estúdio Yellow, Black and White, um dos maiores de produção cinematográfica do país, está por trás dos esforços.

Em maio, Jim Bridenstine, da NASA, revelou que há um projecto em marcha para filmar Tom Cruise num filme de acção no Espaço, que não está incluído na saga “Missão Impossível”. Além da agência espacial norte-americana, também estará envolvida a SpaceX.

Tom Cruise quer fazer um filme no Espaço (e a NASA já disse que sim)

O actor Tom Cruise quer rodar um filme no Espaço e a nova produção deverá ser feita a bordo da…

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ZAP //

Por ZAP
26 Setembro, 2020

 

 

4246: Bactérias podem mesmo sobreviver no Espaço (e aguentar uma viagem Terra-Marte)

CIÊNCIA/EEI

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Alguns tipos de bactérias conseguem sobreviver no Espaço, podendo mesmo aguentar uma viagem entre a Terra e Marte, confirmou um procedimento experimental levado a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI).

A ideia de que algumas bactérias podem sobreviver no Espaço sideral não é propriamente nova, mas a hipótese de que podem resistir a longas viagens espaciais não tinha sido confirmada até agora, quando uma equipa de cientistas japoneses levou a cabo uma experiência a bordo da EEI, conta o portal Phys.org.

No novo procedimento, baptizado de missão Tanpopo, os cientistas demonstraram que colónias da bactéria Deinococcus, altamente resistentes à radiação e a outras condições adversas, conseguiram sobreviver fora da EII durante três anos.

Este tipo de bactéria é encontrada na Terra e é conhecida como a forma de vida mais resistente à radiação no Livro dos Recordes Mundiais do Guiness – é capaz de resistir a 3.000 vezes mais a quantidade de radiação necessária para matar uma pessoa.

Na prática, o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Frontiers in Microbiology, demonstrou que estas colónias de bactérias podem sobreviver a voos de vários anos em condições adversas.

O sucesso deste procedimento veio dar força à hipótese da panspermia, que sugere que a vida pode ter chegado à Terra a partir de um outro planeta, como Marte.

Esta teoria, que carrega alguma controvérsia, implica que determinadas bactérias tenham sobrevivido a uma longa jornada pelo Espaço sideral, resistindo ao vácuo do Espaço, às flutuações de temperatura e à radiação espacial.

Foto do perfil, abre a página do perfil no Twitter em uma nova aba

florian kwiatek #Resistance
@floriankwiatek
Bacteria could survive travel between Earth and Mars when forming aggregates
Imagine microscopic life-forms, such as bacteria, transported through space, and landing on another planet. The bacteria finding suitable conditions for its survival could then start multiplying…
phys.org

“De uma forma geral, estes resultados suportam a hipótese de que estes aglomerados [de bactérias] funcionem como uma ‘nave’ para a transferência interplanetária de micróbios num período de vários anos”, escreveram no estudo.

Citado pela emissora norte-americana CNN, o autor principal da nova investigação, Akihiko Yamagishi, acrescentou ainda: “Os resultados sugerem que a radio-resistente Deinococcus pode sobreviver durante a viagem da Terra-Marte e vice-versa, que leva vários meses ou até anos na sua órbita mais curta.

Tendo em conta os resultados, Yamagishi defende que “é muito importante procurar vida em Marte”, ainda antes das missões humanas ao Planeta Vermelho, até porque as bactérias da Terra podem representar um falso negativo para a vida neste mundo e pode também actuar como um composto contaminante.

ZAP //

Por ZAP
29 Agosto, 2020

 

 

4194: A pandemia chegou do espaço. A nova teoria de um cientista britânico

CIÊNCIA/CODIV-19/ESPAÇO

O novo coronavírus chegou à Terra através de um meteorito que caiu na China em Outubro. Esta é mais uma teoria da conspiração em torno do aparecimento do vírus da covid-19, esta da responsabilidade do cientista britânico Chandra Wickramasinghe.

Wickramasinghe, nascido no Sri Lanka em 1939, foi discípulo de Fred Hoyle, outro cientista que se destacou pelos seus estudos e teorias estranhas. Durante vários anos foi professor de Matemáticas Aplicadas e Astronomia na Universidade de Cardiff e tem mais de 70 artigos publicados na famosa revista de ciência Nature.

