3254: Esfinge real descoberta numa área “misteriosa” do Egipto

CIÊNCIA

Ministério das Antiguidades do Egipto

Uma equipa de arqueólogos descobriu uma pequena esfinge real na passada semana, no sul do Cairo, no Egipto. O objecto foi encontrado durante uma inspecção arqueológica na necrópole de Tuna el Yebel, na província de Menia.

Em comunicado, o Ministério das Antiguidades do Egipto explica que se trata de uma pequena esfinge (35 centímetros de altura e 55 centímetros de comprimento) de calcário.

O director-geral do Ministério, Gamal El Samastaui, destacou as “características e detalhes claros e bonitos do rosto” da esfinge. Na sua opinião, este achado e os seus traços demonstram “a capacidade do antigo artista egípcio“.

O mesmo responsável prometeu continuar a investigar e a escavar a área até conseguir explicar como é que a estátua chegou até esta área “misteriosa”.

A esfinge foi encontrada num sítio arqueológico onde, nos últimos três anos de escavações, foi encontrado um vale de múmias, vários cemitérios e catacumbas com muitos caixões de pedra e madeira. Os especialistas acreditam que as múmias encontradas na zona se encontram em boas condições de conservação.

Ministry of Antiquities وزارة الآثار

وزارة الاثار: العثور علي تمثال ملكي علي هيئة ابي الهول بتونا الجبل

كشفت البعثة الأثرية المصرية برئاسة/ سيد عبد المالك عبد الحميد كبير مفتشي أثار ملوى، علي تمثال ملكي صغير الحجم علي هيئة أبي الهول، و ذلك اثناء أعمال المسح الأثري بمنطقة كوم اللولي بجبانة تونا الجبل بمحافظة المنيا.

و اوضح جمال السمسطاوي مدير عام اثار مصر الوسطي ان التمثال مصنوع من الحجرى الجيري و يبلغ ارتفاعه بالقاعدة 35 سم و طولة 55 سم، ذو ملامح و تفاصيل الوجه واضحة و جميلة، مما يعكس مدي مهارة الفنان المصري

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Os especialistas encontraram juntamente com a esfinge uma colecção de amuletos de cerâmica da divindade Bes, bem como vasos de barro de várias formas e tamanhos e uma garrafa de alabastro, segundo o ministério.

As esfinges são um símbolo da realeza do Antigo Egipto, representando a força e o poder do faraó. Além disso, são ainda consideradas símbolos da vida após a morte, sendo muitas vezes encontradas junto a túmulos.

Nos últimos meses, o Egipto tem anunciado uma série de descobertas da Antiguidade, na esperança de animar a indústria turística do país, fonte primária de rendimento nacional. O sector foi muito afectado na última década pela instabilidade que se seguiu à turbulência popular de 2011, que derrubou o então ditador de longa dara Hosni Mubarak.

Nova esfinge descoberta (acidentalmente) no Egipto

Durante obras de reparação numa estrada, na cidade egípcia de Luxor, foi encontrada uma nova esfinge debaixo da terra, revelou…

ZAP //

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22 Dezembro, 2019

 

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3206: “Raro” busto do faraó Ramsés II encontrado no Egipto

CIÊNCIA

Ministério das Antiguidades do Egipto

Um “raro” busto do faraó Ramsés II foi encontrado num terreno particular perto do templo de Ptah, perto da antiga cidade Memphis, a 30 quilómetros a sul do Cairo, anunciou esta semana o Ministério das Antiguidades do Egipto.

Em Dezembro, o proprietário do terreno levou a cabo escavações clandestinas e acabou por encontrar blocos de pedra submersos nas águas subterrâneas, conta o Cairo Science.

A polícia acabou por prender o proprietário e, depois de uma semana de escavações, os arqueólogos conseguiram recuperar a estátua de Ramsés II, o terceiro faraó da 19.º dinastia do Egipto, que governou entre 1.279 e 1.213 a.C.

O busto tem 105 centímetros de altura e 55 centímetros de comprimento.

De acordo com um comunicado do ministério egípcio, citado pela agência noticiosa AFP, este é o primeiro busto de granito cor de rosa já encontrado de Ramsés II que inclui o símbolo “ka” gravado, fazendo desta uma peça “rara”.

No antigo Egipto, “ka” representava o espírito de um humano ou deus que podia viver numa estátua de uma pessoa ou divindade após a sua morte.

A estátua é “um símbolo de força, vitalidade e espírito“, acrescenta o ministério, sublinhando que, tendo em conta as características do busto, este achado é uma das descobertas arqueológicos mais raras até agora encontradas.

O busto do faraó e os restantes blocos encontrados durante as escavações foram transferidos para um museu para serem restaurados e preservados.

Nos últimos meses, o Egipto tem anunciado uma série de descobertas da Antiguidade, na esperança de animar a indústria turística do país, fonte primária de rendimento nacional. O sector foi muito afectado na última década pela instabilidade que se seguiu à turbulência popular de 2011, que derrubou o então ditador de longa data Hosni Mubarak.

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16 Dezembro, 2019

 

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3196: Nova espécie de baleia mostra como este animal evoluiu para conseguir nadar

CIÊNCIA

Nobu Tamura / Wikimedia
Pensa-se que a Aegicetus gehennae tenha sido parecida com os Basilosaurus (representados na imagem)

Cientistas descobriram uma nova espécie de baleia, que existiu há 35 milhões de anos, que pode dar novas pistas sobre como as baleias evoluíram para conseguir nadar.

De acordo com a revista Newsweek, os investigadores analisaram um espécime da nova espécie — Aegicetus gehennae — que se encontrava em excelente estado de preservação quando foi descoberto em Uádi Hitã (o chamado “Vale das Baleias”), no Egipto.

É o exemplar mais jovem já conhecido dos cetáceos Protocetidae, que existiam no Eoceno, a segunda época da era Cenozoica, e que foram os percursores dos cetáceos de hoje em dia mas que, ao contrário destes últimos, eram apenas parcialmente aquáticos.

Pensa-se que muitos destes animais usaram os seus membros para nadar, tal como um anfíbio moderno, e alimentavam-se no meio aquático. Porém, dirigiam-se para terra quando chegava a hora de dormir.

Segundo os cientistas, cujo estudo foi publicado na revista científica PLOS ONE, a A. gehennae foi uma espécie que atravessou a transição do nado a pé para o nado a cauda — uma observação feita a partir das proporções do esqueleto encontrado.

Tinha um corpo e uma cauda mais compridos do que os seus antepassados e patas menores. Os investigadores também apontam para a conexão entre as patas traseiras e a coluna vertebral, que parece ser mais frouxa do que as de espécies menos aquáticas.

Os cientistas comparam o Aegicetus gehennae a outras espécies que teriam vivido na mesma época: os Basilosaurus. Ambos teriam nadado ondulando o meio do corpo e a cauda de forma semelhante aos crocodilos de hoje, um movimento que pode ser uma característica fundamental na transição para a natação com cauda.

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14 Dezembro, 2019

 

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3156: Múmias milenares tinham tatuagens escondidas (e já podemos vê-las)

CIÊNCIA

Anne Austin

As tatuagens escondidas em antigas múmias egípcias estão agora a ser reveladas pelos cientistas, usando uma nova tecnologia de infravermelho, permitindo vislumbrar como os membros da sociedade há três mil anos viviam e trabalhavam.

Tatuagens semelhantes já tinham sido previamente identificadas pela arqueóloga Anne Austin num estudo publicado em 2017, que descreveu símbolos identificáveis de conotação religiosa, bem como representações de motivos florais, animais e divindades.

Na época, as medidas fotográficas revelaram dezenas de tatuagens no pescoço, ombros, braços e costas da múmia, incluindo um “par de tatuagens de flor de lótus” conectado por uma linha pontilhada nos quadris de uma mulher. Foi determinado que todas as tatuagens foram feitas antes da mumificação e em locais que exigiam que alguém as aplicasse.

“Em 2014, a missão do Institut Français d’Archéologie Orientale (IFAO) identificou uma múmia amplamente tatuada da necrópole de Deir el-Medina, a comunidade dos trabalhadores que cortavam e decoravam os túmulos reais do Novo Reino”, de acordo com o resumo do estudo. “Desde então, identificamos vários outros indivíduos com tatuagens entre os muitos restos humanos não publicados no local”.

