2611: Astronautas fizeram no Espaço o cimento das casas de Marte

CIÊNCIA

Quando os humanos viajarem até Marte para lá ficar, vão precisar de construir lugares seguros para viver e trabalhar. O material de construção utilizado na Terra – o cimento – pode ser a resposta.

O cimento é suficientemente forte e duradouro para fornecer uma protecção eficaz contra a radiação cósmica e meteoritos e, segundo a NASA, pode ser possível fazer cimento usando materiais disponíveis nos corpos celestes.

No entanto, o processo pode ser bastante complexo, uma vez que estamos a falar em micro-gravidade e componentes alienígenas, cujas estruturas químicas podem não ajudar no resultado final.

Por esse motivo, torna-se importante testar – e foi exactamente isso que fizeram os investigadores da Estação Espacial Internacional (EEI). Segundo o Space.com, os astronautas fizeram cimento no Espaço pela primeira vez e mostraram que este material pode endurecer no Espaço.

Aleksandra Radlinska, autora principal do estudo e professora de engenharia civil na Penn State, adiantou que um dos objectivos é construir estruturas “com um material muito semelhante ao cimento, mas no Espaço”. A investigadora disse ainda que “o cimento é muito resistente e oferece uma melhor protecção, quando comparado a outros materiais”.

Para o projecto Microgravity Investigation of Cement Solidification, os astronautas da EEI misturaram água com silicato tricálcico, o principal ingrediente mineral presente em alguns dos cimentos comerciais mais utilizados na Terra.

A mistura nunca havia sido criada em micro-gravidade, mas a experiência foi muito bem sucedida. O resultado foi inequívoco: um material muito complexo, pelo que se torna crucial saber como se forma a estrutura molecular nestas condições.

O estudo, publicado na Frontiers in Materials, permitiu também fazer a primeira comparação entre amostras de cimento criadas na Terra e amostras feitas no Espaço.

A comparação revelou que o cimento criado na estação espacial tinha micro-estruturas muito diferentes do cimento feito na Terra, sendo que uma das principais características do material construido no Espaço é que é muito mais poroso do que o cimento que conhecemos.

(dr) Penn State Materials Characterization Lab
Na imagem superior, pode ver o cimento criado no Espaço em comparação com a imagem inferior, que mostra cimento misturado na Terra

Esta não é propriamente uma boa notícia, já que “o aumento da porosidade afecta directamente a resistência do material“. “Mas ainda precisamos de medir a resistência do material formado no Espaço”, disse Aleksandra Radlinska.

De qualquer forma, o cimento espacial endureceu e os cientistas estão empenhados em continuar as pesquisas de modo a descobrir quais as causas da porosidade. Os astrónomos da NASA acreditam que este resultado pode dever-se ao facto de o cimento ter sido processado em bolsas plásticas seladas, um procedimento que não é feito aqui na Terra.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2574: Cientistas vão levar células cancerígenas ao Espaço para que a baixa gravidade as mate

CIÊNCIA

Annie Cavanagh / Wellcome Images
Células cancerígenas

Através de estudos de simulação, um cientista australiano tem vindo a investigar de que forma o ambiente de baixa gravidade pode afectar a nossa fisiologia e, até mesmo, matar células cancerígenas.

Após ter recolhido dados de testes prévios, segundo os quais a ausência de gravidade no Espaço pode matar a maioria das células cancerígenas sem a necessidade de recorrer a medicamentos, um investigador australiano está agora a preparar-se para testar as suas experiências na Estação Espacial Internacional (EEI) no próximo ano.

O engenheiro biomédico Joshua Chou tem conduzido experiências num laboratório da Universidade de tecnologia de Sidney, usando um simulador de micro-gravidade para observar como as células cancerígenas respondem e, as suas possíveis razões.

Chou explicou à New Atlas que, antes da investigação, o foco estava na expressão genética do cancro sob micro-gravidade. “Mas ninguém analisou os mecanismos, e a estratégia que estamos a abordar é identificar os receptores sensoriais no cancro, na esperança de os enganar”, revelou o cientista.

Chou e Anthony Kirolos expuseram as células do cancro do ovário, mama, nariz e pulmão no simulador de micro-gravidade por 24 horas. 80% a 90% destas células morreram.

Os investigadores acreditam que isto ocorre porque a falta de força gravitacional nas células influencia a forma como estas comunicam entre si, tornando-as incapazes de sentir o ambiente — algo a que chamam descarga mecânica.

“Tenho de esclarecer que a micro-gravidade afecta outras células, como as células ósseas”, disse Chou. Desta forma, os investigadores conseguiram concluir que as células ósseas e do cancro são “super sensíveis aos efeitos da micro-gravidade.

Porque razão este efeito de descarga atinge mais as células cancerígenas do que as outras é uma das questões que Chou espera responder quando a sua experiência for realizada na EEI, no próximo ano.

Na primeira missão à EEI, as células vão ser compactadas num dispositivo mais pequeno do que o tamanho de uma caixa de lenços de papel e estudadas no ambiente de micro-gravidade durante uma semana.

A esperança é que a experiência possa elucidar os receptores e sensores específicos por detrás do efeito de descarga mecânica nas células cancerígenas, para que os cientistas possam projectar fármacos que repliquem os mesmo efeitos na Terra.

DR, ZAP //

Por DR
5 Setembro, 2019

 

2521: Estação Espacial Internacional passa a ter ligação à Internet a 600 Mbps

CIÊNCIA

Apesar de se considerar que um espaço como a Estação Espacial Internacional (EEI) deve ter tecnologia de ponta, a verdade é que não é bem assim. Curiosamente, a ligação de acesso à Internet a partir da EEI era de “apenas” 300 Mbps.

A boa notícia (para os astronautas) é que foi feito um upgrade à ligação.

A Estação Espacial Internacional é um laboratório espacial cuja montagem em órbita começou em 1998 e terminou oficialmente em 8 de Junho de 2011 na missão STS-135. A estação encontra-se numa órbita baixa de 408 x 418 km, podendo ser vista da Terra a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia.

Estação Espacial Internacional com Internet a 600 Mbps

Finalmente os astronautas que se encontram na EEI vão ter uma ligação que lhe permite aceder mais rapidamente aos conteúdos online. George Morrow, director do Goddard Space Flight Center da NASA, confirmou que a ligação de acesso à Internet passou a ser de 600 Mbps, ou seja, o dobro da largura de banda da ligação anterior.

Para comunicar com a Terra, a EEI faz uso da rede terrestre Space Network e da Tracking and Data Relay Satellite (TDRS), um sistema de comunicação com base em satélites que é também usado por aeronaves.

