2662: Vulcão de lua de Júpiter prestes a entrar em erupção

CIÊNCIA

Os investigadores conseguiram determinar um padrão na actividade do Loki.

© NASA / JPL / USGS Os investigadores conseguiram determinar um padrão na actividade do Loki.

O maior vulcão da lua Io de Júpiter está prestes a entrar em erupção e os investigadores estão atentos para reunir todos os dados e detalhes do evento. O vulcão, de nome Loki, tem sido alvo de uma observação atenta da parte dos investigadores, que identificaram até um padrão nas erupções do vulcão.

De acordo com o ‘paper’ publicado pela cientista planetária Julie Rathburn do Instituto de Ciência Planetária, as erupções do Loki tinham um ciclo de 530 dias. O ‘paper’ em questão foi fruto de observações feitas entre 1988 e 2000, com os investigadores a notarem que, no início da erupção, o vulcão se iluminava e permanecia neste estado durante 230 dias até voltar a apagar-se.

Porém, como conta o Science Alert, o ciclo encurtou em 2013 e verificou que em vez dos 530 dias a duração era agora de 475 dias. É este novo ciclo que leva os investigadores a acreditarem que o Loki entrará em erupção ainda durante este mês.

“Os vulcões são tão difíceis de prever porque são muito complicados. Há muitas coisas que podem influenciar as erupções vulcânicas, incluindo a taxa de abastecimento de magma, a composição do magma – em particular a presença de bolhas no magma, o tipo de rocha em que o vulcão se encontra, o estado fracturado da rocha e muitas outras questões”, indica Rathburn. “Consideramos que o Loki pode ser previsível porque é tão grande. Devido ao seu tamanho, as físicas básicas provavelmente dominam-no quando entra em erupção, por isso as complicações pequenas que afectam os vulcões pequenos provavelmente não afectam muito o Loki.

msn notícias
Miguel Patinha Dias
18/09/2019

 

2604: A erupção do Kilauea foi uma “fábrica” de algas no Oceano Pacífico

CIÊNCIA

A incrível floração de algas ligada à erupção do vulcão Kilauea, no ano passado, foi deflagrada pela lava despejada no oceano Pacífico.

Quando ocorre uma erupção vulcânica, pensamos imediatamente num desastre. No entanto, dependendo das condições, uma erupção pode mesmo significar renovação de vida. O artigo científico, publicado no dia 5 de Setembro na Science, ilustra bem esta situação.

Uma equipa de cientistas das universidades do Havai e do Sul da Califórnia (USC) analisou atentamente as imagens capturadas por um satélite da NASA, em Julho do ano passado. Ao observarem as fotografias da erupção do vulcão Kilauea, os cientistas notaram que a água ao redor do vulcão estava verde.

O satélite detectou grandes quantidades de clorofila, o pigmente verde que converte a luz em energia, presente em algas e outras plantas. Os cientistas foram de barco até à região para recolher amostras, com a esperança de descobrir por que motivo tantas algas começaram a crescer na água após a erupção que derramou, aproximadamente, mil milhões de toneladas de lava quente.

O novo estudo mostra que a pluma verde no oceano ao redor do vulcão continha o cocktail perfeito para o crescimento de plantas e algas: uma mistura fértil de níveis mais altos de nitrato, ácido silícico, ferro e fosfato.

“Não havia razão para esperarmos que uma floração de algas deste tipo acontecesse”, disse o geoquímico Seth John, professor de ciências da Terra da USC e autor do estudo. “A lava não contém nitrato”, continuou, citado pelo Europa Press.

Quer na água, quer na terra, o azoto é um fertilizante natural para as plantas. Com tais condições, a eflorescência de algas expandiu-se por centenas de quilómetros no Oceano Pacífico.

“Normalmente, sempre que uma alga cresce e se divide, é devorada imediatamente por outro plâncton. A única maneira de haver essa floração é se ocorrer um desequilíbrio”, explicou Nicholas Hawco, co-autor do estudo.

Segundo os cientistas, o azoto tem origem, provavelmente, no fundo do oceano. Quando a lava quente entrou, forçou uma ressurgência de águas mais frias e profundas do Pacífico. Ao subir, a água transportou azoto e outras partículas para a superfície, ajudando assim as algas a proliferar.

“Ao longo da costa da Califórnia, existem afloramentos regulares”, afirmou John. “Todos os estratos de algas e criaturas marinhas que habitam nesses ecossistemas são basicamente movidos por correntes que trazem nutrientes fertilizantes das águas profundas para a superfície.”

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10 Setembro, 2019

 

2534: Já se sabe qual foi o potente vulcão que arrefeceu a Terra e ameaçou o mundo antigo

CIÊNCIA

(h) BNPB /EPA

Nos últimos dois mil anos, o planeta atravessou duas importantes mudanças climáticas: a Anomalia Climática Medieval e a Pequena Idade do Gelo. Nenhuma foi tão profundo como a que estamos a passar actualmente: o aquecimento global dos últimos 150 anos.