Anne Austin, juntamente com a sua equipa, examinou as múmias em 2016 e, novamente, este ano. As novas descobertas, que foram apresentadas na reunião anual da American Schools of Oriental Research identificam novos indivíduos tatuados, além dos descritos anteriormente.

No entanto, os investigadores ainda não conseguiram identificar os símbolos ou para que podem ter sido utilizados. As identidades das múmias também permanecem desconhecidas.

Anne Austin

Os desenhos e a colocação das tatuagens variam amplamente entre os indivíduos, mas o número de tatuagens descobertas sugere que a prática provavelmente terá sido uma grande parte da cultura Deir el-Medina.

“A distribuição, exibição e conteúdo dessas tatuagens revelam como foram usadas na prática religiosa e para forjar identidades públicas permanentes”, escreveram os investigadores, citados pelo IFLScience. “As tatuagens extensas numa múmia feminina demonstram o uso de tatuagens para identificar e permitir que essa mulher actue como uma praticante religiosa essencial para a comunidade Deir el-Medina.”

Deir El-Medina foi uma antiga vila onde viviam artesãos que construíram os túmulos reais no Vale dos Reis e no Vale das Rainhas, de acordo com a Enciclopédia da História Antiga. Ao contrário de muitas outras civilizações da época, Deir El-Medina era uma comunidade planeada com o objectivo de abrigar trabalhadores que eram conhecidos como “Servos no Lugar da Verdade”.

O local foi escavado desde o início do século XX e fornece uma riqueza de informações sobre a vida quotidiana das pessoas que lá moravam, bem como o seu papel na construção dos eternos lugares de descanso da realeza.

Estas descobertas oferecem algumas das “evidências mais abrangentes que temos até hoje sobre a prática de tatuar no Egipto antigo”. Os egiptólogos identificaram tatuagens em apenas algumas múmias que abrangem a história com mais de três mil anos do Egipto faraónico – e pouco se sabe sobre a importância da prática no Egipto Antigo.

As tatuagens figurativas mais antigas foram eternizadas em duas múmias egípcias alojadas no Museu Britânico de Londres, datadas de 5.300 anos.

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7 Dezembro, 2019

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3108: Descobertas múmias de leões e dezenas de estátuas de criaturas raras no Egipto

ARQUEOLOGIA

Ministério das Antiguidades do Egito

O ministro das Antiguidades do Egipto, Khaled al Anani, apresentou algumas das peças descobertas pelos arqueólogos que trabalham na antiga necrópole de Saqqara, a 30 quilómetros do Cairo.

De acordo com o comunicado, publicado na página do Facebook, os objectos datam do século VII a.C, quando o país entrou no chamado período tardio, que durou até à conquista do vale do Nilo por Alexandre, o Grande.

A descoberta mais importante são cinco múmias de grandes felinos, que, aliás, já tinham sido anunciadas pelo ministério. Um exame radiográfico preliminar mostrou que é muito provável que  contenham leões jovens com cerca de oito meses de idade. Segundo o ministro, é a primeira vez que os arqueólogos encontram múmias de crias desse animal.

“Se for uma chita, um leopardo, uma leoa, uma pantera – seja qual for, será único”, disse Mostafa Waziry, chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, de acordo com o The Observer.

Os arqueólogos encontram frequentemente gatos mumificados, mas a descoberta de um leão é rara. Em 2004, foi encontrado o primeiro esqueleto de leão, revelando o estatuto sagrado do animal durante tempos ancestrais.

Hoje, todos os leões selvagens vivem em populações dispersas na África Subsariana, além de uma população criticamente ameaçada no oeste da Índia. Historicamente, no entanto, chegaram a viver no norte da África, grande parte do Médio Oriente e até no sul da Europa.

Ministry of Antiquities وزارة الآثار

Minister of Antiquities, Dr. Khaled El-Enany announces today in a press conference a new discovery in Saqqara necropolis carried out by an Egyptian archaeological mission led by Dr. Mostafa Waziri, Secretary General of the Supreme Council of Antiquities, at the sacred animals necropolis, where dozens of mummified cats and meticulously mummified scarab beetles along with other mummies of cobras and crocodiles, along with the exceptionally well preserved tomb of the fifth Dynas

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Entre os outros objectos desenterrados estão também 75 estátuas de gatos de diferentes tamanhos e formas, feitos de madeira e bronze. Além dos felinos, também existem figuras de outros animais, como crocodilos, touros e pássaros diferentes.

O ministério também apresentou dezenas de estátuas antropomórficas: 73 peças representam Osíris (o deus do submundo), seis são de Ptah-Socar (patrono de Saqqara) e 11 de Sekhmet (a deusa do poder e da guerra).

Além disso, os investigadores também encontraram 25 caixas de madeira decoradas com inscrições hieroglíficas. Alguns deles serviram como sarcófagos para múmias de gatos.

Waziri disse aos jornalistas presentes na conferência de imprensa que a sua descoberta favorita foi uma rara escultura de pedra de um escaravelho, descrita como “a maior do mundo”, de acordo com o Times Of Israel.

Segundo Al Anani, esta é apenas uma parte das descobertas desta temporada. O resto das descobertas será revelado em Dezembro.

O Egipto intensificou a promoção dos seus tesouros arqueológicos na esperança de reavivar o sector do turismo, que recupera lentamente desde a revolta de 2011 que derrubou o regime de longa data Hosni Mubarak.

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28 Novembro, 2019

 

3100: O busto de Nefertiti foi finalmente revelado em 3D (e está disponível online)

TECH

Após três anos de uma intensa batalha legal, o famoso Busto de Nefertiti está disponível ao público em 3D, graças ao especialista em digitalização e artista Cosmo Wenman.

A história do busto de Nefertiti começa em 1345 a.C., no Egipto, e termina agora, num portal de partilha de design digital chamado Thingiverse.

No início deste mês, o artista e especialista em digitalização Cosmo Wenman anunciou que o Museu Neues, em Berlim, lhe enviou uma pen drive com digitalizações coloridas do famoso busto de Nefertiti, depois de uma batalha legal de três anos pelo lançamento dos dados. A 13 de Novembro, Wenman disponibilizou, online e gratuitamente, essas mesmas digitalizações.

O artefacto foi descoberto em 1912 pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt e, desde aí, traçou um caminho contencioso. De acordo com um relatório de 2012, de Ishaan Tharoor, da Time, as autoridades egípcias começaram a pedir à Alemanha o retorno do artefacto assim que perceberam a sua importância.

Embora o governo nazi de Adolf Hitler parecesse pronto para devolver o busto durante a década de 1930, o ditador mudou de ideias, declarando que “nunca abandonaria a cabeça da rainha”. A escultura passou a II Guerra Mundial numa mina de sal, mas foi recuperada pelos “Homens dos Monumentos” das forças aliadas, em 1945, e exibido novamente em Berlim.

O Egipto não desistiu e continuou a solicitar o retorno do artefacto, ainda que com pouco sucesso. Em 2011, o Conselho Supremo de Antiguidades do país enviou uma petição à Fundação do Património Cultural da Prússia, que administra o museu onde se encontra o busto em exibição.

Na altura, em comunicado citado pela Reuters, o presidente Hermann Parzinger afirmou que a posição da fundação sobre o retorno de Nefertiti permanecia inalterada. “Ela é e continua a ser a embaixadora do Egipto em Berlim.”

Mais recentemente, o foco deste debate, que dura há vários anos, mudou de rumo e centra-se agora na digitalização. São vários os museus que criam imagens tridimensionais dos seus artefactos, mas só alguns disponibilizam essas digitalizações ao público. O Museu Neues, em Berlim, decidiu manter a digitalização a cores do busto de Nefertiti trancada a sete chaves.

No entanto, em 2016, dois artistas revelaram o resultado de um suposto “assalto digital” que resultou numa réplica perfeita da obra. Nora al-Badri e Jan Nikolai Nelles colocaram um scanner Kinect modificado no museu e usaram-no para criar um modelo digital em 3D do busto.

Na prática, os dois artistas conseguiram captar clandestinamente um extenso conjunto de imagens da famosa obra de arte, esculpida há 3300 anos, e utilizaram-nas para criar uma réplica em três dimensões.

Para Wenman, a digitalização era de alta qualidade e demasiado semelhante a uma outra digitalização encomendada pelo museu.

