3466: XMM-Newton revela proeminência gigante de estrela minúscula

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Impressão de artista de uma estrela anã L, uma estrela com uma massa tão pequena que está ligeiramente acima do limite do que realmente constitui uma estrela, apanhada no ato de expelir uma enorme “super-proeminência” de raios-X, conforme detectado pelo observatório de raios-X XMM-Newton da ESA.
Crédito: ESA

Uma estrela com cerca de oito por cento da massa do Sol foi apanhada a emitir uma enorme “super-proeminência” de raios-X – uma dramática erupção altamente energética que representa um problema fundamental para os astrónomos, que não consideravam ser possível em estrelas tão pequenas.

A culpada, conhecida pelo seu número de catálogo J0331-27, é uma anã L. É uma estrela com tão pouca massa que está apenas acima do limite do que constitui uma estrela. Se tivesse menos massa, não possuiria as condições internas necessárias para gerar a sua própria energia.

Os astrónomos descobriram a enorme proeminência de raios-X em dados registados no dia 5 de Julho de 2008 pelo instrumento EPIC (European Photon Imaging Camera) a bordo do observatório de raios-X XMM-Newton da ESA. Em questão de minutos, a pequena estrela libertou mais de dez vezes mais energia do que as proeminências mais intensas do Sol.

As proeminências estelares são lançadas quando o campo magnético na atmosfera de uma estrela se torna instável e colapsa numa configuração mais simples. No processo, liberta uma grande proporção da energia aí armazenada.

Esta libertação explosiva de energia cria um brilho repentino – a proeminência – e é aqui que as novas observações apresentam o seu maior quebra-cabeças.

“Esta é a parte científica mais interessante da descoberta, porque não esperávamos que as anãs L armazenassem energia suficiente nos seus campos magnéticos para gerar tais surtos,” diz Beate Stelzer, do Instituto de Astronomia e Astrofísica de Tübingen, Alemanha, e do INAF – Observatório Astronómico de Palermo, Itália, que fez parte da equipa de estudo.

A energia só pode ser colocada no campo magnético de uma estrela por partículas carregadas, também conhecidas como material ionizado e criadas em ambientes de alta temperatura. No entanto, sendo uma anã L, J0331-27 tem uma temperatura superficial baixa para uma estrela – apenas 2100K em comparação com os cerca de 6000K do Sol. Os astrónomos não pensavam que uma temperatura tão baixa pudesse ser capaz de gerar partículas carregadas suficientes para alimentar tanta energia no campo magnético. Portanto, o enigma é: como é que é possível uma super-proeminência numa estrela tão pequena?

“É uma boa pergunta,” diz Beate. “Nós simplesmente não sabemos – ninguém sabe.”

A super-proeminência foi descoberta em dados de arquivo do XMM-Newton como parte de um grande projecto de investigação liderado por Andrea De Luca do INAF – Instituto de Astrofísica Espacial e Física Cósmica em Milão, Itália. O projecto estudou a variabilidade temporal de aproximadamente 400.000 fontes detectadas pelo XMM-Newton ao longo de 13 anos.

Andrea e colaboradores procuravam, em particular, fenómenos peculiares e com J0331-27 certamente conseguiram isso. Várias estrelas semelhantes já tinham sido observadas a emitir super-proeminências na parte visível do espectro, mas esta é a primeira detecção inequívoca de uma erupção deste tipo em raios-X.

O comprimento de onda é importante porque assinala de que parte da atmosfera a super-proeminência vem: a luz óptica vem de mais profundamente na atmosfera da estrela, perto da sua superfície visível, ao passo que os raios-X vêm de mais alto na atmosfera.

A compreensão das semelhanças e diferenças entre esta nova – e até agora única – super-proeminência na anã L e as proeminências anteriormente observadas, detectadas em todos os comprimentos de onda em estrelas de maior massa, é agora uma prioridade para a equipa. Mas para alcançar isso, precisam de encontrar mais exemplos.

“Ainda há muito a ser descoberto no arquivo do XMM-Newton,” diz Andrea. “De certa forma, acho que isto é apenas a ponta do icebergue.”

Uma pista que efectivamente possuem é que existe apenas uma proeminência de J0331-27 nos dados, apesar do XMM-Newton ter observado a estrela por um total de 3,5 milhões de segundos – cerca de 40 dias. Isto é peculiar porque outras estrelas flamejantes tendem a sofrer de vários surtos mais pequenos.

“Os dados parecem sugerir que uma anã L leva mais tempo a acumular energia, de modo que há uma grande libertação repentina,” diz Beate.

As estrelas com proeminências mais frequentes libertam menos energia de cada vez, enquanto esta anã L parece libertar energia muito raramente, mas num evento realmente grande. Porque é que isto pode ser o caso, ainda é uma questão em aberto que precisa de mais investigação.

“A descoberta desta super-proeminência numa anã L é um grande exemplo de investigação baseada no arquivo do XMM-Newton, demonstrando o enorme potencial científico da missão,” diz Norbert Schartel, cientista do projecto XMM-Newton da ESA. “Estou ansioso pela próxima surpresa.”

Astronomia On-line
28 de Fevereiro de 2020

 

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3359: Erupção de vulcão no arquipélago das Galápagos ameaça espécies únicas

CIÊNCIA/VULCANISMO

No domingo, o vulcão La Cumbre entrou em erupção na ilha Fernandina, que, embora não seja habitada, tem um elevado “valor ecológico” devido à sua fauna e flora únicos no mundo.

Iguanas terrestres e marinhas, corvos-marinhos não voadores, pinguins, cobras e ratos endémicos estão entre as muitas espécies que podem estar ameaçadas com a erupção do vulcão La Cumbre, na ilha Fernandina, a oeste do arquipélago das Galápagos (Equador), património mundial pela UNESCO pela sua flora e fauna únicas. A actividade vulcânica começou na noite de domingo com lava e gases a serem expelidos, anunciou o Parque Nacional das Galápagos (PNG). ​​​​​

A ilha Fernandina não é habitada, mas o “seu valor ecológico” é muito rico, uma vez que “os seus ecossistemas abrigam espécies únicas”, salienta, em comunicado, o PNG, responsável pela reserva natural que fica situada a 1000 quilómetros da costa do Equador.

O PNG acrescentou que as primeiras imagens registam uma fissura ao longo da encosta sudeste da cratera de 1476 metros de altitude e mostram “fluxos de lava a descer para a costa” de uma das ilhas mais jovens das Galápagos.

O arquipélago serviu de laboratório para o naturalista inglês Charles Darwin desenvolver a Teoria da Evolução das Espécies.

Parque Galápagos @parquegalapagos

[BOLETÍN] Nueva erupción de volcán La Cumbre en Galápagos, lee más en https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2507224772721889&id=336795426431512 

O Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional explicou que o vulcão apresentou “uma nova agitação sísmica e consequente erupção”.

“Depois do evento sísmico de magnitude 4,7 ocorrido às 16h42, foram registados 29 eventos, cuja magnitude permaneceu abaixo de 3,1”, especificou o organismo.

A última actividade eruptiva do vulcão La Cumbre ocorreu há 19 meses (16 a 18 de Junho de 2018), precedida por outra a 4 de Setembro de 2017, de acordo com o Instituto Geofísico.

Parque Galápagos @parquegalapagos

[BOLETÍN] Nueva erupción de volcán La Cumbre en Galápagos
Leer más  https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2507224772721889&id=336795426431512 

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O Parque Nacional das Galápagos anunciou que vai continuar monitorizar a actividade vulcânica de modo a registar as mudanças que possam ocorrer no ecossistema das Ilhas Galápagos, Património Mundial pela sua flora e fauna únicas no mundo.

O arquipélago recebeu o nome das tartarugas gigantes que chegaram há três a quatro milhões de anos ao arquipélago vulcânico do Pacífico.

O Equador é uma dos países que fica situado no chamado “anel de fogo”, área de grande actividade sísmica e vulcânica.