Na Estação Espacial Internacional também se vê Netflix

Além do acesso mais rápido a conteúdos, a nova velocidade de acesso à Internet vai também permitir ver conteúdos de streaming com melhor qualidade.

Scott Kelly, um dos mais recentes membros da estação, explicou em entrevista à CNBC que, no seu tempo livre assiste a ‘Game of Thrones’ e ‘Better Call Saul’, embora reconhecesse que a ligação nem sempre era a melhor porque dependia do facto de as estações terrestres terem de estar em linha de vista com a EEI.

Scoot Kelly revelou ainda que alguns conteúdos multimédia têm como origem um servidor específico, que os disponibiliza para toda a tripulação. O acesso aos serviços bancários e redes sociais também é possível, mas com algumas restrições e várias medidas de segurança para evitar qualquer tipo de ameaça – Saiba mais aqui.

Fonte: sciencealert
pplware
26 Ago 2019

 

2514: Divórcio chega ao Espaço. Astronauta acedeu à conta da ex-mulher a partir da EEI

NASA
A astronauta norte-americana Anne McClain

A NASA está a investigar aquele que pode ser o primeiro crime cometido no espaço. Uma astronauta acedeu à conta bancária da ex-mulher a partir da Estação Espacial Internacional.

A astronauta Anne McClain é acusada de roubo de identidade e acesso não autorizado aos registos financeiros da sua ex-mulher a partir da Estação Espacial Internacional (EEI), onde se encontrava numa missão de seis meses, de acordo com o New York Times.

A ex-mulher de McClain, Summer Worden, apresentou uma queixa na Comissão de Comércio Federal (FTC), uma agência independente, depois de saber que Anne McClain acedera à conta bancária conjunta, sem a sua permissão.

Worden começou a suspeitar quando percebeu que a sua antiga companheira continuava a saber onde ela gastava o seu dinheiro. Mais tarde, de acordo com o Observador, viria a descobrir que a sua conta bancária estava a ser acedida através de um computador registado na NASA.

A família de Summer Worden também apresentou uma queixa à inspecção geral da NASA, de acordo com o jornal norte-americano. “Fiquei chocada por ela ter ido tão longe. Eu sabia que não era normal”, disse Worden.

Para o advogado de Anne McClain, a sua cliente não fez nada errado e teve acesso à conta bancária enquanto estava a bordo da EEI para monitorizar a conta conjunta do casal, algo habitual ao longo da relação, sublinhou.

O advogado explicou que o acesso à conta era uma tentativa de verificar se havia fundos suficientes na conta da sua ex-companheira para pagar contas e cuidar da criança que estavam ambas a criar. Investigadores da NASA já ouviram as duas mulheres.

Summer Worden adiantou que a FTC não respondeu à queixa apresentada sobre roubo de identidade, mas um investigador especializado e a inspecção-geral da NASA estão a investigar a acusação.

ZAP // Lusa

Por ZAP
25 Agosto, 2019

 

2469: O primeiro astronauta DJ que deu concerto a partir do espaço

Italiano participou em directo num festival de música electrónica.

© POOL New

O astronauta italiano, Luca Parmitano, actuou esta semana em directo a partir da Estação Espacial Internacional para milhares de pessoas, que estavam num cruzeiro perto de Ibizia.

De tablet na mão, o astronauta fez a primeira actuação realizada a partir do espaço. Antes de terminar a emissão em directo, Luca Parmitano disse:

“O espaço é um sonho comum, que une o mundo. Espero que tenham gostado desta oportunidade de unir ciência e música e que aproveitem tanto o mundo como nós aqui na Estação Espacial”

O concerto fez parte do festival de música electrónica World cblue Dome, organizado pela BigCityBeats, e foi transmitido via satélite.

msn notícias
SIC notícias
18/08/2019

 

2459: Cientistas “recrutam” bactérias para mineração extraterrestre

CIÊNCIA

(CC0/PD) geralt / pixabay

Uma equipa de astro-biólogos da Agência Internacional Europeia enviou 18 estripes diferentes de bactérias para a Estação Espacial Internacional (EEI), visando determinar se é viável avançar para a bio-mineração extraterrestre num ambiente sem gravidade.

De acordo com o portal Space.com, que avança com a notícia, estes microrganismos podem ajudar a impulsionar a exploração humana no Espaço para lá do nosso planeta.

O procedimento científico foi lançado no final de Julho a bordo da nave espacial Space X. Sob o nome de Biorock, a experiência vai estudar com a detalhe a importância da gravidade para este tipo de bactérias, bem como a sua capacidade de extrair nutrientes e elementos economicamente de interesse a partir de rochas de basalto.

Estes organismos usam o mineral como combustível, aproveitando a transferência de electrões para se manterem vivos, de forma a que libertem durante o processo determinados metais sem que seja necessário aplicar energia extra, explicaram os cientistas, de acordo com a explicação científica do processo.

Caso os cientistas consigam alcançar bons resultados, isto é, encontrar uma ou mais bactérias que possam minerar para lá da Terra, a pesquisa poderá posteriormente abrir portas para a exploração humana no Espaço. Além disso, pode contribuir para o desenvolvimento da actividade mineira em larga escala em solos rochosos extraterrestres.

O processo de bio-mineração no Espaço, que é já praticado na Terra, permitirá obter recursos extraídos de outros mundos.

“Esperamos obter informações sobre como é que micróbios crescem no Espaço e como é que podemos usá-los na exploração humana e na colonização do Espaço, desde a mineração até à transformação de rochas em terra na Lua e em Marte”, disse Charles Cockell, astro-biólogo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, que é também o líder do projecto, citado em comunicado da NASA.

“Entender como é que os micróbios interagem, crescem e extraem elementos de uma superfície de rocha em micro-gravidade e gravidade simulada de Marte vai dizer-nos, pela primeira vez, se a baixa gravidade afecta a capacidade dos microrganismos aderirem às superfícies rochosas e executarem a bio-mineração”, rematou o especialista.

ZAP //

Por ZAP
17 Agosto, 2019

 

2344: Nave russa Soyuz descola do Cazaquistão rumo à Estação Espacial Internacional

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

Na hora programada, às 21h28 locais (17h28 em Lisboa), a Soyuz MS-13 descolou do Cazaquistão, com o russo Alexandr Skvortsov, o norte-americano Andrew R. Morgan e o italiano Luca Parmitano a bordo.

Os três levavam nos seus fatos um distintivo especial para assinalar os 50 anos da missão Apolo 11 à lua. A nave será acoplada à plataforma orbital dentro de seis horas, após quatro voltas à terra.

