3842: Cientistas descobrem nova espécie de dinossauro na Patagónia

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

JASoliday / Flickr

Paleontólogos argentinos encontraram, na Patagónia, uma nova espécie de dinossauro com 90 milhões de anos.

De acordo com a agência Europa Press, a descoberta deste dinossauro ocorreu na província de Río Negro, na Patagónia argentina. Trata-se de um animal pequeno e ágil, que não teria mais de um metro e meio de comprimento.

Embora não pudesse voar, este dinossauro podia realizar movimentos semelhantes aos que os pássaros modernos fazem hoje em dia durante o voo, e teria usado as suas asas para se equilibrar quando corria, por exemplo, para atacar presas.

“Esta nova espécie, que chamámos Overoraptor chimentoi, é um novo membro do grupo dos dinossauros carnívoros chamados Paraves, explicou à agência CTyS Matías Motta, investigador do Laboratório de Anatomia Comparada e Evolução de Vertebrados do Museu Argentino de Ciências Naturais (LACEV-MACN-CONICET).

Agencia CTyS – UNLaM @CTyS_UNLaM

Importante aporte a la evolución de la aves 🦅

El doctor Fernando Novas, jefe del @LACEV_MACN, explicó que “las aves no son más que dinosaurios emplumados que viven hoy, comparten el planeta Tierra con nosotros y tuvieron origen en dinosaurios con aspecto de velocirraptores”.

 

Agencia CTyS – UNLaM @CTyS_UNLaM

Las ilustraciones de @Gabrielluislio nos ayudan a imaginar cómo era este Overoraptor chimentoi que, según el becario @_matiasmotta del @LACEV_MACN, es un nuevo integrante dentro el grupo de dinosaurios carnívoros denominados paravianos.

 

“Este animal tinha uma garra muito afiada no dedo indicador do pé, o que seguramente servia para atacar as suas presas, e tinha uma pata alongada e delicada, o que indica que era um animal corredor“, disse o principal autor do estudo publicado, no final de maio, na revista científica The Science of Nature.

Por sua vez, Federico Agnolín, outro dos autores do estudo, destacou que o que mais os surpreendeu foi o facto de as “suas patas serem como as de um velociraptor, mas os seus membros superiores serem extremamente longos e robustos, semelhantes aos das aves modernas”.

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14 Junho, 2020

 

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3791: Asteróide que matou os dinossauros criou uma província hidrotermal nove vezes maior do que Yellowstone

CIÊNCIA/GEOLOGIA

Chase Stone

O asteróide que dizimou os dinossauros da face da Terra criou uma província hidrotermal nove vezes maior do que a caldeira do super-vulcão Yellowstone, localizado nos Estados Unidos, conclui um novo estudo agora divulgado.

De acordo com a nova investigação, o meteorito Chicxulub, que caiu na Península de Yucatán, no México, há cerca de 66 milhões de anos, matando os dinossauros e 75% das espécies à face da Terra, criou na região uma enorme província hidrotermal.

Uma equipa de cientistas descobriu agora vestígios de um antigo sistema de ventilação hidrotérmica sob a cratera deixada pelo Chicxulub.

Tal como frisa o portal IFL Science, esta cratera, que a maior bacia de impacto deixada na Terra, é uma boa “janela” de estudo para os geólogos.

O Programa Internacional de Descoberta dos Oceanos, conta o mesmo portal de Ciência, perfurou a cratera até uma profundidade de 1.335 metros, visando estudar como é que a crosta terrestre responde depois de ser atingida por um impacto desta natureza.

Os cientistas encontraram um sistema de fluídos vulcânicos quentes a circular a uma profundidade de pelo menos 700 metros, ultrapassando largamente as medições anteriores. A partir da composição das rochas, a equipa foi ainda capaz de reconstruir as condições de cratera após o impacto do meteorito.

As temperaturas devem ter atingido os 300ºC para permitir a dispersão de algumas substâncias pelo sistema, concluíram os cientistas no novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Science Advances.

Rochas ricas em ferro revelaram ainda mudanças no campo magnético da Terra, mostrando que foram necessários cerca de 2 milhões de anos para a crosta sob o pico central arrefecer até aos 90ºC, escreve ainda o IFL Science.

A maioria dos cientistas envolvidos nesta investigação participaram também num outro estudo revelado na semana passada que dá conta que o asteróide que dizimou os dinossauros atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”.

Asteróide que dizimou os dinossauros atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”

O asteróide que dizimou os asteróides e 75% de todas espécies à face da Terra há 65 milhões de anos…

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5 Junho, 2020

 

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3779: Revelada a última refeição de um dinossauro com 110 milhões de anos

CIÊNCIA

O fóssil de um nodossauro foi encontrado há sete anos no Canadá e estava tão bem conservado que permitiu estudar a dieta deste herbívoro

Ilustração de um nodossauro com 11 milhões de anos

Um dinossauro, com impressionante blindagem de placas nas costas que formavam uma couraça protectora, acabou por ficar ‘mumificado’ há cerca de 110 milhões de anos, depois de desfrutar de uma última refeição antes de morrer. E agora sabemos o que este herbívoro, conhecido como nodossauro, comeu na sua última refeição, depois de serem publicados os resultados de um trabalho científico sobre a dieta do dinossauro.

Estômagos de dinossauros e provas das suas dietas raramente são preservados. Ocasionalmente, sementes e galhos são encontrados nas entranhas dos restos de dinossauros, mas nunca há provas conclusivas sobre as plantas reais. Neste caso, terá morrido junto a um mar, onde caiu, e ficou coberto de lama que envolveu e preservou o dinossauro tão bem que até o conteúdo estomacal permanece para mostrar que era exigente na comida. Gostava sobretudo de fetos e também comia alguns galhos.

Os pormenores da sua dieta baseada em plantas foram publicados terça-feira na revista Royal Society Open Science . “Os fragmentos de folhas e outros fósseis de plantas foram preservados até à célula”, disse David Greenwood, co-autor do estudo, biólogo da Universidade de Brandon e professor adjunto da Universidade de Saskatchewan, no Canadá.

O nodossauro, conhecido como Borealopelta markmitchelli, foi encontrado em 2011 durante operações de mineração ao norte de Fort McMurray, em Alberta, Canadá.

Após a morte, os restos do dinossauro acabaram no que era um mar antigo, ficando de costas no fundo lamacento e permanecendo intacto até há nove anos.

Está em exibição no Museu Real de Paleontologia Tyrrell em Alberta desde 2017. O fóssil foi revelado depois do técnico do museu Mark Mitchell dedicar seis anos a retirar meticulosamente a pele e os ossos preservados do dinossauro da rocha marinha em que estava.

Fóssil estava bem conservado e permitiu o estudo

Este dinossauro – um tipo de anquilossauro – pesava mais de uma tonelada. Mas vivia de plantas e preferia as samambaias [fetos], com base no conteúdo do estômago. O pedaço que foi encontrado no seu estômago é do tamanho de uma bola de futebol.

“A descoberta do conteúdo real do estômago preservado de um dinossauro é extraordinariamente rara, e este que foi recuperado do nodossauro é de longe o estômago de dinossauro mais bem preservado encontrado até hoje”, disse Jim Basinger, co-autor do estudo e Geólogo da Universidade de Saskatchewan, em comunicado.

