3755: O campo magnético da Terra está a enfraquecer misteriosamente

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA/GEOLOGIA

NASA Goddard / Flickr
Conceito de artista do Campo Magnético da Terra

Novos dados de satélite da Agência Espacial Europeia (ESA) mostram que o campo magnético da Terra está a enfraquecer entre África e a América do Sul.

O enfraquecimento do campo magnético da Terra está relacionado com a Anomalia do Atlântico Sul, uma área que tem crescido consideravelmente nos últimos anos, não se conhecendo ainda ao certo causa deste crescimento.

A Anomalia do Atlântico Sul, precisa o portal Science Alert, é uma vasta extensão de intensidade magnética reduzida no campo magnético do nosso planeta, que se estende desde a América do Sul ao sudoeste de África.

De acordo a ESA, a área da anomalia caiu em força mais de 8% entre 1970 e 2020.

“O novo mínimo oriental da Anomalia do Atlântico Sul apareceu na última década e, nos últimos anos, tem-se desenvolvido vigorosamente“, disse Jürgen Matzka, do Centro de Investigação em Geociências da Alemanha, citado pelo diário The Independent.

“Temos muita sorte em ter os satélites do Swarm em órbita para investigar o desenvolvimento da Anomalia do Atlântico Sul (…) O desafio agora passa por entender os processos do núcleo da Terra que estão a impulsionar estas mudanças”, continuou.

Um campo magnético enfraquecido pode significar, segundo os especialistas da ESA, que o campo magnético da Terra está prestes a reverter, situação em que o Pólo Norte e o Pólo Sul trocam de posição. A última “inversão geo-magnética” ocorreu há 780.000 mil anos, havendo alguns cientistas que defendem que a próxima está atrasada.

Por norma, este fenómeno ocorre a cada 250.000 anos.

Para já, sublinha a ESA, não há motivos para alarme. Segundo a agência espacial europeia, os efeitos mais significativos desde enfraquecimento vão fazer-se sentir em satélites ou naves espaciais, que podem registar falhas técnicas devido a uma maior quantidade de partículas carregadas na órbita baixa da Terra.

Os cientistas vão continuar atentos a eventuais mudanças no campo magnético da Terra, uma vez que é este “escudo” que protege o nosso planeta do fluxo de partículas electricamente carregadas oriundas do Espaço.

Sem o campo magnético, a vida na Terra seria aniquilada por causa da radiação.

O campo magnético da Terra quase morreu há 565 milhões de anos

Há 565 milhões de anos, a força do campo magnético da Terra caiu para o seu ponto mais baixo e…

ZAP //

Por ZAP
30 Maio, 2020

 

spacenews

 

1350: Enfraquecer o Sol pode ser a resposta para o aquecimento global

CIÊNCIA

(CC0/PD) sputnikzion / Pixabay

Ainda não está comprovada, mas esta pode ser a solução para combater a problemática das alterações climáticas: pulverizar substâncias químicas capazes de “enfraquecer” a radiação solar na atmosfera da Terra.

Cientistas da Universidade de Harvard e da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, propuseram uma forma engenhosa, mas ainda não comprovada, de combater as mudanças climáticas: pulverizar substâncias químicas que “enfraqueçam” a radiação solar na atmosfera da Terra.

Esta técnica é conhecida como injecção de aerossol estratosférica e poderia ser eficaz na redução da taxa de aquecimento global.

O método envolveria a pulverização de grandes quantidades de partículas de sulfato na estratosfera inferior da Terra em altitudes de até 20 quilómetros. Os cientistas propõem a entrega dos sulfatos com aeronaves de alta altitude especialmente projectadas para o efeito, como balões ou grandes canhões navais.

Apesar de esta tecnologia ainda não estar desenvolvida, os investigadores garantem que “criar um novo petroleiro com capacidades substanciais de carga útil não seria tecnologicamente difícil nem proibitivamente caro”.

Aliás, os cientistas estimam que o custo total de lançamento de um hipotético sistema deste género seria em torno dos 3,5 mil milhões de dólares, com custos operacionais adicionais de 2,25 mil milhões por ano.

No artigo científico, publicado recentemente na Environmental Research Letters, os cientistas explicam que o objectivo não é fazer julgamentos sobre a conveniência do sistema, mas sim mostrar que um programa de implantação hipotético com início daqui a 15 anos, embora altamente incerto e ambicioso, seria tecnicamente possível do ponto de vista da engenharia.

Mas nem tudo é um mar de rosas. Os investigadores reconhecem também alguns riscos, como a necessidade de haver uma coordenação entre vários países em ambos os hemisférios. Além disso, as técnicas de injecção de aerossol estratosféricas poderiam prejudicar o rendimento de culturas, causar secas ou condições meteorológicas extremas.

Apesar de a equipa fazer algumas ressalvas em relação a este projecto, que ainda não passou do papel, há já vários especialistas a criticar a ideia. É o caso de Philippe Thalmann, da Escola Politécnica Federal de Lausana, na Suíça, que afirma que, “do ponto de vista da economia climática, a gestão da radiação solar ainda é uma solução muito pior do que as emissões de gases de efeito estufa: mais caras e muito mais arriscadas a longo prazo”.

David Archer, do Departamento de Ciência Geofísica da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, complementou esta teoria, afirmando que o “problema da engenharia climática é que é apenas um band-aid temporário”.

“Será tentador continuar a procrastinar a ‘limpeza’ dos nossos sistemas de energia, mas estaríamos a deixar o planeta numa forma de suporte vital. Se uma geração futura não pagar a conta climática, receberá todo o nosso aquecimento de uma vez só”, concluiu.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
30 Novembro, 2018

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