5363: Descobertas bactérias desconhecidas na Estação Espacial Internacional

CIÊNCIA/MICROBIOLOGIA/EEI

NASA/Roscosmos
Estação Espacial Internacional

Cientistas descobriram quatro estirpes de bactérias que vivem em vários locais da Estação Espacial Internacional (EEI), três das quais eram, até agora, completamente desconhecidas para a ciência.

De acordo com o site Science Alert, três das quatro estirpes foram isoladas em 2015 e em 2016: uma foi encontrada num painel superior das estações de pesquisa da EEI, a segunda foi encontrada na Cúpula, a terceira na superfície da mesa de jantar e a quarta num antigo filtro HEPA devolvido à Terra em 2011.

As quatro pertencem a uma família de bactérias encontradas no solo e na água doce, estando envolvidas na fixação de azoto e no crescimento das plantas (podendo também ajudar a evitar os seus patógenos).

Apesar de poder parecer estranho encontrar bactérias do solo na longínqua Estação Espacial Internacional, a verdade é que há uma razão muito simples por detrás disto: há vários anos que os astronautas que lá vivem cultivam alimentos.

Uma das estirpes – a que foi encontrada no filtro HEPA – foi identificada como uma espécie conhecida chamada Methylorubrum rhodesianum. As outras três foram sequenciadas e descobriu-se que pertencem à mesma espécie, que nunca tinha sido identificada, e foram denominadas IF7SW-B2T, IIF1SW-B5 e IIF4SW-B5.

Sabendo que estes micro-organismos podem sobreviver às duras condições da EEI, os cientistas fizeram uma análise genética às quatro estirpes para procurar genes que possam ser usados para ajudar a promover o crescimento das plantas.

A equipa descobriu que uma delas – a IF7SW-B2T – continha genes promissores relativamente a esta questão, incluindo um gene para uma enzima essencial para a citocinina, que promove a divisão celular em raízes e rebentos.

O estudo foi publicado, esta segunda-feira, na revista científica Frontiers in Microbiology.

ZAP ZAP //

Por ZAP
21 Março, 2021


5251: Primeiro astronauta europeu a voar na SpaceX dirigido por um português

CIÊNCIA/ESPAÇO/SPACE X

Primeira missão da ESA (agência europeia) à Estação Espacial Internacional com boleia da SpaceX, empresa privada que pertence a Elon Musk, é já no final de Abril. O director de voo é o português João Lousada, que terá a seu cargo o astronauta Thomas Pesquet, o primeiro europeu a viajar com a SpaceX.

Podia ser apenas mais uma viagem à Estação Espacial Internacional (ISS) – na sub-órbita terrestre desde 1998 e com sete astronautas das cinco agências participantes, NASA, Roscosmos (Rússia), JAXA (Japão), ESA (Europa) e CSA (Canadá). Mas a missão Alpha – nome escolhido por ser uma letra do alfabeto grego ligado à excelência e também o nome sistema estelar mais próximo do Sistema Solar (Alpha Centauri) – tem algumas características diferentes do habitual.

Desde logo será a primeira missão da ESA (agência europeia) que irá ter boleia da SpaceX, de Elon Musk, mas será também uma missão coordenada na ISS pelo português João Lousada, que é o director de voo do módulo Columbus (lançado em 2008 e que custou 1,4 mil milhões de euros), que é o laboratório científico da ISS cujo controlo é feito a partir do Columbus Control Center, em Munique, na Alemanha, sob a direcção do português.

O astronauta francês de 43 anos Thomas Pasquet será assim o primeiro europeu a voar pela nave Crew Dragon, naquele que é o segundo voo operacional da empresa privada SpaceX. Será a segunda missão para Pasquet à ISS e o lançamento está previsto para final de Abril, no Cabo Canaveral, nos EUA. O destino? Cerca de 400 km (depende dos dias) da superfície terrestre, onde está a ISS.

Ao DN/Dinheiro Vivo, João Lousada, que se vai candidatar no final deste mês a astronauta da ESA – um sonho antigo e para o qual tem cada vez mais hipóteses de concretizar – admite que o surgimento da SpaceX “é muito importante”. Trata-se da primeira empresa privada a colocar astronautas na ISS, mas também “permite deixar de ficar a depender só de um veículo para colocar astronautas no espaço – temos contado sempre com a Soyuz da Rússia – e também torna possível testar novas tecnologias de voo espacial, onde a SpaceX se tem distinguido”.

Se existir algum um problema com um veículo espacial, “como aconteceu com o Space Shuttle [que voou de 1981 a 2011], toda a estratégia do espaço pode cair por terra e é fundamental haver alternativas”. A verdade é que a cápsula Crew Dragon é considerada o veículo espacial mais avançado de sempre, bem como o foguetão Falcon 9, o primeiro que é reutilizável e que em Janeiro bateu o recorde de maior lançamento de satélites para a órbita – 143 num só lançamento.

O português confessa “entusiasmo” com a próxima missão, que o coloca no leme – “o Pasquet vai ser as mãos no espaço da minha equipa na Alemanha”. A preparação está a ser minuciosa e a ser feita há algum tempo e João Lousada terá a responsabilidade “por todas as decisões” da missão de seis meses: “espero que consigamos cumprir todos os objectivos, já que temos dezenas de experiências científicas e temos de manter o equipamento bem conservado para o bem de todos”.

Que experiências são? “Vão desde a forma como o corpo humano lida com o espaço até aos melhores equipamentos a usar em diferentes áreas, com muitas experiências a ter aplicações nas áreas médicas na Terra”.

Os passeios espaciais são os momentos de maior stress e pressão, “porque há muita coisa que pode correr mal”, admite, “mas são muito motivadores porque conseguimos tirar mais dados para a missão e é um bom sentimento quando um passeio termina com todos os objectivos cumpridos”.

O lisboeta de 32 anos que vive na Alemanha desde 2016 ao serviço do grupo GMV que coordena o centro Columbus, desde pequeno, nas visitas à aldeia dos avós, em Bouçã (junto ao rio Zêzere) sonha com a exploração espacial e admite que está “preparado para ser astronauta” da ESA.

Embora tenha um dia a dia ocupado repleto de problemas e desafios para resolver, quando trabalha à noite no centro tem oportunidade de ver a Terra em todo o seu esplendor. “Dali não há fronteiras e guerras e conflitos perdem o sentido, o planeta é só um e a atmosfera é fina e frágil e algo que nos permite viver e, por isso, fundamental de preservar”, admite.

Nova missão europeia em 2022 já marcada

Entretanto, a ESA anunciou ontem que a astronauta italiana Samantha Cristoforetti foi designada para uma segunda missão espacial e irá voar para a Estação Espacial Internacional na primavera de 2022, seguindo para missão já depois do astronauta da ESA Matthias Maurer ir no final de 2021 para a ISS.

O treino para a segunda missão de Samantha já está em andamento e incluiu sessões de actualização da Estação Espacial Internacional no Centro Europeu de Astronautas da ESA em Colónia, Alemanha, e o Centro Espacial Johnson da NASA em Houston, Texas.

João Tomé é jornalista do Dinheiro Vivo

Pode ouvir a entrevista completa a João Lousada no podcast Made in Tech:

Diário de Notícias

João Tomé


5185: A Terra continua (e sempre foi) a ser redonda

TERRAPLANISMO/NEGACIONISMO

Os terraplanistas afirmam que a Terra é plana. Negacionistas convictos, este vídeo demonstra claramente o contrário, ou seja, a Terra continua e sempre foi redondinha.