O emblema que os astronautas levam é muito parecido com o original, inclui uma água, a lua e a terra, “assim como três estrelas que se lêem na numeração romana como 50”, explicou Parmitano, citado pela agência de notícias Efe.

E tal como há meio século, a insígnia da Soyuz MS-13 não inclui o nome dos astronautas porque os seus resultados, como os da nave Apolo 11 há 50 anos, “pertencerão a toda a Humanidade”.

Esta é a segunda viagem de Parmitano à EEI e a primeira do astronauta norte-americano, enquanto que para o cosmonauta russo trata-se da sua terceira missão. Parmitano e Skvortsov vão permanecer na estação 201 dias, até 6 de Fevereiro de 2020, enquanto Morgan ficará na plataforma até 1 de Abril do próximo ano, ou seja, 256 dias.

Os astronautas juntam-se à tripulação que se encontra na EEI desde Março último: o russo Alexéi Ovchinin e os norte-americanos Christina Hammock Kock e Nick Hague.

Dois astronautas a bordo da Soyuz tiverem de realizar uma aterragem de emergência, depois de uma falha detectada nos propulsores após o lançamento. O russo Alexey Ovchinin da Roscosmos e o astronauta da NASA Nick Hague estavam a bordo da nave espacial.

A Soyuz MS-10 foi obrigada a aterrar de emergência devido a uma falha no motor, depois de ter descolado no Cazaquistão rumo à Estação Espacial Internacional, onde permaneceriam durante seis meses.

Os dois homens sobreviveram ilesos, mas o incidente, o primeiro desta magnitude na história da Rússia pós-soviética, foi outro golpe para a indústria espacial do país.

ZAP // Lusa

Por ZAP
21 Julho, 2019

[vasaioqrcode]

2318: Já sabemos qual vai ser o primeiro fruto a ser plantado na EEI (e é picante)

CIÊNCIA

(dr) NASA
O pimento poderá ser o primeiro fruto a ser cultivado na Estação Espacial Internacional

Se tudo correr como planeado, em Novembro deste ano, a Estação Espacial Internacional (EEI) vai ficar um bocadinho mais picante.

De acordo com o Science Alert, os investigadores querem enviar para a Estação Espacial Internacional (EEI) a planta Capsicum annuum, podendo fazer com que o pimento seja o primeiro fruto a crescer no Espaço.

“Estávamos à procura de variedades que não crescessem muito, mas que mesmo assim fossem muito produtivas nos ambientes controlados a que estamos habituados no Espaço”, afirmou Ray Wheeler, fisiologista da estação espacial norte-americana.

“Os astronautas já expressaram muitas vezes o desejo de comidas mais picantes e saborosas, por isso ter um sabor quente como este pareceu-nos uma coisa boa. Além disso, muitos pimentos são ricos em vitamina C, algo importante nas dietas espaciais”.

Apesar de haver milhares de diferentes tipos de pimentos, esta foi a espécie escolhida porque, além de crescer em altitudes elevadas, tem períodos curtos de crescimento e pode ser facilmente polinizada.

Desde 1982 que os astronautas e cosmonautas cultivam com sucesso plantas no Espaço e, em 2015, astronautas norte-americanos experimentaram o sabor de uma alface cultivada na EEI. Desde então, também já cultivaram acelga, rabanete, couve chinesa e ervilhas.

As plantas têm algumas dificuldades em crescer num ambiente de micro-gravidade, uma vez que os seus sistemas são complexos e normalmente usam a gravidade da Terra para se orientarem. Porém, os astronautas conseguiram “convencer” as plantas a crescer a bordo da estação espacial utilizando luzes especiais e outras técnicas.

Estas iniciativas são importantes para os ambiciosos planos da NASA de enviar humanos ao Planeta Vermelho, uma vez que lá será mais difícil conseguir alimentos frescos da Terra. “Podemos construir todos os foguetões que quisermos para chegar a Marte, mas isso não vai funcionar a menos que tenhamos comida para nos alimentarmos”, considera Jacob Torres, cientista hortícola da NASA.

Os investigadores estão a trabalhar para ter variedade de cultivo no Espaço, estando particularmente focados em ter uma ampla variedade de nutrientes e vitaminas.

“Precisamos de cultivar o suficiente para suplementar a dieta espacial. Tal como acontece na Terra, não podemos viver a comer sempre as mesmas coisas”, explicou à CNN. “Imagine ter um pimento fresco nas mãos depois de meses a comer cartão”, acrescentou.

ZAP //

Por ZAP
16 Julho, 2019

[vasaioqrcode]

 

2280: Destroços do satélite derrubado pela Índia continuam em órbita e ameaçam a EEI

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Os destroços do satélite indiano destruído no passado mês de Março pelas Forças Armadas deste país asiático continuam em órbita, pondo em perigo a Estação Espacial Internacional (EEI). Os cálculos oficiais apontaram na altura que os escombros seriam desintegrados em menos de 45 dias.

O aviso é deixado por Jonathan McDowell, astrónomo do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, que identificou 41 fragmentos do satélite indiano ainda em órbita.

Alguns destes escombros estão em altitudes que coincidem com as da EEI – que orbita a pouco mais de 400 quilómetros de altura – e, segundo estimativas de especialistas, vão levar cerca de um ano para caírem na atmosfera e se desintegrarem.

Jonathan McDowell @planet4589

Updated plot of Indian ASAT debris height versus time. Still 41 tracked debris objects in orbit.

A destruição do satélite gerou, pelo menos, 400 fragmentos de lixo espacial, alguns dos quais atingiram altitudes mais altas do que a da EEI, criando perigo de colisão com outros objectos e ameaçando a segurança de astronautas a bordo, disse, em Abril passado, Jim Bridenstine, da agência espacial norte-americana (NASA).

“O risco para a Estação Espacial Internacional aumentou 44%”, disse ainda o responsável da NASA, descrevendo a situação como “inaceitável”.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Índia têm insistido que a demolição feita na atmosfera mais baixa para evitar a acumulação de detritos, evitando que estes continuassem em órbita ao fim de algumas semanas.

Já primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, descreveu o lançamento do míssil que destruiu o satélite como um “grande avanço, considerando que o feito coloca o país entre as principais potências espaciais do mundo.

ZAP //

Por ZAP
5 Julho, 2019

2253: Bolor na Estação Espacial pode ser mais difícil de matar do que se pensava

CIÊNCIA

(dr) David Gregory & Debbie Marshall
Aspergillus fumigatus

Uma cientista portuguesa descobriu que dois fungos podem sobreviver a doses incrivelmente altas de radiação ionizante e, por isso, podem adaptar-se com facilidade nas viagens espaciais.

