2573: Space X recusou mover satélite da Starlink que ia colidir com um outro da ESA

CIÊNCIA

ESA

A Agência Espacial Europeia (ESA) teve que desviar um dos seus satélites meteorológicos para impedir que este colidisse com um outro satélite da Space X. A empresa do multimilionário Elon Musk recusou fazê-lo.

Através do Twitter, a ESA dá conta que o desvio ocorreu na segunda-feira. Em causa estava uma eventual a colisão entre um dos seus satélites e um outro da Space X, que faz parte da “mega-constelação” Starlink, também conhecida como “comboio de satélites”.

“Pela primeira vez, a ESA fez uma manobra para evitar a colisão de um dos nossos satélites com uma ‘mega-constelação’” de satélites da SpaceX, escreveu a ESA.

A agência precisou que a sua equipa de cientistas considerou necessário disparar as hélices do satélite de observação terrestre Aeolus para aumentar a sua altitude, evitando assim a colisão com um dos satélites da empresa de Elon Musk.

Depois de “passar por cima” da Starlink, o satélite voltou à sua trajectória habitual.

Segundo a ESA, citada pelo Público, a SpaceX recusou-se a mover o seu satélite. O jornal tentou, sem sucesso, contactar a ESA e a empresa para obter mais informações.

A ESA recordou que “é muito raro” realizar este tipo de manobras, uma vez que estas são normalmente levadas a cabo para desviar satélites que não estão mais operacionais ou para desviar fragmentos de colisões anteriores. Em 2018, a ESA fez 28 destas manobras manuais para evitar colisões com a sua própria frota de satélites.

The manoeuvre took place about 1/2 an orbit before the potential collision. Not long after the collision was expected, #Aeolus called home as usual to send back its science data – proving the manoeuvre was successful and a collision was indeed avoided

ESA Operations

@esaoperations

It is very rare to perform collision avoidance manoeuvres with active satellites. The vast majority of ESA avoidance manoeuvres are the result of dead satellites or fragments from previous collisions#SpaceDebris

A organização espacial revelou ainda que está a preparar um mecanismo para prevenir estas situações recorrendo a Inteligência Artificial. O objectivo passa por proteger a “sua infra-estrutura espacial” que enfrenta agora mais perigos devido ao aumento do número de satélites em órbita da Starlink.

A “constelação” de Musk foi lançada em maio passado, quando o satélite da ESA já estava em órbita há meses. Contudo, recorda o responsável pelo departamento de resíduos espaciais da ESA, Holger Krag, “não há regras no Espaço”.

“Ninguém fez nada de mal. Não há uma regra que diz que alguém aqui estava primeiro. O espaço não está organizado e acreditamos que precisamos de tecnologia para monitorizar este tráfego”, disse, citado pela Forbes.

A Starlink, que é composta por 60 satélites, foi contestada por vários cientistas na altura em que foi lançada. O astrónomo Alex Parker, que mostrou o seu descontentamento através da sua conta pessoal no Twitter, acredita que, a longo prazo, podem ser vistos mais satélites Starlink a olho nu no céu do que estrelas.

ZAP //

Por ZAP
3 Setembro, 2019

 

2557: Elon Musk tem uma nova ideia para tornar Marte habitável

Bret Hartman, TED / Flickr
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX

O multimilionário norte-americano Elon Musk tem uma nova ideia para tornar Marte habitável: instalar milhares de satélites solares reflectores para aquecer o Planeta Vermelho, revelou o também CEO da Space X e Tesla no Twitter.

Musk não revelou muito sobre a sua ideia, mas o mas o CNET avança que o projecto dos satélites solares está de alguma forma relacionado com o trabalho realizado pelo cientista Rigel Woida, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Em 2006, Woida foi premiado pela NASA por estudar o “uso de grandes espelhos orbitais leves e de grande abertura para ‘terraformar’ uma área de superfície marciana para que os humanos pudessem colonizar o Planeta Vermelho de forma acessível”.

Tal como recorda o portal, tornar Marte mais habitável para humanos é um sonho antigo da ficção científica. O planeta pode ficar extremamente frio, exigindo investimentos significativos em habitats seguros, bem como em roupas espaciais desenhadas para enfrentar temperaturas extremas.

Na base da ideia de Musk estará o conceito de reflector. Em 2007, Woida publicou um relatório detalhando como é que um sistema deste poderia funcionar. A ideia do cientista passava por colocar uma série de satélites em órbita que reflectissem estrategicamente o calor do sol na superfície de Marte.

Agora, a ideia de Musk pode ser semelhante a de Woida.

“Pode fazer sentido ter milhares de satélites reflectores solares para aquecer Martes versus sóis artificiais”, escreveu o multimilionário, dando conta, contudo, que a melhor ideia está ainda “a ser determinada”.

Musk aproveitou ainda para esclarecer outra das suas ideias antigas para Marte, o Nuke Mars, que seriam uma espécie de explosões nucleares no Planeta Vermelho.

Nuke Mars refere-se a “um fluxo contínuo de explosões de fusão nuclear muito baixas sobre a atmosfera [de Marte] para criar sóis artificiais. Tal como acontece com o nosso Sol, estas explosões não fariam com que Marte se tornasse radioactivo”, assegurou.

Quando apresentada por Musk, esta ideia mais antiga gerou alguma controvérsia entre a comunidade científica. O multimilionário sugeriu criar um efeito estufa no Planeta Vermelho por meio de explosões nucleares, para que se gerasse uma quantidade suficiente do oxigénio e os humanos pudesse caminhar pela superfície do planeta sem trajes espaciais, tal como recorda a Sputnik News.

Contudo, alguns cientistas defenderam que estas explosões poderiam gerar nuvens na atmosfera marciana que, por sua vez, iria bloquear a luz do Sol, tornando-o mais frio. Ou seja, a ideia de Musk poderia ter o efeito contrário ao desejado.

A nova ideia pode, no entanto, não ser suficiente para tornar Marte “hospitaleiro” para futuros colonos no planeta. Em 2018, a NASA publicou um estudo no qual apontava que a transformação do meio marciano inóspito num lugar onde astronautas poderiam trabalhar sem suporte vital não é possível recorrendo às tecnologias modernas.

De acordo com um dos autores da investigação, Bruce Jakosky, da Universidade de Colorado, nos Estados Unidos, “não existe dióxido de carbono suficiente” para gerar um aquecimento significativo através do efeito estufa. “A maioria do dióxido de carbono não é acessível e não seria fácil mobilizá-lo”, defendeu.

ZAP //

Por ZAP
31 Agosto, 2019

 

2475: Elon Musk quer largar bombas nucleares em Marte

Elon Musk quer bombardear o “planeta vermelho” para torná-lo habitável para a raça humana. Pode parecer contraditório, mas a ideia do fundador da Tesla e da SpaceX até poderia resultar.

Bombardear Marte para tornar o planeta habitável para humanos. Sim, é esta a solução de Elon Musk, que já tinha sido mencionada anteriormente pelo empresário americano, e que voltou à tona após tweets publicados na sexta-feira passada.

Nuke Mars!