Reparem no movimento da Terra tendo como ponto de observação a EEI (Estação Espacial Internacional ou ISS-International Space Station na sigla inglesa). Se a Terra fosse plana, haveria de chegar uma altura em que se veria o abismo. Porque qualquer objecto plano, tem as suas extremidades.

O que se vê, é que não existe qualquer limite na rotação da Terra, logo, não existe nenhum abismo, nem sequer o final do tal plano. Tão simples, tão elucidativo e tão afirmativo de a Terra ser redonda. Desfaz-se assim, a teoria da estupidez.

Por: F.Gomes
Spacenews


5062: É esta a tripulação da primeira viagem privada à Estação Espacial Internacional

CIÊNCIA/ESPAÇO/EEI

Axiom Space
Tripulação da Ax-1: Michael López-Alegría, Mark Pathy, Larry Connor e Eytan Stibbe.

A tripulação da primeira missão espacial totalmente privada vai incluir quatro homens: três turistas espaciais como clientes e um ex-astronauta da NASA como comandante.

A viagem é organizada pela Axiom Space e tem como destino a Estação Espacial Internacional (EEI).

Os viajantes espaciais serão Larry Connor, empresário norte-americano de imóveis e tecnologia; Eytan Stibbe, empresário e antigo piloto de caça israelita; Mark Pathy, investidor e filantropo canadiano; e Michael López-Alegría, um astronauta aposentado da NASA de origem espanhola.

O voo Axiom Mission 1 (Ax-1) surge de um acordo comercial com a NASA e está programado para Janeiro de 2022. A agência espacial escolheu a startup norte-americana para liderar o projecto de construção do primeiro módulo residencial na EEI. A Axiom Space vai construir o seu “habitat” espacial para humanos à entrada do Nó 2, um dos módulos de conexão da EEI.

Um lugar na aeronave Crew Dragon custa, segundo o The Washington Post, 55 milhões de dólares. Os tripulantes vão viver a bordo do complexo orbital e passar oito dias em micro-gravidade com uma vista privilegiada para o planeta Terra.

O piloto da Crew Dragon será Larry Connor, que se tornará o primeiro astronauta privado a viajar numa missão espacial. A cápsula da SpaceX foi desenhada para voar de forma autónoma, sendo que o contributo de Connor será apenas necessário em situações de emergência, escreve a Europa Press.

Com 71 anos de idade, Connor vai tornar-se também o segundo homem mais velho a viajar no Espaço. Será apenas superado por John Glenn, que com 77 anos fez o seu segundo voo espacial.

A Axiom Space, fundada pelo ex-gestor do programa da estação espacial da NASA, Michael Suffredini, vai organizar o treino e supervisionar as operações em voo da tripulação do Ax-1, com López-Alegría como representante da empresa enquanto estiver no espaço.

A missão Ax-1 será a primeira de uma série de voos para a Estação Espacial Internacional. O actor Tom Cruise, por exemplo, é uma figura que pode vir a participar (e pilotar) numa futura missão.

A SpaceX também delineou planos para aquilo que será a primeira missão totalmente civil do mundo ao espaço, com planos para descolar no final do ano. A missão “Inspiration4” terá uma tripulação de quatro pessoas e será liderada pelo empreendedor e piloto norte-americano Jared Isaacman.

Os restantes lugares na Crew Dragon estão à disposição, embora Isaacman tenha algumas ideias em mente, escreve o New Atlas. Um será para um embaixador do St. Jude Children’s Research Hospital; outro será para um dador escolhido aleatoriamente, com o intuito de angariar fundos para o hospital; e o último lugar será para outro empreendedor que use a Shift4 Payments, a plataforma de eCommerce criada por Isaacman.

Por Daniel Costa
4 Fevereiro, 2021


4885: Cinzas de Scotty de Star Trek foram “contrabandeadas” para a EEI. Durante 12 anos, quase ninguém soube

Como fan da série Star Trek, não podia deixar escapar esta notícia.

(cv) YouTube

Parte das cinzas do falecido James Doohan, o actor canadiano que interpretou o engenheiro-chefe Montgomery Scott na série Star Trek, foram colocadas a bordo da Estação Internacional Espacial (EEI) de forma ilegal há mais de uma década.

Durante doze anos, apenas a família do actor e Richard Garriott, o empresário que levou as cinzas de Doohan até à estação orbital, souberam desta “missão clandestina”.

Depois de Doohan falecer aos 85 anos, em Julho de 2005, a sua família tentou cumprir o seu desejo de entrar na EEI, mas os pedidos oficiais foram sempre rejeitados, tal como escreve esta semana o jornal britânico The Times.

A sua vontade acabaria por ser cumprida através do britânico Richard Garriott, empresário que actua no ramo dos videojogos e sexto turista espacial que, em 2008, durante a sua viajem particular à EEI, colocou algumas das cinzas de Doohan no módulo Columbus.

Foi completamente clandestino“, disse o empresário ao mesmo diário, confessando que, até agora, só o próprio e a família de Doohan sabiam do sucedido.

“A família de [Doohan] ficou muito satisfeita com a colocação das cinzas [na EEI], mas todos nós ficamos muito desapontados por não termos falado sobre isto publicamente durante tanto tempo. Agora, já passou tempo suficiente para que o possamos fazer”.

Ao mesmo jornal, o filho do actor, Chris Doohan agradeceu a Garriott por “contrabandear” as cinzas do seu pai até à EEI: “O que fez foi comovente… significou muito para mim, para a minha família e teria significado muito para o meu pai”.

O The Times escreve ainda que esta não foi a primeira vez que as cinzas de Doohan chegaram – ou pelo menos tentaram – alcançar o Espaço: em 2008, parte das suas cinzas seguia a bordo do foguete Falcon 1 da Space X, mas a missão acabou por fracassar minutos depois do lançamento; poucos anos depois, em 2012, uma urna com algumas das suas cinzas voou até ao Espaço a bordo do SpaceX Falcon 9.

As cinzas de “Scotty” viajaram cerca de 2,7 mil milhões de quilómetros através do Espaço e orbitaram a Terra mais de 70 mil vezes.

Por Sara Silva Alves
29 Dezembro, 2020


4838: As aranhas da EEI têm um truque para tecer teias sem gravidade

CIÊNCIA/EEI/BIOLOGIA

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Experiências levadas a cabo na Estação Espacial Internacional (EEI) sugerem que, mesmo sem gravidade, as aranhas são capazes de tecer teias no Espaço. Para isso, só necessitam de uma fonte de luz para servir de referência.

Na ausência de gravidade, as aranhas necessitam de saber o que é “cima” e “baixo” para tecer as suas teias. Recentemente, uma experiência realizada a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) com aranhas da espécie Trichonephila clavipes revelou que estes aracnídeos conseguem orientar-se se tiverem acesso a uma fonte de luz.

De acordo com o Science Alert, os cientistas usaram quatro aranhas Trichonephila clavipes para realizar a experiência, sendo que duas permaneceram na Terra, enquanto que as outras foram colocadas à prova no Espaço, isoladas uma da outra em câmaras na EEI.

Sob condições normais de gravidade, e independentemente de as luzes estarem acesas ou não, as aranhas tendem a construir teias assimétricas.

“Concluímos que a gravidade é o guia de orientação mais relevante para as aranhas” e que “o estímulo visual da direcção da luz pode servir como um guia de orientação na ausência de gravidade”, escreveram os autores no artigo científico, publicado recentemente na The Science of Nature.

