2791: NASA descobre novos tipos de compostos orgânicos nas plumas de Encélado

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech
Encélado é o sexto maior satélite natural de Saturno

Novos tipos de compostos orgânicos, componentes básicos da vida na Terra, foram detectados nas plumas da lua Encélado.

No ano passado, a análise dos dados da missão Cassini, que estudou Saturno e as suas luas, permitiu confirmar a existência de moléculas orgânicas complexas e insolúveis em Encélado, a lua congelada do planeta gasoso, onde existe um oceano subterrâneo no estado líquido.

A mais recente descoberta da NASA anuncia novos tipos de compostos orgânicos, menores e solúveis, na lua de Saturno. Esta descoberta reforça a importância de estudar este satélite natural, uma vez que as moléculas orgânicas são um elemento essencial para a existência de vida.

Os novos tipos de compostos orgânicos foram descobertos nas plumas de Encélado – na superfície desta lua há rupturas que expelem o líquido interior e foi desta forma que a Cassini conseguiu obter informações sobre o intrigante fenómeno.

A NASA explica que “poderosas fontes hidrotermais ejectam material do núcleo de Encélado, que se mistura com a água do imenso oceano subterrâneo da lua antes de ser libertado no Espaço como vapor de água e grãos de gelo” e “as moléculas recém-descobertas, condensadas nos grãos de gelo, foram determinadas como compostos que continham nitrogénio e oxigénio”.

Na Terra, compostos semelhantes aos recém descobertos na lua de Saturno participam em reacções químicas que produzem aminoácidos, um dos blocos de construção da vida. Além disso, são as fontes hidrotermais no fundo do oceano que fornecem a energia necessária para alimentar essas reacções.

Uma vez que existem fontes hidrotermais em Encélado, a descoberta deste novos compostos orgânicos sugere que podem mesmo existir aminoácidos no satélite natural de Saturno, explica o CanalTech.

“Se as condições estiverem corretas, estas moléculas vindas do oceano profundo de Encélado podem estar no mesmo caminho de reacção que observamos aqui na Terra. Ainda não sabemos se os aminoácidos são necessários para a vida além da Terra, mas encontrar estas moléculas é uma peça importante deste quebra-cabeças”, afirmou Nozair Khawaja, líder da investigação, publicada dia 2 de Outubro no Monthly Notices.

“Este trabalho mostra que o oceano de Encélado tem blocos reactivos em abundância, sendo outra luz verde na investigação da habitabilidade de Encélado”, acrescentou o co-autor do estudo, Frank Postberg.

ZAP //

Por ZAP
7 Outubro, 2019

[artigo relacionado: Novos compostos orgânicos descobertos nos grãos de gelo de Encélado]

 

2295: O oceano interno de Encélado tem a “idade perfeita” para conter vida

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech
Encélado é o sexto maior satélite natural de Saturno

O oceano interior de Encélado tem, muito provavelmente, mil milhões de anos de idade. Isto significa que pode ter a idade perfeita para abrigar vida.

Esta é a conclusão de uma investigação, levada a cabo por Marc Neveu, do Goddard Space Flight Center da NASA. A equipa de cientistas usou várias simulações para calcular a idade de Encélado, analisando dados recolhidos pela sonda Cassini, que orbitou o planeta Saturno durante 13 anos.

Um dos principais presentes que a Cassini nos deu foi a descoberta de que o sexto maior satélite natural de Saturno tinha um oceano subterrâneo cheio de fontes hidrotermais. À Live Science, Neveu confessou que é verdadeiramente “surpreendente ver um oceano hoje em dia”. “É uma lua muito pequena e, normalmente, não se espera que coisas pequenas sejam muito activas, mas sim um bloco morto de rocha e gelo.”

Além de ser provável que a lua tenha um oceano, os cientistas adiantam agora que esta lua gelada tem o habitat necessário para albergar vida, incluindo fontes de energia química e fontes de elementos essenciais como carbono, nitrogénio, hidrogénio e oxigénio. “Mas há uma outra dimensão de habitabilidade: o tempo”, alertou Neveu.

