2585: NASA vai levar um drone voador autónomo a Marte para fazer história

CIÊNCIA

A NASA está bastante mais à frente de qualquer outra agência espacial no que toca à exploração de Marte. Nesse sentido, esta já percebeu como colocar no solo do planeta vermelho os seus rovers e sondas. Os engenheiros do Jet Propulsion Laboratory, na Califórnia, anexaram um drone voador à barriga do rover Marte 2020. Este será lançado em Julho próximo.

Este veículo, totalmente autónomo, tem uma aparência de mini-helicóptero e terá uma missão de auto adaptação.

Que tipo de drone irá sobrevoar Marte?

O mini-helicóptero para Marte (Helicóptero Marte), será movido a energia solar. Apesar do seu tamanho, cerca de 80 centímetros de altura (quando aberto e pronto a voar), esta será a primeira aeronave a voar noutro planeta. O robô drone irá para o planeta vermelho com a sonda Mars 2020 da NASA.

Conforme foi avançado, a missão Mars 2020 está programada para ser lançada a 17 de Julho de 2020. A partir do Cabo Canaveral, o rover será então transportado pelo foguetão Atlas 5 da United Launch Alliance.

Missão Mars 2020 será um marco na história da exploração de Marte

A instalação do helicóptero para Marte será feita na parte inferior do rover Mars 2020. Actualmente, os engenheiros estão a conceber e a preparar a nave a uma série de verificações antes do voo. Para já, o veículo que aterrará no solo marciano está a ser submetido a um teste de vibração. O processo é assim idêntico ao que foi usado na aterragem que entregou o rover Curiosity em Marte em 2012.

Com esta união de duas grandes naves espaciais, posso dizer definitivamente que todas as peças estão prontas para uma missão histórica de exploração. Juntos, Marte 2020 e o Helicóptero Marte, ajudarão a definir o futuro da ciência e da exploração do Planeta Vermelho nas próximas décadas.

Referiu Thomas Zurbuchen, responsável da NASA em Washington.

Os principais objectivos da missão Mars 2020 incluem a procura de sinais de vida microbiana antiga em Marte. Nesse sentido, o rover irá recolher amostras de rocha para serem recuperadas e trazidas para a Terra numa futura missão. Além disso, será testado um dispositivo para gerar oxigénio a partir do dióxido de carbono na atmosfera marciana.

Helicóptero Marte – Uma inovação na atmosfera marciana

Equipado com um par de lâminas contra-rotativas, o mini-helicóptero é uma experiência de demonstração tecnológica. Depois do rover chegar a Marte em 18 de Fevereiro de 2021, este deixará cair o drone sobre a superfície marciana e afastar-se-á para uma distância segura. Posteriormente, o rover irá continuar com as suas próprias investigações científicas independentes do helicóptero.

O novo dispositivo voador, terá uma cobertura que o protegerá contra detritos durante a entrada, descida e aterragem do rover em Marte.

O nosso trabalho é provar que o voo autónomo e controlado pode ser executado na atmosfera marciana extremamente fina. Como o nosso helicóptero é projectado como um teste de voo de tecnologia experimental, ele não transporta instrumentos científicos. Mas se provarmos que o voo motorizado em Marte pode funcionar, estamos ansiosos pelo dia em que os helicópteros de Marte possam desempenhar um papel importante nas futuras explorações do Planeta Vermelho.

Comentou MiMi Aung, do JPL.

Helicóptero será autónomo e voará à sua vontade

O helicóptero voará autonomamente, sem entrada em tempo real de controladores terrestres que estão a milhões de quilómetros de distância. O drone transporta então duas câmaras e a telemetria do helicóptero será encaminhada através de uma estação base no rover.

A atmosfera na superfície marciana tem cerca de 1% da densidade da Terra. Dessa forma, o desempenho de uma aeronave de asa rotativa como o Helicóptero Marte é mais limitado.

Assim sendo, os rotores do Helicóptero Marte girarão entre 2400 e 2900 rpm. Este valor é cerca de 10 vezes mais rápido que um helicóptero a voar na atmosfera da Terra. O recorde de altitude de um helicóptero na Terra é de cerca de 12000 metros.