No entanto, no passado, houve mais momentos em que o planeta esteve em risco. Uma dessas situações aconteceu no século VI. As temperaturas caíram no hemisfério norte cerca de 15ºC, perderam-se muitas colheitas e chegaram a fome e a peste bubónica. O gatilho para essa situação foi um par de erupções vulcânicas que poluíram a atmosfera.

Sabe-se que ocorreu na Islândia ou no Alasca, por volta do ano 536 (considerado por alguns como o pior ano da história), e que o outro ocorreu por volta do ano 540. Mas não se sabe onde.

Agora, um grupo de investigadores sugeriu onde o segundo poderia ter ocorrido. Num estudo publicado a 16 de Setembro na revista especializada Quaternary Science Reviews, associaram essa situação à erupção do vulcão Ilopango, em El Salvador, que gerou uma explosão vulcânica de até 50 quilómetros de altura.

Sobre a erupção em El Salvador, que criou a formação rochosa conhecida como Tierra Blanca Joven, o geólogo da Universidade Luterana da Califórnia (EUA), Robert Dull, que liderou o estudo, diz que foi a “maior da América Central que os humanos testemunharam”.

Pela primeira vez, os cientistas definiram uma data para tal erupção e isso provou ser compatível com a queda dramática das temperaturas no hemisfério norte.

Os investigadores estudaram três troncos enterrados nas cinzas, a uma distância de 25 a 30 quilómetros do lago que cobre a caldeira do Ilopango hoje. Essas árvores terão após serem envolvidas pelos ventos quentes e furacões gerados pela erupção, carregados com gases, cinzas e pedra-pomes.

Em laboratório, estimaram a idade dos diferentes cortes desses troncos, através do estudo de anéis de crescimento e datação por carbono 14.

As análises mostraram que as árvores morreram entre 500 e 545. Além disso, com base em modelos atmosféricos, os investigadores estimaram que a erupção de Ilopango ocorreu no outono de 539. Isso explicaria o arrefecimento global, a fome e uma redução temporária na construção de monumentos maias detectados por arqueólogos.

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28 Agosto, 2019

 

2331: Super-erupções vulcânicas estão a interromper a recuperação da camada de ozono

CIÊNCIA

Zalrian Sayat / EPA

Desde que o buraco do ozono na Antárctida foi detectado em 1985, o esgotamento da camada de ozono – o “grande guarda-chuva” que protege toda a vida na Terra – levantou uma preocupação considerável.

Os esforços das comunidades internacionais levaram ao sucesso do “Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destrói a Camada de Ozono”, assinado em 1987, que proibiu a produção e uso global de clorofluorcarbonetos, a principal causa do ozono esgotado.

Desde então, as substâncias destruidoras do ozono (ODSs) na estratosfera foram gradualmente eliminadas e a destruição adicional do ozono foi evitada. A camada de ozono tem vindo a recuperar-se gradualmente e os cientistas estimam que atingirá o nível dos anos 80 até meados deste século.

“No entanto, fortes erupções vulcânicas, especialmente quando um super vulcão entra em erupção, terão um forte impacto no ozono e podem interromper os processos de recuperação do ozono”, disse Ke Wei, do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, em comunicado. Wei é o autor correspondente de um artigo recentemente publicado na revista Advances in Atmospheric Sciences.

Para estimar o efeito de um possível super-vulcão na camada de ozono em recuperação, a equipa de Wei trabalhou com cientistas russos e usou um modelo de transporte e um modelo químico-climático para simular o impacto de super erupções vulcânicas no ozono estratosférico durante diferentes períodos de recuperação do ozono.

Os resultados mostram que a percentagem da diminuição total média global de ozono na coluna no cenário da metade dos ODSs dos anos 90 é de aproximadamente 6% e a percentagem é de 6,4% nos trópicos.

Quando todas as ODS antropogénicas são removidas e apenas fontes naturais  permanecem, uma erupção super vulcânica produz uma diminuição média global de ozono de 2,5%, com uma perda de 4,4% nos trópicos.

“Essas poucas destruições não devem ser subestimadas, pois o Relatório de Avaliação do Ozono em 2014 pela Organização Meteorológica Mundial sugeriu um esgotamento de ozono de 2,5% fora das regiões polares durante o pior período de esgotamento nos anos 90”, disse o principal autor, Luyang Xu.

Xu está preocupado com o facto de que, uma vez que as super-erupções vulcânicas também podem injectar uma grande carga de halogénios na atmosfera, que destroem directamente o ozono na estratosfera, a verdadeira diminuição causada por super vulcões poderia ser ainda mais séria do que a estimativa.

No entanto, as observações e estudos actuais não conseguem fornecer informações suficientes sobre as quantidades exactas de halogénios vulcânicos que entram na estratosfera.

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19 Julho, 2019

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2239: Erupção de um vulcão aniquilou todas as formas de vida nas Ilhas Kuril (e foi vista do Espaço)

NASA

A potente erupção de 22 de Junho do vulcão Raikoke destruiu todas as formas de vida da ilha em que se encontra – que está inabitada.

