4917: A Lua ausentou-se do céu e agora sabemos finalmente porquê

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Conforme sabemos, a Lua é o satélite natural da nossa Terra e, além disso, é o quinto maior de todo o sistema solar. Que tenha sido registado, a Lua presenteia-nos com a sua presença todas as noites, sem excepção.

Ou talvez tenha havido uma… existem relatos de um eclipse lunar ocorrido algures em 1110 que garantem uma escuridão excepcional da Lua.

Nuvem de partículas de enxofre despoleta investigação

Há cerca de um milénio, ocorreu uma grande convulsão na atmosfera terrestre. Uma nuvem enorme de partículas ricas em enxofre atravessou a estratosfera, tornando o céu escuro durante meses, ou até anos, antes de cair para a Terra.

Então, os cientistas assumiram que o depósito de enxofre tinha sido deixado por uma grande erupção desencadeada em 1104 pelo vulcão Hekla, da Islândia, também conhecido como “Gateway to Hell”.

Há uns anos, uma equipa analisou a cronologia Greenland Ice Core Chronology 2005 (GICC05) e percebeu que esta está desfasada em sete anos no primeiro milénio e até quatro no milénio seguinte. Portanto, de acordo com novas descobertas da equipa liderada pelo paleoclimatologista Sébastien Guillet, da Universidade de Genebra na Suíça, o vulcão não esteve envolvido na formação da nuvem de enxofre.

Aliás, sabemos da ocorrência desta nuvem de enxofre, porque os investigadores foram capazes de perfurar e analisar núcleos de gelo. Ou seja, amostras retiradas das profundezas das camadas de gelo ou dos glaciares que preservaram partículas de enxofre.

Mais, partículas produzidas por erupções vulcânicas que atingiram a estratosfera e depois assentaram na Terra. Isto, porque o gelo pode preservar provas de actividade vulcânica durante longos (e surpreendentes) períodos de tempo.

Contudo, identificar a data exacta dos eventos guardados no gelo ainda é complicado.

Lua: “Assim que a noite chegou, foi completamente extinta”

De forma a investigarem o que poderá ter sido, então, responsável pelos rastos encontrados, a equipa procurou documentação histórica, como registos medievais de eclipses lunares invulgares.

Conforme revelaram os registos da NASA, aconteceram sete eclipses lunares totais aparentemente observáveis na Europa, nos primeiros 20 anos do último milénio, entre 1100 e 1120. Destes, uma testemunha diz ter ocorrido um em maio de 1110 e descreveu-o como uma escuridão excepcional da Lua.

Na quinta noite do mês de maio, apareceu a Lua a brilhar à noite e depois, pouco a pouco, a sua luz diminuiu, de modo que, assim que a noite chegou, foi completamente extinta, nem a luz, nem a orbita, nem nada foi visto.

Escreveu a testemunha na Peterborough Chronicle.

Claro está que, após esta descoberta, muitos astrónomos discutiram o invulgar, misterioso e escuro eclipse lunar. Então, vários séculos após a sua ocorrência, o astrónomo inglês Georges Frederick Chambers escreveu:

É evidente que este [eclipse] foi um exemplo de um eclipse negro, quando a Lua se torna bastante invisível em vez de brilhar com a familiar tonalidade acobreada.

Eclipse lunar supostamente causado pelo Monte Asama

De acordo com um novo estudo, apesar de conhecerem bem o evento, os astrónomos nunca sugeriram que ele poderia ter sido efectivamente provocado pela presença de partículas vulcânicas na estratosfera. Ainda que este seja a causa mais provável.

Então, estando o vulcão Hekla fora do cenário, os investigadores trabalharam para perceber qual seria, então, o vulcão responsável pela nuvem de enxofre e pelo consequente eclipse lunar.

Apesar de ser impossível saber dados exactos, a equipa acredita que a explicação mais provável é o Monte Asama do Japão. Isto, porque produziu uma erupção gigante, com vários meses de duração, em 1108.

Houve um incêndio no topo do vulcão: uma espessa camada de cinzas no jardim do governador, por todo o lado os campos e os campos de arroz são tornados impróprios para cultivo. Nunca vimos isto no país. É uma coisa muito estranha e rara.

Registo diário de um político que dá conta da erupção de 1108.

Para além disso, os investigadores analisaram anéis de árvores que sugerem que o ano 1109 foi excepcionalmente frio. Mais, existem relatos históricos de impactos sociais e climáticos nos anos posteriores a essa erupção de 1108. Além de a confirmar, relatam que podia ter levado a efeitos desastrosos nas comunidades afectadas.