Estas máquinas voadoras poderão ser os batedores do futuro

A NASA diz que os futuros helicópteros de Marte poderão transportar instrumentos científicos e actuar como batedores de rovers e, eventualmente, humanos, explorando o Planeta Vermelho. Os drones poderiam examinar penhascos, cavernas e crateras profundas, lugares onde poderia ser muito arriscado enviar uma tripulação ou um rover caro, disse a NASA num comunicado.

Com toda a certeza, estas imagens aéreas também podem ajudar a localizar obstáculos para os rovers atravessarem a superfície marciana.

Lua de Saturno também vai receber um helicóptero da NASA

O Helicóptero Marte não é o único robô voador que a NASA está a desenvolver para enviar para outros mundos. Na verdade, no início deste ano, a NASA aprovou o desenvolvimento de uma missão chamada Dragonfly, que usará uma aeronave a rotor para voar através da atmosfera Titan, a maior lua de Saturno.

Ao contrário do Helicóptero Marte, a Dragonfly é uma missão de investigação completa com o seu próprio conjunto de instrumentos científicos. Titan é coberto por uma atmosfera mais espessa do que a da Terra, tornando-o um ambiente mais favorável para uma aeronave de asa rotativa do que Marte.

Contudo, Saturno está seis vezes mais distante do Sol do que Marte, por isso os projectistas planeiam contar com um gerador nuclear para alimentar a Dragonfly em torno de Titã.


pplware
Imagem: NASA
Fonte: Space Flight Now

 

1306: O colossal drone solar da Boeing vai voar em 2019

TECNOLOGIA

Aurora Flight Sciences
O enorme drone solar Odysseus quer levar a internet aos 4 cantos do mundo

A Aurora Flight Sciences, subsidiária da Boeing, vai lançar em 2019 o seu drone solar Odysseus, que terá a capacidade voar durante meses de forma autónoma e o objectivo de dar acesso Internet a todo o planeta – incluindo os cantos mais longínquos do mundo.

Embora o Facebook tenha desistido de desenvolver o seu drone solar Aquila, muitas outras empresas continuam a perseguir o objectivo de criar um drone que possa manter-se no ar por tempo ilimitado apenas com a energia do Sol. Entre estes está o Odysseus, projecto apoiado pela Boeing, que vai mostrar o que vale já no próximo ano.

O Odysseus, desenvolvido pela Aurora Flight Sciences, está em desenvolvimento há alguns anos. A sua origem remonta ao Daedalus Project, projecto lançado pelo MIT na década de 1980 que bateu o record de voo de um avião solar tripulado em 1988, com uma muito simbólica viagem de 115 km sobre o mar Egeu, entre Creta e Santorini.

“O Odysseus, ideia que nasceu do Daedalus, é já hoje uma solução viável para o avanço da pesquisa sobre as alterações climáticas e outros problemas que afectam a nossa atmosfera”, afirmou John Langford, um dos líderes do projecto Daedalus e actualmente presidente e CEO da Aurora Flight Sciences, em nota divulgada esta semana.

“A Aurora foi fundada com a ideia de que a tecnologia e a inovação podem fornecer soluções poderosas para os complexos problemas que afectam toda a Humanidade”, acrescenta Langford.

O Odysseus tem como objectivo tornar-se uma alternativa aos satélites, uma vez que permitirá criar plataformas de observação da Terra de alta altitude, mas com um custo de uma fracção do de um satélite.

A abordagem da Boeing diverge, neste aspecto, do projecto da SpaceX de Elon Musk, que planeia melhorar a velocidade da Internet e a conectividade global do planeta colocando em órbita, entre 2019 e 2024, nada menos que 4.425 satélites – três vezes mais do que todos os satélites que existem actualmente em órbita.

A versão orbital tenha a vantagem de não ter preocupações com questões territoriais das fronteiras geográficas e das burocracias necessárias em cada país onde fosse necessário ter um drone. Por outro lado, é uma solução que não está ao alcance de qualquer empresa.

A Aurora realça que os seus drones podem ser lançados com um custo muito inferior ao de um satélite, e que a sua autonomia, na ordem dos meses, é muito superior ao dos drones solares convencionais.

“O Odysseus tem uma autonomia de que nenhum outro drone semelhante é capaz, e pode transportar instrumentos de investigação científica que o transformam numa plataforma de eleição para a pesquisa meteorológica e atmosférica, que será o seu primeiro papel”, explica Langford. “O Odysseus vai mudar o Mundo“.

