3310: Encontrados 220 soldados de Terracota, o lendário exército do primeiro imperador da China

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

sibilino / Flickr

A terceira ronda de escavações arqueológicas do mausoléu de Qin Shihuang, o primeiro imperador da China, revelou 220 soldados do lendário exército de Terracota.

De acordo com os meios locais, numa área de 400 metros quadrados, foram encontrados pelo menos 220 figuras humanas, 12 cavalos, dois carros e um grande número de armas. Os arqueólogos obtiveram muitos materiais novos, incluindo várias peças arquitectónicas e alguns informações adicionais sobre os graus militares do século III a.C.

A armadura e uniforme as figuras permitiu dividi-las em militares de alto escalão, oficiais intermédios, oficiais inferiores e guerreiros comuns. Após um estudo preliminar, os arqueólogos estimam agora que as figuras de grau inferior ainda se subdividiam em dois, algo que implica uma revisão da hierarquia no Exército da época.

Entre os armamento encontrado, abundam espadas e bestas de bronze. Os investigadores também encontraram pratos, caldeirões e o camelo dourado mais antigo já visto na China.

Global Times @globaltimesnews

More than 220 new terracotta warriors with five different official titles, including senior military ranks, were unearthed during the third excavation of Mausoleum of the First Qin Emperor. 12 terracotta horses and a variety of weapons were also found. #archeology

Os trabalhos têm sido levados a cabo no chamado “buraco número 1”, que mede 14.260 metros quadrados, há dez anos, entre 2009 e 2019. De acordo com uma estimativa da distribuição dos números, esta área do complexo funerário de Qin Shi Huang poderia cobrir mais de seis mil guerreiros e cavalos de cerâmica no total.

Além das medidas de protecção convencionais, as relíquias mais importantes são transferidas para o laboratório para conservação. Desta vez, são mais de 100 peças e pelo menos 20 lugares importantes que estão a ser protegidos.

Os primeiros guerreiros de Terracota foram encontrados nos arredores da cidade de Xian, na província de Shaanxi, em 1974. O mítico exército de Qin Shi Huang era composto por mais de oito mil soldados, 130 carruagens com 520 cavalos e 150 cavalos de cavalaria, a maioria das peças ainda permanecem enterradas na proximidades da sua sepultura. Na época, foram enterrado com o imperador, visando protegê-lo na vida após a morte.

A sepultura do imperador chinês Qin Shihuang, localizada debaixo de um monte de enterros, foi aberta ao público em 1979. Nos 40 anos de existência do museu funerário de Qin Shihuang, passaram por lá mais de 120 milhões de turistas, de acordo com a agência chinesa Xinhua.

ZAP //

Por ZAP
4 Janeiro, 2020

spacenews

 

2575: Encontrados edifícios e via romanos em escavações arqueológicas de Tavira

CIÊNCIA

Filipe Farinha/ Lusa
Escavação arqueológica na cidade de Balsa, em Tavira, desvendou edifícios e uma via romanos.

As escavações arqueológicas realizadas nos vestígios da antiga cidade romana de Balsa, em Tavira, confirmaram a existência de edificações e de uma via com orientação este-oeste.

A definição de onde acaba e começa a cidade romana do século I é o grande objectivo do projecto de investigação de três anos iniciado este verão.

João Pedro Bernardes, investigador da UAlg, fez um balanço positivo do trabalho desenvolvido no primeiro ano do projecto de investigação, que permitiu descobrir “os limites de duas edificações e a via que existia entre ambas, com direcção este-oeste”.

Durante um dia aberto na escavação, o arqueólogo mostrou-se satisfeito com os resultados alcançados, porque foram descobertas estruturas, que “confirmaram o que já se tinha identificado com as sondagens geofísicas” e os trabalhos de prospecção feitos em 2017.

“A cidade teve um período áureo entre o século I e século II, marcado por grandes construções e edifícios, e depois temos uma fase mais de decadência da cidade, que se regista a partir do século III e que vai até ao século VII, e que reaproveita os materiais da fase mais antiga”, afirmou o investigador da UAlg.

“É isso que estamos aqui a constatar e que é provado também por materiais que nos chegam aqui de todo o mediterrâneo”, acrescenta João Pedro Bernardes  entre esses materiais estão “cerâmicas finas“.

Os arqueólogos encontraram ainda um fragmento de uma peça “com a marca do oleiro” e que se sabe que foi “importada da actual França, da antiga Gália”, referiu o investigador.