Posto isto, os investigadores acreditam que os dados que reuniram podem, todos juntos, sugerir um conjunto de erupções vulcânicas esquecidas de 1108 a 1110. Apesar de terem despoletado consequências terríveis para a humanidade, só agora estão a ser desvendadas.

Autor: Ana Sofia
05 Jan 2021


4147: Hubble faz a primeira observação de um eclipse lunar total por um telescópio espacial

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Tirando proveito de um eclipse lunar total em Janeiro de 2019, os astrónomos usaram o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA para medir o ozono na atmosfera da Terra. Este método exemplifica como vão observar planetas parecidos com a Terra que transitam em frente de outras estrelas à procura de vida. O alinhamento perfeito do nosso planeta com o Sol e a Lua durante um eclipse lunar total imita a geometria de um planeta terrestre em trânsito da sua estrela. Num novo estudo, o Hubble não observou a Terra directamente. Ao invés, os astrónomos usaram a Lua como espelho que reflete a luz solar transmitida através da atmosfera da Terra que foi então capturada pelo Hubble. Esta é a primeira vez que a radiação ultravioleta que passa através da atmosfera da Terra foi observada do espaço e a primeira vez que um eclipse lunar total foi capturado a partir de um telescópio espacial. Crédito: ESA/Hubble, M. Kornmesser

Tirando vantagem de um eclipse lunar total, astrónomos usaram o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA para detectar ozono na atmosfera da Terra. Este método serve como um substituto de como vão observar planetas semelhantes à Terra em torno de outras estrelas à procura de vida. Esta é a primeira vez que um eclipse lunar total foi capturado a partir de um telescópio espacial e a primeira vez que tal eclipse foi estudado em comprimentos de onda ultravioleta.

Para se prepararem para a investigação exoplanetária com telescópios maiores que estão actualmente em desenvolvimento, os astrónomos decidiram realizar experiências muito mais perto de casa, no único planeta terrestre habitado conhecido: a Terra. O alinhamento perfeito do nosso planeta com o Sol e a Lua durante um eclipse lunar total imita a geometria de um planeta rochoso em trânsito com a sua estrela. Num novo estudo, o Hubble não olhou para a Terra directamente. Em vez disso, os astrónomos usaram a Lua como um espelho que reflete a luz do Sol que foi filtrada pela atmosfera da Terra. A utilização de um telescópio espacial para observações de eclipses é mais “limpa” do que estudos terrestres porque os dados não estão contaminados como quando se olha através da atmosfera da Terra.

Estas observações foram particularmente desafiadoras porque pouco antes do eclipse a Lua é ainda muito brilhante, e a sua superfície não é um reflector perfeito, pois está “manchada” com áreas claras e escuras. Além disso, a Lua está tão perto da Terra que o Hubble teve que tentar manter um olho fixo numa região seleccionada, para rastrear com precisão o movimento da Lua em relação ao observatório espacial. É por estas razões que o Hubble muito raramente é apontado para a Lua.

As medições detectaram a forte impressão digital espectral do ozono, um pré-requisito chave para a presença – e possível evolução – da vida como a conhecemos numa exo-Terra. Embora algumas assinaturas do ozono tenham sido detectadas em anteriores observações terrestres durante eclipses lunares, o estudo do Hubble representa a detecção mais forte até à data da molécula porque o telescópio espacial pode observar no ultravioleta, comprimento de onda este que é absorvido pela nossa atmosfera e não atinge o solo. Na Terra, a fotossíntese ao longo de milhares de milhões de anos é responsável pelos altos níveis de oxigénio e pela espessa camada de ozono do nosso planeta. Há apenas 600 milhões de anos, a atmosfera da Terra acumulou ozono suficiente para proteger a vida da radiação ultravioleta letal do Sol. Isto auxiliou as primeiras formas de vida terrestre quando migraram para fora dos nossos oceanos.

“Encontrar ozono no espectro de uma exo-Terra seria significativo porque é um subproduto fotoquímico do oxigénio molecular, que é um subproduto da vida,” explicou Allison Youngblood do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial no estado norte-americano do Colorado, EUA, investigadora principal das observações do Hubble.

O Hubble registou a assinatura espectral ultravioleta do ozono impressa na luz do Sol filtrada pela atmosfera da Terra durante um eclipse lunar que ocorreu a 20-21 de Janeiro de 2019. Vários outros telescópios também fizeram observações espectroscópicas noutros comprimentos de onda durante o eclipse, em busca de mais ingredientes da vida na Terra, como oxigénio, metano, água e monóxido de carbono.

