1124: Descoberto no Egipto o túmulo de Kaires, o guardião de segredos do faraó

CIÊNCIA

Czech Institute of Egyptology
Estátua de Kaire, o “amigo único” do faraó

Uma equipa de arqueólogos checos fez uma descoberta notável em Abusir, perto do Cairo, ao descobrir um complexo funerário único, pertencente a um alto dignitário egípcio da V dinastia do Antigo Reino do Egipto. 

Os restos foram encontrados junto de uma pirâmide em Abusir, onde apenas os membros da família real e os maiores dignitários estaduais da época eram sepultados. De acordo com o Live Science, o túmulo pertence ao “amigo único” (sole friend) do faraó.

De acordo com o comunicado divulgado pela equipa de arqueólogos do Instituto Checo de Egiptologia, dentro do túmulo – que foi roubado nos tempos antigos – foram encontrados os restos de uma estátua com inscrições relativas a um padre de nome Kaire.

Este padre, acrescenta a nota divulgada esta semana, era o “amigo único do faraó” e o “guardião de segredos da Casa da Manhã” – local onde o faraó se vestia e tomava o pequeno-almoço. Kaire era um confidente real.

“Nesta descoberta há uma série de factos únicos. O túmulo está localizado no centro do campo da pirâmide de Abusir, que remota a 2.400 a.C. E, além da capela em si, foram encontradas outras salas”, explicaram os especialistas à Radio Cz.

“Outra característica única é que esta capela é o único túmulo real deste período construído com blocos de basalto para a pavimentação, papéis de parede e um altar. Esta é uma evidência do estatuto excepcional do dono deste túmulo”.

Na época, sublinha o Live Science, só os faraós é que estavam autorizados a usar basalto nas construções de túmulos.

Czech Institute of Egyptology
O complexo funerário de Abusir, perto do Cairo

Segredo da V dinastia egípcia

Os arqueólogos não sabem ao certo a que faraó é que as inscrições se referem no entanto, já conseguiram recolher algumas pistas. O complexo funerário foi encontrados perto de uma pirâmide que pertenceu ao faraó Neferirkare (reinado 2446 a 2438 a.C).

Além disso, outras gravuras encontradas na estátua apontam que Kaires era “inspector dos sacerdotes que serviam no complexo junto da pirâmide”, que pertence a Neferirkare e ao seu sucessor Sahure (2487 a 2475 a.C), terceiro e segundo faraó da V dinastia egípcia, respectivamente.

A estátua menciona ainda vários outros títulos importantes detidos por Kaires, entre os quais, “supervisor de todos os trabalhos do faraó” e o “principal da Casa da Vida” – uma espécie de biblioteca que reunia papiros que registavam conhecimentos sobre diversas áreas, explicaram os arqueólogos.

Apesar de o sarcófago de Kaires ter sido encontrado, ainda restam segredos para desvendar, a sua múmia, por exemplo, ainda não foi encontrada. Outro aspecto que os cientistas ainda não conseguiram apurar é se o padre terá servido a um ou dois faraós.

Os arqueólogos checos, liderados pelo investigador Miroslav Bárta, continuam com os trabalhos arqueológicos, em parceria com o Ministério de Antiguidades do Egipto.

ZAP //

Por ZAP
10 Outubro, 2018

 

1081: Arqueólogos descobrem antiga construção massiva no Egipto

Uma equipa de arqueólogos descobriu um antigo prédio de dimensões “massivas” na cidade de Mit Rahina, a 20 quilómetros a sul do Cairo, no Egipto. 

De acordo com o Ministério das Antiguidades do Egipto, que anunciou a descoberta nesta terça-feira, os cientistas descobriram ainda um outro prédio anexo que inclui um grande banho romano e uma câmara destinada a rituais religiosos.

Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, disse, citado pela ABC, que o prédio provavelmente faz parte do bloco residencial da área, onde estava localizada a antiga capital egípcia de Memphis.

A cidade de Memphis foi fundada em meados de 2925 a.C. por Menes, o rei que uniu os reinos pré-históricos do Alto e do Baixo Egipto. Inicialmente, a cidade foi originalmente chamada de White Walls, um termo que pode ter surgido inspirado no palácio do rei que era caiado com tijolos brancos.