De acordo com o Science Alert, isto significa que ambos poderiam sobreviver às condições de radiação do exterior de uma nave especial e, por isso, talvez seja necessário dar mais atenção aos fungos que poderão “apanhar boleia” até Marte.

“Agora sabemos que resistem ainda mais à radiação do que pensávamos, ao ponto de precisarmos de os ter em conta quando estivermos a limpar naves espaciais, tanto por dentro como por fora”, declara a microbióloga portuguesa Marta Cortesão, que está a fazer o Doutoramento em Microbiologia Espacial no Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

E, embora a Estação Espacial Internacional (EEI) possa ser climatizada e ter os níveis de humidade controlados, no fundo, continua a ser uma “caixa fechada”, havendo humidade suficiente para que o bolor continue a crescer nas suas paredes.

Os fungos em questão são o Aspergillus e o Pennicillium, que estão entre os invasores mais comuns na EEI e que podem causar infecções respiratórias, o que não é de todo o cenário ideal quando nos encontramos no Espaço e com uma oferta limitada de medicação.

A investigadora e o resto da equipa colocaram os esporos dos fungos numa solução salina e implantaram três tipos de radiação: raios-X, iões pesados e radiação ultravioleta de alta frequência que é interrompida pela atmosfera terrestre, mas que se propaga livremente no Espaço.

Os fungos sobreviveram a doses incrivelmente altas: 500 gray de iões pesados e 1.000 gray de raios-X (o gray é a unidade que representa a quantidade de energia de radiação ionizante absorvida por unidade de massa, ou seja, um joule de radiação absorvida por um quilograma de matéria).

Para melhor entender estes valores, só precisamos de saber que metade de um gray é suficiente para provocar uma doença radioactiva num humano e cinco são mesmo fatais.

Os esporos também sobreviveram a 3.000 joules por metro quadrado da radiação ultravioleta. Assim, dada apenas a radiação, é de se esperar que os fungos sobrevivam a uma viagem espacial, mesmo quando isso implica ir para outro planeta.

A equipa, que apresentou as suas conclusões na Astrobiology Science Conference deste ano, ainda não testou outras condições espaciais como, por exemplo, o vácuo e as temperaturas extremas, embora pesquisas anteriores conduzidas na DLR tenham descoberto que outros organismos também poderiam sobreviver a isso, estando alojados numa unidade especial ligada à parte externa da estação espacial.

No entanto, de acordo com Marta Cortesão, que também estudou na Universidade do Porto, bolor no Espaço não tem necessariamente de ser uma coisa má. “Pode ser utilizado para produzir antibióticos e vitaminas ou outras coisas necessárias em missões longas”.

ZAP //

Por ZAP
1 Julho, 2019

[vasaioqrcode]

 

2230: Astronautas aterram no Cazaquistão após missão na Estação Orbital Internacional

Alexander Nemenov / Pool / EPA
A astronauta norte-americana Anne McClain de regresso à Terra

Três astronautas regressaram à Terra, esta terça-feira, depois de uma missão de seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

A astronauta norte-americana Anne McClain, o russo Oleg Kononenko e o canadiano David Saint-Jacques pousaram no Cazaquistão às 08h47 locais (03h47 em Lisboa).

A partida dos astronautas para a estação orbital, em Dezembro do ano passado, foi motivo de preocupação, pois acontecia depois do incidente, em meados de Outubro, que envolveu o russo Alexey Ovchinin e o norte-americano Nick Hague: cerca de dois minutos após a descolagem, a nave espacial Soyuz explodiu e foram forçados a uma aterragem de emergência.

Os dois homens sobreviveram ilesos, mas o incidente, o primeiro desta magnitude na história da Rússia pós-soviética, foi outro golpe para a indústria espacial do país.

Antes da partida para o espaço, McClain, Kononenko e Saint-Jacques estavam optimistas e o tom não mudou durante o tempo a bordo da estação orbital, um dos últimos exemplos de cooperação activa entre Moscovo e países ocidentais.

“Uma bela noite sobre África na minha última noite na ISS”, observou no Twitter Anne McClain, de 40 anos, que fez duas saídas espaciais durante esta primeira missão.

Anne McClain @AstroAnnimal

A beautiful night pass over Africa on my last night on @Space_Station

Enquanto a ISS dava a volta à Terra em cerca de 90 minutos, o seu colega David Saint-Jacques, de 49 anos, foi capaz de maravilhar-se uma última vez com a visão do Canadá antes de voltar para casa: “British Columbia e Nunavik … vou ter saudades dessas grandes paisagens canadianas!”, escreveu também na mesma rede social o astronauta da Agência Espacial Canadiana (CSA).

David Saint-Jacques, que também realizou a sua primeira missão, ultrapassou o tempo recorde no espaço detido por outro canadiano: 204 dias, contra 187 cumpridos pelo compatriota Robert Thirsk.

ZAP // Lusa

Por Lusa
25 Junho, 2019

[vasaioqrcode]

2182: Limpar o lixo espacial. Agência Europeia aposta em laser lançado de Tenerife

No espaço existe um milhão de detritos que põem em causa a localização da Estação Espacial Internacional e os satélites enviados. Para evitar estes perigos, está a ser estudada a hipótese de remover o lixo utilizando um laser lançado a partir de Tenerife.

© ESA

A Agência Espacial Europeia está a investigar um novo método para destruir toneladas de fragmentos de foguetões e de satélites antigos a orbitar à volta da Terra. Este passa por​​​​​​ disparar um laser a partir da estação terrestre localizada em Teide, Tenerife, nas ilhas Canárias, para identificar o lixo espacial e posteriormente removê-lo.

O telescópio, ainda sujeito a aprovação, será colocado a 2400 metros de altura na ilha de Tenerife e o laser deve rastrear fragmentos de detritos espaciais. Daqui a três ou quatro anos é esperado que venha a funcionar mesmo como um canhão para eliminá-los, pulverizando o lixo para o deslocar. O objectivo é “usar este tipo de instalação para desviar objectos para a atmosfera da Terra onde se vão desintegrar por causa do atrito”, indica Rafael Rebolo, director do Instituto de Astrofísica das ilhas Canárias, citado pelo jornal El País. O projecto custará 600 milhões de euros.

O governo australiano foi o primeiro promotor desta técnica, quando em 2014 financiou um projecto-piloto para desenvolver canhões a laser para limpar lixo espacial. Desde então, também os Estados Unidos e a China têm vindo a explorar esta hipótese.

Actualmente, existem quase um milhão de pedaços de lixo no espaço entre naves, sondas defuntas, restos de foguetões usados, parafusos e até pedaços de tinta soltos acumulados durante 60 anos de exploração espacial. Têm mais de um centímetro e chegam a atingir uma velocidade sete vezes superior à de uma bala.