Diário de Notícias

DN/AFP

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3292: Géiser de Yellowstone bateu o recorde de erupções (e não se sabe porquê)

CIÊNCIA/GEOLOGIA

(CC0/PD) Steppinstars / pixabay

A fonte termal activa mais alta do mundo, que se localiza no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, entrou em erupção mais vezes em 2019 do que em qualquer outro ano.

O géiser Steamboat, que pode lançar água a mais de 90 metros de altura, entrou em erupção pelo menos 45 vezes este ano, ultrapassando os 32 registados no ano passado. Nos três anos anteriores, a fonte térmica não registou nenhuma actividade. Assim, segundo o Serviço de Parques Nacionais, o géiser está num período estranhamente activo, surpreendendo cientistas e visitantes.

“Na década de 1960, houve outro período em que ocorreram mais de 20 erupções por ano”, disse Erin White, hidrologista do Parque Nacional que ressalta que, antes, os períodos de latência tinham mais de 50 anos, em declarações à NPR.

Em relação ao aumento da actividade da fonte térmica, que começou há vários meses, cientistas do Programa de Riscos Vulcânicos do US Geological Survey apontaram que isso não significa que exista um risco relacionado com o super-vulcão de Yellowstone.

No entanto, há muito que os especialistas ainda conhecem pouco sobre a operação dos géiseres, especialmente em relação aos seus ciclos de erupção e porque é que param de tempos a tempos.

Devido às erupções peculiares desta primavera, o Steamboat tornou-se o centro das atenções de um grande número de turistas nos últimos anos. “A nossa hipótese da razão é que o Steamboat é um géiser tão grande e tão alto que a água fica armazenada numa maior profundidade. Quanto mais profunda a água é armazenada, mais energia pode ter. E quanto mais energia, maior a erupção“, explicou Michael Manga, da Universidade da Califórnia.

O Steamboat localiza-se dentro do sistema Caldeira de Yellowstone, um super-vulcão do tamanho de Rhode Island. Este super-vulcão produz as famosas fontes termais no parque. A última erupção do super-vulcão de Yellowstone ocorreu há 630 mil anos e a próxima poderá ocorrer daqui a centenas a dezenas de milhares de anos.

NASA inventa forma bizarra (mas criativa) de evitar erupção do supervulcão de Yellowstone

Uma eventual erupção do super-vulcão de Yellowstone pode causar uma tremenda devastação. No entanto, cientistas acreditam que a catástrofe pode…

ZAP //

Por ZAP
31 Dezembro, 2019

 

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2765: O vulcão Anak Krakatoa “avisou” que ia colapsar (mas ninguém percebeu)

CIÊNCIA

Ben Beiske / Flickr

Em Dezembro do ano passado, parte do vulcão Anak Krakatoa colapsou no oceano. O tsunami resultante matou 430 pessoas e destruiu as casas de dezenas de milhares de habitantes.

Dois estudos divulgados no último mês procuram aprender mais para futuros desastres deste tipo. Um apresenta más notícias, sugerindo que versões ainda piores podem ser mais comuns do que pensávamos, mas o outro oferece esperança de que possamos melhorar a identificação de eventos futuros antes que ocorram.

Os danos dos eventos de 2018 foram suficientemente trágicos, mas o Anak Krakatoa incomoda os vulcanologistas por causo do seu potencial. A erupção de 1883 pelo Krakatoa original levou a 36 mil mortes e mudou o clima do planeta durante mais de um ano. Anak Krakatoa formou-se a partir dos restos mortais do primeiro vulcão.

A conclusão publicada no fim de Agosto na revista especializada Geology é que mesmo eventos modestos podem ter consequências mais sérias. Usando imagens de radar por satélite que revelam a ilha através do fumo antes e depois do colapso, Rebecca Williams, da Hull University, calculou apenas 0,1 quilómetro cúbico a deslizar para o oceano no colapso inicial causador de tsunami – um terço do que esperava.

As estimativas anteriores incluíram o colapso da coroa e cratera do vulcão, mas Williams mostrou que foram perdidas durante vários dias subsequentes, em vez de um único evento dramático que desencadeou o tsunami.

Se uma quantidade tão modesta de rocha pudesse causar uma onda tão devastadora, quão pior teria sido se tudo tivesse acontecido de uma só vez? “Eu considero que os modelos estão a subestimar a capacidade destes deslizamentos de terra para fazer tsunamis maiores”, disse Williams à BBC. Com Krakatoa localizado entre as duas ilhas mais populosas da Indonésia, o perigo é enorme.

Prevenir tais desastres é quase certamente impossível, mas prever pode ser outra questão. Thomas Walter, do Centro Alemão de Pesquisa em Geociências, liderou uma equipa que procurava pistas negligenciadas pelo vulcão sobre o desastre iminente.

Num artigo publicado esta semana na revista especializada Nature, os cientistas relatam que “antes do colapso, o vulcão exibia um estado elevado de actividade, incluindo anomalias térmicas precursoras, um aumento na área da superfície da ilha e um movimento gradual em direcção ao mar do seu flanco sudoeste”.

Alguns dos avisos chegaram demasiado tarde  para serem úteis, como o pequeno terremoto dois minutos antes do colapso. No entanto, nos seis meses anteriores ao colapso, os sensores térmicos indicaram 100 vezes as emissões normais de calor e o movimento mais rápido dos flancos da ilha.

Vários sensores ao redor do vulcão captaram sinais de movimento e desgaseificação pouco antes do colapso, que individualmente não eram suficientes para emitir um alerta, mas analisados ​​colectivamente poderiam ter fornecido o aviso necessário.

Uma semana depois do colapso, o vulcão Anak Krakatoa ficou com apenas um quarto do tamanho que tinha antes da erupção. O Anak Krakatoa tem agora um volume de 40 a 70 milhões de metros cúbicos, tendo perdido entre 150 e 180 milhões de metros cúbicos de volume.

A Indonésia está localizada no Anel de Fogo do Pacífico, um arco de linhas de falhas na Bacia do Pacífico com mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 activos. A região, com grande actividade sísmica e vulcânica, regista cerca de sete mil terramotos por ano – na sua grande maioria moderados.

ZAP //

Por ZAP
4 Outubro, 2019

 

2609: NASA inventa forma bizarra (mas criativa) de evitar erupção do super-vulcão de Yellowstone

CIÊNCIA

Jon Sullivan / Wikimedia
A lagoa de Morning Glory, no Parque Nacional de Yellowstone

Uma eventual erupção do super-vulcão de Yellowstone pode causar uma tremenda devastação. No entanto, cientistas acreditam que a catástrofe pode ser evitada graças a uma solução bizarra, mas criativa.

Uma equipa de cientistas da NASA acredita que a erupção poderia ser evitada usando tubos de arrefecimento introduzidos nas câmaras de magma da caldeira do super-vulcão de Yellowstone.

Yellowstone, localizado no estado norte-americano de Wyoming, é um dos vulcões mais poderosos do nosso planeta. A última erupção de grande escala aconteceu há 640 mil anos. Como já passou muito tempo desde a erupção, Yellowstone está cada vez mais perto de uma nova explosão.

É por esse motivo que os especialistas se preparam para o pior, investigando de que forma a enorme erupção, que ameaça destruir instantaneamente grande parte dos Estados Unidos, pode ser prevenida.

Um dos cientistas da NASA acredita ter encontrado uma solução única para impedir que o pior aconteça: colocar tubos com água nas câmaras da caldeira para arrefecer o magma. Apesar de cerca de 70% do calor gerado pelo super-vulcão vazar para a atmosfera, a restante percentagem fica acumulada no interior – e isso pode provocar uma erupção.

Os investigadores acreditam que, ao fazer uma perfuração de 10 quilómetros em Yellowstone e bombeando água a alta pressão para dentro do vulcão, o líquido frio vai absorver parte do calor. Se o processo for repetido várias vezes, pode-se tornar na solução do problema.

Brian Wilcox, engenheiro da NASA, adiantou aos jornalistas que esta estratégia poderia custar cerca de 3,5 mil milhões de dólares, com o benefício adicional de se poder usar o vapor para criar uma fonte de energia geotermal livre de carbono, com um custo menor do que outras fontes de energia actualmente disponíveis no mercado.