O vulcão Raikoke fica nas Ilhas Kuril, um arquipélago de picos vulcânicos que fica entre a península de Kamchatka, na Rússia, e a ilha de Hokkaido, no Japão. Em 22 de Junho, aproximadamente às 4h00, horário local, a Raikoke explodiu pela primeira vez desde 1924

De acordo com Alexéi Ózerov, diretor do Instituto de Vulcanologia e Sismologia da Rússia, uma densa coluna de cinzas ergueu-se sobre a cratera do vulcão a uma altitude de 11 quilómetros e essa nuvem estendeu-se por mais de 450 quilómetros. Além disso, nas encostas do vulcão desceram fluxos piroclásticos com temperaturas entre 800 e 1.000ºC.

Como resultado, disse Ozerov ao Kam 24, “a ilha tornou-se num deserto sem vida em questão de horas”. “Toda a vida na ilha, onde antes havia abundância de flora e fauna, incluindo uma colónia de leões marinhos de Steller, foi destruída”, acrescentou.

O especialista explicou que a fase paroxística da erupção terminou e não é esperada nenhuma actividade no futuro próximo. No entanto, os cientistas acreditam que, embora as suas erupções não sejam frequentes, o vulcão deve estar sob constante observação.

Ózerov estima que “os eventos em Raikoke foram extremamente perigosos para a aviação, bem como para os navios do mar” que poderiam estar na área devido à queda de cinzas ou pelos fluxos piroclásticos que se movem ao longo da superfície da água a uma distância de vários quilómetros.

A erupção foi tão poderosa que foi vista do Espaço. De acordo com a NASA, um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) capturou a vista. Como a foto da ISS foi tirada não directamente acima do vulcão, a impressionante altura, circunferência e estrutura da pluma de cinzas é visível, assim como a sombra projectada pela pluma sobre a cobertura de nuvens abaixo.

Raikoke é um estrato-vulcão, o que significa que as suas encostas são construídas a partir de numerosas camadas de lava endurecida e cinzas. Alcança 551 metros acima do nível do mar e, antes da explosão de Raikoke em 1924, a última actividade registada do vulcão foi em 1778, de acordo com o Programa Global de Vulcanismo do Museu Nacional de História Natural.

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27 Junho, 2019

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2110: Humanos antigos testemunharam uma erupção vulcânica na Turquia (e desenharam-na numa rocha)

CIÊNCIA

Um grupo de investigadores internacionais determinou a antiguidade de pegadas pré-históricas encontradas numa camada de cinza anterior à erupção do vulcão Cakallar, localizado em Kula, na Turquia.

De acordo com o comunicado da Universidade de Curtin, na Austrália, cujos especialistas participaram no estudo, junto às “impressões de pés de Kula”, descobertas na década de 1960, foi ainda encontrada uma pintura rupestre que ilustrava a erupção.

Os estudos anteriores estimavam que as pegadas tinham cerca de 250 mil anos, o que sugeria que as testemunhas do fenómeno natural foram os neandertais da época do Plistoceno. Embora, a nova análise, que utilizou dois métodos diferentes – hélio radiogénico e a exposição ao cloro cosmogénico – mostrou que as pegadas eram muito mais jovens.

“As duas abordagens de datação independentes mostraram resultados internamente consistentes e juntos sugerem que a erupção vulcânica foi testemunhada pelo Homo sapiens durante a Idade do Bronze pré-histórica, há 4.700 anos e cerca de 245 mil anos mais tarde do que o originalmente relatado”. disse o investigador Martin Danisik.

O estudo, publicado na revista Quaternary Science Reviews, sugere que os humanos se aproximaram lentamente do vulcão com os seus cães após a primeira erupção, deixando as suas pegadas na camada húmida de cinzas. Quando a actividade vulcânica continuou, a rocha vulcânica enterrou as cinzas e preservou os trilhos.

Estudos anteriores sugeriram, de acordo com o Live Science, que estas pessoas antigas estavam a fugir da erupção. Mas, depois de examinar as distâncias entre os passos, parece que quem os deixou estava a andar a uma velocidade normal.

Além disso, os autores acreditam que os humanos observaram a erupção a uma distância segura, o que, muito provavelmente, torna o Homo sapiens os autores da pintura rupestre próxima.

Segundo Danisik, a pintura “mostra como os seres humanos há 4,7 mil anos eram capazes de retratar processos naturais como uma erupção vulcânica, na sua própria forma artística e com ferramentas e materiais limitados”.

Isto poderá fazer do Homo sapiens o primeiro vulcanólogo do mundo – ou seja, as primeira pessoas a observar e a registar erupções vulcânicas.

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4 Junho, 2019



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2089: O Etna voltou a acordar. O maior vulcão da Europa entra em erupção

Orietta Scardino / EPA

O vulcão Etna, situado na região italiana da Sicília, voltou a entrar em erupção esta quinta-feira, com novas fendas abertas na sua face sudeste.

Dois fluxos de lava percorrem algumas centenas de metros no cume do vulcão activo de maior altitude na Europa. A actividade é de intensidade média e caracterizada pela ejecção de cinzas, gases e rochas.

A erupção, no entanto, não afecta as operações no Aeroporto de Catânia, maior cidade dos arredores do Etna. “Estamos no início de uma nova fase eruptiva do Etna, que pode acabar rapidamente ou durar meses”, explicou o director do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) em Catânia, Eugenio Privitera.