Se nada for feito para limpar o espaço, os satélites correm o risco de ficar danificados ao colidirem com estes detritos e a Estação Espacial Internacional de sofrer algum incidente. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão. Por causa disto, a Estação Espacial Internacional já teve de mudar de lugar três vezes para escapar à rota de colisão com os detritos.

“Têm aumentado muito os detritos espaciais nos últimos anos e em algumas áreas corremos o risco de não conseguir fazer com que estes retornem depois da colisão com objectos que não conseguimos controlar”, explica Tim Flohrer da Agência Espacial Europeia.

Todos os anos são gastos cerca de 14 milhões de euros a desviar satélites para evitar a colisão com detritos espaciais.

Diário de Notícias
16 Junho 2019 — 12:25

[vasaioqrcode]

2145: NASA abre Estação Espacial Internacional a turistas a partir de 2020

CIÊNCIA

NASA – A EEI – Estação Espacial Internacional

A NASA vai abrir uma das secções da Estação Espacial Internacional (EEI) para fins comerciais, que poderá ser visitada por turistas espaciais a partir de 2020, noticiou o portal The Verge esta sexta-feira.

“A Estação Espacial Internacional está aberta para negócios comerciais. Estamos a tornar o nosso laboratório acessível a todos os americanos”, pode ler-se na publicação da NASA.

A agência espacial norte-americana permitirá que o mesmo espaço seja utilizado para produzir filmes e anúncios, que terão o Espaço com segundo plano. Cada dia no espaço pode custar cerca de 35 mil euros.

A NASA instou ainda empresas privadas do sector espacial a propor ideias para futuros módulos e espaços residenciais para que no futuro possa ser acoplados à EEI.

As companhias interessadas terão a possibilidade de comprar um determinado período de tempo no espaço em causa para elaborar, promover ou testar os seus produtos a bordo da Estação Espacial Internacional. Para estes procedimentos, poderão recorrer aos serviços e astronautas da NASA ou levar uma equipa própria.

A decisão da NASA mostra uma mudança radical nas políticas da agência que durante muitos anos foi contra a comercialização da EEI. Até afora, a única forma de uma empresa privada enviar um produto para a EEI dependia de uma condição rígida: possuir determinado valo educacional ou a demonstrar uma nova tecnologia.

ZAP //

Por ZAP
9 Junho, 2019

[vasaioqrcode]

2112: NASA mostra-lhe um pôr do sol inesquecível

© Twitter / @NASA A página de Twitter da agência espacial partilhou imagens captadas a partir da Estação Espacial Internacional.

Alguma vez pensou como seria assistir a um pôr do sol a partir da Estação Espacial Internacional? O vídeo partilhado pela NASA que pode ver abaixo é a sua melhor forma de saber e ter uma ideia do quão especial deve ser este acontecimento.

“A Estação Espacial é o sítio perfeito para ver um pôr do sol. Na verdade, a Estação orbita a Terra a cada 90 minutos, o que significa que este pôr do sol é na verdade um dos 16 que os residentes da Estação vêm num dia. Aproveitem a paisagem e vejam onde está a Estação”, pode ler-se na publicação de Twitter.

Mesmo com esta frequência, é difícil pensar que um pôr do sol como o que pode ver acima possa ser considerado um acontecimento aborrecido ou repetitivo.

msn notícias
Miguel Patinha Dias
04/06/2019



[vasaioqrcode]

1983: Experiência no Espaço pode ajudar no desenvolvimento de novas terapias anti-envelhecimento

CIÊNCIA

(dr) Gianni Ciofani
Partículas nanoceria (verde) misturadas com células (azul)

A próxima experiência a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) testará os efeitos da micro-gravidade em células vivas misturadas com pequenas partículas de cerâmica.

Não há nenhuma fonte de jovialidade que nos faça voltar no tempo, mas talvez seja possível, no futuro, conter os estragos que a idade vai deixando para trás. Uma experiência da ESA, que acabou de chegar à Estação Espacial Internacional (EEI), testará as nano-partículas como uma forma viável de limpar o corpo dos radicais livres.

Se resultar, este mecanismo poderia ser capaz de prevenir alguns danos celulares associados ao envelhecimento e ajudar os astronautas a manterem-se saudáveis em missões espaciais de longo prazo.

Os materiais necessários para realizar a experiência, baptizada de “Experiência Nano Antioxidantes”, chegaram à estação espacial na manhã do dia 6 de maio, a bordo da cápsula SpaceX Dragon, de acordo com um comunicado divulgado pela ESA.

O objectivo central deste projecto que os cientistas têm em mãos é encontrar novas formas de estimular as células a combaterem influências negativas da micro-gravidade nos músculos e nos ossos dos astronautas durante missões de longa duração.

O bónus desta experiência é ainda mais irresistível: a mesma tecnologia poderia ser utilizada aqui na Terra para tratamentos em idosos e pessoas com doenças degenerativas dos músculos.

As nano-partículas de cerâmica fora desenvolvidas em laboratório e chamadas de “nanoceria”. Estas serão adicionadas a uma cultura de células vivas e mantidas à temperatura de 30ºC durante seis dias.

Segundo a Gizmodo, as nanoceria foram desenvolvidas para imitar a forma como as enzimas agem em organismos vivos e – caso a experiência funcione – proteger organismos contra os danos causados pelo stress oxidativo.

Gianni Ciofani, do Instituto de Tecnologia Italiano, está a fazer uso do ambiente de micro-gravidade próprio da Estação Espacial Internacional para estudar de que forma a ausência de peso influencia o desenvolvimento dessa cultura.

“Estes nano-materiais quimicamente desenvolvidos em laboratório são muito promissores na sua actividade antioxidante”, afirmou Ciofani. “As partículas podem proteger organismos de danos causados pelo stress oxidativo”, disse, acrescentando que “a nanotecnologia já tem sido estudada na Terra, mas sua aplicação no Espaço ainda está numa fase inicial”.

De acordo com a NASA, a equipa quer estudar o papel que a gravidade exerce na produção de espécies reactivas de oxigénio (ROS, em inglês), tanto a nível molecular como a nível celular. Uma abundância de ROS – também conhecidos como radicais livres – nas células pode danificar o ADN e as proteínas, levando a doenças relacionadas com o envelhecimento e, em alguns casos, à morte.

Os antioxidantes inibem o processo de oxidação, sendo capazes de prevenir os efeitos causados por essa acumulação de radicais livres.

