4238: Cientista descobre “por acaso” fóssil de dinossauro com 166 milhões de anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Stephen L. Brusatte
A paleontóloga Elsa Panciroli junto ao seu achado

Um osso de dinossauro, da era jurássica, foi encontrado por uma cientista enquanto corria na praia, na Ilha de Eigg – na Escócia. Os cientistas acreditam que o osso pertence à família dos dinossauros, mais conhecida pelo reconhecível estegossauro.

O fóssil de dinossauro tem 166 milhões de anos, e mede cerca de 50 cm de comprimento. Os cientistas acreditam que o osso pertence a um dinossauro estegossauro, que viveu durante o período jurássico médio. A descoberta deixa claro que os estegossauros estiveram na Escócia, nessa época.

A paleontóloga Elsa Panciroli, investigadora dos Museus Nacionais da Escócia, fez uma “descoberta extremamente significativa”, quando estava (literalmente) a correr ao encontro dos seus colegas paleontólogos.

Elsa PanciroliO fóssil encontrado (acidentalmente) por Elsa Panciroli

A cientista deparou-se com o inesperado. “Não estava claro a que tipo de animal o osso pertencia, mas não havia dúvidas que era um osso de dinossauro”, explicou Panciroli que encontrou o osso por um simples acaso.

Encontrado numa rocha na costa escocesa, o osso, encontrava-se muito danificado pelas ondas do mar. Contudo, o fóssil ainda apresentava condições para ser estudado pela equipa de paleontólogos.

Depois de ser removido da rocha, o osso foi levado para o laboratório para ser analisado. Pertencia ao membro posterior de um estegossauro, concluiu a equipa de investigadores.

Elsa Panciroli
O fóssil encontrado pertence ao membro posterior do estegossauro

A descoberta é um marco para a escocesa, depois de 200 anos de investigações naquela zona. À Sky News, Panciroli conta que “os fósseis do jurássico médio são raros, e até agora os únicos fósseis de dinossauros encontrados na Escócia estavam apenas localizados na Ilha de Skye”.

A Ilha de Eigg já era famosa por lá já terem sido encontrados fósseis do jurássico médio. Hugh Miller, geólogo do século 19, descobriu na altura, vestígios de répteis marinhos e peixes na região.

Contudo, Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo, acredita que esta descoberta de Panciroli é ainda mais notável pois “até agora, ninguém tinha conseguido encontrar ossos de dinossauro em Eigg”.

O fóssil está agora nas colecções dos Museus Nacionais da Escócia, em Edimburgo.

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27 Agosto, 2020

 

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4215: O segredo do enorme tamanho dos dinossauros pode estar escondido nos osso

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

DariuszSankowski / Pixabay

A imponente dimensão dos dinossauros pode ser explicada pelos seus ossos ultra-leves, sugere um novo estudo. O segredo pode estar escondido no osso trabecular.

Os dinossauros são algumas das maiores criaturas a alguma vez deambular a superfície da Terra. Um novo estudo sugere que a natureza dos seus ossos pode explicar a razão pela qual atingiam dimensões tão grandes.

Olhe-se, por exemplo, para o Argentinossauro, um herbívoro que viveu no fim do período Cretáceo e que podia atingir os 35 metros de comprimento e 20 metros de altura, pesando entre 60 e 90 toneladas.

Pôr ovos em vez de carregar filhotes permitiu aos dinossauros evitar algumas restrições biológicas que determinam o tamanho dos mamíferos, explica a New Scientist. No entanto, este novo estudo propõe que as diferenças entre o tecido ósseo de mamíferos e dinossauros também desempenham um papel fundamental.

“O osso trabecular é um material estrutural excepcional e leve”, disse o líder da equipa de investigação, Seth Donahue. Foi precisamente neste osso que os cientistas se focaram e é por essa razão que este novo estudo é tão único e diferente de todos os outros.

Os investigadores notaram que o osso trabecular nos dinossauros é organizado de maneira diferente do que nos mamíferos, de modo a ser menos denso sem sacrificar a força. Os resultados do estudo foram publicados esta semana na revista científica PLoS One.

“Acho que as descobertas têm implicações para a compreensão de como os dinossauros eram capazes de suportar corpos gigantescos que não são vistos hoje em animais”, disse Donahue.

Esta descoberta pode ser útil para ajudar a projectar coisas que requeiram um peso leve, mas que sejam fortes, como por exemplo uma ponte ou uma nave espacial.

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23 Agosto, 2020

 

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4155: Há um novo primo do T-Rex e foi descoberto na praia

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Ossos fossilizados foram encontrados por acaso na ilha de Wight, Reino Unido. O seu estudo mostrou que se trata de uma nova espécie de dinossauro.

Uma visão artística do nova espécie de dinossauro.
© Trudie Wilson

Há um novo dinossauro na família do famoso T-Rex. Chama-se Vectaerovenator inopinatus, em alusão ao formato dos seus ossos, cheios de espaços vazios, e viveu no período Cretáceo, há cerca 115 milhões.

O estudo dos seus ossos fossilizados, por um grupo de investigadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, mostra que ele era um terópode (um dinossauro bípede carnívoro, que tinha uns respeitáveis quatro metros de comprimento. Mas o que sobretudo marca esta descoberta é que ela foi tudo menos banal.

A história desta nova espécie começa em 2019, numa pequena praia da ilha de Wight, no Reino Unido, quando Robin Ward, um paleontólogo amador de Stratford-upon-Avon (famosa por ter sido a terra natal de Shakespeare) ali passava férias com a família.

Na praia de Shanklin, Ward acabou por encontrar muito mais do que um aprazível areal para ir a banhos e descansar. Num dos seus passeios na zona à beira-mar encontrou dois ossos fossilizados que, percebeu logo, não eram nada comuns.

“Pensei que eram especiais, por isso levei-os comigo quando visitámos o Dinosaur Isle Museum [museu local dedicado aos dinossauros e à paleontologia] “, conta Robin Ward, citado num comunicado da Universidade de Southampton sobre o achado.

“Eles perceberam de imediato que aquilo era algo raro e perguntaram-me se poderia doar o achado para ser investigado”. Foi o que fez.

Mas o tesouro ainda não estava completo. Em poucas semanas, um outro veraneante, James Lockier, de Spaldind, no Lincolnshire, e um habitante local, Paul Farrell, haveriam de descobrir mais dois ossos, completando assim o conjunto de quatro cujo estudo permitiu agora enriquecer o puzzle da evolução com uma nova espécie de dinossauro.

Conta James Lockier, que também é um amador veterano de fósseis: “Quando a encontrei numa zona pouco frequentada de Shanklin, pareceu-me diferente de todas as vértebras de réptil marinho que tinha visto antes.” A sua intuição não podia estar mais certa.

Duas das vértebras encontradas.
© Universidade de Southampton

Paul Farrel, o único habitante da ilha nesta história de felizes achados, pensou logo em dinossauros quando, pela mesma altura, encontrou o fóssil no areal. Afinal, a ilha de Wight é uma região conhecida pela sua riqueza paleontológica – tal como acontece na Lourinhã, em Portugal, aquela é um das regiões da Europa mais ricas em fósseis de dinossauros.

“Caminhava ao longo da praia, a olhar para as pedras, quando dei com o que parecia um osso de dinossauro”, lembra Farrel. O que não podia supor na altura, porém, é que a sua descoberta iria ajudar a descobrir uma nova espécie há muito extinta. “Foi uma emoção sabe-lo”, confessa.