A nova tese de Chandra Wickramasinghe está relacionada com a actual pandemia. De acordo com este cientista, num artigo publicado recentemente na revista Advances in Genetics, o novo coronavírus tem origem no espaço. E terá chegado à Terra através de um meteorito que caiu no nordeste da China no dia 11 de Outubro de 2019.

Segundo Wickramasinghe, e alguns dos seus colegas, a rápida disseminação da doença na região e o surgimento de casos longe de Wuhan seriam explicados por uma espécie de contágio através do espaço e não da forma convencional com a passagem do vírus dos animais para humanos.

Aliás, em artigos anteriores, Chandra Wickramasinghe já tinha defendido que a pandemia da gripe de 1918 também teria tido origem no espaço, o mesmo acontecendo com o primeiro surto de Sars em 2002 (epidemia de síndrome respiratória aguda grave).

Naquela altura, num artigo publicado na revista Lancet, o cientista afirmava que apesar de o vírus parecer pouco contagioso, poderiam no futuro ocorrer mutações e surgirem infecções devido à presença residual do patógeno na estratosfera.

Wickramasinghe previu ainda que o vírus podia reaparecer sazonalmente, uma vez por ano, como sucede com as chuvas de meteoritos quando atravessam uma determinada região do espaço.

Esta é assim mais uma teoria da conspiração, a juntar a centenas que têm surgido nos últimos meses. A diferença é que é da responsabilidade de um cientista com nome e com vários artigos publicados nas melhores revistas da especialidade.

Uma das teorias da conspiração mais mediáticas em torno do novo coronavírus estava ligada a Bill Gates, o fundador da Microsoft. Isto porque num vídeo de 2015, o empresário antevia que o maior risco para a humanidade não seria uma guerra nuclear mas antes o aparecimento de um vírus altamente contagioso que poderia acabar com a vida de milhões de pessoas. E por isso começou a espalhar-se nas redes sociais que teria sido Bill Gates o responsável pela criação vírus, de maneira a depois lucrar com a vacina.

Outra teoria associou a tecnologia 5G à criação do novo coronavírus. Tudo começou com um post no Twitter colocado no dia 19 de Janeiro que dizia o seguinte: “Wuhan tem agora mais de 5000 estações base #5G e terá 50.000 até 2021 – é uma doença ou efeito 5G?”

Diário de Notícias

 

 

3889: Empresa quer levar passageiros à estratosfera num balão (para ver a curvatura da Terra)

ESPAÇO/TURISMO

A startup Space Perspective quer levar passageiros num balão gigante para a estratosfera da Terra. Os turistas poderão subir suficientemente alto para ver a curvatura da Terra e a escuridão do Espaço.

Ao GeekWire, os CEOs da Space Perspective Taber MacCallum e Jane Poynter divulgaram o seu conceito para uma cápsula-balão chamada Spaceship Neptune e disseram que os voos de teste devem começar no início do próximo ano. “As coisas boas demoram tempo”, disse MacCallum.

Há sete anos, MacCallum e fizeram uma revelação semelhante para a World View Enterprises, um empreendimento baseado no Arizona que pretendia levar as pessoas a uma altitude de 30 quilómetros a 67 mil euros por bilhete. Essa altitude é muito menor do que o limite espacial internacionalmente aceite, que é de 100 quilómetros, mas é suficientemente alto para contemplar a curvatura da Terra.

Desde 2013, a World View empenha-se em enviar cargas úteis em plataformas de balão conhecidas como Stratollites. No ano passado, Poynter e MacCallum trouxeram uma nova equipa de gestão para chefiar as operações da World View, deixando-os livres para planear o seu próximo empreendimento.

Depois de encomendar um estudo no mercado de viagens, os CEOs da startup descobriram que as viagens estratosféricas eram a resposta certa para o que estavam à procura.

A base inicial de operações da Space Perspective seria na Estação de Lançamento e Pouso do Centro Espacial Kennedy, onde os vaivéns espaciais da NASA costumavam aterrar.

