2319: Já sabemos qual vai ser o primeiro fruto a ser plantado na EEI (e é picante)

CIÊNCIA

(dr) NASA
O pimento poderá ser o primeiro fruto a ser cultivado na Estação Espacial Internacional

Se tudo correr como planeado, em Novembro deste ano, a Estação Espacial Internacional (EEI) vai ficar um bocadinho mais picante.

De acordo com o Science Alert, os investigadores querem enviar para a Estação Espacial Internacional (EEI) a planta Capsicum annuum, podendo fazer com que o pimento seja o primeiro fruto a crescer no Espaço.

“Estávamos à procura de variedades que não crescessem muito, mas que mesmo assim fossem muito produtivas nos ambientes controlados a que estamos habituados no Espaço”, afirmou Ray Wheeler, fisiologista da estação espacial norte-americana.

“Os astronautas já expressaram muitas vezes o desejo de comidas mais picantes e saborosas, por isso ter um sabor quente como este pareceu-nos uma coisa boa. Além disso, muitos pimentos são ricos em vitamina C, algo importante nas dietas espaciais”.

Apesar de haver milhares de diferentes tipos de pimentos, esta foi a espécie escolhida porque, além de crescer em altitudes elevadas, tem períodos curtos de crescimento e pode ser facilmente polinizada.

Desde 1982 que os astronautas e cosmonautas cultivam com sucesso plantas no Espaço e, em 2015, astronautas norte-americanos experimentaram o sabor de uma alface cultivada na EEI. Desde então, também já cultivaram acelga, rabanete, couve chinesa e ervilhas.

As plantas têm algumas dificuldades em crescer num ambiente de micro-gravidade, uma vez que os seus sistemas são complexos e normalmente usam a gravidade da Terra para se orientarem. Porém, os astronautas conseguiram “convencer” as plantas a crescer a bordo da estação espacial utilizando luzes especiais e outras técnicas.

Estas iniciativas são importantes para os ambiciosos planos da NASA de enviar humanos ao Planeta Vermelho, uma vez que lá será mais difícil conseguir alimentos frescos da Terra. “Podemos construir todos os foguetões que quisermos para chegar a Marte, mas isso não vai funcionar a menos que tenhamos comida para nos alimentarmos”, considera Jacob Torres, cientista hortícola da NASA.

Os investigadores estão a trabalhar para ter variedade de cultivo no Espaço, estando particularmente focados em ter uma ampla variedade de nutrientes e vitaminas.

“Precisamos de cultivar o suficiente para suplementar a dieta espacial. Tal como acontece na Terra, não podemos viver a comer sempre as mesmas coisas”, explicou à CNN. “Imagine ter um pimento fresco nas mãos depois de meses a comer cartão”, acrescentou.

ZAP //

Por ZAP
16 Julho, 2019

 

2281: Destroços do satélite derrubado pela Índia continuam em órbita e ameaçam a EEI

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Os destroços do satélite indiano destruído no passado mês de Março pelas Forças Armadas deste país asiático continuam em órbita, pondo em perigo a Estação Espacial Internacional (EEI). Os cálculos oficiais apontaram na altura que os escombros seriam desintegrados em menos de 45 dias.

O aviso é deixado por Jonathan McDowell, astrónomo do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, que identificou 41 fragmentos do satélite indiano ainda em órbita.

Alguns destes escombros estão em altitudes que coincidem com as da EEI – que orbita a pouco mais de 400 quilómetros de altura – e, segundo estimativas de especialistas, vão levar cerca de um ano para caírem na atmosfera e se desintegrarem.

Jonathan McDowell @planet4589

Updated plot of Indian ASAT debris height versus time. Still 41 tracked debris objects in orbit.

A destruição do satélite gerou, pelo menos, 400 fragmentos de lixo espacial, alguns dos quais atingiram altitudes mais altas do que a da EEI, criando perigo de colisão com outros objectos e ameaçando a segurança de astronautas a bordo, disse, em Abril passado, Jim Bridenstine, da agência espacial norte-americana (NASA).