Elon Musk @elonmusk

T-shirt soon

 

Bombardeiem Marte!“, escreveu Musk. “T-shirt disponível em breve”, acrescentou, prometendo uma espécie de merchandising relativo à ideia.

Não se sabe até que ponto é que Elon Musk está a falar a sério, mas algumas das suas mais disparatadas ideias anteriores  — veja-se o hyperloop, o lança-chamas pessoal, e para começar, um famoso “super-desportivo eléctrico com autonomia para 500km” que há 10 anos parecia ficção — acabaram mesmo por se tornar realidade.

E a verdade é que a ideia não é completamente disparatada. O uso de bombas nucleares em Marte, dizem alguns especialistas, poderia fundir as calotas polares do planeta e libertar grandes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera.

Isto permitiria criar uma espécie de efeito de estufa, que acabaria por aumentar a temperatura e a pressão atmosférica do planeta. Teoricamente, estas condições tornariam o planeta habitável para seres humanos.

Em 2015, Musk esteve no talk show americano “The Late Show with Stephen Colbert”, onde abordou a sua ideia de colonizar Marte.

Durante a entrevista, o CEO da SpaceX disse que havia duas formas de aumentar a temperatura do planeta: uma rápida e uma lenta. Desafiado a falar sobre a alternativa mais célere, Musk falou em bombardear Marte com armas nucleares.

Em Novembro do ano passado, Musk disse que havia uma probabilidade de 70% de ir viver para Marte. Além disso, disse que bilhetes para uma viagem ao planeta podem estar disponíveis daqui a sensivelmente seis anos, por “alguns milhares de dólares”.

Confrontado com a hipótese de a mudança para Marte ser um refúgio dos ricos para os problemas da Terra, o norte-americano de 47 anos, respondeu que não achava que seria, uma vez que há uma maior probabilidade de morrer em Marte.

A probabilidade de morrer em Marte é muito maior do que na Terra“. Se aterrar, quer “trabalhar sem pausas para construir a base. Não haverá muito tempo para lazer. E mesmo depois de fazer tudo isto, será um ambiente muito difícil. Portanto haverá uma boa hipótese de morrer”, acrescenta.

Entretanto, Elon Musk continua a gostar de se manter fiel às suas promessas. Aqui estão as prometidas t-shirts “Nuke Mars”.

Elon Musk

@elonmusk

ZAP //

Por ZAP
19 Agosto, 2019

 

2250: NASA lança relógio atómico tão preciso que só atrasa 1 segundo a cada 10 milhões de anos

CIÊNCIA

NASA

A Space X, empresa do multimilionário Elon Musk, lançou esta terça-feira para o Espaço o seu maior foguete, o Falcon Heavy.

O foguete, que foi lançado a partir da Florida, nos Estados Unidos, levou a bordo 24 satélites pertencentes ao Pentágono, à agência espacial norte-americana (NASA), bem como a outros clientes públicos e privados.

Entre os satélites que seguiram viagem rumo ao Espaço, destaca-se um da NASA que carrega um relógio atómico, um instrumento extremamente preciso que pode mudar a forma como as naves espaciais viajam e até mesmo a forma como os astronautas serão enviados até Marte (ou para lá do Planeta Vermelho).

Construído pelo Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, no estado norte-americano da Califórnia, o Deep Space Atomic Clock tem apenas o tamanho de uma torradeira, mas é tão preciso que leva 10 milhões de anos para se atrasar um segundo.

O relógio é feito de cristais de quartzo e átomos de mercúrio, uma combinação que lhe permite uma margem de erro temporal de apenas um nano-segundo a cada quatro dias, um micro-segundo ao fim de 10 anos e um segundo ao fim de 10 milhões de anos.

Instalado no satélite Orbital Test Bed, este relógio atómico permanecerá em órbita baixa da Terra durante um ano, visando estar preparado para futuras missões noutros mundos. Se tudo correr bem, o instrumento será utilizado em missões tripuladas pelo Espaço.

Na prática, o instrumento recém-lançado representa uma importante actualizações dos relógios atómicos dos satélites convencionais que, por exemplo, permitem o funcionamento dos GPS e dos smartphones.

Para determinar a distância de uma nave à Terra, os cientistas enviam um sinal para a própria nave, que retorna depois para a Terra. O tempo necessário para o sinal fazer esta viagem de ida e volta revela a distância do navio, porque o sinal viaja a uma velocidade conhecida, a velocidade da luz, tal como explica o jornal espanhol ABC.

Ao enviar vários sinais e realizar muitas medições ao longo do tempo, os navegadores podem calcular a trajectória do navio: onde é que está e para onde é que está a ir. Contudo, quanto mais uma nave viaja, maior é o tempo para se dar a comunicação, o que implica alguns problemas para a exploração do Sistema Solar.

E é exactamente aqui que o novo relógio pode ser importante: o instrumento muda drasticamente o processo habitual, permitindo que os astronautas saibam onde estão de forma mais autónoma, isto é, sem terem a necessidade de enviarem sinais para a Terra. Ou seja, o relógio permitirá receber um sinal da Terra e determinar sua localização imediatamente usando um sistema de navegação integrado.

ZAP //

Por ZAP
29 Junho, 2019

[vasaioqrcode]

 

2233: Elon Musk alerta: Civilização pode colapsar daqui a 30 anos

Bret Hartman, TED / Flickr

De acordo com Elon Musk, uma “bomba populacional” vai surgir nas próximas décadas, quando uma população mundial cada vez mais idosa chocar com a queda das taxas de natalidade em todo o mundo.

Esta não é a primeira vez que Musk falou sobre um colapso mundial na população humana, relata o Business Insider, mas agora está a elaborar a sua teoria, dizendo que vamos começar a ver os efeitos mais terríveis em 2050.

O empresário Elon Musk abordou a temática pela primeira vez há dois anos, em 2017, quando respondeu à revista New Scientist no Twitter. “A população mundial está a acelerar em direcção ao colapso, mas poucos parecem notar ou importar-se”, escreveu o empresário à época, acrescentando que esta “bomba” iria explodir em 2076.

Agora, Musk regressou à ideia de uma bomba populacional na sexta-feira, respondendo no Twitter a uma publicação sobre superpopulação global, que projectava que a população global cresceria em cerca de 1,6 mil milhões em 2050, para argumentar que o envelhecimento e uma brecha entre a demografia seria um problema maior até 2050.

World of Engineering @engineers_feed

1950 (historical) world population – 2,556,000,053

Current world population – 7,712,343,478

2050 (projected) world population – 9,346,399,468

Elon Musk

@elonmusk

Real issue will an aging & declining world population by 2050, *not* overpopulation. Randers estimate far more accurate than UN imo: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Projections_of_population_growth 

Musk citou Jørgen Randers, um académico norueguês que, no seu livro de 2012 “2052: Uma Previsão Global para os Próximos Quarenta Anos” disse que a população humana começaria a diminuir por volta de 2040.

Porém, a ideia não é universalmente aceite. O relatório das Nações Unidas sobre População Mundial de 2019 estimou que a população da Terra poderia chegar a 9,7 mil milhões em 2050. No entanto, também concluiu que a população mundial está a crescer a uma taxa de desaceleração e observou o “envelhecimento sem precedentes da população mundial”.

