1593: Dunas misteriosas provam que o vento de Marte sopra sempre na mesma direcção

NASA

Novas imagens do instrumento de imagem de alta resolução HiRISE a bordo do MRO da NASA, em Marte, revelam a capacidade erosiva do vento na superfície do Planeta Vermelho.

Nas fotografias publicadas pela agência espacial, muitas dunas de areia são visíveis. Têm uma forma crescente alongada e são chamados de “dunas de Barchan”.

As dunas são formados pela acção contínua do vento que sopra na mesma direcção. A orientação destas dunas indica que o vento predominante sopra da direita para a esquerda (leste a oeste). O vento está a mover continuamente os grãos de areia ao longo da maior inclinação da duna, em direcção ao topo.

As pequenas ondulações na inclinação são causadas por este movimento. Quando os grãos de areia atingem o topo, caem no declive mais íngreme e mais curto, que, consequentemente, não tem ondulações. É este movimento gradual de areia que faz com que as dunas se movam lentamente ao longo do tempo, relata a NASA.

Outra imagem tirada pela câmara HiRISE mostra como a erosão da superfície revela várias camadas de tons claros, provavelmente depósitos sedimentares, na superfície marciana.

As características geológicas mais recentes são, neste caso, estreitas dunas de areia que serpenteiam no topo de todas as rochas. HiRISE opera em comprimentos de onda visíveis, assim como os olhos humanos, mas com uma lente telescópica que produz imagens em resoluções nunca antes vistas em missões de exploração planetária.

Estas imagens de alta resolução permitem aos cientistas distinguir objectos de um metro de tamanho em Marte e estudar a morfologia e estrutura da superfície de forma muito mais completa.

ZAP // Europa Press

Por ZAP
14 Fevereiro, 2019

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1536: Há “dunas extraterrestres” em Marte (e uma misteriosa cratera gigante)

Universidade de Arizona / NASA Cratera enorme no manto de gelo de Marte

Cientistas descobriram uma nova cratera no manto de gelo do planeta Marte. Além disso, há ainda “dunas extraterrestres” dispostas de forma linear.

O grande buraco, de acordo com um comunicado do laboratório lunar e planetário da Universidade do Arizona, foi causado pelo impacto de um meteorito que caiu no pólo sul do Planeta Vermelho.

As imagens da cratera foram capturadas pela HiRISE, a mais poderosa câmara de alta resolução que foi enviada para outro planeta e que fornece material com um nível incrível de detalhes, de acordo com os especialistas.

Com base nos dados das fotografias, foi determinado que o impacto na área ocorreu entre Julho e Setembro do ano passado. O padrão dos tons de cor revelam características da força do choque do meteorito, que perfurou a camada de gelo, escavou a areia escura inferior e ejectou-a em todas as direcções no topo da camada.

Ross Beyer, especialista da NASA, disse que “esta imagem é bastante considerável, porque ocorreu na zona glacial do sul. Parece que a explosão ocorreu após um impacto de pelo menos duas toneladas. A cratera formou uma área de explosão maior e mais leve, causando um design interior sob a camada de gelo”.

Mas estas não são as únicas novidades que a HiRISE traz para a Terra. Foram também publicadas as primeiras imagens de um novo campo de dunas em Marte, com morfologias distintas, em que se pode apreciar a secção transversal das mesmas.

Universidade de Arizona / NASA
Dunas em Marte

Segundo o artigo da Universidade do Arizona, essas formações dependem de vários factores, incluindo a quantidade de areia presente e as direcções locais do vento.

As imagens mostram as “dunas extraterrestres” dispostas de forma linear, primeiro em áreas com muita areia e depois os picos das dunas com secções relativamente livres de poeira. Mais tarde, os cientistas esperam obter uma segunda imagem para determinar se essas dunas estão a evoluir ou permanecem estáticas.

Graças ao material fornecido pela HiRISE, a NASA colaborou com missões espaciais para estabelecer o seu local de pouso, entre outras importantes descobertas, como a confirmação de grandes reservas de água congelada sob a superfície marciana ou a contemplação de avalanches em movimento.

ZAP //

Por ZAP
30 Janeiro, 2019

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699: Descoberta uma duna azul em Marte

A duna azul foi encontrada na cratera Lyot, em Marte | NASA /JPL-Caltech/Univ. of Arizon

Chamam-lhe o planeta vermelho mas imagens da NASA mostram o que parece ser uma mancha de areia azulada.