“Os fenómenos estão confinados ao cume do vulcão e não constituem um perigo para centros habitados e pessoas, mas é preciso controlar os fluxos de turistas na zona para sua própria segurança”, acrescentou.

Embora o Etna esteja activo há algum tempo, esta erupção foi significativa, já que foi a erupção do primeiro flanco (lateral), e não a erupção do cume, no Etna por mais de uma década. De acordo com o Programa Global de Vulcanismo da Smithsonian Institution, este paroxismo fazia parte de uma sequência vulcânica prolongada que começou em Setembro de 2013.

Apesar de ser um pouco imprevisível, o Etna está em erupção há anos. Já em Fevereiro deste ano, por exemplo, nuvens de cinzas foram vistas a subir em direcção ao céu a partir de uma série de pequenas explosões do chamado Telhado do Mediterrâneo.

Em Dezembro do ano passado, um sismo de magnitude 4,8 na escala de Richter atingiu a província de Catânia, na Sicília, junto ao monte Etna, fazendo pelo menos dez feridos e provocando alguns danos em edifícios. O sismo ocorreu dois dias depois de o Etna ter entrado em erupção, intensificando a actividade vulcânica na e actividade sísmica na região.

O vulcão do Monte Etna, na parte oriental da Sicília, está a escorregar lentamente para o mar. Um estudo mostrou que há um risco muito maior do que o anteriormente previsto de um colapso originar um tsunami. O Monte Etna está a deslizar para o Mediterrâneo a cerca de três a cinco centímetros por ano.

O Etna é o maior vulcão activo da Europa e um dos vulcões mais activos do mundo. É também a mais alta montanha da Sicília. A extensão total da sua base é de 1190 quilómetros quadrados, com uma circunferência de 140 quilómetros, o que o torna quase três vezes maior que o Vesúvio.

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1 Junho, 2019


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2011: Alerta de erupção vulcânica. Monte Hakone fechado a turistas

WorldContributor / Wikimedia
O Monte Fiji e o santuário de Hakone vistos na primavera a partir do lago Ashinoko, no Japão

As autoridades japonesas activaram este domingo o alerta por possível erupção vulcânica no monte Hakone, e fecharam todos os acessos à popular paisagem natural, que é visitada anualmente por milhões de turistas.

A Agência Meteorológica do Japão, JMA, declarou o segundo nível de alerta numa escala de cinco níveis, após detectar um aumento da actividade sísmica e emanações incomuns de vapores perto da cima do vulcão.

As autoridades fecharam todas as estradas e caminhos de acesso e recomendaram que os turistas não se aproximem do monte, situado num parque nacional  a cerca de 80 quilómetros a sudoeste de Tóquio, e para o qual não se activava a alerta vulcânico desde 2015.

A zona de Hakone é conhecida pelas paisagens naturais e pela vista que oferece para o famoso monte Fuji, o mais alto do Japão, pelas suas rotas de caminhada e pelos onsen, os conhecidos banhos termais japoneses).

O parque natural em que o monte está localizado foi o mais visitado no país em 2017, com um total de 2,58 milhões de visitantes, segundo dados do Ministério do Ambiente do país.

O Japão, que tem mais de cem vulcões activos e latentes, está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de forte actividade sísmica e vulcânica, com mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 se encontram activos.

Gringer / wikimedia
Anel de Fogo do Pacífico

Em Setembro 2014, uma erupção inesperada do Monte Ontake surpreendeu um grupo de montanhistas e provocou 27 mortos. O Monte Ontake, localizado a 200 quilómetros de Tóquio, começou a expelir grandes quantidades de cinzas e rochas, formando uma imensa nuvem de fumo sobre a sua cratera.

ZAP // EFE

Por EFE
19 Maio, 2019


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2001: Antes da erupção do Vesúvio, as ruas de Pompeia eram reparadas com ferro fundido

CIÊNCIA

Howard Stanbury / Flickr

Funcionários antigos usavam ferro fundido para reparar as ruas de Pompeia antes da história e devastadora erupção do Vesúvio em 79 a.C.

A descoberta revela um método até então desconhecido da reparação das ruas romanas antigas e representa “a primeira comprovação em larga escala do uso romano do ferro fundido”, escreveram os investigadores Eric Poehler, professor de clássicos da Universidade de Massachusetts Amherst; Juliana van Roggen; e Benjamin Crowther, da Universidade do Texas em Austin, num artigo publicado no American Journal of Archaeology.

Quando o Monte Vesúvio entrou em erupção, cobriu a cidade de cinzas e lava. Embora a erupção tenha matado muitos dos habitantes de Pompeia, também preservou a cidade no tempo. Muitas das ruas de Pompeia foram pavimentadas com pedra, mas em Julho de 2014, os arqueólogos descobriram que, com o tempo, a passagem dos carros desgastou as pedras formando buracos profundos.

Repavimentar ruas era um processo caro e demorado, de acordo com registos históricos e vestígios arqueológicos. “Uma opção para conserto, a completa repavimentação em pedra, era um empreendimento difícil e caro que pode bloquear importantes rotas numa cidade durante meses”, escreveram os investigadores.