“O risco para a Estação Espacial Internacional aumentou 44%”, disse ainda o responsável da NASA, descrevendo a situação como “inaceitável”.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Índia têm insistido que a demolição feita na atmosfera mais baixa para evitar a acumulação de detritos, evitando que estes continuassem em órbita ao fim de algumas semanas.

Já primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, descreveu o lançamento do míssil que destruiu o satélite como um “grande avanço, considerando que o feito coloca o país entre as principais potências espaciais do mundo.

ZAP //

Por ZAP
5 Julho, 2019

2254: Bolor na Estação Espacial pode ser mais difícil de matar do que se pensava

CIÊNCIA

(dr) David Gregory & Debbie Marshall
Aspergillus fumigatus

Uma cientista portuguesa descobriu que dois fungos podem sobreviver a doses incrivelmente altas de radiação ionizante e, por isso, podem adaptar-se com facilidade nas viagens espaciais.

De acordo com o Science Alert, isto significa que ambos poderiam sobreviver às condições de radiação do exterior de uma nave especial e, por isso, talvez seja necessário dar mais atenção aos fungos que poderão “apanhar boleia” até Marte.

“Agora sabemos que resistem ainda mais à radiação do que pensávamos, ao ponto de precisarmos de os ter em conta quando estivermos a limpar naves espaciais, tanto por dentro como por fora”, declara a microbióloga portuguesa Marta Cortesão, que está a fazer o Doutoramento em Microbiologia Espacial no Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

E, embora a Estação Espacial Internacional (EEI) possa ser climatizada e ter os níveis de humidade controlados, no fundo, continua a ser uma “caixa fechada”, havendo humidade suficiente para que o bolor continue a crescer nas suas paredes.

Os fungos em questão são o Aspergillus e o Pennicillium, que estão entre os invasores mais comuns na EEI e que podem causar infecções respiratórias, o que não é de todo o cenário ideal quando nos encontramos no Espaço e com uma oferta limitada de medicação.

A investigadora e o resto da equipa colocaram os esporos dos fungos numa solução salina e implantaram três tipos de radiação: raios-X, iões pesados e radiação ultravioleta de alta frequência que é interrompida pela atmosfera terrestre, mas que se propaga livremente no Espaço.

Os fungos sobreviveram a doses incrivelmente altas: 500 gray de iões pesados e 1.000 gray de raios-X (o gray é a unidade que representa a quantidade de energia de radiação ionizante absorvida por unidade de massa, ou seja, um joule de radiação absorvida por um quilograma de matéria).

Para melhor entender estes valores, só precisamos de saber que metade de um gray é suficiente para provocar uma doença radioactiva num humano e cinco são mesmo fatais.

Os esporos também sobreviveram a 3.000 joules por metro quadrado da radiação ultravioleta. Assim, dada apenas a radiação, é de se esperar que os fungos sobrevivam a uma viagem espacial, mesmo quando isso implica ir para outro planeta.

A equipa, que apresentou as suas conclusões na Astrobiology Science Conference deste ano, ainda não testou outras condições espaciais como, por exemplo, o vácuo e as temperaturas extremas, embora pesquisas anteriores conduzidas na DLR tenham descoberto que outros organismos também poderiam sobreviver a isso, estando alojados numa unidade especial ligada à parte externa da estação espacial.

No entanto, de acordo com Marta Cortesão, que também estudou na Universidade do Porto, bolor no Espaço não tem necessariamente de ser uma coisa má. “Pode ser utilizado para produzir antibióticos e vitaminas ou outras coisas necessárias em missões longas”.

ZAP //

Por ZAP
1 Julho, 2019

 

2231: Astronautas aterram no Cazaquistão após missão na Estação Orbital Internacional

Alexander Nemenov / Pool / EPA
A astronauta norte-americana Anne McClain de regresso à Terra

Três astronautas regressaram à Terra, esta terça-feira, depois de uma missão de seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

A astronauta norte-americana Anne McClain, o russo Oleg Kononenko e o canadiano David Saint-Jacques pousaram no Cazaquistão às 08h47 locais (03h47 em Lisboa).

