1336: Egipto anuncia a descoberta de um túmulo faraónico em Luxor

CIÊNCIA

Khaled Elfiqi / EPA

O Egipto anunciou, no sábado, a descoberta de um antigo túmulo, sarcófagos e artefactos funerários, encontrados numa necrópole perto da cidade de Luxor.

Numa cerimónia em frente ao templo da rainha Hatshepsut, o ministro das Antiguidades, Khaled al-Anani, anunciou que arqueólogos franceses e egípcios tinham descoberto “um novo túmulo com pinturas muito bonitas” da realeza faraónica.

Localizada entre os túmulos reais no Vale das Rainhas e no Vale dos Reis, a necrópole de Al-Assasif é o local do enterro de nobres e altos funcionários próximos aos faraós.

Entre os achados no túmulo estão sarcófagos, estátuas e cerca de mil figuras funerárias chamadas “Ushabtis” feitas de madeira e argila.

O túmulo data do século XIII a.C, entre as 11ª e 12ª dinastias, e pertencia a “Thaw-Irkhet-If”, supervisor de mumificação do Templo de Mut em Karnak.

Separadamente, arqueólogos do Instituto Francês de Arqueologia Oriental e da Universidade de Estrasburgo descobriram dois sarcófagos que datam da 18ª dinastia. Um deles contém os restos mumificados “bem preservados” de uma mulher chamada Thuya, disse o ministério. Mais tarde, porém, foi dito que os especialistas ainda estão a tentar identificar com certezas o nome da múmia.

As autoridades egípcias anunciam regularmente descobertas arqueológicas, embora o país seja frequentemente acusado de falta de rigor científico e negligência de suas antiguidades. Sítios arqueológicos, particularmente em Luxor, fazem do Egipto uma atracção importante para turistas estrangeiros.

O Egipto tem vindo a publicitar as novas descobertas na esperança de reanimar o sector do turismo, que ainda está a recuperar da turbulência ocorrida após a revolta de 2011 que derrubou o ditador de longa data Hosni Mubarak.

ZAP // Lusa / Phys

Por ZAP
25 Novembro, 2018

 

1278: Túmulos de faraós com dezenas de gatos mumificados descobertos no Egipto

CIÊNCIA

Ministry of Antiquities-Arab Republic of Egypt / Twitter

Uma missão arqueológica egípcia acaba de descobrir dezenas de múmias de gatos. As autoridades egípcias encontraram sete túmulos, quatro dos quais datam de mais de 6.000  anos, em Saqqra, a sul do Cairo.

A descoberta ocorreu “em torno de uma área rochosa perto do complexo funerário de Userkaf na necrópole real de Saqqara”, que era a capital do Reino Antigo, adiantou o ministro egípcio das Antiguidades, Khaled El Enany.

Segundo o governante, três desses túmulos “datam do tempo do Novo Império e foram usados como uma necrópole para gatos“, os felinos venerados em parte do Egipto Antigo. Os antigos egípcios acreditavam que os gatos e outros animais ocupavam uma posição especial na vida depois da morte.

Os outros quatro túmulos remontam ao tempo do Antigo Império (4.300 anos a.C.), “dos quais a mais importante é a de Jufu-Imhat, guardião dos edifícios pertencentes ao palácio real, datando do final da Quinta Dinastia e do início do VI”, segundo Khaled El Enany.

Os arqueólogos encontraram ainda 100 estátuas de gatos de madeira douradas e uma de bronze dedicada à deusa do gato, Bastet.

Além disso, o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, disse que a missão egípcia, que opera no local desde Abril, também encontrou os primeiros besouros mumificados descobertos na necrópole de Memphis. Dois grandes insectos foram descobertos dentro de um sarcófago rectangular em pedra calcária.

Tal como os gatos, estes insectos tinham também um significado religioso e simbolizavam o deus sol, Ra. “O besouro mumificado é algo realmente único. É algo um pouco raro”, disse Waziri. “Há alguns dias, quando descobrimos estes caixões, eram apenas caixões fechados com desenhos de besouros. Nunca ouvi falar deles antes.”

