3434: SpaceX prepara primeira missão tripulada ao espaço para 7 de Maio

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

Elon Musk já tinha partilhado a previsão de uma missão tripulada da SpaceX acontecer entre Abril e Junho. Novos indícios apontam agora para esta experiência acontecer no início de Maio

A primeira missão tripulada da SpaceX poderá acontecer dentro de poucos meses. Eric Berger, editor do ArsTechnica, escreve no Twitter que a Demo 2 da Dragon está prevista para 7 de Maio, embora adiante que há variáveis não relacionadas com o hardware que podem fazer a data oscilar para fins de Abril ou mais para a frente, ainda em Maio.

Eric Berger @SciGuySpace

Working date for SpaceX’s Demo-2 launch is May 7. Dragon is in good shape.

Launch date is fluid and mission may move into late April, or push later into May depending on a number of variables not hardware related. No final decision yet on duration.

A cápsula Crew Dragon está quase a celebrar um ano sobre a data histórica em que atingiu a Estação Espacial Internacional, em Março do ano passado, com a Demo 1. Outras marcas relevantes aconteceram em Janeiro, quando a SpaceX conseguiu testar um mecanismo de expulsão para afastar a cápsula do foguetão Rocket 9 se algo correr mal durante o lançamento e no ano passado quando se fizeram vários testes aos motores sem registo de qualquer explosão.

As autoridades dos EUA emitiram um relatório onde conferem que o programa comercial da SpaceX está a evoluir favoravelmente e que a cápsula Crew Dragon vai estar pronta para operar três meses mais cedo do que o antecipado.

Com este histórico, tudo parece apontar para que a SpaceX esteja pronta para lançar a sua primeira missão tripulada ao espaço, naquele que será mais um feito histórico.

Exame Informática
11.02.2020 às 11h18

 

spacenews

 

3374: SpaceX prepara, com a NASA, um teste de emergência à sua cápsula Crew Dragon

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

Os objectivos da SpaceX continuam bem sólidos e, em conjunto com a NASA, prepara agora um teste de emergência à sua cápsula Crew Dragon. Com o teste, deverão ser alcançados progressos na missão de levar astronautas norte-americanos à ISS sem precisar de colaboração da Rússia.

O teste será feito nos próximos dias na Florida, anunciou a empresa liderada por Elon Musk.

A Crew Dragon é a cápsula da SpaceX que foi concebida para transportar humanos para o Espaço. Numa primeira fase, a missão passa por levar astronautas até à Estação Espacial Internacional (ISS), mas o seu desenvolvimento ainda não acabou.

Com uma capacidade para até sete pessoas, nos moldes actuais, esta cápsula foi desenvolvida no âmbito do projecto Commercial Crew Program da NASA. Assim sendo, a agência norte-americana colabora com a SpaceX nos testes realizados.

Elon Musk está bastante confiante no seu projecto. A confiança é tal que o CEO da SpaceX já partilhou a sua visão de como será um missão até à ISS.

Teste de emergência à Crew Dragon da SpaceX será feito em breve

A empresa de Elon Musk, ao longo de 2019, efectuou vários testes à sua cápsula. Os testes efectuados estudam sempre elementos específicos de cada vez, de modo a garantir que no final tudo funciona como é plenamente suposto.

Após o teste em Abril que não correu nada bem, a SpaceX tem conseguido desenvolvimentos interessantes. Estes serão elevados a um novo nível já no próximo sábado, dia 18 de Janeiro às 13:00 – hora de Lisboa.

SpaceX @SpaceX

Static fire of Falcon 9 complete – targeting January 18 for an in-flight demonstration of Crew Dragon’s launch escape system, which will verify the spacecraft’s ability to carry astronauts to safety in the unlikely event of an emergency during ascent

A NASA e a SpaceX planeiam testar os mecanismos de segurança que a cápsula Crew Dragon tem em casos de emergência. Como o nome indica, estes mecanismos são accionados caso a operação corra mal. Neste caso em específico, serão testados os mecanismos para o lançamento.

Caso tudo corra como suposto, a empresa de Elon Musk dá assim um passo importante na sua ambição de, em conjunto com a NASA, levar astronautas para a ISS num futuro próximo.

A empresa de Elon Musk pode ainda revolucionar a distribuição de Internet

Satélite ligados por laser podem fornecer “Internet a partir do espaço”

Com o acesso mais “barato” ao espaço, são muitos os projectos para ampliar um rede de serviços hoje existentes a partir da Terra. Nesse sentido, há uma nova concepção que poderá trazer uma nova … Continue a le

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15 Jan 2020

3351: As primeiras bolachas preparadas no Espaço já chegaram à Terra

CIÊNCIA/EEI

(dr) NASA
As primeiras “bolachas espaciais”

As primeiras bolachas preparadas no Espaço, a partir da Estação Espacial Internacional (EEI), estão de volta à Terra para serem analisadas pelos cientistas.

As bolachas (com pepitas de chocolate, caso se esteja a perguntar) foram preparadas pelos astronautas da Estação Espacial Internacional (EEI) mesmo antes do Natal, depois de, em Novembro do ano passado, terem recebido um forno incomum.

Coube à astronauta Christina Koch — que recentemente ganhou o estatuto de mulher que mais tempo passou no Espaço — dar a novidade, tendo partilhado uma fotografia na sua conta do Twitter com uma dessas bolachas e o astronauta italiano Luca Parmitano.

“Fizemos bolachas espaciais e leite para o Pai Natal este ano”, escreveu a astronauta norte-americana nessa publicação, com data de 26 de Dezembro.

Christina H Koch @Astro_Christina

We made space cookies and milk for Santa this year. Happy holidays from the @Space_Station!


6.633 15:31 – 26 de dez de 2019

Infelizmente, escreve o IFLScience, nem os astronautas nem o Pai Natal tiveram a oportunidade de experimentar esta “iguaria espacial”, uma vez que fazia parte de uma experiência científica para ver se é possível cozer coisas no Espaço.

A Space X efectuou o transporte das bolachas, esta terça-feira, através da aeronave Dragon, que tinha atracado na EEI um mês antes.

As bolachas foram preparadas com a massa fornecida pela DoubleTree, que já tinha já sido levada para a EEI, e assadas no Zero G Kitchen Space Oven, protótipo criado pela Zero G Kitchen e pela Nanoracks.

O objectivo do projecto é tentar fazer com que as futuras viagens espaciais de longa duração sejam mais confortáveis e agradáveis para os astronautas, mas também fornecer informações sobre o efeito da micro-gravidade no processo de assar alimentos.

ZAP //

Por ZAP
10 Janeiro, 2020

spacenews

 

3323: SpaceX mostra como será a missão que está a preparar desde 2012

CIÊNCIA/ESPAÇO/SPACE X

A SpaceX, fabricante de foguetões do empresário Elon Musk, está a preparar-se para tornar realidade o seu projecto de transportar astronautas para o Espaço.

Na passada segunda-feira, a empresa publicou um vídeo no qual é possível observar uma simulação em computador do primeiro voo de um astronauta, que deverá ser realizado em 2020. “A SpaceX mostrará em breve a capacidade da Crew Dragon de levar com segurança e confiabilidade os astronautas de e para a Estação Espacial Internacional”, disse a empresa.