Musk considera que a população mundial começará a parecer-se com uma pirâmide invertida nas próximas três décadas. “A demografia, estratificada pela idade, parece uma pirâmide de cabeça para baixo com muitos idosos e menos jovens”, escreveu.

ZAP //

Por ZAP
26 Junho, 2019

[vasaioqrcode]

2078: “Comboio” de satélites da Space X de Musk deixa astrónomos furiosos

CIÊNCIA

Vários astrónomos consideraram que a constelação de 60 satélites Starlink, lançada com sucesso na quinta-feira pela Space X de Elon Musk, podem ser prejudicais para a Ciência, podendo mesmo “arruinar” o céu de todo o planeta.  

Tal como noticia o portal Science Alert, os especialistas temem que o sistema de satélites recém-lançado interfira nas observações visuais e até na radioastronomia.

O astrónomo Alex Parker, que mostrou o seu descontentamento através da sua conta pessoal no Twitter, acredita que, a longo prazo, podem ser vistos mais satélites Starlink a olho nu no céu do que estrelas.

“Sei que as pessoas estão animadas com as imagens do ‘comboio’ de satélites Starlink da Space X (…) [Os satélites] são brilhantes, e haverá muitos deles. Se a SpaceX lançar os 12.000, os satélites superarão as estrelas visíveis a olho nu”

Por sua vez, Jonathan McDowell e outros cientistas temem que estes satélites de comunicação são brilhantes o suficiente para perturbar os trabalhos dos astrónomos. Starlink e outras mega-constelações arruinariam o céu para todos os que vivem no planeta”, advertiu Ronald Drimmel, especialista citado pela revista Forbes.

E acrescentou: “A tragédia potencial de uma mega constelação como a Starlink é que, para o resto da Humanidade, mudará a aparência do céu nocturno”.

Alan Duffy, em declarações ao Science Alert, traçou um cenário menos prejudicial, alertando, contudo, que estes lançamentos podem implicar “perdas para a Humanidade”. “Os satélites actuais são um problema, mas os astrónomos desenvolveram técnicas inteligentes para removê-los”, começou por explicar.

“Uma constelação completa de satélites Starlink provavelmente significará o fim dos telescópios de rádio baseados na Terra que são capazes de rastrear os céus, procurando objectos de rádio fracos (…) Os enormes benefícios da cobertura global da Internet superam o custo para os astrónomos, mas a perda do céu do rádio é um custo para a Humanidade, à medida que perdemos a nossa herança colectiva para ver o brilho do Big Bang ou o brilho da formação de estrelas a partir da Terra”.

Elon Musk, multimilionário e CEO da Space X, reagiu ao coro de críticas através do Twitter, explicando que a Starlink não afectará as observações espaciais, dando conta que “ajudar mil milhões de pessoas economicamente desfavorecidas é um bem maior”.

Fraser Cain @fcain

If they help billions of people in remote locations inexpensively access the internet, it’s a price I’d be willing to pay.

Elon Musk @elonmusk

Exactly, potentially helping billions of economically disadvantaged people is the greater good. That said, we’ll make sure Starlink has no material effect on discoveries in astronomy. We care a great deal about science.

Musk garantiu que vai assegurar que a constelação de satélites não afecte a pesquisa científica, até porque, enfatizou, “a Ciência é muito importante“.

Após o lançamento do conjunto de satélites artificiais, o astrónomo amador holandês Marco Langbroek conseguiu capturar em vídeo como é que estes cruzaram o céu nocturno a alta velocidade, movendo-se simultaneamente e com muito pouco espaço entre cada um. O autor da gravação comparou as imagens com um “comboio”, uma vez que as luzes dos satélites se assemelham às janelas dos vagões no escuro.

O objectivo do Musk passa por criar uma constelação de 12.000 satélites para oferecer Internet de banda larga para todos os cantos do mundo a partir da órbita baixa da Terra.

De acordo com o portal de astronomia Space.com, os satélites não são suficientemente brilhantes para serem visíveis a olho nu e, à medida que vão continuar a dispersar, devem ficar ligeiramente mais escuros.

ZAP //

Por ZAP
30 Maio, 2019


[vasaioqrcode]

2062: Astrónomo captou vídeo espectacular da passagem dos 60 satélites Starlink no céu

CIÊNCIA

Há dois dias, a SpaceX colocou no espaço os primeiros 60 satélites da rede Starlink. Conforme foi avançado, a rede, que irá fornecer Internet a locais remotos, será composta por 12 mil. Depois do seu lançamento com sucesso, um astrónomo holandês captou imagens de vídeo mostrando uma sequência dos 60 satélites Starlink.

O vídeo mostra o “comboio” da Starlink a acelerar em linha recta enquanto orbitam ao redor da Terra.

Satélites Starlink já gravitam a Terra

Um impressionante vídeo gravado por um astrónomo holandês captou uma série de aproximadamente 60 unidades Starlink a cruzar pelo céu nocturno, um dia depois de serem lançados em órbita.

Surpreendentemente, podemos ver uma espécie de comboio de satélites alinhados em órbita da Terra.

Elon Musk @elonmusk

First 60 @SpaceX Starlink satellites loaded into Falcon fairing. Tight fit.

Órbita estava a ser vigiada pelos astrónomos amadores

O astrónomo Marco Langbroek escreveu um post no seu blog que dava informações de onde deveriam ser procurados os satélites em órbita. Assim, este aficionado pela astronomia, descobriu quando e onde iriam passar. Desta forma, quando entrassem na área visível, estes seriam captados pela sua câmara.

Segundo o que foi disponibilizado por Langbroek, os dispositivos espaciais apareceram três minutos mais cedo do que era esperado.

Começou com dois objectos fracos e cintilantes a mover-se para o campo de visão. Então, algumas dezenas de segundos depois, o meu queixo caiu quando o ‘comboio’ entrou no campo de visão. Eu não pude deixar de gritar ‘OAAAAAH !!!!’ (seguido por alguns palavrões…).

Exclamou Langbroek.

Estes são ainda uma parte pequena do que será uma rede global de dispositivos espaciais para fornecer Internet. O projecto só deverá estar concluído no ano 2027.

pplware
Vitor M.
26 Mai 2019


[vasaioqrcode]

1995: Assista aqui ao lançamento do Falcon 9 da SpaceX com os primeiros satélites da Starlink

Actualização 2 (04:00): O lançamento foi adiado para amanhã à mesma hora

Actualização 1 (03:30): Adiado para as 04:00

A SpaceX prometeu revolucionar as viagens espaciais e a forma como colocamos pessoas e carga no espaço. Os seus feitos são já únicos, como temos visto nos últimos meses, e está provada a sua forma de trabalhar.

Agora, a empresa vai realizar mais uma viagem, que colocará em órbita os primeiros 60 satélites da rede Starlink. É às 03:30 de Portugal e pode assistir aqui a este lançamento.