“O que torna Yellowstone numa força da natureza é que este super-vulcão armazena o calor durante centenas de milhares de anos antes de tudo explodir de uma vez”, disse o cientista, citado pelo Daily Express.

ZAP // Sputnik News

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11 Setembro, 2019

 

2604: A erupção do Kilauea foi uma “fábrica” de algas no Oceano Pacífico

CIÊNCIA

A incrível floração de algas ligada à erupção do vulcão Kilauea, no ano passado, foi deflagrada pela lava despejada no oceano Pacífico.

Quando ocorre uma erupção vulcânica, pensamos imediatamente num desastre. No entanto, dependendo das condições, uma erupção pode mesmo significar renovação de vida. O artigo científico, publicado no dia 5 de Setembro na Science, ilustra bem esta situação.

Uma equipa de cientistas das universidades do Havai e do Sul da Califórnia (USC) analisou atentamente as imagens capturadas por um satélite da NASA, em Julho do ano passado. Ao observarem as fotografias da erupção do vulcão Kilauea, os cientistas notaram que a água ao redor do vulcão estava verde.

O satélite detectou grandes quantidades de clorofila, o pigmente verde que converte a luz em energia, presente em algas e outras plantas. Os cientistas foram de barco até à região para recolher amostras, com a esperança de descobrir por que motivo tantas algas começaram a crescer na água após a erupção que derramou, aproximadamente, mil milhões de toneladas de lava quente.

O novo estudo mostra que a pluma verde no oceano ao redor do vulcão continha o cocktail perfeito para o crescimento de plantas e algas: uma mistura fértil de níveis mais altos de nitrato, ácido silícico, ferro e fosfato.

“Não havia razão para esperarmos que uma floração de algas deste tipo acontecesse”, disse o geoquímico Seth John, professor de ciências da Terra da USC e autor do estudo. “A lava não contém nitrato”, continuou, citado pelo Europa Press.

Quer na água, quer na terra, o azoto é um fertilizante natural para as plantas. Com tais condições, a eflorescência de algas expandiu-se por centenas de quilómetros no Oceano Pacífico.

“Normalmente, sempre que uma alga cresce e se divide, é devorada imediatamente por outro plâncton. A única maneira de haver essa floração é se ocorrer um desequilíbrio”, explicou Nicholas Hawco, co-autor do estudo.

Segundo os cientistas, o azoto tem origem, provavelmente, no fundo do oceano. Quando a lava quente entrou, forçou uma ressurgência de águas mais frias e profundas do Pacífico. Ao subir, a água transportou azoto e outras partículas para a superfície, ajudando assim as algas a proliferar.

“Ao longo da costa da Califórnia, existem afloramentos regulares”, afirmou John. “Todos os estratos de algas e criaturas marinhas que habitam nesses ecossistemas são basicamente movidos por correntes que trazem nutrientes fertilizantes das águas profundas para a superfície.”

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10 Setembro, 2019

 

2340: Erupção do super-vulcão de Nápoles pode criar um tsunami com 30 metros de altura

CIÊNCIA

Marta Isabella Reina / Flickr

Uma erupção subaquática do super-vulcão de Nápoles, Campi Flegrei, pode produzir um tsunami de 30 metros de altura que poderia ter um impacto muito severo nas áreas costeiras populosas como Pozzuoli e Sorrento.

Ao modelar as erupções no alto mar no vulcão activo, que fica a oeste de Nápoles, os investigadores conseguiram mostrar que os tsunamis podem representar um risco para a região. Os geólogos acreditam que o Plano Nacional de Emergência para o Campi Flegrei deve ser actualizado.

Campi Flegrei é um complexo vulcânico composto por 24 crateras. Muitos deles estão debaixo de água, na baía de Pozzuoli. O vulcão entrou em erupção pela última vez em 1538 durante uma semana e levou à formação de um novo vulcão, o Monte Nuovo. Campi Flegrei está activo há 60 mil anos, tendo a caldeira formado-se durante duas grandes erupções explosivas.

Vários estudos recentes indicaram que estão a ocorrer mudanças no sistema. Num deles, os investigadores descobriram que o magma parece estar a construir-se sob o sistema vulcânico, sugerindo que Campi Flegrei está a entrar num novo ciclo de caldeira. Esta nova fase poderia “em algum ponto indeterminado no futuro” culminar numa “grande erupção de volume”.

Noutro relatório, os cientistas analisaram a deformação do solo ocorrida na região desde a década de 1950, descobrindo que o vulcão tem construído energia ao longo desse período, indicando que está “a evoluir para condições mais favoráveis ​​à erupção“.

Por causa do risco que o Campi Flegrei representa – cerca de 500 mil pessoas vivem na “zona vermelha” do vulcão – o governo italiano tem um Plano Nacional de Emergência para o caso de uma erupção. Este plano, no entanto, não inclui o evento de uma erupção subaquática.

“Há vários altos riscos associados a esta actividade vulcânica, incluindo grandes explosões que destruiriam a paisagem e emitiriam cinzas na atmosfera, um denso fluxo piroclástico de gás quente, cinza e outros materiais vulcânicos que são ejectados na atmosfera durante uma erupção”, disse Martina Ulvrova, do Instituto de Geofísica da ETH de Zurique à Newsweek.

Ulvrova acrescentou que, embora o plano de evacuação para uma erupção mais provável esteja bem estabelecido, um tsunami também pode representar um risco: “Não podemos negligenciá-lo e deve ser incluído nos mapas de perigo para a região”, disse.

Num estudo publicado no PLOS One, Ulvrova e os colegas produziram modelos que mostram os potenciais tsunamis produzidos por erupções de diferentes tamanhos em vários locais da Baía de Pozzuoli. De acordo com os testes, uma explosão formaria uma “cavidade semelhante à cratera na superfície da água”, com uma coluna de água a aparecer no centro. Quando a coluna entra em colapso, produziria uma segunda onda.

As descobertas sugerem que “existe um perigo significativo de tsunami em muitas áreas da Baía de Nápoles”, com o risco mais proeminente na baía de Pozzuoli.

Sob a maioria dos cenários de erupção, foram produzidos tsunamis que se espalharam e atingiram áreas povoadas. A maioria das regiões só seria afectada por ondas relativamente pequenas – com menos de nove metros de altura. As ondas demorariam cerca de 15 minutos para atravessar a baía de Nápoles.

No entanto, no pior cenário, as ondas com 30 metros podem atingir a costa. “”Isso impactaria em grande parte as áreas costeiras densamente povoadas da baía de Pozzuoli com uma infraestrutura densa, incluindo casas, rede ferroviária, restaurantes, edifícios históricos”, rematou Ulvrova.

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20 Julho, 2019

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2239: Erupção de um vulcão aniquilou todas as formas de vida nas Ilhas Kuril (e foi vista do Espaço)

NASA

A potente erupção de 22 de Junho do vulcão Raikoke destruiu todas as formas de vida da ilha em que se encontra – que está inabitada.

O vulcão Raikoke fica nas Ilhas Kuril, um arquipélago de picos vulcânicos que fica entre a península de Kamchatka, na Rússia, e a ilha de Hokkaido, no Japão. Em 22 de Junho, aproximadamente às 4h00, horário local, a Raikoke explodiu pela primeira vez desde 1924

De acordo com Alexéi Ózerov, diretor do Instituto de Vulcanologia e Sismologia da Rússia, uma densa coluna de cinzas ergueu-se sobre a cratera do vulcão a uma altitude de 11 quilómetros e essa nuvem estendeu-se por mais de 450 quilómetros. Além disso, nas encostas do vulcão desceram fluxos piroclásticos com temperaturas entre 800 e 1.000ºC.

Como resultado, disse Ozerov ao Kam 24, “a ilha tornou-se num deserto sem vida em questão de horas”. “Toda a vida na ilha, onde antes havia abundância de flora e fauna, incluindo uma colónia de leões marinhos de Steller, foi destruída”, acrescentou.

