2119: Estrela gigante “tossiu” e os cientistas querem saber a razão

CIÊNCIA

Os cientistas deram conta que uma estrela gigante “tossiu”. Assim, foi detectada a libertação de massa coronal 10 000 vezes maior do que qualquer das erupções do nosso Sol.

A ejecção de massa coronal foi detectada através de equipamentos especiais no Chandra X-ray Observatory, um telescópio espacial actualmente em órbita da Terra.

Gigante massa coronal é expelida para o espaço

Um grupo de investigadores identificou e caracterizou pela primeira vez uma poderosa erupção na atmosfera da estrela activa HR 9024. Desta forma, foi detectada uma intensa explosão de raios-X, seguido da emissão de uma gigantesca bolha de plasma.

Surpreendentemente, esta foi a primeira vez que uma ejecção de massa coronal, ou CME, foi vista numa estrela diferente do nosso sol. A coroa é a atmosfera exterior de uma estrela.

Ejecções de massa coronal (EMC) são grandes erupções de gás ionizado a alta temperatura, provenientes da coroa solar. Esta informação é muito importante para ajudar os astrónomos a entender como as estrelas e os seus comportamentos mudam com o tempo.

O trabalho, publicado na revista Nature Astronomy, usou dados recolhidos pelo Chandra X-ray Observatory da NASA. Assim, os investigadores confirmam que os CMEs são produzidos em estrelas magneticamente activas e são relevantes para a física estelar. Além disso, os fenómenos permitem estudar sistematicamente estes eventos dramáticos noutras estrelas que não o Sol.

Segundo as informações, a equipa analisou um surto particularmente favorável. Isto porque o fenómeno ocorreu na estrela activa HR 9024, a cerca de 450 anos-luz de distância de nós.

Com efeito, o Espectrómetro de Rede de Transmissão de Alta Energia, ou HETGS, a bordo do Chandra é o único instrumento que permite medições dos movimentos de plasmas coronais com velocidades de apenas algumas dezenas de milhares de quilómetros por hora.

Massa coronal com temperaturas de 25 milhões de graus Celsius

Portanto, os resultados dessa observação mostram claramente que, durante a explosão, o material muito quente (entre 10 e os 25 milhões de graus Celsius) primeiro sobe e depois cai com velocidades entre 362 000 e 1 500 000 quilómetros por hora. Isto está em excelente concordância com o comportamento esperado para o material ligado às erupção estelares.

Este resultado, nunca alcançado antes, confirma que a nossa compreensão dos principais fenómenos que ocorrem em chamas é sólida. Não estávamos tão confiantes de que as nossas previsões pudessem combinar tanto com as observações, porque a nossa compreensão das explosões é baseada quase por completo em observações do ambiente solar, onde as explosões mais extremas são cem mil vezes menos intensas no X-radiação emitida.

Referiu Costanza Argiroffi, da Universidade de Palermo, Itália, e investigador associado do Instituto Nacional de Astrofísica, em Itália.

Em resumo, os cientistas por trás da investigação suspeitam que estas erupções explicam a razão das estrelas gradualmente perderem massa e momento. Contudo, serão ainda necessárias mais observações para confirmar este palpite.

Sol liberta monstruosa erupção solar, a mais forte da década

No passado dia 6 deste mês, o sol lançou duas poderosas erupções solares, sendo que a segunda foi a mais intensa registada desde o início desse ciclo de actividade solar, em Dezembro de 2008, … Continue a ler

pplware
04 Jun 2019
Imagem: NASA
Fonte: NASA



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1069: Explosão solar vai lançar o caos na Terra (só não se sabe quando)

Uma avassaladora tempestade solar pode afectar a Terra, com consequências trágicas para “o mundo inteiro”. O alerta é de um especialista da Agência Espacial Europeia que avisa que a chegada deste evento, resultado de uma explosão solar, é uma certeza, só não se sabe quando vai acontecer.

As explosões solares resultam da reorganização ou do cruzamento das linhas do campo magnético situadas perto das manchas solares, como explica a NASA. Estas explosões de energia libertam “muita radiação para o espaço” e se forem “muito intensas” podem “interferir com as comunicações de Rádio” na Terra, acrescenta a agência espacial.

Por vezes, estas explosões solares são “acompanhadas por um evento conhecido como Ejecção de Massa Coronal (CME na sigla original em Inglês) que liberta “enormes bolhas de radiação e partículas do Sol”, sublinha-se no site da NASA.

Quando as partículas da CME “alcançam áreas próximas da Terra, podem despoletar luzes intensas no céu chamadas auroras”, mas quando é “particularmente forte” também pode “interferir em redes de energia eléctrica” e, “na pior das hipóteses, pode causar escassez de electricidade e falta de energia”, releva a NASA.

Estas são “as explosões mais poderosas do nosso sistema solar“, sustenta a agência. E “se houver uma grande erupção solar, o mundo inteiro será afectado”, alerta o chefe do Gabinete de Meteorologia Espacial da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla original em Inglês), Juha-Pekka Luntama, em declarações divulgadas pelo jornal inglês Express.

Um evento destes poderia causar o caos na Terra, destruindo satélites, equipamentos tecnológicos e redes eléctricas, com danos potenciais que podem atingir as 14 mil milhões de libras (16 mil milhões de euros), como salienta o jornal.

“Se a radiação de uma explosão solar atingir a Terra, pode destruir satélites, perturbar telemóveis e outras formas de comunicação”, avisa também o astrofísico Brian Gaensler, da Universidade de Toronto, no Canadá, em declarações citadas pelo jornal inglês Star.

E esses efeitos negativos poderiam prolongar-se durante meses ou até anos.

“O nosso Sol parece ser bonito e tranquilo, mas na verdade não é”, frisa Luntama no Express. “Há estes eventos de partículas solares energéticas em que os protões e os electrões são ejectados do Sol e aproximam-se da velocidade da luz“, realça, notando que “quando atingem satélites, podem causar o seu mau funcionamento ou até destruir a sua electrónica”.

Luntama diz que a humanidade tem tido “sorte”, mas lembra o chamado “Evento Carrington” de 1859 quando um CME levou a que fios telegráficos se incendiassem em alguns locais. “Não tivemos nenhum tão grande desde então, mas se aconteceu uma vez, vai voltar a acontecer e temos que estar preparados”, alerta.

A missão Lagrange

As declarações de Luntama surgem no âmbito da apresentação da missão Lagrange, com a qual a ESA pretende colocar uma sonda em órbita ao redor do Sol para monitorizar a sua actividade.

Esta missão, cujo investimento previsto ronda os 500 milhões de euros, vai ajudar a supervisionar as explosões solares, bem como os CME e outras actividades em torno da estrela.

“Podemos ver estes eventos com instrumentos na Terra”, todavia “é um pouco como ser um guarda-redes com a bola a vir directamente em direcção a nós”, destaca Luntama.

Com a missão Lagangre, será possível “melhorar a capacidade de dar leituras mais precisas” e detectar estas explosões solares atempadamente para “alertar as pessoas que estão a operar satélites e sistemas de energia”, de modo a que consigam “tomar medidas para proteger os equipamentos“, nota o especialista da ESA.

SV, ZAP //

Por SV
25 Setembro, 2018

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