“Para caracterizar completamente os exoplanetas, vamos idealmente utilizar uma variedade de técnicas e comprimentos de onda,” explicou o membro da equipa Antonio Garcia Munoz da Universidade Técnica de Berlim, na Alemanha. “Esta investigação destaca claramente os benefícios da espectroscopia ultravioleta na caracterização de exoplanetas. Também demonstra a importância de testar ideias e metodologias inovadoras com o único planeta habitado que conhecemos até à data!”

As atmosferas de alguns exoplanetas podem ser estudadas quando o mundo alienígena atravessa a face da sua estrela-mãe, durante o chamado trânsito. Durante um trânsito, a luz estelar é filtrada pela atmosfera do exoplaneta retro-iluminado. Se visto de perto, a silhueta do planeta pareceria ter um “halo” fino e brilhante em seu redor, provocado pela atmosfera iluminada, assim como a Terra é vista do espaço.

As substâncias químicas na atmosfera deixam a sua assinatura reveladora ao filtrarem certas cores da luz das estrelas. A espectroscopia das atmosferas dos planetas em trânsito foi iniciada por astrónomos do Hubble. Isto foi especialmente inovador porque os exoplanetas ainda não haviam sido descobertos quando o Hubble foi lançado em 1990. Portanto, o observatório espacial não foi inicialmente projectado para tais experiências. Até agora, os astrónomos usaram o Hubble para observar a atmosfera de planetas gigantes gasosos que transitam as suas estrelas. Mas os planetas terrestres são objectos muito mais pequenos e a sua atmosfera também é mais fina. Portanto, a análise destas assinaturas é muito mais difícil.

É por isso que os cientistas vão precisar de telescópios espaciais muito maiores do que o Hubble para recolher a débil luz estelar que passa pela atmosfera destes pequenos planetas durante um trânsito. Estes telescópios vão precisar de observar planetas por um período mais longo, talvez muitas dúzias de horas, para construir um sinal forte. Para o estudo de Youngblood, o Hubble passou cinco horas a recolher dados ao longo das várias fases do eclipse lunar.

Encontrar ozono nos céus de um exoplaneta terrestre não garante a existência de vida à superfície. “Precisaríamos de outras assinaturas espectrais além do ozono para concluir que havia vida no planeta, e estas assinaturas não podem ser vistas no ultravioleta,” diz Youngblood.

Os astrónomos têm que procurar uma combinação de bio-assinaturas, como ozono e metano, ao explorar as possibilidades de vida. É necessária uma campanha em vários comprimentos de onda porque muitas bio-assinaturas – ozono, por exemplo – são detectadas mais facilmente em comprimentos de onda específicos. Os astrónomos em busca do ozono também devem ter em conta que este elemento se acumula com o tempo, conforme o planeta evolui. Há cerca de 2 mil milhões de anos, na Terra, o ozono era uma fracção do que é agora.

O futuro Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, um observatório infravermelho com lançamento previsto para 2021, será capaz de penetrar profundamente na atmosfera de um planeta para detectar metano e oxigénio.

“Esperamos que o JWST leve a técnica de espectroscopia de transmissão das atmosferas exoplanetárias a limites sem precedentes,” acrescentou Garcia Munoz. “Em particular, terá a capacidade de detectar metano e oxigénio nas atmosferas de exoplanetas íntimos, orbitando perto de estrelas pequenas. Isto abrirá o campo da caracterização atmosférica a exoplanetas cada vez menores.”

Astronomia On-line
11 de Agosto de 2020

 

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2319: Esta terça-feira vai poder ver o eclipse parcial da Lua

(CC0/PD) biancamentil / pixabay
Eclipse parcial da Lua

A Lua vai estar, esta terça-feira, na sombra da Terra devido a um eclipse parcial que vai poder ser visto em Portugal.

Este fenómeno vai ser visível, a partir das 21h01, hora em que a Lua vai ficar parcialmente na zona de sombra da Terra, e vai poder ver-se “uma sombra com uma superfície arredondada a entrar pela Lua e a Lua a ficar escura”, segundo Rui Agostinho, astrónomo e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Segundo Rui Agostinho, às 22h31 “o eclipse estará no máximo da sua parcialidade“, terminando à 01h20 de quarta-feira, momento em que a Terra vai deixar de fazer sombra no seu satélite natural.