Na gravação, vê-se dois astronautas que embarcam na nave espacial Crew Dragon. Uma das principais funções da Crew Dragon será levar astronautas para a Estação Espacial Internacional. Nesse sentido, a SpaceX usará o seu foguetão Falcon 9 para impulsionar a Crew Dragon para fora do nosso planeta.

No vídeo, após um acoplamento bem-sucedido à Estação Espacial Internacional, o dispositivo separa-se e regressa à Terra.

Antes do vídeo aparecer na conta da SpaceX no YouTube, o fundador da empresa, Elon Musk, postou uma parte do vídeo na sua conta do Twitter. “A simulação do primeiro voo tripulado do Falcon 9/Dragon 2020”, escreveu.

Elon Musk @elonmusk

Simulation of first crewed flight of Falcon 9 / Dragon 2020 @NASA

Há oito anos, em Janeiro de 2012, Musk publicou um vídeo a mostrar a simulação de um voo doo foguetão Falcon 9 com a sonda Dragon. “Oito anos depois, a simulação é praticamente real“, respondeu Musk a esse post.

Em Outubro, Elon Musk e Jim Bridenstine, administrador da NASA, disseram que a sua ideia de levar astronautas para o Espaço a partir do território dos Estados Unidos ainda estava em andamento e que poderia ser concluído no início de 2020.

No entanto, alertaram que ainda há trabalho crítico a ser feito, mas, ainda assim, tinham a certeza de que haveria um lançamento em breve. “Se tudo correr conforme o planeado, será no primeiro trimestre do próximo ano“, disse o administrador da NASA.

Espera-se que a primeira viagem desta missão seja feita pelos astronautas Bob Behnken e Doug Hurley.

A Crew Dragon é uma nave espacial completamente autónoma que foi desenvolvida para levar até sete astronautas para a Estação Espacial Internacional e outros destinos. A nave pode ser monitorizada e controlada pela tripulação e pelo centro de controlo da SpaceX, na Califórnia, nos Estados Unidos.

ZAP //

Por ZAP
6 Janeiro, 2020

spacenews

 

3318: Astronautas brincaram com fogo no Espaço (e descobriram que é mais perigoso do que na Terra)

CIÊNCIA/EEI/ESPAÇO

SXC

Brincar com fogo pode ser perigoso na Terra – mas pode ser ainda mais se estivermos confinados numa cápsula espacial a flutuar a 400 quilómetros acima do nosso planeta.

Na semana passada, os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) acenderam intencionalmente uma série de labaredas numa investigação para estudar o comportamento das chamas em gravidade zero.

Segundo os cientistas por trás da experiência, chamada Confined Combustion, o estudo ajudará a melhorar a segurança contra incêndios na EEI e em futuras missões lunares, ajudando a prever a forma como um incêndio pode progredir em condições de baixa gravidade.

Paul Ferkul, da Universities Space Research Association, que está a trabalhar no projecto, disse, em declarações ao jornal britânico The Guardian, que “este é o objectivo imediato e mais prático, já que a NASA pode usar o conhecimento para melhorar a selecção de materiais e estratégias de segurança contra incêndio”.

Na Terra, a gravidade puxa o ar mais denso e frio para a base da chama, deslocando o ar quente, que sobe. O processo fornece oxigénio fresco ao fogo e o fluxo ascendente de ar quente confere à chama a sua forma característica de lágrima.

Por outro lado, na gravidade zero, as chamas podem ser esféricas ou podem ser alongadas por fluxos externos de ar. “A remoção da gravidade elimina a convecção natural. O ar quente não está a subir porque não existe”, disse Ferkul.

As experiências, que começaram na véspera de Natal, envolvem um ventilador a soprar ar através da caixa para fornecer oxigénio. As experiência estão a testar dois combustíveis – tecido composto de algodão e fibra de vidro e folhas de plástico acrílico transparente – e a testar a forma como diferentes fluxos de ar e tamanhos de caixa alteram as taxas de combustão.

Os fogos são acesos numa caixa dentro de uma caixa para garantir a segurança. Nos 15 experimentos realizados até agora, a chama ardeu durante um a 22 minutos.

NASA
Comportamento de uma chama no Espaço

Trabalhos anteriores da mesma equipa revelaram que, contrariamente às expectativas, alguns materiais seriam mais inflamáveis ​​na Lua devido à menor flutuabilidade. Isto ocorre porque, para alguns materiais, o fluxo de convecção é tão rápido que extingue a chama na Terra.

No entanto, quando transferido para a Lua, o fluxo pode atingir um ponto ideal, onde é suficientemente rápido para absorver oxigénio fresco, mas não tão rápido que o fogo é apagado.

“Viver na lua será um ambiente diferente da EEI e da Terra e os incêndios comportar-se-ão de forma diferente lá”, disse Ferkul. “Há razões para acreditar que os incêndios podem ser mais perigosos na Lua do que na Terra”.

As experiências são projectadas para fornecer melhores previsões sobre a forma como os diferentes materiais se comportam em ambientes de baixa gravidade.

ZAP //

Por ZAP
6 Janeiro, 2020

spacenews

 

3308: Pela primeira vez, astronauta em órbita tratado a uma trombose a partir da Terra

CIÊNCIA/EEI/SAÚDE

NASA
Astronauta Mike Hopkins no exterior da Estação Espacial Internacional (ISS)

Um astronauta norte-americano teve de ser tratado a uma trombose venosa profunda na Estação Espacial Internacional (EEI), um caso inédito revelado por um dos médicos que assistiram o doente a partir da Terra.

O caso, descrito na publicação New England Journal of Medicine e hoje citado pela agência noticiosa espanhola Efe, ocorreu quando o astronauta, cuja identidade foi omitida para respeitar a sua privacidade, estava há dois meses na EEI para cumprir uma missão de meio ano.

É a primeira vez que é detectada uma trombose venosa profunda – formação de coágulos sanguíneos numa veia – num astronauta em órbita, pelo que não havia um método estabelecido para tratar o problema em condições de micro-gravidade, indicou em comunicado a Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, à qual está associado o médico Stephan Moll, um dos clínicos que acompanharam o caso.

Na situação em apreço, o astronauta tinha um coágulo sanguíneo na veia jugular (do pescoço), tendo-lhe sido administrado um anticoagulante, que foi enviado por uma nave de transporte de carga dada a escassez do fármaco a bordo da EEI.

O tratamento durou três meses, período em que o doente realizou ecografias ao pescoço sob a orientação de uma equipa de radiologia que estava na Terra. As comunicações entre o astronauta e o médico Stephan Moll faziam-se por correio electrónico e telefone.

Depois de regressar à Terra, o astronauta teve de suspender o tratamento durante quatro dias devido à grande exigência física da viagem. Depois disso, não necessitou de mais medicação.

A trombose venosa profunda do astronauta era assintomática, pelo que foi detectada por acaso quando usava ultra-sons para uma experiência sobre a redistribuição dos fluidos corporais em ambiente de micro-gravidade.

O médico Stephan Moll, o único que não era da agência espacial norte-americana (NASA), considera que o caso levanta perguntas às quais é preciso dar resposta, sobretudo quando se pensa em missões espaciais humanas mais prolongadas, como regressar à Lua ou ir a Marte: O risco de trombose venosa profunda no espaço é elevado? Como minimizá-lo?