No site do Mars Renaissance Orbiter, um orbiter da NASA, a câmara HiRISE que este usa é descrita como “a câmara fotográfica mais poderosa alguma vez enviada para outro planeta”. Foi ela que captou a imagem de uma duna azul em Marte, o quarto planeta a contar e conhecido pela cor vermelha das suas rochas e areais

Na verdade, como explicou à CNN Alfred McEwen, director do Planetary Image Research Laboratory na Universidade do Arizona, a duna em questão é na verdade cinzenta, mas aparece na imagem de um azul forte. Foi esta a conclusão a que chegaram os cientistas depois de um apurado trabalho de edição das imagens captadas pelo Mars Renaissance Orbiter.

A olho nu, o que veríamos seria uma mancha cinzenta. A câmara consegue captar mais pormenores, mas o seu trabalho é dificultado pela quantidade de poeira que existe em Marte. Na verdade a HiRISE captou três imagens em que as cores são ajustadas para vermelho, azul e verde, com recurso a tecnologia de infra-vermelhos. Quando aumenta o contraste, a duna surge numa cor turquesa forte porque “é feita de um material mais fino e/ou tem uma composição diferente do que a rodeia”, pode ler-se num comunicado da NASA.

A duna azul foi encontrada na cratera Lyot (que deve o nome ao astrónomo francês Bernard Lyot), onde a maioria das dunas têm a forma de um crescente – as chamadas dunas barchan – devido à sua posição em relação ao vento. Segundo a CNN, não é claro porque é que esta duna é “mais abstracta”.

Os orbiters, ao contrário dos rovers, não tocam no solo, mas monitorizam o planeta de fora da atmosfera.

Diário de Notícias
ciência
27 DE JUNHO DE 2018 08:42
Helena Tecedeiro

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604: Desvendado o mistério: Plutão tem mesmo dunas (mas não são de areia)

NASA/JHUAPL/SwRI
Imagem de Plutão captada a partir da sonda New Horizons

Uma equipa internacional de cientistas descobriu que Plutão tem dunas, que se formaram a partir de grãos de metano congelado libertados na sua atmosfera pouco densa.

Quando a sonda New Horizons passou muito perto da superfície de Plutão, em 2015, tivemos oportunidade de ver que Plutão tinha estruturas na sua superfície, sem saber, porém, o que eram.

Agora, uma equipa de cientistas do Reino Unido, França, Alemanha e dos Estados Unidos confirma que entre essas estruturas estão dunas e explica como estas se formaram.

A possibilidade de existência de dunas em Plutão era um mistério, dado que as dunas apareceram num planeta com muita pouca atmosfera e onde a temperatura à superfície ronda os -230ºC.

“Ver dunas em Plutão – se realmente forem dunas – será completamente alucinante, porque actualmente a atmosfera de Plutão é muito fina”, considerava William B. McKinnon, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, em Setembro de 2015.

Os cientistas voltaram a analisar as imagens recolhidas pela New Horizons e afirmaram que Plutão tem mesmo dunas. Num artigo científico, publicado esta sexta-feira na Science, os cientistas detalham que as dunas estão distribuídas ao longo de menos de uma área de 75 quilómetros e que ficam numa região montanhosa, mesmo no limite da planície gelada de Sputnik.

SwRI / JHUAPL / NASA
As dunas de metano detectadas em Plutão

Análises espaciais feitas às duna e a rastos deixados pelo vento no solo e através do uso de um modelo espectral e numérico, os astrónomos descobriram que as dunas terão surgido a partir de grãos de gelo de metano libertados na atmosfera rarefeita de Plutão.

Os grãos terão sido transportados por ventos moderados para o limite da planície gelada e da região montanhosa. Esses ventos podem alcanças entre 30 a 40 quilómetros por hora, explica o Público.

“Segundo os nossos cálculos, seriam necessários ventos de 800 quilómetros por hora para iniciar o transporte. No entanto, não há em Plutão ventos muito mais fortes do que estes ”, indica Eric Parteli,  físico e geo-cientista brasileiro da Universidade de Colónia e um dos autores do estudo.

Mas como foi então possível o transportes dos grãos? “A ejecção de partículas do solo para a atmosfera como resultado de processos de sublimação, os quais são causados por irradiação solar”, responde Parteli.

As dunas formam-se quando o vento não muda de direcção e orientam-se perpendicularmente à direcção do vento. Os cientistas sugerem que as dunas se tenham formado nos últimos 500 mil anos ou mais cedo, pelo que são estruturas “formadas num passado geológico muito recente”.

Embora ainda haja muitas perguntas por responder, como se há mais dunas noutras partes de Plutão, o cientista refere que “este estudo é o primeiro a mostrar que o vento é, de facto, um agente geológico fundamental para se entender a superfície de Plutão”.

Plutão junta-se assim a outros corpos celestes do Sistema Solar que também têm dunas: os planetas Terra, Marte e Vénus, a lua Titã e, talvez, o cometa 67P/Churiumov-Gerasimenko.

ZAP //

Por ZAP
2 Junho, 2018

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