Duas vezes por ano, a Lua passa nessa zona de sombra”, perdendo a iluminação do Sol, explicou o astrónomo à agência Lusa, a propósito do eclipse da Lua.

No CIAPS – Centro de Interpretação Ambiental da Pedra e do Sal, no Estoril, vai haver uma sessão aberta ao público de observação do eclipse com recurso a telescópios.

Também no Planetário do Porto, o Centro de Ciência Viva e o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço vão organizar uma sessão de observação.

ZAP // Lusa

Por Lusa
16 Julho, 2019

– Seria excelente se o tempo que agora está chuvoso, logo estivesse com céu limpo, o que duvido…

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1606: Depois de uma Super Lua de Sangue, vem aí a maior Super Lua de Neve de 2019

Doug Zwick / Flickr

O dia 19 de Fevereiro será perfeito para contemplar mais um eclipse do satélite natural da Terra. Depois da Super Lua de Sangue, vem aí a Super Lua de Neve.

Este é o nome dado no hemisfério norte à primeira Lua cheia de Fevereiro, época das tempestades de neve nesta região.

O evento não é tão raro como o fenómeno astronómico do mês passado, um eclipse lunar total que coincidiu com a Lua estar no ponto mais próximo da Terra. Mas será imperdível, pois será a maior Super Lua do ano — e a estimativa é que só em 2026 o satélite apareça tão grande como terça-feira.

O fenómeno será visível na terça-feira (19 de Fevereiro) e a Lua estará na sua plenitude enquanto estiver a uma distância de cerca de 340 mil quilómetros da Terra — 27,4 mil quilómetros mais próxima que a distância média, de acordo com o USA Today. A Super Lua ficará especialmente bonita durante o seu “nascimento” pelas 18h17 (hora de Lisboa).

A Super Lua ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu lunar, que faz com que a Lua pareça 14% maior e 30% mais brilhante do que o normal.

“Quando a Lua cheia aparece no perigeu [o ponto mais próximo da Terra] é ligeiramente mais brilhante e maior do que uma Lua cheia normal — e é aí que obtemos uma Super Lua”, explica a NASA.

Conhecida já há milhares de anos, a Lua de Neve também é chamada de Lua de Tempestade e Lua de Fome. Entre as tribos indígenas norte-americanas, a Super Lua de Fevereiro era usada para acompanhar as mudanças das estações.

Uma famosa edição americana, chamada “The Old Farmer’s Almanac”, indica que os povos indígenas do sudeste da América do Norte se referiam ao satélite natural de Fevereiro como a “Lua de Osso”.

“A Lua de Osso significava que havia tão pouca comida que as pessoas roíam ossos e comiam sopa de medula óssea“, explica o almanaque.

Além disso, o novo eclipse lunar acontecerá um mês após a Super Lua de Sangue, ocorrida no dia 21 de Janeiro e que foi visível no mundo inteiro, dando origem a uma variedade de profecias baseadas em previsões bíblicas.

Espera-se que a próxima Super Lua ocorra no dia 21 de Março, mas não será tão grande como a Lua de Neve.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
18 Fevereiro, 2019

Eclipse total da Lua (Lua de Sangue) ocorrido em Janeiro 2019 e captado pelo autor deste Blogue e do Blogue Eclypse:

© F. Gomes – Blogues Eclypse e Spacenews

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1527: Depois do eclipse total, a Lua trouxe um grande anel de luz

Jason Ahrns / Flickr

Na noite de 20 para 21 de Janeiro, o satélite natural da Terra ficou tingido de vermelho durante um eclipse total, dando lugar à chamada Super Lua de Sangue, mas os espectáculos não acabaram por aí.

Na noite seguinte, muitas pessoas testemunharam, em diferentes partes do mundo, um fenómeno atmosférico incomum conhecido como halo, no qual um grande anel aparece ao redor da Lua.

Este evento acontece devido às pequenas partículas de gelo hexagonais suspensas nas nuvens altas, reflectindo a luz e provocando um espectro de cores ao redor do satélite. O halo também é conhecido como arco-íris, podendo surgir tanto ao redor da Lua como em redor do Sol.

Nos halos lunares é possível observar um anel de cor branca ou pálida, juntamente com a cor vermelha no seu interior Além disso, há a cor azul na parte externa, mesmo que algumas vezes não seja visível à noite.

Para o fenómeno ocorrer, dependerá da forma particular e da posição dos cristais nas nuvens. Geralmente, o halo ocorre a baixas temperaturas.