O especialista explicou que a fase paroxística da erupção terminou e não é esperada nenhuma actividade no futuro próximo. No entanto, os cientistas acreditam que, embora as suas erupções não sejam frequentes, o vulcão deve estar sob constante observação.

Ózerov estima que “os eventos em Raikoke foram extremamente perigosos para a aviação, bem como para os navios do mar” que poderiam estar na área devido à queda de cinzas ou pelos fluxos piroclásticos que se movem ao longo da superfície da água a uma distância de vários quilómetros.

A erupção foi tão poderosa que foi vista do Espaço. De acordo com a NASA, um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) capturou a vista. Como a foto da ISS foi tirada não directamente acima do vulcão, a impressionante altura, circunferência e estrutura da pluma de cinzas é visível, assim como a sombra projectada pela pluma sobre a cobertura de nuvens abaixo.

Raikoke é um estrato-vulcão, o que significa que as suas encostas são construídas a partir de numerosas camadas de lava endurecida e cinzas. Alcança 551 metros acima do nível do mar e, antes da explosão de Raikoke em 1924, a última actividade registada do vulcão foi em 1778, de acordo com o Programa Global de Vulcanismo do Museu Nacional de História Natural.

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27 Junho, 2019

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2154: Afinal, a data em que o Vesúvio destruiu Pompeia pode estar errada

CIÊNCIA

Howard Stanbury / Flickr

A data tradicional da erupção do Monte Vesúvio é a 24 de Agosto de 79, de acordo com registos históricos. O incidente destruiu Pompeia e outros locais na Baía de Nápoles.

Essa data tem sido questionada, no entanto, com base nas roupas pesadas usadas, na presença de algumas frutas e vinhos do outono e numa inscrição em carvão vegetal recuperada no ano passado. Uma análise detalhada dos esqueletos de peixes recuperados de Pompeia é a mais recente evidência neste debate de longa data.

Os romanos antigos tinham uma relação complicada com frutos do mar. Embora muitas pessoas os tenham consumido, especialmente aqueles que viviam perto da costa, esse recurso era mais sazonal e menos confiável do que, por exemplo, a carne de porco.

Muito mais popular foi o molho de peixe fermentado chamado garum, que pode ter sido originalmente criado para preservar o peixe em épocas de abundância. Semelhante ao molho de peixe do leste asiático consumido hoje, garum foi feito de pequenos peixes macerados ao longo de vários meses.

A compreensão arqueológica da criação e composição do garum vem tanto de naufrágios que continham milhares de potes do material, quanto de locais como Pompeia, onde a evidência da produção do condimento foi encontrada na “garum shop” no lado oeste do anfiteatro.

Essa loja produzia 23 ânforas cheias de garum em diferentes estágios de fabricação, e análises arqueológicas sugeriam que cerca de 17 eram feitas de anchovas, pitágeles ou uma mistura dos dois, enquanto o resto era uma miscelânea de arenques, cavalas, atuns e outras espécies. de peixe. Até recentemente, no entanto, não tinha sido feita nenhuma análise detalhada dos esqueletos de peixes.

De acordo com o estudo publicado no International Journal of Osteoarchaeology, Alfredo Carannante, director do departamento de arqueologia mediterrânea do Instituto Internacional de Pesquisa de Arqueologia e Etnologia em Nápoles, detalha a sua análise do conteúdo de uma ânfora. O objectivo de Carannante era determinar as espécies presentes, o tamanho do peixe e a idade à morte, que fornece informações sobre a estação em que foram capturados.

Carannante descobriu que todos os ossos do lote que analisou eram de Spicara smaris, o picarel comum, que geralmente cresce até cerca de 15 centímetros de comprimento e é nativo do Oceano Atlântico, do Mar Mediterrâneo e do Mar Negro.

O picarel de Pompeia tinha sido atirados na ânfora inteiros e não em filetes ou decapitados. O seu pequeno tamanho e os seus anéis de crescimento sugerem que os picarels tinham cerca de um ano de idade quando foram pescados e eram todos do sexo feminino.

A historiadora de alimentos e chef Sally Grainger, especialista em garum, aprecia a análise detalhada de Carannante. Grainger disse, de acordo com a Forbes, que está “particularmente satisfeita por ter destacado o quão inadequado, confuso e superficial o estudo deste material foi até hoje”.

Carannante trouxe à tona a complexidade das descobertas de uma maneira nunca antes feita por outros investigadores e “coloca questões muito importantes sobre a natureza aparentemente incomum do comércio de molhos de peixe em Pompeia”.

O tamanho e o sexo dos peixes podem conter novas pistas sobre a data da famosa erupção. Carannante escreve que “a última camada de crescimento ósseo parece estar bem desenvolvida e ter uma densidade mais leve, revelando que os picarels morreram quando as águas eram mais quentes durante a temporada de verão ou no começo do outono”.

Além disso, sugere que “o estudo da temporada de pesca realizada sobre os restos demonstrou que a captura foi feita no final do verão ou no início do outono quando a água estava mais quente. A comparação dos dados sugere que o período mais provável para a pesca ocorreu na segunda metade do verão ou no início do outono”.

Embora Carannante pondere sobre a sazonalidade do peixe e escreve que a data tradicional de 24 de Agosto coincide bem com os resultados, admite que “não é possível excluir uma data posterior para a destruição vulcânica. Uma data que cai em Outubro também pode ser compatível se os picarels fossem pescados no final do verão e deixados em salmoura durante um mês”.

Carannante “não está directamente interessado em apoiar uma ou outra hipótese” sobre a data, já que a sua investigação sugere que ambas são possíveis. Embora o estudo ofereça uma nova janela para a sazonalidade da erupção vulcânica, o debate sobre a data e a sua importância ainda está em andamento.

ZAP //

Por ZAP
11 Junho, 2019

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2110: Humanos antigos testemunharam uma erupção vulcânica na Turquia (e desenharam-na numa rocha)

CIÊNCIA

Um grupo de investigadores internacionais determinou a antiguidade de pegadas pré-históricas encontradas numa camada de cinza anterior à erupção do vulcão Cakallar, localizado em Kula, na Turquia.

De acordo com o comunicado da Universidade de Curtin, na Austrália, cujos especialistas participaram no estudo, junto às “impressões de pés de Kula”, descobertas na década de 1960, foi ainda encontrada uma pintura rupestre que ilustrava a erupção.

Os estudos anteriores estimavam que as pegadas tinham cerca de 250 mil anos, o que sugeria que as testemunhas do fenómeno natural foram os neandertais da época do Plistoceno. Embora, a nova análise, que utilizou dois métodos diferentes – hélio radiogénico e a exposição ao cloro cosmogénico – mostrou que as pegadas eram muito mais jovens.

“As duas abordagens de datação independentes mostraram resultados internamente consistentes e juntos sugerem que a erupção vulcânica foi testemunhada pelo Homo sapiens durante a Idade do Bronze pré-histórica, há 4.700 anos e cerca de 245 mil anos mais tarde do que o originalmente relatado”. disse o investigador Martin Danisik.

O estudo, publicado na revista Quaternary Science Reviews, sugere que os humanos se aproximaram lentamente do vulcão com os seus cães após a primeira erupção, deixando as suas pegadas na camada húmida de cinzas. Quando a actividade vulcânica continuou, a rocha vulcânica enterrou as cinzas e preservou os trilhos.

Estudos anteriores sugeriram, de acordo com o Live Science, que estas pessoas antigas estavam a fugir da erupção. Mas, depois de examinar as distâncias entre os passos, parece que quem os deixou estava a andar a uma velocidade normal.

Além disso, os autores acreditam que os humanos observaram a erupção a uma distância segura, o que, muito provavelmente, torna o Homo sapiens os autores da pintura rupestre próxima.

Segundo Danisik, a pintura “mostra como os seres humanos há 4,7 mil anos eram capazes de retratar processos naturais como uma erupção vulcânica, na sua própria forma artística e com ferramentas e materiais limitados”.