Memphis e a sua necrópole tornaram-se um Património Mundial da UNESCO em 1979. Os terrenos contêm os remanescentes de templos, palácios, pirâmides, bairros residenciais e milhares de túmulos escavados em rocha.

O Egipto tem apostado nas descobertas arqueológicas com o objectivo de estimular o turismo no país, que foi fortemente afectado pela turbulência política após a revolta de 2011.

No início, de Setembro, os investigadores encontraram uma esfinge que, provavelmente, data da época da dinastia ptolemaica, que governou o Egipto entre 305 a.C e 30 a.C.

No verão deste ano, os arqueólogos encontraram ainda um misterioso sarcófago negro no Egipto. Alguns especialistas acreditavam que pudesse conter os restos mortais de Alexandre, o Grande – mas, na verdade, as suspeitas não se confirmaram. O túmulo guardava os esqueletos de três pessoas que viveram também durante a época ptolomaica.

ZAP //

Por ZAP
28 Setembro, 2018

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1061: Arqueólogos descobrem múmias antigas e amuletos divinos no Egipto

CIÊNCIA

Egyptian Ministry of Antiquities
A identidade da múmia continua ainda por desvendar

Um grupo de arqueólogos descobriu várias múmias antigas no Egipto – incluindo os restos de um misterioso individuo extremamente bem conservado – num enterro comum na margem oeste do Rio Nilo.

O túmulo foi encontrado em Aswan, no sul do Egipto, e terá cerca de 2500 anos de idade. De acordo com o director do Ministério das Antiguidades do Egito, o sepulcro terá sido utilizado num funeral comunitário.

Entre as múmias encontradas, há uma que desperta especial atenção: a de um indivíduo extremamente bem preservado, envolvido em faixas de linho, que os arqueólogos encontraram num sarcófago de arenito.

De acordo com o Ministério, não há quaisquer inscrições no túmulo, estando a identidade da múmia ainda por revelar. Vão ser conduzidas mais pesquisas para tentar descobrir quem é o indivíduo.

Foram ainda descobertas outros três túmulos perto da mesma região. Os cientistas encontraram fragmentos de pinturas, textos escritos com hieróglifos e pedaços de outros sarcófagos de argila. Os especialistas vão agora tentar decifrar os textos.

Todos os túmulos contêm pedaços de amuletos feitos de fiança – uma cerâmica vidrada utilizada em algumas loiças. As imagens divulgadas pelo Ministério mostram que alguns dos amuletos têm a forma de deuses egípcios, como Anubis, o deus egípcio dos mortos.

Egyptian Ministry of Antiquities
Amuletos encontrados em todos os túmulos

Os cientistas acreditam que as descobertas datam do período a que chamam de “Época Baixa do Antigo Egipto”, que durou de 712 a.C até 332 a.C.

Durante este período, o Egipto esteve sob o controlo de várias potências estrangeiras, como o Reino de Cuxe (antigo reino localizado a sul do país), Assíria e Persa – este período terminou quando Alexandre, o Grande, conquistou o Egipto em 332 a.C.

Não é ainda claro para os cientistas se o indivíduo encontrado no enterro comum pertencia a algum destes grupos estrangeiros, mas os especialistas continuam as investigações para resolver este mistério o quanto antes.

Este têm sido um bom mês para a Arqueologia no Egipto. Ainda esta semana, o Ministério dava conta de ter descoberto uma nova esfinge, também em boas condições de preservação, com cerca de 2 mil anos.

Por ZAP
22 Setembro, 2018

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1034: Arqueólogos descobrem nova esfinge em antigo templo egípcio

CIÊNCIA

Ministério das Antiguidades do Egipto

Um grupo de arqueólogos egípcios, que trabalham num projecto de contenção de águas subterrâneas no templo de Kom Ombo, em Assuã, no Egipto, encontraram uma nova esfinge de arenito.

De acordo com o Ministério das Antiguidades do Egipto, que relatou a descoberta neste domingo, a peça data provavelmente da época da dinastia ptolemaica, que governou o Egipto entre 305 a.C e 30 a.C.