Esta descoberta permite saber o que um grande dinossauro herbívoro comia – neste caso, muitas folhas de samambaia mastigadas, algumas hastes e galhos. Os pormenores das plantas estavam tão bem preservados no estômago que podiam ser comparados com amostras colhidas em plantas modernas.

Também foi encontrado carvão, o que significa que deve ter andado numa zona em que terá ocorrido um incêndio. “As nossas descobertas também são notáveis ​​pelo que nos podem dizer sobre a interacção do animal com o seu ambiente, pormenores que geralmente não obtemos apenas do esqueleto de dinossauro”, afirmou Caleb Marshall Brown, co-autor do trabalho.

Diário de Notícias
DN
03 Junho 2020 — 16:35

 

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3758: Asteróide que dizimou os dinossauros atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”

CIÊNCIA/ASTERÓIDES

Chase Stone

O asteróide que dizimou os asteróides e 75% de todas espécies à face da Terra há 65 milhões de anos atingiu a Terra no “mais mortífero ângulo possível”, concluiu uma investigação do Imperial College de Londres.

Recorrendo a novas simulações deste evento catastrófico, os cientistas do instituto do Reino Unido revelaram que o asteróide que ditou o fim dos dinossauros atingiu a Terra num ângulo de aproximadamente 60 graus, amplitude que maximizou a quantidades de gases e partículas que causaram mudanças climáticas na atmosfera superior.

As mudanças climáticas culminaram depois numa espécie de inverno nuclear, que extinguiu os dinossauros e 75% de toda a vida na Terra, nota o jornal The Independent.

“Para os dinossauros, o pior dos cenários foi exactamente aquele que aconteceu”, começou por explicar o professor Gareth Collins, do departamento de Ciências da Terra e Engenharia Imperial College de Londres, que liderou o estudo, citado em comunicado.

“O ataque do asteróide libertou uma quantidade incrível de gases que causaram mudanças climáticas na atmosfera, desencadeando uma série de eventos que levaram à extinção dos dinossauros. Esta situação foi provavelmente agravada pelo facto de o asteróide atingir a uma Terra num dos mais mortíferos ângulos possíveis”.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas utilizaram uma combinação de simulações numéricas de impacto e dados geofísicos do local do impacto (Península de Yucatán, no México) para reproduzir o evento em três dimensões pela primeira vez.

“As simulações fornecem evidências convincentes de que o asteróide atingiu [a Terra] num ângulo acentuado, talvez 60 graus acima do horizonte, e que se aproximou do seu alvo a partir do nordeste”, esclareceu assim o professor Collins.

Em declarações à emissora britânica BBC, o mesmo especialista sintetizou: “É evidente que a natureza do local onde este evento aconteceu, juntamente com o ângulo de impacto, causou uma tempestade perfeita“.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na Nature Communicatios.

Foi um asteróide (e nada mais do que um asteróide) que dizimou os dinossauros

Uma equipa internacional de cientistas acaba de reafirmar que foi um asteróide – e nada mais do que este corpo…

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30 Maio, 2020

 

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3718: Descoberto novo “primo” do T-rex, desdentado e de pescoço comprido

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Ruairidh Duncan

Uma nova espécie de dinossauro da família do T-rex foi descoberta na Austrália. Os paleontólogos acreditam que o dinossauro perdia os dentes à medida que ia envelhecendo.

Uma equipa de paleontólogos descobriu, na Austrália, uma nova espécie de dinossauro da mesma família do famoso Tyrannosaurus rex e do Velociraptor. A criatura tinha algumas características diferentes do T-rex, já que não tinha dentes, tinha um longo pescoço e uma dieta incomum.

Pelo que os cientistas apuraram, apenas os espécimes mais jovens tinham dentes. À medida que cresciam, iam perdendo a dentição, deixando-os com um bico pontiagudo. Isto sugere que seriam carnívoros quando eram jovens, mas evoluiriam para uma dieta mais vegetariana conforme iam envelhecendo.

“Estes são alguns dos dinossauros terópodes mais intrigantes, como são conhecidos por estes poucos fósseis”, disse ao The Guardian Steve Brusatte, paleontólogo da Universidade de Edimburgo, que não participou no estudo. “Eles parecem ter sido terópodes levemente construídos, de corrida rápida e pescoço longo, que trocavam a dieta carnívora dos seus ancestrais e tornavam-se omnívoros”.

Com apenas dois metros, o dinossauro tinha algumas características comuns à sua família. Andava sobre duas penas, tinha dois pequenos braços e poderia até ter penas, escreve o New Atlas.

Sem ainda ter um nome oficial para a espécie, os especialistas baptizaram o espécime de “Eric”, em honra ao local onde foi descoberto: Eric the Red West, em Vitória, na Austrália.

A equipa de paleontólogos identificou esta nova espécie através de um único osso do pescoço de Eric, descoberto em 2015. Isto leva a que os especialistas não estejam seguros em relação às conclusões retiradas. O osso tinha apenas 5 centímetros de comprimento e pensava-se pertencer a um pterossauro.

“As vértebras do pescoço dos pterossauros são muito distintivas”, explica Adele Pentland, autora do estudo publicado este mês na revista científica Gondwana Research. “Em todos os pterossauros conhecidos, o corpo da vértebra possui uma cavidade na extremidade da cabeça e uma bola na extremidade do corpo. Esta vértebra tinha cavidades nas duas extremidades, portanto não poderia ser de um pterossauro”.

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20 Maio, 2020

 

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3704: Distinguir um dinossauro macho de uma fêmea não é tão fácil quanto parece

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Swordlord3d / Deviant Art

Os cientistas debatem há muito tempo a capacidade de diferenciar um dinossauro macho de uma fêmea. Agora, um novo estudo revela que, apesar das alegações anteriores, é muito difícil detectar diferenças entre os dois sexos.

Uma recente investigação, levada a cabo por investigadores da Universidade Queen Mary, em Londres, analisou os crânios de crocodilos gaviais, uma espécie ameaçada, para decifrar o quão difícil é distinguir entre machos e fêmeas através de registos fósseis.

Os crocodilos macho são maiores do que as fêmeas e têm um crescimento carnoso no focinho, conhecido como ghara. Apesar da ghara ser composta por tecido mole, é sustentada por um buraco ósseo próximo às narinas (fossa narial), que pode ser identificado nos crânios dos animais.

A equipa analisou 106 espécimes, presentes em museus de todo o mundo, e descobriu que, além da presença da fossa narial, era muito difícil distinguir os sexos através de registos fósseis. O artigo científico com os resultados foi publicado no dia 12 de maio na Peer J.

David Hone, professor de Zoologia, explicou que, “tal como os dinossauros, os crocodilos gaviais são répteis muito grandes e de crescimento lento que depositam ovos, o que os torna um bom modelo para estudar espécies extintas de dinossauros”.

Esta investigação mostra que, mesmo com conhecimento prévio do sexo da amostra, pode ser muito difícil distinguir o sexo destes crocodilos.

Em várias espécies, os machos diferenciam-se das fêmeas: em termos de coloração, por exemplo, os machos costumam ser muito mais coloridos. Este fenómeno, conhecido como dimorfismo sexual, é muito comum no reino animal.

Apesar de ser esperado que os dinossauros também apresentem diferenças, a verdade é que, segundo este estudo, é muito difícil distinguir machos e fêmeas através da análise do esqueleto.