Se o oceano fosse muito jovem, não teria tido tempo suficiente para misturar todos estes ingredientes e criar vida, adianta o cientista. Além disso, se o oceano gelado tivesse apenas um milhão de anos, as pequenas faíscas de vida não teriam tido tempo para se espalhar os suficiente e serem detectados pelos seres humanos.

Por outro lado, se o oceano fosse demasiado velho, a “bateria” do planeta poderia estar a ficar sem combustível, ou seja, as reacções químicas necessárias para sustentar vida poderiam ser interrompidas, explica o Europa Press.

Mas o oceano subterrâneo de Encélado pode ter a idade perfeita. Num artigo científico publicado na revista Nature Communications, os investigadores explicam como chegaram a esta conclusão.

Neveau e a sua equipa estimaram a idade do oceano, executando mais de 50 simulações e ligando vários parâmetros com base nas medições realizadas pela Cassini, com as órbitas das luas de Saturno, a radioactividade das rochas de Encélado e os próprios palpites dos especialistas sobre a idade da lua e a sua formação.

A simulação que melhor reproduziu as condições actuais da lua gelada estimou que o oceano tinha mil milhões de anos. No entanto, Neveu adverte que esta estimativa de idade foi baseada numa única simulação em embora coincida com muitas das condições vistas em Encélado, não cabe em todas elas.

ZAP //

Por ZAP
9 Julho, 2019

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2240: O oceano subterrâneo de Encélado é um “banquete” para a vida extraterrestre

NASA / JPL-Caltech
Encélado é o sexto maior satélite natural de Saturno

Uma equipa de cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, acaba de descobrir que o oceano subterrâneo de Encélado – o sexto maior satélite natural de Saturno – tem mais capacidade para abrigar múltiplas formas de vida do que se imaginava até então.

O anúncio foi feito por Lucas Fifer, David Catling e Jonathan Toner, os cientistas que conduziram a nova investigação, durante a AbSciCon 2019, evento anual organizado pela American Geological Union, na capital norte-americana, que reúne uma série de conferências sobre Astrobiologia.

Desde que a missão Cassini a visitou pela primeira vez em meados de 2004, Encélado não pára de surpreender. Umas das maiores descobertas foi um conjunto de géiseres de vapor de água em torno do seu pólo sul, que revelaram a presença de um grande oceano subterrâneo. Desde então, foram realizadas dezenas de investigações para tentar perceber se nas profundezas deste mar extraterrestre, pode ter surgido vida.

O trabalho de Fifer e dos seus colegas é um dos mais recentes e mostra que as concentrações de dióxido de carbono, hidrogénio e metano no oceano interno desta lua são muito mais altas do que eu pensava, e que o pH das suas águas é surpreendentemente semelhantes ao que é registado nas águas da Terra.

“Estes altos níveis de dióxido de carbono também implicam um nível de pH mais baixo e mais semelhante ao da Terra  no oceano de Encélado do que estudos anteriores tinham demonstrado. É um bom presságio para a vida também “, disse Fifer.

“Embora existam excepções, a maior parte da vida na Terra funciona melhor ao consumir água com um pH quase neutro, então condições similares em Encélado podem ser encorajadoras (…) [Estes compostos] tornam também muito mais fácil comparar este estranho mundo oceânico a um ambiente que nos é mais familiar”.

Estas condições são ideais para suportar múltiplas formas de vida bacteriana. Tal como observa o diário espanhol ABC, onde há comida, (pode) haver vida. E este mar subterrâneo revelou ser um banquete para estas formas de vida tão procurada.

Para o mesmo apontou Fifer: “Noutras palavras, e tendo em conta que há tanto almoço grátis disponível, qual é a maior quantidade que a vida poderia estar a comer para deixar para trás a quantidade [de compostos] que vemos? Quanta vida suportaria? ”.

ZAP //

Por ZAP
27 Junho, 2019

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1493: Luas com oceano subterrâneo podem estar geologicamente “mortas”

NASA
Encélado, a lua gelada de Saturno

Há mais de duas décadas que os cientistas têm vindo a debater sobre qual lua do Sistema Solar tem a maior probabilidade de abrigar vida microbiana nos seus oceanos subterrâneos.

