4758: Arquipélago na “Atlântida britânica” sobreviveu a tsunami há 8 mil anos

CIÊNCIA/ANTROPOLOGIA/ARQUEOLOGIA

Cientistas acreditam que uma parte de Doggerland, uma antiga civilização conhecida como a “Atlântida britânica”, tenha sobrevivido ao tsunami que inundou a região há 8 mil anos.

Doggerland foi uma civilização antiga no Mar do Norte, situada entre o Reino Unido, a Dinamarca e a Noruega. Conhecida como a “Atlântida britânica”, Doggerland foi abandonada depois de ser atingida por um tsunami de cinco metros, há 8.200 anos.

O tsunami terá sido causado por Storegga slides, deslizamentos de terra de grandes proporções que ocorrem debaixo de água na costa da Noruega.

Os arqueólogos calculam que Doggerland teria quase três vezes o tamanho de Portugal. A teoria é que os humanos caçadores-colectores se mudaram para lá devido às mudanças de estações. Com a subida do nível da água do mar, que acabou por inundar a região, estes humanos foram obrigados a vir para terrenos mais altos.

Agora, investigadores têm estudado restos de plantas, isótopos e sedimentos de amostras extraídas da região sul de Doggerland, combinados com uma análise da topografia da região e um estudo de tsunamis modernos para obter uma imagem topográfica do tsunami Storegga.

De acordo com o Heritage Daily, o estudo revelou que o tsunami avançou 40 quilómetros de terra. No entanto, a água terá esbarrado nas densas florestas e terrenos altos, permitindo que esta zona da Doggerland sobrevivesse na forma de um pequeno arquipélago.

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A existência de Doggerland já era conhecida, mas apenas como uma opção para empresas petrolíferas à procura de combustíveis fósseis….

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Os investigadores sugerem que este arquipélago terá sido uma peça importante na pré-história, servindo de ponto de partida para a disseminação da agricultura para o resto da Grã-Bretanha.

Durante a Era do Gelo, os níveis do mar eram muito mais baixos, e, na sua extensão máxima, Doggerland ligava a Grã-Bretanha à Europa continental. Nessa época, os caçadores podiam ir a pé desde o que hoje é o norte da Alemanha até ao leste de Inglaterra. Há cerca de 10 mil anos, a região tinha uma das mais ricas áreas para caça, pesca e aves selvagens da Europa.

Sendo que na altura do tsunami a maior parte de Doggerland tinha menos de 5 metros de altitude, “o impacto em qualquer pessoa que vivesse em Doggerland na época teria sido enorme, comparável ao do tsunami no Japão em 2011″, disse Jon Hill, investigador do Imperial College em Londres e autor de um outro estudo sobre a antiga civilização.

ZAP //

Por ZAP
4 Dezembro, 2020

 

 

2130: Cientistas perto de encontrar uma Atlântida três vezes maior que Portugal

A existência de Doggerland já era conhecida, mas apenas como uma opção para empresas petrolíferas à procura de combustíveis fósseis. Contudo, cientistas encontraram agora vestígios da presença de humanos no Mar do Norte.

Atlântida é uma lendária ilha ou continente, cuja primeira menção foi em algumas obras de Platão. Nestes contos, o filósofo grego explica que após uma tentativa falhada de invadir Atenas, Atlântida afundou no oceano. Alguns historiadores acreditam que Platão se inspirou em acontecimentos verídicos para escrever a sua história e que, de facto, Atlântida existiu mesmo.

Não foi a Atlântida que os cientistas descobriram, mas foram encontrados vestígios de uma civilização antiga presentes no Mar do Norte, situado entre o Reino Unido, a Dinamarca e a Noruega. Nesse espaço foi encontrada uma floresta fossilizada que pode provar a presença de humanos mesolíticos de há 10 mil anos.

“Estamos absolutamente certo de que estamos muito perto de encontrar vestígio de presença humana”, disse Vincent Gaffney, da Universidade de Bradford, no Reino Unido.

Segundo o All That’s Interesting, a expedição que encontrou os vestígios no Mar do Norte não é única, mas foi a primeira que priorizou a descoberta da presença humana no centro do Mar do Norte.

mwmbwls / Flickr
Doggerland, no Mar do Norte

Os arqueólogos calculam que Doggerland teria praticamente três vezes o tamanho de Portugal. A teoria é que os humanos caçadores-colectores se mudaram para lá devido às mudanças de estações. Com a subida do nível da água do mar, que acabou por inundar a região, estes humanos foram obrigados a vir para terrenos mais altos.

“As melhores áreas são as zonas húmidas, onde há água, pássaros, peixes e crustáceos”, disse Gaffney. Os vestígios de turfa encontrados pelos cientistas provam que estas era zonas bastante húmidas.

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Por ZAP
7 Junho, 2019



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