ZAP // Lusa

Por Lusa
3 Janeiro, 2020

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3294: Astronauta da NASA bate recorde. É a mulher que mais tempo passou no Espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO

Christina Koch / Twitter
A astronauta da NASA Christina Koch

A astronauta norte-americana tornou-se, no último sábado, a mulher a passar mais tempo no Espaço, depois de ter ultrapassado a marca dos 288 dias a bordo da Estação Espacial Internacional.

2019 foi um ano e peras para a astronauta Christina Koch. Depois de ter feito história, em Outubro, quando esteve no primeiro passeio espacial exclusivamente feminino com a colega Jessica Meir, este sábado, tornou-se a mulher a passar mais tempo no Espaço.

Nesse dia, a astronauta norte-americana da NASA celebrou o seu 288.º dia a bordo da Estação Espacial Internacional. O anterior recorde, conseguido em 2017, pertencia à antiga astronauta Peggy Whitson.

“Os recordes existem para ser quebrados. É um sinal de progresso“, escreveu Whitson na sua conta do Twitter.

“Ter a oportunidade de ficar aqui por tanto tempo é realmente uma honra. A Peggy é uma das minhas heroínas e também teve a gentileza de me orientar ao longo dos anos, por isso é um lembrete para eu retribuir quando voltar”, disse Koch, citada pelo site Space.

Peggy Whitson @AstroPeggy

Records are made to be broken…it is a sign of progress! Congrats @Astro_Christina! https://twitter.com/Space_Station/status/1210953554803994626 

Intl. Space Station @Space_Station

NEW RECORD! NASA astronaut @Astro_Christina now has a place in the record books for the longest single spaceflight by a woman, eclipsing former NASA astronaut Peggy Whitson’s record of 288 days. @AstroPeggy went back to zero gravity to say #CongratsChristina.

Segundo o Science Alert, Kock ainda está longe de regressar a casa. Se tudo correr como previsto, isso só irá acontecer em Fevereiro de 2020, o que significa que terá estado um total de 328 dias no Espaço.

A astronauta começou a sua missão espacial no dia 14 de Março e a ideia era ficar na EEI durante seis meses. No entanto, a NASA estendeu a sua estadia, em parte para recolher mais dados sobre os efeitos dos voos espaciais de longa duração.

“É uma coisa maravilhosa para a ciência. Vemos outro aspecto de como o corpo humano é afectado pela micro-gravidade a longo prazo. Isso é realmente importante para os nossos planos futuros, não só na Lua mas também em Marte”, disse a astronauta.

Se passar os 328 dias no Espaço, Koch ficará a apenas 12 dias do recorde de Scott Kelly, que entre 2015 e 2016 passou 340 dias na EEI.

“Gosto de pensar no recorde não tanto sobre quantos dias estamos aqui, mas o que trazemos para cada dia, logo é outro grande lembrete para tentar fazer o nosso melhor“.

No entanto, o recorde do maior voo espacial da História — homem ou mulher — pertence ao cosmonauta russo Valery Polyakov, que passou 438 dias consecutivos a bordo da Mir.

ZAP //

Por ZAP
1 Janeiro, 2020

 

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3211: Nova tecnologia russa permite chegar à Estação Espacial Internacional em tempo recorde

CIÊNCIA

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

Engenheiros aeroespaciais russos desenvolveram uma nova tecnologia que vai permitir que a nave Soyuz chegue à Estação Espacial Internacional três vezes mais rápido, optimizando o consumo de combustível e minimizando o impacto nos astronautas. 

Os testes do novo método vão começar a partir de 2020, de acordo com a Roscosmos, agência espacial russa. A inovação reduz a quantidade de órbitas que a sonda precisa de fazer ao redor da Terra antes de chegar à EEI. O esquema actual demora até dois dias para a aproximação e, mesmo em lançamentos acelerados, demora seis horas a concluir várias órbitas em todo o planeta.

Para aumentar a eficiência da Soyuz, especialistas da Corporação de Energia Espacial e de Foguetes (RKK Energiya) criaram um método de aproximação que requer apenas uma rotação ao redor da Terra. Dessa forma, espera-se reduzir o tempo de voo para aproximadamente duas horas, o que pode economizar um volume significativo de combustível e outros recursos necessários para cada missão.

A nova tecnologia, de acordo com o Russia Today, também reduzirá significativamente o tempo que a equipa deverá gastar dentro do espaço reduzido da cápsula. Também permitirá o envio rápido de biomateriais para várias experiências científicas a bordo da EEI.

Anteriormente, a Roscosmos apontou que, actualmente, um esquema de duas órbitas com navios não tripulados já é praticado, em vez das habituais quatro rotações. O esquema de órbita única será implementado nos próximos 2 ou 3 anos.

Estima-se que a latitude do novo cosmódromo russo Vostochny será mais conveniente para este tipo de lançamento em comparação com o de Baikonur, no Cazaquistão.

Especialistas dizem que a nova tecnologia será essencial no programa de exploração lunar da Rússia e que também poderá ser usada para realizar missões de resgate espacial em situações em que o tempo é um factor crítico.

ZAP //

Por ZAP
17 Dezembro, 2019

 

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3142: NASA vai criar um “hotel” para robôs no espaço

CIÊNCIA

NASA’s Marshall Space Flight Center / Flickr

A National Aeronautics and Space Administration (NASA) vai enviar um “hotel de robôs” para a Estação Espacial Internacional, o que poderá acontecer já na próxima missão de reabastecimento, com o lançamento do foguetão Falcon 9 da SpaceX, esta quarta-feira à tarde.

Segundo informou o Tech Crunch, o “hotel-robô” é formalmente conhecido como “Robotic Tool Stowage” (ou RiTS). Trata-se de um espaço de estacionamento para robôs que não estão em uso, protegendo-os de potenciais perigos apresentados no espaço, incluindo a exposição à radiação ou serem atingidos por meteoros ou detritos.

Os primeiros convidados serão dois robôs Robotic External Leak Locators (RELL), responsáveis por encontrar falahas na parte externa da Estação Espacial Internacional.

No passado, estes robôs eram armazenados dentro da estação quando não estavam em uso, mas, como referiu o Tech Crunch, esse “espaço é muito valioso”, ficando assim disponível para guardar outros equipamentos e para ser utilizado pelos astronautas.

Além disso, os robôs precisam ser calibrados antes de serem enviados para realizar o seu trabalho, um processo que leva 12 horas. Como o novo ambiente de armazenamento já será externo, será mais fácil e rápido recuperá-los e configurá-los, indicou o Tech Crunch.

ZAP //

Por ZAP
4 Dezembro, 2019

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3059: Pela primeira vez, uma astronauta corrige página da Wikipédia a partir do Espaço

CIÊNCIA

NASA’s Marshall Space Flight Center / Flickr

Pela primeira vez na história da Humanidade, a astronauta norte-americana Christina H. Koch fez a edição de uma página da Wikipédia na Internet a partir da Estação Espacial Internacional (EEI), enquanto orbitava o planeta Terra.

A novidade foi revelada por outra astronauta, Daren Welsh, através de uma mensagem publicada na rede social Twitter.

