3006: Os veados estão a ter as crias mais cedo (e a culpa é das alterações climáticas)

CIÊNCIA

Magda Ehlers / Pexels

Uma equipa de cientistas documentou a forma como o veado-vermelho selvagem de uma ilha escocesa parece estar a evoluir ao longo de décadas em resposta às mudanças climáticas, fazendo com que deem à luz no início do ano.

De acordo com o estudo publicado esta semana na revista especializada PLOS Biology, estes veados, que vivem na ilha de Rum, na costa oeste da Escócia, sofreram mudanças genéticas que fizeram que os animais tivessem crias quase duas semanas antes nas últimas quatro décadas.

Estudos anteriores de outros grupos de cientistas demonstraram que os veados desta ilha estavam a dar à luz mais cedo, em parte como resultado das temperaturas mais quentes que alteraram o seu comportamento e o funcionamento dos seus corpos.

O último estudo destaca o importante papel das mudanças genéticas adaptativas nesse processo. Os investigadores dizem que este trabalho representa algumas das primeiras evidências de que mudanças evolutivas estão a afectar a época do ano em que os animais selvagens dão à luz.

“Este é um dos poucos casos em que documentamos a evolução em acção, mostrando que pode ajudar as populações a adaptarem-se ao aquecimento climático“, disse Timothée Bonnet, principal autor do estudo da Universidade Nacional da Austrália, em comunicado, citado pelo Newsweek.

Para o seu estudo, Bonnet e os seus colegas examinaram registos de campo e dados genéticos que os cientistas recolheram da população de veados que viviam na ilha entre 1972 e 2016.

A análise da equipa revelou que as fêmeas de veado-vermelho, conhecidas como corças, com adaptações genéticas que as levaram a dar à luz e a ter crias no início do ano tendem a ter mais filhos ao longo da vida individual. Assim, os genes responsáveis ​​oferecem uma vantagem evolutiva e, como resultado, tornaram-se cada vez mais comuns nessa população de veados nas últimas décadas.

As mudanças climáticas estão a afectar a vida no nosso planeta Terra de várias formas e os cientistas dizem que, para as espécies sobreviverem, precisam de se adaptar passando por mudanças genéticas ou migrando para habitats mais adequados.

Por outro lado, um estudo publicado o mês passado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences sugere que a adaptação genética acoplada à dispersão em novas faixas poderia colocar as espécies em conflito umas com as outras. Essa descoberta pode significar que os cientistas estão a subestimar a forma como as mudanças climáticas globais afectarão a biodiversidade e o número de extinções que ocorrerão.

Alguns cientistas argumentam que a Terra está actualmente na sua sexta extinção em massa, sendo que há espécies a desaparecer significativamente mais rapidamente. Aliás, um milhão de espécies em todo o mundo correm o risco de desaparecer devido às pressões humanas e às mudanças climáticas.

ZAP //

Por ZAP
10 Novembro, 2019

 

2578: O monstro do Lago Ness pode ser uma enguia gigante

CIÊNCIA

(CC0/PD) woodypino / pixabay

Depois de levar a cabo uma série de análises de ADN, uma equipa internacional de cientistas concluiu que o famoso monstro do Lago Ness, na Escócia, pode ser, na verdade, uma enguia gigante.

A equipa, composta por cientistas do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e França, catalogou as espécies vivas no lago escocês e extraiu amostras de ADN da água.

Ao analisar as amostras recolhidas, noticia a emissora britânica BBC, os especialistas descartaram a possibilidade de existir no lago alguma espécie de grandes dimensões que possa ser confundida com o monstro que várias pessoas relataram já ter avistado.

A nova investigação não encontrou evidências, por exemplo, de répteis marinhos pré-históricos – que tinham cerca de 4,5 metros de comprimento – ou peixes enormes como o esturjão (que chega a atingir os 8 metros). Estas são algumas da teorias apontadas para justificar a existência do animal. A equipa descartou também que o animal pudesse ser algum tubarão oriundo da Gronelândia, tal como já foi apontado.

Contudo, a equipa encontrou amostras de ADN de enguias europeias, que chegam às águas dos rios e lagos britânicos depois de migrarem mais de 5 mil quilómetros. Estes espécimes são oriundos do Mar dos Sargaços, perto das Bahamas.