Doação dos fósseis foi decisiva

O Vectaerovenator inopinatus foi estudado e identificado por investigadores da Universidade de Southampton, a partir dos quatro fósseis, que são vértebras do pescoço, das costas e da cauda, possivelmente pertencentes ao mesmo animal.

De acordo com os cientistas, o facto de os quatro fósseis terem sido encontrados na mesma zona, e com poucas semanas de diferença, é uma indicação forte nesse sentido.

Uma das características que impressionaram os paleontólogos nestes fósseis é que eles contêm vários espaços ocos, o que permite colocá-los na linhagem das modernas aves.

“O registo de dinossauros terópodes do Cretáceo Médio na Europa não é muito grande, por isso é fantástico termos conseguido ampliar o nosso conhecimento sobre a diversidade de espécies de dinossauros daquele período”, afirmou Chris Barker, o principal autor do estudo, citado no comunicado da sua universidade.

“Embora o material fosse suficiente para determinar o tipo de dinossauro, o ideal era encontrar mais fósseis para podermos refinar a nossa análise”, afirmou o mesmo investigador, sublinhando a importância da atitude das pessoas que fizeram o achado para o avanço da ciência.

“Estamos muito agradecidos pela doação destes fósseis à ciência e pelo importante papel que a ciência-cidadã pode desempenhar na paleontologia”, afirmou.

Martin Munt, curador do Dinosaur Isle Museum, onde os fósseis estão a partir de agora em exposição, é da mesma opinião.

“Esta notável descoberta por três pessoas diferentes de fósseis que estão relacionados entre si vem aumentar a nossa grande colecção. É fantástico poder agora confirmar a sua importância e mostrá-los ao público.”

Segundo a Universidade de Southampton, o estudo sobre os fósseis da praia de Shanklin vai, entretanto, ser publicado na revista científica Papers in Paleontology.

Diário de Notícias

 

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4046: Paleontólogos descobrem dinossauro com garras em forma de gancho

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Dickinson Museum Center / Facebook
Reconstrução do Trierarchuncus prairiensis

Cientistas descobriram uma nova espécie de dinossauro, baptizada Trierarchuncus prairiensis, do grupo Alvarezsauria, no estado do Montana, nos Estados Unidos.

De acordo com o site Science Alert, cientistas descobriram uma nova espécie de dinossauro na Formação Hell Creek, no estado norte-americano do Montana. Chama-se Trierarchuncus prairiensis e tinha apenas cerca de três metros de comprimento (pequeno quando comparado com outros animais descobertos nesta formação rochosa, como é o caso de muitos Tyrannosaurus rex e Triceratops).

Esta criatura tinha uma boca cheia de dentes, pequenos e simples, que sugerem que este dinossauro procurava por alimento na relva, fazendo uma dieta à base de insectos durante o final do Cretáceo Superior, há 66 milhões de anos.

Também apresentava grandes garras em forma de gancho, embora estas estivessem no final de uma pata bastante curta e atarracada. Pensa-se que serviam para rasgar a vegetação, os ninhos de insectos e a madeira podre.

Segundo o mesmo site, o grupo Alvarezsauria só era conhecido por causa de fragmentos e fósseis isolados encontrados na Ásia e na América do Sul. Agora, os paleontólogos já publicaram um novo artigo, na revista científica Cretaceous Research, sobre a descoberta de uma série de garras pertencentes a esta espécie recentemente nomeada.

Os paleontólogos encontraram os fósseis na camada superior da Formação Hell Creek, tornando-os os mais jovens dinossauros do grupo Alvarezsauria e sendo dos últimos dinossauros não aviários conhecidos por existir antes do infame evento de extinção em massa que os extinguiu.

Estes dinossauros são membros de um grupo chamado maniraptorans, que também inclui dinossauros que, mais tarde, evoluíram para pássaros.

O seu nome é composto pelo termo ‘trierarch’ (trierarca em Português) – o título dos oficiais que comandavam um trirreme na Grécia Clássica – e ‘uncus’, que significa gancho em latim.

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24 Julho, 2020

 

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4028: Descoberta de novo dinossauro preenche lacuna na sua história evolutiva

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

University of Utrecht

Uma nova espécie de dinossauro encontrada na Suíça preenche uma lacuna na história evolutiva dos saurópodes. Os ossos já foram encontrados há várias décadas, mas pensavam que pertencia a uma espécie já conhecida.

Os dinossauros foram o grupo dominante de animais na Terra por mais de 150 milhões de anos. Os saurópodes herbívoros de pescoço comprido, como o brontossauro, o diplodoco e o braquiossauro, provavelmente estão entre os dinossauros mais famosos, em parte graças ao seu enorme tamanho e formato estranho do corpo. Alguns dos maiores saurópodes mediam até 37 metros de comprimento.

Mas menos conhecido é que eles descendem de criaturas muito menores, de duas pernas, omnívoras ou herbívoras, conhecidas como sauropodomorpha. Uma equipa de investigadores identificou recentemente uma nova espécie de dinossauro que representa o passo evolutivo conhecido mais antigo entre sauropodomorpha e saurópodes, de há cerca de 225 milhões de anos.

Os sauropodomorpha estavam entre os primeiros dinossauros que existiram durante o final do período Triássico, de há cerca de 230 milhões de anos. Durante esse período, os dinossauros ainda não eram o grupo dominante de animais na Terra e tiveram que compartilhar o mundo com outros animais.

No final do Triássico e no Jurássico mais antigo, as mudanças ambientais levaram à evolução de predecessores maiores e mais imediatos de saurópodes. Esses dinossauros eram maiores, tinham pescoços mais longos, comiam apenas plantas e, mais importante, andavam em quatro patas devido ao seu tamanho.

O novo dinossauro, baptizado de Schleitheimia, enquadra-se nessa categoria. Alguns dos seus ossos foram encontrados pela primeira vez na Suíça, em 1915. Outros foram encontrados em Hallau, perto de Zurique, na década de 1940, e outros da mesma camada geológica foram descobertos em Schleitheim, também perto de Zurique, na década de 1950. Mas, durante anos, acreditava-se que esses fósseis pertencessem a uma espécie anterior de sauropodomorpha.

Agora, a equipa de investigadores descobriu várias adaptações do tipo saurópode nas vértebras dorsais (coluna vertebral), no fémur (osso da perna) e na região pélvica ou do quadril. O estudo foi publicado, este mês, na revista científica Swiss Journal of Geosciences.

Todas essas adaptações sugerem que o dinossauro era mais pesado e andava principalmente em quatro patas, por isso não podia ser um plateossauro, como pensado anteriormente. Tinha que ser outra coisa e, de facto, acabou mesmo por ser algo novo.

A análise dos paleontólogos sugere que o novo dinossauro, Schleitheimia, era na verdade um tipo intermediário entre sauropodomorpha e saurópodes.

Isto torna o Schleitheimia especial de duas maneiras. Primeiro, é muito mais antigo do que os outros tipos de dinossauros de transição conhecidos entre sauropodomorpha e saurópodes. E segundo, é a primeira forma de transição conhecida da Europa.