“Na minha opinião, é altamente improvável que as duas digitalizações do busto correspondam tão intimamente”, escreveu Wenman, em 2016. “Parece ainda menos provável que uma digitalização de uma réplica seja tão parecida. Acredito que o modelo lançado pelos artistas foi, de facto, o resultado da própria digitalização do Museu Neues.”

As pessoas querem dados, defendeu Wenman. Assim sendo, “quando os museus se recusam a fornecê-los, o público fica no escuro e aberto a obter dados falsos ou incertos”, justificou, citado pelo Smithsonian.

Depois do “roubo”, Wenman lançou a sua própria campanha para adquirir as digitalizações do museu. Como o artista relata no blog Reason, quando enviou uma solicitação citando as leis alemãs de liberdade de informação que se aplicam a instituições financiadas pelo Estado, o museu encaminhou-a à Fundação do Património Cultural da Prússia.

De acordo com Wenman, a fundação alegou que “dar cópias dos dados da digitalização ameaçaria os seus interesses comerciais”. Por isso, ofereceu-se para deixar Wenman a visitar o consulado alemão em Los Angeles, nos Estados Unidos. Lá, o especialista teve permissão para ver as digitalizações sob supervisão.

A digitalização captura todos os detalhes que tornaram o busto tão icónico, incluindo o pescoço delicado de Nefertiti, a touca pintada, as maçãs do rosto altas e o delineador marcado e nítido.

Mas também inclui um detalhe extra: um aviso de direitos de autor da Creative Commons Attribution gravado digitalmente na parte inferior da escultura. A licença descreve três condições para o uso da digitalização – o modelo deve ser atribuído ao museu, não pode ser usado para fins comerciais e qualquer coisa feita a partir dele deve estar disponível para reutilização por terceiros.

A legalidade da reivindicação de direitos de autor do Museu Neues permanece incerta. Segundo Michael Weinberg, director executivo do Centro Engelberg de Leis e Políticas da Inovação da Escola de Direito da NYU, o aviso pode ter sido adicionado para desencorajar o uso generalizado da digitalização.

“Estas regras só importam se a instituição que as impõe possuir um direito autoral aplicável. Não há razão para pensar que uma digitalização de um objecto físico em domínio público esteja protegida por direitos autorais nos Estados Unidos”, rematou, citado pelo Slate.

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26 Novembro, 2019

 

2823: Encontrado túmulo egípcio com o mais antigo “mapa” do submundo

CIÊNCIA

The Gebel el-Silsila Project

Em 2012, os arqueólogos abriram um túmulo na necrópole egípcia do meio de Dayr al-Barsha. Embora grande parte do conteúdo tenha sido saqueada ou devorada por fungos, descobriram que um dos caixões estava inscrito com o texto de The Book of Two Ways, um misterioso “guia” ilustrado para o submundo.

Um novo estudo, cujos resultados foram publicados em Setembro deste ano na revista especializada The Journal of Egyptian Archaeology, sugere que poderia até ser a cópia mais antiga conhecida de “The Book of Two Ways”.

A cópia remonta a pelo menos quatro mil anos atrás. Os investigadores sabem disso porque o túmulo contém inscrições que mencionam o Djehutinakht I, um antigo monarca – governador provincial – entre os séculos 21 e 20 a.C. Embora anteriormente fosse assumido que o caixão continha o corpo de Djehutinakht I, este estudo destaca que o corpo pertencia a uma mulher desconhecida de elite chamada Ankh.

O túmulo parece ter sido visitado repetidamente por ladrões, que espalharam grande parte do conteúdo da sepultura pela câmara e removeram apenas alguns objectos de valor. No entanto, os arqueólogos conseguiram recuperar dois painéis de madeira, completos com algumas linhas de texto hieroglífico. Os fragmentos de texto eram pequenas secções do “The Book of Two Ways”.

Já foram descobertas por investigadores versões do livro, mas acredita-se que esta versão seja o exemplo mais antigo encontrado até agora. Escrito para oficiais do Reino Médio e para os seus subordinados também foram encontradas cópias do texto arcaico em paredes de túmulos, papiros, máscaras de múmias e outros caixões.

O nome do texto refere-se às duas rotas pelas quais os mortos podem navegar para o submundo, procurar protecção contra seres sobrenaturais e entrar no reino de Osíris, o deus egípcio do submundo e juiz dos mortos.

O livro faz parte de um grande corpo de trabalho conhecido como The Coffin Texts, que inclui 1.185 feitiços, encantamentos e escritos religiosos sobre a vida após a morte. Os textos também são um dos corpos de trabalho que compõem The Book of the Dead, a antiga colecção egípcia de textos funerários compostos por feitiços relacionados com a vida após a morte.

No entanto, pouco se entende completamente sobre os textos. Existe o risco de fazer suposições culturais sobre uma ideia antiga com a nossa mentalidade do século XXI. Porém, independentemente da sua interpretação precisa, “The Book of Two Ways” serve como um forte lembrete de como a morte e a vida após a morte têm desempenhado um papel importante na imaginação cultural dos seres humanos.

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12 Outubro, 2019

 

2725: Antigos egípcios matavam crocodilos só para poder mumificá-los

CIÊNCIA

Giovanni Toso / Flickr

Um novo estudo sugere que os crocodilos eram mumificados pouco tempo após a sua morte, que era causada por uma pancada forte na cabeça.

Era comum os antigos egípcios sacrificarem animais em honra dos deuses, matando-os e mumificando-os posteriormente. Agora, graças a um novo estudo, percebe-se que esta civilização também matava crocodilos de propósito para depois mumificá-los. A Smithsonian explica que estas são as primeiras provas concretas de que os egípcios caçavam animais para mumificá-los.

Os investigadores encontraram um crocodilo mumificado com 2 mil anos em Com Ombo, uma cidade egípcia na margem do Nilo, e analisaram a sua carcaça para perceberem a causa da morte.

“A causa mais provável de morte é uma séria fractura no crânio, que causou um trauma directo no cérebro” lê-se no estudo publicado recentemente na revista Journal of Archaeological Sciences.

“O tamanho da fractura, bem com a sua direcção e forma, sugerem que ela foi feita por um único golpe, presumivelmente com um taco de madeira grosso, provavelmente quando ele estava a descansar em terra”, notaram os investigadores, citados pelo ATI.

O processo de mumificação começava “muito rapidamente após a sua morte”, presumindo que o animal era morto propositadamente para o efeito. Os cientistas observaram isto através do estômago do animal, que ainda continha restos de alimentos como ovos de répteis, insectos, roedores e peixe.

De forma a observar o animal sem danificar os milenares ossos e tecidos moles, os investigadores usaram uma técnica que permite uma autópsia virtual.

Os crocodilos não são o único animal que os antigos egípcios mumificavam, mas sem dúvida, são o mais perigoso. Também eram sacrificados cavalos, pássaros, gatos, cães, entre outros. Cada animal estava associado a um deus diferente e servia como ponte para a comunicação com cada um deles.

Os antigos egípcios nutriam uma grande admiração por este imponente animal, associado comummente ao rio Nilo e, consequentemente, à fertilidade. O estudo não conseguiu determinar se os egípcios tinham o hábito de caçar animais especificamente para serem mumificados ou se os crocodilos eram um caso à parte.

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28 Setembro, 2019

 

2071: Recuperada a cerveja que os faraós do Egipto bebiam há 5.000 anos

CIÊNCIA

(dr) Yaniv Berman / Autoridade de Antiguidades de Israel

Há evidências de que a cerveja já está com os humanos há pelo menos 13 mil anos, quando a cultura natufiana, um grupo de caçadores-colectores que viviam no Mediterrâneo oriental, preparou a bebida para venerar os mortos em celebrações rituais.

Segundo alguns investigadores, é possível até que a cerveja tenha impulsionado a agricultura. Mais tarde, o destino da cerveja correu em paralelo ao dos primeiros assentamentos e civilizações humanas. Na Mesopotâmia, bebiam uma cerveja, que chamaram “kas” em 4.000 a.C. Mesmo antes, em 5.000 a.C, sabe-se que os egípcios faziam o líquido dourado a partir de uma mistura de cevada e água fervida.

No antigo Egipto, a cerveja fazia parte da dieta diária, relacionava-se com a adoração dos deuses e considerava-se que tinha propriedades curativas. Um grupo de investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém conseguiu criar cerveja a partir da levedura recuperada na superfície de embarcações que foram enterradas pelos antigos egípcios há 5.000 anos.