Christina H. Koch fez uma edição numa página da enciclopédia online Wikipédia em que estão listados os passeios espaciais realizados desde 2015. De acordo com a Renascença, a astronauta corrigiu alguns pormenores na descrição de tarefas realizadas durante uma saída da EEI, indica a página da Wikipédia.

Wikipedia @Wikipedia

No gravity is required to edit Wikipedia. Eat your heart out, Issac Newton. https://twitter.com/darenwelsh/status/1196143829591711744 

Daren Welsh @darenwelsh

Today, @Astro_Christina made the first confirmed edit to @Wikipedia FROM SPACE while aboard the @Space_Station! https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=List_of_spacewalks_since_2015&diff=prev&oldid=926631603 @NASA @NASA_Astronauts @Wikimedia @mediawiki

A famosa enciclopédia online também assinalou a ocasião com uma mensagem no Twitter. “Não é preciso gravidade para editar a Wikipédia. “Rói-te de inveja, Isaac Newton”.

Licenciada em engenharia electrotécnica e física, a norte-americana partiu para a Estação Espacial Internacional a 4 de Março deste ano. Meses depois, a 18 de Outubro Koch e a colega Jessica Meir realizaram o primeiro passeio espacial realizado apenas por mulheres.

Em seis décadas e meia de exploração espacial com tripulantes, 15 mulheres participaram em 221 destes passeios orbitais, mas desde que, em 1984, a soviética Svetlana Savistskaya foi a primeira mulher a sair de uma nave – acompanhada pelo cosmonauta Vladimir Dzhanibekov – todas as tarefas femininas no exterior contaram com participação masculina.

A primeira saída para o espaço de duas mulheres estava programada para março e nela deveria participar a astronauta Anne McClain, mas a agência espacial norte-americana NASA alegou então que não tinha fatos espaciais adequados para duas mulheres.

A caminhada espacial é uma das tarefas mais perigosas das quais um astronauta participará durante o seu tempo a bordo da ISS. Cada um deles dura cerca de 6,5 horas, enquanto o astronauta permanece preso à nave espacial para não flutuar. Os astronautas usam pequenas unidades do tamanho de mochilas completas com propulsores a jacto operados por um joystick para ajudá-los a movimentar-se com segurança.

Das cerca de 500 pessoas que já estiveram no espaço, menos de 11% eram mulheres. Todas as caminhadas espaciais até o momento envolveram equipas consistindo exclusivamente de homens ou equipas envolvendo homens e mulheres.

ZAP //

Por ZAP
19 Novembro, 2019

 

3018: NICER avista explosão recorde de raios-X

CIÊNCIA

Ilustração que mostra uma explosão de raios-X do Tipo I. A explosão expele primeiro a camada de hidrogénio, que se expande e acaba por se dissipar. Em seguida, a radiação cresce até ao ponto em que liberta a camada de hélio, que ultrapassa a camada de hidrogénio. Alguns dos raios-X emitidos na explosão são espalhados para o disco de acreção. A bola de fogo arrefece rapidamente e o hélio assenta novamente para a superfície.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Chris Smith(USRA)

O telescópio NICER (Neutron star Interior Composition Explorer) da NASA, na Estação Espacial Internacional, detectou um pico repentino de raios-X por volta das 22:04 do dia 20 de Agosto. A explosão foi provocada por um enorme flash termonuclear à superfície de um pulsar, os remanescentes esmagados de uma estrela que há muito tempo explodiu como super-nova.

O surto de raios-X, o mais brilhante visto até agora pelo NICER, veio de um objecto chamado SAX J1808.4-3658, ou J1808 para abreviar. As observações revelam muitos fenómenos que nunca foram vistos juntos numa única explosão. Além disso, o surto em diminuição aumentou novamente e brevemente de brilho por razões que os astrónomos ainda não conseguem explicar.

“Esta explosão foi notável,” disse o investigador Peter Bult, astrofísico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland e da Universidade de Maryland em College Park. “Vemos uma mudança de brilho em duas etapas, que pensamos ser provocada pela libertação de camadas separadas da superfície do pulsar e outras características que nos ajudarão a descodificar a física destes eventos poderosos.”

A explosão, que os astrónomos classificam como uma explosão de raios-X do Tipo I, libertou tanta energia em 20 segundos quanto o Sol em quase 10 dias. Os detalhes que o NICER capturou desta erupção recorde ajudarão os astrónomos a entender melhor os processos físicos que impulsionam surtos termo-nucleares deste e de outros pulsares explosivos.

Os pulsares são uma espécie de estrela de neutrões, o núcleo compacto deixado para trás quando uma estrela massiva fica sem combustível, colapsa sob si própria e explode. Os pulsares podem girar rapidamente e hospedar pontos quentes emissores de raios-X nos seus pólos magnéticos. À medida que o objecto gira, varre os seus pontos quentes na nossa linha de visão, produzindo pulsos regulares de radiação altamente energética.

J1808 está localizado a mais ou menos 11.000 anos-luz de distância na direcção da constelação de Sagitário. Gira 401 vezes por segundo e é membro de um sistema binário. A sua companheira é uma anã castanha, um objecto maior do que um planeta gigante gasoso, mas pequeno demais para ser uma estrela. Um fluxo constante de hidrogénio gasoso flui da companheira para a estrela de neutrões e acumula-se numa vasta estrutura de armazenamento chamada disco de acreção.

O gás nos discos de acreção não se move para dentro facilmente. Mas a cada poucos anos, os discos em redor de pulsares como J1808 tornam-se tão densos que uma grande quantidade de gás é ionizado ou despojado dos seus electrões. Isto dificulta a movimentação da luz pelo disco. A energia aprisionada inicia um processo descontrolado de aquecimento e ionização que retém ainda mais energia. O gás torna-se mais resistente ao fluxo e começa a espiralar para dentro, caindo finalmente no pulsar.

A “chuva” de hidrogénio até à superfície forma um “mar” global quente e cada vez mais profundo. Na base desta camada, as temperaturas e as pressões aumentam até que os núcleos do hidrogénio se fundem para formar núcleos de hélio, o que produz energia – um processo em funcionamento no núcleo do nosso Sol.

“O hélio acumula-se e cria a sua própria camada,” disse Zaven Arzoumanian, vice-investigador principal do NICER e co-autor do artigo. “Quando a camada de hélio tem alguns metros de profundidade, as condições permitem que os núcleos de hélio se fundam em carbono. Então, o hélio entra em erupção explosiva e lança uma bola de fogo termonuclear por toda a superfície do pulsar.”

Os astrónomos empregam um conceito chamado limite de Eddington – em honra ao astrofísico inglês Sir Arthur Eddington – para descrever a intensidade máxima de radiação que uma estrela pode ter antes que a radiação faça com que se expanda. Este ponto depende fortemente da composição do material acima da fonte de emissão.

“O nosso estudo explora este conceito de longa data de uma nova maneira,” disse o co-autor Deepto Chakrabarty, professor de física no MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Cambridge. “Aparentemente, estamos a ver o limite de Eddington para duas composições diferentes na mesma explosão de raios-X. Esta é uma maneira muito poderosa e directa de acompanhar as reacções de queima nuclear subjacentes ao evento.”

Ao início da explosão, os dados do NICER mostram que o brilho dos raios-X diminuiu durante quase um segundo antes de aumentar novamente num ritmo mais lento. Os cientistas interpretam esta “paralisação” como o momento em que a energia da explosão se acumulou o suficiente para fazer explodir a camada de hidrogénio do pulsar para o espaço.