O que é ainda mais interessante é que alguns fósseis de Schleitheimia foram encontrados na mesma pedreira que um plateossauro. Isto significa que sauropodomorpha ancestrais e as formas de transição compartilharam o mesmo habitat durante um tempo. Eventualmente, no entanto, os saurópodes tomaram conta do meio ambiente.

Talvez o tamanho e o pescoço mais longo tenham ajudado a procurar comida. No início do período jurássico, há cerca de 170 milhões de anos, os saurópodes já viviam em todo o mundo, da China à Argentina. Schleitheimia oferece mais uma peça do quebra-cabeças sobre o que aconteceu na história muito antiga dos saurópodes na Terra.

Por ZAP
21 Julho, 2020

 

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4018: A vida “só” precisou de 700 mil anos para recuperar na cratera do asteróide que dizimou os dinossauros

CIÊNCIA/GEOLOGIA

Ntvtiko / Deviant Art

A vida só precisou de 700 mil anos para recuperar na cratera do asteróide que dizimou os dinossauros há 66 milhões de anos, concluiu uma nova investigação que contou com a participação da Universidade de Granada, em Espanha.

De acordo com a nova investigação, cujos resultados foram publicados na revista Geology, após a rápida recuperação de alguns organismos, num intervalo de dezenas de anos, a vida no fundo do mar da cratera voltou aos seus níveis de abundância e diversidade anteriores em apenas 700 mil anos – um tempo “curto” na escala geológica.

Em causa está o impacto que dizimou o asteróides: há 66 milhões de anos, este corpo caiu em Chicxulub, na península de Yucatan, no México, causando uma das cinco grandes extinções em massa do período geológico do Fanerozoico.

O impactou causou uma cratera de 180 quilómetros de diâmetro, sendo a sua violência comparada à de mil milhões de bombas atómicas.  Alterou significativamente o meio ambiente global, causando grandes terramotos.

Cerca de 70% das espécies marinhas e continentais que viviam neste período foram extintas, representando este momento uma grande mudança evolutiva da vida na Terra.

“Esta recuperação não foi repentina, sendo antes o produto de diferentes fases de diversificação, estabilização e consolidação”, começou por explicar Javier Rodríguez-Tovar, professor da Universidade de Granada e co-autor do estudo, citado pela Europa Press.

“De acordo com as características dos traços e organismos que os geraram, confirma-se a importância biológica como factor-chave neste processo de recuperação rápida“, rematou.

O novo estudo abre uma nova linha de investigação sobre as extinções em massa, eventos de grande importância na compreensão da evolução da vida na Terra.

Foi um asteróide (e nada mais do que um asteróide) que dizimou os dinossauros

Uma equipa internacional de cientistas acaba de reafirmar que foi um asteróide – e nada mais do que este corpo…

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20 Julho, 2020

 

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3988: Descoberto antepassado dos dinossauros que cabia na palma da mão

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Frank Ippolito / American Museum of Natural History
Kongonaphon kely

Um réptil com apenas dez centímetros de altura foi um antepassado dos dinossauros gigantes que o sucederam, sugere um novo estudo.

Uma equipa de investigadores descobriu, em Madagáscar, um pequeno réptil que viveu há 237 milhões de anos e que os cientistas acreditam ser antepassado dos grandes dinossauros que dominaram a Terra.

Conhecido como Kongonaphon kely, este réptil tinha cerca de 40 centímetros de comprimento e apenas dez centímetros de altura, escreve o The Guardian. Os especialistas acreditam que esta criatura era bípede e que comeria insectos ou outros pequenos invertebrados.

“Com base em análises estatísticas do tamanho do corpo, argumentamos que dinossauros e pterossauros evoluíram a partir de um ancestral miniaturizado“, disse o paleontólogo Christian Kammerer, autor principal do artigo científico publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

“A evolução do gigantismo de pequenos antepassados não é incomum no registo fóssil”, acrescentou o co-autor John Flynn em comunicado de imprensa divulgado pelo Museu Americano de História Natural de Nova Iorque.

Os dinossauros foram evoluindo até chegar às dimensões gigantescas que lhes são tipicamente associadas. O primeiro pterossauro, por exemplo, tinha o tamanho de um pombo. Mais tarde, alguns atingiram as dimensões de um jacto F-16.

Kammerer realça que “houve uma tendência sustentada para tamanhos menores de corpos adultos no início da história” da linhagem do Kongonaphon.

Scott Hartman & Frank Ippolito / AMNH
Comparação do tamanho do corpo entre o Kongonaphon kely e o dinossauro Herrerassauro.

“Embora dinossauros e gigantismo sejam praticamente sinónimos, uma análise da evolução do tamanho do corpo em dinossauros […] demonstra que os membros mais antigos do grupo podem ter sido menores do que se pensava anteriormente, e que um profundo evento de miniaturização ocorreu perto da base da linhagem”, escrevem os autores do artigo científico.

Mas como é que estas criaturas evoluíram de origens tão humildes? A resposta está longe de ser concreta, já que poucos foram os espécimes desta linhagem de repteis encontrados e estudados.

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13 Julho, 2020

 

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3985: Descoberta nova espécie de dinossauro carnívoro em Portugal

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Um novo género e espécie de dinossauro carnívoro terópode, cujos fósseis foram escavados em arribas dos concelhos de Torres Vedras e da Lourinhã, foi agora descrito na revista internacional “Journal of Vertebrate Paleontology” por paleontólogos portugueses e espanhóis.

A descoberta do ‘Lusovenator santosi’, com 145 milhões de anos, pertencente ao Jurássico Superior de Portugal, mostra que estes animais estavam presentes no hemisfério norte, 20 milhões de anos antes do que indicava o registo conhecido, concluíram Elisabete Malafaia, Pedro Mocho (Universidade de Lisboa), Fernando Escasso e Francisco Ortega, todos investigadores ligados à Sociedade de História Natural de Torres Vedras e à Universidade Nacional de Educação à Distância de Madrid (Espanha).

O dinossauro que pertence ao grupo dos carcharodontossauros, vem reforçar a tese de que a Península Ibérica é uma “região fundamental para compreender o processo de dispersão deste grupo de animais no hemisfério norte durante o final do Jurássico, vários milhões de anos antes destes dinossauros se tornarem os maiores predadores terrestres no hemisfério sul, no final do Cretácico”, explicou Elisabete Malafaia à agência Lusa.

A nova espécie foi identificada a partir de restos recolhidos nas duas últimas décadas nas jazidas das praias de Valmitão (Lourinhã) e de Cambelas (Torres Vedras).

De início, os fósseis foram atribuídos ao dinossauro carnívoro terópode ‘Allosaurus’, mas uma análise mais detalhada do material permitiu aos paleontólogos identificar um conjunto de características exclusivas que permitiu estabelecer este novo género e espécie.

Os carcharodontossauros, de que havia registos do Cretáceo Inferior (130 milhões de anos) e no final do Cretáceo (100 milhões de anos), são um grupo de dinossauros carnívoros que inclui alguns dos maiores predadores que habitaram o planeta.

Na Península Ibérica o grupo estava representado apenas pela espécieConcavenator corcovatus’, identificada na jazida de Las Hoyas (Cuenca, Espanha) por alguns dos mesmos investigadores.

O carcharodontossauro mais antigo conhecido foi encontrado na Tanzânia, em África, sendo da mesma altura da nova espécie agora identificada em Portugal, o que, segundo os paleontólogos, “constitui a primeira evidência e a mais antiga deste grupo no hemisfério norte”. A identificação desta espécie amplia a diversidade de dinossauros terópodes conhecidos no Jurássico Superior português, um dos melhores registos deste período.