A missão encontrou ainda uma colecção de estátuas em madeira dourada que representavam um leão, uma vaca e um falcão; cobras de madeira pintadas; sarcófagos de crocodilos; amuletos, jarras, cestos de papiros e ferramentas de escrita.

Saqqara é uma vasta necrópole da região da antiga Memphis, onde vários túmulos e os primeiros faraós foram encontrados. Numa estratégia para reavivar o turismo, o Egipto tem insistido em publicar estas novas descobertas.

ZAP // RFI

Por ZAP
12 Novembro, 2018

 

1235: Mistério da construção das Pirâmides do Egipto pode ter sido finalmente desvendado

CIÊNCIA

Hostelworld.com

As Pirâmides do Egipto são uma beleza arquitectónica e, milhares de anos após a sua construção, continuam envolvidas em mistério. Há muito que os arqueólogos se questionam como é que os antigos egípcios construíram aquela que é a maior pirâmide do mundo, a Grande Pirâmide.

Agora, e de acordo com uma nova descoberta arqueológicas, os especialistas podem finalmente desvendar parte do mistério, percebendo como é que os enormes e massivos blocos de pedra foram movidos.

Uma equipa internacional de cientistas – do Instituto Francês de Arqueologia Oriental (IFAO), no Cairo, e da Universidade de Liverpool, no Reino Unido – detectou os vestígios de um sistema que terá sido utilizado pelos egípcios para construírem as míticas pirâmides. De acordo com os cientistas, o engenho terá sido utilizado para transportar as pedras pesadas de alabastro por uma rampa íngreme.

O que resta do sistema foi encontrado numa antiga pedreira no deserto oriental do Egipto, em Hatnub, local onde os egípcios exploravam o alabastro. Segundo os especialistas, o sistema é datado de há 4.500 anos.

Esta construção milenar foi encontrada numa plataforma inclinada que tinha, em ambos os lados, escadas e aberturas. Nessas aberturas, podiam encaixar-se colunas de madeira, nas quais se podiam enrolar cordas. Posteriormente, os pesados blocos de pedra – alguns com mais de duas toneladas – fixavam-se numa espécie de “trenó” de madeira.

Depois do engenho estar pronto, explicaram os cientistas, os construtores puxavam as cordas, deslocando os blocos através da plataforma com um declive de 20 graus.

“Este sistema é composto de uma rampa central ladeada por duas escadarias com vários buracos”, disse Yannis Gourdon, co-director da expedição arqueológica, ao Live Science.

Roland Enmarch, outro dos arqueólogos que participou na descoberta, explicou ainda que as cordas presas ao trenó funcionavam como um “multiplicador de força”, facilitando a subida do trenó até ao cimo da rampa.a

Anteriormente, os cientistas já pressupunham a existência de construções deste género, contudo, esta é a primeira vez que o engenho é encontrado. “Este tipo de sistema nunca foi descoberto em nenhum outro lugar antes”, disse Gourdon.

Yannis Gourdon/Ifao
Sistema de construção encontrado

Construção contemporânea do reino de Khufu

Gourdon disse ainda que, de acordo com as marcas de ferramentas encontradas e tendo também em conta duas inscrições de Khufu identificadas, os cientistas acreditam que o sistema remonta, pelo menos, ao reinado de Khufu, o construtor da Grande Pirâmide.

“Como este sistema remonta, pelo menos, ao reinado de Khufu, significa que durante o tempo de Khufu, os antigos egípcios sabiam como mover enormes blocos de pedra usando encostas muito íngremes. Portanto, poderiam tê-lo usado para a construção da sua pirâmide”, acrescentou o cientista.