A partida dos astronautas para a estação orbital, em Dezembro do ano passado, foi motivo de preocupação, pois acontecia depois do incidente, em meados de Outubro, que envolveu o russo Alexey Ovchinin e o norte-americano Nick Hague: cerca de dois minutos após a descolagem, a nave espacial Soyuz explodiu e foram forçados a uma aterragem de emergência.

Os dois homens sobreviveram ilesos, mas o incidente, o primeiro desta magnitude na história da Rússia pós-soviética, foi outro golpe para a indústria espacial do país.

Antes da partida para o espaço, McClain, Kononenko e Saint-Jacques estavam optimistas e o tom não mudou durante o tempo a bordo da estação orbital, um dos últimos exemplos de cooperação activa entre Moscovo e países ocidentais.

“Uma bela noite sobre África na minha última noite na ISS”, observou no Twitter Anne McClain, de 40 anos, que fez duas saídas espaciais durante esta primeira missão.

Anne McClain @AstroAnnimal

A beautiful night pass over Africa on my last night on @Space_Station

Enquanto a ISS dava a volta à Terra em cerca de 90 minutos, o seu colega David Saint-Jacques, de 49 anos, foi capaz de maravilhar-se uma última vez com a visão do Canadá antes de voltar para casa: “British Columbia e Nunavik … vou ter saudades dessas grandes paisagens canadianas!”, escreveu também na mesma rede social o astronauta da Agência Espacial Canadiana (CSA).

David Saint-Jacques, que também realizou a sua primeira missão, ultrapassou o tempo recorde no espaço detido por outro canadiano: 204 dias, contra 187 cumpridos pelo compatriota Robert Thirsk.

ZAP // Lusa

Por Lusa
25 Junho, 2019

2183: Limpar o lixo espacial. Agência Europeia aposta em laser lançado de Tenerife

No espaço existe um milhão de detritos que põem em causa a localização da Estação Espacial Internacional e os satélites enviados. Para evitar estes perigos, está a ser estudada a hipótese de remover o lixo utilizando um laser lançado a partir de Tenerife.

© ESA

A Agência Espacial Europeia está a investigar um novo método para destruir toneladas de fragmentos de foguetões e de satélites antigos a orbitar à volta da Terra. Este passa por​​​​​​ disparar um laser a partir da estação terrestre localizada em Teide, Tenerife, nas ilhas Canárias, para identificar o lixo espacial e posteriormente removê-lo.

O telescópio, ainda sujeito a aprovação, será colocado a 2400 metros de altura na ilha de Tenerife e o laser deve rastrear fragmentos de detritos espaciais. Daqui a três ou quatro anos é esperado que venha a funcionar mesmo como um canhão para eliminá-los, pulverizando o lixo para o deslocar. O objectivo é “usar este tipo de instalação para desviar objectos para a atmosfera da Terra onde se vão desintegrar por causa do atrito”, indica Rafael Rebolo, director do Instituto de Astrofísica das ilhas Canárias, citado pelo jornal El País. O projecto custará 600 milhões de euros.

O governo australiano foi o primeiro promotor desta técnica, quando em 2014 financiou um projecto-piloto para desenvolver canhões a laser para limpar lixo espacial. Desde então, também os Estados Unidos e a China têm vindo a explorar esta hipótese.

Actualmente, existem quase um milhão de pedaços de lixo no espaço entre naves, sondas defuntas, restos de foguetões usados, parafusos e até pedaços de tinta soltos acumulados durante 60 anos de exploração espacial. Têm mais de um centímetro e chegam a atingir uma velocidade sete vezes superior à de uma bala.

Se nada for feito para limpar o espaço, os satélites correm o risco de ficar danificados ao colidirem com estes detritos e a Estação Espacial Internacional de sofrer algum incidente. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão. Por causa disto, a Estação Espacial Internacional já teve de mudar de lugar três vezes para escapar à rota de colisão com os detritos.