“As enguias são muito comuns em lagos. Todos os locais que visitámos para recolha de amostragem tinham, no entanto, uma quantidade de enguias que surpreendeu”, afirmou Neil Gemmell, geneticista da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

Não podemos excluir a possibilidade de que há uma enguia gigante no Lago Ness, mas não sabemos se estas amostras que recolhemos são de um monstro gigante ou de um animal normal”, acrescentou.

O cientista frisou ainda que o objectivo da pesquisa não era desvendar o mistério do monstro do Lago Ness, mas antes melhorar o conhecimento sobre os animais e plantas que vivem no lago. “As pessoas adoram um mistério. Recorremos à Ciência para acrescentar mais um capítulo à mística do Lago Ness”, rematou.

A história do monstro do Lago Ness

Tal como recorda a BBC, o monstro do Lago Ness é uma das lendas mais antigas e persistentes da Escócia, tendo inspirado filmes, livros, programas de televisão. Esta figura sustenta também o turismo local.

De acordo com a lenda, o monstro terá sido avistado pela primeira vez há 1,5 mil anos pelo missionário irlandês São Columba no ano 565 d.C. Muito depois, em 1933, o jornal Inverness Courier reportou que uma mulher, Aldie Mackay, disse avistado o que seria o monstro do lago, parecido com uma baleia, enquanto as águas “se agitavam”.

À época, Evan Barron, editor do jornal, sugeriu que a besta fosse descrita como um “monstro”, dando início ao mito moderno do Monstro do Lago Ness.

No ano seguinte, um respeitado cirurgião britânico, o coronel Robert Wilson, afirmou ter fotografado o monstro enquanto conduzia pela costa norte do lago. Conhecida como a “fotografia do cirurgião”, a imagem foi publicada pelo jornal The Daily Mail, despertando curiosidade em todo o mundo. Com a fotografia, começou a especular-se que o monstro da fotografia poderia ser um plesiossauro, animal extinto há 65,5 milhões de anos.

Contudo, 60 ano mais tarde, descobriu-se que o “monstro” retratado na fotografia era, na verdade, um submarino brinquedo. Apesar das inúmeras investigações sobre o monstro, o animal continua a ser um dos maiores mistérios da Escócia.

ZAP // BBC

Por ZAP
6 Setembro, 2019

 

2435: Arqueólogos descobriram um bar viking na Escócia

CIÊNCIA

Foi descoberto na ilha de Rousay, na Escócia, um bar viking — que provavelmente esteve em funcionamento entre os séculos X e XII.

Uma equipa de arqueólogos da University of The Highlands and Islands, na Escócia, descobriu um bar viking na ilha de Rousay, Orkney, escreve o Live Science.

Os cientistas estimam que o estabelecimento abriu entre os séculos X e XII, provavelmente com o propósito de servir Vikings de alto estatuto. Agora, tudo o que resta desta cervejaria, outrora movimentada, são pedras e alguns artefactos, como um pente de osso nórdico, cerâmica e pilhas de lixo conhecidas como sambaquis.

Os arqueólogos descobriram o estabelecimento durante o verão no Skaill Farmstead, depois de terem percebido que as paredes que se estendiam por um assentamento já conhecido eram, na verdade, parte de um grande edifício nórdico com 13 metros de comprimento.

Estas paredes tinham cerca de um metro de comprimento e estavam separadas por cinco metros e meio. A equipa também descobriu que existiam bancos de pedra no edifício.

“Recuperámos cerca de mil sambaquis neste local, o que nos dará uma oportunidade sem precedentes de olhar para as mudanças nas tradições alimentares, agricultura e práticas de pesca do período nórdico até ao século XIX”, explica num comunicado a arqueóloga e co-directora do projecto Ingrid Mainland.

As escavações vão continuar mas entretanto já mostraram parecenças com outros estabelecimentos nórdicos encontrados em Orkney, bem como em outras partes da Escócia. Além disso, este local pertence a Westness, uma área costeira da ilha mencionada na saga Orkneyinga como a casa de Sigurd, um poderoso chefe dos Vikings do século XII.

“Não sabemos, mas se calhar o próprio Sigurd se tenha sentado num destes bancos de pedra dentro do salão e tenha bebido um jarro de cerveja!”, brinca Dan Lee, outro co-director do projecto.