A Grande Pirâmide é a maior das três Pirâmides de Gize, construídas para cada um dos três faraós – Khufu, Khafre e Menkaure. A Pirâmide de Khufu é a maior já construída no Egipto, tendo 146 metros de altura quando foi construída. A erosão e o vandalismo foram diminuindo a sua altura, que está agora em 138 metros.

A Grande Pirâmide é ainda a mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e a única que permanece quase totalmente intacta. E, milhares de anos depois, as pirâmides continuam a revelar mistérios ainda por resolver.

ZAP // SputinkNews / LiveScience

Por ZAP
3 Novembro, 2018

 

1215: Arqueólogos descobriram o salão de festas do faraó Ramsés II

CIÊNCIA

Egyptian Ministry of Antiquities
Arqueólogos descobriram o Salão de festas de Ramses II

Arqueólogos da Universidade Ain Shams, no Cairo, encontraram nas ruínas do bairro árabe de Matariya o salão de festas do faraó egípcio Ramsés II. Durante o seu reinado, a zona correspondia à cidade de Heliópolis, uma das capitais do antigo país dos faraós.

A equipe de arqueólogos conseguiu identificar um conjunto de portas, paredes e instalações, que inclui um recinto em redor. Obras de perfuração efectuadas em Março deste ano possibilitaram a descoberta, detalhou o comunicado divulgado pelo Conselho Supremo de Antiguidades egípcio na quinta-feira.

Ramsés II foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia, que reinou entre 1279 a.C. e 1213 a.C. O seu reinado é muitas vezes considerado o mais prestigiado da história egípcia no aspectos económico, cultural e militar.

O investigador responsável pala expedição, professor Mamduh al Damati, afirmou estar  impressionado pela unicidade do salão real, sem igual em qualquer construção do Império Novo egípcio.

Segundo o professor, a câmara cerimonial foi usada para celebrações reais não apenas durante o reinado de Ramsés II, mas também nos tempos dos seus sucessores. Os arqueólogos encontraram no recinto um artefacto do rei Ramsés III, que reinou cerca de três décadas depois de Ramsés II.

Entre os achados mais importantes destaca-se uma grande tigela de cerâmica, encontrada na sua posição original. De acordo com os arqueólogos, após o fim da época de Ramsés, a tigela poderá ter servido para abastecer com trigo um templo de Rá próximo do local.

As imagens distribuídas pelo Conselho Supremo de Antiguidades mostram a parte elevada da sala com um suposto trono real. Estão particularmente bem conservados quatro degraus, que separam a estrutura do chão.

A descoberta arqueológica foi anunciada alguns dias depois de um espectáculo especial, organizado pelas autoridades para delegações internacionais, em comemoração ao 50º aniversário do transporte, peça por peça, do templo de Ramsés II em Abu Simbel.

ZAP // Sputnik News

Por SN
29 Outubro, 2018

 

1172: Arqueólogos revelam segredos da única múmia tatuada do Egipto

CIÊNCIA

Ann Austin

Um grupo de arqueólogos acaba de concluir as análises realizadas na única múmia tatuada já encontrada no Egipto. Os testes revelaram muitos dos segredos desta múmia milenar, principalmente sobre as suas misteriosas tatuagens.

A múmia, com cerca de 3 mil anos, foi descoberta em 2014 em Deir el-Medina, no Egipto. Os novos testes, conduzidos por uma equipa de investigação da Universidade Francesa de Arqueologia Oriental (IFAO), revelaram que a múmia pertence a uma mulher da elite, com cerca de 25 a 34 anos, que terá vivo entre 1300 e 1070 d.C.

De acordo com a Egypt Today, no total, foram identificadas 30 tatuagens diferentes no corpo da múmia. Entre as figuras, foram identificadas imagens de touros, ovelhas, flores de lótus, babuínos e vários olhos de Hórus ou Udyat – símbolo do Antigo Egipto que representa a protecção contra o mal.

Os cientistas acreditam que estas tatuagens podem ter servido para demonstrar e fortalecer os poderes religiosos desta mulher na corte do faraó.