Elon Musk já tinha mostrado esta semana mais informações sobre a rede de satélites Starlink. Esta quer democratizar o acesso à Internet e trazer esta rede a locais remotos do planeta.

Para isso irá contar com uma rede de satélites que foram já apresentados. Os primeiros satélites vão agora ser colocados na órbita terrestre, sendo usado para isso um Falcon 9 da SpaceX.

Espera-se que este lançamento seja feito às 03:30, hora de Portugal continental, tendo a equipa da SpaceX uma janela de hora e meia para esse voo. Tudo aponta para que seja dentro de minutos que este lançamento ocorra.

Actualização 1: Adiado para as 04:00. Elon Musk já veio a público, via Twitter, garantir que o lançamento acontecerá, mas que foi adiado para as 04:00 de Portugal.

SpaceX @SpaceX

New T-0 of 11:00 p.m. EDT—Falcon 9 and Starlink continue to look good for today’s launch

Resta assim aguardar por esta nova janela de tempo para assistirmos ao lançamento do Falcon 9 da SpaceX com os 60 satélites da Starlink rumo ao espaço.

Actualização 2: Devido a problemas com o vento, o lançamento do Falcon 9 acabou por ser adiado por 24 horas.

Amanhã, à mesma hora, a SpaceX vai tentar novamente colocar os 60 satélites da Starlink em órbita.

Em Fevereiro a SpaceX já tinha lançado dois satélites ao espaço: eram eles o Tintin A e Tintin B. A ideia era exactamente testar a tecnologia da rede Starlink, usando para isso esses equipamentos de teste.

O objectivo final da SpaceX é colocar na órbita baixa da Terra quase 12.000 satélites Starlink. Este processo deverá acontecer até 2027, fornecendo acesso à Internet de alta velocidade a áreas do planeta onde a banda larga é rara, irregular ou inexistente.

Este primeiro lançamento é apenas uma pequena parte de um longo processo, de acordo com o planeado pela empresa.

pplware
16 MAI 2019



[vasaioqrcode]

 

1972: SpaceX: Elon Musk mostra os primeiros satélites da Internet prontos para lançamento

E se em todo o mundo, em qualquer lugar, tivéssemos acesso à Internet com boa qualidade e bom preço? Na verdade, estamos a falar em algo concreto que irá em breve para o Espaço para “vender” Internet por satélite. Pelo menos é assim que a SpaceX pensa e Elon Musk mostra.

A SpaceX irá lançar os seus satélites de Internet já no próximo dia 14 ou 15 de Maio.

Frota de satélites Starlink está pronta

Além de tudo o que Musk tem feito ao nível terrestre, também o tem pensado ao nível espacial. Assim, como já foi avançado há algum tempo, os satélites Starlink da SpaceX irão ser lançados em órbita para abrir um “mundo novo”.

Elon Musk publicou uma foto (abaixo) dos primeiros 60 satélites de produção empacotados na área de carga de um foguete Falcon 9 antes do seu lançamento agendado para esta semana. Tal como podemos ver, o invólucro está cheio de dispositivos que mais parecem “lâminas”.

Segundo Musk, estes satélites têm uma forma achatada e não terão um invólucro dispensador como já em tempos foi veiculado. Além disso, o responsável da SpaceX referiu também que o dia não está ainda definido, mas conta que no dia 14 ou 15 de Maio, ocorra o lançamento.

Ver imagem no TwitterVer imagem no Twitter

Elon Musk

@elonmusk

First 60 @SpaceX Starlink satellites loaded into Falcon fairing. Tight fit.

Poderá não correr bem, alerta Elon Musk!

O responsável pelo projecto também alertou que “muito provavelmente vai correr mal” nesta primeira implantação. Desse modo, os seguintes lançamentos semelhantes permitirão obter uma cobertura “menor” de banda larga e o dobro para “moderada”.

O objectivo final da SpaceX é colocar quase 11.000 satélites Starlink em órbita baixa da Terra. Isto deverá acontecer até meados de 2020, fornecendo acesso à Internet de alta velocidade a áreas do planeta onde a banda larga é rara, irregular ou inexistente. Este primeiro lançamento é apenas uma pequena parte de um longo processo, de acordo com o planeado.

pplware

Imagem: Twitter Elon Muk
Fonte: Twitter Elon Muk

1968: Nave da SpaceX explodiu num misterioso acidente (mas não se sabe porquê)

SpaceX / Flickr

A SpaceX confirmou que um dos seus foguetões explodiu num misterioso acidente – mas não revelou o que aconteceu especificamente.

A empresa e sua principal cliente, a NASA, passaram as duas semanas desde a explosão da nova cápsula a dizer pouco sobre o que aconteceu. A NASA espera contar com a nave para transportar astronautas para o espaço no futuro e o seu sucesso é vital para o programa espacial. Mas não revelou quase nada sobre o que exactamente o que ocorreu de errado.

Hans Koenigsmann, vice-presidente de confiabilidade de voo da SpaceX, admitiu, de acordo com o The Independent, que houve uma “anomalia”. Mas a empresa continuou de boca fechada sobre os detalhes do problema.

O acidente de 20 de Abril ocorreu numa zona de pouso na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, enquanto a SpaceX realizava um teste de propulsores de emergência projectados para impulsionar a cápsula em caso de falha no lançamento.

Uma tentativa de testar os oito motores SuperDraco provocou o acidente, demolindo o veículo inteiro num stand de testes, disse Koenigsmann a jornalistas no Centro Espacial Kennedy, da NASA.

“Pouco antes, antes de querermos lançar o SuperDraco, houve uma anomalia e o veículo foi destruído”, disse Koenigsmann. “Não houve feridos. A SpaceX tomou todas as medidas de segurança antes do teste como sempre faz.”

A conferência de imprensa foi convocada antes do lançamento, na sexta-feira, de uma missão não-tripulada de reabastecimento para a estação espacial internacional usando uma cápsula de carga construída pela SpaceX, a empresa privada de foguetes Elon Musk.

Koenigsmann recusou-se a caracterizar a natureza do acidente, incluindo se uma explosão ou incêndio estava envolvido. A NASA também hesitou em descrever o acidente.

Um vídeo do acidente mostrou a cápsula a explodir em pedaços. Um manto de fumo também foi observado a subir sobre a plataforma de lançamento à distância no momento do teste.

O Crew Dragon tinha sido programado para transportar os astronautas americanos Bob Behnken e Doug Hurley para a Estação Espacial Internacional numa missão de testes em Julho, embora o recente acidente, assim como alguns outros problemas no projecto do veículo, possam empurrar o evento para o final do ano ou até para 2020.

O veículo destruído foi uma das seis cápsulas construídas ou em produção final pela SpaceX e a primeira levada para o espaço. Um foguete SpaceX Falcon 9 lançou-o sem tripulação para a estação espacial em Março para uma visita de seis dias antes de regressar à Terra, mergulhando com segurança no Atlântico para recuperação.

A NASA concedeu 6,8 mil milhões de dólares à SpaceX e à concorrente Boeing Co para desenvolver sistemas separados de cápsulas para levar os astronautas para o espaço, mas ambas as empresas enfrentaram desafios e atrasos técnicos.