Até oito passageiros e um piloto subiriam numa espaçosa cápsula pressurizada para uma subida de duas horas até ao nível de 30 quilómetros, elevada por um enorme balão cheio de hidrogénio a um ritmo descontraído de 20 quilómetros por hora.

Depois de um cruzeiro de duas horas nessa altitude, a Nave Espacial Neptuno demoraria mais duas horas a descer até um mergulho no Oceano Atlântico ou no Golfo do México. Um navio pegaria os passageiros, a cápsula e o balão e os levaria para a costa.

Como a viagem duraria seis horas, o design da cápsula deixa espaço para um bar e uma casa-de-banho ao estilo de um avião recuado sob a cabine de passageiros da Nave Espacial Neptune.

A Space Perspective já assinou um contrato com as autoridades da Florida. As operações podem começar no Centro Espacial Kennedy da NASA, mas os primeiros voos ainda terão de esperar alguns anos.

ZAP //

Por ZAP
21 Junho, 2020

 

 

3884: Cientistas provocaram um incêndio dentro de uma nave espacial (tudo pela segurança)

(dr) NASA

A NASA partilhou um novo vídeo no qual demonstra como se comportam os incêndios no Espaço. O projecto Saffire baseou-se na activação de chamas dentro da nave espacial Cygnus, depois de entregar suprimentos à Estação Espacial Internacional (EEI).

O Saffire é um projecto de demonstração de segurança contra incêndios da NASA, que se baseia numa série de seis experiências que investigam de que forma os incêndios se propagam no Espaço, especialmente a bordo de futuras naves espaciais com destino à Lua e a Marte.

Os cientistas deram início à experiência a bordo da Cygnus depois de a nave ter concluído a sua missão de reabastecimento da Estação Espacial Internacional (EEI).

Uma das novidades do Saffire IV é que, após o incêndio, foi usado um filtro de fumo para remover as partículas de monóxido de carbono. Este filtro, assim como um instrumento de monitorização de gases de combustão, são características que serão privilegiadas na nave espacial orian.

“Quisemos usar tudo o que aprendemos nas três primeiras experiências deste projecto e ver como se espalham e crescem as chamas noutras condições”, começou por explicar Gary Ruff, responsável pelo projecto Saffire no Centro de Investigação Glenn, da NASA, citado pelo Space.

“O Saffire IV contava também com mais equipamentos de diagnóstico para ver com que eficácia podemos detectar incêndios, medir produtos de combustão e avaliar futuras tecnologias de resposta e de limpeza de incêndios”, acrescentou em comunicado.

Os cientistas contaram ainda com a ajuda de vários sensores que detectaram os níveis de oxigénio e dióxido de carbono, a concentração, o diâmetro de fumo e as temperaturas em diferentes locais do Cygnus. Quatro câmaras foram instaladas no interior da nave para revelar o tamanho e a propagação das chamas.

A experiência mostrou que as chamas se espalharam rapidamente e atingiram um tamanho e taxa de combustão constantes, ao contrário da Terra, onde as chamas tendem a continuar a crescer. Os cientistas também descobriram que o tamanho da nave espacial teve mais efeito sobre o fogo do que o previsto.

As duas restantes experiências, no âmbito do projecto Saffire, estão planeadas para Março e Outubro de 2021. Até lá, a NASA vai continuar a desenvolver formar mais seguras de operar futuras missões de exploração tripulada.

ZAP //

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20 Junho, 2020

 

 

3877: China enviou códigos secretos quânticos através do Espaço. São impossíveis de decifrar

CIÊNCIA/FÍSICA QUÂNTICA/MECÂNICA QUÂNTICA

Matthias Ripp / Flickr

A China conseguiu enviar uma “chave secreta” para criptografar e descriptografar mensagens a uma distância de 1.120 quilómetros. Esta conquista é realizada usando a distribuição de chaves quânticas baseada no entrelaçamento, uma técnica de comunicação teoricamente segura.

A comunicação quântica utiliza fotões para distribuir, de forma segura, uma “chave secreta” para permitir o intercâmbio de mensagens criptografadas.

O trabalho anterior demonstrou a distribuição quântica de chaves em até 404 quilómetros de fibra óptica em espiral em laboratório ou de um satélite a uma estação terrestre a uma distância de até 1.200 quilómetros.