“Têm aumentado muito os detritos espaciais nos últimos anos e em algumas áreas corremos o risco de não conseguir fazer com que estes retornem depois da colisão com objectos que não conseguimos controlar”, explica Tim Flohrer da Agência Espacial Europeia.

Todos os anos são gastos cerca de 14 milhões de euros a desviar satélites para evitar a colisão com detritos espaciais.

Diário de Notícias
16 Junho 2019 — 12:25

2146: NASA abre Estação Espacial Internacional a turistas a partir de 2020

CIÊNCIA

NASA – A EEI – Estação Espacial Internacional

A NASA vai abrir uma das secções da Estação Espacial Internacional (EEI) para fins comerciais, que poderá ser visitada por turistas espaciais a partir de 2020, noticiou o portal The Verge esta sexta-feira.

“A Estação Espacial Internacional está aberta para negócios comerciais. Estamos a tornar o nosso laboratório acessível a todos os americanos”, pode ler-se na publicação da NASA.

A agência espacial norte-americana permitirá que o mesmo espaço seja utilizado para produzir filmes e anúncios, que terão o Espaço com segundo plano. Cada dia no espaço pode custar cerca de 35 mil euros.

A NASA instou ainda empresas privadas do sector espacial a propor ideias para futuros módulos e espaços residenciais para que no futuro possa ser acoplados à EEI.

As companhias interessadas terão a possibilidade de comprar um determinado período de tempo no espaço em causa para elaborar, promover ou testar os seus produtos a bordo da Estação Espacial Internacional. Para estes procedimentos, poderão recorrer aos serviços e astronautas da NASA ou levar uma equipa própria.

A decisão da NASA mostra uma mudança radical nas políticas da agência que durante muitos anos foi contra a comercialização da EEI. Até afora, a única forma de uma empresa privada enviar um produto para a EEI dependia de uma condição rígida: possuir determinado valo educacional ou a demonstrar uma nova tecnologia.

ZAP //

Por ZAP
9 Junho, 2019

2113: NASA mostra-lhe um pôr do sol inesquecível

© Twitter / @NASA A página de Twitter da agência espacial partilhou imagens captadas a partir da Estação Espacial Internacional.

Alguma vez pensou como seria assistir a um pôr do sol a partir da Estação Espacial Internacional? O vídeo partilhado pela NASA que pode ver abaixo é a sua melhor forma de saber e ter uma ideia do quão especial deve ser este acontecimento.

“A Estação Espacial é o sítio perfeito para ver um pôr do sol. Na verdade, a Estação orbita a Terra a cada 90 minutos, o que significa que este pôr do sol é na verdade um dos 16 que os residentes da Estação vêm num dia. Aproveitem a paisagem e vejam onde está a Estação”, pode ler-se na publicação de Twitter.

Mesmo com esta frequência, é difícil pensar que um pôr do sol como o que pode ver acima possa ser considerado um acontecimento aborrecido ou repetitivo.

msn notícias
Miguel Patinha Dias
04/06/2019



1984: Experiência no Espaço pode ajudar no desenvolvimento de novas terapias anti-envelhecimento

CIÊNCIA

(dr) Gianni Ciofani
Partículas nanoceria (verde) misturadas com células (azul)

A próxima experiência a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) testará os efeitos da micro-gravidade em células vivas misturadas com pequenas partículas de cerâmica.

Não há nenhuma fonte de jovialidade que nos faça voltar no tempo, mas talvez seja possível, no futuro, conter os estragos que a idade vai deixando para trás. Uma experiência da ESA, que acabou de chegar à Estação Espacial Internacional (EEI), testará as nano-partículas como uma forma viável de limpar o corpo dos radicais livres.

Se resultar, este mecanismo poderia ser capaz de prevenir alguns danos celulares associados ao envelhecimento e ajudar os astronautas a manterem-se saudáveis em missões espaciais de longo prazo.