Até ao momento, foram encontradas poucas múmias com tatuagens e, mesmo as que já foram encontradas, apresentam marcas menos elaboradas, compostas por traços e pontos. Segundo os investigadores, esta é a primeira múmia com tatuagens de objectos reais.

Inicialmente, Anne Austin, investigadora da Universidade de Standford, na Califórnia, pensou que as marcas eram apenas pinturas, mas logo percebeu que se tratavam mesmo de tatuagens. Com a mais recente análise, que recorreu a tecnologias mais avançadas, a equipa descobriu que as imagens estavam escondidas pelas resinas da mumificação.

Os investigadores salientaram que estes desenhos têm um significado importante do ponto de vista religioso, uma vez que, acreditam os especialistas, estas imagens estão directamente ligadas às divindades do Antigo Egipto.

Nos últimos quatro anos, a múmia milenar permaneceu no mesmo túmulo onde foi encontrada, de forma a manter as mesmas condições atmosféricas, assegurou o Ministério das Antiguidades do Egipto.

O corpo remonta ao Império Novo do Egipto, que está compreendido entre 1550 e 1069 a.C, e compreende as dinastias dos faraós XVIII, XIX e XX. Este foi o período mais próspero do Egipto, marcando o auge do seu poder.

Ötzi, com cerca de 5300 anos, é a múmia mais antiga da Europa, tendo também figuras tatuadas no seu corpo. No entanto, neste caso, os cientistas acreditam que as tatuagens tenham servido com uma forma primitiva de acupuntura.

Por ZAP
20 Outubro, 2018

 

1124: Descoberto no Egipto o túmulo de Kaires, o guardião de segredos do faraó

CIÊNCIA

Czech Institute of Egyptology
Estátua de Kaire, o “amigo único” do faraó

Uma equipa de arqueólogos checos fez uma descoberta notável em Abusir, perto do Cairo, ao descobrir um complexo funerário único, pertencente a um alto dignitário egípcio da V dinastia do Antigo Reino do Egipto. 

Os restos foram encontrados junto de uma pirâmide em Abusir, onde apenas os membros da família real e os maiores dignitários estaduais da época eram sepultados. De acordo com o Live Science, o túmulo pertence ao “amigo único” (sole friend) do faraó.

De acordo com o comunicado divulgado pela equipa de arqueólogos do Instituto Checo de Egiptologia, dentro do túmulo – que foi roubado nos tempos antigos – foram encontrados os restos de uma estátua com inscrições relativas a um padre de nome Kaire.

Este padre, acrescenta a nota divulgada esta semana, era o “amigo único do faraó” e o “guardião de segredos da Casa da Manhã” – local onde o faraó se vestia e tomava o pequeno-almoço. Kaire era um confidente real.

“Nesta descoberta há uma série de factos únicos. O túmulo está localizado no centro do campo da pirâmide de Abusir, que remota a 2.400 a.C. E, além da capela em si, foram encontradas outras salas”, explicaram os especialistas à Radio Cz.

“Outra característica única é que esta capela é o único túmulo real deste período construído com blocos de basalto para a pavimentação, papéis de parede e um altar. Esta é uma evidência do estatuto excepcional do dono deste túmulo”.

Na época, sublinha o Live Science, só os faraós é que estavam autorizados a usar basalto nas construções de túmulos.

Czech Institute of Egyptology
O complexo funerário de Abusir, perto do Cairo

Segredo da V dinastia egípcia

Os arqueólogos não sabem ao certo a que faraó é que as inscrições se referem no entanto, já conseguiram recolher algumas pistas. O complexo funerário foi encontrados perto de uma pirâmide que pertenceu ao faraó Neferirkare (reinado 2446 a 2438 a.C).

Além disso, outras gravuras encontradas na estátua apontam que Kaires era “inspector dos sacerdotes que serviam no complexo junto da pirâmide”, que pertence a Neferirkare e ao seu sucessor Sahure (2487 a 2475 a.C), terceiro e segundo faraó da V dinastia egípcia, respectivamente.