Isto poderá fazer do Homo sapiens o primeiro vulcanólogo do mundo – ou seja, as primeira pessoas a observar e a registar erupções vulcânicas.

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4 Junho, 2019



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2089: O Etna voltou a acordar. O maior vulcão da Europa entra em erupção

Orietta Scardino / EPA

O vulcão Etna, situado na região italiana da Sicília, voltou a entrar em erupção esta quinta-feira, com novas fendas abertas na sua face sudeste.

Dois fluxos de lava percorrem algumas centenas de metros no cume do vulcão activo de maior altitude na Europa. A actividade é de intensidade média e caracterizada pela ejecção de cinzas, gases e rochas.

A erupção, no entanto, não afecta as operações no Aeroporto de Catânia, maior cidade dos arredores do Etna. “Estamos no início de uma nova fase eruptiva do Etna, que pode acabar rapidamente ou durar meses”, explicou o director do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) em Catânia, Eugenio Privitera.

“Os fenómenos estão confinados ao cume do vulcão e não constituem um perigo para centros habitados e pessoas, mas é preciso controlar os fluxos de turistas na zona para sua própria segurança”, acrescentou.

Embora o Etna esteja activo há algum tempo, esta erupção foi significativa, já que foi a erupção do primeiro flanco (lateral), e não a erupção do cume, no Etna por mais de uma década. De acordo com o Programa Global de Vulcanismo da Smithsonian Institution, este paroxismo fazia parte de uma sequência vulcânica prolongada que começou em Setembro de 2013.

Apesar de ser um pouco imprevisível, o Etna está em erupção há anos. Já em Fevereiro deste ano, por exemplo, nuvens de cinzas foram vistas a subir em direcção ao céu a partir de uma série de pequenas explosões do chamado Telhado do Mediterrâneo.

Em Dezembro do ano passado, um sismo de magnitude 4,8 na escala de Richter atingiu a província de Catânia, na Sicília, junto ao monte Etna, fazendo pelo menos dez feridos e provocando alguns danos em edifícios. O sismo ocorreu dois dias depois de o Etna ter entrado em erupção, intensificando a actividade vulcânica na e actividade sísmica na região.

O vulcão do Monte Etna, na parte oriental da Sicília, está a escorregar lentamente para o mar. Um estudo mostrou que há um risco muito maior do que o anteriormente previsto de um colapso originar um tsunami. O Monte Etna está a deslizar para o Mediterrâneo a cerca de três a cinco centímetros por ano.

O Etna é o maior vulcão activo da Europa e um dos vulcões mais activos do mundo. É também a mais alta montanha da Sicília. A extensão total da sua base é de 1190 quilómetros quadrados, com uma circunferência de 140 quilómetros, o que o torna quase três vezes maior que o Vesúvio.

ZAP //

Por ZAP
1 Junho, 2019


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1872: Investigadores identificaram os “assassinos” que causaram a maior extinção massiva da Terra

CIÊNCIA

Barcroft / YouTube

Uma equipa de investigadores encontrou fortes evidências de que o evento na história da Terra conhecido como a Grande Mortandade, a maior extinção em massa, foi causada por erupções de vulcões.

As conclusões do estudo, realizado por investigadores da Universidade de Cincinnati, nos EUA, e da Universidade de Geociências da China, foram publicadas a 5 de Abril na revista Nature Communications.

A extinção em massa do Permiano-Triássico, ocorrida há cerca de 250 milhões de anos, terminou com a vida de 95% das espécies marinhas e 70% dos vertebrados terrestres. Hipóteses diferentes ainda estão a ser consideradas e a sua causa exacta ainda não foi esclarecida pela ciência.

De acordo com o portal Science Daily, o grupo de cientistas liderado por Jun Shen encontrou no registo geológico da época um aumento de mercúrio em quase uma dúzia de regiões do mundo, o que, segundo eles, representa evidência de que o cataclismo foi causado por vulcões.

Como explicam, as erupções inflamaram vastos depósitos de carbono, libertando vapor de mercúrio na atmosfera que choveu e acabou nos sedimentos marinhos do planeta.

Os investigadores situam estas erupções no sistema vulcânico das chamadas “armadilhas siberianas”, localizadas na actual Rússia. Esses eventos eram frequentes e duradouros, durando por um período de centenas de milhares de anos e libertando tanto material para o ar que as temperaturas subiram cerca de 10ºC no planeta. O clima mais quente, a chuva ácida e o aquecimento da água foram apontados pelos especialistas como os principais responsáveis pela extinção.

Thomas Algeo diz que os investigadores ainda se estão a perguntar o que foi mais prejudicial. “Criaturas adaptadas a ambientes mais frios não teriam sorte, por isso, o meu palpite é que a mudança na temperatura seria o assassino número 1. Os efeitos seriam agravados pela acidificação e outras toxinas no meio ambiente”, disse.

Além disso, o cientista destacou como um factor importante o facto de as erupções terem ocorrido durante um período prolongado de tempo. “O que importa não é necessariamente a intensidade, mas a duração“, disse Algeo. “Quanto mais tempo passava, mais pressão era exercida sobre o meio ambiente”, concluiu.

ZAP //

Por ZAP
20 Abril, 2019

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1753: No ano passado, toda a Terra tremeu e ninguém reparou. A culpa foi de uma erupção submarina gigante

David Stanley / Flickr

11 de Novembro de 2018. Um estrondo ricocheteou em redor do mundo. Os humanos não sentiram, mas ficou registado nos sismógrafos. Um artigo sugere que terá sido causado pelo maior evento vulcânico no mar alguma vez registado.

Se a hipótese estiver correta e houver um movimento maciço de magma debaixo do fundo do mar, isso terá implicações para as proximidades de Mayotte e as vizinhas ilhas de Comores, na costa de África.

Mayotte já começou a afundar (cerca de 9 milímetros por mês) e a deslocar-se para leste (16 milímetros por mês) – movimentos que seriam contados com uma câmara subterrânea a ser esvaziada à medida que o magma flui.

“Acreditamos que a crise de 2018 está associada a uma erupção, apesar do facto de que não temos observações directas até agora”, escrevem os investigadores por trás do novo estudo, publicado no EarthArXiv. “Pode ser a erupção no mar com o maior volume alguma vez documentado.”

Com base nas leituras sísmicas feitas na área nos seis meses que antecederam o tremor de Novembro que se espalhou pelo mundo, a equipa sugere que mais de um quilómetro cúbico de magma foi deslocado de um ponto de erupção de cerca de 28 quilómetros abaixo da superfície.

Acredita-se que todo este magma pode não ter atingido o fundo do mar, mas sim fluído para os sedimentos circundantes, com o gás vulcânico a permanecer preso dentro do magma. Isto explicaria porque nada foi observado ainda acima da superfície.

“O evento de 2018 em Mayotte parece mostrar um volume substancial de magma a deixar uma região de armazenamento profunda que, se irrompida, tornaria esta uma das maiores erupções submarinas documentadas” disse o geólogo Samuel Mitchell, da Universidade do Hawai ao Gizmodo.

Enquanto os tremores continuam, os cientistas estão a tentar obter mais instrumentos e equipamentos para a área para ter uma ideia melhor do que realmente está a acontecer. Por enquanto, a ideia de um grande evento vulcânico encaixa bem nos dados existentes.

Ainda há muitas questões não respondidas: porque é que o evento está a acontecer no extremo leste da cadeia de ilhas Comores quando é que as novas ilhas vulcânicas da região estão a oeste? E se o magma permanece preso no subsolo, porque é que cardumes de peixes mortos aparecem na água?

Além disso, o que causou os pulsos de alta frequência que ocorreram ao lado do tremor de baixa frequência em Novembro? Ondas de magma a colidir umas com as outras enquanto uma câmara entra em colapso poderia ser uma explicação, mas até que mais dados da área se tornem disponíveis, é apenas especulação.