“O nosso estudo sugere que, a menos que as diferenças entre os dinossauros sejam realmente impressionantes, ou haja uma característica clara, temos de nos esforçar muito para distinguir um dinossauro macho de uma fêmea”, conclui Hone, citado pelo EuropaPress.

Esta investigação também desafia estudos anteriores, nomeadamente um que sugeria diferenças de género em espécies populares de dinossauros, como o Tyrannosaurus rex.

“Há muitos anos, um artigo científico sugeriu que T. rex fêmea é maior do que os machos. No entanto, essa conclusão baseou-se em registos fósseis danificados de 25 espécimes e os nossos resultados mostram que, a esse nível, os dados não são suficientemente fidedignos para se chegar a essa conclusão.”

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17 Maio, 2020

 

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3656: Cientistas encontram a primeira evidência de um dinossauro aquático

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Os dinossauros habitaram ou não ambientes aquáticos? Depois de anos de discussão e especulação, uma equipa de cientistas encontrou a primeira evidência que sustenta que uma espécies destes animais pré-históricos poderia nadar.

A descoberta baseia-se na análise de uma cauda fossilizada do gigante terópode Spinosaurus aegyptiacus, detalham os cientistas no novo estudo, cujos resultados foram recentemente divulgados na revista científica Nature.

Os cientistas afirma que a descoberta é a prova de que este predador era aquático e que usava a sua cauda para se impulsionar através da água e caçar nos rios.

Estudos anteriores sobre esta espécie continuam a sugerir uma possível indicação de adaptações semi-aquáticas, mas esta é a primeira “evidência inequívoca de uma estrutura de propulsão aquática em um dinossauro”, afirmou o paleontólogo Nizar Ibrahim, da Universidade de Detroit Mercy, nos Estados Unidos, citado em comunicado.

A cauda agora analisada faz parte de fóssil de Spinosaurus aegyptiacus encontrado em depósitos de rochas cretáceas no deserto do Saara, a leste de Marrocos. Este predador, o mais longo entre os dinossauros conhecidos, tinha cerca de 15 metros de comprimento.

Este é também o único esqueleto preservado desta espécie de dinossauro. Havia um outro que acabou por ser destruído durante a Segunda Guerra Mundial.

Para chegarem a esta conclusão, os cientistas analisaram o impulso que a estrutura óssea deste animal podia gerar e concluíram que esta é comparável ao dos vertebrados aquáticos vivos com características semelhantes.

Esta investigação destrói a ideia que sustenta que “os dinossauros que não eram aves nunca invadiram o reino aquático”, sublinha Ibrahim, citado na mesma nota.

O especialista acredita que esta espécie “passou a maior parte de sua vida na água” perseguindo as suas presas nas profundezas, não ficando à espera que os peixes nadassem junto às margens dos rios para que os conseguisse apanhar.

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8 Maio, 2020

 

3278: Cientistas descobriram os primeiros dinossauros bebés na Austrália

CIÊNCIA

(dr) James Kuether
Representação artística de um dinossauro ornitópode

Uma equipa de cientistas descobriu os primeiros dinossauros bebés da Austrália. Alguns dos ossos encontrados são tão pequenos que, provavelmente, provêm de animais que morreram enquanto ainda estavam nos ovos.

Claramente tolerantes ao clima, os dinossauros conseguiram prosperar desde as latitudes equatoriais até às polares. Um novo estudo, levado a cabo por paleontólogos do Centro de Pesquisa em Paleociências da Universidade da Nova Inglaterra e do Centro Australiano de Opalas em Lightning Ridge, descobriu os primeiros dinossauros bebés da Austrália.

De acordo com o Tech Explorist, a equipa encontrou ossos de dinossauros bebés em vários locais ao longo da costa sul de Victoria e perto da cidade de Lightning Ridge, no interior de New South Wales.

Alguns dos ossos descobertos eram tão pequenos que os cientistas acreditam que, provavelmente, morreram enquanto ainda estavam dentro dos ovos. O artigo científico foi recentemente publicado na Scientific Reports.

Análises detalhadas sugerem que os ossos são de dinossauros ornitópodes de corpo pequeno, que podiam pesar aproximadamente 20 kg em idade adulta. Porém, os dinossauros bebés tinham apenas 200g quando morreram, mais leves do que um copo de água.

A equipa não encontrou os ovos para estimar a idade dos dinossauros, mas usaram anéis de crescimento nos ossos, semelhantes aos anéis de um tronco de uma árvore, para determinar a idade do animal.

“Normalmente, a idade é estimada pela contagem de anéis de crescimento, mas não conseguimos fazê-lo com os dois espécimes mais pequenos, que perderam todos os seus detalhes internos. Para contornar esse problema, comparamos o tamanho dos ossos com o tamanho dos anéis de crescimento dos dinossauros vitorianos. Essa comparação coloca-os num estágio inicial de crescimento, provavelmente antes ou muito próximo de eclodir“, explicou Justin Kitchener, que liderou o estudo.

“Temos exemplos de dinossauros do tamanho de crias perto do Polo Norte, mas esta é a primeira vez que vimos este tipo de animal no hemisfério Sul“, acrescentou Phil Bell, que participou na investigação.

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27 Dezembro, 2019

 

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3219: A Terra já estava “envenenada” antes do asteróide que dizimou os dinossauros

CIÊNCIA

Ntvtiko / Deviant Art

Depósitos fósseis revelaram que a Terra já enfrentava uma situação instável  antes de o asteróide que dizimou os dinossauros ter atingido o nosso planeta. Esta situação de stress deveu-se ao aumento de carbono (CO2) nos oceanos.

Esta é a conclusão de uma equipa de cientistas da Northwestern University, nos Estados Unidos, que estudou a composição isotópica de cálcio em conchas fossilizadas de moluscos e caracóis, que datam do evento do período de extinção em massa do Cretáceo-Paleogeno, tal como explicam os cientistas em comunicado.

Na prática, a Terra estava já “envenenada” com carbono quando o asteróide que atingiu a Terra há 65 milhões de anos acabou com os dinossauros. O impacto do corpo rochoso com a Terra, recorda o portal ABC, atingiu a Terra com uma potência equivalente a dez mil milhões de bombas atómicas de Hiroxima.

Os cientistas descobriram que a química das conchas estudadas mudou em resposta a um aumento de carbono nos oceanos. Estes valores de carbono deveram-se a erupções longas (30.000 anos) na Deccan Traps, uma das maiores províncias vulcânicas da Terra (200.000 milhas quadradas), localizada na Índia.

Durante os anos que antecederam o impacto do asteróide, o Deccan Traps expeliu enormes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera. A concentração de CO2 acidificou os oceanos, afectando directamente os organismos que ali viviam.

“Os nosso dados sugerem que o ambiente estava a mudar antes do impacto do asteróide (…) Estas mudanças parecem correlacionar-se com a erupção de Deccan Traps”, disse Benjamin Linzmeier, o autor principal do estudo.

“A Terra estava claramente sob stresse antes do grande evento de extinção em massa (…) O impacto do asteróide coincide com a instabilidade pré-existente do ciclo de carbono. Mas isso não significa que temos resposta para explicar o que realmente causou a extinção [dos dinossauros]”, apontou, por sua vez, Andrew D. Jacobson, que também participou na investigação, cujos resultados foram agora publicados na revista Geology.