Na madrugada de 21 de Janeiro ocorreu um eclipse total lunar raríssimo, também conhecido como “Super Lua de Sangue”. Os eclipses lunares acontecem porque, na sua trajectória pela órbita da Terra, a lua atravessa duas fases: nova quando fica entre a Terra e o Sol, e cheia quando a Terra é que fica entre a lua e o Sol.

Quando a Terra está entre a lua e o Sol (Lua Cheia) e o nosso planeta projecta nela a sua sombra, esta pode escurecer a lua durante até cinco horas, dependendo das condições. Durante o eclipse, a lua fica normalmente vermelha porque a luz do sol atravessa a atmosfera da Terra durante o pôr e o nascer do sol, e a sua luz é reflectida na lua.

Durante este eclipse, um meteorito caiu na Lua e o fenómeno foi filmado. Foi a primeira vez que se regista o impacto de um meteorito na Lua durante um eclipse. O momento pode ser visto em vídeos que mostram um ponto luminoso na superfície lunar. Esse ponto é o impacto de uma Geminida, um meteoroide que resulta da passagem do asteróide 3200 Faetonte perto da Terra.

ZAP // SputnikNews

Por SN
27 Janeiro, 2019

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21.Jan.2019 – Eclipse total da Lua

Na madrugada de 21 de Janeiro vai ocorrer um eclipse total da Lua, que se encontra em Super Lua. A Lua entra na penumbra da Terra às 2h35min e a partir deste instante a Lua escurece progressivamente adquirindo tons mais acinzentados. A seguir, às 3h34min a Lua entra na sombra da Terra, começando a ficar com tons mais avermelhados e acastanhados.

O começo do eclipse total ocorre às 4h41min, quando a Lua entra totalmente dentro do cone de sombra da Terra. Embora fique totalmente na sombra, a Lua não deixa de ser visível mas apresenta uma cor avermelhada e acastanhada. De facto, durante um eclipse lunar os raios solares incidem na Lua após atravessarem a atmosfera terrestre onde são dispersados e perdem uma grande quantidade de luz azul e verde. Assim, durante o eclipse, a Lua não é iluminada com luz branca mas sim com luz mais avermelhada.

O máximo do eclipse ocorre às 5h12min e, passados 4 minutos, pelas 5h16min ocorre o instante da fase de Lua Cheia. Como o instante de Lua Cheia ocorre próximo do do perigeu (que atingirá no final do dia) teremos então um Eclipse Total da Super Lua.  Pelas 5h44min termina o eclipse total e progressivamente a Lua sairá da sombra, perdendo o tom avermelhado e ganhando o tom de cinzento-escuro e, por fim às 7h50min a Lua sai completamente da penumbra voltando à sua tonalidade habitual. Mais tarde às 19h59min, a Lua estará no perigeu da sua órbita a uma distância de 357.342 km da Terra. Esta proximidade faz com a Lua pareça 14% maior no céu do que quando a Lua cheia ocorre no apogeu.

O próximo Eclipse Total da Super Lua ocorrerá no dia 26 de maio de 2021!

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa

Lunar Eclipse Live Countdown

🌝🌞 There's a Total Lunar Eclipse this weekend!📆 The blood moon will be at Monday Jan 21 5:12am GMT, 12:12am EST or Sunday Jan 20 9:12pm PST. The eclipse will start about 90 minutes before this.⏳ For your local time, see: https://days.to/lunar-eclipse🔴 This is where the moon turns red and is the last one for over 2 years. It should be visible from North/South America, Africa and Western Europe (unless cloudy). We will not be showing live video of the actual moon here, but a live stream will be on youtube here: https://youtu.be/6E7pqfOHhy8This is a countdown to the middle of the #TotalEclipse, so look up from about 1hr 30 minutes to go for the start of the partial eclipse. #BloodMoon #Supermoon

Publicado por Days To em Quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

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802: A Lua de Sangue desta sexta-feira é o maior eclipse lunar do século

dougj55 / Flickr

Na próxima sexta-feira, 27 de Julho (HOJE), vai dar-se o mais longo eclipse lunar do século XXI, com mais de 102 minutos de duração, no qual a Lua, sem desaparecer, adquirirá um tom avermelhado.

Segundo um comunicado do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC), baseado em dados da NASA, este será um eclipse total “com o máximo centrado no Oceano Índico“.