Sem gravidade e sem luz, a maioria das teias foi tecida simetricamente. No entanto, sem gravidade mas com luz, as aranhas conseguiram construir teias assimétricas, tal como as que produziram com gravidade.

Jason Prini / Flickr

“Não teríamos imaginado que a luz desempenharia um papel na orientação das aranhas no Espaço. Tivemos a sorte de as lâmpadas estarem fixadas no topo da câmara e não em vários lados. Caso contrário, não teríamos sido capazes de descobrir o efeito da luz na simetria das teias em gravidade zero”, disse Samuel Zschokke, principal autor do estudo, em declarações ao Science Alert.

O facto de as aranhas terem “um sistema de backup para orientação como este é surpreendente, uma vez que nunca foram expostas a um ambiente sem gravidade durante a sua evolução”, acrescentou o investigador.

Antes da experiência, os cientistas não tinham considerado a fonte de luz como um factor crucial, pelo que o sucesso da pesquisa revelou que, muitas vezes, os acasos na Ciência são extremamente úteis.

Por Liliana Malainho
19 Dezembro, 2020


4742: NASA: câmaras da Estação Espacial Internacional captaram imagens de 150 OVNIs

CIÊNCIA/OVNIS/EEI

A Estação Espacial Internacional (ISS) está equipada com várias categorias de câmaras que filmam e fotografam o espaço e a Terra em vários momentos. Um conjunto de equipamentos estão permanentemente apontados ao espaço a partir da estação. Nesse sentido, são conseguidas imagens que se tornam famosas pela singularidade do que se consegue captar. É exactamente na particularidade do que aparece nalgumas filmagens que reside agora um novo mistério.

No passado dia 15 de Novembro, uma das várias câmaras instaladas na ISS registou imagens de centena e meia de “objectos voadores não identificados” na órbita terrestre.

Grande quantidade de objectos voadores não identificados são captados pela ISS

É um facto que a órbita da Terra está carregada de lixo espacial, mas há muito mais que ainda se desconhece a verdadeira origem. Em meados de Novembro passado, uma câmara instalada na Estação Espacial Internacional (ISS) conseguiu registar imagens de cerca de 150 “objectos voadores não identificados” na órbita terrestre.

Segundo informações, esta quantidade pouco usual de material a viajar pelo espaço chamou à atenção dos cientistas. Aliás, foram detectadas tantas ocorrências ao ponto de ultrapassar o campo de visão das câmaras de alta definição da NASA.

Lixo espacial, asteróides, OVNIs, etc…

Ao redor da Terra voam muitos objectos, peças soltas de naves e satélites assim como outros objectos que não se conseguem de imediato identificar. Aliás, este tipo de avistamentos não é inédito, já foram registadas estas passagens pelas câmaras da ISS.

Conforme poderemos ver no vídeo a seguir, o astronauta russo Ivan Vagner partilhou no Twitter o que a sua câmara detectou. Quando ele filmava uma aurora boreal, captou a passagem de cinco objectos não identificados que se moviam rápido à sua frente.

Neste vídeo, é possível percebermos que tipo de objetos foram filmados:

As imagens deixam mesmo no ar algumas perguntas. Aliás, na legenda deixada pelo astronauta, que havia chegado à Estação Espacial Internacional em Abril, ele próprio deixa. em jeito de provocação, a seguinte frase:

“o que acham que seriam estas coisas: meteoritos, satélites, ou…?”

Claro que este tipo de “fenómenos” alimentam a ideia que a Terra é visitada por seres extraterrestres. Segundo o próprio Pentágono, os piloto da Marinha dos EUA ainda não conseguem responder às imagens de OVNIs que foram detectados numa operação de treino ao largo dos Estados Unidos em 2007.

Pentágono oficializa filmagens de OVNIs

Apesar do foco de atenção, neste momento, ser a pandemia e soluções para a ultrapassar, o mundo, e o que poderá estar para lá dele, não parou propriamente. Assim, no decorrer de investigações que … Continue a ler Pentágono oficializa filmagens de OVNIs

Apesar disso tudo, a Terra é orbitada por muitos objectos de fabrico humano e muitos astros que fazem parte da vida do universo.


4715: LIVE NASA / PLANETA TERRA VISTO DO ESPAÇO (OFICIAL BR)™

Actualmente, as imagens ao vivo da Estação Espacial Internacional (ISS) estão sendo transmitidas de uma câmara externa montada no módulo ISS chamada Nó 2. O Nó 2 está localizado na frente da ISS. A câmara está voltada para a frente em um ângulo de modo que o Adaptador de acoplamento internacional 2 (IDA2) esteja visível.

Se a câmara do Nó 2 não estiver disponível devido a considerações operacionais por um longo período de tempo, um loop contínuo de imagens HDEV gravadas será exibido. O loop terá “Gravado anteriormente” na imagem para diferenciá-lo da transmissão ao vivo da câmara do Nó 2.

Depois que o HDEV parou de enviar dados em 18 de Julho de 2019, foi declarado em 22 de Agosto de 2019 como tendo chegado ao fim da vida.


4670: Cápsula Dragon da SpaceX chega à Estação Espacial Internacional

CIÊNCIA/EEI/CÁPSULA DRAGON

Cápsula com quatro astronautas a bordo vai ficar seis meses no laboratório orbital, 400 quilómetros acima da Terra

© EPA/Joel Kowsky

A cápsula Dragon da SpaceX, com quatro astronautas a bordo, chegou esta terça-feira à Estação Espacial Internacional (EEI), anunciou a agência aeroespacial norte-americana NASA.

A primeira fase da acoplagem à EEI foi concluída às 04:01 TMG (mesma hora em Lisboa), de acordo com as imagens difundidas em directo online pela NASA. A segunda fase terminou alguns minutos depois.

A cápsula, baptizada Resilience, foi lançada às 20:27 de domingo (00:27 de segunda-feira em Lisboa), a partir do Centro Espacial Kennedy, na Florida (sudeste dos Estados Unidos), por um foguetão Falcon 9 da companhia do empresário Elon Musk SpaceX, e o novo meio de transporte espacial da NASA, após nove anos de dependência da Rússia.

“É um grande dia para os Estados Unidos e para o Japão”, declarou o chefe da NASA, Jim Bridenstine, em conferência de imprensa, numa referência aos quatro astronautas a bordo da cápsula: três norte-americanos, Michael Hopkins, Victor Glover e Shannon Walker, e um japonês, Soichi Noguchi.

Os quatro, que vão juntar-se aos dois russos e uma norte-americana, vão ficar seis meses no laboratório orbital, a 400 quilómetros acima da Terra.

Este primeiro “voo operacional” segue-se à missão de demonstração realizada entre maio e Agosto e durante a qual dois astronautas norte-americanos foram transportados para a EEI e de volta à Terra sem problemas pela SpaceX.

A cápsula Dragon da SpaceX é o segundo aparelho actualmente capaz de viajar para a EEI. O primeiro é a Soyuz russa, que desde 2011 tem transportado todos os residentes da estação, depois do fim do programa do vaivém espacial norte-americano.

Ao todo, a SpaceX deve lançar dois outros voos com tripulação em 2021 para a NASA, incluindo um com o europeu Thomas Pesquet, e quatro missões de abastecimento nos próximos 15 meses.

“A NASA era um desastre acabado quando tomámos isto em mãos. Agora é o centro espacial mais popular e o mais avançado do mundo, de longe!”, escreveu o Presidente cessante norte-americano, Donald Trump, na rede social Twitter, apropriando-se de um êxito de um programa lançado pelos dois antecessores.