“A coisa mais maravilhosa é que as colónias de levedura sobreviveram dentro dos contentores durante milénios”, disse Ronen Hazan, um dos líderes da investigação, em comunicado, juntamente com Michael Kutstein. “Graças a essas leveduras antigas, criamos uma cerveja que nos permitiu descobrir como a cerveja era saboreada. E não é má”, ressaltou o investigador, cujo estudo foi publicado na revista mBio.

Os especialistas conseguiram extrair as leveduras e cultivá-las para fazer a bebida. Ron Hazan disse à ABC que o trabalho é importante no campo da arqueologia experimental: “A nossa investigação oferece novas ferramentas para estudar métodos antigos”.

Os fungos permaneceram durante milénios dentro de contentores que eram usados ​​para fabricar cerveja e hidromel. Especificamente, os recipientes foram enterrados na época do faraó Narmer (3000 a.C), o rei Aramean Hazael (800 a.C) e o Neemias (400 a.C).

Recuperá-los e aproveitá-los tem sido trabalhoso. Primeiro, os cientistas tiveram que procurar métodos para extrair as leveduras. Para isso, tiveram a colaboração de viticultores da vinícola Kadma, que produz vinho em recipientes de barro. Além disso, recriaram a antiga cerveja egípcia com a ajuda do especialista em cerveja Itai Gutman, até se certificar de criar uma bebida adequada para consumo humano.

Finalmente, sequenciaram o genoma da levedura e descobriram que são similares àqueles tradicionalmente usados ​​em receitas de bebidas africanas, como tej, e variedades mais modernas de leveduras.

“Estamos a falar de uma conquista importante”, disse Yuval Gadot, co-autor do estudo e investigador da Universidade de Tel Aviv. “Esta é a primeira vez que conseguimos produzir álcool antigo a partir de leveduras antigas. Noutras palavras, fizemos isso a partir das substâncias originais”.

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29 Maio, 2019


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2009: Descobertas inscrições neolíticas com símbolos da realeza egípcia

CIÊNCIA

Alchemica / Wikimedia

Uma missão arqueológica do Ministério de Antiguidades de Egipto descobriu perto da cidade de Assuão, no sul do país, as primeiras inscrições reais que remontam ao período neolítico.

Este período começou há 12 mil anos e terminou em diferentes datas nas distintas partes do mundo, recorda o portal Ahram Online.

O secretário geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, assinalou que milhares de inscrições em pedra, datadas da época anterior à primeira dinastia, foram encontradas num vale circular semi-fechado.

Alguns representam cenas com animais que habitavam a área naquela época, como girafas, elefantes e crocodilos. Outros mostram uma pequena cidade, pastoreio de gado e plantio de árvores.

É especificado que algumas das inscrições trazem sinais da realeza egípcia, como o deus Hórus, o falcão. Segundo o site do Luxor Times, especialistas reconheceram alguns dos símbolos que pertencem aos reis que governaram o Egipto em tempos pré-dinásticos, como Narmer.

Abdel-Moneim Saeed, director-geral da Aswan and Nubian Antiquities, disse que também foram encontrados motivos sagrados em alguns blocos, como o símbolo sagrado de Hórus, bem como outras decorações de folhagem.

Assuão é uma cidade do sul do Egipto, a 950 quilómetros de distância do Cairo. É um movimentado mercado e centro turístico, na margem leste do Nilo, na primeira catarata. A cidade moderna expandiu-se e inclui a comunidade anteriormente separada na ilha de Elefantina. A cidade faz parte da Rede de Cidades Criativas da UNESCO na categoria de artesanato e arte popular

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19 Maio, 2019



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– Todos os textos publicados neste Blogue SPACENEWS, são traduzidos de brasuquês para Português Ibérico. Os seguidores do novo acordo ortográfico fazem gala de omitirem os “c”, os “p”, etc., em número inimaginável. Acho que aboliram o “c” e o “p” da sua escrita. Mas o paradoxo é, por exemplo, neste artigo acima, escreverem “Egito” (sem o p, outra letra do nosso alfabeto que detestam) mas escreverem: “sinais da realeza egípcia“. Ora, deviam também abolir o “p” e escreverem “sinais da realeza egícia“!

1975: Achado único no Egipto pode revelar segredo da Grande Pirâmide de Gizé

(CC0/PD) The Digital Artist / pixabay

Em 1954, um grupo de arqueólogos egípcios descobriu um achado intrigante: vigas de madeira que pareciam ter sido cuidadosamente removidas num poço perto da base da Grande Pirâmide de Gizé.

A Grande Pirâmide de Gizé, também conhecida como a Pirâmide de Quéops (ou Khufu), é a mais antiga e maior das três pirâmides do complexo em Gizé do Egipto. Foi outrora a mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo Antigo – e agora é a única que resta. O segredo de como foi construída tem deixado os arqueólogos e cientistas perplexos.

No entanto, podemos estar finalmente no limiar da resolução deste mistério. Durante o documentário “Grande Pirâmide do Egipto: a Nova Evidência” do Canal 4, foi revelado como os arqueólogos estão a começar a aprender mais sobre esta antiga civilização.

O documentário de 2019 afirmou o seguinte: “A obtenção das 170 mil toneladas de calcário de alta qualidade para revestir a pirâmide foi o maior desafio de Khufu.” De acordo com o documentário, só podiam ser extraídas de pedreiras distantes num lugar chamado Tora. “Nunca ninguém soube ao certo quanta pedra foi trazida para Gizé para completar a construção em pouco mais de um quarto de século.”

A série fez referência a um achado feito por uma equipa de arqueólogos em 1954. Mas agora novas evidências estão a revelar que Khufu apenas pôde ter conseguido isso com uma frota de barcos especialmente construídos e marinheiros altamente treinados.

Num poço perto da base da pirâmide, um grupo de cientistas egípcios descobriu uma série de vigas de madeira cuidadosamente desmontadas. Na época, a descoberta pouco fez para iluminar os segredos da pirâmide.

Entretanto, os avanços modernos na tecnologia permitiram que os cientistas determinassem que as vigas eram os restos de um barco desmontado. O documentário acrescentou: “Hoje, ao pé da pirâmide, um achado único está a iluminar essa teoria”. Os pedaços de madeira são na verdade um barco desmontado — um navio cerimonial que Khufu comandaria na vida após a morte.

O achado oferece aos investigadores uma visão única sobre as embarcações que estavam em uso naquele período de tempo. Eissa Zidan, que supervisionou o projecto, acredita que este barco particular pode ter pertencido ao próprio grande faraó. “De acordo com a nossa análise, este é um resultado de 2.600 a.C.”, disse.

“Este é o mesmo período das pirâmides de Khufu, por isso sabemos que é o barco do rei Khufu”, disse Zidan, acrescentando que este é actualmente o projecto arqueológico número um, não só no Egipto, mas no mundo.

Noutros achados recentes, arqueólogos descobriram estátuas excepcionalmente bem preservadas e sarcófagos feitos de calcário de alta qualidade num cemitério recém-descoberto perto das pirâmides de Gizé. De acordo com os estudiosos, um dos túmulos mais antigos remonta a 2.500 a.C.

De acordo com as inscrições, o túmulo antigo contém os restos mumificados de dois homens — um sacerdote e um funcionário — que alegadamente viveram na época dos construtores das primeiras pirâmides. A maioria dos historiadores acredita que a Grande Pirâmide de Gizé foi construída durante um período de mais de 20 anos para o faraó Khufu, que foi enterrado numa tumba no seu interior.

Algo que sempre deixou os leigos e os cientistas perplexos é como uma antiga civilização que data de cerca de 2500 a.C. foi capaz de transportar seis milhões de toneladas de blocos de pedra para o local e montá-los para produzir uma estrutura grandiosa.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
14 Maio, 2019


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1940: A maldição do faraó terá sido libertada quando se abriu o túmulo de Tutankhamun

CIÊNCIA

Al Jazeera / Twitter

A 26 de Novembro de 1922, a expedição do arqueólogo Howard Carter, financiada pelo aristocrata Lord Carnarvon, fez uma descoberta excepcional: o túmulo do faraó Tutankhamun, rei do Egipto entre 1332 e 1323 a.C, num estado de incrível conservação.