A estátua menciona ainda vários outros títulos importantes detidos por Kaires, entre os quais, “supervisor de todos os trabalhos do faraó” e o “principal da Casa da Vida” – uma espécie de biblioteca que reunia papiros que registavam conhecimentos sobre diversas áreas, explicaram os arqueólogos.

Apesar de o sarcófago de Kaires ter sido encontrado, ainda restam segredos para desvendar, a sua múmia, por exemplo, ainda não foi encontrada. Outro aspecto que os cientistas ainda não conseguiram apurar é se o padre terá servido a um ou dois faraós.

Os arqueólogos checos, liderados pelo investigador Miroslav Bárta, continuam com os trabalhos arqueológicos, em parceria com o Ministério de Antiguidades do Egipto.

ZAP //

Por ZAP
10 Outubro, 2018

 

1081: Arqueólogos descobrem antiga construção massiva no Egipto

Uma equipa de arqueólogos descobriu um antigo prédio de dimensões “massivas” na cidade de Mit Rahina, a 20 quilómetros a sul do Cairo, no Egipto. 

De acordo com o Ministério das Antiguidades do Egipto, que anunciou a descoberta nesta terça-feira, os cientistas descobriram ainda um outro prédio anexo que inclui um grande banho romano e uma câmara destinada a rituais religiosos.

Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, disse, citado pela ABC, que o prédio provavelmente faz parte do bloco residencial da área, onde estava localizada a antiga capital egípcia de Memphis.

A cidade de Memphis foi fundada em meados de 2925 a.C. por Menes, o rei que uniu os reinos pré-históricos do Alto e do Baixo Egipto. Inicialmente, a cidade foi originalmente chamada de White Walls, um termo que pode ter surgido inspirado no palácio do rei que era caiado com tijolos brancos.

Memphis e a sua necrópole tornaram-se um Património Mundial da UNESCO em 1979. Os terrenos contêm os remanescentes de templos, palácios, pirâmides, bairros residenciais e milhares de túmulos escavados em rocha.

O Egipto tem apostado nas descobertas arqueológicas com o objectivo de estimular o turismo no país, que foi fortemente afectado pela turbulência política após a revolta de 2011.

No início, de Setembro, os investigadores encontraram uma esfinge que, provavelmente, data da época da dinastia ptolemaica, que governou o Egipto entre 305 a.C e 30 a.C.

No verão deste ano, os arqueólogos encontraram ainda um misterioso sarcófago negro no Egipto. Alguns especialistas acreditavam que pudesse conter os restos mortais de Alexandre, o Grande – mas, na verdade, as suspeitas não se confirmaram. O túmulo guardava os esqueletos de três pessoas que viveram também durante a época ptolomaica.

ZAP //

Por ZAP
28 Setembro, 2018

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

1061: Arqueólogos descobrem múmias antigas e amuletos divinos no Egipto

CIÊNCIA

Egyptian Ministry of Antiquities
A identidade da múmia continua ainda por desvendar

Um grupo de arqueólogos descobriu várias múmias antigas no Egipto – incluindo os restos de um misterioso individuo extremamente bem conservado – num enterro comum na margem oeste do Rio Nilo.

O túmulo foi encontrado em Aswan, no sul do Egipto, e terá cerca de 2500 anos de idade. De acordo com o director do Ministério das Antiguidades do Egito, o sepulcro terá sido utilizado num funeral comunitário.

Entre as múmias encontradas, há uma que desperta especial atenção: a de um indivíduo extremamente bem preservado, envolvido em faixas de linho, que os arqueólogos encontraram num sarcófago de arenito.

De acordo com o Ministério, não há quaisquer inscrições no túmulo, estando a identidade da múmia ainda por revelar. Vão ser conduzidas mais pesquisas para tentar descobrir quem é o indivíduo.