O Presidente eleito, Joe Biden, também felicitou a NASA e a SpaceX. “Esta é a prova do poder da ciência e do que podemos alcançar ao combinar inovação, engenho e determinação”, escreveu também no Twitter.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Novembro 2020 — 08:20

Como é que mais de SETENTA MILHÕES de gente pode votar num aldrabilhas deste quilate??? É um case study

“A NASA era um desastre acabado quando tomámos isto em mãos. Agora é o centro espacial mais popular e o mais avançado do mundo, de longe!”, escreveu o Presidente cessante norte-americano, Donald Trump, na rede social Twitter, apropriando-se de um êxito de um programa lançado pelos dois antecessores.”

 


4664: Baby Yoda é o novo “indicador Zero-G” da SpaceX

CIÊNCIA/SPACE X/BABY YODA

(dr) Disney+

Os astronautas da Crew Dragon, da SpaceX, levaram um peluche de Baby Yoda para a Estação Espacial Internacional. Vai ser o novo “indicador Zero-G” da aeronave.

Um peluche de Baby Yoda, da série “The Mandalorian”, foi levado a bordo da Crew Dragon da SpaceX e está a caminho da Estação Espacial Internacional. A personagem da série de sucesso da Disney vai ser o novo “indicador Zero-G”, escreve a Futurism.

“Temos o Baby Yoda a bordo, a tentar sentar-se agora”, disse a especialista em comunicações da NASA Leah Cheshier, citada pela Business Insider, durante uma transmissão ao vivo do histórico lançamento da noite passada.

Um indicador Zero-G é um pequeno objecto que começa a flutuar quando a aeronave encontra micro-gravidade. Na primeira missão de teste tripulada da Crew Dragon, no início deste ano, os astronautas levaram um peluche de um dinossauro. E em Março de 2019, por exemplo, os astronautas levaram um peluche do planeta Terra.

Na transmissão em directo feita na noite passada é possível ver Baby Yoda a flutuar dentro da aeronave. Num determinado momento, até parou no lugar do astronauta Victor Glover. “Talvez o Baby Yoda esteja a tentar pilotar o veículo”, brincou Cheshier.

Quatro astronautas partiram de madrugada com sucesso do Kennedy Space Center, em Cabo Canaveral, e estão a caminho da Estação Espacial Internacional na primeira missão oficial tripulada da Crew Dragon, desenvolvida pela SpaceX, empresa de Elon Musk.

ZAP //

Por ZAP
16 Novembro, 2020


4662: Foguetão Space X a caminho da EEI com quatro astronautas a bordo

CIÊNCIA/SPACE X/EEI

SpaceX / Twitter

Um foguetão Falcon 9, que transporta a cápsula Dragon com quatro astronautas a bordo, foi lançado com êxito, no domingo, a partir do Centro Espacial Kennedy, rumo à Estação Espacial Internacional (EEI).

O lançamento ocorreu às 20h27 (00h27 em Lisboa), no Central Espacial Kennedy, na Florida (sudeste). Menos de três minutos depois, a 90 quilómetros de altitude e quando o foguetão atingia sete mil quilómetros por hora, o primeiro andar do foguetão separou-se, para regressar à Terra e ser reutilizado.

O segundo andar com a cápsula prosseguiu viagem, numa trajectória correta.

A cápsula, baptizada Resilience (Resiliência), deverá chegar às 04h TMG (mesma hora em Lisboa) de terça-feira à EEI, na primeira missão tripulada operada pela companhia privada Space X, do empresário Elon Musk, e da agência aeroespacial norte-americana (NASA) a partir de solo dos Estados Unidos.

Três astronautas norte-americanos, Michael Hopkins, Victor Glover e Shannon Walker, e um japonês, Soichi Noguchi vão demorar um pouco mais de 27 horas a chegar à EEI, onde se encontram dois russos e uma norte-americana.

Os quatro astronautas deverão ficar seis meses na EEI.

Este primeiro “voo operacional” segue-se à missão de demonstração realizada entre maio e Agosto e durante a qual dois astronautas norte-americanos foram transportados para a EEI e de volta à Terra sem problemas pela Space X.

A cápsula Dragon da Space é o segundo aparelho actualmente capaz de viajar para a EEI, com a Soyuz russa, que desde 2011 tem transportado todos os residentes da estação, depois do fim do programa do vaivém espacial norte-americano.

Este primeiro voo foi duplamente histórico: a Space X do multimilionário Elon Musk fez o seu primeiro voo tripulado, ao passo que a NASA marcou o fim do contrato dos Estados Unidos com a Rússia para fazer o transporte dos seus astronautas até à estação orbital.

ZAP // Lusa

Por ZAP
16 Novembro, 2020


4634: Esta bactéria sobreviveu do lado de fora da EEI durante um ano inteiro

CIÊNCIA/MICROBIOLOGIA

(dr) Tetyana Milojevic / Universität Wien
A bactéria Deinococcus radiodurans depois de um ano no Espaço

Sobreviver no Espaço não é pêra doce, afinal, este é um lugar onde a radiação ultravioleta, o vácuo, as grandes flutuações de temperatura e a micro-gravidade são ameaças iminentes. Mas, ao que tudo indica, temos uma campeã.

De acordo com o site Science Alert, a bactéria Deinococcus radiodurans continuou viva, depois de um ano a viver na Exposed Facility, plataforma continuamente exposta ao ambiente espacial que se situa por fora do módulo pressurizado da Estação Espacial Internacional (EEI).

Neste caso, as células bacterianas estavam atrás de uma janela de vidro que bloqueava a luz ultravioleta em comprimentos de onda inferiores a 190 nanómetros.

“Os resultados apresentados neste estudo podem aumentar a consciência sobre as preocupações com a protecção planetária como, por exemplo, a atmosfera marciana, que absorve radiação ultravioleta abaixo de 190-200 nanómetros“, escreveu a equipa de investigadores no estudo publicado, a 29 de Outubro, na revista científica Microbiome.

“Para imitar esta condição, a nossa configuração experimental na EEI incluiu uma janela de vidro de dióxido de silício”, acrescentam.

Este não é o período de tempo mais longo que a D. radiodurans foi mantida nestas condições. Já houve uma amostra desta bactéria que foi lá deixada durante três anos. Mas, como escreve o mesmo site, os cientistas não estavam a tentar bater um recorde. Estavam, sim, a tentar perceber o que faz com que esta bactéria seja tão boa a sobreviver nestas condições extremas.

Logo, depois de um ano de radiação, temperaturas escaldantes e geladas e sem gravidade, a equipa trouxe as bactérias espaciais de volta à Terra, reidratou tanto o grupo de controlo que passou o ano cá como a amostra da Órbita Terrestre Baixa, e comparou os seus resultados.

A taxa de sobrevivência foi muito mais baixa para as bactérias da Órbita Terrestre Baixa em comparação com a versão de controlo, mas as bactérias que sobreviveram pareciam estar bem, mesmo que se tivessem tornado um bocadinho diferentes das suas ‘irmãs terrestres’.

A equipa descobriu que as bactérias da Órbita Terrestre Baixa estavam cobertas por pequenas saliências, que uma série de mecanismos de reparo tinha sido accionada e que algumas proteínas e mRNAs tornaram-se mais abundantes.

Os cientistas não têm a certeza do porquê destas saliências se terem formado, mas têm algumas ideias.

“A vesiculação intensificada após a recuperação da exposição à Órbita Terrestre Baixa pode servir como resposta rápida ao stress, o que aumenta a sobrevivência das células ao retirar os produtos do stress”, escreveu a equipa no mesmo artigo.