De acordo com um comunicado da Academia de Ciências da China, as tentativas anteriores de distribuir directamente as chaves quânticas entre dois utilizadores terrestres em condições reais alcançaram distâncias de apenas 100 quilómetros.

Isso ocorre devido às perdas de fotões, que aumentam rapidamente com a distância. Relés ou “repetidores” ​​oferecem uma forma de aumentar a distância e evitar a perda de fotões, mas as estações de relés apresentam riscos à segurança.

Jian-Wei Pan e os seus colegas evitam a necessidade de um repetidor ao utilizar um satélite para estabelecer uma ligação segura entre duas estações terrestres na Terra, usando fotões entrelaçados.

Os fotões estão unidos de tal forma que, mesmo separados por longas distâncias, os resultados das medições das suas propriedades quânticas são perfeitamente correlacionados.

Dois telescópios, projectados para receber esses sinais quânticos, foram construídos a 1.120 quilómetros de distância, em Delingha e Nanshan, na China.

Os fotões emaranhados produzidos pelo satélite Micius são transmitidos para o solo quando o satélite passa pelas estações. Embora a distribuição de intercalação por satélite tenha sido relatada anteriormente, os autores aumentaram a sua eficiência de transmissão e reduziram as taxas de erro para usar o entrelaçamento para transmitir chaves quânticas.

Segundo os investigadores, o sistema produz um canal seguro, resistente a ataques.

Os resultados, publicados em maio na revista científica Nature, representam um caminho para redes quânticas globais baseadas no entrelaçamento.

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19 Junho, 2020

 

 

3836: Mais um padrão. Misteriosa onda de rádio ocorre a cada 157 dias

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

ICRAR

Uma equipa de astrónomos descobriu um ciclo de actividade numa explosão rápida de rádio e uma pista valiosa sobre estes fenómenos misteriosos do Espaço profundo.

No início do ano, uma equipa de astrónomos descobriu que a rajada rápida de rádio 180916.J0158 + 65 ocorria a cada 16,35 dias. Ao longo de quatro dias, o sinal libertava uma onda, ou duas, a cada hora. Depois, permanecia em silêncio durante mais 12 dias.

Esta foi a primeira vez que os cientistas detectaram periodicidade neste tipo de sinais, conhecidos como FRBs (Fast Radio Bursts).

Agora, os astrónomos detectaram mais um padrão numa segunda rajada rápida de rádio, conhecida como FRB 121102. Neste padrão cíclico, as ondas de rádio são emitidas durante uma janela de 90 dias, seguida por um período de silêncio de 67 dias. Segundo o Space, este padrão repete-se a cada 157 dias.

Kaustubh Rajwade, principal autor do estudo e cientista na Universidade de Manchester, no Reino Unido, explicou que, “até agora, sabia-se que apenas uma outra onda rápida de rádio de repetição mostrava este padrão”.

“Encontrar este padrão revela pistas importantes sobre o que poderia ser o progenitor dos FRBs. A periodicidade diz-nos que o objecto que está a produzir os FRBs provavelmente está numa órbita com outro corpo astrofísico“, adiantou o investigador. O artigo científico foi publicado recentemente na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Algumas teorias já sugeriam que as rajadas rápidas de rádio podiam estar relacionadas com o eixo rotacional de um magnetar (estrela de neutrões altamente magnetizada), ou ter relação com os movimentos orbitais de uma estrela de neutrões num sistema binário.

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13 Junho, 2020

 

 

3741: Startup japonesa quer substituir astronautas por robôs

CIÊNCIA/ESPAÇO/ROBÓTICA

Dado que a origem não disponibilizou o endereço URL deste vídeo, tive de efectuar uma captura de écran para poder reproduzi-lo.

Enviar uma pessoa para o Espaço é extremamente arriscado. Consciente disso, uma startup japonesa quer enviar robôs humanoides em vez de astronautas.

E se robôs humanoides fossem enviados para o Espaço no lugar dos astronautas? Segundo o Futurity, esta é a proposta da startup japonesa Gitai, que quer testar a sua ideia e fazer esta troca numa futura viagem deste género.