As candidatas mais mencionadas são a Encélado, a lua de Saturno, e a Europa, a lua de Júpiter, que têm oceanos no estado líquido debaixo das suas crostas congeladas. Contudo, um novo estudo levanta dados que sugerem que a hipótese de, com exceção da Encélado, estas luas estarem, na verdade, “mortas” por dentro – não apenas geologicamente, como também biologicamente.

Missões da NASA, como Galileo e Cassini, deram evidências de que estas duas luas abrigam oceanos globais subterrâneos, aquecidos pela atracção gravitacional dos planetas que orbitam.

Considerando o facto de que, na Terra, existem comunidades de seres a viver na escuridão e alta pressão do fundo do mar, não e difícil perceber como surgiu a suspeita de que a Encélado e a Europa possam abrigar micróbios alienígenas debaixo das suas crostas.

Na Terra, os micróbios que vivem no fundo do mar alimentam-se de substâncias químicas produzidas onde a rocha quente e a água do oceano se misturam continuamente. E, se estruturas semelhantes são encontradas em mundos alienígenas em que há oceanos subterrâneos, a perspectiva de encontrar vida fora da Terra fica mais plausível.

Porém, o estudo conduzido por Paul Byrne, geólogo planetário da Universidade Estadual da Carolina do Norte, “destrói” essa ideia.

Com a sua equipa, Byrne determinou quanta força seria necessária para quebrar a rocha oceânica de duas formas, conforme o que vemos na Terra: falha normais e falhas de impulso. Quanto mais força for necessária para quebrar a rocha, menos actividade geológica está a acontecer – isto é, menos interacções entre a rocha e a água do mar e, portanto, menor a possibilidade de ali haver algum tipo de vida.

Além de Encélado e Europa, Byrne analisou outras luas como Ganimedes (Júpiter) e Titã (Saturno), calculando a força das rochas de cada um desses mundos. Esses cálculos baseiam-se na espessura da camada de rocha sólida e fria que repousa sobre uma camada morna e quente, que não é capaz de ser quebrada.

Valores como a gravidade do corpo numa profundidade definida e o peso da água e do gelo no topo da superfície da lua foram acrescentados aos dados. E, de acordo com Byrne, os resultados iniciais sugerem que as rochas dessas luas são tão fortes que não há força conhecida grande o suficiente para quebrá-las.

Cientistas descobrem nova característica em lua de Saturno que assemelha ainda mais à Terra

O corpo celeste é considerado o mais parecido com o nosso planeta em todo o Sistema Solar. Titã, uma das…

Em cada uma das luas analisadas, a equipa fez os mesmos cálculos considerando diferentes valores para a força da rocha, com estes valores estando dentro do esperado para cada mundo – e os resultados não são promissores para a vida alienígena. “Para Europa, parece muito difícil fazer qualquer fractura nas rochas, e depois de olhar para Titã e Ganimedes, concluímos que não está a acontecer nada por ali”, disse Byrne.

Já para Encélado os resultados não são tão sombrios, uma vez que a lua é muito menor do que as outras três, o que reduz o peso da água e do gelo acima da superfície rochosa e, além disso, o seu núcleo é mais poroso.

Graças aos dados recolhidos pela sonda Cassini, os cientistas têm evidências de que rocha e água ainda interagem em Encélado, o que justifica as plumas de água que são expelidas por meio de fracturas na crosta congelada deste satélite de Saturno. Nessas plumas, inclusive, foi identificada a existência de moléculas orgânicas complexas.

Então, é possível concluir que Encélado é realmente a lua do Sistema Solar com as maiores probabilidades de abrigar algum tipo de vida, ainda que microbiana.

Este estudo poderá levar a NASA a mudar os seus planos, já que na mesa há um projecto chamado Europa Clipper com previsão de lançamento para 2022, justamente para buscar sinais de vida na lua de Júpiter, enquanto Encélado ainda não tem nenhuma nova missão específica com este objectivo.

De qualquer maneira, Byrne enfatiza que os resultados iniciais do seu estudo ainda não são conclusivos, apenas fornecendo fortes evidências de que as luas estudadas, com excepção de Encélado, podem estar “mortas” por dentro.