Isso era um problema para o povo de Pompeia, uma vez que algumas das muitas ruas da cidade poderiam ficar desgastadas rapidamente. “Investigações em Pompeia mostraram que volumes particularmente altos de tráfego concentrados em ruas estreitas poderiam desgastar até mesmo uma superfície pavimentada de pedra em apenas algumas décadas”.

Depois de o ferro derretido ter sido derramado, encheu os furos e endureceu enquanto arrefecia. Além do ferro, outros materiais como pedra, pedaços de terracota e cerâmica também foram inseridos nos buracos para ajudar a preenchê-los. Este método de reparo era mais barato e mais rápido do que repavimentar uma rua. “A forma como os romanos introduziram o material de ferro liquefeito nas ruas de Pompeia permanece um mistério”, escreveram os investigadores.

Os romanos teriam de aquecer ferro ou escória de ferro entre 1.100 a 1.600ºC, dependendo do tipo de ferro a ser derretido, de acordo com os cientistas, observando que os fornos romanos reconstruidos conseguiriam atingir essas temperaturas.

Foram encontrados numerosos exemplos de gotas de ferro em secções de ruas que não precisavam de conserto, o que sugere que o ferro derretido, às vezes, era derramado acidentalmente enquanto era levado para as ruas de Pompeia.

É provável que os escravos levassem o ferro fundido através de Pompeia, disse Poehler, observando que as cidades romanas tinham escravos públicos e magistrados – altos funcionários que detinham poder nas cidades romanas – que poderiam ter usado os seus próprios escravos para realizar tarefas como consertos de rua.

Agora, os investigadores esperam analisar a química do ferro para descobrir de onde foi extraído. Há ainda mais ruas em Pompeia para estudar.

ZAP // Live Science

Por ZAP
18 Maio, 2019


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1954: O super-vulcão de Nápoles espalhou cinza por todo o Mediterrâneo

CIÊNCIA

Marta Isabella Reina / Flickr

Uma erupção na super-caldeira dos Campos Flégreos, em Nápoles, originou, há 29.000 anos, uma camada de cinzas vulcânicas tão intensa que os sedimentos espalharam-se por todo o Mar Mediterrâneo, revelou um novo estudo.

A erupção da formação desta caldeira, há 40.000 anos, é considerada a maior erupção conhecida na Europa nos últimos 200 anos, recordam os autores na nova publicação, cujos resultados foram no fim de abril publicados na revista Geological Society of America.

Pouco ou nada se sabe das outras grandes erupções deste super-vulcão italiano antes da formação da sua caldeira mais recente, registada há 15.000 anos.

Na nova investigação, liderada por Paul Albert, da Universidade de Oxford, nos Estados Unidos, os cientistas estudaram uma erupção que data de há 29.000 anos. Os especialistas confirmaram que a erupção oriunda dos Campos Flégreos espalhou uma camada de cinzas vulcânicas por todo o Mediterrâneo, noticia a agência Europa Press.

A informação sobre as grandes erupções explosivas é estabelecida principalmente a partir de investigações geológicas dos depósitos expostos que são encontrados em torno do vulcão fonte, neste caso, no super-vulcão napolitano.

Desde o fim da década de 1970, uma camada de cinzas vulcânicas dispersa, com cerca de 29.000 anos, foi várias vezes identificada em sedimentos marinhos e lacustres em todo o Mediterrâneo, dando conta da ocorrência de uma erupção de grande magnitude.

Apesar da sua distribuição generalizada e a idade relativamente jovem, não se encontrou nenhuma evidência clara de que esta dispersão de cinzas estivesse associada a um dos grandes vulcões desta região de Itália – até então.

As análises químicas detalhadas levadas a cabo pela equipa de cientistas num depósito de erupção encontrado a cinco quilómetros a nordeste da caldeira dos Campos Flégreos revelou que o depósito é totalmente consistentes com a composição distintiva da camada de cinzas espessa.

Estes dados, comparados com a nova datação do depósito da erupção perto da fonte, confirmam que os Campos Flégreos são os responsáveis pela enorme camada de cinzas.

As restrições sobre o tamanho da erupção foram determinadas pela equipa a partir de modelos computorizados de dispersão de cinzas que integrava as espessuras dos depósitos de erupção de fonte próximos, neste estudo denominados de Masseria del Monte Tuff, bem como as cinzas encontradas em todo o Mediterrâneo.

ZAP //

Por ZAP
10 Maio, 2019

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1944: Vulcão Sinabung entra em erupção. É um dos maiores da Indonésia

YT Haryono / EPA
Erupção do monte Sinabung, um dos maiores vulcões da Indonésia, 26 de Agosto de 2016

Um vulcão da Indonésia entrou em erupção esta terça-feira, libertando grande quantidade de fumo a 2.000 metros, cobrindo os vilarejos da região de cinzas.

O vulcão Sinabung, na ilha de Sumatra, está activo desde 2010 e entrou em erupção pela última vez em 2016. Nos últimos dias, a sua actividade disparou. Os vilarejos próximos foram avisados do risco de lava.

O gabinete de gestão de catástrofes afirmou que a erupção pode afectar o tráfego aéreo. Contudo, até ao momento, não foi emitido qualquer alerta formal para evitar os voos na área.