Para a Gitai, os riscos e os custos de enviar pessoas para o Espaço não compensam o desafio. O uso de equipamentos semi-autónomos, controlados a partir do solo, poderia ajudar a superar este desafio, permitindo economizar até 90% neste tipo de projectos.

Para já, a única questão que impede a implementação imediata deste conceito é a funcionalidade das máquinas.

No ano passado, a empresa fez uma demonstração do uso de um robô humanoide que, apesar de ter conseguido realizar algumas tarefas, acabou por tropeçar várias vezes. Ainda assim, a Gitai não diminuiu o entusiasmo em relação ao futuro tecnológico astronómico.

Anousheh Ansari, a primeira mulher muçulmana a viajar até ao Espaço, não teme que os profissionais desta área percam os seus empregos. “Podemos ter o melhor dos dois mundos.”

Manter um astronauta em órbita não é para qualquer bolso: são precisos cerca de 430 milhões de dólares por ano para garantir a estadia e segurança destes aventureiros espaciais.

Um robô humanoide rondaria os 300 a 500 mil dólares, uma redução de valores que é ainda impulsionada pelo facto de os robôs não necessitarem de se parecerem com seres humanos. Isto significa que, em gravidade zero, as pernas seriam totalmente desnecessárias.

O maior desafio continua a ser desenvolver robôs que possam substituir os cientistas humanos. Mas a meta é ambiciosa: “queremos que os nossos robôs criem bases para a Blue Origin e a SpaceX”, rematou Sho Nakanose, CEO da Gitai.

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24 Maio, 2020

 

 

3659: Misterioso avião espacial dos EUA vai voltar ao Espaço. Desta vez, sabemos porquê

CIÊNCIA/ESPAÇO/X37B

 

– Mais uma vez tive de recorrer a um editor de captura de écran (screen capture) para gravar o vídeo acima dado que não existe, no original, qualquer link para o reproduzir. Lamentável…

O avião espacial militar super-secreto dos Estados Unidos vai voltar ao Espaço para mais uma missão em 16 de Maio. Ao contrário das outras vezes, o Departamento da Defesa explicou o que lá vai fazer.

O avião espacial X-37B das Forças Armadas dos Estados Unidos está prestes a ser lançado para a sua sexta missão. A aeronave vai ser lançada a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Florida, em 16 de maio. A Força Espacial dos Estados Unidos será responsável pelo lançamento, operações em órbita e pouso.

O X-37B é um veículo orbital desaparafusado que se assemelha a uma mini-versão do vaivém espacial da NASA, medindo apenas 8,8 metros de comprimento. De acordo com o portal IFLScience, esta será a sua primeira missão a usar um compartimento para hospedar experiências.

Uma das experiências vai testar a reacção de “materiais significativos” às condições do Espaço e outra vai estudar o efeito da radiação do ambiente nas sementes das plantas. A terceira experiência vai transformar a energia solar em energia de micro-ondas por radiofrequência e a transmissão dessa energia para a Terra.

A missão também implantará o FalconSat-8, um pequeno satélite construído e projectado por cadetes da US Force Academy que realiza cinco experiências separadas.

“Esta sexta missão é um grande passo para o programa X-37B”, afirmou Randy Walden, director executivo do programa do Departamento do Escritório de Capacidades Rápidas da Força Aérea, em comunicado. “Esta será a primeira missão X-37B a usar um módulo de serviço para hospedar experiências. A incorporação de um módulo de serviço nessa missão permite-nos continuar a expandir os recursos da espaço-nave e hospedar mais experiências do que qualquer uma das missões anteriores”.

O X-37B completou a sua última missão em Outubro de 2019, depois de orbitar a Terra por 780 dias.

Há muito pouca informação oficial publicada sobre as suas missões anteriores. O site da Força Aérea dos EUA afirma vagamente que os “objectivos principais do X-37B são duplos: tecnologias de espaço-naves reutilizáveis ​​para o futuro da América em experiências espaciais e operacionais que podem ser devolvidos e examinados na Terra”.

A falta de detalhes passada alimentou uma quantidade razoável de conspirações sobre as verdadeiras intenções do avião espacial. Uma teoria popular defende que está a testar propulsores numa órbita relativamente baixa, com o objectivo de lá colocar satélites de reconhecimento no futuro próximo.

