1322: Um meteorito pode ter aniquilado comunidade ancestral do vale do Jordão

CIÊNCIA

Hoshvilim / Wikimedia

O impacto de um meteorito pode ser a causa da erradicação de comunidades humanas do vale do Jordão, no norte do Mar Morto há 3.700 anos.

A datação por radio-carbono e minerais descobertos que instantaneamente cristalizaram em altas temperaturas indicam que uma enorme explosão causada por um meteoro que explodiu na atmosfera destruiu instantaneamente a civilização na planície circular de 25 quilómetros de extensão chamada Middle Ghor.

O evento também poderá ter impulsionado a salmoura borbulhante de sais do Mar Morto por mais de 11 terras agrícolas férteis, de acordo com Phillip Silvia, arqueólogo da Universidade Trinity Southwest, na sua apresentação na reunião anual do American Schools of Oriental Research.

Escavações em cinco grandes locais do Médio Oriente, no actual Jordão, indicam que todos foram continuamente ocupados por pelo menos 2.500 anos até um súbito colapso no final da Idade do Bronze. Estima-se que habitavam em Middle Ghor entre 40 a 65 mil pessoas quando a calamidade cósmica o território.

A evidência mais abrangente da destruição causada por uma explosão de um meteoro de baixa altitude vem da cidade de Tall el-Hammam, onde uma equipa tem escavado nos últimos 13 anos. A datação por radio-carbono indica que as paredes de tijolos de barro de quase todas as estruturas desapareceram de repente há cerca de 3.700 anos, deixando apenas fundações de pedra.

Além disso, as camadas externas de muitas peças de cerâmica do mesmo período mostram sinais de ter derretido.

Ventos de alta força criaram minúsculos grãos minerais esféricos que aparentam ter caído sobre Tall el-Hammam. A equipa identificou estes pedaços minúsculos de rocha em fragmentos de cerâmica no local.

Existem outros exemplos de rochas espaciais que explodiram, causando estragos na Terra. Uma aparente explosão de meteoros numa região pouco povoada da Sibéria em 1908 não matou ninguém, mas destruiu dois mil quilómetros quadrados de floresta. Já em 2013, uma explosão de meteoros em Chelyabinsk, na Rússia, feriu mais de 1.600 pessoas.

ZAP // RT / ScienceNews

Por ZAP
23 Novembro, 2018

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1105: Cientistas criam arma de plasma para eliminar lixo espacial

NASA
Propulsor de iões da NASA

Investigadores criaram satélite de feixe de plasma – propulsor de iões –  para limpar a órbita da Terra dos detritos espaciais.

Investigadores da Universidade de Tohoku, no Japão, e da Universidade Nacional da Austrália, criaram um satélite de feixe duplo que produz um impulso de iões que desacelera os detritos para que estes possam ser queimados na atmosfera da Terra.

Actualmente na órbita terrestre existem mais de 7 mil pedaços de destroços – satélites abandonados, propulsores, lixo genérico e até lascas de tinta. Com dimensões maiores ou menores, todos estes destroços têm potencialidade para causar uma colisão devastadora entre satélites ou naves.

Tendo em vista esse perigo, é cada vez maior a preocupação dos cientistas em limpar as pistas orbitais ao redor da Terra. Apesar de este sector da limpeza espacial estar ainda num estado embrionário já há algumas inovações.

Intitulado de “Pastor Iónico”, o novo dispositivo para a limpeza espacial foi teoricamente pensado para eliminar o lixo espacial. A investigação foi publicada na revista Nature no dia 26 de Setembro.

Segundo a teoria da investigação, este satélite-caçador seria não tripulado e orbitaria a Terra como se se tratasse de um fragmento. O satélite usaria o escape do seu propulsor de iões para desacelerar os alvos detectados de modo a que estes se queimem na reentrada na atmosfera terrestre.

Na teoria, a invenção demonstrou todo o potencial para ser uma aposta futura. Contudo, na prática, a realidade não se mostrou assim tão simples. E tudo por causa de Newton.

A equipa de investigação liderada por Kazunori Takahashi calculou ser possível construir um propulsor com poder suficiente para desacelerar os detritos mas encontraram uma grande barreira – a 3ª lei de Newton que afirma que para cada acção, existe uma reacção igual e oposta.

Portanto, segundo a lei de Newton, o propulsor conseguirá afectar os detritos, mas também sairá afectado nessa interacção.

Para ultrapassar esta barreira, a equipa de investigadores montou dois propulsores, em sentidos opostos, no satélite-caçador. Contudo, essa solução significaria a duplicação de um número desconcertante de sistemas, tornando o satélite muito mais complexo e pesado. Além disso, equilibrar a ignição dos dois propulsores, para que o satélite-caçador permaneça a uma distância constante do alvo, seria muito complicado.

Reformulando a investigação, a equipa decidiu criar um novo propulsor bidireccional que age como as espingardas militares sem recuo que têm o cano da arma aberto em ambas as extremidades para diminuir ao máximo o recuo provocado pelo disparo e pela 3ª lei de Newton.

Em vez de serem parados pela culatra convencional, os gases em expansão da carga do propulsor são enviados pela parte aberta traseira enquanto o projéctil voa em frente – a descarga bidireccional equilibra as forças, resultando em muito pouco ou nenhum recuo e mantendo o satélite-caçador no mesmo lugar.

“O propulsor de plasma é um sistema sem eléctrodos, que permite realizar longas operações num alto nível de potência”, disse Takahashi. “Esta descoberta é consideravelmente diferente das soluções existentes e contribuirá substancialmente para o futuro da actividade humana no espaço”.

O feixe de íons tem sido testado sob condições controladas de laboratório, e não há, para já, qualquer anúncio sobre quando será desenvolvido para testes práticos.

Por ZAP
5 Outubro, 2018

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