Asteróide do tamanho do que aniquilou os dinossauros pode vir a atingir novamente a Terra

O matemático Robert Walker acredita que a Terra pode voltar a ser atingida por um asteróide com as dimensões daquele…

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18 Dezembro, 2019

 

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3207: Até os dinossauros tinham piolhos

CIÊNCIA

Chen Wang

Insectos ancestrais semelhantes ao piolhos modernos parasitavam os dinossauros, alimentando-se das com suas penas, como evidenciado por um novo par de fósseis em âmbar.

Por vezes, os pássaros modernos são infestados por piolhos que mastigam e se alimentam das suas penas e, como mostra uma nova investigação publicada esta semana na revista científica Nature Communications, os seus antepassados mesozóicos também tiveram um problema semelhante.

O novo estudo, liderado por Dong Ren, paleontólogo na Universidade Capital Normal, na China, descreve um insecto semelhante ao piolho, anteriormente desconhecido, chamado Mesophthirus engeli, que viveu há 100 milhões de anos, durante o período cretáceo.

Foram encontrados dez desses indivíduos em dois pedaços de âmbar birmanês – e ambos continham penas danificadas. As penas parecem ter sido mastigadas pelos insectos. Esta evidência é considerada a evidência mais antiga da mastigação de penas no registo fóssil.

O insecto apresentava uma série de características consistentes com um parasita, incluindo um “corpo minúsculo sem asas”, uma cabeça com “peças bucais fortes para mastigar”, antenas grossas e curtas com cerdas longas (estruturas semelhantes a cabelos) e “Pernas com apenas uma única garra do tarso associada a duas cerdas longas”, entre outras características.

O facto de os dinossauros terem sido atormentados por parasitas dificilmente é uma surpresa. Os dinossauros que viveram durante o Jurássico (201 a 145 milhões de anos atrás) e o Cretáceo (145 a 66 milhões de anos atrás) foram atingidos por pulgas sugadoras de sangue. Já os carrapatos parasitaram os dinossauros desde pelo menos o período Cretáceo.

A nova descoberta é diferente, uma vez que é o exemplo mais antigo de um insecto que mastiga penas. O registo anterior pertencia a Megamenopon rasnitsyni – um antigo fóssil de piolho de pássaro encontrado na Alemanha que remonta 44 milhões de anos ao período Eoceno, aproximadamente 22 milhões de anos, depois de dinossauros não aviários se terem extinguido.

A descoberta empurra o comportamento parasitário em mais 34 milhões de anos. “É muito raro e difícil encontrar estes primeiros insectos do tipo piolho em âmbar”, escreveu Chungkun Shih, co-autor do novo estudo e cientista do Museu Nacional de História Natural da Smithsonian Institution, em declarações ao Gizmodo.

De acordo com Shih, a descoberta é significativa, porque está a ajudar os paleontólogos a entender melhor o desenvolvimento evolutivo precoce das características físicas e comportamentos de alimentação das penas desses insectos.

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16 Dezembro, 2019

 

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‘Yamanasaurus lojaensis’. Nova espécie de dinossauro descoberta no Equador

CIÊNCIA

A criatura terá medido seis metros e vivido na era logo após o período jurássico. Os especialistas encontraram restos de duas vértebras, pedaços de úmero, rádio e tíbia.

Este género de dinossauro é considerado um dos últimos a desaparecer. Os especialistas localizam-no no período Cretáceo
© Twitter

Yamanasaurus lojaensis. É o nome escolhido para a nova espécie de dinossauro, cujos restos fossilizados foram encontrados no Equador. O anúncio foi feito na sexta-feira pela Universidade Técnica Particular da Loja (UTPL), que patrocinou a investigação. Segundo a AFP, trata-se de um titanossauro da era cretáceo (que sucede o período Jurássico).

“Um primeiro dinossauro para o Equador”, onde nunca tinham sido encontrados fósseis de dinossauros anteriormente, disse Juan Pablo Suárez, um dos responsáveis pela investigação na UTPL. E “resultado de um trabalho de pesquisa em parceria com especialistas da Argentina”, contou, em conferência de imprensa na província de Loja.

🎓UTPL @utpl

🇪🇨#OrgulloUTPL ¡Un invaluable aporte científico para Ecuador y el mundo!

Dpto. Geología y Minas #UTPL, apoyados por equipo argentino, presentan resultados de la investigación científica realizada sobre fósiles en reserva del @INPCEcuador, en #Loja.

http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0195667119303027 

Foi na bacia de Alamor-Lancones, perto da cidade de Yamana, que foram encontrados restos de um esqueleto desarticulado e incompleto, duas vértebras – uma da cauda – e pedaços de úmero, rádio e tíbia. Mas foi em 2018, quando o paleontólogo argentino Sebastián Apesteguía, do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (CONICET), chegou ao Equador convidado para uma série de palestras, que tudo começou a ser desvendado.

Quando ali aterrou, mostraram-lhe as peças fossilizadas, para que identificasse se eram de dinossauro. “Foi um choque”, disse. “O material que eles me mostraram é incrível, porque são claramente as duas últimas vértebras sacrais de um titanossauro”, conta.

Federico Kukso @fedkukso

El primer dinosaurios hallado en #Ecuador era de huesos cortos y gruesos.
Todos los huesos de sus vértebras estaban perforados por cámaras de aire que los hacían más livianos.

Federico Kukso @fedkukso

El estudio de los restos del primer #dinosaurio hallado en #Ecuador estuvo a cargo de la Fundación Azara (CONICET – Universidad Maimónides) de Argentina y el Departamento de Geología y Minas e Ingeniería Civil de la Universidad Técnica Particular de Loja, Ecuador.

“Naquele momento não havia dúvida de que era um dinossauro de tamanho médio a pequeno”, com aproximadamente seis metros de comprimento. Só mais tarde é que ele e o seu colega Pablo Gallina, com quem coordenador do estudo, foram “capazes de descobrir exactamente que tipo de titanossauro era”.

Federico Kukso @fedkukso

En Ecuador, un equipo liderado por el paleontólogo Sebastián Apesteguía encontró los restos de un titanosaurio que vivió hace 85 millones de años. Es de un grupo llamado saltasaurinos de pequeño tamaño (hasta 6 metros de largo), robustos y con coraza protectora.

A equipa de investigadores diz que os fósseis correspondem ao período Cretáceo. Por isso, a criatura terá vivido há 85 e 65 milhões de anos e é mesmo considerada uma das últimas a aparecer.

Diário de Notícias
08 Dezembro 2019 — 18:35

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3135: Dinossauro conseguia mudar de dentes tão depressa como os tubarões

CIÊNCIA

ABelov2014 / Wikimedia
Representação artística do Majungasaurus

O majungassauro, um dinossauro carnívoro que viveu em Madagáscar há 70 milhões de anos, tinha a capacidade de substituir os seus dentes a cada 56 dias.

Os tubarões são famosos por conseguirem substituir os seus dentes ao longo da vida com bastante facilidade, mas, de acordo com um novo estudo, não estão sozinhos. Segundo o IFLScience, o majungassauro, um dinossauro carnívoro que viveu em Madagáscar há 70 milhões de anos, também conseguia esta proeza.