Não foram registados feridos ou mortos e a agência de catástrofes não emitiu ordens de evacuação. Em 2016, sete pessoas morreram durante uma erupção deste vulcão. Em 2014 foram registadas 16 vítimas.

No ano passado, a erupção de um vulcão entre as ilhas de Java e Sumatra provocou um deslizamento de terras submarino, desencadeando um tsunami que matou mais de 400 pessoas.

O vasto arquipélago do Sudeste Asiático está no chamado Anel de Fogo do Pacífico, onde se encontram placas tectónicas. A Indonésia tem 127 vulcões activos.

ZAP // Lusa

Por Lusa
8 Maio, 2019

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1555: Os vulcões russos são uma ameaça para o clima da Terra

Earth Observatory / Wikimedia
Erupção no vulcão Sarychev, na Rússia

Um grupo internacional de cientistas descobriu que as erupções dos vulcões do hemisfério norte, especialmente no território russo, exercem uma influência maior sobre o clima do planeta do que se pensava anteriormente.

As erupções dos vulcões extra-tropicais – como o Kasatochi, no Alasca, ou Sarychev, na Rússia – injectam enxofre na estratosfera inferior. No entanto, o seu impacto no clima tem sido muito fraco e de curta duração – o que fez com que os investigadores assumissem que este resultado é um reflexo de uma regra geral.

No entanto, investigadores do Centro Helmholtz de Pesquisa Oceânica Kiel (GEOMAR), do Instituto Max Planck de Meteorologia, em Hamburgo, e da Universidade de Oslo, juntamente com colegas da Suíça, dos Estados Unidos e do Reino Unido, rejeitaram essa hipótese, num recente artigo científico publicado na Nature Geoscience.

Esta equipa de cientistas investigou núcleos de gelo que contêm enxofre e concluiu que, durante os últimos 1250 anos, as erupções de vulcões extra-tropicais deviam, na verdade, provocar o arrefecimento da superfície no hemisfério norte. Desta forma, estes vulcões arrefeceram muito mais a atmosfera em comparação com os seus análogos tropicais, mesmo lançando a mesma quantidade de enxofre.

Na prática, os cientistas chegaram à conclusão que as erupções extra-tropicais são realmente mais eficientes do que as erupções tropicais em tempos de arrefecimento hemisférico em relação à quantidade de enxofre emitido pelas erupções.

O arrefecimento da atmosfera ocorre quando gases com enxofre são lançados na estratosfera a uma altitude de 10 a 15 quilómetros. Como resultado, os gases sulfurosos produzem uma neblina de aerossol sulfúrico, capaz de se manter durante vários meses ou anos. Esta neblina reflete uma parte da radiação solar, causando a diminuição da temperatura média anual.

Segundo a EurekAlert, este último estudo mostra que nas latitudes norte o tempo de vida do enxofre em aerossol é menor do que nos trópicos, ao contrário do que se pensava anteriormente. Além disso, neste caso, a influência sobre o clima limita-se ao hemisfério norte, o que aumenta o arrefecimento da atmosfera.

Os cientistas esperam que esta recente investigação os ajude a medir, com maior precisão, o nível de impacto das erupções vulcânicas na variabilidade climática, supondo que o clima no futuro seja afectado por erupções extra-tropicais explosivas.

Apesar de terem acontecido muito poucas erupções extra-tropicais explosivas em comparação com as tropicais nos últimos anos, não é completamente descartável que estas grandes erupções possam vir a acontecer, alertam os investigadores.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
4 Fevereiro, 2019

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1550: Erupção de vulcão escocês pré-histórico mudou o clima

Diliff / Wikimedia
Sgùrr nan Gillean, uma montanha na ilha de Skye, na Escócia

Há 56 milhões de anos, a erupção de um vulcão pré-histórico, localizado onde actualmente se encontra a Escócia, terá contribuído para um drástico aquecimento global.

Segundo uma equipa de cientistas, é muito provável que uma erupção vulcânica catastrófica na Ilha de Skye, na Escócia, tenha causado grandes mudanças no clima. Investigadores escoceses, suecos e ingleses relacionaram a erupção com o aumento do aquecimento global.

Esta é a primeira vez que uma erupção vulcânica explosiva em larga escala é confirmada na Escócia. O chamado Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM) desempenhou um papel muito importante na formação do mundo pré-histórico. O estudo sobre este fenómeno foi publicado recentemente na Scientific Reports.

Quando ocorreu o fenómeno, as temperaturas da Terra aumentaram cerca de oito graus Celsius. No entanto, existe ainda hoje um possível efeito desta ocorrência, ainda que seja quatro vezes mais fraca, revelam os cientistas.

Através do estudo da composição química e estrutura das rochas encontradas nas Ilhas Hébridas Interiores, os cientistas determinaram que a erupção deu origem à Ilha de Skye. A “explosão de Skye” está a ser identificada como um forte contribuinte para o aquecimento global durante o PETM.

A poeira da erupção vulcânica instalou-se na Terra, além de milhões de toneladas de gases de efeito de estufa, como o dióxido de carbono, que contaminam diariamente a atmosfera persistindo durante vários anos. Uma espécie de combo que contribui, assim, para o aquecimento global.