O ‘Lusovenator santosi’ foi apelidado em homenagem a José Joaquim dos Santos, um curioso da paleontologia, que, durante mais de 30 anos, descobriu fosseis de dinossauro, guardando-os em casa. Mais tarde, vendeu à Câmara de Torres Vedras a colecção, que tem vindo a ser estudada por investigadores da Sociedade de História Natural de Torres Vedras.

ZAP // Lusa

Por Lusa
11 Julho, 2020

 

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3840: Cientistas descobrem nova espécie de dinossauro na Patagónia

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

JASoliday / Flickr

Paleontólogos argentinos encontraram, na Patagónia, uma nova espécie de dinossauro com 90 milhões de anos.

De acordo com a agência Europa Press, a descoberta deste dinossauro ocorreu na província de Río Negro, na Patagónia argentina. Trata-se de um animal pequeno e ágil, que não teria mais de um metro e meio de comprimento.

Embora não pudesse voar, este dinossauro podia realizar movimentos semelhantes aos que os pássaros modernos fazem hoje em dia durante o voo, e teria usado as suas asas para se equilibrar quando corria, por exemplo, para atacar presas.

“Esta nova espécie, que chamámos Overoraptor chimentoi, é um novo membro do grupo dos dinossauros carnívoros chamados Paraves, explicou à agência CTyS Matías Motta, investigador do Laboratório de Anatomia Comparada e Evolução de Vertebrados do Museu Argentino de Ciências Naturais (LACEV-MACN-CONICET).

Agencia CTyS – UNLaM @CTyS_UNLaM

Importante aporte a la evolución de la aves 🦅

El doctor Fernando Novas, jefe del @LACEV_MACN, explicó que “las aves no son más que dinosaurios emplumados que viven hoy, comparten el planeta Tierra con nosotros y tuvieron origen en dinosaurios con aspecto de velocirraptores”.

 

Agencia CTyS – UNLaM @CTyS_UNLaM

Las ilustraciones de @Gabrielluislio nos ayudan a imaginar cómo era este Overoraptor chimentoi que, según el becario @_matiasmotta del @LACEV_MACN, es un nuevo integrante dentro el grupo de dinosaurios carnívoros denominados paravianos.

 

“Este animal tinha uma garra muito afiada no dedo indicador do pé, o que seguramente servia para atacar as suas presas, e tinha uma pata alongada e delicada, o que indica que era um animal corredor“, disse o principal autor do estudo publicado, no final de maio, na revista científica The Science of Nature.

Por sua vez, Federico Agnolín, outro dos autores do estudo, destacou que o que mais os surpreendeu foi o facto de as “suas patas serem como as de um velociraptor, mas os seus membros superiores serem extremamente longos e robustos, semelhantes aos das aves modernas”.

ZAP //

Por ZAP
14 Junho, 2020

 

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3789: Asteróide que matou os dinossauros criou uma província hidrotermal nove vezes maior do que Yellowstone

CIÊNCIA/GEOLOGIA

Chase Stone

O asteróide que dizimou os dinossauros da face da Terra criou uma província hidrotermal nove vezes maior do que a caldeira do super-vulcão Yellowstone, localizado nos Estados Unidos, conclui um novo estudo agora divulgado.

De acordo com a nova investigação, o meteorito Chicxulub, que caiu na Península de Yucatán, no México, há cerca de 66 milhões de anos, matando os dinossauros e 75% das espécies à face da Terra, criou na região uma enorme província hidrotermal.

Uma equipa de cientistas descobriu agora vestígios de um antigo sistema de ventilação hidrotérmica sob a cratera deixada pelo Chicxulub.

Tal como frisa o portal IFL Science, esta cratera, que a maior bacia de impacto deixada na Terra, é uma boa “janela” de estudo para os geólogos.

O Programa Internacional de Descoberta dos Oceanos, conta o mesmo portal de Ciência, perfurou a cratera até uma profundidade de 1.335 metros, visando estudar como é que a crosta terrestre responde depois de ser atingida por um impacto desta natureza.

Os cientistas encontraram um sistema de fluídos vulcânicos quentes a circular a uma profundidade de pelo menos 700 metros, ultrapassando largamente as medições anteriores. A partir da composição das rochas, a equipa foi ainda capaz de reconstruir as condições de cratera após o impacto do meteorito.

As temperaturas devem ter atingido os 300ºC para permitir a dispersão de algumas substâncias pelo sistema, concluíram os cientistas no novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Science Advances.

Rochas ricas em ferro revelaram ainda mudanças no campo magnético da Terra, mostrando que foram necessários cerca de 2 milhões de anos para a crosta sob o pico central arrefecer até aos 90ºC, escreve ainda o IFL Science.

A maioria dos cientistas envolvidos nesta investigação participaram também num outro estudo revelado na semana passada que dá conta que o asteróide que dizimou os dinossauros atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”.

Asteróide que dizimou os dinossauros atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”

O asteróide que dizimou os asteróides e 75% de todas espécies à face da Terra há 65 milhões de anos…

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5 Junho, 2020

 

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3777: Revelada a última refeição de um dinossauro com 110 milhões de anos

CIÊNCIA

O fóssil de um nodossauro foi encontrado há sete anos no Canadá e estava tão bem conservado que permitiu estudar a dieta deste herbívoro

Ilustração de um nodossauro com 11 milhões de anos

Um dinossauro, com impressionante blindagem de placas nas costas que formavam uma couraça protectora, acabou por ficar ‘mumificado’ há cerca de 110 milhões de anos, depois de desfrutar de uma última refeição antes de morrer. E agora sabemos o que este herbívoro, conhecido como nodossauro, comeu na sua última refeição, depois de serem publicados os resultados de um trabalho científico sobre a dieta do dinossauro.

Estômagos de dinossauros e provas das suas dietas raramente são preservados. Ocasionalmente, sementes e galhos são encontrados nas entranhas dos restos de dinossauros, mas nunca há provas conclusivas sobre as plantas reais. Neste caso, terá morrido junto a um mar, onde caiu, e ficou coberto de lama que envolveu e preservou o dinossauro tão bem que até o conteúdo estomacal permanece para mostrar que era exigente na comida. Gostava sobretudo de fetos e também comia alguns galhos.

Os pormenores da sua dieta baseada em plantas foram publicados terça-feira na revista Royal Society Open Science . “Os fragmentos de folhas e outros fósseis de plantas foram preservados até à célula”, disse David Greenwood, co-autor do estudo, biólogo da Universidade de Brandon e professor adjunto da Universidade de Saskatchewan, no Canadá.

O nodossauro, conhecido como Borealopelta markmitchelli, foi encontrado em 2011 durante operações de mineração ao norte de Fort McMurray, em Alberta, Canadá.

Após a morte, os restos do dinossauro acabaram no que era um mar antigo, ficando de costas no fundo lamacento e permanecendo intacto até há nove anos.

Está em exibição no Museu Real de Paleontologia Tyrrell em Alberta desde 2017. O fóssil foi revelado depois do técnico do museu Mark Mitchell dedicar seis anos a retirar meticulosamente a pele e os ossos preservados do dinossauro da rocha marinha em que estava.