Os materiais necessários para realizar a experiência, baptizada de “Experiência Nano Antioxidantes”, chegaram à estação espacial na manhã do dia 6 de maio, a bordo da cápsula SpaceX Dragon, de acordo com um comunicado divulgado pela ESA.

O objectivo central deste projecto que os cientistas têm em mãos é encontrar novas formas de estimular as células a combaterem influências negativas da micro-gravidade nos músculos e nos ossos dos astronautas durante missões de longa duração.

O bónus desta experiência é ainda mais irresistível: a mesma tecnologia poderia ser utilizada aqui na Terra para tratamentos em idosos e pessoas com doenças degenerativas dos músculos.

As nano-partículas de cerâmica fora desenvolvidas em laboratório e chamadas de “nanoceria”. Estas serão adicionadas a uma cultura de células vivas e mantidas à temperatura de 30ºC durante seis dias.

Segundo a Gizmodo, as nanoceria foram desenvolvidas para imitar a forma como as enzimas agem em organismos vivos e – caso a experiência funcione – proteger organismos contra os danos causados pelo stress oxidativo.

Gianni Ciofani, do Instituto de Tecnologia Italiano, está a fazer uso do ambiente de micro-gravidade próprio da Estação Espacial Internacional para estudar de que forma a ausência de peso influencia o desenvolvimento dessa cultura.

“Estes nano-materiais quimicamente desenvolvidos em laboratório são muito promissores na sua actividade antioxidante”, afirmou Ciofani. “As partículas podem proteger organismos de danos causados pelo stress oxidativo”, disse, acrescentando que “a nanotecnologia já tem sido estudada na Terra, mas sua aplicação no Espaço ainda está numa fase inicial”.

De acordo com a NASA, a equipa quer estudar o papel que a gravidade exerce na produção de espécies reactivas de oxigénio (ROS, em inglês), tanto a nível molecular como a nível celular. Uma abundância de ROS – também conhecidos como radicais livres – nas células pode danificar o ADN e as proteínas, levando a doenças relacionadas com o envelhecimento e, em alguns casos, à morte.

Os antioxidantes inibem o processo de oxidação, sendo capazes de prevenir os efeitos causados por essa acumulação de radicais livres.

Assim, os cientistas pretender expor metade da cultura de células (misturadas com as nanocerias) a condições micro-gravitacionais, enquanto a outra metade será exposta a uma gravidade simulada por uma centrífuga. Seis dias depois, as amostras serão armazenadas a -80°C para retornarem posteriormente à Terra.

Cá, serão comparadas às amostras da experiência semelhante realizada aqui na Terra, que serve assim de experiência controlo. Através da comparação, os cientistas conseguirão observar os efeitos únicos da micro-gravidade no crescimento de células em cultura.

No futuro, estes possíveis avanços poderiam resultar em terapias promissoras. A nanoceria tem o potencial de prevenir a atrofia muscular em astronautas, além de agir como uma terapia anti-envelhecimento para pessoas idosas ou vítimas de Parkinson e outras formas de atrofia muscular.

A Agência Espacial Europeia prevê ainda aplicações cosméticas, como “tratamentos para uma pele mais brilhante e jovem”.

ZAP //

Por ZAP
15 Maio, 2019


 

1967: “Biorreactor” de algas na Estação Espacial pode produzir oxigénio para os astronautas

CIÊNCIA

Não há dúvidas do empenho das agências espaciais para desenvolver métodos e produtos que nos ajudem a viver no espaço. Afinal, tal como repetiu por várias vezes o cosmólogo Stephen Hawking “a raça humana terá que sair da Terra para sobreviver”. Assim, estamos a viver em época de grandes inovações tecnológicas dedicadas à vida extraterrestre.

Os astronautas estão prestes a testar um novo dispositivo chamado “Photobiorecactor”. Este sistema usa algas vivas para converter dióxido de carbono em oxigénio respirável e produzir alimentos comestíveis.

Criado sistema de suporte de vida com recurso a algas

Os astronautas da Estação Espacial Internacional começaram a testar um biorreactor inovador. Assim, com recurso a algas, o sistema avaliará se este produto é viável em futuras missões espaciais de longa duração.