ZAP //

Por ZAP
12 Agosto, 2019

 

2198: Misteriosas ilhas artificiais na Escócia são mais antigas que Stonehenge

CIÊNCIA

(dr) Fraser Sturt)

Arqueólogos da Universidade de Southampton, que trabalharam com colegas da Universidade de Reading e com o arqueólogo local Chris Murray, descobriram que alguns “crannogs” escoceses datam do período neolítico – muito mais antigos do que se supunha.

Pensava-se que estas ilhas artificiais, construídas em lagos e enseadas no mar, tinham sido construídas, usadas e reutilizadas durante mais de 2.500 anos entre a Idade do Ferro e o período pós-medieval.

No entanto, agora, os investigadores dataram com radio-carbono quatro crannogs nas Hébridas Exteriores de 3640 a 3360 a.C, mudando a linha do tempo em milhares de anos, de acordo com o estudo publicado na revista Antiquity. Segundo o Phys, a construção do Stonehenge começou nos anos 3.000 a.C.

​Supõe-se que quase todas as ilhotas tenham servido como habitação. Em 2012, foram descobertos potes extraordinariamente bem preservados do início ou meio do Neolítico num leito do lago pelo residente de Lewis Chris Murray. Mais tarde, trabalhando com Mark Elliot, do Museum nan Eilean, recuperou colecções semelhantes em mais cinco locais crannog em toda a ilha.

Estas descobertas de cerâmica sugeriram que os crannogs podiam datar do período neolítico e levaram os investigadores a estudar usando uma combinação de levantamento de solo e submarino, fotogrametria e perfuração paleo-ambiental. Concluíram que havia evidências de construção de ilhas artificiais nas Hébridas Exteriores durante o Neolítico.

“Esses crannogs representam um esforço monumental feito há milhares de anos para construir mini-ilhas, acumulando muitas toneladas de pedras no leito do lago”, disse Fraser Sturt, arqueólogo da Universidade de Southampton, em comunicado.

(dr) Fraser Sturt)

Foram recuperadas quantidades substanciais de vasos cerâmicos neolíticos dos lagos e os seus grandes tamanhos fragmentados sugerem que – pelo menos alguns – estavam completos quando entraram na água. Noutras palavras, houve um depósito sistemático e possivelmente ritualizado das ilhas.

Com entre 10 a 30 metros de comprimentos, os crannogs seriam lugares especiais para reuniões públicas ou construções para ritos e refeições conjuntas. Duncan Garrow, da Universidade de Readimng, admitiu que o facto de as construções serem cercadas de água pode simbolizar a separação do homem da vida quotidiana.

Embora as Hébridas Exteriores tenham um número significativo de crannogs, também são comuns no restante da Escócia e da Irlanda. Apenas 10% foram datados por radio-carbono e apenas 20% no total foram datados.

“Parece muito provável que sejam encontrados muitos outros crannogs neolíticos. A nossa investigação mostra que este é um novo tipo de sítio para o neolítico britânico, indicando diferentes formas de prática pré-histórica. É muito emocionante pensar no potencial que estes sítios têm para melhorara  nossa compreensão do passado”, concluiu Sturt.

ZAP //

Por ZAP
18 Junho, 2019

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2157: Localizada na Escócia a cratera da maior colisão de meteorito da história

CIÊNCIA

Universidade de Oxford

Uma equipa de investigadores da Universidade de Oxford detectou evidências da existência de uma cratera de 20 quilómetros de diâmetro gerada pelo impacto de um asteróide de um quilometro de comprimento.

A descoberta, que foi publicada no Journal of the Geological Society, foi produzida pelo exame de rochas localizadas na costa norte da Escócia, mas não permitiu localizar a posição exacta da cratera.

“O material libertado após o impacto de um meteorito gigante raramente é preservado na superfície, porque sofre erosão muito rapidamente”, disse Ken Amor, director da investigação, em comunicado. “Este é um achado realmente empolgante.”

Especialistas concluíram que um meteorito atingiu a Terra há 1.200 milhões de anos numa faixa de terra que agora está na Escócia, mas que, naquela época, era uma área árida perto do Equador. Naquela época, a vida na Terra estava confinada aos oceanos.