Fóssil estava bem conservado e permitiu o estudo

Este dinossauro – um tipo de anquilossauro – pesava mais de uma tonelada. Mas vivia de plantas e preferia as samambaias [fetos], com base no conteúdo do estômago. O pedaço que foi encontrado no seu estômago é do tamanho de uma bola de futebol.

“A descoberta do conteúdo real do estômago preservado de um dinossauro é extraordinariamente rara, e este que foi recuperado do nodossauro é de longe o estômago de dinossauro mais bem preservado encontrado até hoje”, disse Jim Basinger, co-autor do estudo e Geólogo da Universidade de Saskatchewan, em comunicado.

Esta descoberta permite saber o que um grande dinossauro herbívoro comia – neste caso, muitas folhas de samambaia mastigadas, algumas hastes e galhos. Os pormenores das plantas estavam tão bem preservados no estômago que podiam ser comparados com amostras colhidas em plantas modernas.

Também foi encontrado carvão, o que significa que deve ter andado numa zona em que terá ocorrido um incêndio. “As nossas descobertas também são notáveis ​​pelo que nos podem dizer sobre a interacção do animal com o seu ambiente, pormenores que geralmente não obtemos apenas do esqueleto de dinossauro”, afirmou Caleb Marshall Brown, co-autor do trabalho.

Diário de Notícias
DN
03 Junho 2020 — 16:35

 

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3756: Asteróide que dizimou os dinossauros atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”

CIÊNCIA/ASTERÓIDES

Chase Stone

O asteróide que dizimou os asteróides e 75% de todas espécies à face da Terra há 65 milhões de anos atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”, concluiu uma investigação do Imperial College de Londres.

Recorrendo a novas simulações deste evento catastrófico, os cientistas do instituto do Reino Unido revelaram que o asteróide que ditou o fim dos dinossauros atingiu a Terra num ângulo de aproximadamente 60 graus, amplitude que maximizou a quantidades de gases e partículas que causaram mudanças climáticas na atmosfera superior.

As mudanças climáticas culminaram depois numa espécie de inverno nuclear, que extinguiu os dinossauros e 75% de toda a vida na Terra, nota o jornal The Independent.

“Para os dinossauros, o pior dos cenários foi exactamente aquele que aconteceu”, começou por explicar o professor Gareth Collins, do departamento de Ciências da Terra e Engenharia Imperial College de Londres, que liderou o estudo, citado em comunicado.

“O ataque do asteróide libertou uma quantidade incrível de gases que causaram mudanças climáticas na atmosfera, desencadeando uma série de eventos que levaram à extinção dos dinossauros. Esta situação foi provavelmente agravada pelo facto de o asteróide atingir a uma Terra num dos mais mortíferos ângulos possíveis”.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas utilizaram uma combinação de simulações numéricas de impacto e dados geofísicos do local do impacto (Península de Yucatán, no México) para reproduzir o evento em três dimensões pela primeira vez.

“As simulações fornecem evidências convincentes de que o asteróide atingiu [a Terra] num ângulo acentuado, talvez 60 graus acima do horizonte, e que se aproximou do seu alvo a partir do nordeste”, esclareceu assim o professor Collins.

Em declarações à emissora britânica BBC, o mesmo especialista sintetizou: “É evidente que a natureza do local onde este evento aconteceu, juntamente com o ângulo de impacto, causou uma tempestade perfeita“.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na Nature Communicatios.

Foi um asteróide (e nada mais do que um asteróide) que dizimou os dinossauros

Uma equipa internacional de cientistas acaba de reafirmar que foi um asteróide – e nada mais do que este corpo…

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30 Maio, 2020

 

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3716: Descoberto novo “primo” do T-rex, desdentado e de pescoço comprido

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Ruairidh Duncan

Uma nova espécie de dinossauro da família do T-rex foi descoberta na Austrália. Os paleontólogos acreditam que o dinossauro perdia os dentes à medida que ia envelhecendo.

Uma equipa de paleontólogos descobriu, na Austrália, uma nova espécie de dinossauro da mesma família do famoso Tyrannosaurus rex e do Velociraptor. A criatura tinha algumas características diferentes do T-rex, já que não tinha dentes, tinha um longo pescoço e uma dieta incomum.

Pelo que os cientistas apuraram, apenas os espécimes mais jovens tinham dentes. À medida que cresciam, iam perdendo a dentição, deixando-os com um bico pontiagudo. Isto sugere que seriam carnívoros quando eram jovens, mas evoluiriam para uma dieta mais vegetariana conforme iam envelhecendo.

“Estes são alguns dos dinossauros terópodes mais intrigantes, como são conhecidos por estes poucos fósseis”, disse ao The Guardian Steve Brusatte, paleontólogo da Universidade de Edimburgo, que não participou no estudo. “Eles parecem ter sido terópodes levemente construídos, de corrida rápida e pescoço longo, que trocavam a dieta carnívora dos seus ancestrais e tornavam-se omnívoros”.

Com apenas dois metros, o dinossauro tinha algumas características comuns à sua família. Andava sobre duas penas, tinha dois pequenos braços e poderia até ter penas, escreve o New Atlas.

Sem ainda ter um nome oficial para a espécie, os especialistas baptizaram o espécime de “Eric”, em honra ao local onde foi descoberto: Eric the Red West, em Vitória, na Austrália.

A equipa de paleontólogos identificou esta nova espécie através de um único osso do pescoço de Eric, descoberto em 2015. Isto leva a que os especialistas não estejam seguros em relação às conclusões retiradas. O osso tinha apenas 5 centímetros de comprimento e pensava-se pertencer a um pterossauro.

“As vértebras do pescoço dos pterossauros são muito distintivas”, explica Adele Pentland, autora do estudo publicado este mês na revista científica Gondwana Research. “Em todos os pterossauros conhecidos, o corpo da vértebra possui uma cavidade na extremidade da cabeça e uma bola na extremidade do corpo. Esta vértebra tinha cavidades nas duas extremidades, portanto não poderia ser de um pterossauro”.

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20 Maio, 2020

 

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3702: Distinguir um dinossauro macho de uma fêmea não é tão fácil quanto parece

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Swordlord3d / Deviant Art

Os cientistas debatem há muito tempo a capacidade de diferenciar um dinossauro macho de uma fêmea. Agora, um novo estudo revela que, apesar das alegações anteriores, é muito difícil detectar diferenças entre os dois sexos.

Uma recente investigação, levada a cabo por investigadores da Universidade Queen Mary, em Londres, analisou os crânios de crocodilos gaviais, uma espécie ameaçada, para decifrar o quão difícil é distinguir entre machos e fêmeas através de registos fósseis.

Os crocodilos macho são maiores do que as fêmeas e têm um crescimento carnoso no focinho, conhecido como ghara. Apesar da ghara ser composta por tecido mole, é sustentada por um buraco ósseo próximo às narinas (fossa narial), que pode ser identificado nos crânios dos animais.

A equipa analisou 106 espécimes, presentes em museus de todo o mundo, e descobriu que, além da presença da fossa narial, era muito difícil distinguir os sexos através de registos fósseis. O artigo científico com os resultados foi publicado no dia 12 de maio na Peer J.

David Hone, professor de Zoologia, explicou que, “tal como os dinossauros, os crocodilos gaviais são répteis muito grandes e de crescimento lento que depositam ovos, o que os torna um bom modelo para estudar espécies extintas de dinossauros”.