Outros sugeriram que está a ser usado actualmente para algum tipo de aplicação militar ou de inteligência. De acordo com um relatório da revista Spaceflight publicado em 2012, a órbita do X-37B seguiu de perto a do antigo laboratório espacial da China, Tiangong-1, levando a especulações de que estava a ser usado para a vigilância do Espaço contra estados estrangeiros.

Um avião espacial orbita a Terra há 719 dias (mas não se sabe porquê)

Um avião militar sem tripulantes, movido a energia solar, quebrou o seu recorde de duração de voo espacial e passou…

Juntas, as missões X-37B acumularam 2.865 dias em órbita, durante sete anos de testes de tecnologia.

ZAP //

Por ZAP
8 Maio, 2020

 

3629: Hubble celebrates 30 years in space with a gorgeous landscape of stars

SCIENCE/ASTRONOMY

The new image focuses on two nebulas

Happy Birthday Hubble! To celebrate the telescope’s three decades in space, the team of researchers behind the Hubble have released an amazing new image of two nebulas in the Large Magellenic Cloud, a smaller galaxy about 163,000 light-years from our Milky Way.

The larger, red nebula is NGC 2014, and the bright, newly formed stars at its heart are 10-20 times the size of the Sun, according to NASA. The blue nebula, NGC 2020, was formed when a star 200,000 times larger than our Sun ejected a huge amount of gas.

Researchers thought the image looked a lot like a coral reef, titling the resulting picture ‘Cosmic Reef.’

“It’s Hubble’s exquisite vision from its orbit above Earth’s atmosphere that gives us the ability to get a clear glimpse of this kind of incredible beauty and activity.” Jennifer Wiseman, Hubble Senior Project Scientist said in a video made to accompany the image’s release.

But 30 years ago, when it launched, the telescope wasn’t in great shape. “A tiny imperfection in the mirror meant that all of the images it took were fuzzy and out of focus, and it took five separate repair missions to get it to the excellent shape it’s in today.” Sean O’Kane wrote for the Hubble’s 25th anniversary.

“It was revolutionary to launch such a large telescope 30 years ago, and this astronomy powerhouse is still delivering revolutionary science today.” Thomas Zurbuchen, associate administrator for science at NASA said in a statement. “Its spectacular images have captured the imagination for decades, and will continue to inspire humanity for years to come.”

The Verge

 

 

3524: Pandemia do novo Coronavírus “chegou ao Espaço” e já fez vítimas

CIÊNCIA/SAÚDE

Todos os sectores da sociedade estão a ser afectados pela pandemia do novo Coronavírus. A doença é tentacular e toca em todos os lados, até no Espaço. Assim, a empresa de satélites OneWeb que queria ligar os lugares mais remotos do mundo à Internet, está em falência. Posteriormente a terem colocado 74 satélites em órbita, a empresa perdeu o maior e mais importante investidor devido à COVID-19.

A empresa está agora à procura de um comprador para dar continuidade aquele que seria o projecto concorrente ao Starlink da SpaceX.

Coronavírus infringe grande perda no projecto de Internet a partir do espaço

A startup de Internet via satélite OneWeb entrou com pedido de falência no capítulo 11, um movimento que ocorre pouco tempo depois da empresa ter lançado um novo lote de 34 satélites em órbita.

A OneWeb, com sede em Londres, anunciou o pedido de falência na sexta-feira (27 de Março), depois que o Softbank, o seu maior investidor, ter negado um pedido de financiamento adicional, de acordo com relatos da imprensa. A empresa também está a demitir alguns funcionários, procurando assim reestruturar os seus negócios.

É com muito custo que somos forçados a reduzir a nossa força de trabalho e entrar no processo do capítulo 11, enquanto os demais funcionários da empresa estão focados em gerir responsavelmente a nossa recente constelação e trabalhar com o tribunal e investidores.

Referiu o CEO da OneWeb, Adrian Steckel num comunicado à imprensa onde anunciava o pedido de falência.

Capítulo 11 – O Capítulo 11 da Lei de Falências do Código dos Estados Unidos é um dos capítulos do Título 11 do Código de Falência do país.