Ao contrário dos eclipses solares, as manchas poderão ser vistas de qualquer lugar do mundo, a partir do momento em que a Lua apareça acima do horizonte.

Um fenómeno deste tipo ocorre quando a Lua passa pela sombra da Terra. A atmosfera da Terra, que excede cerca de 80 quilómetros até o diâmetro do nosso planeta, age como uma lente que desvia a luz do sol e “filtra efectivamente os seus componentes azuis, deixando apenas a luz vermelha que será reflectida pelo satélite”, assinada o IAC, para explicar “o brilho em tons de cobre tão característico” que a Lua adquire nessas ocasiões.

“Depois de dois anos sem eclipses totais da Lua na Europa, no próximo dia 27 de Julho poderemos ver a Lua Vermelha novamente”, explica Miquel Serra-Ricart, astrónomo do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias. Depois disso, acrescentou o cientista, será necessário esperar até Janeiro de 2019 para voltar a observar este curioso fenómeno.

A Lua começará a entrar na sombra da Terra pelas 18:24 horas UT e vai atingir a fase da totalidade do eclipse às 19:30 UT – durará 1 hora e 42 minutos.

O IAC vai transmitir o eclipse ao vivo através do seu canal, em colaboração com o projecto europeu Stars4all e com o Observatório HESS High Energy.

“Na transmissão ao vivo a partir da Namíbia, a escuridão produzida pelo eclipse permitirá descobrir objectos visíveis apenas a partir dos céus do sul”, acrescenta Serra-Ricart.

Por que será o eclipse lunar mais longo?

A cientista do Observatório Nacional, Josina Nascimento, explica e diz que “é tudo uma questão de geometria: neste eclipse da próxima sexta-feira a Lua vai passar bem no centro da sombra da Terra”.

Segundo Josina Nascimento, é fácil ver diversos planetas no céu durante o mês de Julho, principalmente Marte, que estará próximo da Lua no dia do eclipse.

“Vários planetas estão visíveis a olho nu no céu: Vénus está visível a oeste após o pôr do Sol, Júpiter já está alto no céu quando o Sol se põe, Saturno está visível também no início da noite a leste e Marte que está no auge do seu brilho, está visível a leste logo no início da noite”, explicou.

ZAP // RT / BBC

Por ZAP
27 Julho, 2018

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709: O eclipse lunar mais longo do século está prestes a chegar

(dr) Phil Hart
Mudança de cores da Lua durante um eclipse lunar total (Mt Buffalo National Park, 16 Junho de 2011)

O mês de Julho será incrível para os fãs de astronomia. Durante a noite de 27 para 28 de Julho, será possível observar o mais longo eclipse lunar do século XXI a partir do hemisfério oriental.

Os astrónomos esperam que o eclipse total dure 1 hora e 43 minutos. Já o eclipse parcial – que ocorre antes e depois da fase total – durará cerca de 3 horas e 55 minutos, de acordo com os relatórios da EarthSky.

Um eclipse lunar acontece quando o Sol, a Terra e a Lua estão directamente alinhados e a órbita da Lua a leva directamente até à sombra da Terra.

Este eclipse em particular vai ser mais longo porque a Lua vai passar directamente para a região mais escura da sombra da Terra, conhecida como umbra, que também vai dar à Lua um brilho em tom avermelhado – a famosa “Lua de Sangue”.

A Lua cheia de Julho vai acontecer ao mesmo tempo que o apogeu da Lua – o momento em que a Lua atinge o seu ponto mais distante da Terra na sua órbita mensal, de acordo com o mesmo site.

Esta será a mais pequena e completa Lua cheia do ano, ou seja, a Lua vai levar mais tempo a passar pela sombra escura da Terra, fazendo com que o eclipse dure mais tempo. O eclipse lunar mais longo possível é de 1 hora e 47 minutos.

O eclipse na penumbra iniciará às 18h24, com a penumbra da Terra a começar a “tocar” a Lua. Às 19h30 o eclipse total poderá ser visto com a lua cheia totalmente vermelha. Às 20h22 o eclipse atingirá o seu ponto máximo, terminando às 21h13.

Pouco dias após o eclipse lunar, Marte passará pela Terra no seu ponto mais próximo desde 2003. No dia 31 de Julho, o Planeta Vermelho ficará a apenas 57,6 milhões de quilómetros da Terra, tornando-se claramente visível a olho nu.

Os astrónomos do hemisfério oriental poderão ver Marte e a Lua de sangue nos dias 28 e 29 de Julho.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
30 Junho, 2018

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