ZAP // Scientific American

Por ZAP
19 Janeiro, 2019

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1329: Os extraterrestres estão trancados nos seus próprios mundos (e é por isso que ainda não os encontramos)

NASA
Enceladus, a lua gelada de Saturno, esconde um oceano que pode “fermentar” vida alienígena

Um cientista britânico fez uma nova leitura do controverso Paradoxo de Fermi, sugerindo que ainda não foram detectados sinais de vida extraterrestre porque a maior parte desta vida alienígena está isolada do mundo exterior.

Se os extraterrestre existem, por que não os encontramos ainda? É com isto que o Paradoxo de Fermi se debate há anos.

Numa nova abordagem ao paradoxo e tentando responder à questão que há anos inquieta a comunidade científica, David Clements, cientista do London’s Imperial College, analisou a história da vida na Terra, as condições básicas para a existência de vida e a presença de planetas e luas potencialmente habitáveis no Sistema Solar.

“Concluímos que as condições para que haja vida – águas líquidas e fontes de energia – são, de facto, muito comuns no Sistema Solar, mas a maioria dos locais potencialmente habitáveis está abaixo das superfícies geladas das luas gigantes de gás”, escreveu o cientista no artigo agora divulgado.

“Se este caso se verificar em outros lugares da Galáxia, a vida [extraterrestre] pode ser realmente bastante mas, mesmo que a inteligência se desenvolva, acaba por ser essencialmente selada num ambiente infinito, incapaz de se comunicar com o exterior”.

Para Clements, há condições para se desenvolver vida alienígena inteligente no entanto, são estas mesmas condições a barreira que os impede de comunicar para o exterior. No fundo, estas formas de vida podem existem em “mundos isolados” – o que justificaria o silêncio ensurdecedor dos extraterrestres.

A título de exemplo, o cientista mencionou a Europa e a Enceladus, as luas geladas de Júpiter e Saturno, respectivamente. De acordo com a publicação, pode haver água – uma das condições básicas para a vida – sob estes satélites naturais. Teoricamente, estas luas podem alojar “ecossistemas muito maiores do que o que exista na Terra”, pode ler-se.

Um outro estudo, publicado no início do mês de Novembro na Nature Astronomy, dava já conta que Enceladus escondia um oceano e, apesar deste satélite ter menos 1% do tamanho da nossa Lua, tem um oceano com até 10% da quantidade que existe na Terra. Além disso, estudos químicos sobre os jactos de água que saem do pólo sul de Enceladus sugerem que o oceano quente e profundo desta lua pode mesmo ser uma “loja de doces” para a vida microbiana.

O cientista nota ainda que a vida na Terra parece ter emergido bastante rápido a partir do momento em que se reuniram as condições adequadas. Com isto, sugere o britânico, “pode surgir vida em qualquer lugar onde exista um ambiente compatível“.

Contudo, é ainda muito cedo para desistir da procura por vida alienígena. Em declarações à Newsweek, Clements afirma que, nos “próximos 10 a 20 anos” vão surgir várias missões e instalações de observação que “aumentarão significativamente a nossa capacidade de detectar vida noutro qualquer lugar”.

A Europa Clipper da NASA e o Telescópio Espacial James Webb (JWST) são missões que podem contribuir para detectar vida extraterrestre. Porém, importa frisar, nenhuma destas tecnologias vai encontrar vida directamente, mas antes esboçar uma imagem mais clara de mundos potencialmente habitáveis, quer no nosso Sistema Solar, quer fora dele. Encontrar vida extraterrestre directamente pode ser um pouco mais complicado – e demorado.

De qualquer das formas, o cientista acredita que toda a sua teoria está relacionada com o Paradoxo de Fermi, uma vez que “sabemos que as espécies que vivem na água podem evoluir até um alto nível de inteligência”, considerou. Por isso, conclui, escrutinar estes oceanos pode ajudar-nos não só a resolver o problema, como a questão de Fermi.

“Ficamos com a perspectiva assustadora de que a nossa galáxia pode estar repleta de vida, mas que qualquer inteligência no seu interior pode estar trancada sob barreiras impenetráveis de gelo, tornando-a incapaz de comunicar [com o exterior] e até mesmo compreender a existência do Universo lá fora”, rematou.