O biorreactor alimentado por algas, chamado Photobioreactor, representa um grande passo para a criação de um sistema de suporte de vida em circuito fechado. Desta forma, o dispositivo poderá um dia sustentar os astronautas sem missões de reabastecimento de carga da Terra. Isso será particularmente importante para futuras missões de longa duração na Lua ou em Marte, que exigem mais fornecimentos do que uma nave pode carregar, de acordo com uma declaração do Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

O Photobioreactor chegou à estação espacial na segunda-feira (6 de Maio) numa nave de carga SpaceX Dragon. A experiência é projectada para usar algas na conversão do dióxido de carbono exalado pelos astronautas na estação espacial em oxigénio e biomassa comestível através da fotossíntese.

Algas podem ser alimentação no Espaço

O Photobioreactor deverá trabalhar em conjunto com o sistema de reciclagem de ar físico-químico, ou Sistema Avançado de Malha Fechada (ACLS), que foi entregue à estação espacial em 2018. O ACLS extrai metano e água do dióxido de carbono na cabine da estação espacial. Por sua vez, as algas do fotobiorreactor usarão o dióxido de carbono restante para gerar oxigénio. Desta forma, será criada uma solução híbrida formalmente conhecida como PBR @ ACLS, de acordo com a declaração.

Com a primeira demonstração da abordagem híbrida, estamos mesmo na vanguarda quando se trata do futuro dos sistemas de suporte à vida. É claro que o uso destes sistemas é interessante principalmente para estações base planetárias ou para missões muito longas. Mas estas tecnologias não estarão disponíveis quando necessário se as fundações não forem estabelecidas hoje.

Referiu em comunicado Oliver Angerer, líder da equipa de Exploração e líder do projecto para o experimento Fotobiorreactor no DLR.

A experiência irá cultivar algas microscópicas chamadas Chlorella vulgaris a bordo da estação espacial. Além de produzir oxigénio, as algas também produzem uma biomassa nutricional que os astronautas podem comer.

Criar uma biomassa comestível a partir de dióxido de carbono dentro da nave significa que menos comida precisaria ser transportada ou entregue em missões espaciais. Além do mais, os investigadores estimam que cerca de 30% da comida de um astronauta pode ser substituída por algas devido ao seu alto teor de proteína, de acordo com a declaração.

pplware
12 Mai 2019

Imagem: DLR
Fonte: Space.com


 

1902: Vídeo mostra como é realmente difícil andar na Terra após 6 meses no Espaço

CIÊNCIA

(dr) Roscosmos

Drew Feustel conseguiu concretizar um sonho que muitos nunca terão oportunidade de realizar: ir ao Espaço. Mas, quando voltou, deparou-se com um verdadeiro desafio: caminhar.

O astronauta Drew Feustel passou 197 dias no Espaço – pouco mais de meio ano – a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI). Apesar de ser um sonho tornado realidade, a verdade é que os humanos não foram feitos para flutuar sem peso e passar tanto tempo em micro-gravidade.

Quando os nossos corpos não estão numa constante luta contra a força da gravidade, algo estranho pode acontecer. Os músculos podem atrofiar e podemos ainda perder muita densidade óssea.

Além disso, quando os astronautas retornam à Terra, o retorno à gravidade pode produzir uma vertigem muito severa à medida que o sentido de equilíbrio se reajusta.

Por esse motivo, movimentar é um desafio e uma tarefa muito mais difícil do que o que esperavam. Feustel publicou um vídeo no Twitter, em Dezembro do ano passado, que mostra essa dificuldade. O astronauta tropeça quando tenta andar apenas alguns passos em linha recta.

A Estação  Espacial, ciente desse obstáculo, está actualmente equipada com um número vasto de equipamentos para dar aos astronautas um treino de corpo inteiro. Os astronautas gastam, em média, duas horas por dia a treinar.