Especialistas estão igualmente incertos sobre o que está a causar a actividade vulcânica em primeiro lugar. O sismólogo Stephen Hicks, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, disse ao Gizmodo que os movimentos das placas tectónicas, uma região de manto super-aquecido, ou o evento em curso do Leste Africano podem ser responsáveis.

O novo trabalho ainda não foi revisto por pares e os autores por trás dele dizem que outros cenários ainda são possíveis – mas a actividade vulcânica parece encaixar-se no que se sabe até agora.

Ainda é necessária muito mais investigação dos eventos, embora os cientistas pensem que têm uma hipótese promissora. Se mais terremotos estiverem a caminho, as pessoas que vivem em Mayotte – já preocupadas – precisam de estar preparadas.

“Melhorar o conhecimento da distribuição, alinhamento e idades das características vulcânicas offshore, especialmente em torno das ilhas principais, pode levar a uma melhor compreensão do comportamento, evolução e risco relacionado desta área peculiar”.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
23 Março, 2019

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1297: O super-vulcão de Nápoles pode ter iniciado o seu ciclo mortal de magma

CIÊNCIA

Marta Isabella Reina / Flickr
Os cientistas dizem que o super-vulcão dos Campos Flégreos entrou numa nova fase

O super-vulcão dos Campos Flégreos, próximo da cidade italiana de Nápoles, tem dado indícios de que uma grande erupção pode ocorrer brevemente. De acordo com um novo estudo, o vulcão entrou num novo ciclo de magma, conhecido por preceder as mais devastadores erupções desta zona vulcânica.

Segundo alertaram em 2016 especialistas italianos e franceses, a caldeira vulcânica dos Campos Flégreos, em Nápoles, que poderá ter causado a extinção dos Neandertal, é uma bomba-relógio à espera de explodir na Europa, e pode acordar a qualquer momento.

Num novo estudo agora apresentado, uma equipa de cientistas italianos concluiu que na realidade o mortífero super-vulcão de Nápoles pode já ter iniciado o seu ciclo mortal de magma, que precede potenciais erupções.

“Pensamos que o sistema de encanamentos sub-vulcânicos dos Campos Flégreos está, actualmente, a entrar numa nova fase de construção, podendo potencialmente culminar, num indeterminado ponto no futuro, numa erupção de grande volume”, escreveram os autores no artigo esta semana publicado na Science Advances. 

As descobertas agora publicadas sugerem que super-vulcão dos Campos Flégreos, que se encontra adormecido há quase 500 anos, embarcou num novo ciclo de magma, podendo trazer consequências devastadoras no futuro. No entanto, importa frisar, no plano imediato não há qualquer perigo para os 1,5 milhões de pessoas que vivem na região.

Para chegar a esta conclusão, a equipa de cientistas, liderada pela vulcanologista italiana Francesca Forni, da Universidade Tecnológica de Nanyan, em Singapura, examinou as 23 erupções registadas na história deste super-vulcão.

A mais recente destas erupções, que se estendeu durante oito dias em meados de 1538, pode ter sido grande o suficiente para dar origem a uma nova montanha – apelidada de Monte Nuovo – mas, ainda assim, foi um fenómeno relativamente fraco no rol de todas as erupções nos Campos Flégreos.

Os dois eventos mais notáveis foram a erupção de Campanian Ignimbrite, há cerca de 39 mil anos, e a posterior Neapolitan Yellow Tuff, erupção ocorrida há cerca de 15 mil anos.

Ambas as erupções foram massivas, e prova disso mesmo são as enormes caldeiras que acabaram por formar. Campanian Ignimbrite, por exemplo, dispersou-se por 3,7 milhões de quilómetros quadrados.

Web Gallery of Art / Wikimedia
Os Campos Flégreos, na região de Nápoles, pintura de Michael Wutky, 1780

Novo ciclo de magma no Campi Flegrei

Os cientistas conduziram análises químicas a rochas, minerais e amostras de vidro oriundas das duas grandes erupções acima citadas e, partiram desses dois exemplos para perceber este novo ciclo super-vulcão dos Campos Flégreos. De acordo com o artigo, as condições do magma do vulcão podem estar a entrar novamente na fase de aumento de pressão, que precede potenciais erupções.

“Os nossos dados revelam que a erupção mais recente de Monte Nuovo é caracterizada por magmas altamente diferenciados semelhantes aos que alimentaram a actividade pré-caldeira e as fases iniciais das erupções que a formaram [Campanim Ignimbrite e NYT]”, explicaram os especialistas.

Tendo isto em conta, a equipa sugere que a erupção de Monte Nuovo “é a expressão de uma mudança de estado nas condições de armazenamento do magma através da qual quantidades substanciais de voláteis começam a dissolver-se no reservatório raso”.

Simplificando: o tipo de magma que o Monte Nuovo expeliu – saturado em água e gasoso, sendo também rico em CO2 –, já foi anteriormente visto no desenvolvimento vulcânico de Campi Flegrei, nas suas duas maiores erupções de Campanim Ignimbrite e NYT.

E, por isso, os cientistas acreditam que a mais recente erupção pode ser “sintoma” de que uma maior pode estar a chegar. Contudo, e mesmo uma enorme e destrutiva erupção venha acontecer, seria apenas daqui a muitas centenas (ou até) milhares de anos.

“O super-vulcão dos Campos Flégreos pode manter estas mesmas condições físicas e químicas durante muito tempo”, explicou o co-autor Gianfilippo De Astis, do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália, em declarações ao New York Times.

Por mais assustador que possa parecer, é importante realizar este tipo de estudos para perceber o comportamento e a evolução do magma, realinhando assim novas técnicas e ferramentas de compreensão.

“Entender o que está a derreter abaixo da superfície é muito importante para nos ajudar a prever os que os vulcões podem fazer no futuro”, explicou à The Verge a vulcanologista Janine Krippner, da Universidade de Concord, que não esteve envolvida na pesquisa.

“Estas erupções realmente massivas têm probabilidade extremamente baixas de ocorrer mas, se acontecer, precisamos de saber o máximo que conseguirmos”, rematou.

Uma ameaça muito maior que os asteróides

Cientistas da agência espacial norte-americana NASA afirmam que a ameaça da possível erupção de um super-vulcão é “substancialmente maior” do que a dos asteróides ou cometas, cuja probabilidade de colidir com o nosso planeta é bastante baixa.

Os 20 super vulcões conhecidos na Terra, entre os quais a caldeira do Parque Yellowstone, nos EUA, e a caldeira vulcânica dos Campos Flégreos, em Itália, explodem em gigantescas erupções de consequências catastróficas, em média, uma vez em cada 100.000 anos.

Estas erupções causam normalmente extinções em massa e lançam o planeta em Invernos vulcânicos que se prolongam por centenas ou milhares de anos – o que se torna um problema para as poucas criaturas que sobrevivem à erupção original.

Mas nem tudo está perdido, porque a NASA tem um plano para salvar a Terra – pelo menos, de uma eventual erupção do super-vulcão de Yellowstone.

ZAP // Live Science / National Geographic

Por ZAP
17 Novembro, 2018

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1245: A mais profunda erupção vulcânica criou um incrível jardim de vidro

CIÊNCIA

No mais profundo local dos oceanos, sob a Fossa das Marianas, no Pacífico, uma equipa de cientistas descobriu um incrível e vasto “jardim” de vidro vulcânico. 

Esta vasta e extraordinária área é fruto da erupção vulcânica mais profunda até agora conhecida na Terra. O fenómeno geológico ocorreu em 2015, a cerca de 4 a 4,5 quilómetros abaixo do nível médio do mar, relata a revista Frontiers in Earth Science.

Localizada quase na extremidade da Fossa das Marianas, este lugar estende-se por mais de sete quilómetros sobre a região de Mariana Trough, uma bacia em arco no oeste do Pacífico. De acordo com os investigadores, o vidro formou-se como resultado da imediata solidificação do magma ao encontrar fluxos de água fria.