Foi também possível, numa outra escavação mais acima no terreno, perceber os danos que a exploração agrícola na zona ao longo de anos e a utilização de máquinas provocou nos vestígios que estavam enterrados, “porque são visíveis as marcas das máquinas na pedra” que estava na base do terreno, explicou o arqueólogo.

Sobre o que fica para fazer nos próximos dois anos, a mesma fonte respondeu que falta o grande objectivo, que é o de “determinar a extensão da cidade“.

“E para isso precisaremos provavelmente de entrar em negociações com vários proprietários, porque pensamos que a cidade se prolonga para outras propriedades“, disse o investigador, referindo-se à zona a nascente da actual localização.

A autarquia de Tavira, através da vice-presidente, Ana Paula Martins, salientou ainda a importância de haver transparência em toda a informação disponível sobre Balsa, para que “se saiba exactamente o que lá está” e “libertar as zonas onde não há vestígios”, com a definição de uma nova Zona Especial de Protecção (ZEP).

Balsa situa-se na freguesia de Luz de Tavira, na zona da Torre D’Aires, numa área protegida localizada junto à ria Formosa, e está já abrangida por uma ZEP.

As escavações arqueológicas estão a ser conduzidas pela Universidade do Algarve (UAlg) e o Centro de Ciência Viva de Tavira, com o apoio da Direcção Regional de Cultura e a Câmara de Tavira, em terrenos privados da Quinta da Torre D’Aires, na freguesia de Luz de Tavira.

DR, ZAP //

Por DR
4 Setembro, 2019

 

1012: Moeda romana de prata com mais de 2.000 anos descoberta em Conímbriga

Carole Raddato / Flickr
Ruínas de Conímbriga

Uma moeda romana de prata do ano 97 antes de Cristo (a.C.) foi encontrada durante escavações arqueológicas junto às ruínas de Conímbriga, anunciou esta quinta-feira a Câmara de Condeixa-a-Nova.

Também denominada vitoriato, por ter a imagem da deusa Vitória, a moeda foi descoberta no decorrer dos trabalhos na Casa Paroquial de Condeixa-a-Velha, no distrito de Coimbra, realizados sob a direcção do arqueólogo Pedro Peça.

“Está em muito bom estado de conservação e será integrada no espólio do Museu Portugal Romano em Sicó para que possa ser apreciada por todos”, afirma o presidente da Câmara Municipal, Nuno Moita, citado numa nota da autarquia enviada à Lusa.

Para Nuno Moita, “é sempre uma satisfação muito grande trazer à luz do dia tão importantes achados”. “São prova viva das nossas origens, dos nossos antepassados”.

Esta foi a primeira vez que “uma equipa independente realizou escavações” na zona daquela cidade romana em ruínas, no âmbito das acções do Movimento para a Promoção da Candidatura de Conímbriga a Património Mundial junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), “com a finalidade de virem a ser enriquecidas as colecções” do Museu PO.RO.S, criado pela Câmara de Condeixa.

As escavações arqueológicas que permitiram a descoberta do quinário decorreram durante três semanas, na Zona Especial de Protecção das Ruínas de Conímbriga, sob a direcção de Pedro Peça, com a participação dos arqueólogos Miguel Pessoa, Margarida do Rosário Amado e Carlos Lapa, além do restaurador Pedro Sales.

A Câmara Municipal apoiou financeiramente esta intervenção, disponibilizando diariamente um trabalhador para colaborar naquele trabalho.

Esta campanha de escavações contou ainda com o apoio da União de Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, da Associação Ecomuseu de Condeixa e da Fábrica da Igreja de Condeixa-a-Velha.

Para apoiar os trabalhos arqueológicos, “está acautelada a cedência” de um gabinete e um espaço de arrumos na antiga sede da Junta de Freguesia, de 2018 a 2021.

Para o mesmo período, está também prevista a elaboração de um Plano de Investigação Plurianual de Arqueologia, com a definição de intervenções em Alcabideque, Atadoínha, Barroco, Abufarda, cemitério e igreja de Condeixa-a-Velha, anfiteatro romano, rua da Muralha e ponte romana da Sancha, no Salgueiro, bem como o levantamento para a elaboração da Carta Arqueológica do Município de Condeixa-a-Nova.

ZAP // Lusa

Por Lusa
13 Setembro, 2018

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