Ao lado da múmia, numa câmara pequena para alguém da sua categoria, foram encontrados 5.398 objectos, incluindo um caixão dourado, uma máscara funerária dourada, tronos, arcos, trombetas, baús, jóias, vinho, comida, sandálias, roupa íntima de linho e um punhal. Carter passou uma década a catalogar os objectos com os quais o faraó tinha que viajar para o Além.

O faraó, que reinou dos nove aos 18 anos, é muito famoso – e não porque era um grande rei – mas porque o seu túmulo está entre os mais bem preservados. O escritor Jon Manchip escreveu: “O faraó que em vida foi um dos menos apreciados no Egipto, na morte tornou-o mais famoso”.

A sua fama também contribuiu para o facto de que, após a descoberta do túmulo, alguns dos exploradores começaram a morrer em circunstâncias estranhas. Em pouco tempo, a maldição de Tutankhamon começou a ser falada: foi o faraó vingar-se do Além daqueles homens que ousaram perturbar o seu descanso?

Tal como escreve o microbiólogo Raúl Rivas, citado pela ABC, a explicação pode passar por seres minúsculos, efectivamente “adormecidos” durante milénios: os micróbios.

“Poucos meses após a abertura da câmara real, ocorreu uma série de mortes em circunstâncias inexplicáveis de pessoas ligadas à exumação do túmulo”, escreve Rivas. “Esses eventos alimentaram a imaginação da imprensa, que transmitiu a ideia de que as mortes estranhas foram uma consequência da profanação do túmulo.”

O boato espalhou-se como fogo. Personalidades como Sir Arthur Conan Doyle contribuíram para a propagação da crença de que, de facto, uma terrível maldição da vida após a morte estava a matar os investigadores.

Os jornais ingleses chegaram a atribuir até 30 mortes à maldição do faraó. Entre eles, destaca o próprio Lord Carnarvon, patrono da expedição. O aristocrata morreu de pneumonia no hotel Savoy Continental no Cairo a 5 de Abril de 1923, quatro meses depois de abrir o túmulo.

Depois veio a morte de outras pessoas que “profanaram” o túmulo ou que participaram no movimento dos utensílios ou restos mortais do faraó. Em Setembro de 1923, o irmão de Carnarvon, Aubrey Herbert, morreu e, mais tarde, Sir Archibald Douglas Reid, encarregado de radiografar a múmia.

Pouco depois morreu Arthur Mace, um dos que abriram a câmara real com Howard Carter, em circunstâncias não esclarecidas. Mais tarde, o magnata ferroviário George Jay Gould, também presente na abertura do túmulo, morreu de pneumonia.

Richar Bethell, secretário de Carter, morreu em 1929. O pai e a esposa de Bethell cometeram suicídio. Alby Lythgoe, do Museu Metropolitano de Nova York, morreu de ataque cardíaco e o egiptólogo George Bennedite morreu numa queda no Vale dos Reis. Para fechar o círculo de mortes, os directores do Departamento de Antiguidades do Museu do Cairo, que intervieram nas exposições dos restos mortais do faraó em Paris e Londres, morreram de duas hemorragias cerebrais.

Apesar de tudo, como lembra Raúl Rivas, “Howard Carter sempre rejeitou a teoria da maldição. Para todos que a insinuaram, respondeu: “Todo espírito de compreensão inteligente está ausente dessas ideias estúpidas”.

Estudos posteriores revelaram que das 58 pessoas que estavam presentes durante a abertura do túmulo e do sarcófago, apenas oito morreram dentro de 12 anos.

O que matou o Lord Carnarvon?

Além disso, outros que estavam no túmulo não morreram até muitas décadas depois. O principal arqueólogo, Howard Carter, não morreu até 1939, sofrendo de um linfoma, com 64 anos. Os últimos a morrer foram Lady Evelyn Herbert, filha de Lord Carnarvon, que morreu em 1980, e o arqueólogo J.O. Kinnaman, em 1961.

A história começou com a morte de Lord Carnarvon, semanas após a abertura do túmulo. Segundo Rivas, “a explicação mais aceite é que Carnarvon morreu de uma septicemia bacteriana derivada de uma erisipela”, segundo o autor. “A erisipela é uma doença infecciosa da pele, causada por estreptococos, principalmente Streptococcus pyogenes“. Aparentemente, a infecção originou-se e espalhou-se porque cortou, ao fazer a barba, uma picada de mosquito.

No entanto, outros investigadores estabeleceram outra causa para a morte de Lord Carnarvon: a morte por uma infecção fúngica. Especificamente, tem sido argumentado que alguns patógenos, como Aspergillus niger, Aspergillus terreus ou Aspergillus flavus podem permanecer milénios trancados na câmara de Tutankhamon.

“Esses fungos são capazes de formar esporos de resistência que podem permanecer viáveis por séculos”, escreve Rivas. “Segundo algumas teorias, foram inalados pelo aristocrata, penetrando no seu trato respiratório e causando um tipo invasivo de aspergilose pulmonar”.

Como escreve o microbiólogo, “esta doença é uma infecção grave, que continua a ser uma importante causa de morbidade e mortalidade em pacientes imune-deficientes graves”. No caso desta pessoa, “poderia ter levado à pneumonia, como resultado do enfraquecimento do sistema imunológico que se arrastou desde que sofreu um grave acidente de carro alguns anos antes e que teve repercussões no sofrimento de infecções pulmonares recorrentes”.

O facto de os esporos de Aspergillus permanecerem inactivos por longos períodos de tempo nos pulmões explicaria por que Lord Carnarvon não apresentou sintomas de infecção durante os cinco meses após a entrada na sepultura.

Estas teorias sobre a origem fúngica da maldição de Tutankhamun receberam um impulso com estudos recentes que encontraram, regularmente, diferentes espécies destes fungos de Aspergillus que vivem em várias múmias na Croácia ou no Chile.

A famosa maldição de Tutankhamun reapareceu noutra tumba muito menos famosa. Em 13 de Abril de 1973, a abertura de outro túmulo, o do grão-duque da Lituânia e do rei da Polónia, Casimiro IV, levou à morte dos 12 cientistas presentes na inauguração.

Anos depois, foi demonstrada a presença de fungos do tipo Aspergillus em objectos presentes na sala. Hoje sabe-se que podem ser muito abundantes em espaços fechados, escuros, com uma temperatura moderada e com condições estáveis, exactamente como esperado num túmulo esquecido.

O faraó adolescente

Tutankhamun reinou durante o período do Novo Império, perto da altura do Egito Antigo, e não se sabe por que morreu quando tinha apenas 19 anos ou quem eram os seus parentes.

O mandato foi caracterizado pela reversão de muitas das medidas adoptadas pelo seu pai. Acima de tudo, pôs fim à veneração do deus Aton e restaurou Amon como o deus supremo, recuperando também os privilégios tradicionais dos sacerdotes.

Tutankhamun transferiu a capital para Tebas e deixou a cidade de Akhetaten. O faraó prestou especial atenção à melhoria das relações com os poderes vizinhos, embora acabasse por lutar contra os núbios e asiáticos. Por isso, provavelmente, terá sido enterrado com uma armadura de couro de escamas e com vários arcos, ainda que seja certo que provavelmente não chegou a lutar, devido à sua condição física.

Tutankhamun tinha cerca de 1,67 metros de altura, tinha escoliose, necrose no pé esquerdo e sofria de malária. Múltiplas investigações tentaram esclarecer a sua vida e a sua morte. Foi sugerido que terá morrido devido aos ferimentos do pé, em combinação com a malária, que foi morto ou que foi atropelado.

Outros apresentaram evidências de múltiplas doenças genéticas. É provável que Tutankhamun tenha sofrido defeitos genéticos que o enfraqueceram, uma vez que os pais terão sido primos.

É claro que a morte prematura do faraó foi imprevista, porque foi enterrado numa pequena sepultura para alguém do seu status. Actualmente, a múmia de Tutankhamun repousa no Vale dos Reis, num sarcófago de vidro selado e submetido a um ambiente controlado, sob o olhar atento de centenas de turistas.

MC, ZAP //

Por MC
8 Maio, 2019

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1430: Descoberto túmulo intacto de sacerdote real no Egipto

CIÊNCIA

Mohamed Hossam / EPA

Os arqueólogos encontraram um túmulo perfeitamente conservado, com mais de 4 mil anos , na região da necrópole de Saqqara perto do Cairo.

Segundo o ministro das Antiguidades do Egito, Khaled El-Anany, durante a apresentação da descoberta arqueológica, o túmulo pertence a um sacerdote real chamado Wahtye, que viveu nos tempos da quinta dinastia do Antigo Egipto, cerca de 2504-2347 anos a.C.