É por este motivo que os cientistas associam o PETM à actividade vulcânica na região do Atlântico Norte, especialmente no que hoje é a Gronelândia, as Ilhas Britânicas e o Mar do Norte. Esta investigação entra em contra-mão com a visão previamente aceite do sector escocês do Atlântico Norte, que garantia que esta região não havia tido registo de erupções explosivas na época do PETM.

Esta foi a primeira vez que um evento desta magnitude foi confirmado em território escocês. A ocorrência foi comparada pelos pesquisadores com a erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia, em 1883, considerado um dos desastres mais catastróficos na história da humanidade.

ZAP // BBC / SputnikNews

Por ZAP
3 Fevereiro, 2019

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1363: A maior erupção vulcânica da Antárctida ocorreu mais cedo do que se pensava

CIÊNCIA

Antonio Álvarez Valero / Universidade de Salamanca
A Ilha Deceção pertence ao arquipélago das Shetland do Sul, na Antárctida

Uma grande erupção vulcânica abalou a Ilha Deceção, na Antárctida, há 3.980 anos, e não 8.300, como se pensava anteriormente.

Este evento foi uma das maiores erupções no continente durante o Holoceno, os últimos 11.700 anos depois da última grande período glacial na Terra, e foi comparável em volume de rochas ejectadas à erupção do vulcão Tambora em 1815.

A erupção formou a caldeira do vulcão, um dos mais activos na Antárctida, com mais de 20 erupções registadas nos últimos 200 anos.

De acordo com um novo estudo, publicado a 22 de Novembro na revista Scientific Reports, o colapso aconteceu há 3.980 anos. O esvaziamento da câmara magmática, a zona de acumulação de magma que alimentou a erupção, causou uma queda de pressão, provocando o colapso da parte superior do vulcão.

Como resultado, foi formada uma depressão entre oito e 10 quilómetros de diâmetro, o que agora dá à Ilha Deceção a sua forma de ferradura. O colapso da caldeira teria causado um evento sísmico de grande magnitude, cujos traços foram registados nos sedimentos acumulados no fundo dos lagos da Ilha Livingstone, a segunda maior das Ilhas Shetland do Sul, Antárctica.

Os núcleos de sedimentos foram recuperados durante campanhas antárcticas do projecto HOLOANTAR, entre 2012 e 2014. Este trabalho de campo foi conduzido e coordenado por Marc Oliva, então investigador do Instituto de Geografia e Ordenamento da Universidade de Lisboa.

“O objectivo inicial do estudo era puramente climático, já que queríamos reconstruir as flutuações climáticas desta região nos últimos 11.700 anos usando diferentes indicadores paleoclimáticos naturais proxies – encontradas nos sedimentos dos lagos da Península Byers, a cerca de 40 quilómetros ao norte da Ilha Deceção”, disse Sergi Pla, co-autor do estudo.

Mas o que foi encontrado surpreendeu os investigadores. “Análises geoquímicas e biológicas posteriores indicaram que os sedimentos tinham origem terrestre e foram depositados abruptamente no fundo do lago. Estes resultados sugeriram a ocorrência de um grande terremoto que afectou toda a área e colocou-nos na pista que, talvez, não estivéssemos a enfrentar um terremoto comum, mas um gerado pelo colapso da caldeira do vulcão da Ilha Decepção”, explicou Santiago Giralt, que também é co-autor do estudo.

A data exacta da erupção foi obtida usando técnicas geoquímicas, petrológicas e paleolimnológicas aplicadas nos sedimentos de quatro lagos da Península de Byers da ilha de Livingston.

“Os registos sedimentares recuperados mostraram um padrão comum. Primeiro, as cinzas vulcânicas da erupção da Ilha Deceção, cobertas por uma camada de sedimento de quase um metro de espessura composta por material arrastado das margens dos lagos até o fundo devido ao grande terremoto e por sedimentos comuns do lago, que são caracterizados por uma alternação de argilas e musgos“, disse Giralt.

Um dos desafios foi caracterizar a origem das cinzas produzidas durante a erupção vulcânica. Para isso, as condições de pressão e temperatura dos magmas que causaram esta erupção foram calculadas usando as cinzas presentes nos núcleos de sedimentos. “Conseguimos estimar a profundidade de todas as amostras estudadas e determinar se faziam parte do mesmo magma e episódio eruptivo”, disse Antonio Álvarez Valero, investigador da Universidade de Salamanca.

O estudo também estima que a erupção tenha um Índice de Explosividade Vulcânica (que vai de 0 a 8) por volta de seis, o que possivelmente faz dele o maior episódio eruptivo do Holoceno no continente antárctico.

“É muito importante ser capaz de datar este tipo de erupção para entender as mudanças climáticas causadas por erupções vulcânicas – neste caso particular, em altas latitudes austrais”, acrescentaram os autores.

A erupção pode ter tido impactos climáticos e ecológicos significativos numa grande área da região sul, embora sejam necessários mais estudos e novos dados para caracterizar precisamente quais os efeitos reais no clima deste evento eruptivo.