A bola de fogo continuou a crescer por mais dois segundos e, em seguida, atingiu o seu pico, explodindo a camada de hélio mais massiva. O hélio expandiu-se mais rapidamente, ultrapassou a camada de hidrogénio antes que pudesse dissipar-se e, em seguida, diminuiu de velocidade, parou e assentou-se à superfície do pulsar. Após esta fase, o pulsar aumentou novamente de brilho, cerca de 20%, mas apenas brevemente, por razões que a equipa ainda não entende.

Durante esta recente actividade de J1808, o NICER detectou outra explosão de raios-X, muito mais fraca, que não exibiu nenhuma das principais características observadas no evento de 20 de Agosto.

Além de detectar a expansão de diferentes camadas, as observações da explosão pelo NICER revelam raios-X reflectidos pelo disco de acreção e registam o piscar das “oscilações de rajada” – sinais de raios-X que aumentam e diminuem na frequência de rotação do pulsar, mas que ocorrem em locais da superfície diferentes dos pontos quentes responsáveis pelos seus pulsos normais de raios-X.

O artigo que descreve estas descobertas foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters e está disponível online.

Astronomia On-line
12 de Novembro de 2019

 

2966: Astronautas vão preparar bolachas a bordo da EEI graças a um forno incomum

CIÊNCIA

Em breve, a tripulação da Estação Espacial Internacional (EEI) poderá preparar as suas próprias bolachas a bordo do laboratório orbital, noticia a AP.

De acordo com a agência noticiosa, no passado sábado foi lançado o foguete Antares a partir da instalação de voo Wallops da NASA, localizada no estado norte-americano da Virgínia, com o objectivo de colocar em órbita um módulo de carga Cygnus.

A carga desta nave espacial incluiu um pequeno e incomum forno eléctrico – o Zero G Kitchen Space Oven -, projectado especialmente para operar em ambientes com gravidade zero, que vai permitir aos astronautas que possam cozinhar as suas próprias bolachas.

Nota a AP que a massa para cinco bolachas de chocolate tinha já sido levada para a EEI. Contudo, este pequeno forno apenas poderá preparar uma bolacha de cada vez.

O forno Zero G é capaz de atingir uma temperatura máxima de 177℃, o dobro da temperatura dos aparelhos actualmente utilizados na EEI para aquecer alimentos.

Estima-se que sejam necessários entre 15 a 20 minutos para assar uma bolacha a 163ºC. Devido à ausência de gravidade, escreve ainda a agência, as bolachas podem, no final, assemelhar-se a uma mini-panqueca. Três das cinco bolachas assadas no Espaço serão enviadas para a Terra para serem analisadas.

“Estás no Espaço. Quer dizer, queres sentir o cheiro de bolachas”, disse à AP Jordana Fichtenbaum da Zero G Kitchen, que é especialista em redes sociais.

“Para mim, a cozinha é realmente o coração da casa e o forno é onde [o coração] está. Queremos apenas tornar o Espaço mais confortável e agradável – e delicioso”, apontou, referindo que a receita que será preparada no Espaço será a mesma encontrada na Terra.

A agência espacial norte-americana frisa ainda que o novo forno não servirá apenas para assar bolachas. O aparelho faz parte de um procedimento maior que visa “fornecer informações sobre o efeito da micro-gravidade no processo de assar [alimentos], bem como informações sobre propriedades básicas de transferência de calor em ambientes de micro-gravidade”, pode ler-se no site oficial da NASA.

O estudo visa ainda explorar as questões de segurança e as implicações associadas à preparação de alimentos no Espaço. Por outro lado, os astronautas vão ainda beneficiar do procedimento, uma vez que vão “experimentar os benefícios psicológicos e fisiológicos” relacionados com a ingestão de comidas saborosas e familiares.

ZAP //

Por ZAP
5 Novembro, 2019

 

2868: Português coordena parte da primeira caminhada espacial 100% feminina

CIÊNCIA

Christina Koch e Jessica Meir, astronautas norte-americanas da NASA que fizeram a primeira spacewalk totalmente feminina Crédito: NASA

Chama-se João Lousada e além de astronauta análogo (em terra), tornou-se recentemente no primeiro director de voo português da Estação Espacial. Esta sexta-feira coordenou parte da histórica missão que envolveu a primeira caminhada espacial totalmente feminina.

“Foi verdadeiramente especial estar na consola, para um marco tão importante na história do voo espacial: a primeira caminhada espacial totalmente feminina com Christina Koch e Jessica Meir, que incluiu uma nova peça na Columbus [a área científica da Estação Espacial] para permitir mais experiências no futuro”. O anúncio, em inglês, foi feito no Twitter pelo português João Lousada.

Aos 30 anos, o astronauta análogo (tem feito missões em terra de fato espacial para simular possíveis missões a Marte) passou de controlador da Estação Espacial Internacional, para diretor de voo no passado mês e contamos a história desse marco importante e inédito para um português aqui. O trabalho de grande responsabilidade, feito a partir do centro de controlo perto de Munique, na Alemanha, garante a segurança e o sucesso das operações na Columbus, a divisão científica da Estação Espacial Internacional (EEI).

Joao Lousada @Astro_Joao

It was truly special to be on console today for an important mark in space flight history: the first all-female space walk with @Astro_Christina and @Astro_Jessica including a new item in Columbus to allow for more experiments in the future#EVA #spacewalk #columbus #spacehistory

A EEI está já a uma altitude média de 340 km da superfície terrestre, numa órbita baixa que possibilita ser vista da Terra a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia – a cada 91 minutos dá uma volta completa à Terra.

João Lousada como astronauta análogo no deserto de Omã em 2018

O que fez, então, João Lousada?

Foi o director de voo da Columbus nesse turno. “Ou seja, liderei as equipas europeias durante o passeio espacial. Não é muito frequente que os passeios espaciais tenham tarefas relacionadas com o módulo Europeu então foi um spacewalk especial para todas as equipas europeias onde instalámos uma peça no exterior do módulo, que no futuro irá permitir instalar mais experiências no exterior da estação espacial [na divisão europeia Columbus].”

Que peça é? Chama-se Trunnion Slip off Prevention (ou TSOP) e é a sua inclusão vai permitir que este tipo de missões fora da Estação Espacial se tornem mais fáceis e frequentes, nomeadamente na parte europeia da estação.

Apesar de não ter falado directamente com as astronautas norte-americanas que fizeram história, liderou o trabalho que elas fizeram para a divisão Columbus. “Normalmente não é o Flight Director que fala diretamente com os astronautas, existe uma posição dedicada para isso chamada CAPCOM (ou EUROCOM na equipa Europeia), portanto, sim tínhamos contacto todo o tempo mas não fui eu a falar directamente”.

João Lousada no centro que coordena o módulo Columbus da Estação Espacial Internacional (foto cedida pelo próprio)

O sentimento de coordenar a missão é especial, mas questionado sobre se a sua equipa sente durante o trabalho esse o momento histórico, Lousada respondeu. “sim e não”. Isto porque: “por um lado temos consciência da importância deste marco histórico e vê-se na equipa que é um sentimento único estar a contribuir tão directamente para a história do espaço. Por outro lado, o trabalho não é diferente por ser o primeiro passeio espacial com senhoras. Temos o privilégio de ter profissionais altamente qualificados, tanto no espaço como nas equipas de terra, independente do género de cada. E o nosso trabalho, a nossa preparação e o profissionalismo de todas as equipas não foi diferente durante este passeio espacial.”