“Teve de ser um espectáculo considerável ver este grande meteoro a atingir uma paisagem estéril, libertando poeira e detritos de rocha numa grande área”, disse Amon. Neste momento, a superfície poderia ter sido semelhante à que Marte teve no passado, quando foi coberta por oceanos de água líquida, segundo os cientistas.

Investigadores  localizaram a posição da cratera a 15 ou 20 quilómetros de uma região próxima à costa escocesa, sob rochas jovens e água da bacia de Minch. “O próximo passo será realizar uma pesquisa geofísica em profundidade nessa área”, disse Amon.

Os cientistas descobriram os primeiros traços dessa colisão em 2008, quando detectaram traços de irídio, um elemento químico encontrado em meteoritos em altas concentrações. Até então, este irídio estava localizado numa camada de rochas localizada ao norte de Ullapool, uma cidade na região norte da Escócia.

Inicialmente, concluiu-se que as rochas provinham de uma erupção vulcânica, mas análises subsequentes revelaram a origem extraterrestre desses materiais. “Temos sido muito sortudo por podermos estudar estas pedras, porque podemos dizer muito sobre como a superfície de planetas, como Marte, é modificado pelos impactos de grandes meteoritos”, disse John Parnell.

Neste caso, os dados recolhidos no campo permitiram-lhes localizar a direcção de onde veio a meteoritos e, por conseguinte, localizar a área onde a cratera presumivelmente será encontrada.

Estima-se que os impactos com objectos de cerca de um quilómetro ocorram com uma frequência de um por 100.000 a um milhão de anos. Essa imprecisão em saber a sua frequência deve-se, precisamente, ao escasso registo de crateras de impacto. A maioria desaparece devido à erosão, dos movimentos das placas tectónicas ou acabam enterrados.

ZAP //

Por ZAP
11 Junho, 2019

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1550: Erupção de vulcão escocês pré-histórico mudou o clima

Diliff / Wikimedia
Sgùrr nan Gillean, uma montanha na ilha de Skye, na Escócia

Há 56 milhões de anos, a erupção de um vulcão pré-histórico, localizado onde actualmente se encontra a Escócia, terá contribuído para um drástico aquecimento global.

Segundo uma equipa de cientistas, é muito provável que uma erupção vulcânica catastrófica na Ilha de Skye, na Escócia, tenha causado grandes mudanças no clima. Investigadores escoceses, suecos e ingleses relacionaram a erupção com o aumento do aquecimento global.

Esta é a primeira vez que uma erupção vulcânica explosiva em larga escala é confirmada na Escócia. O chamado Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM) desempenhou um papel muito importante na formação do mundo pré-histórico. O estudo sobre este fenómeno foi publicado recentemente na Scientific Reports.

Quando ocorreu o fenómeno, as temperaturas da Terra aumentaram cerca de oito graus Celsius. No entanto, existe ainda hoje um possível efeito desta ocorrência, ainda que seja quatro vezes mais fraca, revelam os cientistas.

Através do estudo da composição química e estrutura das rochas encontradas nas Ilhas Hébridas Interiores, os cientistas determinaram que a erupção deu origem à Ilha de Skye. A “explosão de Skye” está a ser identificada como um forte contribuinte para o aquecimento global durante o PETM.

A poeira da erupção vulcânica instalou-se na Terra, além de milhões de toneladas de gases de efeito de estufa, como o dióxido de carbono, que contaminam diariamente a atmosfera persistindo durante vários anos. Uma espécie de combo que contribui, assim, para o aquecimento global.

É por este motivo que os cientistas associam o PETM à actividade vulcânica na região do Atlântico Norte, especialmente no que hoje é a Gronelândia, as Ilhas Britânicas e o Mar do Norte. Esta investigação entra em contra-mão com a visão previamente aceite do sector escocês do Atlântico Norte, que garantia que esta região não havia tido registo de erupções explosivas na época do PETM.

Esta foi a primeira vez que um evento desta magnitude foi confirmado em território escocês. A ocorrência foi comparada pelos pesquisadores com a erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia, em 1883, considerado um dos desastres mais catastróficos na história da humanidade.

ZAP // BBC / SputnikNews

Por ZAP
3 Fevereiro, 2019

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911: Fósseis de dinossauro encontrados pela primeira vez no território principal da Escócia

(dr) Neil Clark
Até então, só tinham sido encontrados fósseis na Escócia na ilha de Skye

Várias pegadas que correspondem a diferentes espécies de dinossauros foram descobertas pela primeira vez no território principal da Escócia, anunciou o investigador responsável pela descoberta.