ZAP //

Por ZAP
13 Maio, 2019


[vasaioqrcode]

1840: Foguetão Falcon Heavy leva satélite ao espaço

O Falcon Heavy partiu rumo ao espaço, naquela que é a primeira missão comercial da SpaceX.

Depois de um Tesla à boleia do foguetão, é a vez de a empresa de Elon Musk fazer chegar ao espaço um satélite. O objectivo da missão era levar à órbita da Terra o Arabsat-6A, para fornecer serviços de telecomunicações e Internet a todo o Médio Oriente, África e partes da Europa.

O Falcon Heavy é apontado como um dos foguetões que a NASA poderá escolher para voltar à Lua, em 2020

msn notícias
Euronews
12/04/2019

[vasaioqrcode]

 

1657: Cápsula Crew Dragon chegou com mantimentos à Estação Espacial Internacional

A cápsula espacial Crew Dragon, da empresa SpaceX, chegou à Estação Espacial Internacional, um dia depois de descolar de Cabo Canaveral, na Florida, numa viagem de teste do programa comercial da NASA.

“Após 18 órbitas à Terra desde o seu lançamento, a nave espacial Crew Dragon uniu-se com êxito à estação espacial através de um acoplamento suave, enquanto a estação viajava a norte da Nova Zelândia”, explicou a agência espacial norte-americana, NASA, na rede social Twitter.

A Crew Dragon trouxe 180 quilos em mantimentos para os astronautas que se encontram na estação espacial.

Os três astronautas da estação acompanharam da “primeira fila” a acoplagem da cápsula, por enquanto não tripulada, que foi o primeiro veículo espacial de fabrico norte-americano concebido para viagens com humanos a chegar à estação em oito anos.

NASA

@NASA

Capture confirmed! After making 18 orbits of Earth since its launch, @SpaceX’s #CrewDragon spacecraft successfully attached to the @Space_Station via “soft capture” at 5:51am ET while the station was traveling just north of New Zealand. Watch: https://www.nasa.gov/nasalive 

Se a missão de teste de seis dias correr bem, a SpaceX, do empresário Elon Musk, poderá lançar dois astronautas este verão, ao abrigo do programa comercial tripulado da agência espacial norte-americana, NASA.

Por enquanto, o único passageiro do Crew Dragon foi um manequim de teste, ao qual foi dado o nome de Ripley, uma referência à personagem da saga de filmes “Alien”, do realizador Ridley Scott.

A NASA virou-se para empresas privadas, a SpaceX e a Boeing, financiando-as com cerca de 8 mil milhões de dólares, para que construam e operem novas cápsulas para transporte de astronautas de e para a estação espacial.

Jornal de Notícias
2019-03-03 12:31

[vasaioqrcode]

 

1640: NASA dá luz verde à SpaceX para novo teste em Março

Fonte: SpaceX

A NASA deu permissão à empresa de exploração espacial SpaceX, para fazer um teste à cápsula Dragon, no início do mês de Março.

A cápsula Dragon tem uma missão importante: será o componente que terá a responsabilidade de albergar a tripulação. No início do mês, tornou-se público que a SpaceX, uma das empresas de Elon Musk, tinha sido obrigada a adiar o teste desta cápsula – pela segunda vez.

Já tinha sido noticiado que um novo teste poderia ser feito no dia 2 de Março, mas agora a NASA oficializou esta demonstração, tendo já também marcado uma hora para este teste. Esta demonstração será feita a partir de Cabo Canaveral, na Florida, nos Estados Unidos, às 7h48 (hora de Portugal continental).

Caso este teste seja bem sucedido, a cápsula estará mais próxima de conseguir levar uma tripulação até à Estação Espacial Internacional. Por agora, este teste será feito sem tripulação, para perceber como é que a cápsula e os comandos respondem nesta primeira fase.

Após os testes sem tripulação, a SpaceX terá ainda de cumprir um teste de voo, já com tripulação, para conseguir atingir uma certificação fornecida pela NASA, antes de ter missões com diferentes equipas. Afinal, o grande objectivo da SpaceX é o de conseguir colocar turistas no espaço.

As incríveis promessas de Elon Musk para 2019, da Tesla ao espaço

Diário de Notícias
Segunda-feira, 25 Fevereiro 2019
Cátia Rocha

[vasaioqrcode]

 

1584: Musk revela o preço de uma viagem a Marte a bordo da Space X. O regresso é grátis

Space X

Elon Musk, que sonha fazer viagens interplanetárias através da sua empresa Space X, revelou agora o preço de um destes voos cósmicos. No Twitter, onde se dirige ao público frequentemente, o multimilionário revelou que custará menos de 500 mil dólares (cerca de 443 mil euros), adiantando que o regresso será grátis.

Nos últimos tempos, a ideia do CEO da Space X e da Tesla tem ganho forma: os protótipos correm a bom ritmo e o projecto torna-se mais palpável. Agora, os futuros turistas espaciais ficam a conhecer quanto terão de gastar se quiserem conhecer o Planeta Vermelho.

“Dependerá do volume de passageiros” que a Starship – a nave estelar que “sangrará água” – irá transportar, começa por explicar Musk. O valor em causa irá custar cerca de 500 mil dólares, adianta, dando conta que pode mesmo ficar abaixo dos 100 mil dólares.

“Será baixo o suficiente para que a maioria das pessoas possam vender a sua casa na Terra e ir até Marte, se assim quiserem”, revelou na mesma rede social.

Apesar de o valor ser considerável, o preço apontado por Musk está dentro daquilo que é o preço do “mercado espacial”: a Virgin Galactic faz voos comerciais no limite da atmosfera terrestre por 250 mil dólares, a Blue Origin deverá cobrar entre 200 a 300 mil dólares por um “passeio cósmico” a bordo da Aurora Station, contando também com pacotes de 9,5 milhões de dólares por pessoa, sublinha a Cnet.

Além do preço, importa frisar, a viagem de regresso a bordo da Space X será gratuita.

A nave estelar de Musk, construída com aço inoxidável, continua em desenvolvimento, havendo já um protótipo com o motor Raptor. Ainda antes de o modelo final ser enviado para Marte, a Space X deverá enviar um exemplar à Lua, já com turistas a bordo, possivelmente em 2023. Até lá, o multimilionário vai continuar a insistir na colonização marciana – e as hipóteses de o próprio o fazer rondam os 70%, como já revelou.

SA, ZAP //

Por SA
12 Fevereiro, 2019

[vasaioqrcode]

 

1530: O novo (e ambicioso) acelerador de partículas do CERN terá o dedo de Musk

Animatron-io / Deviant Art

O multimilionário Elon Musk, director executivo da Tesla e da Space X, vai suportar um quinto do custo do novo e ambicioso acelerador de partículas projectado pelo Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN). 

No início do ano, o CERN revelou os seus planos para a construção de um novo acelerador de partículas, que irá suceder ao Grande Colisionador de Hadrões (LHC), celebrizado pela descoberta do Bosão de Higgs em meados de 2013.