A esfinge foi encontrada na parte sudeste do Templo de Kom Ombo, que foi construído há mais de dois mil anos. Neste mesmo templo foram descobertos, há dois meses, dois relevos de arenito do rei Ptolemeu V e, por isso, os especialistas acreditam que a esfinge poderá ser da mesma época, tal como explicou Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto.

Contudo, os arqueólogos vão continuar com as investigações para descobrir mais informação sobre a origem da peça e a dinastia a que realmente pertence.

Nos últimos tempos têm sido encontrados vários artefactos desta cultura antiga no Egipto. No início do mês de Agosto, o Ministério das Antiguidades dava conta que tinha sido desenterrada uma outra esfinge na cidade egípcia de Luxor.

As esfinges são um símbolo da realeza do Antigo Egipto, representavam a força e o poder do faraó. Além disso, são ainda consideradas símbolos da vida após a morte, sendo muitas vezes encontradas junto a túmulos.

Ministério das Antiguidades do Egipto

Há cerca de um mês, foi encontrado um misterioso sarcófago negro no Egipto. Alguns especialistas acreditavam que pudesse conter os restos mortais de Alexandre, o Grande – mas, na verdade, as suspeitas não se confirmaram. O túmulo guardava os esqueletos de dois homens e uma mulher que viveram também durante a época ptolomaica.

O Egipto espera conseguir fomentar o turismo com as descobertas arqueológicas.

Por ZAP
18 Setembro, 2018

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962: Descoberta uma das aldeias mais antigas no delta do Nilo (e é anterior às Pirâmides de Gize)

CIÊNCIA

A cidade encontrada terá cerca de 7 mil anos. Terá sio construída 2,500 anos das Pirâmides de Gize

Um grupo de arqueólogos desenterrou uma das aldeias mais antigas já encontradas no delta do rio Nilo, com vestígios anteriores ao tempo dos faraós, anunciou recentemente o Governo do Egipto.

O Ministério das Antiguidades do Egipto avançou que o local neolítico foi descoberto em Tell el-Samara, a cerca de 140 quilómetros a norte do Cairo, capital do Egipto.

O líder da equipa de arqueólogos, Frederic Gio, explicou que a sua equipa encontrou silos contendo ossos de animais e comida, indicando que havia humanos a habitar aquele sítio cerca do ano 5.000 antes de Cristo e cerca de 2.500 anos antes de serem construídas as pirâmides de Gize.

Durante as escavações, os cientistas encontraram também ferramentas de pedra e cerâmicas usadas pelos habitante da aldeia.

“Assentamentos da era neolítica nunca tinham sido descobertos nesta área até então, essa é a grande importância desta descoberta. A descoberta permite que os arqueólogos estudem as sociedades pré-históricas que viviam no delta do Nilo antes do governo da Primeira Dinastia do Egipto”, explicou Aiman Ashmawy, do Ministério das Antiguidades.

Os achados abrem portas para identificar e melhor compreender as comunidades pré-histórias que ocuparam o delta do Nilo milhares de anos antes do lendário Rei Menes unificar o alto e o baixo Egipto, fundando a primeira dinastia faraónica.

Os investigadores acredita, que as práticas agrícolas levadas a cabo na aldeia poderiam depender da chuva. Esta evidência pode ajudar a clarificar o desenvolvimento da agricultura baseada na irrigação, técnica que seria, mais tarde, praticada no delta do Nilo durante milhares de anos.

Os cientistas vão agora estudar o material orgânico encontrado no local para obter uma visão mais profunda do aparecimento da agricultura e da pecuária no Egipto pré-histórico.

Numa outra descoberta recente, uma equipa de arqueólogos descobriu que os egípcios começaram a mumificar deliberadamente os seus mortos muito antes do que se pensava. Foram encontradas evidências de mumificação precoce com cerca de 5,600 anos – também ainda antes da era dos faraós.

Nos últimos anos, o Egipto tem promovido descobertas na esperança de reavivar o turismo após a agitação que se seguiu à revolta popular de 2011.

ZAP // Lusa / SputinkNews

Por ZAP
4 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 10 erros ortográficos ao texto original)

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853: Nova esfinge descoberta (acidentalmente) no Egipto

B10m / Flickr
A Grande Esfinge de Gizé, no Egipto

Durante obras de reparação numa estrada, na cidade egípcia de Luxor, foi encontrada uma nova esfinge debaixo da terra, revelou o chefe do Departamento de Antiguidades da província, Mohamed Abdel Aziz.