“Além disso, as vesículas da membrana externa podem conter proteínas importantes para a aquisição de nutrientes, transferência de ADN, transporte de toxinas e moléculas dependentes de quórum, provocando a activação de mecanismos de resistência após a exposição espacial”, acrescenta.

“Estas investigações ajudam-nos a entender os mecanismos e processos pelos quais a vida pode existir fora da Terra, expandindo o nosso conhecimento sobre como sobreviver e adaptar-se no ambiente hostil do Espaço sideral”, afirma Tetyana Milojevic, bioquímica da Universidade de Viena, na Áustria, e uma das autoras do estudo.

“Os resultados sugerem que a sobrevivência da D. radiodurans na Órbita Terrestre Baixa durante um período mais longo é possível devido ao seu sistema de resposta molecular eficiente e indicam que viagens ainda mais longas e mais distantes são alcançáveis para organismos com tais capacidades”, conclui.

ZAP //

Por ZAP
11 Novembro, 2020


4614: WATCH: Astronaut Spacewalk Earth Views from NASA FEED

CIÊNCIA/ESPAÇO/EEI/ISS

Astronauts Spacewalk Earth views from ISS. Earth from Space as seen from the International Space Station with NASA astronaut Chris Cassidy and Russia Anatoly Ivanishin and Ivan Vagner.

 


4604: Tripulações já vivem na Estação Espacial Internacional há 20 anos

CIÊNCIA/ESPAÇO/EEI

NASA/Roscosmos
Estação Espacial Internacional

No dia 2 de Novembro de 2000, a primeira equipa de astronautas entrou na Estação Espacial Internacional para uma missão de 136 dias. E esta segunda-feira celebrou-se o aniversário de 20 anos de presença humana contínua na estação.

Os astronautas William Shepherd, Yuri Gidzenko e Sergei Krikalev tornaram-se nos primeiros habitantes (ainda que temporários) do laboratório orbital, quando entraram na Estação Espacial Internacional a 2 de Novembro de 2000.

Essa estadia inicial de 136 dias fez parte da Expedição 1 e, desde então, a EEI tem servido como um campo de testes para a futura exploração espacial, centro de pesquisa científica e de ocupação humana contínua – nos últimos 20 anos recebeu 241 pessoas de 19 países diferentes e exigiu a cooperação e colaboração de 15 nações para a sua construção.

Quando a Expedição 1 começou, a EEI era “muito nova, muito limpa e estava muito mais vazia do que está agora”, disse Sergei Krikalev durante uma conferência de imprensa colectiva na quinta-feira.

Tendo em conta que foram a primeira equipa a chegar à estação espacial, os astronautas lidavam com novos desafios todos os dias e trabalhavam em listas de verificação intermináveis ​​para configurar e preparar a estação espacial para futuras tripulações.

“Embora possa parecer banal, nunca tivemos um dia normal durante a nossa estadia”, partilhou William Shepherd.

Os três astronautas começaram nesse ano uma tradição: três vezes por dia sentavam-se numa mesa para fazer refeições comunitárias – o que, desde aí, ajudou as tripulações a manterem-se unidas e a terem um pouco de normalidade, enquanto orbitavam a Terra a mais de 28 mil quilómetros por hora.

E, de acordo com a CNN, é exactamente assim que a tripulação actual – Kate Rubins, Sergey Ryzhikov e Sergey Kud-Sverchkov – da EEI decidiu celebrar o aniversário. “É uma honra incrível para nós estar aqui ‘em cima’ no 20º aniversário”, disse Kate Rubins numa entrevista a partir da estação espacial.

“Sentimo-nos todos muito sortudos. Faremos uma celebração simples ao jantar. Na EEI, gostamos muito de nos reunir e jantar juntos. E nós os três vamos ter uma bela vista a partir da cúpula para apreciar a Terra e a estação espacial”, disse, referindo-se ao observatório de sete janelas, a partir da qual a tripulação pode observar os 16 amanheceres e 16 pores do sol que a estação espacial experiência todos os dias.

Os três astronautas, que chegaram à estação espacial no dia 14 de Outubro, irão também comemorar com “muito trabalho”, já que a data acontece numa segunda-feira, disse Kud-Sverchkov. Além disso, “iremos lembrar aqueles que voam aqui há 20 anos e todas as 63 expedições que aconteceram antes da nossa”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
5 Novembro, 2020


4587: Watch as NASA celebrates 20 years of humans living on the International Space Station

It’s been a while since Earth had all its people

Today marks the 20th anniversary of the first long-term mission to the International Space Station, known as Expedition 1. Ever since then, there have always been a handful of humans living and working in orbit on the ISS — a continuous presence of people in space.

Prior to that mission, most of NASA’s human spaceflight program revolved around launching relatively quick, weeks-long trips to orbit on the agency’s Space Shuttle. But in the mid-1990s, NASA began sending its astronauts to space for much longer trips to live on Russia’s old Mir space station. Once the US, Russia, and their international partners started piecing together the International Space Station, NASA started sending some of its astronauts to stay for months at a time beginning in 2000 — and there have been people on board ever since.

As part of Expedition 1, a crew of three astronauts launched to the space station on October 31st, 2000, on board a Russian Soyuz rocket. The flight carried two Russian cosmonauts — Yuri Gidzenko and Sergei Krikalev — and NASA astronaut Bill Shepherd, who docked with the ISS two days later on November 2nd. The trio would stay for four and a half months until March, leaving after a new crew of three came to the station aboard Space Shuttle Discovery for the start of their more than five-month stay. Their mission was aptly named Expedition 2.

NASA has been celebrating this big moment with press events from astronauts currently on board the ISS — part of Expedition 64 — as well as a virtual round table with the original members of Expedition 1. Today, the space agency will air a series of specials about the construction of the International Space Station, highlighting the research that’s been done on board the lab over the last 20 years. Tune in at 1PM ET to get a history lesson about how we’ve kept people 250 miles above Earth continuously since 2000.

The Verge


4428: Astronautas da EEI vão ter uma nova sanita espacial

CIÊNCIA/HIGIENE/EEI/NASA

(cv) Nasa
Nova sanita espacial da NASA

A primeira sanita espacial da NASA é feita de titânico e custou 23 milhões de dólares à agência americana. Melhor adaptada a mulheres, vai ser testada na Estação Espacial Internacional, antes de rumar à Lua.

“Vamos ter uma nova sanita a bordo da Estação Espacial Internacional, que vai ser um bocadinho mais fácil de usar, tanto para os homens como para as mulheres”, disse Jessica Meir, astronauta da NASA que passou recentemente 205 dias a bordo da EEI.

Com menos de 45 quilogramas e apenas 71 centímetros de altura – o seu tamanho é mais reduzido para caber na nave Orion, que levará astronautas à Lua daqui a alguns anos – a nova sanita espacial está neste momento num navio de carga, pronta para descolar em direcção à EEI na próxima quinta-feira.

Como acontecia nas sanitas antigas, esta usará sucção de ar para remover os resíduos e a urina recolhida será encaminhada para o sistema de reciclagem da NASA para ser transformada em água potável. A agência espacial norte-americana escolheu usar titânio exactamente por ser um material resistente ao ácido usado no pré-tratamento da urina.

Meir explicou, num vídeo publicado nas redes sociais da NASA, que os astronautas usam “uma espécie de sistema de aspiração” nas sanitas da EEI. “Ligamos uma grande ventoinha que puxa tudo para baixo e para dentro da sanita. Além disso, há um longo funil que usamos para recolher a urina”, disse a astronauta.