Anany explicou que o túmulo descoberto está excepcionalmente bem preservado e pintado, com paredes decoradas com cenas coloridas, que mostram o sacerdote real “Wahtye” com a sua mãe, esposa e família, bem como vários santuários com grandes estátuas coloridas do sacerdote e dos seus familiares.

“É uma das mais belas e significativas descobertas feitas em 2018 graças à sua pintura colorida, esculturas e ao facto de ter sido encontrada intacta“, anunciou o ministro.

O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades e chefe da missão de escavação, Mostafa Waziri, disse que a missão descobriu a fachada do túmulo durante a sua segunda temporada de escavações em Novembro, mas não conseguiu entrar naquele local porque as portas estavam fechadas.

Waziri acrescentou que as paredes do túmulo abrigam uma série de pinturas coloridas, que mostram o nome da mulher do sacerdote real chamada “Weret Ptah”, e muitas cenas que apresentam “Wahtye” com a sua mãe chamada Merit Meen e a sua família, além de cenas retratando a fabricação de cerâmica e vinho, ofertas religiosas, apresentações musicais, barcos à vela, fabricação de móveis funerários e caça.

Dentro do túmulo, há 18 nichos que exibem 24 grandes estátuas coloridas escavadas na rocha, que representam o proprietário e membros da família. A parte inferior do túmulo contém 26 nichos com 31 estátuas de uma pessoa que ainda não foi identificada. Waziri assumiu que essa pessoa poderia ser o padre ou um membro da sua família.

O director-geral do sítio arqueológico de Saqqara, Sabry Farag, disse que o túmulo descoberto abriga uma sala rectangular de aproximadamente 10 metros de comprimento, 3 metros de largura e cerca de 3 metros de altura, com um porão no final do túmulo. Há ainda cinco fossas funerárias, bem como duas portas falsas, uma pertencente a Wahtye e a outra à sua mãe.

No conjunto arqueológico de Saqqara, nos arredores da capital egípcia, há uma necrópole antiga, cujos primeiros enterramentos remontam à primeira dinastia dos faraós (séculos XXXI — XXIX a.C.). Um dos mais famosos monumentos de Saqqara é a Pirâmide de Djoser ou pirâmide dos degraus.

ZAP // Sputnik

Por ZAP
19 Dezembro, 2018

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1335: Egipto anuncia a descoberta de um túmulo faraónico em Luxor

CIÊNCIA

Khaled Elfiqi / EPA

O Egipto anunciou, no sábado, a descoberta de um antigo túmulo, sarcófagos e artefactos funerários, encontrados numa necrópole perto da cidade de Luxor.

Numa cerimónia em frente ao templo da rainha Hatshepsut, o ministro das Antiguidades, Khaled al-Anani, anunciou que arqueólogos franceses e egípcios tinham descoberto “um novo túmulo com pinturas muito bonitas” da realeza faraónica.

Localizada entre os túmulos reais no Vale das Rainhas e no Vale dos Reis, a necrópole de Al-Assasif é o local do enterro de nobres e altos funcionários próximos aos faraós.

Entre os achados no túmulo estão sarcófagos, estátuas e cerca de mil figuras funerárias chamadas “Ushabtis” feitas de madeira e argila.

O túmulo data do século XIII a.C, entre as 11ª e 12ª dinastias, e pertencia a “Thaw-Irkhet-If”, supervisor de mumificação do Templo de Mut em Karnak.

Separadamente, arqueólogos do Instituto Francês de Arqueologia Oriental e da Universidade de Estrasburgo descobriram dois sarcófagos que datam da 18ª dinastia. Um deles contém os restos mumificados “bem preservados” de uma mulher chamada Thuya, disse o ministério. Mais tarde, porém, foi dito que os especialistas ainda estão a tentar identificar com certezas o nome da múmia.

As autoridades egípcias anunciam regularmente descobertas arqueológicas, embora o país seja frequentemente acusado de falta de rigor científico e negligência de suas antiguidades. Sítios arqueológicos, particularmente em Luxor, fazem do Egipto uma atracção importante para turistas estrangeiros.

O Egipto tem vindo a publicitar as novas descobertas na esperança de reanimar o sector do turismo, que ainda está a recuperar da turbulência ocorrida após a revolta de 2011 que derrubou o ditador de longa data Hosni Mubarak.

ZAP // Lusa / Phys

Por ZAP
25 Novembro, 2018

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1277: Túmulos de faraós com dezenas de gatos mumificados descobertos no Egipto

CIÊNCIA

Ministry of Antiquities-Arab Republic of Egypt / Twitter

Uma missão arqueológica egípcia acaba de descobrir dezenas de múmias de gatos. As autoridades egípcias encontraram sete túmulos, quatro dos quais datam de mais de 6.000  anos, em Saqqra, a sul do Cairo.

A descoberta ocorreu “em torno de uma área rochosa perto do complexo funerário de Userkaf na necrópole real de Saqqara”, que era a capital do Reino Antigo, adiantou o ministro egípcio das Antiguidades, Khaled El Enany.

Segundo o governante, três desses túmulos “datam do tempo do Novo Império e foram usados como uma necrópole para gatos“, os felinos venerados em parte do Egipto Antigo. Os antigos egípcios acreditavam que os gatos e outros animais ocupavam uma posição especial na vida depois da morte.

Os outros quatro túmulos remontam ao tempo do Antigo Império (4.300 anos a.C.), “dos quais a mais importante é a de Jufu-Imhat, guardião dos edifícios pertencentes ao palácio real, datando do final da Quinta Dinastia e do início do VI”, segundo Khaled El Enany.

Os arqueólogos encontraram ainda 100 estátuas de gatos de madeira douradas e uma de bronze dedicada à deusa do gato, Bastet.

Além disso, o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, disse que a missão egípcia, que opera no local desde Abril, também encontrou os primeiros besouros mumificados descobertos na necrópole de Memphis. Dois grandes insectos foram descobertos dentro de um sarcófago rectangular em pedra calcária.

Tal como os gatos, estes insectos tinham também um significado religioso e simbolizavam o deus sol, Ra. “O besouro mumificado é algo realmente único. É algo um pouco raro”, disse Waziri. “Há alguns dias, quando descobrimos estes caixões, eram apenas caixões fechados com desenhos de besouros. Nunca ouvi falar deles antes.”

A missão encontrou ainda uma colecção de estátuas em madeira dourada que representavam um leão, uma vaca e um falcão; cobras de madeira pintadas; sarcófagos de crocodilos; amuletos, jarras, cestos de papiros e ferramentas de escrita.

Saqqara é uma vasta necrópole da região da antiga Memphis, onde vários túmulos e os primeiros faraós foram encontrados. Numa estratégia para reavivar o turismo, o Egipto tem insistido em publicar estas novas descobertas.

ZAP // RFI

Por ZAP
12 Novembro, 2018

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1234: Mistério da construção das Pirâmides do Egipto pode ter sido finalmente desvendado

CIÊNCIA

Hostelworld.com

As Pirâmides do Egipto são uma beleza arquitectónica e, milhares de anos após a sua construção, continuam envolvidas em mistério. Há muito que os arqueólogos se questionam como é que os antigos egípcios construíram aquela que é a maior pirâmide do mundo, a Grande Pirâmide.

Agora, e de acordo com uma nova descoberta arqueológicas, os especialistas podem finalmente desvendar parte do mistério, percebendo como é que os enormes e massivos blocos de pedra foram movidos.

Uma equipa internacional de cientistas – do Instituto Francês de Arqueologia Oriental (IFAO), no Cairo, e da Universidade de Liverpool, no Reino Unido – detectou os vestígios de um sistema que terá sido utilizado pelos egípcios para construírem as míticas pirâmides. De acordo com os cientistas, o engenho terá sido utilizado para transportar as pedras pesadas de alabastro por uma rampa íngreme.

O que resta do sistema foi encontrado numa antiga pedreira no deserto oriental do Egipto, em Hatnub, local onde os egípcios exploravam o alabastro. Segundo os especialistas, o sistema é datado de há 4.500 anos.

Esta construção milenar foi encontrada numa plataforma inclinada que tinha, em ambos os lados, escadas e aberturas. Nessas aberturas, podiam encaixar-se colunas de madeira, nas quais se podiam enrolar cordas. Posteriormente, os pesados blocos de pedra – alguns com mais de duas toneladas – fixavam-se numa espécie de “trenó” de madeira.