Assim, os cientistas pretender expor metade da cultura de células (misturadas com as nanocerias) a condições micro-gravitacionais, enquanto a outra metade será exposta a uma gravidade simulada por uma centrífuga. Seis dias depois, as amostras serão armazenadas a -80°C para retornarem posteriormente à Terra.

Cá, serão comparadas às amostras da experiência semelhante realizada aqui na Terra, que serve assim de experiência controlo. Através da comparação, os cientistas conseguirão observar os efeitos únicos da micro-gravidade no crescimento de células em cultura.

No futuro, estes possíveis avanços poderiam resultar em terapias promissoras. A nanoceria tem o potencial de prevenir a atrofia muscular em astronautas, além de agir como uma terapia anti-envelhecimento para pessoas idosas ou vítimas de Parkinson e outras formas de atrofia muscular.

A Agência Espacial Europeia prevê ainda aplicações cosméticas, como “tratamentos para uma pele mais brilhante e jovem”.

ZAP //

Por ZAP
15 Maio, 2019


[vasaioqrcode]

 

1966: “Biorreactor” de algas na Estação Espacial pode produzir oxigénio para os astronautas

CIÊNCIA

Não há dúvidas do empenho das agências espaciais para desenvolver métodos e produtos que nos ajudem a viver no espaço. Afinal, tal como repetiu por várias vezes o cosmólogo Stephen Hawking “a raça humana terá que sair da Terra para sobreviver”. Assim, estamos a viver em época de grandes inovações tecnológicas dedicadas à vida extraterrestre.

Os astronautas estão prestes a testar um novo dispositivo chamado “Photobiorecactor”. Este sistema usa algas vivas para converter dióxido de carbono em oxigénio respirável e produzir alimentos comestíveis.

Criado sistema de suporte de vida com recurso a algas

Os astronautas da Estação Espacial Internacional começaram a testar um biorreactor inovador. Assim, com recurso a algas, o sistema avaliará se este produto é viável em futuras missões espaciais de longa duração.

O biorreactor alimentado por algas, chamado Photobioreactor, representa um grande passo para a criação de um sistema de suporte de vida em circuito fechado. Desta forma, o dispositivo poderá um dia sustentar os astronautas sem missões de reabastecimento de carga da Terra. Isso será particularmente importante para futuras missões de longa duração na Lua ou em Marte, que exigem mais fornecimentos do que uma nave pode carregar, de acordo com uma declaração do Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

O Photobioreactor chegou à estação espacial na segunda-feira (6 de Maio) numa nave de carga SpaceX Dragon. A experiência é projectada para usar algas na conversão do dióxido de carbono exalado pelos astronautas na estação espacial em oxigénio e biomassa comestível através da fotossíntese.

Algas podem ser alimentação no Espaço

O Photobioreactor deverá trabalhar em conjunto com o sistema de reciclagem de ar físico-químico, ou Sistema Avançado de Malha Fechada (ACLS), que foi entregue à estação espacial em 2018. O ACLS extrai metano e água do dióxido de carbono na cabine da estação espacial. Por sua vez, as algas do fotobiorreactor usarão o dióxido de carbono restante para gerar oxigénio. Desta forma, será criada uma solução híbrida formalmente conhecida como PBR @ ACLS, de acordo com a declaração.

Com a primeira demonstração da abordagem híbrida, estamos mesmo na vanguarda quando se trata do futuro dos sistemas de suporte à vida. É claro que o uso destes sistemas é interessante principalmente para estações base planetárias ou para missões muito longas. Mas estas tecnologias não estarão disponíveis quando necessário se as fundações não forem estabelecidas hoje.

Referiu em comunicado Oliver Angerer, líder da equipa de Exploração e líder do projecto para o experimento Fotobiorreactor no DLR.

A experiência irá cultivar algas microscópicas chamadas Chlorella vulgaris a bordo da estação espacial. Além de produzir oxigénio, as algas também produzem uma biomassa nutricional que os astronautas podem comer.

Criar uma biomassa comestível a partir de dióxido de carbono dentro da nave significa que menos comida precisaria ser transportada ou entregue em missões espaciais. Além do mais, os investigadores estimam que cerca de 30% da comida de um astronauta pode ser substituída por algas devido ao seu alto teor de proteína, de acordo com a declaração.

pplware
12 Mai 2019

Imagem: DLR
Fonte: Space.com


[vasaioqrcode]

 

1901: Vídeo mostra como é realmente difícil andar na Terra após 6 meses no Espaço

CIÊNCIA

(dr) Roscosmos

Drew Feustel conseguiu concretizar um sonho que muitos nunca terão oportunidade de realizar: ir ao Espaço. Mas, quando voltou, deparou-se com um verdadeiro desafio: caminhar.

O astronauta Drew Feustel passou 197 dias no Espaço – pouco mais de meio ano – a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI). Apesar de ser um sonho tornado realidade, a verdade é que os humanos não foram feitos para flutuar sem peso e passar tanto tempo em micro-gravidade.

Quando os nossos corpos não estão numa constante luta contra a força da gravidade, algo estranho pode acontecer. Os músculos podem atrofiar e podemos ainda perder muita densidade óssea.

Além disso, quando os astronautas retornam à Terra, o retorno à gravidade pode produzir uma vertigem muito severa à medida que o sentido de equilíbrio se reajusta.

Por esse motivo, movimentar é um desafio e uma tarefa muito mais difícil do que o que esperavam. Feustel publicou um vídeo no Twitter, em Dezembro do ano passado, que mostra essa dificuldade. O astronauta tropeça quando tenta andar apenas alguns passos em linha recta.

A Estação  Espacial, ciente desse obstáculo, está actualmente equipada com um número vasto de equipamentos para dar aos astronautas um treino de corpo inteiro. Os astronautas gastam, em média, duas horas por dia a treinar.

Esta solução foi concebida para mitigar a atrofia. No entanto, mesmo com o programa de exercícios actualmente em vigor, são necessários, pelo menos, três a quatro anos para que um astronauta recupere totalmente após um período de seis meses no Espaço.

Este é apenas um dos muitos desafios que os cientistas precisam de resolver para uma possível viagem a Marte. Quanto mais tempo de estadia, maior a perda de densidade óssea – a viagem ao Planeta Vermelho implica, pelo menos, seis meses em cada sentido.

De Março de 2015 a Março de 2016, os astronautas Scott Kelly da NASA e Mikhail Korniyenko de Roscosmos passaram 342 dias no Espaço para descobrirem mais sobre os efeitos na saúde de uma longa missão espacial. Como era de esperar, voltaram com o equilíbrio muito instável e um enorme desafio pela frente.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
28 Abril, 2019

[vasaioqrcode]

 

1895: Há fungos tóxicos no Espaço (e ninguém sabe se são perigosos)

NASA

Fungos potencialmente perigosos estão a viver em estações e naves espaciais – mas não se sabe se são prejudiciais para os astronautas.