“Obviamente, há algumas diferenças anatómicas entre homens e mulheres, e as versões anteriores não tinham tudo isso em conta”, contou Meir. Por esse motivo, a NASA decidiu inclinar o assento e torná-lo mais elevado para ajudar os astronautas a posicionar-se melhor, explicou Melissa McKinley, gerente de projecto do Johnson Space Center.

McKinley acrescentou que, além destas alterações na ergonomia, os funis colectores de urina também foram repensados, sendo possível para os astronautas urinar enquanto estão sentados na sanita – o que, até agora, não era possível.

Limpar a porcaria é um grande problema. Não queremos nenhum erro nem fuga”, disse a gerente do projecto. E Jessica Meir acrescentou: “Não queremos ter tudo a flutuar por todo o lado.

Ir à casa de banho no espaço pode parecer uma tarefa fácil de realizar, mas “às vezes as coisas simples tornam-se muito difíceis” sem gravidade, disse Mike Hopkins, astronauta da NASA e comandante da segunda tripulação SpaceX, citado pelo The Guardian.

“No início, a adaptação foi muito interessante porque o corpo sente as coisas de forma diferente sem gravidade. Tudo, incluindo os nossos órgãos, fica a flutuar e os sensores de pressão – que nos transmitem a sensação de ir ao quarto de banho – precisam de algum tempo para se adaptar ao Espaço”, disse Meir.

Os astronautas residentes da EEI irão testar o novo “quarto de banho” durante alguns meses e, se a adaptação correr bem, esta passará a ser usada regularmente. “Podemos continuar a testar e a melhorar estas tecnologias que serão usadas futuramente na nave Orion, quando os astronautas voltarem à Lua”, rematou Meir.

Space Poop Challenge: a NASA pede ajuda para lidar com o cocó espacial

A natureza humana tem imperativos que não deixam de existir quando se é astronauta, e por isso mesmo a NASA…

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STS, ZAP //

Por STS
2 Outubro, 2020

 

 

4380: A Estação Espacial Internacional moveu-se para evitar uma colisão

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/EEI

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Esta terça-feira, a Estação Espacial Internacional realizou uma “manobra de evasão” para evitar ser atingida por um pedaço de lixo espacial.

Controladores de voo russos e norte-americanos terão trabalhado em conjunto para mover a Estação Espacial para outra órbita e evitar a colisão. Para isso, usaram os propulsores de uma nave de carga russa, Progress, que está ancorada à estação, anunciou a NASA.

Durante a manobra, a equipa de astronautas da Expedition 63 abrigou-se perto da nave Soyuz MS-16 – que a trará de volta à Terra no próximo mês – para facilitar a evacuação, caso fosse necessário.

“Por causa da tardia notificação, os três membros da Expedition 63 foram direccionados para um segmento russo da estação, com o objectivo de ficarem mais próximos da nave Soyuz MS-16, por caução abundante. A equipa nunca esteve em perigo”, podia ler-se no anúncio partilhado pela agência espacial.

A Estação Espacial Internacional encontra-se a cerca de 400 quilómetros de altitude, o que significa que os materiais se deslocam a cerca de 28 mil quilómetros por hora, dez vezes mais rápido do que uma bala – a esta velocidade, uma colisão com um pedaço pequeno de lixo espacial pode causar estragos graves na estação.

Daí a manobra executada esta terça-feira. Durante 150 segundos, os propulsores foram activados e subiram a Estação Espacial para outra órbita, evitando a trajectória prevista do pedaço de lixo espacial – que passaria a cerca de 1,39 quilómetros -, reporta o Space.com.

Manobra completa. Os astronautas estão a sair do local de refúgio”, partilhou na rede social Twitter Jim Bridenstine, administrador da NASA.

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Jim Bridenstine
@JimBridenstine
Maneuver Burn complete. The astronauts are coming out of safe haven.

As manobras efectuadas para evitar a colisão com lixo espacial são bastante comuns, sendo esta a terceira realizada este ano, afirmou ainda Bridenstine, que alerta para o facto de o lixo espacial ser cada vez mais.

De acordo com a Agência Espacial Europeia, o lixo espacial é um problema crescente na órbita da Terra, com quase 129 milhões de detritos no espaço, dos quais 34 mil têm mais de dez centímetros.

ZAP //

Por ZAP
24 Setembro, 2020

 

 

4246: Bactérias podem mesmo sobreviver no Espaço (e aguentar uma viagem Terra-Marte)

CIÊNCIA/EEI

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Alguns tipos de bactérias conseguem sobreviver no Espaço, podendo mesmo aguentar uma viagem entre a Terra e Marte, confirmou um procedimento experimental levado a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI).

A ideia de que algumas bactérias podem sobreviver no Espaço sideral não é propriamente nova, mas a hipótese de que podem resistir a longas viagens espaciais não tinha sido confirmada até agora, quando uma equipa de cientistas japoneses levou a cabo uma experiência a bordo da EEI, conta o portal Phys.org.

No novo procedimento, baptizado de missão Tanpopo, os cientistas demonstraram que colónias da bactéria Deinococcus, altamente resistentes à radiação e a outras condições adversas, conseguiram sobreviver fora da EII durante três anos.

Este tipo de bactéria é encontrada na Terra e é conhecida como a forma de vida mais resistente à radiação no Livro dos Recordes Mundiais do Guiness – é capaz de resistir a 3.000 vezes mais a quantidade de radiação necessária para matar uma pessoa.

Na prática, o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Frontiers in Microbiology, demonstrou que estas colónias de bactérias podem sobreviver a voos de vários anos em condições adversas.

O sucesso deste procedimento veio dar força à hipótese da panspermia, que sugere que a vida pode ter chegado à Terra a partir de um outro planeta, como Marte.

Esta teoria, que carrega alguma controvérsia, implica que determinadas bactérias tenham sobrevivido a uma longa jornada pelo Espaço sideral, resistindo ao vácuo do Espaço, às flutuações de temperatura e à radiação espacial.

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florian kwiatek #Resistance
@floriankwiatek
Bacteria could survive travel between Earth and Mars when forming aggregates
Imagine microscopic life-forms, such as bacteria, transported through space, and landing on another planet. The bacteria finding suitable conditions for its survival could then start multiplying…
phys.org

“De uma forma geral, estes resultados suportam a hipótese de que estes aglomerados [de bactérias] funcionem como uma ‘nave’ para a transferência interplanetária de micróbios num período de vários anos”, escreveram no estudo.

Citado pela emissora norte-americana CNN, o autor principal da nova investigação, Akihiko Yamagishi, acrescentou ainda: “Os resultados sugerem que a radio-resistente Deinococcus pode sobreviver durante a viagem da Terra-Marte e vice-versa, que leva vários meses ou até anos na sua órbita mais curta.

Tendo em conta os resultados, Yamagishi defende que “é muito importante procurar vida em Marte”, ainda antes das missões humanas ao Planeta Vermelho, até porque as bactérias da Terra podem representar um falso negativo para a vida neste mundo e pode também actuar como um composto contaminante.

ZAP //

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29 Agosto, 2020

 

 

4180: Aurora Boreal e Airglow: fenómenos registados em simultâneo pela ISS

CIÊNCIA

O ser humano, ainda que nem sempre esteja atento, é constantemente presenteado. O remetente é o próprio Universo que promove incríveis e raros fenómenos que deslumbram o céu, tornando-o quase mágico e irreal.