COVID-19 destrói empresas que estavam a mudar a forma como comunicamos

Para fornecer uma cobertura global à Internet, a empresa tinha um projecto para colocar 600 satélites em órbita. No entanto, isso provavelmente nunca irá acontecer. Conforme a OneWeb explica no seu site, o grupo está a enfrentar dificuldades financeiras. O maior accionista da OneWeb é a Softbank. A empresa japonesa está a lutar com a queda nos preços das acções causada pelo novo Coronavírus. Como resultado, serão vendidas acções avaliadas em 41 mil milhões de dólares.

A OneWeb estava já à procura de compradores e agora declarou falência. Isto é, conforme o “Capítulo 11” da lei de falências dos EUA, a empresa está oficialmente à venda. Assim, se um comprador for encontrado e a empresa for adquirida, os projectos do Grupo poderão continuar sem problemas. No entanto, é possível que alguns funcionários sejam demitidos. Se nenhuma outra empresa concordar em assumir, em breve esta terá que ser completamente encerrada.

Dispensador de constelação Ariane 6 OneWeb (Arianespace) 11

A empresa espacial Arianespace é um dos maiores credores da empresa de satélites. Actualmente a OneWeb deve à Arianespace cerca de 238 milhões de dólares, além de ver já a maioria dos lançamentos de foguetões planeados para o próximo ano cancelados.

Além da OneWeb, outras empresas também estão a trabalhar para estabelecer uma cobertura global da Internet via satélite. O maior concorrente do grupo insolvente é o projecto Starlink da SpaceX. O fundador da Amazon, Jeff Bezos, também quer criar uma rede de satélites para poder oferecer acesso à Internet em todo o mundo. Interessante foi o projecto do CEO da Amazon no final de 2019, Bezos tinha um plano para “salvar a Terra” e ninguém tinha pensado nisso.

Pplware
29 Mar 2020

 

 

3434: Descobertos sinais de rádio emitidos a partir do espaço que se repetem a cada 16 dias

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Os sinais em questão são resultado de uma explosão rápida de rádio, cuja origem remonta a uma galáxia a cerca de 500 milhões de anos-luz da Terra.

Uma outra galáxia a 21 milhões de anos-luz da Terra NASA

Uma equipa de astrónomos canadianos descobriu, pela primeira vez, um padrão de repetição em sinais de rádio emitidos a partir do espaço. As frequências proveem de uma única fonte, localizada a 500 milhões de anos-luz da Terra, e repetem-se de 16 em 16 dias.

Os cientistas acreditam tratar-se de uma explosão rápida de rádio (Fast Radio Bursts, ou FRBs, na expressão em inglês) que, como o nome indica, são explosões de ondas de rádio produzidas por fontes de energia no espaço, com uma duração de milésimos de segundo e que têm uma origem astronómica distante. Estas explosões podem ser pontuais (o que significa que só acontecem uma vez) ou repetir-se múltiplas vezes.

Até agora, os cientistas acreditavam que os sinais destas explosões seriam aleatórios. Porém, uma equipa de astrónomos canadianos do Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment Fast Radio Burst Project (CHIME/FRB), um projecto que estuda este fenómeno, detectou, entre 16 de Setembro de 2018 e 30 de Outubro de 2019, com a ajuda do radiotelescópio CHIME (que está localizado na Colúmbia Britânica), uma periodicidade nos sinais de uma explosão rápida de rádio — conhecida como FRB 180916.J0158+65 —, que se repetem a cada 16,35 dias. Além disso, os investigadores localizaram a origem desta explosão rápida de rádio numa galáxia a cerca de 500 milhões de anos-luz da Terra.

As descobertas foram divulgadas, numa primeira fase, num estudo disponibilizado pela plataforma online arXiv, sendo que o artigo científico ainda não foi totalmente revisto pelos pares.

“A descoberta de uma periodicidade de 16,35 dias numa fonte de FRB repetidas é uma pista importante sobre a natureza deste objecto”, sublinham os autores do estudo, citados pela CNN. No artigo, os investigadores dissertam ainda sobre as várias causas possíveis para este fenómeno — algumas delas apontam para que esta FRB esteja em órbita de uma estrela, de um buraco negro ou de um objecto nos arredores da galáxia. Os ventos podem também ser uma explicação para o facto de tal fenómeno se repetir periodicamente, impulsionando ou bloqueando os sinais de rádio.