Essa é a conclusão de um novo estudo publicado em 11 de Abril na revista Astrobiology, revendo o que é sabido sobre as micotoxinas – compostos fúngicos que podem prejudicar os seres humanos – no espaço.

A Terra está repleta de habitantes microscópicos, como bactérias e fungos unicelulares. Portanto, não é de surpreender que tenham conseguido apanhar a boleia com os humanos a bordo da Estação Espacial Internacional e de outras naves espaciais.

Embora os cientistas tenham feito uma boa quantidade de estudos sobre bactérias no espaço, os fungos continuam relativamente pouco estudados. Parte da razão é que estes primos de cogumelos microbianos normalmente causam problemas de saúde apenas em pessoas que vivem sob condições stressantes ou que têm sistemas imunológicos severamente comprometidos.

Mas o stress prolongado do voo espacial mostrou afectar o sistema imunológico dos astronautas. Portanto, uma equipa da Universidade de Ghent, na Bélgica, questionou a forma como os fungos podem afectar a saúde dos astronautas. Numa revisão da literatura científica, o pouco que surgiu foi principalmente relacionado com a detecção de diferentes espécies de fungos.

“Mas sobre as micotoxinas não encontrámos quase nada“, disse Sarah de Saeger, cientista farmacêutica da Universidade de Ghent e co-autora do novo artigo.

Isto é problemático porque os fungos específicos que foram encontrados em naves espaciais, como Aspergillus flavus e membros do género Alternaria, são conhecidos por produzir compostos carcinógenos e imuno-depressivos e as moléculas geralmente formam-se quando os fungos estão stressados. Ainda não se sabe se os astronautas estão a ser afectados por essas toxinas.

A equipa de De Saeger recomenda que as agências espaciais realizem um melhor trabalho na detecção e pesquisa de micotoxinas em naves. Em particular, sugerem que novos métodos devem ser desenvolvidos para monitorizar as superfícies e atmosferas de naves. Actualmente, a maioria das detecções de fungos é feita enviando amostras de volta aos laboratórios da Terra, mas isso não será possível em missões de longa duração, como um voo tripulado para Marte.

De Saeger salientou que a presença de micotoxinas não significa necessariamente perigo para os astronautas. Na Terra, as pessoas estão frequentemente expostas a estes compostos, mas a sua contribuição específica para diferentes doenças nem sempre é fácil de perceber. Por outro lado, ninguém sabe como os fungos podem crescer e evoluir no ambiente fechado de uma missão espacial duradoura.

“Acredito que a maior mensagem é que os fungos e as bactérias são parte integrante dos corpos humanos”, disse Adriana Blachowicz, que investigou fungos na Estação Espacial Internacional, mas não participou do estudo. “Onde quer que vamos, fungos e bactérias seguirão-nos.”

As bactérias têm-se mostrado mais virulentas no espaço, e por isso há alguma preocupação de que os fungos também possam ser.

ZAP // Live Science

Por ZAP
27 Abril, 2019

[vasaioqrcode]

 

1821: A Estação Espacial Internacional está repleta de fungos e bactérias

Estudo da NASA aponta que a Estação Espacial Internacional, por onde já passaram 222 astronautas, tem muitas bactérias e fungos. A maioria tem origem nos humanos.

© NASA

A Estação Espacial Internacional está repleta de bactérias e fungos que podem causar doenças e formar biofilmes (comunidades biológicas com elevado grau de organização) que promovem a resistência a antibióticos, e podem até mesmo corroer a infra-estrutura espacial, descobriu um novo estudo da NASA.

A estação, construída em 1998 e em órbita a cerca de 250 quilómetros da Terra, foi visitada por mais de 222 astronautas e até seis missões de reabastecimento por ano até Agosto de 2017.

Cientistas da NASA descobriram que os micróbios têm origem principalmente em humanos e são semelhantes aos encontrados em prédios e escritórios na Terra.

O estudo – o primeiro a fornecer um catálogo abrangente de bactérias e fungos à espreita em superfícies interiores em sistemas espaciais fechados – foi publicado na revista Microbiome.

Kasthuri Venkateswaran, investigador principal do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA e um dos autores do estudo, disse que a Estação Espacial Internacional “é um sistema hermeticamente fechado, sujeito a micro-gravidade, radiação, dióxido de carbono elevado e re-circulação de ar através de filtros. E é considerado um ‘ambiente extremo'”.

O cientista apontou que os micróbios são conhecidos por sobreviver e até mesmo prosperar em ambientes extremos. As bactérias que estão presentes na Estação Espacial Internacional podem ter existido desde o início da estação, acrescentou, enquanto outras podem ser introduzidas nas vezes em que novos astronautas ou cargas chegaram.

Venkateswaran acrescentou que a “influência do microbioma interior na saúde humana torna-se mais importante para os astronautas durante os voos devido à alteração da imunidade associada ao voo espacial e à falta de intervenções médicas sofisticadas que estão disponíveis na Terra”.

“À luz de uma nova era de expansão humana no universo, como futuras viagens espaciais a Marte, o microbioma do ambiente espacial fechado precisa de ser cuidadosamente examinado para identificar os tipos de micro-organismos que se podem acumular nesse ambiente único, por quanto tempo persistem e sobrevivem, e o seu impacto na saúde humana e na infra-estrutura da nave “, acrescentou.

Investigadores dizem que o estudo pode ser usado para ajudar a melhorar as medidas de segurança que respeitam aos requisitos da NASA para habitação humana no espaço.

Diário de Notícias
08 Abril 2019 — 09:05

[vasaioqrcode]

 

1776: Vida em Marte? Organismos terrestres sobrevivem 533 dias no Espaço

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Vários organismos terrestres, acostumados às severas condições da Terra, conseguiram sobreviver 533 dias no vácuo, expostos à intensa radiação ultravioleta e a variações extremas de temperatura.

Isto significa que não é completamente impossível que a vida sobreviva em Marte. De todos os planetas, o Vermelho parece ser o candidato mais provável a receber vida. No entanto, é extremamente inóspito – empoeirado, árido, mais baixo em gravidade e oxigénio, sujeito a radiação severa devido à sua atmosfera mais fina, frio e destruído por tempestades de poeira que podem mergulhar o planeta na escuridão.

Apesar de os cientistas ainda não terem provado que existe vida em Marte, há formas de testar a viabilidade da sua presença no planeta. Uma delas é procurar vida em ambientes semelhantes ao Planeta Vermelho, mas na Terra; outra é usar um recurso valioso: a Estação Espacial Internacional (EEI).