Depois do engenho estar pronto, explicaram os cientistas, os construtores puxavam as cordas, deslocando os blocos através da plataforma com um declive de 20 graus.

“Este sistema é composto de uma rampa central ladeada por duas escadarias com vários buracos”, disse Yannis Gourdon, co-director da expedição arqueológica, ao Live Science.

Roland Enmarch, outro dos arqueólogos que participou na descoberta, explicou ainda que as cordas presas ao trenó funcionavam como um “multiplicador de força”, facilitando a subida do trenó até ao cimo da rampa.a

Anteriormente, os cientistas já pressupunham a existência de construções deste género, contudo, esta é a primeira vez que o engenho é encontrado. “Este tipo de sistema nunca foi descoberto em nenhum outro lugar antes”, disse Gourdon.

Yannis Gourdon/Ifao
Sistema de construção encontrado

Construção contemporânea do reino de Khufu

Gourdon disse ainda que, de acordo com as marcas de ferramentas encontradas e tendo também em conta duas inscrições de Khufu identificadas, os cientistas acreditam que o sistema remonta, pelo menos, ao reinado de Khufu, o construtor da Grande Pirâmide.

“Como este sistema remonta, pelo menos, ao reinado de Khufu, significa que durante o tempo de Khufu, os antigos egípcios sabiam como mover enormes blocos de pedra usando encostas muito íngremes. Portanto, poderiam tê-lo usado para a construção da sua pirâmide”, acrescentou o cientista.

A Grande Pirâmide é a maior das três Pirâmides de Gize, construídas para cada um dos três faraós – Khufu, Khafre e Menkaure. A Pirâmide de Khufu é a maior já construída no Egipto, tendo 146 metros de altura quando foi construída. A erosão e o vandalismo foram diminuindo a sua altura, que está agora em 138 metros.

A Grande Pirâmide é ainda a mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e a única que permanece quase totalmente intacta. E, milhares de anos depois, as pirâmides continuam a revelar mistérios ainda por resolver.

ZAP // SputinkNews / LiveScience

Por ZAP
3 Novembro, 2018

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1214: Arqueólogos descobriram o salão de festas do faraó Ramsés II

CIÊNCIA

Egyptian Ministry of Antiquities
Arqueólogos descobriram o Salão de festas de Ramses II

Arqueólogos da Universidade Ain Shams, no Cairo, encontraram nas ruínas do bairro árabe de Matariya o salão de festas do faraó egípcio Ramsés II. Durante o seu reinado, a zona correspondia à cidade de Heliópolis, uma das capitais do antigo país dos faraós.

A equipe de arqueólogos conseguiu identificar um conjunto de portas, paredes e instalações, que inclui um recinto em redor. Obras de perfuração efectuadas em Março deste ano possibilitaram a descoberta, detalhou o comunicado divulgado pelo Conselho Supremo de Antiguidades egípcio na quinta-feira.

Ramsés II foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia, que reinou entre 1279 a.C. e 1213 a.C. O seu reinado é muitas vezes considerado o mais prestigiado da história egípcia no aspectos económico, cultural e militar.

O investigador responsável pala expedição, professor Mamduh al Damati, afirmou estar  impressionado pela unicidade do salão real, sem igual em qualquer construção do Império Novo egípcio.

Segundo o professor, a câmara cerimonial foi usada para celebrações reais não apenas durante o reinado de Ramsés II, mas também nos tempos dos seus sucessores. Os arqueólogos encontraram no recinto um artefacto do rei Ramsés III, que reinou cerca de três décadas depois de Ramsés II.

Entre os achados mais importantes destaca-se uma grande tigela de cerâmica, encontrada na sua posição original. De acordo com os arqueólogos, após o fim da época de Ramsés, a tigela poderá ter servido para abastecer com trigo um templo de Rá próximo do local.

As imagens distribuídas pelo Conselho Supremo de Antiguidades mostram a parte elevada da sala com um suposto trono real. Estão particularmente bem conservados quatro degraus, que separam a estrutura do chão.

A descoberta arqueológica foi anunciada alguns dias depois de um espectáculo especial, organizado pelas autoridades para delegações internacionais, em comemoração ao 50º aniversário do transporte, peça por peça, do templo de Ramsés II em Abu Simbel.

ZAP // Sputnik News

Por SN
29 Outubro, 2018

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1171: Arqueólogos revelam segredos da única múmia tatuada do Egipto

CIÊNCIA

Ann Austin

Um grupo de arqueólogos acaba de concluir as análises realizadas na única múmia tatuada já encontrada no Egipto. Os testes revelaram muitos dos segredos desta múmia milenar, principalmente sobre as suas misteriosas tatuagens.

A múmia, com cerca de 3 mil anos, foi descoberta em 2014 em Deir el-Medina, no Egipto. Os novos testes, conduzidos por uma equipa de investigação da Universidade Francesa de Arqueologia Oriental (IFAO), revelaram que a múmia pertence a uma mulher da elite, com cerca de 25 a 34 anos, que terá vivo entre 1300 e 1070 d.C.

De acordo com a Egypt Today, no total, foram identificadas 30 tatuagens diferentes no corpo da múmia. Entre as figuras, foram identificadas imagens de touros, ovelhas, flores de lótus, babuínos e vários olhos de Hórus ou Udyat – símbolo do Antigo Egipto que representa a protecção contra o mal.

Os cientistas acreditam que estas tatuagens podem ter servido para demonstrar e fortalecer os poderes religiosos desta mulher na corte do faraó.

Até ao momento, foram encontradas poucas múmias com tatuagens e, mesmo as que já foram encontradas, apresentam marcas menos elaboradas, compostas por traços e pontos. Segundo os investigadores, esta é a primeira múmia com tatuagens de objectos reais.

Inicialmente, Anne Austin, investigadora da Universidade de Standford, na Califórnia, pensou que as marcas eram apenas pinturas, mas logo percebeu que se tratavam mesmo de tatuagens. Com a mais recente análise, que recorreu a tecnologias mais avançadas, a equipa descobriu que as imagens estavam escondidas pelas resinas da mumificação.

Os investigadores salientaram que estes desenhos têm um significado importante do ponto de vista religioso, uma vez que, acreditam os especialistas, estas imagens estão directamente ligadas às divindades do Antigo Egipto.

Nos últimos quatro anos, a múmia milenar permaneceu no mesmo túmulo onde foi encontrada, de forma a manter as mesmas condições atmosféricas, assegurou o Ministério das Antiguidades do Egipto.

O corpo remonta ao Império Novo do Egipto, que está compreendido entre 1550 e 1069 a.C, e compreende as dinastias dos faraós XVIII, XIX e XX. Este foi o período mais próspero do Egipto, marcando o auge do seu poder.

Ötzi, com cerca de 5300 anos, é a múmia mais antiga da Europa, tendo também figuras tatuadas no seu corpo. No entanto, neste caso, os cientistas acreditam que as tatuagens tenham servido com uma forma primitiva de acupuntura.

Por ZAP
20 Outubro, 2018

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1123: Descoberto no Egipto o túmulo de Kaires, o guardião de segredos do faraó

CIÊNCIA

Czech Institute of Egyptology
Estátua de Kaire, o “amigo único” do faraó

Uma equipa de arqueólogos checos fez uma descoberta notável em Abusir, perto do Cairo, ao descobrir um complexo funerário único, pertencente a um alto dignitário egípcio da V dinastia do Antigo Reino do Egipto. 

Os restos foram encontrados junto de uma pirâmide em Abusir, onde apenas os membros da família real e os maiores dignitários estaduais da época eram sepultados. De acordo com o Live Science, o túmulo pertence ao “amigo único” (sole friend) do faraó.

De acordo com o comunicado divulgado pela equipa de arqueólogos do Instituto Checo de Egiptologia, dentro do túmulo – que foi roubado nos tempos antigos – foram encontrados os restos de uma estátua com inscrições relativas a um padre de nome Kaire.

Este padre, acrescenta a nota divulgada esta semana, era o “amigo único do faraó” e o “guardião de segredos da Casa da Manhã” – local onde o faraó se vestia e tomava o pequeno-almoço. Kaire era um confidente real.