Uma equipa de cientistas da Universidade Adelphi e da Universidade de Ohio, ambas nos Estados Unidos, examinou as minúsculas linhas de crescimento dos dentes — o equivalente aos anéis de árvores — de um fóssil deste dinossauro. Também analisou as mandíbulas fossilizadas para ter um vislumbre de dentes que não irromperam e que pudessem estar escondidas no osso.

Além disso, os investigadores examinaram as taxas de substituição dentária de dois outros  terópodes — o alossauro e o ceratossauro —, tendo descoberto que estes dinossauros substituíam os seus dentes a cada cem dias ou mais.

Então, porque é que o Majungasaurus precisava de novos dentes com tanta frequência? A equipa acredita que provavelmente se devia a uma alta taxa de desgaste pelo facto de roer os ossos das suas presas.

“Estavam a desgastar os dentes rapidamente, possivelmente porque roíam ossos. Há evidências independentes disto na forma de arranhões e espaçamentos que correspondem ao espaçamento e tamanho dos seus dentes numa variedade de ossos — ossos de animais que teriam sido suas presas”, explica em comunicado Michael D. D’Emic, investigador da Universidade Adelphi e autor principal do estudo agora publicado na PLOS ONE.

Mastigar ossos requer dentes muito fortes, algo que o majungassauro não possuía. Por isso, o dinossauro desenvolveu a capacidade de substituir os dentes a cada 56 dias. Desta forma, o animal conseguia fazê-lo 13 vezes mais depressa do que outros dinossauros carnívoros, afirma D’Emic.

ZAP //

Por ZAP
3 Dezembro, 2019

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3051: Cientistas descobriram como é que os dinossauros suportavam o frio extremo

CIÊNCIA

(dr) Jorge A. González

A vida dos dinossauros nas zonas polares do antigo continente Gondwana não era nada fácil, porque tinham de suportar um frio intenso durante as noites de inverno.

Agora, uma equipa internacional de investigadores da Eslováquia, Suécia, Austrália e Estado Unidos analisou um fósseis de uma série de penas de dinossauros e pássaros que viveram dentro do círculo polar sul.

Embora indícios de dinossauros com penas exuberantes tenham aparecido no registo fóssil, a maioria dos exemplos vem do Hemisfério Norte, representando uma variedade de coberturas que poderiam ter ajudado a fauna mesozóica a regular a sua temperatura, esconder-se e ocasionalmente viver em climas relativamente quentes.

“No entanto, até ao momento, não foram descobertos restos tegumentares directamente atribuíveis para mostrar que os dinossauros usavam penas para sobreviver em habitats polares extremos”, disse Benjamin Kear, paleontologista da Universidade de Uppsala, na Suécia, em comunicado.

Porém, um local de escavação no estado australiano de Victoria deu alguns exemplos notáveis ​​ao longo das décadas. Até agora, nunca tinha sido visto de perto. “Penas fósseis são conhecidas em Koonwarra desde o início dos anos 60 e foram reconhecidas como evidência de pássaros antigos, mas receberam pouca atenção científica“, afirmou Thomas Rich, do Museu de Melbourne, na Austrália.

Este estudo, publicado este mês na revista especializada Gondwana Research, é o primeiro a documentar de forma abrangente estes restos. Um total de dez espécimes fósseis foram incluídos no estudo, todos com cerca de 118 milhões de anos, fornecendo evidências sólidas de penas de asas de pássaros antigos e penas corporais parcialmente decompostas.

De acordo com o ScienceAlert, algumas das penas eram relativamente avançadas e semelhantes às penas modernas, que as ajudam a interligar-se durante o voo e protegem os animais dos elementos.

“As penas dos dinossauros eram usadas para isolamento“, explicou Martin Kundrát, da Universidade Pavol Jozef Safarik, na Eslováquia. “A descoberta de penas em Koonwarra sugere, portanto, que coberturas de penas macias podem ter ajudado os pequenos dinossauros a aquecer-se nos antigos habitats polares”.

Na época, as massas de terra do sul de hoje – Antárctica, Austrália, América do Sul, África, Índia e Arábia – estavam todas misturadas num só super-continente gigante chamado Gondwana, centralizado no Pólo Sul da Terra. O clima do mundo era muito mais quente,  muito mais temperado, com ecossistemas luxuriantes cheios de plantas e animais.

Embora não estivesse congelado, os pólos experimentavam longos períodos de luz solar no verão e escuridão no inverno. Portanto, os seres que viviam nessas condições extremas precisava de lidar com um crepúsculo prolongado e frio.

Estas evidências concretas de penas potencialmente isolantes ajuda os investigadores a preencher as peças que faltam no mistério de como os dinossauros suportavam o frio.

ZAP //

Por ZAP
19 Novembro, 2019

 

2995: Os dinossauros dominaram a Terra do outro lado da Via Láctea

CIÊNCIA

Swordlord3d / Deviant Art

Jessie Christiansen, cientista da agência espacial norte-americana (NASA), publicou recentemente uma animação na qual evidencia que o auge da era dos dinossauros ocorreu do outro lado da Via Láctea.

A cientista conseguiu chegar à sequência rastreando o movimento do Sistema Solar através da Via Láctea, detalha o Science Alert, frisando que, quando os dinossauros dominaram a Terra, o nosso planeta estava numa parte muito diferente da Via Láctea.

O vídeo agora publicado mostra que a última vez que o Sistema Solar estava no seu ponto actual da galáxia, os dinossauros do Período Triásico estavam só a começar a aparecer.

A cientista revelou que demorou cerca de quatro horas para fazer o vídeo, recorrendo a animações programadas no Power Point. Contudo, em declarações ao Business Insider, Christiansen frisou que o movimento galáctico é mais complicado do que parece no vídeo.

Dr. Jessie Christiansen @aussiastronomer

I have always been interested in galactic archaeology, but I don’t think this is what they meant.
Did you know that dinosaurs lived on the other side of the Galaxy?

“A animação faz com que pareça que voltamos ao mesmo lugar. Mas, na realidade, toda a galáxia avançou muito”, começou por explicar.

“É mais como se estivéssemos a ‘espiralar’ pelo Espaço. À medida que a toda a galáxia se move, giramos em torno do centro – e essa espiral é criada”, sustentou.

Segundo explicou Christiansen, durante a rotação do Sistema Solar, a Terra nunca volta a um ponto fixo na galáxia, porque as outras estrelas e sistemas planetários também estão em movimentos constantes, com diferentes velocidades e órbitas. Além disso, notou, a própria Via Láctea também se move pelo Espaço.

No que toca à Terra, diferentes formas de vida podem habitar o planeta graças à sua trajectória galáctica. De acordo com a cientista, mesmo quando o Sistema Solar viaja pela Via Láctea, não se aproxima do seu centro, onde certamente não poderia sobreviver devido à radiação. “O nosso Sistema Solar não viaja para o centro da galáxia e depois volta novamente. Ficamos sempre à mesma distância”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
9 Novembro, 2019

 

2903: O asteróide que matou os dinossauros intoxicou os oceanos

CIÊNCIA

(dr) Universidade de Yale
Fósseis de algas calcárias

Uma nova investigação, liderada pela Universidade de Yale, confirma uma teoria antiga sobre o último grande evento de extinção em massa da História e de que forma esse evento afectou os oceanos da Terra.

Restos fósseis de algas calcárias ofereceram a primeira prova directa de que o evento de extinção em massa do Cretáceo-Paleogeno, há 66 milhões de anos, coincidiu com um aumento acentuado da acidez dos oceanos.