De acordo com o funcionário, a estátua encontrada possuiu a forma de um leão com um rosto humano, semelhante à famosa Esfinge de Gizé.

Por agora, os especialistas não têm pressa em retirar o monumento soterrado, para não o expor e afectar à mudanças drásticas de temperatura.

A construção da Esfinge de Gizé foi ordenada por Quéfren, o quarto faraó da 4ª Dinastia do Império Antigo. A estátua de pedra que retrata um leão com rosto humano é, até aos dias de hoje, a maior já encontrada.

Acredita-se que Quéfren deu ordem de retratar o próprio rosto na estátua – esfinge traduz-se como “pai do medo” em árabe. De acordo com os historiadores, todos os faraós que reinaram posteriormente encararam como um dever “renovar” a cabeça da Esfinge, mantendo a mesma estrutura, tentando sempre que a estátua tivesse a máxima semelhança com os próprios governantes.

rodeime / Flickr
A Esfinge de Gizé é a maior escultura do género até agora encontrada

As esfinges são um símbolo da realeza do Antigo Egipto, representava a força e o poder do faraó. Além disso, são ainda consideradas símbolos da vida após a morte, sendo muitas vezes encontradas junto a túmulos.

Por ZAP
7 Agosto, 2018

 

821: A Grande Pirâmide de Gizé pode concentrar energia electromagnética nas suas câmaras

Hostelworld.com
Pirâmides do Egipto

Uma equipa de físicos conduziu uma pesquisa teórica e descobriu que a Grande Pirâmide de Gizé, no Egipto, pode concentrar energia electromagnética nas suas câmaras internas e sob a sua base.

Este enorme “aranha-céu”, construído sem computadores ou máquinas complexas, têm fascinado historiadores e arqueólogos durante séculos. Agora, com a recente pesquisa, pode trazer mais uma surpresa: concentração de energia electromagnética.

Uma equipa de físicos alemães e russos estudava as propriedades da Grande Pirâmide, quando descobriu que a construção pode concentrar energia electromagnética dentro das suas câmaras ocultas, focando as ondas electromagnéticas para dentro da zona inferior, na base da pirâmide.

Construída no planalto de Gizé, no terceiro milénio antes de Cristo pelo faraó Quéops, a Grande Pirâmide de 138,8 metros de altura é uma das maiores e mais altas estruturas construída pelo homem.

Durante os últimos dois séculos, cientistas descobriram quatro câmaras dentro da Grande Pirâmide. Numa delas, especula-se que existam os restos mumificados do próprio faraó Quéops; na segunda, estarão os restos mortais da sua esposa; a terceira será uma armadilha para invasores do túmulo e, por fim, a quarta foi descoberta pelos físicos.

Dentro dos corredores que conduziam à Câmara do Rei, existiam estranhos canais e estruturas que os cientistas modernos consideram ser elementos de um antigo “sistema de segurança”, que protegia o faraó contra os possíveis profanadores.

Andrei Yevlyukhin, coordenador da pesquisa da Universidade de São Petersburgo de Tecnologia da Informação, Mecânica e Óptica, disse que a Pirâmide de Quéops e as suas “primas” reúnem todo o tipo de propriedades “mágicas” – incluindo a capacidade de “concentrar energia cósmica” e outros fenómenos não científicos.

De acordo com os cientistas, que publicaram a pesquisa no Journal of Applied Physics no passado dia 20 de Julho, a Grande Pirâmide, assim como outras construções feitas pelo Homem, poderá actuar como um ressonador, focalizando e amplificando ondas proporcionais ao tamanho dos próprios objectos.

Na física, entende-se como um ressonador um dispositivo que replica uma ressonância ou um comportamento ressonante. Ou seja, é um dispositivo que oscila naturalmente a determinadas frequências – chamadas de ressonâncias -, com maiores ou menores amplitudes.

No caso em particular da pirâmide de Gizé, os cientistas examinavam ondas compreendidas entre 200 a 600 metros – o comprimento de onda  que muitas estações de rádio amadoras utilizam.