Após a erupção, o calor inicial da lava começa a desaparecer e as correntes trazem várias espécies marinhas para habitar a zona, potenciando a criação de novas espécies, explicou a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOOA)

“Os vulcões submarinos podem ajudar-nos a perceber como funcionam os vulcões terrestres e como influem na composição química dos oceanos, o que pode afectar significativamente os ecossistemas locais”, revelou o geólogo Bill Chadwick, da NOAA.

Por tudo isto, esta é uma oportunidade rara de estudar erupções vulcânicas submarinas, uma vez que, por norma, estas só são descobertas muito depois da erupção ter ocorrido. Até ao momento, apenas 40 fluxos de lava foram detectados.

“É uma especial oportunidade de aprendizagem e nós fomos capazes de encontrá-la”, disse outro dos investigadores, o geólogo Bill Chadwick.

A primeira visita tripulada à Fossa das Marianas, localizada a 11.034 metros de profundidade na fronteira convergente entre as placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas, foi realizada pelo norte-americano Don Walsh e pelo suíço Jacques Piccard, em 1960.

Em 2012, o director de cinema James Cameron repetiu a façanha, tornando-se a primeira pessoa a chegar até à zona sozinha.

ZAP // SputnikNews / ScienceAlert

Por ZAP
5 Novembro, 2018

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1172: Graffiti pode revelar a verdadeira data da erupção que destruiu Pompeia

CIÊNCIA

ElfQrin / wikimedia
Ruínas de Pompeia com o vulcão do Monte Vesúvio ao fundo.

Esta terça-feira, as autoridades italianas anunciaram que a erupção vulcânica que destruiu a cidade romana de Pompeia, em 79 d.C., pode ter acontecido dois meses mais tarde do que pensavam os cientistas.

Até agora, pensava-se que a erupção que tinha soterrado a cidade de Pompeia debaixo de uma chuva de cinzas tinha acontecido a 24 de Agosto de 79 d.C.. No entanto, uma linha escrita em carvão na parede de uma sala investigada por arqueólogos acaba de mudar tudo: afinal, o desastre deve ter acontecido a 17 de Outubro de 79 d.C..

À medida que as escavações avançavam no sítio arqueológico de Pompeia, os cientistas começaram a duvidar da datação inicial, até que encontraram vestígios de romã, nozes e uvas prontas para serem usadas para fazer vinho. Estes vestígios indicavam que o desastre tinha acontecido durante o outono.

Mas o que, até hoje, não passavam de dúvidas, pode ser agora uma confirmação de que esses arqueólogos tinham mesmo razão. O Parque Arqueológico anunciou que os especialistas encontraram uma linha escrita em carvão na parede de uma sala que dizia: “XVI K Nov”, que, em português, significa “16º dia antes do primeiro de Novembro“, ou seja, 17 de Outubro.

Segundo o Observador, esta descoberta vem acentuar as desconfianças dos arqueólogos: afinal, a erupção vulcânica que destruiu Pompeia pode mesmo ter acontecido dois meses depois do calculado pelos cientistas.

De acordo com os especialistas, esta frase foi escrita numa área de uma casa que estava a ser renovada antes da erupção do Vesúvio. Ainda assim, defendem que não terá sido escrita muito antes, porque, como foi escrita em carvão, seria difícil que ela conseguisse sobreviver muito tempo a não ser que fosse preservada pelas cinzas do vulcão.

Apesar de os cientistas não saberem ao certo se a frase foi escrita no dia da catástrofe ou um dia antes, este graffiti indica uma data muito mais aproximada do dia da destruição total de Pompeia.

Alberto Bonisoli, ministro da Cultura, considerou a descoberta de “extraordinária”. “Hoje, com muita humildade, talvez reescrevamos os livros de história, porque datávamos a erupção na segunda metade de Outubro.”

Pompeia foi uma cidade do Império Romano, situada a 22 quilómetros de Nápoles, na Itália, no território do actual município de Pompeia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio, provocando uma intensa chuva de cinzas e sepultando completamente a cidade.

ZAP //

Por ZAP
19 Outubro, 2018

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1072: Fonte termal de Yellowstone entra em erupção passados 14 anos

Chuck Martin / Flickr
A fonte termal Ear Spring do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos

A fonte termal, chamada Ear Spring, situada no Géiser Hill do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos da América, entrou em erupção no sábado passado, após 14 anos de inactividade.

A actividade térmica no parque tem aumentado nos últimos tempos, mas especialistas afirmam que não há nada a temer.

No dia 15 de Setembro, a fonte, parecida com uma orelha humana, despertou lançando jactos de vapor de água a uma altitude de seis e nove metros, e lançando água a 60 centímetros de altura. Trata-se da primeira erupção deste tamanho desde 1957.

O The Express UK diz que a nova actividade coloca os visitantes em risco, porque a pressão criada no géiser tem enviado detritos e rochas para o céu.

De acordo com funcionários do parque, trata-se da 4ª erupção da fonte nos últimos 60 anos e também da maior altura de jactos de água registada desde 1957, cita a agência AP.

Esta erupção faz parte da recente actividade térmica registada no Géiser Hill, destacou a agência.

ZAP // Sputnik News

Por SN
25 Setembro, 2018

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1021: Cientistas vão largar “ovos de dragão” em vulcões para prever erupções

CIÊNCIA

Cientistas da Universidade de Bristol criaram um sistema de sensores inspirado em “ovos de dragão”. Os “ovos” abrem e analisam todo o ambiente vulcânico assim que é detectado algum tremor.

Subir de mochila às costas um vulcão que mostra sinais de actividade para largar sensores  numa cratera é, no mínimo, uma árdua e perigosa tarefa. E, por essa razão, cientistas britânicos criaram uma maneira de evitar a presença de humanos nesta missão.

Os “ovos de dragão” são pequenas caixas autónomas repletas de sensores inteligentes que podem ser largados bem no centro do vulcão, através do controlo à distância de um quadcopter – um drone composto por 4 rotores.

Caso o vulcão não esteja prestes a entrar em erupção, cada caixa permanece no modo suspenso (stand-by), semelhante ao modo disponível em qualquer computador, consumindo níveis de energia muito baixos.

O comunicado da Universidade de Bristol reivindica para estes “ovos de dragão” o título de “menor consumo de energia em stand-by do mundo”, podendo ficar operacionais por largos meses com uma só carga de bateria.

Os sensores acoplados nos aparelhos despertam e o “ovo” abre assim que é detectado o mais pequeno tremor vulcânico, iniciando o protocolo de registo de valores de temperatura, humidade, frequência e intensidade de vibrações, sendo ainda capazes de analisar a presença de vários gases tóxicos.

Universidade de Bristol
Drone e os ovos de dragão que serão utilizados para analisar vulcões

Os “ovos de dragão” podem ainda trabalhar isoladamente ou em conjunto num sistema interligado em rede e os dados recolhidos pelos sensores podem ser transmitidos em tempo real para uma estação localizada num raio de 10 km do vulcão onde os “ovos de dragão” operam.

Depois de os dados chegarem a essa estação podem ser retransmitidos por satélite para centros de investigação de todo o mundo, onde poderão ser usados em estudos geológicos ou para fornecer alertas sobre erupções iminentes.

“Esta é a primeira vez que um sistema autónomo que usa tecnologia de escuta de zero energia foi implementado neste tipo de ambiente hostil”, afirmou Yannick Verbelen, investigador associado do departamento de física da Universidade de Bristol.

O grande desafio pela frente desta tecnologia é a optimização do design para atender a diferentes critérios e situações.

Os “ovos de dragão” terão de ser leves o suficiente para o drone os suportar, terão de ser capazes de aguentar condições extremas, e ainda extremamente eficientes no consumo de energia visto que, dentro de um vulcão, a sua manutenção é impossível.

Mas desengane-se quem pense que estes “ovos de dragão” têm apenas a função de vigiar vulcões. As capacidades demonstradas por estes dispositivos fazem deles mais valias capazes de ser utilizados noutros âmbitos: em glaciares, falhas geológicas, locais de armazenamento de lixo nuclear e outros locais que demonstrem algum tipo de perigo.