De acordo com os cientistas, a colisão de um asteróide aniquilou os dinossauros e causou uma extinção em massa na Terra. No entanto, havia uma outra hipótese em cima da mesa: a de que os ecossistemas estavam sob pressão devido ao aumento do vulcanismo.

“Os nossos dados não apoiam uma deterioração gradual das condições ambientais há 66 milhões de anos”, resumiu Michael Henehan, do Centro de Pesquisa em Geociências GFZ, na Alemanha, citado pelo Europa Press. O investigador e a sua equipa publicaram, no dia 21 de Outubro, um artigo científico na Proceedings of the National Academy of Sciences, no qual descrevem a acidificação do oceano durante o período referido.

A equipa analisou os isótopos do elemento boro nas conchas calcárias do plâncton (foraminíferos) e concluiu que houve um impacto repentino que levou à acidificação maciça dos oceanos, que levaram milhões de anos para se recuperarem da acidificação.

Em comunicado, Henehan explica que o impacto do corpo celeste deixou vestígios: a cratera Chicxulub, no Golfo do México, e pequenas quantidades de irídio nos sedimentos. Até 75% de todas as espécies animais foram extintas naquele momento, revela ainda.

Os investigadores reconstruiram as condições ambientais dos oceanos usando fósseis de núcleos de perfuração em águas profundas e rochas formadas naquela época. De acordo com a investigação, após o impacto, os oceanos tornaram-se tão ácidos que os organismos que formam as suas conchas de carbonato de cálcio não conseguiram sobreviver.

Quando as formas de vida nas camadas superiores dos oceanos se extinguiram, a absorção de carbono pela fotossíntese nos oceanos foi reduzida pela metade. Este estado durou várias dezenas de milhares de anos, antes de as algas calcárias se espalharem novamente. Além disso, passaram vários milhões de anos até a fauna e a flora se recuperarem e o ciclo de carbono atingir um novo equilíbrio.

Numa visita à Holanda, os cientistas encontraram provas destas descobertas numa camada muito grossa de uma rocha originária do Cretáceo-Paleogeno, que está preservada numa caverna. “Nesta caverna, acumulou-se uma camada particularmente grossa de argila imediatamente após o impacto”, explica Henehan. “Na maioria dos ambientes, o sedimento acumula-se tão lentamente que um evento tão rápido quanto o impacto de um asteróide é difícil de resolver no registo das rochas.”

Graças a esta quantidade extremamente grande de sedimentos, os cientistas conseguiram extrair fósseis suficientes para analisar e chagar a esta conclusão.

ZAP //

Por ZAP
25 Outubro, 2019

 

2757: T. Rex podia esmagar um carro nas suas mandíbulas (sem danificar o próprio crânio)

CIÊNCIA

David Monniaux / wikimedia
Fóssil de Tyranossaurus Rex

Investigadores descobriram que o rei dos dinossauros tinha um crânio rígido, como os dos crocodilos e das hienas modernos.

Entre todos os animais, extintos ou não, não há dúvida de que o Tyrannosaurus rex tinha a mordida mais forte de sempre. O rei dos dinossauros era capaz de morder ossos sólidos, mas os paleontólogos estavam há muito desconcertados com a forma como o conseguiam fazer (sem partir o próprio crânio).

De acordo com o Business Insider, uma equipa de investigadores descobriu que este dinossauro tinha um crânio rígido, como os dos crocodilos e das hienas modernos, em vez de um crânio flexível, como pássaros e répteis. Essa rigidez permitiu ao T. rex morder as suas infelizes presas com uma força superior a sete toneladas.

“As forças mais altas no T. rex que conseguimos estimar foram de 64 mil newtons, o que representa cerca de 7,1 toneladas de força”, disse Ian Cost, autor principal do estudo publicado na revista científica The Anatomical Record.

Em termos de comparação, os crocodilos de-água-salgada dos dias de hoje, que detêm o maior recorde de mastigação de qualquer animal vivo, têm uma força de 16.460 newtons, ou seja, apenas 25% da força de um T. rex.

Anteriormente, os cientistas haviam sugerido que o crânio do T. rex — com cerca de 1,8 metros de comprimento e 1,2 metros de altura — possuía articulações flexíveis, uma característica chamada cinesia craniana.

Porém, Cost afirma que esta teoria não se enquadrava com aquilo que os cientistas observavam nos predadores modernos, como os crocodilos, que têm pouca ou nenhuma cinesia craniana.

cheungchungtat / Deviant Art

Por isso, a equipa modelou como os crânios e as mandíbulas de papagaios e lagartixas funcionavam — dois animais com crânios móveis —, tendo aplicado depois esses movimentos a um crânio de T. rex. “O que descobrimos foi que o crânio do T. rex, na verdade, não reage bem ao movimento e prefere não se mover”, disse Cost.

De acordo com Casey Holliday, co-autor do estudo, há uma troca entre movimento e estabilidade quando uma criatura morde com muita força. Os pássaros e os lagartos, por exemplo, têm mais movimento mas menos estabilidade. Menos estabilidade à mordida e amplitude de movimento limitam a quantidade de força de mordida que um animal pode conseguir.

Mark Norell, curador do Museu Americano de História Natural, descreveu o T. rex como “um caçador de cabeças”, já que o predador tinha a rara capacidade de morder ossos sólidos e digeri-los.

Segundo Cost, um crânio rígido fez com que o T. rex pudesse morder ossos e, assim, ser  “capaz de produzir força suficiente para esmagar alguns carros, mas talvez não todos”.

O cientista acrescenta que aplicar 7,1 toneladas de força da mordida do T. rex “através de um dente ou dois no impacto resulta em incríveis libras por polegada quadrada (psi) de pressão que podem perfurar muitos veículos, incluindo os pneus Jeep”.

Cost afirma que os resultados do seu estudo, que indicam que o crânio do T. rex manipulava presas de forma semelhante à de uma hiena, pode lançar novas luzes sobre este debate. “As hienas são caçadoras e necrófagas. Acho que o T. rex era um caçador e um necrófago oportunista”, conclui.

ZAP //

Por ZAP
3 Outubro, 2019

 

2607: Já se sabe como foi o primeiro dia da extinção dos dinossauros

CIÊNCIA

Várias teorias foram tecidas sobre o que levou à extinção de dinossauros da face do planeta, há 66 milhões de anos, mas a mais aceite foi a queda de um asteróide que causou incêndios florestais maciços e um tsunami gigantesco.

O momento em que a atmosfera se encheu de grandes quantidades de enxofre, que provocou o arrefecimento global, finalmente condenou as espécies pré-históricas.

Agora, um novo estudo liderado por cientistas da Universidade do Texas confirmou essa hipótese, obtendo e analisando amostras dos detritos depositados dentro da gigantesca cratera subaquática de Chicxulub, localizada na Península de Yucatán. Com estas amostras, os investigadores conseguiram reconstruir os eventos geológicos, químicos e biológicos que ocorreram no dia seguinte à queda do asteróide.

Os investigadores perfuraram centenas de metros de sedimentos para obter amostras do núcleo da cratera, com mais de 180 quilómetros de diâmetro. As evidências obtidas incluem pedaços de carvão e misturas de rochas transportadas para lá pelo refluxo do tsunami e também indicam uma notável ausência de enxofre.