O estudo destas explosões rápidas de rádio (e da sua origem) pode ajudar os astrónomos a aprender mais sobre o próprio Universo e a compreender de que forma a matéria se distribui no espaço.

Público
filipa.mendes@publico.pt
11 de Fevereiro de 2020, 22:58

 

 

3418: Astronauta regressou à Terra após recorde de 328 dias no espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO

A norte-americana Koch deu a oportunidade aos cientistas de observarem os efeitos no corpo de uma mulher durante uma longa permanência no espaço.

© AFP

A astronauta da NASA Christina Koch, que passou quase 11 meses em órbita naquela que foi a mais longa permanência no espaço de uma mulher, regressou hoje à Terra, no Cazaquistão.

A cápsula Soyuz que transportou a astronauta aterrou na manhã desta quinta-feira a sudoeste de Dzhezkagan, no Cazaquistão, transportando também o comandante da estação, Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia, e Alexander Skvortsov, da agência espacial russa, Roscosmos.

Koch, norte-americana, encerrou uma missão de 328 dias no espaço, dando a oportunidade aos cientistas de observarem os efeitos no corpo de uma mulher durante uma longa permanência no espaço. Essa investigação é importante tendo em conta que a NASA planeia voltar à Lua no âmbito do programa Ártemis e prepara a exploração humana de Marte.

Ao longa da sua aventura no espaço, Koch foi publicando no Instagram alguns momentos do seu dia a dia durante a missão espacial.

A astronauta sorriu e fez com a mão um sinal de que estava tudo bem (mão fechada com polegar para cima), quando a equipa de apoio a ajudou a sair da cápsula e a colocou numa cadeira para um rápido “check-up”. As autoridades espaciais russas disseram que estava em boa forma.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Fevereiro 2020 — 16:13

… será impressão minha, ou a astronauta tem pelos na cara?

3349: As primeiras bolachas preparadas no Espaço já chegaram à Terra

CIÊNCIA/EEI

(dr) NASA
As primeiras “bolachas espaciais”

As primeiras bolachas preparadas no Espaço, a partir da Estação Espacial Internacional (EEI), estão de volta à Terra para serem analisadas pelos cientistas.

As bolachas (com pepitas de chocolate, caso se esteja a perguntar) foram preparadas pelos astronautas da Estação Espacial Internacional (EEI) mesmo antes do Natal, depois de, em Novembro do ano passado, terem recebido um forno incomum.

Coube à astronauta Christina Koch — que recentemente ganhou o estatuto de mulher que mais tempo passou no Espaço — dar a novidade, tendo partilhado uma fotografia na sua conta do Twitter com uma dessas bolachas e o astronauta italiano Luca Parmitano.

“Fizemos bolachas espaciais e leite para o Pai Natal este ano”, escreveu a astronauta norte-americana nessa publicação, com data de 26 de Dezembro.

Christina H Koch @Astro_Christina

We made space cookies and milk for Santa this year. Happy holidays from the @Space_Station!


6.633 15:31 – 26 de dez de 2019

Infelizmente, escreve o IFLScience, nem os astronautas nem o Pai Natal tiveram a oportunidade de experimentar esta “iguaria espacial”, uma vez que fazia parte de uma experiência científica para ver se é possível cozer coisas no Espaço.

A Space X efectuou o transporte das bolachas, esta terça-feira, através da aeronave Dragon, que tinha atracado na EEI um mês antes.

As bolachas foram preparadas com a massa fornecida pela DoubleTree, que já tinha já sido levada para a EEI, e assadas no Zero G Kitchen Space Oven, protótipo criado pela Zero G Kitchen e pela Nanoracks.

O objectivo do projecto é tentar fazer com que as futuras viagens espaciais de longa duração sejam mais confortáveis e agradáveis para os astronautas, mas também fornecer informações sobre o efeito da micro-gravidade no processo de assar alimentos.

ZAP //

Por ZAP
10 Janeiro, 2020