O artigo foi submetido para publicação no passado dia 15 de Outubro na revista Journal of the British Interplanetary, carecendo ainda da revisão de pares. Contudo, a publicação está disponível em pré-visualização no Arxiv.org.

O Paradoxo de Fermi

O Paradoxo de Fermi é utilizado para descrever as enormes discrepâncias entre as estimativas optimistas da probabilidade de existirem civilizações extraterrestres e a falta de evidências da existência dessas mesmas civilizações.

Se o Universo é um espaço vasto e cheio de planetas potencialmente habitáveis, então onde é que estão todos os alienígenas? – esta é a grande questão do paradoxo.

Diversas teorias tentaram já explicar a ausência de sinais de vida extraterrestre – desde a ideia de que podem estar a hibernar até às explosões de raios gama, passando pela ideia de que os extraterrestres já morreram ou estão submersos nos seus planetas aquáticos.

Até então, não foi encontrada nenhuma outra forma de vida no Universo. Foi este o facto que levou o astrofísico italiano Enrico Fermi a questionar em 1950 onde estariam todos os seres alienígenas. A teoria, conhecida como Paradoxo de Fermi, ainda não tem solução, afirmando-se cada vez mais como um mistério da Ciência.

SA, ZAP //

Por SA
24 Novembro, 2018

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714: Cientistas descobrem moléculas necessárias para a vida em lua de Saturno

sjrankin / Flickr
Encélado, uma das luas de Saturno, captada pela sonda Cassini, da NASA

Cientistas descobriram a existência de complexas moléculas baseadas em carbono nas águas de Encélado, a sexta maior lua de Saturno.

Até agora, tais moléculas só tinham sido encontradas na Terra e em alguns meteoritos. Acredita-se que tenham sido formadas por reacções entre a água e rochas mornas num oceano subterrâneo de Encélado.

Embora isso não seja um sinal de existência de vida, indica que a sexta maior lua de Saturno pode ser capaz de abrigar organismos que já existam. A descoberta foi feita pela análise de dados recolhidos pela sonda Cassini.

“Estas enormes moléculas contêm uma complexa rede geralmente constituída por centenas de átomos”, diz Frank Postberg, autor do estudo publicado esta semana na revista Nature. “Trata-se da primeira detecção da história de organismos dessa complexidade num ambiente aquático extraterrestre”, acrescenta.

Na Terra, geralmente estas moléculas são criadas biologicamente, mas pode não ser o caso nesta lua de Saturno. “São precursoras necessárias para a vida”, explica Postberg. Mas, no que diz respeito à descoberta em Encélado, “até ao momento não sabemos se esses organismos são irrelevantes biologicamente ou se são sinais de vida ou de química prebiótica”.

Para que exista vida, é necessário haver água líquida, energia, matéria orgânica (compostos de carbono) e um grupo particular de elementos (hidrogénio, nitrogénio, oxigénio, fósforo e enxofre).

O fósforo e o enxofre nunca foram encontrados em Encélado, mas os outros ingredientes estão lá presentes.

A Cassini nunca foi projectada para detectar vida, na verdade, a missão espacial foi lançada antes mesmo de os cientistas terem descoberto peculiares fontes de água a emergir do pólo sul desta lua de Saturno.

A sonda desintegrou-se em 2017, depois de ter passado 13 anos a explorar Saturno – e de ter documentado, em 2005, a existência de géiseres de água congelada.

Um detalhe importante é que já existe na Terra uma tecnologia capaz de distinguir se as moléculas encontradas em Saturno têm origem biológica. Por isso, “o próximo passo lógico é voltar em breve a Encélado para descobrir se há vida extraterrestre lá”, diz Postberg.

ZAP // BBC

Por ZAP
1 Julho, 2018

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705: Moléculas orgânicas complexas na lua de Saturno

Twitter Space.com

Após ter sido descoberto que sob a camada de gelo de Encélado, uma das luas de Saturno, existe água em estado líquido, um novo estudo confirma agora a existência de moléculas orgânicas complexas, algo necessário para que haja vida

“É a primeira vez que foi detectado organismos complexos de um mundo aquático extraterrestre”. A afirmação é de Frank Postberg ao site Space.com. O cientista da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, é o responsável pelo estudo que indica esta nova descoberta sobre Encélado, uma das luas de Saturno, que foi publicado na revista “Nature”.