O Odysseus está também apto para missões de vigilância, comunicações e conectividade, podendo assumir o papel que o Facebook tinha planeado para o seu projecto Aquila há alguns anos – tornando-se assim uma alternativa viável para dotar o planeta de uma rede de comunicações global e levar a Internet aos cantos mais distantes do Mundo.

Mas primeiro, será preciso demonstrar que um colossal drone solar consegue mesmo manter-se no ar durante meses… a cumprir a sua missão, qualquer que ela seja.

O primeiro voo do Odysseus, que partirá de Porto Rico, está agendado para o dia 23 de Abril de 2019, data do 31º aniversário do voo do Daedalus sobre o mar Egeu.

ZAP // Aberto até de Madrugada

Por AadM
18 Novembro, 2018

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602: Drone salva Havaiano preso na lava do vulcão Kilauea

Um grupo de cientistas recorreu a um drone para resgatar um civil preso na lava do vulcão Havaiano Kilauea. Os drones estão a tornar-se uma ferramenta valiosa para dar resposta a situações de emergência como operações de resgate e salvamento.

Como sempre, a erupção em curso no Kilauea e na zona inferior do leste do Rift (LERZ) continua a impressionar: dias após o fogo azul, o vulcão parece agora estar a dar muito trabalho em algumas fissuras, especialmente na Fissura 8, que está a criar fontes de lava que alcançam até 76,2 metros – aproximadamente 250 pés – de altura.

O vulcão ainda é sinónimo de perigo, principalmente devido às suas emissões de dióxido de enxofre e os seus imprevisíveis fluxos de lava. Um destes fluxos ameaçou apanhar um civil da região, na passada noite de 27 de maio mas, graças à equipa de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos (USGS) e ao uso de um drone inteligente, a crise foi evitada.

Segundo um post no Facebook do USGS sobre o incidente, o Departamento de Sistemas de Aviões Não Tripulados do Interior (UAS) do Kilauea, estava a realizar missões de mapeamento na LERZ. Recorrendo a um drone, a equipa observava para onde a lava fluía e o quão rápido se propagava pela terra cada vez mais queimada.

Durante esta expedição, a equipa fornecia em simultâneo cobertura ao vivo do fluxo da lava para o grupo de funcionários de emergência. Usando essa informação, as autoridades começaram a retirar os moradores da área e das várias ruas em que a lava começava a invadir.

Neste momento, a equipa foi alertada através de uma transmissão de rádio sobre um problema potencialmente fatal: um civil estava preso na sua casa, na rua Luana. Embora os detalhes ainda permaneçam dispersos, tudo indica que a lava cercou inesperadamente a zona onde se encontrava. Embora a lava fosse incandescente à noite, com a vasta cobertura de árvores na área, não se tornou claro para o havaiano qual o caminho mais seguro a tomar. 

Foi então que a equipa enviou um drone para a localização da vítima, pedindo que o mesmo o seguisse em segurança. Com a ajuda extra de uma lanterna de telemóvel, o habitante conseguiu atravessar a “selva” até à rua de Nohea.

“Cerca de 10 minutos depois de fornecer informações de direcção, quer para a pessoa em salvamento, quer para a equipa de resgate, a equipa de busca conseguiu contactá-lo e guiá-lo para um lugar seguro”, explicou o USGS, afirmando que “a equipe da UAS ficou no local até que as todas as equipas estivessem fora da área.”

Esta é a primeira vez que os drones são usados ​​ao serviço da vulcanologia. Estes são regularmente usados ​​para monitorizar o progresso dos fluxos e os lagos de lava, tanto no Havai como noutras partes do mundo. Recentemente, foram usados ​​para produzir o primeiro mapa termal 3D do mundo de Stromboli, um fantástico vulcão siciliano efervescente.

Esta história lembra ainda que os drones podem ser utilizados para garantir que vidas não sejam literalmente consumidas pelas chamas. Uma vez mais, há que levantar o chapéu à equipa do USGS.

Situado a 1200 metros de altitude, o Kilauea é um dos mais activos no mundo e um dos cinco existentes naquele arquipélago norte-americano.

ZAP // IFL

Por ZAP
1 Junho, 2018

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