Neil Clark, paleontólogo do museu Hunterian em Glasgow, descobriu as pegadas numa região litoral perto da cidade de Invernes, no nordeste da Escócia. No entanto, a localização exacta do fósseis não foi divulgada para não perturbar a investigação.

As pegadas, encontradas em várias rochas, podem ter pertencido a diferentes espécies de dinossauros do período Jurássico Médio, há aproximadamente 170 milhões de anos.

Estes vestígios são os primeiros a ser encontrados no território principal da Escócia. Até então, só tinham sido encontrados fósseis na ilha de Skye, a noroeste do país.

O tamanho das pegadas sugere que estas pertencem a um membro da família dos saurópedes, um herbívoro de grandes dimensões – que podia medir até 18 metros de altura -, com quatro patas e um pescoço fino e alongado.

Clark, que também é vice-presidente da Sociedade Geológica de Glasgow, fez a descoberta depois de participar numa conferência em Inverness em Março, quando decidiu sair para dar um passeio pela costa. “Fiquei muito emocionado. Soube de imediato o significado da descoberta”, disse o paleontólogo em comunicado.

O especialista em animais pré-históricos lançou uma campanha de micro-financiamento para arrecadar as 5 mil libras necessárias (cerca de 5500 euros) para conseguir comprar um drone que fosse capaz de recolher e mapear as pegadas de dinossauro existentes pela Escócia. O projecto conta com a colaboração da Universidade de Edimburgo.

Clark destacou ainda as pegadas estão localizadas “numa parte completamente nova da Escócia” e, por isso “vão contribuir significativamente” nas pesquisas futuras sobre “os dinossauros deste período na Grã-Bretanha”.

ZAP // EFE

Por ZAP
24 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 4 erros ortográficos ao texto original)

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184: Geólogos encontram minerais extraterrestres em ilha escocesa

Uma secção do lugar da colisão do meteorito, na ilha Skye.

Ao analisar uma camada grossa de um antigo fluxo de lava, geólogos britânicos descobriram que nenhum dos minerais estudados pertenciam ao planeta Terra.

Segundo uma investigação publicada na revista Geology, uma equipa de geólogos britânicos descobriu formas minerais nunca antes vistas na Terra, no local onde um meteorito atingiu a ilha Skye, na Escócia, há 60 milhões de anos atrás.

Quando analisavam uma camada grossa de um antigo fluxo de lava na ilha, os geólogos Simon Drake e Andy Beard, investigadores da Universidade de Londres, ficaram surpreendidos ao encontrar uma rocha com uma aparência estranha, que nunca tinham observado antes.

De acordo com a Newsweek, após uma análise posterior com micros-sondas electrónicas, a equipa detectou minerais que levaram os cientistas a acreditar que se tratava de uma rocha de origem extraterrestre.

“A evidência mais convincente é a presença de osbornite, rica em nióbio e vanádio. Antes desta descoberta, nenhum destes minerais tinha sido encontrado na Terra”, disse Drake à revista norte-americana.

Em 2004, a nave espacial Stardust, da NASA, encontrou osbornite rica em vanádio na poeira espacial deixada na trilha do cometa  Wild 2 4,5 mil milhões de anos atrás.

Além destas formas minerais, a equipa explica que a osbornite não se fundiu, o que significa que provavelmente é parte original do meteorito.

A ilha Skye é de particular interesse para os geólogos, porque teve origem durante um período de extrema actividade vulcânica. A ilha foi formada quando o magma emergiu das profundezas da Terra e quebrou a crosta, e os cientistas acreditam que o mesmo evento tenha sido responsável, também, pela actual Islândia.

Mas, de acordo com Simon Drake, é de particular interesse descobrir o que, em primeiro lugar, terá causado este evento. “Embora não possamos dizer que a evolução vulcânica de Skye se tenha iniciado devido a um meteorito, acreditamos que foi definitivamente um motor para esse impacto“, concluiu Drake.

Além de ter contribuído para a actual riqueza mineral do planeta, a queda de meteoritos poderá ter sido, defendem os cientistas, o “gatilho” que desencadeou a vida na Terra.

ZAP //

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