Através de um modelo computorizado da Grande Pirâmide, os cientistas bombardearam a construção com ondas de rádio para avaliar como interagiam com a totalidade da pirâmide e com os seus elementos em particular.

De acordo com os cálculos dos físicos, a pirâmide iria interagir com as ondas de rádio “amadoras”, acumulando a sua energia dentro da Câmara do Rei, redireccionado-a depois para a camada inferior, onde está localizada a 3.ª câmara. Esta interacção iria afectar sobretudo as ondas com um comprimento de 230 a 333 metros.

Os investigadores acreditam que a Grande Pirâmide e suas as “primas” podem ainda interagir mais intensamente com outros tipos de ondas, mas isso ainda precisa ser verificado.

Passo importante para o estudo de nano-partículas

Os egípcios estariam longes que pensar que esta peculiaridade no design fosse capaz de interagir com ondas electromagnéticas mas, na verdade, esta pesquisa pode ser importante para o estudo de nano-partículas no futuro.

“As aplicações de métodos físicos modernos e as abordagens para a investigação das propriedades das pirâmides são importantes e produtivas“, consideraram os físicos.

Embora esta pesquisa seja totalmente teórica e, por isso, seja difícil saber o que esperar, os cientistas esperam criar um efeito semelhante em nano-escala.

Os segredos desta estrutura secular podem ser usados para criar nano-partículas que focalizam a luz, e não as ondas de rádio, ajudando assim na criação de computadores leves e outros “aparelhos do futuro”.

“Escolhendo um material com propriedades electromagnéticas adequadas, podemos obter nano-partículas piramidais com uma promessa de aplicação prática em nano-sensores e células solares efectivas”, disse Polina Kapitainova, física da ITMO University, em declarações ao Science Alert.

Por ZAP
1 Agosto, 2018

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244: Câmara secreta da Grande Pirâmide egípcia pode conter trono “extraterrestre”

giancornachini / Flickr

No início de Novembro de 2017, a revista científica Nature publicou um artigo dedicado à descoberta de um enorme espaço vazio no interior da Grande Pirâmide de Gizé no Egipto. Desde então, cientistas estão questionam-se qual poderia ter sido a função desta cavidade.

 A cavidade, com pelo menos 30 metros de comprimento, tornou-se a primeira estrutura interna encontrada nesta construção antiga desde o século XIX.

O especialista italiano, Giulio Magli, professor de arqueoastronomia na Universidade Politécnica de Milão, em Itália, foi o primeiro a formular uma das hipóteses: o grande espaço vazio poderia conter um trono de ferro de origem extraterrestre, que o faraó teria utilizado antes de falecer, segundo o RT.

O cientista afirma que o trono talvez tivesse cumprido a função de “transporte” para a vida após a morte.

“Há uma possível interpretação, que está de acordo com o que sabemos sobre a religião funerária egípcia, tal como se vê nos Textos das Pirâmides. Os textos dizem que o faraó, antes de chegar às estrelas do norte, terá que passar as portas do céu e sentar-se no trono de ferro”.


Magli descarta que se trate de uma cavidade projectada para diminuir o peso da estrutura maciça. “A área recém-descoberta não tem a função prática de aliviar o peso, porque o tecto da galeria já estava construído com uma técnica de suporte por este mesmo motivo”.

O possível trono de ferro na Grande Pirâmide talvez seja parecido com o da mãe do faraó Quéops, a rainha Hetepherés, que a Universidade de Harvard conseguiu reconstruir. Embora possa ser um trono semelhante, os especialistas asseguram que o da Pirâmide de Gizé estaria coberto com finas folhas de ferro meteorítico.

“Claro que não seria ferro fundido, que não era utilizado naquele tempo, mas sim o raro ferro caído do céu sob a forma de meteoritos de ferro – distinguível devido à alta percentagem de níquel”, que também é citado nos textos, afirma Magli no estudo.

Os egípcios já utilizaram este curioso material anteriormente para desenhar dispositivos diferentes, em particular a famosa adaga de Tutancamon, fabricada há mais de 3,3 mil anos.

A Grande Pirâmide de Gizé, construída por volta de 2570 a.C., está situada nos arredores da capital egípcia, Cairo. É a mais antiga das sete maravilhas do mundo e a única que se conservou até hoje.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
15 Janeiro, 2018

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