Este é mais um passo na investigação cientifica que sugere a possível existência de vida na sexta maior lua de Saturno.

A detecção da existência de moléculas orgânicas complexas acontece após a análise feita à informação que a sonda Cassini recolheu quando atravessou uma pluma da lua e o anel E de Saturno, feito de grãos de gelo, expelidos pela Encélado. Em 2015, os dados demonstraram que sob a camada de gelo de Encélado existe água em estado líquido.

Na altura, os cientistas detectaram simples organismos, compostos por carbono, mas agora este novo estudo indica que há moléculas orgânicas complexas provenientes desta lua.

Os cientistas alertam, no entanto, que estas novas descobertas não constituem provas sólidas de existência de vida, uma vez que “as reacções biológicas não são as únicas potenciais fontes de moléculas orgânicas complexas”, escreve o Space.com. O próximo passo é voltar a Encélado, “e ver se existe vida extraterrestre”, afirmou Postberg. “Em nenhum outro lugar um habitat oceânico extraterrestre potencialmente habitável pode ser facilmente investigado por uma missão espacial como no caso de Enceladus”, adiantou o cientista.

Diário de Notícias
astronomia
27 DE JUNHO DE 2018 19:49
Susete Henriques

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330: Pode haver vida microbiana em lua de Saturno

NASA / JPL-Caltech
Encélado é o sexto maior satélite natural de Saturno

Determinados micróbios podem se desenvolver e produzir metano a partir de dióxido de carbono e hidrogénio sob as condições extrapoláveis em Encelado, a sexta maior lua de Saturno.

Na pesquisa publicada esta terça-feira na revista Nature, uma equipa da Universidade de Viena, na Áustria, sugere que uma quantidade suficiente de hidrogénio que apoie o desenvolvimento dos micróbios poderia, potencialmente, ser produzida mediante reacções geoquímicas que poderiam acontecer no núcleo rochoso de Encelado.

A comunidade científica baseia-se no satélite Encelado para procurar vida extraterrestre, já que esta abriga um oceano sob a sua crosta congelada. Além disso, possui vários componentes como o metano, o dióxido de carbono, o amoníaco e o hidrogénio molecular, que podem ser produzidos ou usados por micro-organismo.

Especula-se, segundo indica a publicação científica, que os micro-organismos conhecidos como Archaea poderiam ser desenvolvidos sob as condições presumidas em Encelado, empregando dióxido de carbono e hidrogénio molecular para o crescimento, libertando metano.

Um dos autores do estudo, o Simon Rittmann, da Universidade de Viena, e uma equipa de cientistas, cultivaram três destes micro-organismos em laboratório, sob composições de gás e pressões parecidas com as atribuídas a Encelado.

Um dos micróbios, o Methanothermococcus Okinawensis, cresceu e produziu metano, inclusive na presença de componentes que inibiam o crescimento de outros Archae, como o amoníaco, o monóxido de carbono e o metanal.

Além disso, foi possível notar que a serpentinização – um processo no qual as rochas são alteradas de forma geoquímica – que possivelmente é produzida no núcleo de Encelado, poderia gerar hidrogénio suficiente para respaldar aos micróbios metanogénicos.

Estes resultados apoiam a ideia de que micro-organismos como o Archaea poderiam, em teoria, ser desenvolvidas e produzir metano em Encelado. Os especialistas também advertem que o metano também pode ser gerado por processos geoquímicos, e não biológicos.

Os autores sugerem que vale a pena investigar mais alguma marca química de produção de metano biológico e vida microbial em Encelado.

ZAP // EFE / Hypescience

Por ZAP
1 Março, 2018

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214: NASA revela fotografia que mostra lua de Saturno a escorrer água em estado líquido

(dr) NASA
Cassini tirou fotografia à lua Enceladus de Saturno onde se vê água a jorrar do satélite

Antes de se sacrificar na atmosfera de Saturno, a sonda Cassini presenteou-nos com inúmeras imagens de cair o queixo do planeta anelado e das suas luas.