Com uma espessura de 130 metros, diversas matérias acumularam-se dentro da cratera nas primeiras 24 horas, o que fornece registos das consequências do impacto.

Segundo especialistas, o asteróide que caiu na Terra – e acabou com mais de 75% das espécies – atingiu uma força equivalente a 10 mil milhões de bombas atómicas usadas na II Guerra Mundial. A explosão incendiou áreas florestais e provocou um tsunami colossal, que atingiu o interior da actual Illinois e arrastou os restos dos ecossistemas incinerados de volta para a cratera.

A equipa descobriu que a área ao redor da cratera contém uma grande quantidade de rochas ricas em enxofre, embora os restos geológicos acumulados no interior não tenham esse elemento. Essa descoberta sustenta a teoria de que o impacto vaporizou o enxofre e o libertou na atmosfera, resultando no bloqueio da luz solar e, com isso, no arrefecimento do planeta.

Os investigadores estimam que tenham sido lançadas 325 mil milhões de toneladas métricas de matéria sólida para a atmosfera. “Fritamos e congelamos”, disse Sean Gulick, líder da investigação, em comunicado. “Nem todos os dinossauros morreram naquele dia, mas muitos morreram”, enfatiza.

Gulik chamou a fase de arrefecimento de “verdadeira assassina”. “A única maneira de produzir uma extinção em massa global como esta foi um efeito atmosférico”, disse.

O estudo foi publicado este mês na revista especializada Proceeding of The National Academy of Sciences.

ZAP //

Por ZAP
10 Setembro, 2019

 

2504: Nova espécie de dinossauro carnívoro identificada na Península Ibérica

CIÊNCIA

(CC0/PD) pxhere

Uma nova espécie de dinossauro carnívoro foi identificada na província de Castellon, em Espanha, o primeiro representante do grupo na Península Ibérica a que deram o nome de Vallibonavenatrix cani.

A espécie habitou a Península Ibérica há 125 milhões de anos e segundo um comunicado divulgado esta quinta-feira pela equipa que a identificou “é o primeiro representante do grupo de dinossáurios espinossaurídeos descrito no registo fóssil ibérico”.

A descrição da nova espécie de dinossauro terópodes foi publicada recentemente na revista Cretaceous Research, tendo o estudo sido liderado por Elisabete Malafaia, do Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa e investigadora do Grupo de Biologia Evolutiva da Universidad Nacional de Educación a Distancia (GBE-UNED), de Espanha, em colaboração com outros investigadores da UNED e da Universidade Autónoma de Madrid.

Os fósseis que permitiram a identificação da espécie são provenientes de rochas do Cretácico Inferior da localidade de Santa Águeda, em Vallibona (província de Castellón, Espanha). Foram descobertos no início da década de 1990 por Juan Cano Forner.

O nome da nova espécie é composto por ‘Vallibonavenatrix’, que significa “a caçadora de Vallibona” e ‘cani’ em homenagem a Juan Cano Forner.

A espécie pertence ao grupo dos dinossauros carnívoros que se caracteriza por um crânio e dentes que têm semelhança com os crocodilos e pelas espinhas neurais altas em algumas das vértebras.

ZAP // Lusa

Por Lusa
23 Agosto, 2019

 

2491: Encontrado em Marrocos o mais antigo estegossauro do mundo

CIÊNCIA

Carlos Giachetti / Flickr

Cientistas britânicos consideram que uma nova espécie de estegossauro – um dos dinossauros mais reconhecíveis, por causa dos ossos em forma de placa que se projectam da espinha e pelos espinhos nas suas caudas – é também a mais antiga descoberta em todo o mundo.

Os seus restos mortais foram encontrados nas montanhas do Médio Atlas, cadeia montanhosa que se estende ao largo do sudoeste ao nordeste do Marrocos, e, desde então, foram estudados por uma equipa de especialistas do Museu de História Natural de Londres.

Embora só tenham algumas vértebras e um osso do topo de um membro frontal, a equipa, liderada por Susannah Maidment, reconheceu rapidamente o animal devido a semelhanças anatómicas com o estegossauro conhecido.

Os cientistas concluíram que é uma nova espécie e género e data do Jurássico Médio, muito mais cedo do que os espécimes mais conhecidos. A equipa baptizou-o de Adratiklit boulahfa, um nome que significa “lagarto da montanha” na língua berbere e refere-se a Boulahfa, a cidade onde o espécime foi encontrado.

“A descoberta de Adratiklit boulahfa é particularmente emocionante, uma vez que a datamos no Jurássico médio”, disse Maidment, em comunicado. “Os estegossauros mais conhecidos datam muito mais tarde no período jurássico, o que faz com que seja o mais antigo descrito e ajuda a melhorar a nossa compreensão da evolução deste grupo de dinossauros.”

O estegossauro era um extenso grupo de espécies de dinossauros blindados encontrados no sul da África, América do Norte, Ásia e Europa. Este espécime é o primeiro a vir do norte da África, de acordo com o estudo publicado este mês na revista especializada Gondwana Research.

Acreditava-se anteriormente que quando a Terra estava dividida em dois super-continentes, Laurasia e Gondwana, os tyrophoros eram mais comuns e diversos no primeiro. A descoberta recente parece questionar essa ideia.

Nesse sentido, a descoberta de Adratiklit boulahfa apoia a teoria de que o registo fóssil de dinossauros blindados em Gondwana é significativamente distorcido, tanto por factores geológicos como por esforços de recolha.

ZAP //

Por ZAP
22 Agosto, 2019

estegossauro

 

2384: Paleontólogos descobrem estranhos micróbios em fósseis de dinossauro

CIÊNCIA

Peter Trusler / University of Queensland
Imagem ilustrativa

Uma equipa de paleontólogos procurou preservar proteínas de colagénio nos ossos fossilizados de um dinossauro. Mas os cientistas não encontraram as proteínas: em vez disso, encontraram comunidades incomuns de micróbios modernos.

Para as preservar, uma equipa internacional de paleontólogos decidiu procurar proteínas de colagénio nos ossos fossilizados de um Centrosaurus, mas sem sucesso. Em vez disso, os cientistas encontraram comunidades incomuns de micróbios modernos a viver dentro dos ossos do dinossauro. O artigo científico foi publicado em Junho na eLife.

“É a primeira vez que descobrimos esta comunidade microbiana única nestes ossos fósseis enterrados no subsolo”, disse o principal autor do estudo, Evan Saitta, investigador do Field Museum of Natural History, citado pelo Sci-News.

Durante o processo de fossilização, os tecidos biológicos degradam-se ao longo de milhões de anos. Ainda assim, os cientistas encontraram vestígios de material biológico dentro de alguns fósseis.

Enquanto que alguns cientistas acreditam que estes podem ser os restos de antigas proteínas, vasos sanguíneos e células, tradicionalmente considerados como estando entre os componentes menos estáveis do osso, outros investigadores estão convencidos de que têm fontes mais recentes.

(dr) Evan Saitta / Field Museum of Natural History
Micróbios modernos a fluorescente

Para investigar a origem do material biológico em ossos de dinossauros, Saitta e a sua equipa realizaram várias análises nos ossos fossilizados, com cerca de 75 milhões de anos, do Centrosaurus. Os ossos foram cuidadosamente escavados de forma a reduzir a contaminação.