O significado da missão espacial

A primeira caminhada espacial com uma equipa feminina começou esta sexta-feira. Christina Koch e Jessica Meir, astronautas norte-americanas foram as eleitas pela NASA para o momento que foi transmitido em directo.

A missão principal foi reparar um controlador de energia do lado de fora da Estação Espacial Internacional, tendo sempre a Terra à vista (de um lado) e o universo, do outro.

Esta missão, de uma forma geral, vai permitir que estes trabalhos de astronautas vestidos com fatos espaciais e feitos em pleno espaço se tornem algo mais frequente. O ex-astronauta Ken Bowersox, agora vice-chefe do programa espacial humano da NASA, explicou em conferência de imprensa sobre a missão que além de se celebrar a ocasião de terem sido duas mulheres a cumprir esta caminhada espacial, há outros ganhos para os humanos não só na EEI nas na exploração espacial.

“Estamos agora a reunir a experiência que precisamos para tornar estes procedimentos rotina nos voos espaciais, para que possamos avançar mais no nosso sistema solar, para ir inclusive com humanos para a Lua e para Marte. Isso é o que me entusiasma mais, ver esse progresso a acontecer”, admitiu.

A Estação Espacial Internacional, onde está também a parte europeia com o laboratório Columbus

O que parte do trabalho feito resolveu

A electricidade da Estação Espacial Internacional é fornecida por quatro enormes asas ‘solares’ com os chamados controladores de carga de bateria, que desviam a eletricidade para baterias poderosas que recarregam quando o laboratório está sob a luz do sol e, de seguida, fornecem a energia armazenada quando a estação se movimento no período de sombra da Terra.

A substituição de modelos defeituosos deverá restaurar de 4 a 5 quilowatts de energia ao sistema eléctrico do laboratório, que foi perdido quando o carregador original falhou após 19 anos de operação normal, desligando uma bateria de íons de lítio recém-instalada.

Com a troca concluída, Koch e Meir levaram a unidade defeituosa de volta à câmara de ar para, eventualmente, regressar à Terra a bordo da futura nave de carga Dragon, da SpaceX (de Elon Musk), para que se possa tentar reparar.

O trabalho seguinte envolveu o ajuste de isolamento multicamadas em torno dos componentes sobressalentes para facilitar o acesso a eles e foi ainda direccionado um cabo ethernet. Foi nessa altura que instalaram a tal peça de que já falámos no módulo de laboratório Columbus da Agência Espacial Europeia, que será necessária também quando uma plataforma experimental for anexada mais tarde.

João Lousada é um astronauta análogo (de testes em Terra).

dn_insider
Sábado, 19 Outubro 2019
João Tomé

 

2849: Astronauta capta o colossal “Olho do Sahara” a partir da EEI

CIÊNCIA

ESA

A Agência Espacial Europeia publicou neste domingo uma fotografia da colossal estrutura de Richat, uma formação geológica enigmática no centro da Mauritânia, conhecida como o “Olho do Sahara”.

A estrutura, que tem cerca de 40 quilómetros de diâmetro e fica no meio do deserto do Sahara, é também conhecida como o “Olho de África”.

“Uma memória indelével da primeira missão”, afirmou o astronauta italiano Luca Parmitano, que captou a fotografia a 400 quilómetros de altitude durante a sua estadia na Estação Espacial Internacional (EEI), citado pela agência europeia.

Descoberto em meados de 1965 pelos cientistas da NASA James McDivit e Edward White, o “Olho do Sahara” foi, até há bem pouco tempo, objecto de controvérsia – os cientistas não se entendiam sobre aquela que seria a sua origem.

A hipótese inicialmente apresentada sustentava que a formação, que terá surgido há 500 ou 600 milhões de anos, era fruto de um meteorito que caiu na Terra. Contudo, estudos posteriores revelaram que a estrutura em causa é totalmente geológica e que esta foi criada pelo efeito da erosão ao longo de milhões de anos.

Há ainda quem defenda que a Estrutura de Richart é o Reino perdido de Atlântida, defendendo assimetrias com as descritas por Platão nos seus livros.

ZAP //

Por ZAP
17 Outubro, 2019

 

2809: Primeira caminhada espacial 100% feminina vai mesmo acontecer. NASA já tem fatos novos para as astronautas

CIÊNCIA

NASA’s Marshall Space Flight Center / Flickr

Christina Koch e Jessica Meir serão as primeiras mulheres a participar na única caminhada espacial feminina da história a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) a 21 de Outubro.

A primeira caminhada espacial feminina originalmente planeada foi cancelada em Março, quando a NASA anunciou que só tinha um fato espacial adequado para as duas mulheres a bordo da Estação Espacial Internacional. Por isso, as duas mulheres participaram em duas caminhadas espaciais separadas.

O fato espacial que será usado durante a caminhada espacial é a Unidade de Mobilidade Extra-veicular (UEM), uma “nave espacial pessoal” especialmente projectada por um traje que mantém os astronautas seguros no vácuo de alta pressão do espaço. O fato espacial contém controles de respiração e temperatura, sistemas de comunicação, energia da bateria e oferece protecção contra radiação e detritos espaciais.

Uma parte do fato, o tronco superior duro (HUT), foi o que causou o problema na última tentativa de caminhada espacial feminina. Ambas as mulheres encaixavam-se melhor num HUT de tamanho médio, mas a ISS só tinha um disponível.

.@Astro_Christina and @Astro_Jessica are scheduled for a spacewalk together on Oct. 21. They recently talked about how their accomplishments are viewed in terms of being female astronauts.

“Devido a vários factores, variando de segurança a ajuste e desempenho, um membro da equipe pode decidir em órbita que as suas preferências de tamanho foram alteradas. Isso não é incomum, pois os corpos dos astronautas mudam de órbita e o treino em terra pode ser diferente de realizar caminhadas espaciais no ambiente de micro-gravidade fora da estação espacial”, escreveu a NASA em comunicado. “Quando isso ocorre, as equipas no terreno determinam qual o curso de acção melhor acomodará tanto as preferências dos astronautas quanto as demandas do cronograma da estação espacial”.

A caminhada espacial é uma das tarefas mais perigosas das quais um astronauta participará durante o seu tempo a bordo da ISS. Cada um deles dura cerca de 6,5 horas, enquanto o astronauta permanece preso à nave espacial para não flutuar. Os astronautas usam pequenas unidades do tamanho de mochilas completas com propulsores a jacto operados por um joystick para ajudá-los a movimentar-se com segurança.

Das cerca de 500 pessoas que já estiveram no espaço, menos de 11% eram mulheres. Todas as caminhadas espaciais até o momento envolveram equipas consistindo exclusivamente de homens ou equipas envolvendo homens e mulheres.