Um membro da tripulação da Expedition 62 captou, a partir da Estação Espacial Internacional (ISS), o cruzamento de dois fenómenos absurdamente incríveis.

Aurora Boreal e da Airglow: uma fusão de fenómenos

Quando sobrevoava a sul da Península do Alasca, em Março, um membro da tripulação da Expedition 62, que se encontrava na ISS, captou uma incrível fusão de cores. Conforme se sabe, essas cores são partículas a interagir de formas diferentes na atmosfera, resultando em dois fenómenos atmosféricos totalmente diferentes em simultâneo.

Ambos os eventos foram captados na mesma fotografia e são também ambos facilmente explicados pela ciência.

O primeiro fenómeno foi uma Aurora Boreal. Quantos já não desejaram visitar um país onde fosse possível avistá-la, ou quantos até já não viajaram propositadamente para a observar? Pois bem, o evento verde brilhante e muito exclusivo ocorre quando partículas carregadas de vento solar atingem a magnetoesfera terrestre.

Ou seja, quando essas partículas, misturadas com gases atmosféricos, como azoto e oxigénio, se encontram com o nosso campo magnético geram as cores que tornam o fenómeno tão incrível.

O segundo evento é observado entre a Aurora Boreal e a linha do planeta Terra. Conforme podemos ver, é uma faixa de luz . Apesar de ser mais subtil que a aurora, a “Airglow” (também conhecido como nightglow) é igualmente impressionante.

Pese o facto de o céu nocturno nunca ser totalmente escuro, mesmo sem a poluição luminosa, a luz das estrelas e a luz solar difusa. Assim, os átomos produzem emissões por estarem num estado energético. Por exemplo, o oxigénio libertado durante o dia descarrega a sua energia extra, em fotões, durante a noite.

Além disso, as reacções entre o azoto e o oxigénio contribuem também para o efeito brilhante.

Acrescentando aos dois fenómenos, o membro da tripulação ainda registou a borda da Terra em azul escuro. Isto, porque o sol nascente encontrava-se atrás do planeta a partir da posição da fotografia.

Pplware
Autor: Ana Sofia
17 Ago 2020

 

 

4020: NASA já definiu uma data para a Space X trazer os seus astronautas de volta à Terra

CIÊNCIA/NASA/SPACE X

(h) EPA/SpaceX

A NASA definiu o dia 2 de Agosto como data para a empresa privada Space X trazer de volta à Terra os seus dois astronautas que em maio passado acoplaram com sucesso na Estação Espacial Internacional (EEI) numa missão histórica.

Foi precisamente a 30 de maio que se concluiu esta missão duplamente histórica: a Space X do multimilionário Elon Musk fez o seu primeiro voo tripulado, ao passo que a agência espacial norte-americana marcou o fim do contrato dos Estados Unidos com a Rússia para fazer o transporte dos seus astronautas até à estação orbital.

Foi o primeiro voo privado rumo ao Espaço.

Os astronautas da NASA Bob Behnken e Doug Hurley pilotaram com sucesso a cápsula espacial Crew Dragon e acoplaram com sucesso, mas a missão Demo-2 está longe de ser dada como terminada, tal como frisa o portal Futurism.

Os astronautas terão ainda que fazer a sua jornada de regresso no interior da cápsula e a NASA já escolheu uma data provisória: sairão da EEI a 1 de Agosto, com queda marcada no Oceano Atlântico pelas 15 horas do dia 2 de Agosto, segundo a CNBC.

“Desencaixar” da EEI, explodir na atmosfera da Terra durante a descida e mergulhar no Atlântico para depois ser resgatado por um navio próximo – é este o plano definido para trazer de volta Bob Behnken e Doug Hurley no próximo mês.

Não se sabe ainda a hora exacta da partida da EEI, uma vez que o momento dependerá das condições climáticas. Estima-se que seja por volta das 20 horas.

Durante a jornada na EEI, Bob Behnken e Doug Hurely mantiveram-se ocupados a substituir as antigas baterias solares da EEI por baterias de iões de lítio.

ZAP //

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20 Julho, 2020

 

 

3884: Cientistas provocaram um incêndio dentro de uma nave espacial (tudo pela segurança)

(dr) NASA

A NASA partilhou um novo vídeo no qual demonstra como se comportam os incêndios no Espaço. O projecto Saffire baseou-se na activação de chamas dentro da nave espacial Cygnus, depois de entregar suprimentos à Estação Espacial Internacional (EEI).

O Saffire é um projecto de demonstração de segurança contra incêndios da NASA, que se baseia numa série de seis experiências que investigam de que forma os incêndios se propagam no Espaço, especialmente a bordo de futuras naves espaciais com destino à Lua e a Marte.

Os cientistas deram início à experiência a bordo da Cygnus depois de a nave ter concluído a sua missão de reabastecimento da Estação Espacial Internacional (EEI).

Uma das novidades do Saffire IV é que, após o incêndio, foi usado um filtro de fumo para remover as partículas de monóxido de carbono. Este filtro, assim como um instrumento de monitorização de gases de combustão, são características que serão privilegiadas na nave espacial orian.

“Quisemos usar tudo o que aprendemos nas três primeiras experiências deste projecto e ver como se espalham e crescem as chamas noutras condições”, começou por explicar Gary Ruff, responsável pelo projecto Saffire no Centro de Investigação Glenn, da NASA, citado pelo Space.

“O Saffire IV contava também com mais equipamentos de diagnóstico para ver com que eficácia podemos detectar incêndios, medir produtos de combustão e avaliar futuras tecnologias de resposta e de limpeza de incêndios”, acrescentou em comunicado.

Os cientistas contaram ainda com a ajuda de vários sensores que detectaram os níveis de oxigénio e dióxido de carbono, a concentração, o diâmetro de fumo e as temperaturas em diferentes locais do Cygnus. Quatro câmaras foram instaladas no interior da nave para revelar o tamanho e a propagação das chamas.

A experiência mostrou que as chamas se espalharam rapidamente e atingiram um tamanho e taxa de combustão constantes, ao contrário da Terra, onde as chamas tendem a continuar a crescer. Os cientistas também descobriram que o tamanho da nave espacial teve mais efeito sobre o fogo do que o previsto.

As duas restantes experiências, no âmbito do projecto Saffire, estão planeadas para Março e Outubro de 2021. Até lá, a NASA vai continuar a desenvolver formar mais seguras de operar futuras missões de exploração tripulada.

ZAP //

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20 Junho, 2020

 

 

3858: Cientistas criaram o quinto estado da matéria no Espaço

CIÊNCIA/FÍSICA

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Um quinto estado exótico da matéria foi criado num dos lugares mais frios do Universo: um dispositivo a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI).

A Estação Espacial Internacional (EEI), o sofisticado laboratório que orbita 400 quilómetros acima da Terra, usou o Cold Atom Laboratory (CAL) para criar o quinto estado da matéria. Trata-se de um condensado conhecido como Bose-Einstein (BEC), criado pela primeira vez no Espaço.

Segundo o New Scientist, o condensado de Bose-Einstein foi formado quando um conjunto de átomos arrefeceu até ao zero absoluto, a temperatura mais baixa possível (-273 °C). A matéria é formada por nuvens de gás compostas por múltiplos átomos que se comportam como se fossem um só.

Esta é a primeira vez que estas características são reproduzidas no Espaço, um feito alcançado através da instalação do Cold Atom Laboratory, lançado em 2018 pela Estação Espacial Internacional. O artigo científico foi recentemente publicado na Nature.

