2975: EUA querem trazer energia solar do espaço para a Terra

CIÊNCIA

A energia solar parece ser o caminho para substituir o petróleo no nosso planeta. Apesar de ainda estarmos a muitas décadas dessa completa transformação, há já planos e movimentações ambiciosas para recolher energia solar. Assim, conforme foi dado a conhecer, os EUA pretendem enviar energia solar do espaço para a Terra.

O Laboratório de Investigação da Força Aérea dos EUA (AFRL), em parceria com a empresa Northrop Grumman, terá um projecto para desenvolver uma sofisticada tecnologia orbital.

Americanos querem trazer energia solar do espaço para a Terra

De acordo com o que tem sido veiculado, a Força Aérea dos Estados Unidos está a trabalhar no desenvolvimento de um sistema que permite aos militares recolher energia solar no espaço e enviá-la para a Terra.

Conforme relata o Stars and Stripes, este projecto está em andamento no Laboratório de Investigação da Força Aérea em Albuquerque. É um projecto que conta com um financiamento acima dos 100 milhões de dólares e que foi baptizado como Projecto de Demonstração e Investigação Incremental de Energia Solar no Espaço (SSPIDR).

Esta tecnologia permitirá a recolha de enormes quantidades de energia solar no espaço. Posteriormente, essa energia será transmitida de forma concentrada para bases remotas dos EUA durante operações militares.

Como funcionaria a transferência dessa energia solar recolhida?

O SSPIDR recolherá a energia solar no espaço e irá converter a mesma numa radiofrequência para descer à Terra. No planeta, esta radiofrequência será então convertida de volta a energia por meio de estações receptoras no solo.

A ideia pode soar como algo vindo de um romance de ficção científica. Contudo, já existe esta técnica desde a década de 1960. O SSPIDR não só permitiria aos militares enviar energia para postos avançados remotos, como também eliminaria os riscos agora envolvidos no transporte de electricidade para postos avançados em regiões hostis.

Conforme é sabido, os militares actualmente têm que levar geradores de combustível diesel para postos avançados, expondo tropas a possíveis emboscadas. No entanto, o SSPIDR permitiria que os postos avançados recebessem energia sem colocar em risco a vida dos soldados americanos.

Segundo o Engadget, a China planeia lançar o desenvolvimento e o lançamento de um sistema semelhante até 2025.

Eficiência maior do que os painéis solares terrestres

Há um vasto leque de vantagens, inclusive a eficácia do SSPIDR sobre os painéis solares convencionais na Terra. O Departamento de Energia dos EUA estima que cerca de 30% da energia seja reflectida no espaço pela atmosfera da Terra. O SSPIDR poderia recolher energia durante todo o dia – se estiver posicionado correctamente no espaço – e transportá-la continuamente para a Terra.

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Pplware
06 Nov 2019

 

1280: Cientistas criam líquido que armazena energia solar durante 18 anos

CIÊNCIA

SDO / NASA

Não interessa se é abundante ou renovável. O grande calcanhar de Aquiles da energia solar é o facto de ainda não haver armazenamento barato e eficiente a longo prazo para a energia que gera. Mas cientistas suecos acreditam ter encontrado uma solução.

A energia solar é um tipo de energia “verde” que ainda será muito explorada pela humanidade no futuro. Ainda assim, a verdade é que, para já, armazená-la de maneira eficiente e a longo prazo é algo bastante caro – ou seja, um grande impedimento para a sua adopção em grande escala.

Agora, uma equipa de cientistas suecos acredita ter uma possível solução. Os cientistas acabam de desenvolver um fluido especial, chamado de “combustível solar térmico”, que é capaz de armazenar energia solar durante 18 anos.

“Um combustível térmico solar é como uma bateria recarregável, mas, em vez de electricidade, a luz solar aquece e é accionada sob demanda”, explica Jeffrey Grossman, engenheiro do MIT.

Este fluido é, na verdade, uma molécula na sua forma líquida na qual os cientistas da Chalmers University of Technology, na Suécia, têm vindo a analisar e a trabalhar para a aprimorar há mais de um ano.

Esta molécula é composta de carbono, hidrogénio e nitrogénio. quando é atingida pela luz do Sol, as ligações entre os seus átomos são rearranjadas, transformando-se numa nova versão energizada de isómero. Desta forma, a energia do Sol é então capturada pelas ligações químicas do isómero, permanecendo ali mesmo após o resfriamento da molécula à temperatura ambiente, explica o CanalTech.

Desta forma, para gerar energia eléctrica para um aquecedor doméstico, por exemplo, o fluido é extraído de um catalisador que retorna a molécula à sua forma original, processo no qual existe libertação de energia na forma de calor.

“Quando extraímos energia para a usar, conseguimos um aumento de calor que é maior do que ousamos esperar”, disse Kasper Moth-Poulse, cientista que participou no estudo, recentemente publicado na revista Energy & Environmental Science.

(dr) Chalmers University of Technology

Durante a experiência, a equipa de investigadores colocou um protótipo deste sistema no telhado do prédio da universidade sueca, um aparelho que é composto por um reflector côncavo com um tubo no meio, que procura o Sol como se fosse uma antena parabólica com vida.

Quando é aquecido pela luz solar, o fluido, que fica em tubos transparentes, transforma a molécula no seu isómero, aprisionando o calor.

Os resultados são muito promissores e até já chamaram a atenção, tanto pela sua eficiência como também pelo facto de este processo ser livre de emissões prejudiciais ao meio ambiente.

O objectivo é adoptar esta tecnologia em sistemas domésticos de aquecimento, ainda que a equipa acredite, no entanto, que este sistema pode também ser disponibilizado, no futuro, para uso comercial.

ZAP //

Por ZAP
13 Novembro, 2018

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