Foram ainda descobertas outros três túmulos perto da mesma região. Os cientistas encontraram fragmentos de pinturas, textos escritos com hieróglifos e pedaços de outros sarcófagos de argila. Os especialistas vão agora tentar decifrar os textos.

Todos os túmulos contêm pedaços de amuletos feitos de fiança – uma cerâmica vidrada utilizada em algumas loiças. As imagens divulgadas pelo Ministério mostram que alguns dos amuletos têm a forma de deuses egípcios, como Anubis, o deus egípcio dos mortos.

Egyptian Ministry of Antiquities
Amuletos encontrados em todos os túmulos

Os cientistas acreditam que as descobertas datam do período a que chamam de “Época Baixa do Antigo Egipto”, que durou de 712 a.C até 332 a.C.

Durante este período, o Egipto esteve sob o controlo de várias potências estrangeiras, como o Reino de Cuxe (antigo reino localizado a sul do país), Assíria e Persa – este período terminou quando Alexandre, o Grande, conquistou o Egipto em 332 a.C.

Não é ainda claro para os cientistas se o indivíduo encontrado no enterro comum pertencia a algum destes grupos estrangeiros, mas os especialistas continuam as investigações para resolver este mistério o quanto antes.

Este têm sido um bom mês para a Arqueologia no Egipto. Ainda esta semana, o Ministério dava conta de ter descoberto uma nova esfinge, também em boas condições de preservação, com cerca de 2 mil anos.

Por ZAP
22 Setembro, 2018

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

1034: Arqueólogos descobrem nova esfinge em antigo templo egípcio

CIÊNCIA

Ministério das Antiguidades do Egipto

Um grupo de arqueólogos egípcios, que trabalham num projecto de contenção de águas subterrâneas no templo de Kom Ombo, em Assuã, no Egipto, encontraram uma nova esfinge de arenito.

De acordo com o Ministério das Antiguidades do Egipto, que relatou a descoberta neste domingo, a peça data provavelmente da época da dinastia ptolemaica, que governou o Egipto entre 305 a.C e 30 a.C.

A esfinge foi encontrada na parte sudeste do Templo de Kom Ombo, que foi construído há mais de dois mil anos. Neste mesmo templo foram descobertos, há dois meses, dois relevos de arenito do rei Ptolemeu V e, por isso, os especialistas acreditam que a esfinge poderá ser da mesma época, tal como explicou Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto.

Contudo, os arqueólogos vão continuar com as investigações para descobrir mais informação sobre a origem da peça e a dinastia a que realmente pertence.

Nos últimos tempos têm sido encontrados vários artefactos desta cultura antiga no Egipto. No início do mês de Agosto, o Ministério das Antiguidades dava conta que tinha sido desenterrada uma outra esfinge na cidade egípcia de Luxor.

As esfinges são um símbolo da realeza do Antigo Egipto, representavam a força e o poder do faraó. Além disso, são ainda consideradas símbolos da vida após a morte, sendo muitas vezes encontradas junto a túmulos.

Ministério das Antiguidades do Egipto

Há cerca de um mês, foi encontrado um misterioso sarcófago negro no Egipto. Alguns especialistas acreditavam que pudesse conter os restos mortais de Alexandre, o Grande – mas, na verdade, as suspeitas não se confirmaram. O túmulo guardava os esqueletos de dois homens e uma mulher que viveram também durante a época ptolomaica.

O Egipto espera conseguir fomentar o turismo com as descobertas arqueológicas.

Por ZAP
18 Setembro, 2018

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

962: Descoberta uma das aldeias mais antigas no delta do Nilo (e é anterior às Pirâmides de Gize)

CIÊNCIA

A cidade encontrada terá cerca de 7 mil anos. Terá sio construída 2,500 anos das Pirâmides de Gize

Um grupo de arqueólogos desenterrou uma das aldeias mais antigas já encontradas no delta do rio Nilo, com vestígios anteriores ao tempo dos faraós, anunciou recentemente o Governo do Egipto.