“É bastante notável porque fornece um objecto mecânico quântico de tamanho macroscópico”, disse Maike Lachmann, cientista da Universidade Leibniz, em Hannover, na Alemanha.

Por sua vez, Robert Thompson, do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, comentou que esta é “uma conquista tecnológica“, ainda que admita que, “no futuro, permitirá um amplo espectro de ciência”.

A principal vantagem destacada pelos cientistas é a micro-gravidade do Espaço, uma vez que na Terra a gravidade interfere nos campos magnéticos necessários para manter este estado da matéria, distorcendo completamente o resultado.

Aliás, na Terra, os condensados ​​de Bose-Einstein duram apenas alguns milissegundos. Por comparação, no Espaço, duram mais de um segundo, oferecendo uma oportunidade única aos cientistas para analisar as suas propriedades.

Os condensados ​​de Bose-Einstein ​​foram previstos por Albert Einstein e Satyendra Nath Bose há mais de 95 anos, mas os físicos Eric Cornell e Carl Wieman conseguiram, em 1995, arrefecer pela primeira vez um conjunto de átomos para atingir este estado. O feito valeu-lhes o Prémio Nobel da Física.

ZAP //

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17 Junho, 2020

 

 

3761: Missão da Space X acoplou com sucesso. Astronautas da NASA já chegaram à EEI

CIÊNCIA/NASA/SAPCE-X

(h) EPA/SpaceX

A cápsula Dragon que transporta os astronautas da agência espacial norte-americana (NASA) já acoplou à Estação Espacial Internacional, após terem partido no primeiro voo privado rumo ao espaço, neste sábado.

Foi às 15:17 (hora de Lisboa) que a cápsula Dragon, da empresa SpaceX do multimilionário Elon Musk, começou a acoplagem à Estação Espacial Internacional (EEI), enquanto sobrevoava uma área de fronteira entre a Mongólia e China.

A acoplagem ficou completa às 15:30. Depois da acoplagem, os astronautas norte-americanos Doug Hurley e Bob Behnken vão ainda demorar cerca de duas horas e 15 minutos a abandonar a cápsula e entrar na EEI.

““Tem sido uma verdadeira honra poder ser uma pequena parte deste empreendimento de nove anos desde a última vez que uma nave dos Estados Unidos acoplou com a EEI”, disse Doug Hurley pouco depois de acoplar na EEI, citado pelo portal Business Insider.

Temos que dar os parabéns aos homens e mulheres da Space X [que trabalharam] em Hawthorne, McGregor e no Kennedy Space Center. Os seus esforços incríveis ao longo dos últimos anos não pode ser subestimados”, continuou.

NASA @NASA

Docking confirmed! @AstroBehnken and @Astro_Doug officially docked to the @Space_Station at 10:16am ET:

O lançamento estava inicialmente previsto para esta quarta-feira, mas as condições meteorológicas acabaram por adiar o evento para este sábado.

Este foi voo histórico, marcando momento importantes quer para a NASA quer para a empresa privada Space X do multimilionário Elon Musk. A Space X fez o seu primeiro voo tripulado, ao passo que a NASA marcou o fim do contrato dos Estados Unidos com a Rússia para fazer o transporte dos seus astronautas até à estação orbital.

A NASA contratou a SpaceX e a Boeing, em 2014, ao abrigo de contratos que totalizam sete mil milhões de dólares. Ambas as empresas lançaram as suas cápsulas de tripulação no ano passado com manequins de teste. O SpaceX’s Dragon cumpriu todos os seus objectivos, enquanto a cápsula Starliner, da Boeing, acabou na órbita errada e quase foi destruída devido a múltiplos erros de software.

Como resultado, o primeiro voo do Starliner com astronautas não é esperado até ao próximo ano. Desde que retirou o vaivém espacial em 2011, a agência espacial norte-americana tem confiado nas naves espaciais russas, lançadas do Cazaquistão, para levar os astronautas americanos de e para a estação espacial.

Fez-se história. Foguetão da SpaceX lançado com sucesso rumo à EEI

O primeiro foguetão concebido e construído por uma empresa privada, a SpaceX, de Elon Musk, levando a bordo dois astronautas…

ZAP // Lusa

Por ZAP
31 Maio, 2020

 

 

3758: Fez-se história. Foguetão da SpaceX lançado com sucesso rumo à EEI

ESPAÇO/SPACE-X/NASA

Erik S. Lesser / EPA

O primeiro foguetão concebido e construído por uma empresa privada, a SpaceX, de Elon Musk, levando a bordo dois astronautas foi lançado este sábado na presença do Presidente do Estados Unidos, Donald Trump.

O lançamento decorreu às 15h22 locais (20h22 em Lisboa).

A descolagem decorreu na perfeição, segundo escreve o semanário Expresso, e o voo prossegue agora rumo à Estação Espacial Internacional (EEI) com os astronautas Doug Hurley e Bob Behnken a bordo do foguetão.

Este é um voo histórico, marcando momento importantes quer para a NASA quer para a empresa privada Space X do multimilionário Elon Musk. A Space X fez o seu primeiro voo tripulado, ao passo que a NASA marcou o fim do contrato dos Estados Unidos com a Rússia para fazer o transporte dos seus astronautas até à estação orbital.

É absolutamente uma honra fazer parte deste enorme esforço para levar os Estados Unidos de volta ao mercado de lançamentos”, confessou Doug Hurley, minutos antes de descolar, citado pelo portal Business Insider.

O administrador da NASA, Jim Bridenstine, mostrou-se emocionado durante as declarações que prestou depois de o foguete ter entrado em órbita.

“Estou a dar um suspiro de alívio, mas também direi que não comemorarei até que o Bob e o Doug estejam em casa em segurança (…) Já ouvi estes barulhos antes, mas é todo um sentimento diferente quando é a nossa equipa no topo deste foguete”.

Os astronautas norte-americanos deverão demorar 19 horas a chegar à EEI.

O lançamento estava inicialmente previsto para esta quarta-feira, mas as condições meteorológicas acabaram por adiar o evento para este sábado.

Eddy @eddymessiah2

GOOSEBUMPS, congrats America 🇺🇲 #SpaceX #LaunchAmerica

A agência espacial, norte-americana tentou desencorajar os espectadores a assistirem ao lançamento, por causa da pandemia de covid-19, e limitou severamente o número de funcionários, visitantes e jornalistas dentro do Kennedy Space Center.

No entanto, na nova paragem turística reaberta do centro, os 4.000 bilhetes para o lançamento foram todos comprados em poucas horas.

A NASA contratou a SpaceX e a Boeing, em 2014, ao abrigo de contratos que totalizam sete mil milhões de dólares. Ambas as empresas lançaram as suas cápsulas de tripulação no ano passado com manequins de teste. O SpaceX’s Dragon cumpriu todos os seus objectivos, enquanto a cápsula Starliner, da Boeing, acabou na órbita errada e quase foi destruída devido a múltiplos erros de software.

Como resultado, o primeiro voo do Starliner com astronautas não é esperado até ao próximo ano. Desde que retirou o vaivém espacial em 2011, a agência espacial norte-americana tem confiado nas naves espaciais russas, lançadas do Cazaquistão, para levar os astronautas americanos de e para a estação espacial.

Astronautas da NASA já se preparam para voo histórico a bordo do foguetão da Space X

Dois astronautas da NASA já estão a equipar-se para o lançamento histórico de um foguetão concebido e construído pela empresa…

ZAP // Lusa

Por ZAP
30 Maio, 2020

 

 

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