Esta investigação mostra que, mesmo com conhecimento prévio do sexo da amostra, pode ser muito difícil distinguir o sexo destes crocodilos.

Em várias espécies, os machos diferenciam-se das fêmeas: em termos de coloração, por exemplo, os machos costumam ser muito mais coloridos. Este fenómeno, conhecido como dimorfismo sexual, é muito comum no reino animal.

Apesar de ser esperado que os dinossauros também apresentem diferenças, a verdade é que, segundo este estudo, é muito difícil distinguir machos e fêmeas através da análise do esqueleto.

“O nosso estudo sugere que, a menos que as diferenças entre os dinossauros sejam realmente impressionantes, ou haja uma característica clara, temos de nos esforçar muito para distinguir um dinossauro macho de uma fêmea”, conclui Hone, citado pelo EuropaPress.

Esta investigação também desafia estudos anteriores, nomeadamente um que sugeria diferenças de género em espécies populares de dinossauros, como o Tyrannosaurus rex.

“Há muitos anos, um artigo científico sugeriu que T. rex fêmea é maior do que os machos. No entanto, essa conclusão baseou-se em registos fósseis danificados de 25 espécimes e os nossos resultados mostram que, a esse nível, os dados não são suficientemente fidedignos para se chegar a essa conclusão.”

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17 Maio, 2020

 

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3654: Cientistas encontram a primeira evidência de um dinossauro aquático

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Os dinossauros habitaram ou não ambientes aquáticos? Depois de anos de discussão e especulação, uma equipa de cientistas encontrou a primeira evidência que sustenta que uma espécies destes animais pré-históricos poderia nadar.

A descoberta baseia-se na análise de uma cauda fossilizada do gigante terópode Spinosaurus aegyptiacus, detalham os cientistas no novo estudo, cujos resultados foram recentemente divulgados na revista científica Nature.

Os cientistas afirma que a descoberta é a prova de que este predador era aquático e que usava a sua cauda para se impulsionar através da água e caçar nos rios.

Estudos anteriores sobre esta espécie continuam a sugerir uma possível indicação de adaptações semi-aquáticas, mas esta é a primeira “evidência inequívoca de uma estrutura de propulsão aquática em um dinossauro”, afirmou o paleontólogo Nizar Ibrahim, da Universidade de Detroit Mercy, nos Estados Unidos, citado em comunicado.

A cauda agora analisada faz parte de fóssil de Spinosaurus aegyptiacus encontrado em depósitos de rochas cretáceas no deserto do Saara, a leste de Marrocos. Este predador, o mais longo entre os dinossauros conhecidos, tinha cerca de 15 metros de comprimento.

Este é também o único esqueleto preservado desta espécie de dinossauro. Havia um outro que acabou por ser destruído durante a Segunda Guerra Mundial.

Para chegarem a esta conclusão, os cientistas analisaram o impulso que a estrutura óssea deste animal podia gerar e concluíram que esta é comparável ao dos vertebrados aquáticos vivos com características semelhantes.

Esta investigação destrói a ideia que sustenta que “os dinossauros que não eram aves nunca invadiram o reino aquático”, sublinha Ibrahim, citado na mesma nota.

O especialista acredita que esta espécie “passou a maior parte de sua vida na água” perseguindo as suas presas nas profundezas, não ficando à espera que os peixes nadassem junto às margens dos rios para que os conseguisse apanhar.

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8 Maio, 2020

 

3277: Cientistas descobriram os primeiros dinossauros bebés na Austrália

CIÊNCIA

(dr) James Kuether
Representação artística de um dinossauro ornitópode

Uma equipa de cientistas descobriu os primeiros dinossauros bebés da Austrália. Alguns dos ossos encontrados são tão pequenos que, provavelmente, provêm de animais que morreram enquanto ainda estavam nos ovos.

Claramente tolerantes ao clima, os dinossauros conseguiram prosperar desde as latitudes equatoriais até às polares. Um novo estudo, levado a cabo por paleontólogos do Centro de Pesquisa em Paleociências da Universidade da Nova Inglaterra e do Centro Australiano de Opalas em Lightning Ridge, descobriu os primeiros dinossauros bebés da Austrália.

De acordo com o Tech Explorist, a equipa encontrou ossos de dinossauros bebés em vários locais ao longo da costa sul de Victoria e perto da cidade de Lightning Ridge, no interior de New South Wales.

Alguns dos ossos descobertos eram tão pequenos que os cientistas acreditam que, provavelmente, morreram enquanto ainda estavam dentro dos ovos. O artigo científico foi recentemente publicado na Scientific Reports.

Análises detalhadas sugerem que os ossos são de dinossauros ornitópodes de corpo pequeno, que podiam pesar aproximadamente 20 kg em idade adulta. Porém, os dinossauros bebés tinham apenas 200g quando morreram, mais leves do que um copo de água.

A equipa não encontrou os ovos para estimar a idade dos dinossauros, mas usaram anéis de crescimento nos ossos, semelhantes aos anéis de um tronco de uma árvore, para determinar a idade do animal.

“Normalmente, a idade é estimada pela contagem de anéis de crescimento, mas não conseguimos fazê-lo com os dois espécimes mais pequenos, que perderam todos os seus detalhes internos. Para contornar esse problema, comparamos o tamanho dos ossos com o tamanho dos anéis de crescimento dos dinossauros vitorianos. Essa comparação coloca-os num estágio inicial de crescimento, provavelmente antes ou muito próximo de eclodir“, explicou Justin Kitchener, que liderou o estudo.

“Temos exemplos de dinossauros do tamanho de crias perto do Polo Norte, mas esta é a primeira vez que vimos este tipo de animal no hemisfério Sul“, acrescentou Phil Bell, que participou na investigação.

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27 Dezembro, 2019

 

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3218: A Terra já estava “envenenada” antes do asteróide que dizimou os dinossauros

CIÊNCIA

Ntvtiko / Deviant Art

Depósitos fósseis revelaram que a Terra já enfrentava uma situação instável  antes de o asteróide que dizimou os dinossauros ter atingido o nosso planeta. Esta situação de stress deveu-se ao aumento de carbono (CO2) nos oceanos.

Esta é a conclusão de uma equipa de cientistas da Northwestern University, nos Estados Unidos, que estudou a composição isotópica de cálcio em conchas fossilizadas de moluscos e caracóis, que datam do evento do período de extinção em massa do Cretáceo-Paleogeno, tal como explicam os cientistas em comunicado.

Na prática, a Terra estava já “envenenada” com carbono quando o asteróide que atingiu a Terra há 65 milhões de anos acabou com os dinossauros. O impacto do corpo rochoso com a Terra, recorda o portal ABC, atingiu a Terra com uma potência equivalente a dez mil milhões de bombas atómicas de Hiroxima.

Os cientistas descobriram que a química das conchas estudadas mudou em resposta a um aumento de carbono nos oceanos. Estes valores de carbono deveram-se a erupções longas (30.000 anos) na Deccan Traps, uma das maiores províncias vulcânicas da Terra (200.000 milhas quadradas), localizada na Índia.

Durante os anos que antecederam o impacto do asteróide, o Deccan Traps expeliu enormes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera. A concentração de CO2 acidificou os oceanos, afectando directamente os organismos que ali viviam.