O evento de 21 de Outubro é uma das 10 caminhadas espaciais fora da ISS que estão programadas para ocorrer nas próximas semanas. As cinco primeiras estão destinadas a substituir as baterias de níquel-hidrogénio desactualizadas na estação espacial e as cinco seguintes a reparar o Espectrómetro Magnético Alfa (AMS). O AMS está ligado ao ISS desde maio de 2011 e é usado para detectar matéria escura. As próximas nove caminhadas espaciais serão transmitidas ao vivo pela televisão da NASA.

ZAP //

Por ZAP
9 Outubro, 2019

 

2735: NASA leva turistas ao espaço por 80 milhões

TURISMO ESPACIAL

Já no próximo ano, a Estação Espacial Internacional vai turistas. Fotografia: D.R.

Em agenda, estão duas missões de até 30 dias para 12 a 13 pessoas por viagem à Estação Espacial Internacional. Viagens à Lua estão a ser estudadas.

A NASA tem já programada a sua primeira viagem turística ao espaço. É já no próximo ano e o preço ascende a 80 milhões de dólares (cerca de 73 milhões de euros). Não é um programa acessível, mas não faltam milionários interessados em usufruir da experiência. “É um destino turístico que não pára de atrair atenções”, disse Sam Scimemi, director da Estação Espacial Internacional da NASA esta semana no primeiro evento internacional dedicado ao turismo espacial e subaquático do mundo, o SUTUS 2019, que decorreu em Marbella, Espanha.

De acordo com Sam Scimemi, a agência espacial norte-americana projecta levar no próximo ano vários cosmo-turistas à estação no espaço. Em agenda, estão duas missões de até 30 dias para 12 a 13 pessoas por viagem. Naturalmente, os interessados têm de garantir um conjunto de requisitos físicos para poderem efectuar a viagem e, para além de pagarem os 80 milhões de dólares, terem fundos para assumir uma despesa de 32 mil euros por noite, que inclui cama, banheiro, alimentação, energia, equipamentos de ginástica e processadores para converter urina em água potável.

O banco suíço UBS calcula que, dentro de dez anos, o negócio do turismo espacial valerá mais de 800 milhões de euros. A NASA e outras agências espaciais internacionais estão dispostas a captar este bolo, até porque é uma forma de se financiarem e, assim, contornarem os cortes dos orçamentos governamentais.

Bernard Foing, responsável pelo grupo internacional de exploração lunar da Agência Espacial Europeia, revelou que estão a trabalhar na possibilidade de explorar viagens turísticas à Lua. Embora admita que a concretização dessa experiência esteja ainda a anos-luz, os trabalhos já incidem sobre soluções para combater os efeitos nocivos da poeira lunar e design de futuros hotéis lunares.

Na Bélgica, a academia de treino espacial já vende experiências de gravidade zero, realiza simulações de voos espaciais e treina futuros cosmo-turistas. Segundo a piloto Nancy Vermeulen, o preço dos cursos de um mês começa nos 15 mil euros por pessoa. Já um voo para experimentar a gravidade zero ascende a 3500 euros.

Dinheiro Vivo
29.09.2019 / 11:59

 

2672: A Rússia já sabe como apareceu a fissura na nave Soyuz (mas não revela)

CIÊNCIA

NASA

A Corporação Espacial Estatal da Rússia, Roscosmos, já sabe qual é a origem da fissura encontrada há um ano na nave Soyuz MS-09, acoplada à Estação Espacial internacional. Mas não revelará mais informações.

“O buraco foi encontrado no módulo da tripulação da nave espacial, que queimava há muito tempo. Recolhemos todas as amostras necessárias e temos clareza sobre o que aconteceu, mas não contaremos nada”, disse o chefe da Roscosmos, Dmitry Rogozin, em resposta à pergunta de um aluno, citado pelo TASS.

A 30 de Agosto de 2018, foi detectada uma queda de pressão na Estação Espacial Internacional (ISS). A queda de pressão foi causada por um vazamento de ar depois de a sonda Soyuz ter atracado na estação, vindo de um buraco no módulo de tripulação da sonda.

Depois de descartada a hipótese de impacto de um micro-meteorito, a Roscosmos, Agência Espacial Russa, suspeitava de sabotagem. Aliás, alguns dias depois, os especialistas da Terra concluíram que o buraco tinha sido perfurado por dentro da nave espacial Soyuz.

Segundo uma fonte do TASS na indústria espacial, alguém poderia ter feito o buraco antes de lançar a nave espacial na Estação, escondendo-a o material de vedação do lado de fora. Depois de lançada para órbita a 6 de Junho com 3 astronautas a bordo a cola usada terá secado, abrindo novamente a fissura.

NASA
O orifício na nave Soyuz MS-09 antes de ter sido reparado com o selante especial

Devido às reduzidas dimensões da fissura, cerca de 2 milímetros, nenhum dos 6 astronautas esteve em perigo de vida e a Estação Espacial ficou estável após a reparação da fissura com uma fita isoladora e a aplicação de um selante especial.

Em caso de intencionalidade na fissura, o buraco teria de ser consideravelmente maior visto que, mesmo com a maior taxa de despressurização possível, a tripulação a bordo teria ainda semanas de ar em reserva.

ZAP //

Por ZAP
19 Setembro, 2019

 

2611: Astronautas fizeram no Espaço o cimento das casas de Marte

CIÊNCIA

Quando os humanos viajarem até Marte para lá ficar, vão precisar de construir lugares seguros para viver e trabalhar. O material de construção utilizado na Terra – o cimento – pode ser a resposta.

O cimento é suficientemente forte e duradouro para fornecer uma protecção eficaz contra a radiação cósmica e meteoritos e, segundo a NASA, pode ser possível fazer cimento usando materiais disponíveis nos corpos celestes.

No entanto, o processo pode ser bastante complexo, uma vez que estamos a falar em micro-gravidade e componentes alienígenas, cujas estruturas químicas podem não ajudar no resultado final.

Por esse motivo, torna-se importante testar – e foi exactamente isso que fizeram os investigadores da Estação Espacial Internacional (EEI). Segundo o Space.com, os astronautas fizeram cimento no Espaço pela primeira vez e mostraram que este material pode endurecer no Espaço.

Aleksandra Radlinska, autora principal do estudo e professora de engenharia civil na Penn State, adiantou que um dos objectivos é construir estruturas “com um material muito semelhante ao cimento, mas no Espaço”. A investigadora disse ainda que “o cimento é muito resistente e oferece uma melhor protecção, quando comparado a outros materiais”.

Para o projecto Microgravity Investigation of Cement Solidification, os astronautas da EEI misturaram água com silicato tricálcico, o principal ingrediente mineral presente em alguns dos cimentos comerciais mais utilizados na Terra.

A mistura nunca havia sido criada em micro-gravidade, mas a experiência foi muito bem sucedida. O resultado foi inequívoco: um material muito complexo, pelo que se torna crucial saber como se forma a estrutura molecular nestas condições.

O estudo, publicado na Frontiers in Materials, permitiu também fazer a primeira comparação entre amostras de cimento criadas na Terra e amostras feitas no Espaço.

A comparação revelou que o cimento criado na estação espacial tinha micro-estruturas muito diferentes do cimento feito na Terra, sendo que uma das principais características do material construido no Espaço é que é muito mais poroso do que o cimento que conhecemos.

(dr) Penn State Materials Characterization Lab
Na imagem superior, pode ver o cimento criado no Espaço em comparação com a imagem inferior, que mostra cimento misturado na Terra

Esta não é propriamente uma boa notícia, já que “o aumento da porosidade afecta directamente a resistência do material“. “Mas ainda precisamos de medir a resistência do material formado no Espaço”, disse Aleksandra Radlinska.

De qualquer forma, o cimento espacial endureceu e os cientistas estão empenhados em continuar as pesquisas de modo a descobrir quais as causas da porosidade. Os astrónomos da NASA acreditam que este resultado pode dever-se ao facto de o cimento ter sido processado em bolsas plásticas seladas, um procedimento que não é feito aqui na Terra.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2574: Cientistas vão levar células cancerígenas ao Espaço para que a baixa gravidade as mate

CIÊNCIA

Annie Cavanagh / Wellcome Images
Células cancerígenas

Através de estudos de simulação, um cientista australiano tem vindo a investigar de que forma o ambiente de baixa gravidade pode afectar a nossa fisiologia e, até mesmo, matar células cancerígenas.

Após ter recolhido dados de testes prévios, segundo os quais a ausência de gravidade no Espaço pode matar a maioria das células cancerígenas sem a necessidade de recorrer a medicamentos, um investigador australiano está agora a preparar-se para testar as suas experiências na Estação Espacial Internacional (EEI) no próximo ano.

O engenheiro biomédico Joshua Chou tem conduzido experiências num laboratório da Universidade de tecnologia de Sidney, usando um simulador de micro-gravidade para observar como as células cancerígenas respondem e, as suas possíveis razões.

Chou explicou à New Atlas que, antes da investigação, o foco estava na expressão genética do cancro sob micro-gravidade. “Mas ninguém analisou os mecanismos, e a estratégia que estamos a abordar é identificar os receptores sensoriais no cancro, na esperança de os enganar”, revelou o cientista.

Chou e Anthony Kirolos expuseram as células do cancro do ovário, mama, nariz e pulmão no simulador de micro-gravidade por 24 horas. 80% a 90% destas células morreram.

Os investigadores acreditam que isto ocorre porque a falta de força gravitacional nas células influencia a forma como estas comunicam entre si, tornando-as incapazes de sentir o ambiente — algo a que chamam descarga mecânica.

“Tenho de esclarecer que a micro-gravidade afecta outras células, como as células ósseas”, disse Chou. Desta forma, os investigadores conseguiram concluir que as células ósseas e do cancro são “super sensíveis aos efeitos da micro-gravidade.

Porque razão este efeito de descarga atinge mais as células cancerígenas do que as outras é uma das questões que Chou espera responder quando a sua experiência for realizada na EEI, no próximo ano.

Na primeira missão à EEI, as células vão ser compactadas num dispositivo mais pequeno do que o tamanho de uma caixa de lenços de papel e estudadas no ambiente de micro-gravidade durante uma semana.

A esperança é que a experiência possa elucidar os receptores e sensores específicos por detrás do efeito de descarga mecânica nas células cancerígenas, para que os cientistas possam projectar fármacos que repliquem os mesmo efeitos na Terra.

DR, ZAP //

Por DR
5 Setembro, 2019

 

2521: Estação Espacial Internacional passa a ter ligação à Internet a 600 Mbps

CIÊNCIA

Apesar de se considerar que um espaço como a Estação Espacial Internacional (EEI) deve ter tecnologia de ponta, a verdade é que não é bem assim. Curiosamente, a ligação de acesso à Internet a partir da EEI era de “apenas” 300 Mbps.

A boa notícia (para os astronautas) é que foi feito um upgrade à ligação.

A Estação Espacial Internacional é um laboratório espacial cuja montagem em órbita começou em 1998 e terminou oficialmente em 8 de Junho de 2011 na missão STS-135. A estação encontra-se numa órbita baixa de 408 x 418 km, podendo ser vista da Terra a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia.

Estação Espacial Internacional com Internet a 600 Mbps

Finalmente os astronautas que se encontram na EEI vão ter uma ligação que lhe permite aceder mais rapidamente aos conteúdos online. George Morrow, director do Goddard Space Flight Center da NASA, confirmou que a ligação de acesso à Internet passou a ser de 600 Mbps, ou seja, o dobro da largura de banda da ligação anterior.

Para comunicar com a Terra, a EEI faz uso da rede terrestre Space Network e da Tracking and Data Relay Satellite (TDRS), um sistema de comunicação com base em satélites que é também usado por aeronaves.

Na Estação Espacial Internacional também se vê Netflix

Além do acesso mais rápido a conteúdos, a nova velocidade de acesso à Internet vai também permitir ver conteúdos de streaming com melhor qualidade.

Scott Kelly, um dos mais recentes membros da estação, explicou em entrevista à CNBC que, no seu tempo livre assiste a ‘Game of Thrones’ e ‘Better Call Saul’, embora reconhecesse que a ligação nem sempre era a melhor porque dependia do facto de as estações terrestres terem de estar em linha de vista com a EEI.

Scoot Kelly revelou ainda que alguns conteúdos multimédia têm como origem um servidor específico, que os disponibiliza para toda a tripulação. O acesso aos serviços bancários e redes sociais também é possível, mas com algumas restrições e várias medidas de segurança para evitar qualquer tipo de ameaça – Saiba mais aqui.

Fonte: sciencealert
pplware
26 Ago 2019

 

2514: Divórcio chega ao Espaço. Astronauta acedeu à conta da ex-mulher a partir da EEI

NASA
A astronauta norte-americana Anne McClain

A NASA está a investigar aquele que pode ser o primeiro crime cometido no espaço. Uma astronauta acedeu à conta bancária da ex-mulher a partir da Estação Espacial Internacional.

A astronauta Anne McClain é acusada de roubo de identidade e acesso não autorizado aos registos financeiros da sua ex-mulher a partir da Estação Espacial Internacional (EEI), onde se encontrava numa missão de seis meses, de acordo com o New York Times.

A ex-mulher de McClain, Summer Worden, apresentou uma queixa na Comissão de Comércio Federal (FTC), uma agência independente, depois de saber que Anne McClain acedera à conta bancária conjunta, sem a sua permissão.

Worden começou a suspeitar quando percebeu que a sua antiga companheira continuava a saber onde ela gastava o seu dinheiro. Mais tarde, de acordo com o Observador, viria a descobrir que a sua conta bancária estava a ser acedida através de um computador registado na NASA.

A família de Summer Worden também apresentou uma queixa à inspecção geral da NASA, de acordo com o jornal norte-americano. “Fiquei chocada por ela ter ido tão longe. Eu sabia que não era normal”, disse Worden.

Para o advogado de Anne McClain, a sua cliente não fez nada errado e teve acesso à conta bancária enquanto estava a bordo da EEI para monitorizar a conta conjunta do casal, algo habitual ao longo da relação, sublinhou.

O advogado explicou que o acesso à conta era uma tentativa de verificar se havia fundos suficientes na conta da sua ex-companheira para pagar contas e cuidar da criança que estavam ambas a criar. Investigadores da NASA já ouviram as duas mulheres.

Summer Worden adiantou que a FTC não respondeu à queixa apresentada sobre roubo de identidade, mas um investigador especializado e a inspecção-geral da NASA estão a investigar a acusação.

ZAP // Lusa

Por ZAP
25 Agosto, 2019