De acordo com o projecto divulgado pelo laboratório europeu, o novo acelerador, baptizado de Future Circular Collider (FCC), será quatro vezes maior e dez vezes mais potente do que o pioneiro LHC. O plano do CERN passa por criar uma “poderosa ‘fábrica de Higgs’”, garantindo o futuro do estudo da Física de partículas pós-LHC, que parará em 2040.

As escavações do FCC custarão cerca 5,7 mil milhões de euros, e, segundo noticia a RT, Elon Musk participará, através da Boring Company, com uma quinta parte do custo estimado. Através do Twitter, o multimilionário revelou que a directora do CERN o questionou sobre a possibilidade da sua empresa de escavação de túneis participar nas obras. “Pouparia provavelmente mil milhões de euros”, atirou Musk na mesma rede social.

Em declarações ao The Independent, um porta-voz do CERN adiantou que Musk se reuniu com a directora do CERN, Fabiola Gianotti, dando conta que ambos tiveram uma “breve discussão informal”, na qual discutiram a possibilidade de a The Boring Company assumir a escavação do mega-túnel.

“Tendo em vista projectos para futuros aceleradores maiores, o CERN está de facto aberto a novas tecnologias de custo efectivo que poderiam levar à sua implementação, incluindo os túneis que serão necessários”, adiantou o porta-voz.

“Dito isso, por favor, note que não vamos começar a escavar um túnel tão cedo”, frisou.

A The Boring Company, que Musk já descreveu como uma “espécie de empresa de hobby”, trabalha com projectos de mobilidade subterrânea assente em túneis de baixo custo. No passado Dezembro, apresentou uma fracção de um túnel que está a ser construido para que os carros consigam caminhos alternativos a altas velocidades.

SA, ZAP //

Por SA
29 Janeiro, 2019

[vasaioqrcode]

 

1523: A reluzente Nave Estelar de Musk é de aço porque vai “sangrar água”

Space X

Ao longo do mês de Janeiro, Elon Musk, fundador e CEO da Space X, tem levantado o véu sobre aquela que será a Nave Estelar, especialmente projectada para “conquistar” Marte. O multimilionário adiantou que o foguete será de aço inoxidável – tal como a “prata líquida” – e agora já sabemos porquê.

Em entrevista à Popular Mechanics, publicada nesta terça-feira, Musk explicar por que motivo a Space X optou por construir a nave em aço inoxidável e não em fibra de carbono como estava inicialmente previsto.

De acordo com o multimilionário, o material não é só mais barato, como também lhe dará a oportunidade de fazer algo que nunca ninguém foi capaz de fazer até então: criar o primeiro escudo térmico regenerativo do mundo, estrutura esta que o Musk descreve como “uma sanduíche de aço inoxidável… que sangra água”.

A ideia do também CEO da Tesla passa por recorrer a uma técnica conhecida como “resfriamento de transpiração”. Segundo noticia a plataforma, a técnica servirá para arrefecer a parte externa da Nave Estelar, lado também conhecido como barlavento.

Para levar a cabo este arrefecimento, será necessário construir uma espécie de casca para o foguete, utilizando duas camadas de aço inoxidável separadas por uma lacuna refrigerada por líquido. “Fluímos combustível ou água entre as camadas da sanduíche”, começou por explicar Musk, afirmando que depois “existem micro-perfurações no lado exterior [da nave] – perfurações realmente muito pequenas – e, essencialmente sangramos água, ou combustível, através das micro-perfurações”.

Segundo Musk, esta libertação de líquido no barlavento do foguete permitirá à Space X mantê-lo frio. Em simultâneo, o próprio casco de parede dupla contribui para a rigidez do foguete, ajudando-o a evitar o colapso.

“É um escudo de calor que serve duas funções como estrutura”, clarificou Elon Musk. O multimilionário reiterou ainda que, e de acordo com o conhecimento que tem, este escudo nunca foi proposto antes.

Um passo atrás na concepção do protótipo

O protótipo da Nave Estelar, que está a ser construído na sede da Space X no Texas, acaba de se atrasar algumas semanas. A parte superior do foguete caiu devido aos ventos fortes que se fizeram sentir na região, causando alguns danos na estrutura.

“Acabei de saber. Ventos fortes de 50 milhas por hora romperam os blocos de atracação na noite passada e a carenagem [estrutura extrema] transbordou. Levará algumas semanas para reparar”, confirmou Musk através da sua conta pessoal no Twitter.

Em declarações ao Business Insider, um representante independente da Space X confirmou a informação veiculada por Musk, dando conta que a parte superior do protótipo – conhecida como carenagem ou nariz – tinha caído devido a ventos fortes.

Very sad. Damage is severe.

Publicado por Maria Pointer em Quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Segundo estimativas da Space X, a Nave Estelar, desenvolvida para transportar cargas e pessoas, deverá chegar à Lua em meados de 2023 e, de lá, deve zarpar rumo ao Planeta Vermelho. Até lá, Musk a sua equipa continuarão a trabalhar no protótipo da nave interplanetária com a qual pretendem conquistar Marte.

SA, ZAP //

Por SA
26 Janeiro, 2019

[vasaioqrcode]

 

1476: Space X de Musk acaba de concluir o protótipo da “nave estelar” interplanetária

Elon Musk / Twitter

O sonho das viagens interplanetárias está a tornar-se mais palpável. A Space X de Elon Musk acaba de concluir a montagem do primeiro foguete para testes de voo da Starship – a “nave estelar” que voará até Marte – nas instalações de lançamento da empresa, no estado norte-americano do Texas. 

O protótipo da nave, que será utilizada em futuras viagens ao Planeta Vermelho, mede cerca de nove metros de diâmetro e foi divulgado pelo fundador e CEO da Tesla através da sua conta oficial no Twitter. De acordo com Musk, a versão orbital será mais alta, terá uma fuselagem mais grossa e uma secção superior levemente mais curvada.

“Está é uma foto real”, frisou Elon Musk na publicação.

Na mesma rede social, Musk esclarece que este é apenas um protótipo que será utilizado numa fase de testes em voos de baixa altitude. Numa outra publicação, o fundador da Space X tinha já revelado que a versão final terá janelas, para benefício dos ocupantes.

A Starship não terá a aparência comum dos foguetes, normalmente pintados a branco na Space X: “A Starship parecerá prata líquida”, escreveu ainda Musk.

Espera-se que os motores Raptor do foguete sejam testados no próximo mês. Quanto aos primeiros testes de voo, Musk aponta para Março ou Abril.

O objectivo final do multimilionário passa por fazer da versão orbital do Hopper um reforço, uma espécie de booster da Super Heavy – nome atribuído ao primeiro estágio da produção da nave da Space X -, projectada para fazer viagens de ida e volta até Marte com ocupação para 100 passageiros.

A versão inicial do veículo espacial, até agora conhecido como Big Falcon Rocket, foi renomeado no passado mês de Novembro, passando a chamar-se Starship. Super Heavy foi o nome atribuído à primeira fase de construção.

Segundo Musk, a versão orbital estará pronta em Junho, enquanto a Super Heavy deverá fazer o seu primeiro voo de teste ainda no decorrer deste ano. A Space X pretende que a primeira missão a Marte sejam lançada antes de 2022.