O Ministério das Antiguidades do Egipto avançou que o local neolítico foi descoberto em Tell el-Samara, a cerca de 140 quilómetros a norte do Cairo, capital do Egipto.

O líder da equipa de arqueólogos, Frederic Gio, explicou que a sua equipa encontrou silos contendo ossos de animais e comida, indicando que havia humanos a habitar aquele sítio cerca do ano 5.000 antes de Cristo e cerca de 2.500 anos antes de serem construídas as pirâmides de Gize.

Durante as escavações, os cientistas encontraram também ferramentas de pedra e cerâmicas usadas pelos habitante da aldeia.

“Assentamentos da era neolítica nunca tinham sido descobertos nesta área até então, essa é a grande importância desta descoberta. A descoberta permite que os arqueólogos estudem as sociedades pré-históricas que viviam no delta do Nilo antes do governo da Primeira Dinastia do Egipto”, explicou Aiman Ashmawy, do Ministério das Antiguidades.

Os achados abrem portas para identificar e melhor compreender as comunidades pré-histórias que ocuparam o delta do Nilo milhares de anos antes do lendário Rei Menes unificar o alto e o baixo Egipto, fundando a primeira dinastia faraónica.

Os investigadores acredita, que as práticas agrícolas levadas a cabo na aldeia poderiam depender da chuva. Esta evidência pode ajudar a clarificar o desenvolvimento da agricultura baseada na irrigação, técnica que seria, mais tarde, praticada no delta do Nilo durante milhares de anos.

Os cientistas vão agora estudar o material orgânico encontrado no local para obter uma visão mais profunda do aparecimento da agricultura e da pecuária no Egipto pré-histórico.

Numa outra descoberta recente, uma equipa de arqueólogos descobriu que os egípcios começaram a mumificar deliberadamente os seus mortos muito antes do que se pensava. Foram encontradas evidências de mumificação precoce com cerca de 5,600 anos – também ainda antes da era dos faraós.

Nos últimos anos, o Egipto tem promovido descobertas na esperança de reavivar o turismo após a agitação que se seguiu à revolta popular de 2011.

ZAP // Lusa / SputinkNews

Por ZAP
4 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 10 erros ortográficos ao texto original)

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

853: Nova esfinge descoberta (acidentalmente) no Egipto

B10m / Flickr
A Grande Esfinge de Gizé, no Egipto

Durante obras de reparação numa estrada, na cidade egípcia de Luxor, foi encontrada uma nova esfinge debaixo da terra, revelou o chefe do Departamento de Antiguidades da província, Mohamed Abdel Aziz.

De acordo com o funcionário, a estátua encontrada possuiu a forma de um leão com um rosto humano, semelhante à famosa Esfinge de Gizé.

Por agora, os especialistas não têm pressa em retirar o monumento soterrado, para não o expor e afectar à mudanças drásticas de temperatura.

A construção da Esfinge de Gizé foi ordenada por Quéfren, o quarto faraó da 4ª Dinastia do Império Antigo. A estátua de pedra que retrata um leão com rosto humano é, até aos dias de hoje, a maior já encontrada.

Acredita-se que Quéfren deu ordem de retratar o próprio rosto na estátua – esfinge traduz-se como “pai do medo” em árabe. De acordo com os historiadores, todos os faraós que reinaram posteriormente encararam como um dever “renovar” a cabeça da Esfinge, mantendo a mesma estrutura, tentando sempre que a estátua tivesse a máxima semelhança com os próprios governantes.

rodeime / Flickr
A Esfinge de Gizé é a maior escultura do género até agora encontrada

As esfinges são um símbolo da realeza do Antigo Egipto, representava a força e o poder do faraó. Além disso, são ainda consideradas símbolos da vida após a morte, sendo muitas vezes encontradas junto a túmulos.

Por ZAP
7 Agosto, 2018