Esta solução foi concebida para mitigar a atrofia. No entanto, mesmo com o programa de exercícios actualmente em vigor, são necessários, pelo menos, três a quatro anos para que um astronauta recupere totalmente após um período de seis meses no Espaço.

Este é apenas um dos muitos desafios que os cientistas precisam de resolver para uma possível viagem a Marte. Quanto mais tempo de estadia, maior a perda de densidade óssea – a viagem ao Planeta Vermelho implica, pelo menos, seis meses em cada sentido.

De Março de 2015 a Março de 2016, os astronautas Scott Kelly da NASA e Mikhail Korniyenko de Roscosmos passaram 342 dias no Espaço para descobrirem mais sobre os efeitos na saúde de uma longa missão espacial. Como era de esperar, voltaram com o equilíbrio muito instável e um enorme desafio pela frente.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
28 Abril, 2019

 

1896: Há fungos tóxicos no Espaço (e ninguém sabe se são perigosos)

NASA

Fungos potencialmente perigosos estão a viver em estações e naves espaciais – mas não se sabe se são prejudiciais para os astronautas.

Essa é a conclusão de um novo estudo publicado em 11 de Abril na revista Astrobiology, revendo o que é sabido sobre as micotoxinas – compostos fúngicos que podem prejudicar os seres humanos – no espaço.

A Terra está repleta de habitantes microscópicos, como bactérias e fungos unicelulares. Portanto, não é de surpreender que tenham conseguido apanhar a boleia com os humanos a bordo da Estação Espacial Internacional e de outras naves espaciais.

Embora os cientistas tenham feito uma boa quantidade de estudos sobre bactérias no espaço, os fungos continuam relativamente pouco estudados. Parte da razão é que estes primos de cogumelos microbianos normalmente causam problemas de saúde apenas em pessoas que vivem sob condições stressantes ou que têm sistemas imunológicos severamente comprometidos.

Mas o stress prolongado do voo espacial mostrou afectar o sistema imunológico dos astronautas. Portanto, uma equipa da Universidade de Ghent, na Bélgica, questionou a forma como os fungos podem afectar a saúde dos astronautas. Numa revisão da literatura científica, o pouco que surgiu foi principalmente relacionado com a detecção de diferentes espécies de fungos.

“Mas sobre as micotoxinas não encontrámos quase nada“, disse Sarah de Saeger, cientista farmacêutica da Universidade de Ghent e co-autora do novo artigo.

Isto é problemático porque os fungos específicos que foram encontrados em naves espaciais, como Aspergillus flavus e membros do género Alternaria, são conhecidos por produzir compostos carcinógenos e imuno-depressivos e as moléculas geralmente formam-se quando os fungos estão stressados. Ainda não se sabe se os astronautas estão a ser afectados por essas toxinas.

A equipa de De Saeger recomenda que as agências espaciais realizem um melhor trabalho na detecção e pesquisa de micotoxinas em naves. Em particular, sugerem que novos métodos devem ser desenvolvidos para monitorizar as superfícies e atmosferas de naves. Actualmente, a maioria das detecções de fungos é feita enviando amostras de volta aos laboratórios da Terra, mas isso não será possível em missões de longa duração, como um voo tripulado para Marte.

De Saeger salientou que a presença de micotoxinas não significa necessariamente perigo para os astronautas. Na Terra, as pessoas estão frequentemente expostas a estes compostos, mas a sua contribuição específica para diferentes doenças nem sempre é fácil de perceber. Por outro lado, ninguém sabe como os fungos podem crescer e evoluir no ambiente fechado de uma missão espacial duradoura.

“Acredito que a maior mensagem é que os fungos e as bactérias são parte integrante dos corpos humanos”, disse Adriana Blachowicz, que investigou fungos na Estação Espacial Internacional, mas não participou do estudo. “Onde quer que vamos, fungos e bactérias seguirão-nos.”

As bactérias têm-se mostrado mais virulentas no espaço, e por isso há alguma preocupação de que os fungos também possam ser.

ZAP // Live Science

Por ZAP
27 Abril, 2019