SA, ZAP //

Por SA
15 Janeiro, 2019

[vasaioqrcode]

 

1445: As incríveis promessas de Elon Musk para 2019, da Tesla ao espaço

Elon Musk é conhecido como visionário e excêntrico. As suas promessas nem sempre chegam a ver a luz do dia, mas todos ou ouvem com atenção. Para 2019, o líder da Tesla e do SpaceX traçou já metas e desejos ambiciosos.

O que Elon Musk faz ou escreve no Twitter facilmente torna-se notícia. Amado por uns e odiado por outros, o fundador da Tesla e do SpaceX (entre outras empresas), teve um 2018 tão complicado quanto polémico, ao ponto de perder o cargo de chairman da Tesla (mantém-se como CEO).

Entretanto, para enfrentar 2019 a Tesla tem dois novos membros no seu conselho de administração, Kathleen Wilson-Thompson, executiva do Walgreens Boots Alliance e perita em recursos humanos, e o amigo de Musk, Larry Ellison, multimilionário da Oracle.

Super-carregadores por toda a Europa

A rede de Super-carregadores da Tesla vai chegar a 100% da Europa, promete Musk para 2019. Da Irlanda e Kiev, da Noruega à Turquia, incluindo Grécia e Roménia. Musk promete ainda que haverá Super-carregadores “um aumento significativo” dentro das cidades, bem como em colaboração com responsáveis de prédios para adicionar carregamentos em edifícios”.

Neste momento existem 11583 estações de carregamento da rede de Super-carregadores Tesla espalhados pelo mundo, um crescimento exponencial nos últimos anos, mas ainda longe do objectivo da marca de ter 18 mil até ao final de 2018. Sobre África, Musk prometeu um crescimento das estações de carregamento em 2020.

A Gigafábrica 3 da Tesla na China

A empresa de Musk vai abrir em breve uma nova fábrica, a sua primeira na China. As obras começaram em Dezembro e o investimento no novo espaço em Xangai ascende aos dois mil milhões de dólares, com a nova fábrica a ocupar 85 hectares (864 mil m2) e deverá ter uma capacidade inicial de produção de 250 mil carros eléctricos por ano (irá produzir Model 3 e o ainda por estrear Model Y, um pequeno SUV).

Elon Musk anunciou no Twitter que vai visitar nos próximos meses as obras. A China continua a ser o maior mercado mundial de automóveis eléctricos e representam 17,2% das vendas globais da empresa (em 2018 a Tesla vendeu dois mil milhões de dólares em automóveis na China). Actualmente a Tesla leva as unidades dos EUA para a China, o que tem um custo elevado que deverá crescer com o aumento de impostos graças à guerra comercial entre EUA e China.

Elon Musk: Existem 70% de hipóteses de ir viver (e morrer) para Marte

SpaceX testa a nova Starship

Já no que diz respeito à SpaceX, Musk admitiu recentemente mudanças significativas de design e nomenclatura, nomeadamente nos veículos espaciais. O Big Falcon Rocket (BFR) que é reutilizável passou a chamar-se Starship (uma referência ao Star Trek) e o veículo inicial de primeira geração chama-se agora Super Heavy. O testes de voos devem começar já nos próximos meses, no Texas, admitiu recentemente Musk, que espera fazer uma apresentação técnica do projecto do veículo espacial Starship, em Março ou Abril, já depois dos testes.

Há já movimentações no Texas que mostram o nariz do novo veículo, que ganha um aspecto mais elegante e futurista, como Musk sempre quis. Certo é que o líder da SpaceX espera ver humanos em Marte dentro de seis a nove anos.

Boring Company com túneis públicos?

Outra das empresas de Musk, a Boring Company, fez um teste significativo já em Dezembro em Los Angeles no que diz respeito aos chamados túneis subterrâneos de um conceito criado por Elon Musk, chamado Hyperloop. O teste perto do campus da SpaceX, enviou algumas unidades Tesla Model X em modo autónomo por um túnel de quase dois quilómetros a 241 km/h. A empresa espera agora que, em 2019, comece a construção do primeiro tubo subterrâneo para uso público.

O que não foi propriamente uma promessa, mas não deixou de aparecer nas notícias nos últimos dias foi o facto da Tesla ter tornado possível que os seus modelos façam, em certas circunstâncias (como fazer o pisca), o som de flatulência (ou como diz o dicionário Priberam: “ventosidade que sai do intestino pelo ânus”). Mais um pormenor peculiar da Tesla, possível graças ao facto do seu software poder ser actualizado com frequência nos seus automóveis, como se actualiza o sistema operativo de um smartphone.

Diário de Notícias
Quinta-feira, 3 Janeiro 2019
João Tomé

[vasaioqrcode]

 

1340: Há 70% de hipóteses de Elon Musk ir viver para Marte

DESTAQUES

Bret Hartman, TED / Flickr
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX

Elon Musk quer ir viver para Marte e diz que há 70% hipóteses de o fazer. Prevê ainda que os bilhetes para uma viagem ao planeta podem estar disponíveis daqui a sete anos.

O empresário norte-americano, CEO da Tesla e da SpaceX, disse à HBO que há 70% hipóteses de ir viver para Marte, onde quer montar um dos seus foguetões.

Os bilhetes podem estar disponíveis daqui a sete anos por “alguns milhares de dólares”, segundo previsões de Musk.

Confrontado com a hipótese de a mudança para Marte ser um refúgio dos ricos para os problemas da Terra, o norte-americano de 47 anos, respondeu que não achava que seria, uma vez que há uma maior probabilidade de morrer em Marte.

“A probabilidade de morrer em Marte é muito maior do que na Terra.” Se aterrar, quer “trabalhar sem pausas para construir a base”. “Não haverá muito tempo para lazer. E mesmo depois de fazer tudo isto, será um ambiente muito difícil. Portanto haverá uma boa hipótese de morrer”, acrescenta.

“Mesmo assim pensa em ir?”, perguntam-lhe. “Há muitas pessoas a escalar montanhas. As pessoas morrem a todo a hora no monte Everest. Gostam de fazê-lo pelo desafio“.

Musk é o CEO de um dos vários projetos privados para desenvolver uma forma de chegar a Marte. A Virgin Galactic, de Richard Branson, e a Blue Origin, de Jeff Bezos, estão entre os principais concorrentes.

ZAP //

Por ZAP
26 Novembro, 2018

[vasaioqrcode]

 

1035: Milionário japonês vai ser o primeiro turista a viajar até à Lua

Yusaku Maezawa, um empresário milionário japonês, vai ser o primeiro turista espacial da SpaceX, do magnata Elon Musk, anunciou na segunda-feira a empresa.

O empresário e coleccionador de arte nipónico, de 42 anos, recebeu a notícia com entusiasmo, num evento realizado na noite de esta segunda-feira na sede da empresa espacial, perto de Los Angeles, nos Estados Unidos.

“Sempre adorei a Lua, desde criança. Está sempre lá e continua a inspirar a humanidade”, disse Maezawa, o 14.º empresário mais rico do Japão, fundador das lojas online Start Today e Zozotown.