As missões para Saturno são caras e demoradas, devido à grande distância que nos separa daquele planeta. Além disso, provavelmente, não teremos imagens inéditas do astro num futuro próximo.

Uma das fotografias capturadas pela Cassini, em especial, mostra a lua Enceladus iluminada pela luz do sol, com os anéis de Saturno a servir de fundo.

A fotografia foi tirada a 6 de Novembro de 2011, a uma distância de aproximadamente 145,000 quilómetros de Enceladus, mas divulgada pela NASA apenas na última semana de 2017. A Cassini terminou a missão a 15 de Setembro de 2017.

Entretanto, é na nebulosidade logo abaixo de Enceladus que deve focar a sua atenção. Essa parte iluminada logo abaixo da lua são géiseres de água em estado líquido que estão a reflectir a luz do sol, através do pólo sul de Enceladus.

Isso significa que, por baixo do manto gelado do satélite, há água líquida que talvez esconda vida no interior da rocha.

Essa desconfiança aumenta com a hipótese de que movimentos de maré gerados pela acção gravitacional de Saturno possam causar calor na parte interna dos satélites. E tanto água quanto calor são dois elementos necessários para acolher vida da forma que a conhecemos.

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142: Vida extraterrestre: empresa privada pode chegar a Saturno primeiro que a NASA

NASA / JPL-Caltech Dados da Cassini revelaram a presença de hidrogénio no líquido expelido pelos géiseres de Encélado

A NASA planeia enviar uma sonda a Encélado, uma lua natural de Saturno, dada a possibilidade de haver oceanos subterrâneos sob a sua crosta congelada – águas essas que poderiam ter temperaturas favoráveis à existência de algum tipo de vida. Mas uma empresa privada pode chegar a Encélado primeiro que a NASA.

Se realmente se vier a confirmar que existe vida em Encélado, será algo à escala microbiana. Mas descobrir e confirmar a existência de vida fora da Terra seria um marco sem precedentes na história do nosso universo.

Desde os tempos do SETI, programa lançado nos anos 80, e das sondas gémeas Voyager, que a NASA procura sinais de vida extraterrestre – e inúmeras missões da agência espacial norte-americana têm procurado desde então algum indício que nos permita saber se estamos ou não sozinhos no Universo.

Mas uma companhia privada poderá começar a procurar vida em Encélado antes mesmo da NASA: a Breakthrough Prize, fundação lançada em 2015 pelo milionário russo Yuri Milner, com a ajuda do astrofísico Stephen Hawking e do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, com o objectivo declarado de procurar vida extraterrestre.

A fundação anunciou entretanto, o ano passado, planos para construir a Breakthrough Starshot, um pequena nave espacial capaz de chegar a Alpha Centauri, a estrela mais próxima do Sistema Solar.

A Breakthrough Prize parece agora ter virado as atenções para Encélado, e a sua abordagem à busca de sinais de vida no satélite de Saturno é um pouco diferente da da agência americana.

Enquanto os projectos da NASA consideram a possibilidade de se perfurar a superfície do satélite até que as sondas atinjam a camada oceânica, o projecto de Milner irá analisar o apenas o conteúdo da água “cuspida” para o espaço pelos géiseres recentemente descobertos na superfície do satélite.

Em 2015, dados da sonda Cassini, da NASA, revelaram a presença de moléculas de hidrogénio no líquido expelido por estes géiseres, e isso poderia ser um sinal de que as águas de Encélado seriam favoráveis à existência da vida como a conhecemos.

Tudo indica que a agência espacial norte-americana não conseguirá chegar à lua de Saturno na próxima década – caso em que o projecto de Yuri Milner poderia desbravar o caminho e ajudar a NASA em missões posteriores.

A Breakthrough Prize está ainda no entanto a estudar a viabilidade do seu ambicioso projecto, e não descarta desenvolvê-lo mesmo em parceria com agências espaciais governamentais como a NASA e a europeia ESA.

Porque, por muito grande que seja a fortuna dos milionários envolvidos, o tamanho do Universo a explorar à procura de sinais de vida é muito maior – dizem, até, que infinito.

ZAP // Canaltech

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