“Os nosso dados sugerem que o ambiente estava a mudar antes do impacto do asteróide (…) Estas mudanças parecem correlacionar-se com a erupção de Deccan Traps”, disse Benjamin Linzmeier, o autor principal do estudo.

“A Terra estava claramente sob stresse antes do grande evento de extinção em massa (…) O impacto do asteróide coincide com a instabilidade pré-existente do ciclo de carbono. Mas isso não significa que temos resposta para explicar o que realmente causou a extinção [dos dinossauros]”, apontou, por sua vez, Andrew D. Jacobson, que também participou na investigação, cujos resultados foram agora publicados na revista Geology.

Asteróide do tamanho do que aniquilou os dinossauros pode vir a atingir novamente a Terra

O matemático Robert Walker acredita que a Terra pode voltar a ser atingida por um asteróide com as dimensões daquele…

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18 Dezembro, 2019

 

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3206: Até os dinossauros tinham piolhos

CIÊNCIA

Chen Wang

Insectos ancestrais semelhantes ao piolhos modernos parasitavam os dinossauros, alimentando-se das com suas penas, como evidenciado por um novo par de fósseis em âmbar.

Por vezes, os pássaros modernos são infestados por piolhos que mastigam e se alimentam das suas penas e, como mostra uma nova investigação publicada esta semana na revista científica Nature Communications, os seus antepassados mesozóicos também tiveram um problema semelhante.

O novo estudo, liderado por Dong Ren, paleontólogo na Universidade Capital Normal, na China, descreve um insecto semelhante ao piolho, anteriormente desconhecido, chamado Mesophthirus engeli, que viveu há 100 milhões de anos, durante o período cretáceo.

Foram encontrados dez desses indivíduos em dois pedaços de âmbar birmanês – e ambos continham penas danificadas. As penas parecem ter sido mastigadas pelos insectos. Esta evidência é considerada a evidência mais antiga da mastigação de penas no registo fóssil.

O insecto apresentava uma série de características consistentes com um parasita, incluindo um “corpo minúsculo sem asas”, uma cabeça com “peças bucais fortes para mastigar”, antenas grossas e curtas com cerdas longas (estruturas semelhantes a cabelos) e “Pernas com apenas uma única garra do tarso associada a duas cerdas longas”, entre outras características.

O facto de os dinossauros terem sido atormentados por parasitas dificilmente é uma surpresa. Os dinossauros que viveram durante o Jurássico (201 a 145 milhões de anos atrás) e o Cretáceo (145 a 66 milhões de anos atrás) foram atingidos por pulgas sugadoras de sangue. Já os carrapatos parasitaram os dinossauros desde pelo menos o período Cretáceo.

A nova descoberta é diferente, uma vez que é o exemplo mais antigo de um insecto que mastiga penas. O registo anterior pertencia a Megamenopon rasnitsyni – um antigo fóssil de piolho de pássaro encontrado na Alemanha que remonta 44 milhões de anos ao período Eoceno, aproximadamente 22 milhões de anos, depois de dinossauros não aviários se terem extinguido.

A descoberta empurra o comportamento parasitário em mais 34 milhões de anos. “É muito raro e difícil encontrar estes primeiros insectos do tipo piolho em âmbar”, escreveu Chungkun Shih, co-autor do novo estudo e cientista do Museu Nacional de História Natural da Smithsonian Institution, em declarações ao Gizmodo.

De acordo com Shih, a descoberta é significativa, porque está a ajudar os paleontólogos a entender melhor o desenvolvimento evolutivo precoce das características físicas e comportamentos de alimentação das penas desses insectos.

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16 Dezembro, 2019

 

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‘Yamanasaurus lojaensis’. Nova espécie de dinossauro descoberta no Equador

CIÊNCIA

A criatura terá medido seis metros e vivido na era logo após o período jurássico. Os especialistas encontraram restos de duas vértebras, pedaços de úmero, rádio e tíbia.

Este género de dinossauro é considerado um dos últimos a desaparecer. Os especialistas localizam-no no período Cretáceo
© Twitter

Yamanasaurus lojaensis. É o nome escolhido para a nova espécie de dinossauro, cujos restos fossilizados foram encontrados no Equador. O anúncio foi feito na sexta-feira pela Universidade Técnica Particular da Loja (UTPL), que patrocinou a investigação. Segundo a AFP, trata-se de um titanossauro da era cretáceo (que sucede o período Jurássico).

“Um primeiro dinossauro para o Equador”, onde nunca tinham sido encontrados fósseis de dinossauros anteriormente, disse Juan Pablo Suárez, um dos responsáveis pela investigação na UTPL. E “resultado de um trabalho de pesquisa em parceria com especialistas da Argentina”, contou, em conferência de imprensa na província de Loja.

🎓UTPL @utpl

🇪🇨#OrgulloUTPL ¡Un invaluable aporte científico para Ecuador y el mundo!

Dpto. Geología y Minas #UTPL, apoyados por equipo argentino, presentan resultados de la investigación científica realizada sobre fósiles en reserva del @INPCEcuador, en #Loja.

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0195667119303027 

Foi na bacia de Alamor-Lancones, perto da cidade de Yamana, que foram encontrados restos de um esqueleto desarticulado e incompleto, duas vértebras – uma da cauda – e pedaços de úmero, rádio e tíbia. Mas foi em 2018, quando o paleontólogo argentino Sebastián Apesteguía, do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (CONICET), chegou ao Equador convidado para uma série de palestras, que tudo começou a ser desvendado.

Quando ali aterrou, mostraram-lhe as peças fossilizadas, para que identificasse se eram de dinossauro. “Foi um choque”, disse. “O material que eles me mostraram é incrível, porque são claramente as duas últimas vértebras sacrais de um titanossauro”, conta.

Federico Kukso @fedkukso

El primer dinosaurios hallado en #Ecuador era de huesos cortos y gruesos.
Todos los huesos de sus vértebras estaban perforados por cámaras de aire que los hacían más livianos.

Federico Kukso @fedkukso

El estudio de los restos del primer #dinosaurio hallado en #Ecuador estuvo a cargo de la Fundación Azara (CONICET – Universidad Maimónides) de Argentina y el Departamento de Geología y Minas e Ingeniería Civil de la Universidad Técnica Particular de Loja, Ecuador.

“Naquele momento não havia dúvida de que era um dinossauro de tamanho médio a pequeno”, com aproximadamente seis metros de comprimento. Só mais tarde é que ele e o seu colega Pablo Gallina, com quem coordenador do estudo, foram “capazes de descobrir exactamente que tipo de titanossauro era”.

Federico Kukso @fedkukso

En Ecuador, un equipo liderado por el paleontólogo Sebastián Apesteguía encontró los restos de un titanosaurio que vivió hace 85 millones de años. Es de un grupo llamado saltasaurinos de pequeño tamaño (hasta 6 metros de largo), robustos y con coraza protectora.

A equipa de investigadores diz que os fósseis correspondem ao período Cretáceo. Por isso, a criatura terá vivido há 85 e 65 milhões de anos e é mesmo considerada uma das últimas a aparecer.

Diário de Notícias
08 Dezembro 2019 — 18:35

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3134: Dinossauro conseguia mudar de dentes tão depressa como os tubarões

CIÊNCIA

ABelov2014 / Wikimedia
Representação artística do Majungasaurus

O majungassauro, um dinossauro carnívoro que viveu em Madagáscar há 70 milhões de anos, tinha a capacidade de substituir os seus dentes a cada 56 dias.