A tecnologia desenvolvida já foi testada no vulcão Stromboli, em Itália, e os resultados positivos permitiram à tecnologia começar a ser desenvolvida com propósitos comerciais.

Por ZAP
14 Setembro, 2018

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627: Falhou o aviso de emergência? Mortes na Guatemala sobem para 99

Erupção aconteceu no domingo | REUTERS /Carlos Jasso

Oposição pede investigação ao presidente da agência de emergência para perceber se houve negligência no aviso das populações

O vulcão Fogo já matou 99 pessoas. À medida que o número de vítimas da erupção de domingo no sul da Guatemala sobe, começa a procurar-se se há responsáveis pela dimensão que a tragédia assumiu. A oposição guatemalteca parece acreditar que sim e aponta já o dedo ao presidente da agência de resposta a emergência (Conred).

Segundo argumenta Mario Teracena, uma figura respeitada da oposição, o governo devia investigar se houve negligência criminal, por atraso no aviso às populações, escreve a BBC.

Isto porque os peritos em vulcanologia terão avisado os responsáveis do Conred para a necessidade de evacuar a área próxima do vulcão Fogo, nas primeiras horas de domingo, devido ao aumento da actividade sísmica e e o aumento de fluxos de matéria vulcânica.

A questão é que a Conred não agiu de imediato e justifica-se que os peritos não foram conclusivos o suficiente para a necessidade de accionarem os mecanismos de evacuação em massa.

Das 99 vítimas mortais, 28 foram já identificadas, anunciou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Ciências Forenses.

Erupções subsequentes e as altas temperaturas das rochas e lama têm dificultado as buscas por pessoas que estão desaparecidas.

Mais de 1,7 milhões de pessoas foram afectadas pela erupção do Fogo e mais de 3000 tiveram de ser retiradas das suas casas.

As autoridades calculam que mais de 150 pessoas ainda estão desaparecidas, provavelmente entre os escombros ou soterradas nas suas casas.

Diário de Notícias
07 DE JUNHO DE 2018 07:28
DN/Lusa

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623: Vulcão de fogo: Último balanço aponta para 82 mortos

EPA /SANTIAGO BILLY

As autoridades estimam que mais de 190 pessoas estão desaparecidas

As brigadas de socorro encontraram esta quarta-feira os cadáveres de outras seis vítimas das erupções do vulcão de Fogo na região de Escuintla, sul da Guatemala, elevando para 82 o número de mortes provocadas pelo desastre natural.

Os corpos foram detectados entre os escombros da comunidade de San Miguel Los Lotes, que ficou soterrada sob milhares de toneladas de material vulcânico.

Entre os corpos resgatados estão dois menores e uma mulher e os restantes são homens adultos. De acordo com o último balanço, 82 pessoas morreram devido à erupção iniciada domingo no grande vulcão situado 50 quilómetros a oeste da capital guatemalteca.

Oficialmente, a Coordenadora nacional para a redução de desastres (Conred) indica 75 vítimas da erupção.

Pelo terceiro dia consecutivo, as brigadas de resgate iniciaram a busca dos desaparecidos pela avalanche de materiais sólidos, líquidos e gasosos expelidos erupção, situado entre os departamentos de Escuintla, Sacatepéquez e Chimaltenango.

As autoridades calculam que 192 pessoas ainda estão desaparecidas, provavelmente entre os escombros ou soterradas nas suas casas.

Sergio García Cabañas, secretario da Conred, assegurou que as operações vão prosseguir até ser detectada a última vítima da tragédia.

Diário de Notícias
06 DE JUNHO DE 2018 20:12
DN/Lusa

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619: Novas erupções no vulcão do Fogo dificultam busca pelos 192 desaparecidos

Último balanço aponta para 75 mortos. Novas evacuações geram pânico

O vulcão do Fogo voltou a entrar em actividade, forçando novas evacuações e obrigando os socorristas a procurar abrigo, dificultando as operações de buscas pelos 192 desaparecidos da erupção de domingo.

Os socorristas, a polícia e os jornalistas correram à procura de um local seguro quando as sirenes começaram a soar e dos altifalantes chegavam as ordens para evacuar.

Uma coluna de fumo projectou-se do vulcão e lava desceu pela encosta sul na terça-feira à tarde, desencadeando novas ordens de evacuação em mais de uma dúzia de comunidades e obrigando a encerrar uma autoestrada.

As autoridades dizem que o fumo poderá formar uma “cortina” de cinzas capaz de atingir os seis mil metros de altitude, o que representa também um perigo para o tráfego aéreo.

Pelo menos 192 pessoas foram dadas como desaparecidas na Guatemala, na sequência da erupção do vulcão do Fogo, no domingo, indicou a Protecção Civil.

“Já temos o número e os nomes das pessoas que estão desaparecidas: 192”, declarou o director da agência de Coordenação e Gestão de Desastres da Guatemala, Sergio Cabañas, na terça-feira à noite.

Dois dias após a erupção, o terreno ainda estava demasiado quente em vários locais para as equipas de socorro poderem trabalhar.

Lilian Hernandez chorava enquanto dizia os nomes dos tios, primos, netos e outros familiares, num total de 36, que estão desaparecidos e presumivelmente mortos. “Os meus primos Ingrid, Yomira, Paola, Jennifer, Michael, Andrea e Silvia, que tinha apenas dois anos”, disse à agência AP.

Os últimos dados apontam para pelo menos 75 mortos, continuando os bombeiros à procura de pessoas nos escombros.

As autoridades indicaram que mais de 3200 pessoas de povoações na zona foram retiradas das habitações devido à queda das cinzas, que afectam uma área com perto de 1,7 milhões de pessoas.

O Instituto de Sismologia guatemalteco anunciou que o vulcão, de 3763 metros de altura, já tinha alertado para a hipótese de uma nova erupção.

Diário de Notícias
06 DE JUNHO DE 2018 07:20
Susana Salvador, com Lusa

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609: Erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala faz 25 mortos

rodolfoaraiza.com / Flickr
Erupção do vulcão Fuego, na Guatemala

Pelo menos 25 pessoas morreram e 20 ficaram feridas na sequência da erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, no domingo, segundo um novo balanço da Protecção Civil.

“O balanço às 21 horas (quatro horas de segunda-feira em Lisboa) é de 25 mortos“, disse o porta-voz da Coordenação de Gestão de Desastres da Guatemala, David de Leon.

No balanço antes divulgado, as autoridades davam conta de seis mortos e 20 feridos.

De acordo com as autoridades, 3100 pessoas das comunidades próximas já foram retiradas das habitações devido à queda das cinzas, que começaram agora a afectar uma área populacional com cerca de 1,7 milhões de pessoas.

A erupção que se iniciou, no domingo, no Vulcão de Fogo é a mais forte dos últimos anos e está a provocar espessas colunas de cinzas que sobem até cerca de 10 mil metros de altura e caem depois num raio alargado, chegando mesmo à Cidade da Guatemala.

O Presidente da Guatemala, Jimmy Morales, anunciou já que vai declarar o estado de emergência, sujeito a aprovação do Congresso, e pediu aos cidadãos que estejam atentos aos avisos das autoridades de emergência.

A pista do aeroporto internacional La Aurora, na capital, foi entretanto encerrada, por motivos de segurança.

Imagens de vídeo publicadas pelos órgãos de comunicação locais mostram paisagens carbonizadas, nos locais onde as torrentes de lava entraram em contacto com as casas.

“Actualmente, o vulcão continua a entrar em erupção e existe um alto potencial para avalanches de detritos (piroclásticos)”, escreveu a agência gestão de desastres no Twitter, citando Eddy Sanchez, director do Instituto de Sismologia e Vulcanologia (Insivumeh) guatemalteco.

Segundo Sanchez, as torrentes de lava atingiram temperaturas de cerca de 700 graus Celsius.

O vulcão, de 3.763 metros de altura, situa-se nas regiões de Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez, a 50 quilómetros a oeste da capital de Guatemala, zonas que são, por isso, as mais afectadas.

ZAP // Lusa

Por Lusa
4 Junho, 2018

(actualizações)

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