3668: Detectada uma poderosa emissão de rádio no interior da Via Láctea

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(dr) Sergey Koposov

Foi detectada uma forte explosão de milissegundos de ondas de rádio provenientes de um magnetar (um tipo de estrelas de neutrões com um intenso campo magnético) no interior da Via Láctea.

A detecção foi registada no passado dia 28 de Abril e pode representar a primeira Rajadas Rápidas de Rádio (FRB (Fast Radio Bursts), na sigla em inglês) já registada na nossa galáxia, nota o jornal espanhol ABC. A confirmar-se, frisa a Europa Press, este fenómeno pode ajudar a estudar e a melhor compreender estes misteriosos sinais cósmicos.

Descobertos há mais de uma década, estes misteriosos sinais são flashes curtos e brilhantes de emissão de rádio, cuja origem é ainda desconhecida. Desde 2001 foram detectados vários, a maioria não repetitivos, mas a sua origem é ainda um mistério.

Os magnetares são apontados pelos cientistas como uma das potenciais fontes das FRB.

De acordo com os cientistas, este tipo de estrelas de neutrões pode gerar estes sinais quando o equilíbrio entre o campo magnético e a atracção gravitacional leva a tremores super-fortes, seguidos depois por enormes flashes magnetares.

As FRBs até agora detectadas provêm de uma fonte tão distante que torna impossível saber se foram realmente geradas por magnetares. No entanto, a nova e poderosa explosão agora registada na Via Láctea veio de um magnetar identificável (SGR 1935 + 2154), estando perto o suficiente para que os cientistas conseguissem medir a contraparte de raios-X envolvidos na explosão, algo até agora impossível com FRBs.

De acordo com o The Astronomer’s Telegram, os relatórios iniciais oriundos do radiotelescópio canadianos CHIME sugerem que a intensidade da explosão de rádio foi suficientemente forte para ser uma FRB. As emanações de raios-X não foram particularmente fortes, mas a sua existência aponta que podem existir mais informação para estudar noutras rajadas rápidas identificadas anteriormente.

Os cientistas frisam que não é ainda possível concluir que esta explosão detectada no fim de Abril na Via Láctea configura realmente uma FRB. Mais investigações terão de ser levadas a cabo para validar esta “candidata”.

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Por ZAP
11 Maio, 2020

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