ZAP // Phys / Sputnik

Por ZAP
2 Dezembro, 2018

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1245: A mais profunda erupção vulcânica criou um incrível jardim de vidro

CIÊNCIA

No mais profundo local dos oceanos, sob a Fossa das Marianas, no Pacífico, uma equipa de cientistas descobriu um incrível e vasto “jardim” de vidro vulcânico. 

Esta vasta e extraordinária área é fruto da erupção vulcânica mais profunda até agora conhecida na Terra. O fenómeno geológico ocorreu em 2015, a cerca de 4 a 4,5 quilómetros abaixo do nível médio do mar, relata a revista Frontiers in Earth Science.

Localizada quase na extremidade da Fossa das Marianas, este lugar estende-se por mais de sete quilómetros sobre a região de Mariana Trough, uma bacia em arco no oeste do Pacífico. De acordo com os investigadores, o vidro formou-se como resultado da imediata solidificação do magma ao encontrar fluxos de água fria.

Após a erupção, o calor inicial da lava começa a desaparecer e as correntes trazem várias espécies marinhas para habitar a zona, potenciando a criação de novas espécies, explicou a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOOA)

“Os vulcões submarinos podem ajudar-nos a perceber como funcionam os vulcões terrestres e como influem na composição química dos oceanos, o que pode afectar significativamente os ecossistemas locais”, revelou o geólogo Bill Chadwick, da NOAA.

Por tudo isto, esta é uma oportunidade rara de estudar erupções vulcânicas submarinas, uma vez que, por norma, estas só são descobertas muito depois da erupção ter ocorrido. Até ao momento, apenas 40 fluxos de lava foram detectados.

“É uma especial oportunidade de aprendizagem e nós fomos capazes de encontrá-la”, disse outro dos investigadores, o geólogo Bill Chadwick.

A primeira visita tripulada à Fossa das Marianas, localizada a 11.034 metros de profundidade na fronteira convergente entre as placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas, foi realizada pelo norte-americano Don Walsh e pelo suíço Jacques Piccard, em 1960.

Em 2012, o director de cinema James Cameron repetiu a façanha, tornando-se a primeira pessoa a chegar até à zona sozinha.

ZAP // SputnikNews / ScienceAlert

Por ZAP
5 Novembro, 2018

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1073: Tempestade cósmica refuta teoria sobre declínio de antigo reino asiático

NASA / JPL-Caltech

Uma equipa de investigadores detalhou com mais precisão os chamados “acontecimentos Miyake” – nome atribuído aos grandes desastres espaciais, associados a erupções vulcânicas, meteoros em queda e explosões solares – que deixam rastos em anéis de árvores.

De acordo com um novo estudo, publicado no início do mês de Setembro na revista Nature, a descoberta pode ajudar a determinar exactamente a idade de um achado arqueológico e provar ou refutar uma hipótese histórica. A técnica permitiu ainda esclarecer o mistério do declínio de um antigo reino asiático.

Os cientistas escrevem na publicação que houve um poderoso surto de actividade solar no ano de 774 que desencadeou uma tempestade de protões. Este surto descreve um incrível aumento dos raios cósmicos que atingiram a Terra na época – uma espécie de tormenta cósmica.

Estas partículas subatómicas de alta energia penetraram na atmosfera terrestre e desencadearam uma série de reacções que aumentaram os níveis de carbono 14. Este, ao ser absorvido pelas árvores durante a fotossíntese, acabou por se depositar nos seus anéis de crescimento – deixando um evidente “rasto”.

Este fenómeno foi descoberto em 2012 pela investigadora Fusa Miyake que detectou traços do fenómeno em restos de árvores em diferentes países. A cientista acabou ainda por apelidar estes eventos cósmicos.

Afinal, não foi uma erupção vulcânica

Na nova investigação, os cientistas partiram dos “acontecimento de Miyake” para esclarecer como é que o antigo reino de Balhae, localizado na Manchúria e no norte da península coreana, acabou por ruir em meados de 926, segundo apontam as crónicas.

A versão comummente aceite sugere que o reino teria entrado em declínio devido à erupção do Monte Paektu, cuja data exacta era até então desconhecida.

Para esclarecer o mistério do reino asiático, os cientistas submeteram um pinheiro enterrado sob as cinzas do vulcão à análise de radio-carbono, determinando que a árvore morreu entre os anos 920 e 950. De acordo com os cientistas, a árvore viveu 264 anos. E, por isso, os investigadores deduziram que a planta ainda estava viva em 774 – ano em que se deu a tempestade cósmica.

Depois, a contagem dos anéis determinou que a árvore morreu exactamente em 946, deduzindo-se que a erupção vulcânica ocorreu nesse ano. Após a erupção vulcânica, não podia restar mais nada de Balhae e, por isso, a equipa concluiu que a queda desta civilização não pode estar associada à erupção vulcânica do Monte Paektu.

Ou seja, a erupção vulcânica (946) deu-se após a queda do reino (em meados de 926). A nova investigação não aponta o que terá levado ao declínio do antigo reino mas descarta a hipótese de que terá sido um vulcão.

ZAP // RT

Por ZAP
26 Setembro, 2018

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