“Nesta descoberta há uma série de factos únicos. O túmulo está localizado no centro do campo da pirâmide de Abusir, que remota a 2.400 a.C. E, além da capela em si, foram encontradas outras salas”, explicaram os especialistas à Radio Cz.

“Outra característica única é que esta capela é o único túmulo real deste período construído com blocos de basalto para a pavimentação, papéis de parede e um altar. Esta é uma evidência do estatuto excepcional do dono deste túmulo”.

Na época, sublinha o Live Science, só os faraós é que estavam autorizados a usar basalto nas construções de túmulos.

Czech Institute of Egyptology
O complexo funerário de Abusir, perto do Cairo

Segredo da V dinastia egípcia

Os arqueólogos não sabem ao certo a que faraó é que as inscrições se referem no entanto, já conseguiram recolher algumas pistas. O complexo funerário foi encontrados perto de uma pirâmide que pertenceu ao faraó Neferirkare (reinado 2446 a 2438 a.C).

Além disso, outras gravuras encontradas na estátua apontam que Kaires era “inspector dos sacerdotes que serviam no complexo junto da pirâmide”, que pertence a Neferirkare e ao seu sucessor Sahure (2487 a 2475 a.C), terceiro e segundo faraó da V dinastia egípcia, respectivamente.

A estátua menciona ainda vários outros títulos importantes detidos por Kaires, entre os quais, “supervisor de todos os trabalhos do faraó” e o “principal da Casa da Vida” – uma espécie de biblioteca que reunia papiros que registavam conhecimentos sobre diversas áreas, explicaram os arqueólogos.

Apesar de o sarcófago de Kaires ter sido encontrado, ainda restam segredos para desvendar, a sua múmia, por exemplo, ainda não foi encontrada. Outro aspecto que os cientistas ainda não conseguiram apurar é se o padre terá servido a um ou dois faraós.

Os arqueólogos checos, liderados pelo investigador Miroslav Bárta, continuam com os trabalhos arqueológicos, em parceria com o Ministério de Antiguidades do Egipto.

ZAP //

Por ZAP
10 Outubro, 2018

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1080: Arqueólogos descobrem antiga construção massiva no Egipto

Uma equipa de arqueólogos descobriu um antigo prédio de dimensões “massivas” na cidade de Mit Rahina, a 20 quilómetros a sul do Cairo, no Egipto. 

De acordo com o Ministério das Antiguidades do Egipto, que anunciou a descoberta nesta terça-feira, os cientistas descobriram ainda um outro prédio anexo que inclui um grande banho romano e uma câmara destinada a rituais religiosos.

Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, disse, citado pela ABC, que o prédio provavelmente faz parte do bloco residencial da área, onde estava localizada a antiga capital egípcia de Memphis.

A cidade de Memphis foi fundada em meados de 2925 a.C. por Menes, o rei que uniu os reinos pré-históricos do Alto e do Baixo Egipto. Inicialmente, a cidade foi originalmente chamada de White Walls, um termo que pode ter surgido inspirado no palácio do rei que era caiado com tijolos brancos.

Memphis e a sua necrópole tornaram-se um Património Mundial da UNESCO em 1979. Os terrenos contêm os remanescentes de templos, palácios, pirâmides, bairros residenciais e milhares de túmulos escavados em rocha.

O Egipto tem apostado nas descobertas arqueológicas com o objectivo de estimular o turismo no país, que foi fortemente afectado pela turbulência política após a revolta de 2011.

No início, de Setembro, os investigadores encontraram uma esfinge que, provavelmente, data da época da dinastia ptolemaica, que governou o Egipto entre 305 a.C e 30 a.C.

No verão deste ano, os arqueólogos encontraram ainda um misterioso sarcófago negro no Egipto. Alguns especialistas acreditavam que pudesse conter os restos mortais de Alexandre, o Grande – mas, na verdade, as suspeitas não se confirmaram. O túmulo guardava os esqueletos de três pessoas que viveram também durante a época ptolomaica.

ZAP //

Por ZAP
28 Setembro, 2018

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1060: Arqueólogos descobrem múmias antigas e amuletos divinos no Egipto

CIÊNCIA

Egyptian Ministry of Antiquities
A identidade da múmia continua ainda por desvendar

Um grupo de arqueólogos descobriu várias múmias antigas no Egipto – incluindo os restos de um misterioso individuo extremamente bem conservado – num enterro comum na margem oeste do Rio Nilo.

O túmulo foi encontrado em Aswan, no sul do Egipto, e terá cerca de 2500 anos de idade. De acordo com o director do Ministério das Antiguidades do Egito, o sepulcro terá sido utilizado num funeral comunitário.

Entre as múmias encontradas, há uma que desperta especial atenção: a de um indivíduo extremamente bem preservado, envolvido em faixas de linho, que os arqueólogos encontraram num sarcófago de arenito.

De acordo com o Ministério, não há quaisquer inscrições no túmulo, estando a identidade da múmia ainda por revelar. Vão ser conduzidas mais pesquisas para tentar descobrir quem é o indivíduo.

Foram ainda descobertas outros três túmulos perto da mesma região. Os cientistas encontraram fragmentos de pinturas, textos escritos com hieróglifos e pedaços de outros sarcófagos de argila. Os especialistas vão agora tentar decifrar os textos.

Todos os túmulos contêm pedaços de amuletos feitos de fiança – uma cerâmica vidrada utilizada em algumas loiças. As imagens divulgadas pelo Ministério mostram que alguns dos amuletos têm a forma de deuses egípcios, como Anubis, o deus egípcio dos mortos.

Egyptian Ministry of Antiquities
Amuletos encontrados em todos os túmulos

Os cientistas acreditam que as descobertas datam do período a que chamam de “Época Baixa do Antigo Egipto”, que durou de 712 a.C até 332 a.C.

Durante este período, o Egipto esteve sob o controlo de várias potências estrangeiras, como o Reino de Cuxe (antigo reino localizado a sul do país), Assíria e Persa – este período terminou quando Alexandre, o Grande, conquistou o Egipto em 332 a.C.

Não é ainda claro para os cientistas se o indivíduo encontrado no enterro comum pertencia a algum destes grupos estrangeiros, mas os especialistas continuam as investigações para resolver este mistério o quanto antes.

Este têm sido um bom mês para a Arqueologia no Egipto. Ainda esta semana, o Ministério dava conta de ter descoberto uma nova esfinge, também em boas condições de preservação, com cerca de 2 mil anos.

Por ZAP
22 Setembro, 2018

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1033: Arqueólogos descobrem nova esfinge em antigo templo egípcio

CIÊNCIA

Ministério das Antiguidades do Egipto

Um grupo de arqueólogos egípcios, que trabalham num projecto de contenção de águas subterrâneas no templo de Kom Ombo, em Assuã, no Egipto, encontraram uma nova esfinge de arenito.

De acordo com o Ministério das Antiguidades do Egipto, que relatou a descoberta neste domingo, a peça data provavelmente da época da dinastia ptolemaica, que governou o Egipto entre 305 a.C e 30 a.C.

A esfinge foi encontrada na parte sudeste do Templo de Kom Ombo, que foi construído há mais de dois mil anos. Neste mesmo templo foram descobertos, há dois meses, dois relevos de arenito do rei Ptolemeu V e, por isso, os especialistas acreditam que a esfinge poderá ser da mesma época, tal como explicou Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto.

Contudo, os arqueólogos vão continuar com as investigações para descobrir mais informação sobre a origem da peça e a dinastia a que realmente pertence.

Nos últimos tempos têm sido encontrados vários artefactos desta cultura antiga no Egipto. No início do mês de Agosto, o Ministério das Antiguidades dava conta que tinha sido desenterrada uma outra esfinge na cidade egípcia de Luxor.

As esfinges são um símbolo da realeza do Antigo Egipto, representavam a força e o poder do faraó. Além disso, são ainda consideradas símbolos da vida após a morte, sendo muitas vezes encontradas junto a túmulos.

Ministério das Antiguidades do Egipto

Há cerca de um mês, foi encontrado um misterioso sarcófago negro no Egipto. Alguns especialistas acreditavam que pudesse conter os restos mortais de Alexandre, o Grande – mas, na verdade, as suspeitas não se confirmaram. O túmulo guardava os esqueletos de dois homens e uma mulher que viveram também durante a época ptolomaica.

O Egipto espera conseguir fomentar o turismo com as descobertas arqueológicas.

Por ZAP
18 Setembro, 2018

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