O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) conduziu uma experiência – BIOMEX – na qual organismos como bactérias, algas, líquens e fungos foram expostos a condições semelhantes a Marte a bordo da EEI.

Os organismos terrestres foram cultivados e simuladores de solo marciano e colocados fora da Estação Espacial na instalação Expose-R2. Os organismos permaneceram lá durante 18 meses, entre 2014 e 2016, antes de serem trazidos de volta à Terra para análise.

Os resultados surpreenderam os cientistas: estes organismos terrestres conseguiram sobreviver 533 dias no vácuo, expostos à intensa radiação ultravioleta e a variações extremas de temperatura.

“Alguns dos organismos e biomoléculas mostraram uma tremenda resistência à radiação no espaço sideral e, na verdade, retornaram à Terra como ‘sobreviventes’ do Espaço”, disse o astro-biólogo Jean-Pierre Paul de Vera, do Instituto DLR.

A equipa revelou ainda ter estudando a “archaea, que são microrganismos unicelulares que existem na Terra há mais de 3,5 mil milhões de anos e que vivem em águas salgadas. As nossas ‘cobaias de teste’ são parentes das que têm sido isoladas no permafrost árctico”.

Além de terem sobrevivido em condições espaciais, estes organismos também são detectáveis. Organismos que podem sobreviver em tais condições inóspitas são conhecidos como extremófilos, e são considerados o tipo mais provável de organismo vivo que poderia existir noutros planetas (ou nas luas Europa ou Encelado).

Com esta experiência, os cientistas demonstraram que, pelo menos teoricamente, estes organismos conseguiriam sobreviver no Planeta Vermelho. O artigo científico foi recentemente publicado na Astrobiology.

“Isto não significa que existe vida em Marte. Mas a busca pela vida é, agora mais do que nunca, a força motriz para as próximas missões”, concluiu Jean-Pierre de Vera.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
29 Março, 2019

[vasaioqrcode]

 

1765: Primeira caminhada feminina no espaço cancelada por falta de fatos

NASA anunciou que não consegue preparar fatos espaciais com o tamanho certo para duas mulheres até sexta-feira, portanto a astronauta Anne McClain vai ter de ficar a bordo da Estação Espacial Internacional.

Christina Koch (centro) assistiu os seus colegas Nick Hague (esquerda) e Anne McClain (direita) na missão de 22 de Março. Agora será ela a sair para o espaço
© NASA

Foi anunciado pela NASA como um marco histórico na conquista do espaço: no dia 29 de Março, já na próxima sexta-feira, Anne McClain e Christina Koch deviam realizar a primeira caminhada espacial exclusivamente feminina. Um marco histórico que afinal vai ter de ficar para outra data, tudo devido a um problema de falta de fatos.

A agência espacial norte-americana anunciou esta segunda-feira que não há fatos espaciais com o tamanho certo para as duas mulheres, portanto Anne McClain vai ter de ficar a bordo da Estação Espacial Internacional, sendo substituída na missão ao exterior por Nick Hague.

“Koch devia realizar esta caminhada espacial com a astronauta McClain, no que deveria ser a primeira saída exclusivamente feminina. Contudo, depois de consultar McClain e Nick Hague após uma primeira caminhada [realizada a 22 de Março], os responsáveis decidiram ajustar a missão, em parte devido à falta de fatos disponíveis na estação. McClain percebeu na primeira saída que um tamanho médio da parte superior do fato – essencialmente a camisola – lhe servia melhor”, explica o comunicado da NASA. O problema é que as duas astronautas vestem o mesmo tamanho “e como apenas conseguimos preparar um fato médio até sexta-feira, será Koch a usá-lo”.

A missão de Mcclain e Hague será a segunda de três saídas previstas para instalar umas poderosas baterias de lítio nos painéis solares da Estação Espacial e vai incluir mais três mulheres: Mary Lawrence será a directora da missão e Jackie Kagey a controladora. Já no solo, Kristen Faccioli irá dirigir a equipa a partir do Johnson Space Center.

Menos de 11% das mais de 500 pessoas que estiveram no espaço eram do sexo feminino e as equipas dos passeios espaciais foram sempre masculinas ou mistas.

Diário de Notícias
26 Março 2019 — 12:52

[vasaioqrcode]

 

1716: Astronautas que sobreviveram à Soyuz voltam ao espaço (apesar de novas anomalias)

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

Em Outubro do ano passado, a nave-espacial Soyuz fez uma aterragem de emergência, quando ia em direcção à Estação Espacial Internacional (EEI). Agora, cinco meses depois, os astronautas que iam a bordo, dizem estar preparados para um novo voo.

Os dois astronautas a bordo da Soyuz tiverem de realizar uma aterragem de emergência, depois de uma falha detectada nos propulsores após o lançamento. O russo Alexey Ovchinin da Roscosmos e o astronauta da NASA Nick Hague estavam a bordo da nave espacial.

A Soyuz MS-10 foi obrigada a aterrar de emergência devido a uma falha no motor, depois de ter descolado no Cazaquistão rumo à Estação Espacial Internacional, onde permaneceriam durante seis meses.

Volvidos cinco meses, os dois astronauta têm esta quinta-feira viagem marcada para a EEI. Os tripulantes que viajavam a bordo da Soyuz não se mostram receosos, apesar de ainda na terça-feira terem sido identificados e substituídos alguns componentes defeituosos da nave.

Eu tenho conhecimento dessa situação“, disse Ovchinin, em conversa com os jornalistas antes do lançamento. O astronauta russo diz-se “100% confiante” e diz que já “não há qualquer problema com a nave”.

Nick Hague também se mostrou confiante na viagem. O norte-americano disse que a aterragem de emergência de Outubro de 2018 o ajudou “a esclarecer em mim a razão pela qual fazemos o que fazemos e se os riscos que tomamos valem a pena. E para mim, está muito claro que sim“.

Ovchinin assume que a descolagem falhada foi uma desilusão, uma vez que levou mais de um ano e meio de preparação. No entanto, garante que foi “uma experiência interessante e precisa” para testar a preparação do programa espacial.

Com descolagem do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, os cosmonautas fazem-se agora acompanhar de Christina Koch, astronauta americana da NASA, segundo a Phys.

Desde a descolagem falhada da Soyuz, outra nave-espacial partiu para a EEI. Em Dezembro, Oleg Kononenko das Roscosmos, Anne McClain da NASA e David Saint-Jacques da Canadian Space Agency partiram para Estação Espacial Internacional.

ZAP //

Por ZAP
14 Março, 2019

[vasaioqrcode]