Os tubarões são famosos por conseguirem substituir os seus dentes ao longo da vida com bastante facilidade, mas, de acordo com um novo estudo, não estão sozinhos. Segundo o IFLScience, o majungassauro, um dinossauro carnívoro que viveu em Madagáscar há 70 milhões de anos, também conseguia esta proeza.

Uma equipa de cientistas da Universidade Adelphi e da Universidade de Ohio, ambas nos Estados Unidos, examinou as minúsculas linhas de crescimento dos dentes — o equivalente aos anéis de árvores — de um fóssil deste dinossauro. Também analisou as mandíbulas fossilizadas para ter um vislumbre de dentes que não irromperam e que pudessem estar escondidas no osso.

Além disso, os investigadores examinaram as taxas de substituição dentária de dois outros  terópodes — o alossauro e o ceratossauro —, tendo descoberto que estes dinossauros substituíam os seus dentes a cada cem dias ou mais.

Então, porque é que o Majungasaurus precisava de novos dentes com tanta frequência? A equipa acredita que provavelmente se devia a uma alta taxa de desgaste pelo facto de roer os ossos das suas presas.

“Estavam a desgastar os dentes rapidamente, possivelmente porque roíam ossos. Há evidências independentes disto na forma de arranhões e espaçamentos que correspondem ao espaçamento e tamanho dos seus dentes numa variedade de ossos — ossos de animais que teriam sido suas presas”, explica em comunicado Michael D. D’Emic, investigador da Universidade Adelphi e autor principal do estudo agora publicado na PLOS ONE.

Mastigar ossos requer dentes muito fortes, algo que o majungassauro não possuía. Por isso, o dinossauro desenvolveu a capacidade de substituir os dentes a cada 56 dias. Desta forma, o animal conseguia fazê-lo 13 vezes mais depressa do que outros dinossauros carnívoros, afirma D’Emic.

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3 Dezembro, 2019

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3050: Cientistas descobriram como é que os dinossauros suportavam o frio extremo

CIÊNCIA

(dr) Jorge A. González

A vida dos dinossauros nas zonas polares do antigo continente Gondwana não era nada fácil, porque tinham de suportar um frio intenso durante as noites de inverno.

Agora, uma equipa internacional de investigadores da Eslováquia, Suécia, Austrália e Estado Unidos analisou um fósseis de uma série de penas de dinossauros e pássaros que viveram dentro do círculo polar sul.

Embora indícios de dinossauros com penas exuberantes tenham aparecido no registo fóssil, a maioria dos exemplos vem do Hemisfério Norte, representando uma variedade de coberturas que poderiam ter ajudado a fauna mesozóica a regular a sua temperatura, esconder-se e ocasionalmente viver em climas relativamente quentes.

“No entanto, até ao momento, não foram descobertos restos tegumentares directamente atribuíveis para mostrar que os dinossauros usavam penas para sobreviver em habitats polares extremos”, disse Benjamin Kear, paleontologista da Universidade de Uppsala, na Suécia, em comunicado.

Porém, um local de escavação no estado australiano de Victoria deu alguns exemplos notáveis ​​ao longo das décadas. Até agora, nunca tinha sido visto de perto. “Penas fósseis são conhecidas em Koonwarra desde o início dos anos 60 e foram reconhecidas como evidência de pássaros antigos, mas receberam pouca atenção científica“, afirmou Thomas Rich, do Museu de Melbourne, na Austrália.

Este estudo, publicado este mês na revista especializada Gondwana Research, é o primeiro a documentar de forma abrangente estes restos. Um total de dez espécimes fósseis foram incluídos no estudo, todos com cerca de 118 milhões de anos, fornecendo evidências sólidas de penas de asas de pássaros antigos e penas corporais parcialmente decompostas.

De acordo com o ScienceAlert, algumas das penas eram relativamente avançadas e semelhantes às penas modernas, que as ajudam a interligar-se durante o voo e protegem os animais dos elementos.

“As penas dos dinossauros eram usadas para isolamento“, explicou Martin Kundrát, da Universidade Pavol Jozef Safarik, na Eslováquia. “A descoberta de penas em Koonwarra sugere, portanto, que coberturas de penas macias podem ter ajudado os pequenos dinossauros a aquecer-se nos antigos habitats polares”.

Na época, as massas de terra do sul de hoje – Antárctica, Austrália, América do Sul, África, Índia e Arábia – estavam todas misturadas num só super-continente gigante chamado Gondwana, centralizado no Pólo Sul da Terra. O clima do mundo era muito mais quente,  muito mais temperado, com ecossistemas luxuriantes cheios de plantas e animais.

Embora não estivesse congelado, os pólos experimentavam longos períodos de luz solar no verão e escuridão no inverno. Portanto, os seres que viviam nessas condições extremas precisava de lidar com um crepúsculo prolongado e frio.

Estas evidências concretas de penas potencialmente isolantes ajuda os investigadores a preencher as peças que faltam no mistério de como os dinossauros suportavam o frio.

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19 Novembro, 2019

 

2994: Os dinossauros dominaram a Terra do outro lado da Via Láctea

CIÊNCIA

Swordlord3d / Deviant Art

Jessie Christiansen, cientista da agência espacial norte-americana (NASA), publicou recentemente uma animação na qual evidencia que o auge da era dos dinossauros ocorreu do outro lado da Via Láctea.

A cientista conseguiu chegar à sequência rastreando o movimento do Sistema Solar através da Via Láctea, detalha o Science Alert, frisando que, quando os dinossauros dominaram a Terra, o nosso planeta estava numa parte muito diferente da Via Láctea.

O vídeo agora publicado mostra que a última vez que o Sistema Solar estava no seu ponto actual da galáxia, os dinossauros do Período Triásico estavam só a começar a aparecer.

A cientista revelou que demorou cerca de quatro horas para fazer o vídeo, recorrendo a animações programadas no Power Point. Contudo, em declarações ao Business Insider, Christiansen frisou que o movimento galáctico é mais complicado do que parece no vídeo.

Dr. Jessie Christiansen @aussiastronomer

I have always been interested in galactic archaeology, but I don’t think this is what they meant.
Did you know that dinosaurs lived on the other side of the Galaxy?

“A animação faz com que pareça que voltamos ao mesmo lugar. Mas, na realidade, toda a galáxia avançou muito”, começou por explicar.

“É mais como se estivéssemos a ‘espiralar’ pelo Espaço. À medida que a toda a galáxia se move, giramos em torno do centro – e essa espiral é criada”, sustentou.

Segundo explicou Christiansen, durante a rotação do Sistema Solar, a Terra nunca volta a um ponto fixo na galáxia, porque as outras estrelas e sistemas planetários também estão em movimentos constantes, com diferentes velocidades e órbitas. Além disso, notou, a própria Via Láctea também se move pelo Espaço.

No que toca à Terra, diferentes formas de vida podem habitar o planeta graças à sua trajectória galáctica. De acordo com a cientista, mesmo quando o Sistema Solar viaja pela Via Láctea, não se aproxima do seu centro, onde certamente não poderia sobreviver devido à radiação. “O nosso Sistema Solar não viaja para o centro da galáxia e depois volta novamente. Ficamos sempre à mesma distância”, rematou.

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9 Novembro, 2019