Para o acompanhar e “inspirar nesta viagem de sonho”, o empresário japonês anunciou que vai convidar entre seis a oito artistas, arquitectos e outros criativos.

De acordo com o fundador da SpaceX, Elon Musk, a viagem irá realizar-se em 2023, a bordo de um novo foguete – o BFR – que ainda está em fase de desenvolvimento.

Da terra à Lua é preciso percorrer cerca de 383.500 quilómetros. A sexta e última missão tripulada à Lua, Apollo 17, realizou-se há quase meio século, em 1942.

Dear Moon Project

MZ, como o milionário pediu para ser chamado durante o evento, anunciou ainda que criou uma iniciativa com a SpaceX para divulgar mais informações e em tempo real sobre a história viagem, apelidada de Dear Moon. Já há um site oficial com informações prévias, que incluem o cronograma do projecto.

Além disso, foi ainda lançada a hashtag #dearmoon para reunir todas as informações de MZ e da SpaceX sobre a viagem. Foram ainda criados perfis no Twitter e no Instagram bem como um canal no YouTube.

(dr) Dear Moon Project
Cronograma do projecto

Elon Musk disse que “a razão pela qual a SpaceX foi criada foi para acelerar o advento da humanidade se tornar uma civilização verdadeiramente espacial“. Na visão do CEO da SpaceX, a humanidade precisa de se tornar uma “civilização multi planetária”, uma vez que a “Terra tal como a conhecemos pode vir a ser destruída”.

Para Musk, a viagem espacial é algo que “nos deixa orgulhosos enquanto seres humanos”, acrescentando ainda que as livros Foundation (1951), de Isaac Asimov, forma uma peça-chave para o criação da SpaceX. O CEO reforçou ainda a a máxima defendida pelo autor: “a ficção científica de hoje é o fato científico de amanhã”.

Quanto ao custo associado ao desenvolvimento do BFR, Musk não adiantou um valor exacto, mas revelou que é de “aproximadamente de 5 mil milhões de euros”. O valor, explicou, não irá ultrapassará os 10 mil milhões, mas não será inferior a 2 mil milhões.

Apesar dos valores astronómicos, Musk considerou ser pouco para “um projecto desta magnitude”.

ZAP // Lusa / CanalTech

Por ZAP
18 Setembro, 2018

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

1025: SpaceX irá levar passageiro privado numa viagem à volta da Lua

A SpaceX quer tornar o sonho de viajar pelo Espaço numa realidade e não para de trabalhar para alcançar esse objectivo. Aos poucos a empresa de Elon Musk vai fazendo progressos que inspiram o mundo.

A SpaceX anunciou via Twitter que um passageiro privado se registou para uma viagem à volta da Lua no foguetão BFR da empresa. Na próxima segunda-feira, Elon Musk irá desvendar mais detalhes num evento da SpaceX, ao qual pode assistir através da Internet.

O papel do BFR da SpaceX…

O foguetão BFR da SpaceX ainda se encontra em fase de desenvolvimento. Será o foguetão mais poderoso alguma vez construído e será capaz de transportar cem passageiros de cada vez nas viagens a Marte que se espera que realize daqui a alguns anos.

A principal missão deste novo foguetão da SpaceX será ajudar os primeiros astronautas em Marte durante a fase de colonização. Espera-se também que sirva de apoio em missões no planeta vermelho e que tenha outras funções que ainda iremos descobrir mais à frente.

A empresa do ramo Espacial de Elon Musk vê o BFR como o foguetão do futuro e o objectivo passa por, eventualmente, parar a produção de outros foguetões mais antigos e deixar que o Big Falcon Rocket assuma a liderança.

No futuro, o BFR deverá ser capaz de colocar satélites em órbita, ajudar na limpeza de lixo Espacial e até servir como meio de transporte no nosso planeta. O objectivo é estabelecer ligação entre qualquer cidade em menos de uma hora.

Actualmente, ainda estamos um pouco longe disso mas sabemos que alguém, em breve, irá numa viagem à volta da Lua no BFR e queremos saber que é…

O misterioso passageiro do BFR…

Para já, mesmo sem saber quem é este passageiro, podemos dizer que esta será uma viagem épica e que nunca ninguém esquece. Ainda assim a curiosidade existe e aumenta.

Elon Musk, através do Twitter deu-nos a primeira pista. Um utilizador da rede social, perguntou-lhe se seria ele o primeiro passageiro e o multi-milionário respondeu apenas com um emoji da bandeira do Japão.

Até à data de hoje, apenas 24 seres humanos foram até à Lua e ninguém visita este nosso satélite natural desde a missão Apollo 17 em Dezembro de 1972.

Para já a identidade do passageiro, tal como o objectivo da missão ainda são um mistério. Vamos aguardar pela próxima segunda-feira, dia 17 de Setembro, para ficarmos a conhecer mais pormenores.

pplware
14 Set 2018
Tomás Santiago

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

986: É provável que estejamos a viver numa simulação, diz Elon Musk

oninnovation / Flickr
Elon Musk

Elon Musk acha que todos nós estamos presos numa pseudoexistência. Para o empresário, o Paradoxo de Fermi só tem uma explicação: estamos todos a viver numa simulação.

No popular podcast do comediante Joe Rogan, The Joe Rogan Experience, o fundador e CEO da SpaceX começou por explicar que o Universo tem 13,8 mil milhões de anos, e, assim sendo, qualquer civilização que tenha surgido teve muito tempo para aprimorar o seu conhecimento tecnológico.

“Se assumirmos qualquer taxa de melhoria, ou os jogos serão indistinguíveis da realidade ou a civilização irá acabar. Uma destas duas hipóteses vai acontecer”, disse Elon Musk. “Portanto, estamos muito provavelmente numa simulação.”

Embora seja apenas uma probabilidade, “eu acho que existem inúmeras simulações”. “Podemos também chamá-las de realidade ou multiverso.”

Além disso, o empresário acrescentou que se a sua hipótese for mesmo verdade, o substrato deve ser muito “chato”. “Por que motivo iríamos criar uma simulação que fosse chata? Pelo contrário, faríamos certamente uma versão muito mais interessante do que a realidade básica.”

A verdade é que diversos físicos, cosmólogos e filósofos, à semelhança de Elon Musk, consideram a hipótese da simulação convincente.

Segundo esta hipótese, se até mesmo uma civilização alienígena avançada, com uma predilecção pela criação de simulações, surgisse, poderiam consequentemente surgir milhares – ou talvez até milhões ou biliões – de universos “falsos”. Descobrir a verdade seria uma tarefa verdadeiramente difícil para os habitantes desses reinos, porque todas as evidências que pudessem reunir iriam ser plantadas pelos criadores desse mundo.

De facto, a ideia da simulação é uma das muitas explicações para o famoso Paradoxo de Fermi. E parece ser a favorita do empresário. Resta saber se numa outra simulação, Elon Musk continuaria a ser o CEO da Tesla e da SpaceX. Ou se existiria sequer.

Por ZAP
9 Setembro, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto original)

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico