3018: NICER avista explosão recorde de raios-X

CIÊNCIA

Ilustração que mostra uma explosão de raios-X do Tipo I. A explosão expele primeiro a camada de hidrogénio, que se expande e acaba por se dissipar. Em seguida, a radiação cresce até ao ponto em que liberta a camada de hélio, que ultrapassa a camada de hidrogénio. Alguns dos raios-X emitidos na explosão são espalhados para o disco de acreção. A bola de fogo arrefece rapidamente e o hélio assenta novamente para a superfície.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Chris Smith(USRA)

O telescópio NICER (Neutron star Interior Composition Explorer) da NASA, na Estação Espacial Internacional, detectou um pico repentino de raios-X por volta das 22:04 do dia 20 de Agosto. A explosão foi provocada por um enorme flash termonuclear à superfície de um pulsar, os remanescentes esmagados de uma estrela que há muito tempo explodiu como super-nova.

O surto de raios-X, o mais brilhante visto até agora pelo NICER, veio de um objecto chamado SAX J1808.4-3658, ou J1808 para abreviar. As observações revelam muitos fenómenos que nunca foram vistos juntos numa única explosão. Além disso, o surto em diminuição aumentou novamente e brevemente de brilho por razões que os astrónomos ainda não conseguem explicar.

“Esta explosão foi notável,” disse o investigador Peter Bult, astrofísico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland e da Universidade de Maryland em College Park. “Vemos uma mudança de brilho em duas etapas, que pensamos ser provocada pela libertação de camadas separadas da superfície do pulsar e outras características que nos ajudarão a descodificar a física destes eventos poderosos.”

A explosão, que os astrónomos classificam como uma explosão de raios-X do Tipo I, libertou tanta energia em 20 segundos quanto o Sol em quase 10 dias. Os detalhes que o NICER capturou desta erupção recorde ajudarão os astrónomos a entender melhor os processos físicos que impulsionam surtos termo-nucleares deste e de outros pulsares explosivos.

Os pulsares são uma espécie de estrela de neutrões, o núcleo compacto deixado para trás quando uma estrela massiva fica sem combustível, colapsa sob si própria e explode. Os pulsares podem girar rapidamente e hospedar pontos quentes emissores de raios-X nos seus pólos magnéticos. À medida que o objecto gira, varre os seus pontos quentes na nossa linha de visão, produzindo pulsos regulares de radiação altamente energética.

J1808 está localizado a mais ou menos 11.000 anos-luz de distância na direcção da constelação de Sagitário. Gira 401 vezes por segundo e é membro de um sistema binário. A sua companheira é uma anã castanha, um objecto maior do que um planeta gigante gasoso, mas pequeno demais para ser uma estrela. Um fluxo constante de hidrogénio gasoso flui da companheira para a estrela de neutrões e acumula-se numa vasta estrutura de armazenamento chamada disco de acreção.

O gás nos discos de acreção não se move para dentro facilmente. Mas a cada poucos anos, os discos em redor de pulsares como J1808 tornam-se tão densos que uma grande quantidade de gás é ionizado ou despojado dos seus electrões. Isto dificulta a movimentação da luz pelo disco. A energia aprisionada inicia um processo descontrolado de aquecimento e ionização que retém ainda mais energia. O gás torna-se mais resistente ao fluxo e começa a espiralar para dentro, caindo finalmente no pulsar.

A “chuva” de hidrogénio até à superfície forma um “mar” global quente e cada vez mais profundo. Na base desta camada, as temperaturas e as pressões aumentam até que os núcleos do hidrogénio se fundem para formar núcleos de hélio, o que produz energia – um processo em funcionamento no núcleo do nosso Sol.

“O hélio acumula-se e cria a sua própria camada,” disse Zaven Arzoumanian, vice-investigador principal do NICER e co-autor do artigo. “Quando a camada de hélio tem alguns metros de profundidade, as condições permitem que os núcleos de hélio se fundam em carbono. Então, o hélio entra em erupção explosiva e lança uma bola de fogo termonuclear por toda a superfície do pulsar.”

Os astrónomos empregam um conceito chamado limite de Eddington – em honra ao astrofísico inglês Sir Arthur Eddington – para descrever a intensidade máxima de radiação que uma estrela pode ter antes que a radiação faça com que se expanda. Este ponto depende fortemente da composição do material acima da fonte de emissão.

“O nosso estudo explora este conceito de longa data de uma nova maneira,” disse o co-autor Deepto Chakrabarty, professor de física no MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Cambridge. “Aparentemente, estamos a ver o limite de Eddington para duas composições diferentes na mesma explosão de raios-X. Esta é uma maneira muito poderosa e directa de acompanhar as reacções de queima nuclear subjacentes ao evento.”

Ao início da explosão, os dados do NICER mostram que o brilho dos raios-X diminuiu durante quase um segundo antes de aumentar novamente num ritmo mais lento. Os cientistas interpretam esta “paralisação” como o momento em que a energia da explosão se acumulou o suficiente para fazer explodir a camada de hidrogénio do pulsar para o espaço.

A bola de fogo continuou a crescer por mais dois segundos e, em seguida, atingiu o seu pico, explodindo a camada de hélio mais massiva. O hélio expandiu-se mais rapidamente, ultrapassou a camada de hidrogénio antes que pudesse dissipar-se e, em seguida, diminuiu de velocidade, parou e assentou-se à superfície do pulsar. Após esta fase, o pulsar aumentou novamente de brilho, cerca de 20%, mas apenas brevemente, por razões que a equipa ainda não entende.

Durante esta recente actividade de J1808, o NICER detectou outra explosão de raios-X, muito mais fraca, que não exibiu nenhuma das principais características observadas no evento de 20 de Agosto.

Além de detectar a expansão de diferentes camadas, as observações da explosão pelo NICER revelam raios-X reflectidos pelo disco de acreção e registam o piscar das “oscilações de rajada” – sinais de raios-X que aumentam e diminuem na frequência de rotação do pulsar, mas que ocorrem em locais da superfície diferentes dos pontos quentes responsáveis pelos seus pulsos normais de raios-X.

O artigo que descreve estas descobertas foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters e está disponível online.

Astronomia On-line
12 de Novembro de 2019

 

2966: Astronautas vão preparar bolachas a bordo da EEI graças a um forno incomum

CIÊNCIA

Em breve, a tripulação da Estação Espacial Internacional (EEI) poderá preparar as suas próprias bolachas a bordo do laboratório orbital, noticia a AP.

De acordo com a agência noticiosa, no passado sábado foi lançado o foguete Antares a partir da instalação de voo Wallops da NASA, localizada no estado norte-americano da Virgínia, com o objectivo de colocar em órbita um módulo de carga Cygnus.

A carga desta nave espacial incluiu um pequeno e incomum forno eléctrico – o Zero G Kitchen Space Oven -, projectado especialmente para operar em ambientes com gravidade zero, que vai permitir aos astronautas que possam cozinhar as suas próprias bolachas.

Nota a AP que a massa para cinco bolachas de chocolate tinha já sido levada para a EEI. Contudo, este pequeno forno apenas poderá preparar uma bolacha de cada vez.

O forno Zero G é capaz de atingir uma temperatura máxima de 177℃, o dobro da temperatura dos aparelhos actualmente utilizados na EEI para aquecer alimentos.

Estima-se que sejam necessários entre 15 a 20 minutos para assar uma bolacha a 163ºC. Devido à ausência de gravidade, escreve ainda a agência, as bolachas podem, no final, assemelhar-se a uma mini-panqueca. Três das cinco bolachas assadas no Espaço serão enviadas para a Terra para serem analisadas.

“Estás no Espaço. Quer dizer, queres sentir o cheiro de bolachas”, disse à AP Jordana Fichtenbaum da Zero G Kitchen, que é especialista em redes sociais.

“Para mim, a cozinha é realmente o coração da casa e o forno é onde [o coração] está. Queremos apenas tornar o Espaço mais confortável e agradável – e delicioso”, apontou, referindo que a receita que será preparada no Espaço será a mesma encontrada na Terra.

A agência espacial norte-americana frisa ainda que o novo forno não servirá apenas para assar bolachas. O aparelho faz parte de um procedimento maior que visa “fornecer informações sobre o efeito da micro-gravidade no processo de assar [alimentos], bem como informações sobre propriedades básicas de transferência de calor em ambientes de micro-gravidade”, pode ler-se no site oficial da NASA.

O estudo visa ainda explorar as questões de segurança e as implicações associadas à preparação de alimentos no Espaço. Por outro lado, os astronautas vão ainda beneficiar do procedimento, uma vez que vão “experimentar os benefícios psicológicos e fisiológicos” relacionados com a ingestão de comidas saborosas e familiares.

ZAP //

Por ZAP
5 Novembro, 2019

 

2868: Português coordena parte da primeira caminhada espacial 100% feminina

CIÊNCIA

Christina Koch e Jessica Meir, astronautas norte-americanas da NASA que fizeram a primeira spacewalk totalmente feminina Crédito: NASA

Chama-se João Lousada e além de astronauta análogo (em terra), tornou-se recentemente no primeiro director de voo português da Estação Espacial. Esta sexta-feira coordenou parte da histórica missão que envolveu a primeira caminhada espacial totalmente feminina.

“Foi verdadeiramente especial estar na consola, para um marco tão importante na história do voo espacial: a primeira caminhada espacial totalmente feminina com Christina Koch e Jessica Meir, que incluiu uma nova peça na Columbus [a área científica da Estação Espacial] para permitir mais experiências no futuro”. O anúncio, em inglês, foi feito no Twitter pelo português João Lousada.

Aos 30 anos, o astronauta análogo (tem feito missões em terra de fato espacial para simular possíveis missões a Marte) passou de controlador da Estação Espacial Internacional, para diretor de voo no passado mês e contamos a história desse marco importante e inédito para um português aqui. O trabalho de grande responsabilidade, feito a partir do centro de controlo perto de Munique, na Alemanha, garante a segurança e o sucesso das operações na Columbus, a divisão científica da Estação Espacial Internacional (EEI).

Joao Lousada @Astro_Joao

It was truly special to be on console today for an important mark in space flight history: the first all-female space walk with @Astro_Christina and @Astro_Jessica including a new item in Columbus to allow for more experiments in the future#EVA #spacewalk #columbus #spacehistory

A EEI está já a uma altitude média de 340 km da superfície terrestre, numa órbita baixa que possibilita ser vista da Terra a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia – a cada 91 minutos dá uma volta completa à Terra.

João Lousada como astronauta análogo no deserto de Omã em 2018

O que fez, então, João Lousada?

Foi o director de voo da Columbus nesse turno. “Ou seja, liderei as equipas europeias durante o passeio espacial. Não é muito frequente que os passeios espaciais tenham tarefas relacionadas com o módulo Europeu então foi um spacewalk especial para todas as equipas europeias onde instalámos uma peça no exterior do módulo, que no futuro irá permitir instalar mais experiências no exterior da estação espacial [na divisão europeia Columbus].”

Que peça é? Chama-se Trunnion Slip off Prevention (ou TSOP) e é a sua inclusão vai permitir que este tipo de missões fora da Estação Espacial se tornem mais fáceis e frequentes, nomeadamente na parte europeia da estação.

Apesar de não ter falado directamente com as astronautas norte-americanas que fizeram história, liderou o trabalho que elas fizeram para a divisão Columbus. “Normalmente não é o Flight Director que fala diretamente com os astronautas, existe uma posição dedicada para isso chamada CAPCOM (ou EUROCOM na equipa Europeia), portanto, sim tínhamos contacto todo o tempo mas não fui eu a falar directamente”.

João Lousada no centro que coordena o módulo Columbus da Estação Espacial Internacional (foto cedida pelo próprio)

O sentimento de coordenar a missão é especial, mas questionado sobre se a sua equipa sente durante o trabalho esse o momento histórico, Lousada respondeu. “sim e não”. Isto porque: “por um lado temos consciência da importância deste marco histórico e vê-se na equipa que é um sentimento único estar a contribuir tão directamente para a história do espaço. Por outro lado, o trabalho não é diferente por ser o primeiro passeio espacial com senhoras. Temos o privilégio de ter profissionais altamente qualificados, tanto no espaço como nas equipas de terra, independente do género de cada. E o nosso trabalho, a nossa preparação e o profissionalismo de todas as equipas não foi diferente durante este passeio espacial.”

O significado da missão espacial

A primeira caminhada espacial com uma equipa feminina começou esta sexta-feira. Christina Koch e Jessica Meir, astronautas norte-americanas foram as eleitas pela NASA para o momento que foi transmitido em directo.

A missão principal foi reparar um controlador de energia do lado de fora da Estação Espacial Internacional, tendo sempre a Terra à vista (de um lado) e o universo, do outro.

Esta missão, de uma forma geral, vai permitir que estes trabalhos de astronautas vestidos com fatos espaciais e feitos em pleno espaço se tornem algo mais frequente. O ex-astronauta Ken Bowersox, agora vice-chefe do programa espacial humano da NASA, explicou em conferência de imprensa sobre a missão que além de se celebrar a ocasião de terem sido duas mulheres a cumprir esta caminhada espacial, há outros ganhos para os humanos não só na EEI nas na exploração espacial.

“Estamos agora a reunir a experiência que precisamos para tornar estes procedimentos rotina nos voos espaciais, para que possamos avançar mais no nosso sistema solar, para ir inclusive com humanos para a Lua e para Marte. Isso é o que me entusiasma mais, ver esse progresso a acontecer”, admitiu.

A Estação Espacial Internacional, onde está também a parte europeia com o laboratório Columbus

O que parte do trabalho feito resolveu

A electricidade da Estação Espacial Internacional é fornecida por quatro enormes asas ‘solares’ com os chamados controladores de carga de bateria, que desviam a eletricidade para baterias poderosas que recarregam quando o laboratório está sob a luz do sol e, de seguida, fornecem a energia armazenada quando a estação se movimento no período de sombra da Terra.

A substituição de modelos defeituosos deverá restaurar de 4 a 5 quilowatts de energia ao sistema eléctrico do laboratório, que foi perdido quando o carregador original falhou após 19 anos de operação normal, desligando uma bateria de íons de lítio recém-instalada.

Com a troca concluída, Koch e Meir levaram a unidade defeituosa de volta à câmara de ar para, eventualmente, regressar à Terra a bordo da futura nave de carga Dragon, da SpaceX (de Elon Musk), para que se possa tentar reparar.

O trabalho seguinte envolveu o ajuste de isolamento multicamadas em torno dos componentes sobressalentes para facilitar o acesso a eles e foi ainda direccionado um cabo ethernet. Foi nessa altura que instalaram a tal peça de que já falámos no módulo de laboratório Columbus da Agência Espacial Europeia, que será necessária também quando uma plataforma experimental for anexada mais tarde.

João Lousada é um astronauta análogo (de testes em Terra).

dn_insider
Sábado, 19 Outubro 2019
João Tomé

 

2849: Astronauta capta o colossal “Olho do Sahara” a partir da EEI

CIÊNCIA

ESA

A Agência Espacial Europeia publicou neste domingo uma fotografia da colossal estrutura de Richat, uma formação geológica enigmática no centro da Mauritânia, conhecida como o “Olho do Sahara”.

A estrutura, que tem cerca de 40 quilómetros de diâmetro e fica no meio do deserto do Sahara, é também conhecida como o “Olho de África”.

“Uma memória indelével da primeira missão”, afirmou o astronauta italiano Luca Parmitano, que captou a fotografia a 400 quilómetros de altitude durante a sua estadia na Estação Espacial Internacional (EEI), citado pela agência europeia.

Descoberto em meados de 1965 pelos cientistas da NASA James McDivit e Edward White, o “Olho do Sahara” foi, até há bem pouco tempo, objecto de controvérsia – os cientistas não se entendiam sobre aquela que seria a sua origem.

A hipótese inicialmente apresentada sustentava que a formação, que terá surgido há 500 ou 600 milhões de anos, era fruto de um meteorito que caiu na Terra. Contudo, estudos posteriores revelaram que a estrutura em causa é totalmente geológica e que esta foi criada pelo efeito da erosão ao longo de milhões de anos.

Há ainda quem defenda que a Estrutura de Richart é o Reino perdido de Atlântida, defendendo assimetrias com as descritas por Platão nos seus livros.

ZAP //

Por ZAP
17 Outubro, 2019

 

2809: Primeira caminhada espacial 100% feminina vai mesmo acontecer. NASA já tem fatos novos para as astronautas

CIÊNCIA

NASA’s Marshall Space Flight Center / Flickr

Christina Koch e Jessica Meir serão as primeiras mulheres a participar na única caminhada espacial feminina da história a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) a 21 de Outubro.

A primeira caminhada espacial feminina originalmente planeada foi cancelada em Março, quando a NASA anunciou que só tinha um fato espacial adequado para as duas mulheres a bordo da Estação Espacial Internacional. Por isso, as duas mulheres participaram em duas caminhadas espaciais separadas.

O fato espacial que será usado durante a caminhada espacial é a Unidade de Mobilidade Extra-veicular (UEM), uma “nave espacial pessoal” especialmente projectada por um traje que mantém os astronautas seguros no vácuo de alta pressão do espaço. O fato espacial contém controles de respiração e temperatura, sistemas de comunicação, energia da bateria e oferece protecção contra radiação e detritos espaciais.

Uma parte do fato, o tronco superior duro (HUT), foi o que causou o problema na última tentativa de caminhada espacial feminina. Ambas as mulheres encaixavam-se melhor num HUT de tamanho médio, mas a ISS só tinha um disponível.

.@Astro_Christina and @Astro_Jessica are scheduled for a spacewalk together on Oct. 21. They recently talked about how their accomplishments are viewed in terms of being female astronauts.

“Devido a vários factores, variando de segurança a ajuste e desempenho, um membro da equipe pode decidir em órbita que as suas preferências de tamanho foram alteradas. Isso não é incomum, pois os corpos dos astronautas mudam de órbita e o treino em terra pode ser diferente de realizar caminhadas espaciais no ambiente de micro-gravidade fora da estação espacial”, escreveu a NASA em comunicado. “Quando isso ocorre, as equipas no terreno determinam qual o curso de acção melhor acomodará tanto as preferências dos astronautas quanto as demandas do cronograma da estação espacial”.

A caminhada espacial é uma das tarefas mais perigosas das quais um astronauta participará durante o seu tempo a bordo da ISS. Cada um deles dura cerca de 6,5 horas, enquanto o astronauta permanece preso à nave espacial para não flutuar. Os astronautas usam pequenas unidades do tamanho de mochilas completas com propulsores a jacto operados por um joystick para ajudá-los a movimentar-se com segurança.

Das cerca de 500 pessoas que já estiveram no espaço, menos de 11% eram mulheres. Todas as caminhadas espaciais até o momento envolveram equipas consistindo exclusivamente de homens ou equipas envolvendo homens e mulheres.

O evento de 21 de Outubro é uma das 10 caminhadas espaciais fora da ISS que estão programadas para ocorrer nas próximas semanas. As cinco primeiras estão destinadas a substituir as baterias de níquel-hidrogénio desactualizadas na estação espacial e as cinco seguintes a reparar o Espectrómetro Magnético Alfa (AMS). O AMS está ligado ao ISS desde maio de 2011 e é usado para detectar matéria escura. As próximas nove caminhadas espaciais serão transmitidas ao vivo pela televisão da NASA.

ZAP //

Por ZAP
9 Outubro, 2019

 

2735: NASA leva turistas ao espaço por 80 milhões

TURISMO ESPACIAL

Já no próximo ano, a Estação Espacial Internacional vai turistas. Fotografia: D.R.

Em agenda, estão duas missões de até 30 dias para 12 a 13 pessoas por viagem à Estação Espacial Internacional. Viagens à Lua estão a ser estudadas.

A NASA tem já programada a sua primeira viagem turística ao espaço. É já no próximo ano e o preço ascende a 80 milhões de dólares (cerca de 73 milhões de euros). Não é um programa acessível, mas não faltam milionários interessados em usufruir da experiência. “É um destino turístico que não pára de atrair atenções”, disse Sam Scimemi, director da Estação Espacial Internacional da NASA esta semana no primeiro evento internacional dedicado ao turismo espacial e subaquático do mundo, o SUTUS 2019, que decorreu em Marbella, Espanha.

De acordo com Sam Scimemi, a agência espacial norte-americana projecta levar no próximo ano vários cosmo-turistas à estação no espaço. Em agenda, estão duas missões de até 30 dias para 12 a 13 pessoas por viagem. Naturalmente, os interessados têm de garantir um conjunto de requisitos físicos para poderem efectuar a viagem e, para além de pagarem os 80 milhões de dólares, terem fundos para assumir uma despesa de 32 mil euros por noite, que inclui cama, banheiro, alimentação, energia, equipamentos de ginástica e processadores para converter urina em água potável.

O banco suíço UBS calcula que, dentro de dez anos, o negócio do turismo espacial valerá mais de 800 milhões de euros. A NASA e outras agências espaciais internacionais estão dispostas a captar este bolo, até porque é uma forma de se financiarem e, assim, contornarem os cortes dos orçamentos governamentais.

Bernard Foing, responsável pelo grupo internacional de exploração lunar da Agência Espacial Europeia, revelou que estão a trabalhar na possibilidade de explorar viagens turísticas à Lua. Embora admita que a concretização dessa experiência esteja ainda a anos-luz, os trabalhos já incidem sobre soluções para combater os efeitos nocivos da poeira lunar e design de futuros hotéis lunares.

Na Bélgica, a academia de treino espacial já vende experiências de gravidade zero, realiza simulações de voos espaciais e treina futuros cosmo-turistas. Segundo a piloto Nancy Vermeulen, o preço dos cursos de um mês começa nos 15 mil euros por pessoa. Já um voo para experimentar a gravidade zero ascende a 3500 euros.

Dinheiro Vivo
29.09.2019 / 11:59

 

2672: A Rússia já sabe como apareceu a fissura na nave Soyuz (mas não revela)

CIÊNCIA

NASA

A Corporação Espacial Estatal da Rússia, Roscosmos, já sabe qual é a origem da fissura encontrada há um ano na nave Soyuz MS-09, acoplada à Estação Espacial internacional. Mas não revelará mais informações.

“O buraco foi encontrado no módulo da tripulação da nave espacial, que queimava há muito tempo. Recolhemos todas as amostras necessárias e temos clareza sobre o que aconteceu, mas não contaremos nada”, disse o chefe da Roscosmos, Dmitry Rogozin, em resposta à pergunta de um aluno, citado pelo TASS.

A 30 de Agosto de 2018, foi detectada uma queda de pressão na Estação Espacial Internacional (ISS). A queda de pressão foi causada por um vazamento de ar depois de a sonda Soyuz ter atracado na estação, vindo de um buraco no módulo de tripulação da sonda.

Depois de descartada a hipótese de impacto de um micro-meteorito, a Roscosmos, Agência Espacial Russa, suspeitava de sabotagem. Aliás, alguns dias depois, os especialistas da Terra concluíram que o buraco tinha sido perfurado por dentro da nave espacial Soyuz.

Segundo uma fonte do TASS na indústria espacial, alguém poderia ter feito o buraco antes de lançar a nave espacial na Estação, escondendo-a o material de vedação do lado de fora. Depois de lançada para órbita a 6 de Junho com 3 astronautas a bordo a cola usada terá secado, abrindo novamente a fissura.

NASA
O orifício na nave Soyuz MS-09 antes de ter sido reparado com o selante especial

Devido às reduzidas dimensões da fissura, cerca de 2 milímetros, nenhum dos 6 astronautas esteve em perigo de vida e a Estação Espacial ficou estável após a reparação da fissura com uma fita isoladora e a aplicação de um selante especial.

Em caso de intencionalidade na fissura, o buraco teria de ser consideravelmente maior visto que, mesmo com a maior taxa de despressurização possível, a tripulação a bordo teria ainda semanas de ar em reserva.

ZAP //

Por ZAP
19 Setembro, 2019

 

2611: Astronautas fizeram no Espaço o cimento das casas de Marte

CIÊNCIA

Quando os humanos viajarem até Marte para lá ficar, vão precisar de construir lugares seguros para viver e trabalhar. O material de construção utilizado na Terra – o cimento – pode ser a resposta.

O cimento é suficientemente forte e duradouro para fornecer uma protecção eficaz contra a radiação cósmica e meteoritos e, segundo a NASA, pode ser possível fazer cimento usando materiais disponíveis nos corpos celestes.

No entanto, o processo pode ser bastante complexo, uma vez que estamos a falar em micro-gravidade e componentes alienígenas, cujas estruturas químicas podem não ajudar no resultado final.

Por esse motivo, torna-se importante testar – e foi exactamente isso que fizeram os investigadores da Estação Espacial Internacional (EEI). Segundo o Space.com, os astronautas fizeram cimento no Espaço pela primeira vez e mostraram que este material pode endurecer no Espaço.

Aleksandra Radlinska, autora principal do estudo e professora de engenharia civil na Penn State, adiantou que um dos objectivos é construir estruturas “com um material muito semelhante ao cimento, mas no Espaço”. A investigadora disse ainda que “o cimento é muito resistente e oferece uma melhor protecção, quando comparado a outros materiais”.

Para o projecto Microgravity Investigation of Cement Solidification, os astronautas da EEI misturaram água com silicato tricálcico, o principal ingrediente mineral presente em alguns dos cimentos comerciais mais utilizados na Terra.

A mistura nunca havia sido criada em micro-gravidade, mas a experiência foi muito bem sucedida. O resultado foi inequívoco: um material muito complexo, pelo que se torna crucial saber como se forma a estrutura molecular nestas condições.

O estudo, publicado na Frontiers in Materials, permitiu também fazer a primeira comparação entre amostras de cimento criadas na Terra e amostras feitas no Espaço.

A comparação revelou que o cimento criado na estação espacial tinha micro-estruturas muito diferentes do cimento feito na Terra, sendo que uma das principais características do material construido no Espaço é que é muito mais poroso do que o cimento que conhecemos.

(dr) Penn State Materials Characterization Lab
Na imagem superior, pode ver o cimento criado no Espaço em comparação com a imagem inferior, que mostra cimento misturado na Terra

Esta não é propriamente uma boa notícia, já que “o aumento da porosidade afecta directamente a resistência do material“. “Mas ainda precisamos de medir a resistência do material formado no Espaço”, disse Aleksandra Radlinska.

De qualquer forma, o cimento espacial endureceu e os cientistas estão empenhados em continuar as pesquisas de modo a descobrir quais as causas da porosidade. Os astrónomos da NASA acreditam que este resultado pode dever-se ao facto de o cimento ter sido processado em bolsas plásticas seladas, um procedimento que não é feito aqui na Terra.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2574: Cientistas vão levar células cancerígenas ao Espaço para que a baixa gravidade as mate

CIÊNCIA

Annie Cavanagh / Wellcome Images
Células cancerígenas

Através de estudos de simulação, um cientista australiano tem vindo a investigar de que forma o ambiente de baixa gravidade pode afectar a nossa fisiologia e, até mesmo, matar células cancerígenas.

Após ter recolhido dados de testes prévios, segundo os quais a ausência de gravidade no Espaço pode matar a maioria das células cancerígenas sem a necessidade de recorrer a medicamentos, um investigador australiano está agora a preparar-se para testar as suas experiências na Estação Espacial Internacional (EEI) no próximo ano.

O engenheiro biomédico Joshua Chou tem conduzido experiências num laboratório da Universidade de tecnologia de Sidney, usando um simulador de micro-gravidade para observar como as células cancerígenas respondem e, as suas possíveis razões.

Chou explicou à New Atlas que, antes da investigação, o foco estava na expressão genética do cancro sob micro-gravidade. “Mas ninguém analisou os mecanismos, e a estratégia que estamos a abordar é identificar os receptores sensoriais no cancro, na esperança de os enganar”, revelou o cientista.

Chou e Anthony Kirolos expuseram as células do cancro do ovário, mama, nariz e pulmão no simulador de micro-gravidade por 24 horas. 80% a 90% destas células morreram.

Os investigadores acreditam que isto ocorre porque a falta de força gravitacional nas células influencia a forma como estas comunicam entre si, tornando-as incapazes de sentir o ambiente — algo a que chamam descarga mecânica.

“Tenho de esclarecer que a micro-gravidade afecta outras células, como as células ósseas”, disse Chou. Desta forma, os investigadores conseguiram concluir que as células ósseas e do cancro são “super sensíveis aos efeitos da micro-gravidade.

Porque razão este efeito de descarga atinge mais as células cancerígenas do que as outras é uma das questões que Chou espera responder quando a sua experiência for realizada na EEI, no próximo ano.

Na primeira missão à EEI, as células vão ser compactadas num dispositivo mais pequeno do que o tamanho de uma caixa de lenços de papel e estudadas no ambiente de micro-gravidade durante uma semana.

A esperança é que a experiência possa elucidar os receptores e sensores específicos por detrás do efeito de descarga mecânica nas células cancerígenas, para que os cientistas possam projectar fármacos que repliquem os mesmo efeitos na Terra.

DR, ZAP //

Por DR
5 Setembro, 2019

 

2521: Estação Espacial Internacional passa a ter ligação à Internet a 600 Mbps

CIÊNCIA

Apesar de se considerar que um espaço como a Estação Espacial Internacional (EEI) deve ter tecnologia de ponta, a verdade é que não é bem assim. Curiosamente, a ligação de acesso à Internet a partir da EEI era de “apenas” 300 Mbps.

A boa notícia (para os astronautas) é que foi feito um upgrade à ligação.

A Estação Espacial Internacional é um laboratório espacial cuja montagem em órbita começou em 1998 e terminou oficialmente em 8 de Junho de 2011 na missão STS-135. A estação encontra-se numa órbita baixa de 408 x 418 km, podendo ser vista da Terra a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia.

Estação Espacial Internacional com Internet a 600 Mbps

Finalmente os astronautas que se encontram na EEI vão ter uma ligação que lhe permite aceder mais rapidamente aos conteúdos online. George Morrow, director do Goddard Space Flight Center da NASA, confirmou que a ligação de acesso à Internet passou a ser de 600 Mbps, ou seja, o dobro da largura de banda da ligação anterior.

Para comunicar com a Terra, a EEI faz uso da rede terrestre Space Network e da Tracking and Data Relay Satellite (TDRS), um sistema de comunicação com base em satélites que é também usado por aeronaves.

Na Estação Espacial Internacional também se vê Netflix

Além do acesso mais rápido a conteúdos, a nova velocidade de acesso à Internet vai também permitir ver conteúdos de streaming com melhor qualidade.

Scott Kelly, um dos mais recentes membros da estação, explicou em entrevista à CNBC que, no seu tempo livre assiste a ‘Game of Thrones’ e ‘Better Call Saul’, embora reconhecesse que a ligação nem sempre era a melhor porque dependia do facto de as estações terrestres terem de estar em linha de vista com a EEI.

Scoot Kelly revelou ainda que alguns conteúdos multimédia têm como origem um servidor específico, que os disponibiliza para toda a tripulação. O acesso aos serviços bancários e redes sociais também é possível, mas com algumas restrições e várias medidas de segurança para evitar qualquer tipo de ameaça – Saiba mais aqui.

Fonte: sciencealert
pplware
26 Ago 2019

 

2514: Divórcio chega ao Espaço. Astronauta acedeu à conta da ex-mulher a partir da EEI

NASA
A astronauta norte-americana Anne McClain

A NASA está a investigar aquele que pode ser o primeiro crime cometido no espaço. Uma astronauta acedeu à conta bancária da ex-mulher a partir da Estação Espacial Internacional.

A astronauta Anne McClain é acusada de roubo de identidade e acesso não autorizado aos registos financeiros da sua ex-mulher a partir da Estação Espacial Internacional (EEI), onde se encontrava numa missão de seis meses, de acordo com o New York Times.

A ex-mulher de McClain, Summer Worden, apresentou uma queixa na Comissão de Comércio Federal (FTC), uma agência independente, depois de saber que Anne McClain acedera à conta bancária conjunta, sem a sua permissão.

Worden começou a suspeitar quando percebeu que a sua antiga companheira continuava a saber onde ela gastava o seu dinheiro. Mais tarde, de acordo com o Observador, viria a descobrir que a sua conta bancária estava a ser acedida através de um computador registado na NASA.

A família de Summer Worden também apresentou uma queixa à inspecção geral da NASA, de acordo com o jornal norte-americano. “Fiquei chocada por ela ter ido tão longe. Eu sabia que não era normal”, disse Worden.

Para o advogado de Anne McClain, a sua cliente não fez nada errado e teve acesso à conta bancária enquanto estava a bordo da EEI para monitorizar a conta conjunta do casal, algo habitual ao longo da relação, sublinhou.

O advogado explicou que o acesso à conta era uma tentativa de verificar se havia fundos suficientes na conta da sua ex-companheira para pagar contas e cuidar da criança que estavam ambas a criar. Investigadores da NASA já ouviram as duas mulheres.

Summer Worden adiantou que a FTC não respondeu à queixa apresentada sobre roubo de identidade, mas um investigador especializado e a inspecção-geral da NASA estão a investigar a acusação.

ZAP // Lusa

Por ZAP
25 Agosto, 2019

 

2469: O primeiro astronauta DJ que deu concerto a partir do espaço

Italiano participou em directo num festival de música electrónica.

© POOL New

O astronauta italiano, Luca Parmitano, actuou esta semana em directo a partir da Estação Espacial Internacional para milhares de pessoas, que estavam num cruzeiro perto de Ibizia.

De tablet na mão, o astronauta fez a primeira actuação realizada a partir do espaço. Antes de terminar a emissão em directo, Luca Parmitano disse:

“O espaço é um sonho comum, que une o mundo. Espero que tenham gostado desta oportunidade de unir ciência e música e que aproveitem tanto o mundo como nós aqui na Estação Espacial”

O concerto fez parte do festival de música electrónica World cblue Dome, organizado pela BigCityBeats, e foi transmitido via satélite.

msn notícias
SIC notícias
18/08/2019

 

2459: Cientistas “recrutam” bactérias para mineração extraterrestre

CIÊNCIA

(CC0/PD) geralt / pixabay

Uma equipa de astro-biólogos da Agência Internacional Europeia enviou 18 estripes diferentes de bactérias para a Estação Espacial Internacional (EEI), visando determinar se é viável avançar para a bio-mineração extraterrestre num ambiente sem gravidade.

De acordo com o portal Space.com, que avança com a notícia, estes microrganismos podem ajudar a impulsionar a exploração humana no Espaço para lá do nosso planeta.

O procedimento científico foi lançado no final de Julho a bordo da nave espacial Space X. Sob o nome de Biorock, a experiência vai estudar com a detalhe a importância da gravidade para este tipo de bactérias, bem como a sua capacidade de extrair nutrientes e elementos economicamente de interesse a partir de rochas de basalto.

Estes organismos usam o mineral como combustível, aproveitando a transferência de electrões para se manterem vivos, de forma a que libertem durante o processo determinados metais sem que seja necessário aplicar energia extra, explicaram os cientistas, de acordo com a explicação científica do processo.

Caso os cientistas consigam alcançar bons resultados, isto é, encontrar uma ou mais bactérias que possam minerar para lá da Terra, a pesquisa poderá posteriormente abrir portas para a exploração humana no Espaço. Além disso, pode contribuir para o desenvolvimento da actividade mineira em larga escala em solos rochosos extraterrestres.

O processo de bio-mineração no Espaço, que é já praticado na Terra, permitirá obter recursos extraídos de outros mundos.

“Esperamos obter informações sobre como é que micróbios crescem no Espaço e como é que podemos usá-los na exploração humana e na colonização do Espaço, desde a mineração até à transformação de rochas em terra na Lua e em Marte”, disse Charles Cockell, astro-biólogo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, que é também o líder do projecto, citado em comunicado da NASA.

“Entender como é que os micróbios interagem, crescem e extraem elementos de uma superfície de rocha em micro-gravidade e gravidade simulada de Marte vai dizer-nos, pela primeira vez, se a baixa gravidade afecta a capacidade dos microrganismos aderirem às superfícies rochosas e executarem a bio-mineração”, rematou o especialista.

ZAP //

Por ZAP
17 Agosto, 2019

 

2344: Nave russa Soyuz descola do Cazaquistão rumo à Estação Espacial Internacional

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

Na hora programada, às 21h28 locais (17h28 em Lisboa), a Soyuz MS-13 descolou do Cazaquistão, com o russo Alexandr Skvortsov, o norte-americano Andrew R. Morgan e o italiano Luca Parmitano a bordo.

Os três levavam nos seus fatos um distintivo especial para assinalar os 50 anos da missão Apolo 11 à lua. A nave será acoplada à plataforma orbital dentro de seis horas, após quatro voltas à terra.

O emblema que os astronautas levam é muito parecido com o original, inclui uma água, a lua e a terra, “assim como três estrelas que se lêem na numeração romana como 50”, explicou Parmitano, citado pela agência de notícias Efe.

E tal como há meio século, a insígnia da Soyuz MS-13 não inclui o nome dos astronautas porque os seus resultados, como os da nave Apolo 11 há 50 anos, “pertencerão a toda a Humanidade”.

Esta é a segunda viagem de Parmitano à EEI e a primeira do astronauta norte-americano, enquanto que para o cosmonauta russo trata-se da sua terceira missão. Parmitano e Skvortsov vão permanecer na estação 201 dias, até 6 de Fevereiro de 2020, enquanto Morgan ficará na plataforma até 1 de Abril do próximo ano, ou seja, 256 dias.

Os astronautas juntam-se à tripulação que se encontra na EEI desde Março último: o russo Alexéi Ovchinin e os norte-americanos Christina Hammock Kock e Nick Hague.

Dois astronautas a bordo da Soyuz tiverem de realizar uma aterragem de emergência, depois de uma falha detectada nos propulsores após o lançamento. O russo Alexey Ovchinin da Roscosmos e o astronauta da NASA Nick Hague estavam a bordo da nave espacial.

A Soyuz MS-10 foi obrigada a aterrar de emergência devido a uma falha no motor, depois de ter descolado no Cazaquistão rumo à Estação Espacial Internacional, onde permaneceriam durante seis meses.

Os dois homens sobreviveram ilesos, mas o incidente, o primeiro desta magnitude na história da Rússia pós-soviética, foi outro golpe para a indústria espacial do país.

ZAP // Lusa

Por ZAP
21 Julho, 2019

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2318: Já sabemos qual vai ser o primeiro fruto a ser plantado na EEI (e é picante)

CIÊNCIA

(dr) NASA
O pimento poderá ser o primeiro fruto a ser cultivado na Estação Espacial Internacional

Se tudo correr como planeado, em Novembro deste ano, a Estação Espacial Internacional (EEI) vai ficar um bocadinho mais picante.

De acordo com o Science Alert, os investigadores querem enviar para a Estação Espacial Internacional (EEI) a planta Capsicum annuum, podendo fazer com que o pimento seja o primeiro fruto a crescer no Espaço.

“Estávamos à procura de variedades que não crescessem muito, mas que mesmo assim fossem muito produtivas nos ambientes controlados a que estamos habituados no Espaço”, afirmou Ray Wheeler, fisiologista da estação espacial norte-americana.

“Os astronautas já expressaram muitas vezes o desejo de comidas mais picantes e saborosas, por isso ter um sabor quente como este pareceu-nos uma coisa boa. Além disso, muitos pimentos são ricos em vitamina C, algo importante nas dietas espaciais”.

Apesar de haver milhares de diferentes tipos de pimentos, esta foi a espécie escolhida porque, além de crescer em altitudes elevadas, tem períodos curtos de crescimento e pode ser facilmente polinizada.

Desde 1982 que os astronautas e cosmonautas cultivam com sucesso plantas no Espaço e, em 2015, astronautas norte-americanos experimentaram o sabor de uma alface cultivada na EEI. Desde então, também já cultivaram acelga, rabanete, couve chinesa e ervilhas.

As plantas têm algumas dificuldades em crescer num ambiente de micro-gravidade, uma vez que os seus sistemas são complexos e normalmente usam a gravidade da Terra para se orientarem. Porém, os astronautas conseguiram “convencer” as plantas a crescer a bordo da estação espacial utilizando luzes especiais e outras técnicas.

Estas iniciativas são importantes para os ambiciosos planos da NASA de enviar humanos ao Planeta Vermelho, uma vez que lá será mais difícil conseguir alimentos frescos da Terra. “Podemos construir todos os foguetões que quisermos para chegar a Marte, mas isso não vai funcionar a menos que tenhamos comida para nos alimentarmos”, considera Jacob Torres, cientista hortícola da NASA.

Os investigadores estão a trabalhar para ter variedade de cultivo no Espaço, estando particularmente focados em ter uma ampla variedade de nutrientes e vitaminas.

“Precisamos de cultivar o suficiente para suplementar a dieta espacial. Tal como acontece na Terra, não podemos viver a comer sempre as mesmas coisas”, explicou à CNN. “Imagine ter um pimento fresco nas mãos depois de meses a comer cartão”, acrescentou.

ZAP //

Por ZAP
16 Julho, 2019

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2280: Destroços do satélite derrubado pela Índia continuam em órbita e ameaçam a EEI

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Os destroços do satélite indiano destruído no passado mês de Março pelas Forças Armadas deste país asiático continuam em órbita, pondo em perigo a Estação Espacial Internacional (EEI). Os cálculos oficiais apontaram na altura que os escombros seriam desintegrados em menos de 45 dias.

O aviso é deixado por Jonathan McDowell, astrónomo do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, que identificou 41 fragmentos do satélite indiano ainda em órbita.

Alguns destes escombros estão em altitudes que coincidem com as da EEI – que orbita a pouco mais de 400 quilómetros de altura – e, segundo estimativas de especialistas, vão levar cerca de um ano para caírem na atmosfera e se desintegrarem.

Jonathan McDowell @planet4589

Updated plot of Indian ASAT debris height versus time. Still 41 tracked debris objects in orbit.

A destruição do satélite gerou, pelo menos, 400 fragmentos de lixo espacial, alguns dos quais atingiram altitudes mais altas do que a da EEI, criando perigo de colisão com outros objectos e ameaçando a segurança de astronautas a bordo, disse, em Abril passado, Jim Bridenstine, da agência espacial norte-americana (NASA).

“O risco para a Estação Espacial Internacional aumentou 44%”, disse ainda o responsável da NASA, descrevendo a situação como “inaceitável”.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Índia têm insistido que a demolição feita na atmosfera mais baixa para evitar a acumulação de detritos, evitando que estes continuassem em órbita ao fim de algumas semanas.

Já primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, descreveu o lançamento do míssil que destruiu o satélite como um “grande avanço, considerando que o feito coloca o país entre as principais potências espaciais do mundo.

ZAP //

Por ZAP
5 Julho, 2019

2253: Bolor na Estação Espacial pode ser mais difícil de matar do que se pensava

CIÊNCIA

(dr) David Gregory & Debbie Marshall
Aspergillus fumigatus

Uma cientista portuguesa descobriu que dois fungos podem sobreviver a doses incrivelmente altas de radiação ionizante e, por isso, podem adaptar-se com facilidade nas viagens espaciais.

De acordo com o Science Alert, isto significa que ambos poderiam sobreviver às condições de radiação do exterior de uma nave especial e, por isso, talvez seja necessário dar mais atenção aos fungos que poderão “apanhar boleia” até Marte.

“Agora sabemos que resistem ainda mais à radiação do que pensávamos, ao ponto de precisarmos de os ter em conta quando estivermos a limpar naves espaciais, tanto por dentro como por fora”, declara a microbióloga portuguesa Marta Cortesão, que está a fazer o Doutoramento em Microbiologia Espacial no Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

E, embora a Estação Espacial Internacional (EEI) possa ser climatizada e ter os níveis de humidade controlados, no fundo, continua a ser uma “caixa fechada”, havendo humidade suficiente para que o bolor continue a crescer nas suas paredes.

Os fungos em questão são o Aspergillus e o Pennicillium, que estão entre os invasores mais comuns na EEI e que podem causar infecções respiratórias, o que não é de todo o cenário ideal quando nos encontramos no Espaço e com uma oferta limitada de medicação.

A investigadora e o resto da equipa colocaram os esporos dos fungos numa solução salina e implantaram três tipos de radiação: raios-X, iões pesados e radiação ultravioleta de alta frequência que é interrompida pela atmosfera terrestre, mas que se propaga livremente no Espaço.

Os fungos sobreviveram a doses incrivelmente altas: 500 gray de iões pesados e 1.000 gray de raios-X (o gray é a unidade que representa a quantidade de energia de radiação ionizante absorvida por unidade de massa, ou seja, um joule de radiação absorvida por um quilograma de matéria).

Para melhor entender estes valores, só precisamos de saber que metade de um gray é suficiente para provocar uma doença radioactiva num humano e cinco são mesmo fatais.

Os esporos também sobreviveram a 3.000 joules por metro quadrado da radiação ultravioleta. Assim, dada apenas a radiação, é de se esperar que os fungos sobrevivam a uma viagem espacial, mesmo quando isso implica ir para outro planeta.

A equipa, que apresentou as suas conclusões na Astrobiology Science Conference deste ano, ainda não testou outras condições espaciais como, por exemplo, o vácuo e as temperaturas extremas, embora pesquisas anteriores conduzidas na DLR tenham descoberto que outros organismos também poderiam sobreviver a isso, estando alojados numa unidade especial ligada à parte externa da estação espacial.

No entanto, de acordo com Marta Cortesão, que também estudou na Universidade do Porto, bolor no Espaço não tem necessariamente de ser uma coisa má. “Pode ser utilizado para produzir antibióticos e vitaminas ou outras coisas necessárias em missões longas”.

ZAP //

Por ZAP
1 Julho, 2019

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2230: Astronautas aterram no Cazaquistão após missão na Estação Orbital Internacional

Alexander Nemenov / Pool / EPA
A astronauta norte-americana Anne McClain de regresso à Terra

Três astronautas regressaram à Terra, esta terça-feira, depois de uma missão de seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

A astronauta norte-americana Anne McClain, o russo Oleg Kononenko e o canadiano David Saint-Jacques pousaram no Cazaquistão às 08h47 locais (03h47 em Lisboa).

A partida dos astronautas para a estação orbital, em Dezembro do ano passado, foi motivo de preocupação, pois acontecia depois do incidente, em meados de Outubro, que envolveu o russo Alexey Ovchinin e o norte-americano Nick Hague: cerca de dois minutos após a descolagem, a nave espacial Soyuz explodiu e foram forçados a uma aterragem de emergência.

Os dois homens sobreviveram ilesos, mas o incidente, o primeiro desta magnitude na história da Rússia pós-soviética, foi outro golpe para a indústria espacial do país.

Antes da partida para o espaço, McClain, Kononenko e Saint-Jacques estavam optimistas e o tom não mudou durante o tempo a bordo da estação orbital, um dos últimos exemplos de cooperação activa entre Moscovo e países ocidentais.

“Uma bela noite sobre África na minha última noite na ISS”, observou no Twitter Anne McClain, de 40 anos, que fez duas saídas espaciais durante esta primeira missão.

Anne McClain @AstroAnnimal

A beautiful night pass over Africa on my last night on @Space_Station

Enquanto a ISS dava a volta à Terra em cerca de 90 minutos, o seu colega David Saint-Jacques, de 49 anos, foi capaz de maravilhar-se uma última vez com a visão do Canadá antes de voltar para casa: “British Columbia e Nunavik … vou ter saudades dessas grandes paisagens canadianas!”, escreveu também na mesma rede social o astronauta da Agência Espacial Canadiana (CSA).

David Saint-Jacques, que também realizou a sua primeira missão, ultrapassou o tempo recorde no espaço detido por outro canadiano: 204 dias, contra 187 cumpridos pelo compatriota Robert Thirsk.

ZAP // Lusa

Por Lusa
25 Junho, 2019

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2182: Limpar o lixo espacial. Agência Europeia aposta em laser lançado de Tenerife

No espaço existe um milhão de detritos que põem em causa a localização da Estação Espacial Internacional e os satélites enviados. Para evitar estes perigos, está a ser estudada a hipótese de remover o lixo utilizando um laser lançado a partir de Tenerife.

© ESA

A Agência Espacial Europeia está a investigar um novo método para destruir toneladas de fragmentos de foguetões e de satélites antigos a orbitar à volta da Terra. Este passa por​​​​​​ disparar um laser a partir da estação terrestre localizada em Teide, Tenerife, nas ilhas Canárias, para identificar o lixo espacial e posteriormente removê-lo.

O telescópio, ainda sujeito a aprovação, será colocado a 2400 metros de altura na ilha de Tenerife e o laser deve rastrear fragmentos de detritos espaciais. Daqui a três ou quatro anos é esperado que venha a funcionar mesmo como um canhão para eliminá-los, pulverizando o lixo para o deslocar. O objectivo é “usar este tipo de instalação para desviar objectos para a atmosfera da Terra onde se vão desintegrar por causa do atrito”, indica Rafael Rebolo, director do Instituto de Astrofísica das ilhas Canárias, citado pelo jornal El País. O projecto custará 600 milhões de euros.

O governo australiano foi o primeiro promotor desta técnica, quando em 2014 financiou um projecto-piloto para desenvolver canhões a laser para limpar lixo espacial. Desde então, também os Estados Unidos e a China têm vindo a explorar esta hipótese.

Actualmente, existem quase um milhão de pedaços de lixo no espaço entre naves, sondas defuntas, restos de foguetões usados, parafusos e até pedaços de tinta soltos acumulados durante 60 anos de exploração espacial. Têm mais de um centímetro e chegam a atingir uma velocidade sete vezes superior à de uma bala.

Se nada for feito para limpar o espaço, os satélites correm o risco de ficar danificados ao colidirem com estes detritos e a Estação Espacial Internacional de sofrer algum incidente. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão. Por causa disto, a Estação Espacial Internacional já teve de mudar de lugar três vezes para escapar à rota de colisão com os detritos.

“Têm aumentado muito os detritos espaciais nos últimos anos e em algumas áreas corremos o risco de não conseguir fazer com que estes retornem depois da colisão com objectos que não conseguimos controlar”, explica Tim Flohrer da Agência Espacial Europeia.

Todos os anos são gastos cerca de 14 milhões de euros a desviar satélites para evitar a colisão com detritos espaciais.

Diário de Notícias
16 Junho 2019 — 12:25

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2145: NASA abre Estação Espacial Internacional a turistas a partir de 2020

CIÊNCIA

NASA – A EEI – Estação Espacial Internacional

A NASA vai abrir uma das secções da Estação Espacial Internacional (EEI) para fins comerciais, que poderá ser visitada por turistas espaciais a partir de 2020, noticiou o portal The Verge esta sexta-feira.

“A Estação Espacial Internacional está aberta para negócios comerciais. Estamos a tornar o nosso laboratório acessível a todos os americanos”, pode ler-se na publicação da NASA.

A agência espacial norte-americana permitirá que o mesmo espaço seja utilizado para produzir filmes e anúncios, que terão o Espaço com segundo plano. Cada dia no espaço pode custar cerca de 35 mil euros.

A NASA instou ainda empresas privadas do sector espacial a propor ideias para futuros módulos e espaços residenciais para que no futuro possa ser acoplados à EEI.

As companhias interessadas terão a possibilidade de comprar um determinado período de tempo no espaço em causa para elaborar, promover ou testar os seus produtos a bordo da Estação Espacial Internacional. Para estes procedimentos, poderão recorrer aos serviços e astronautas da NASA ou levar uma equipa própria.

A decisão da NASA mostra uma mudança radical nas políticas da agência que durante muitos anos foi contra a comercialização da EEI. Até afora, a única forma de uma empresa privada enviar um produto para a EEI dependia de uma condição rígida: possuir determinado valo educacional ou a demonstrar uma nova tecnologia.

ZAP //

Por ZAP
9 Junho, 2019

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2112: NASA mostra-lhe um pôr do sol inesquecível

© Twitter / @NASA A página de Twitter da agência espacial partilhou imagens captadas a partir da Estação Espacial Internacional.

Alguma vez pensou como seria assistir a um pôr do sol a partir da Estação Espacial Internacional? O vídeo partilhado pela NASA que pode ver abaixo é a sua melhor forma de saber e ter uma ideia do quão especial deve ser este acontecimento.

“A Estação Espacial é o sítio perfeito para ver um pôr do sol. Na verdade, a Estação orbita a Terra a cada 90 minutos, o que significa que este pôr do sol é na verdade um dos 16 que os residentes da Estação vêm num dia. Aproveitem a paisagem e vejam onde está a Estação”, pode ler-se na publicação de Twitter.

Mesmo com esta frequência, é difícil pensar que um pôr do sol como o que pode ver acima possa ser considerado um acontecimento aborrecido ou repetitivo.

msn notícias
Miguel Patinha Dias
04/06/2019



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