Depois, os cientistas compararam a composição bioquímica dos fósseis com os modernos ossos de galinha, os sedimentos do local dos fósseis em Alberta, no Canadá, e os antigos dentes de tubarão, chegando assim à conclusão que os fósseis de Centrosaurus não pareciam conter as proteínas de colagénio presentes nos ossos novos ou nos dentes de tubarão muito mais jovens.

Mas vemos muitas evidências de micróbios recentes. Há claramente algo orgânico nestes ossos”, disse o cientista, adiantando ter encontrado carbono orgânico morto sem radio-carbono, aminoácidos recentes e ADN no osso – descobertas indicativas de que o osso hospeda uma comunidade microbiana moderna.

Surpreendentemente, os micróbios encontrados nos ossos não são as mesmas bactérias que vivem na rocha ao seu redor. “É uma comunidade muito incomum. Cerca de 30% das sequências estão relacionadas a Euzebya“, disse Saitta.

“Não sabemos ao certo por que estes micróbios em particular estão a viver nos ossos dos dinossauros, mas não estamos chocados com o facto de as bactérias serem atraídas pelos fósseis”, explicou ainda.

Os ossos fósseis contêm fósforo e ferro, “e os micróbios precisam deles como nutrientes”. Além disso, os ossos são porosos “Se fosse uma bactéria a viver no chão, provavelmente iria querer viver num osso de dinossauro”, concluiu.

ZAP //

Por ZAP
28 Julho, 2019

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2361: Ninhos descobertos na Mongólia mostram que os dinossauros protegiam os seus ovos

CIÊNCIA

(dr) Masato Hattori

Ninhos de dinossauro descobertos no Deserto de Gobi, na Mongólia, mostram que estes animais pré-históricos faziam ninhos em grupo e, tal como os pássaros, protegiam os seus ovos.

De acordo com a revista Nature, uma equipa de investigadores descobriu fósseis de um grupo de 15 ninhos com mais de 50 ovos, com cerca de 80 milhões de anos, no Deserto de Gobi, na Mongólia.

“Os dinossauros costumam ser retratados como criaturas solitárias que faziam os seus ninhos sozinhas, enterrando os ovos e depois indo embora. Agora conseguimos mostrar que alguns dinossauros eram muito mais gregários. Uniam-se e estabeleciam uma colónia que provavelmente os protegia”, explica François Therrien, paleontólogo do Museu Real Tyrrell de Paleontologia, no Canadá.

A descoberta, publicada no início deste mês na revista científica Geology, fornece a mais clara evidência até ao momento que os complexos comportamentos reprodutivos dos dinossauros, como os ninhos em grupo, evoluíram antes das aves modernas se terem separado deles há 66 milhões de anos.

Desde os anos 80 que os paleontólogos desenterram ovos fossilizados ou ninhos que estão agrupados. Mas a rocha circundante geralmente representa vários milhares de anos ou mais, tornando difícil para os investigadores saber se os ovos foram colocados ao mesmo tempo, ou apenas no mesmo lugar, explica Darla Zelenitsky, paleontóloga da Universidade de Calgary, no Canadá, e co-autora do estudo.

Mas este grupo de ninhos agora descoberto é diferente. A formação de 286 metros quadrados contém camadas vivas de cor laranja e cinzenta. Entre estas, encontra-se uma risca fina de rocha vermelha brilhante que conecta todos os 15 ninhos relativamente intactos. Alguns dos ovos esféricos, com cerca de dez a 15 centímetros de diâmetro, haviam eclodido e estavam parcialmente preenchidos com a rocha vermelha.

Uma vez que a tal risca vermelha liga todos os ovos, a descoberta sugere que os dinossauros os tenham colocado juntos, durante a mesma época de reprodução, provavelmente com o objectivo de os proteger de predadores e outras ameaças. “Geologicamente, acho que não poderíamos ter pedido um sítio melhor”, diz Zelenitsky.

A paleontóloga e os colegas também foram capazes de identificar o tipo de dinossauro que colocou lá os ovos. Graças às suas texturas exteriores e interiores, bem como a espessura da casca, os investigadores sugerem que se trata de um terópode não aviário, grupo que inclui o velociraptor e o tiranossauro.

Os investigadores ainda conseguiram estimar que pouco mais mais de metade dos ninhos teve pelo menos um ovo chocado. Essa taxa de sucesso relativamente alta é parecida com a de aves e crocodilos modernos que protegem os seus ninhos, comparativamente com as espécies que os abandonam.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
23 Julho, 2019

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2226: O T-Rex tem dois novos primos tailandeses

PALEONTOLOGIA

Universidade de Bonn

Duas novas espécies de dinossauros, que eram predadores eficientes e parentes distantes do Tiranossauro-Rex, foram identificadas em restos fósseis encontrados há 30 anos na Tailândia, revelou a Universidade de Bonn, na Alemanha.

Há três décadas, o Museu de Sirindhorn, no sul da Tailândia, recebeu ossos fossilizados de dinossauros que nunca foram analisados em detalhe. “Há cinco anos encontrei estas descobertas durante a minha pesquisa, explicou Adun Samathi, paleontólogo tailandês que está a fazer o seu doutoramento no Instituto Steinmann de Geologia, Mineração e Paleontologia da Universidade de Bonn.

Depois de “tropeçar” no achado, o investigador levou alguns moldes dos fósseis para serem analisados juntamente com o seu orientador, o professor Martin Sander, recorrendo a tecnologias mais avançadas.

Os resultados da investigação mostram uma nova visão sobre a história dos megaraptors, um grupo de dinossauros de grandes dimensões, que inclui, por exemplo, o T-Rex e que agora tem duas novas espécies conhecidas.

À semelhança do “primo” T-Rex, as novas espécies também corriam sobre as suas patas traseiras. Em sentido oposto, estes familiares tinham braços fortes dotados com grandes garras. Além disso, tinham também cabeças mais delicadas e um focinho largo.

“Conseguimos atribuir os ossos [fossilizados] a um novo megaraptor, que chamamos de Phuwiangvenator yaemniyomi“, revelou Samathi, citado em comunicado.

O nome escolhido, recorda, por um lado, refere-se a Phuwiang, uma área no noroeste da Tailândia, e, por outro lado, tem também a referência ao cientista responsável pela descoberta do primeiro fóssil de dinossauro tailandês.

O investigador revelou ainda mais alguns detalhes sobre o Phuwiangvenator yaemniyomi: era, provavelmente, um corredor rápido com cerca de seis metros de comprimento, ou seja, menor do que o T-Rex (12 metros.)

Quanto à segunda nova espécie descoberta, o estudante afirma que há menos informação. Os ossos identificados também pertencem a um megaraptor, que era um pouco mais pequeno, medindo cerca de 4,5 metros.

O material analisado não foi suficiente para precisar a sua ascendência com exactidão, mas os cientistas acreditam que este seja um outro primo do T-Rex, tendo-lhe atribuído o nome de Vayuraptor nongbualamphuenisis.

“Talvez a situação [das duas novas espécies] possa ser comparada à [situação] dos grandes felinos africanos”, explica Samathi. “Se Phuwiangvenator fosse um leão, Vayuraptor seria um chita”, rematou o estudante.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada Acta Palaeontologica Polonica.

ZAP //

Por ZAP
24 Junho, 2019

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