5334: Encontrado primeiro fóssil de um dinossauro sentado em cima do seu ninho

CIÊNCIA/FÓSSEIS/PALEONTOLOGIA

(dr) Bi et al., Science Bulletin, 2020

Uma equipa de cientistas descobriu, na China, um fóssil de um oviraptorossauro com o seu ninho também fossilizado, que preservava pelo menos sete embriões.

De acordo com o site EurekAlert!, o fóssil em questão pertence a um oviraptorossauro, um dinossauro terópode, parecido com um pássaro, característico do período Cretáceo (entre há 145 milhões e 66 milhões de anos).

O fóssil consiste no esqueleto incompleto deste dinossauro, agachado sobre um ninho com pelo menos 24 ovos. Destes, pelo menos sete preservam ossos ou esqueletos parciais dos embriões.

O novo espécime foi recuperado a partir de rochas, com cerca de 70 milhões de anos, localizadas na cidade de Ganzhou, no sul da China.

“Dinossauros preservados nos seus ninhos são raros, assim como fósseis de embriões. Esta é a primeira vez que um dinossauro não-aviário foi encontrado assim sentado num ninho”, explica Shundong Bi, investigador da Universidade de Yunnan, na China, e um dos autores do estudo publicado, em Dezembro de 2020, na revista científica Science Bulletin.

A análise dos isótopos de oxigénio levada a cabo pelos cientistas indicou que os ovos foram incubados em altas temperaturas, dando mais força à hipótese de que o dinossauro morreu no momento em que estava a chocar os ovos.

Além disso, embora todos os embriões estivessem bem desenvolvidos, alguns parecem ser mais crescidos do que outros, o que sugere, por sua vez, que os ovos podem ter chocado em momentos ligeiramente diferentes.

Um outro aspecto interessante deste espécime é que possui vários seixos na região abdominal. Segundo o mesmo site, é quase certo que sejam gastrólitos, ou seja, pedras de vários tamanhos que ficam retidas no sistema digestivo de alguns animais para os ajudar a digerir a comida, o que pode fornecer novos dados sobre a sua dieta.

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Por ZAP
16 Março, 2021


5287: Ancient hippo-size reptile was a quick and ferocious killing machine

SCIENCE/PALEONTOLOGY

The pre-dinosaur reptile Anteosaurus was hefty, swift and deadly

A reconstruction of Anteosaurus attacking an herbivorous Moschognathus. (Image credit: Alex Bernardini (@SimplexPaleo))

A hippopotamus-size predator that lived 265 million years ago was unexpectedly speedy for such a bulky beast.

Scientists previously viewed the dinosaur-like reptile Anteosaurus as slow and plodding because of its massive, heavy head and bones. However, a new analysis of the animal’s skull proved otherwise, revealing adaptations that would have made Anteosaurus a fast-moving juggernaut.

With this deadly combination of speed and power — along with a mouthful of bone-crushing teeth — Anteosaurus would have been one of the most fearsome apex predators on the African continent during the middle part of the Permian period (299 million to 251 million years ago), according to a new study.

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Anteosaurus belonged to a reptile family that predated dinosaurs, known as dinocephalians, and they all died out about 30 million years before the first dinosaurs appeared. Dinocephalians were also part of a larger group of animals called therapsids, which includes the ancestors of mammals.

“Dinocephalians were among the first herbivorous and carnivorous species that dominated terrestrial ecosystems,” said lead study author Julien Benoit, a senior researcher at the Evolutionary Studies Institute at the University of the Witwatersrand (Wits University) in Johannesburg, South Africa.

What’s more, dinocephalians were some of the earliest amniotes — animals that hatch from eggs laid on land or retained inside the mother’s body — to evolve very large body size, according to the study. Many dinocephalians also had sturdy skulls with reinforced horns, buffers and bumps, suggesting that the animals may have used their heavy heads as battering rams.

The transparent skulls of Anteosaurus (left) and Moschognathus (right) show the differences in brain cavities (green) and inner ear (purple). (Image credit: Wits University)

Heavy … and amphibious?

Because Anteosaurus‘ skeleton was so massive, researchers previously hypothesized that it was a slow-moving animal that likely ambushed its prey, Benoit told Live Science in an email.

“Some authors even suggested that it might have been amphibious because it was just too heavy to support its weight on land — similar to what used to be imagined about dinosaurs,” Benoit said. “Our study suggests it is quite the opposite.”

Anteosaurus had a weighty, knobby skull with a prominent crest on the snout, and Benoit and his co-authors questioned if Anteosaurus was a head-butter, like some of its dinocephalian relatives. To find out, they scanned the skull of a juvenile Anteosaurus magnificus from the Karoo desert region in South Africa.

They used X-ray microtomography (micro-CT) to create high-resolution images that revealed the interior of the skull in exceptional detail and then used those images to reconstruct the skull and its long-gone internal structures as digital 3D models.

Their scans provided the first-ever glimpse of an Anteosaurus’ inner ear — and it was definitely not the inner ear of a head-butting animal, Benoit said.

“When the skull is adapted to head butting, the inner ear is tilted backward because of a reorientation of the braincase to absorb head-to-head combat stress,” Benoit said. But A. magnificus lacked that adaptation, so it probably didn’t use its head for ramming.

“Instead, it would have used its massive canines for fighting,” Benoit said.

The skull of Anteosaurus dwarfs that of a modern human. (Image credit: Wits University)

An agile killer

The scientists also found surprising clues about Anteosaurus‘ abilities by reconstructing and measuring the dimensions of its inner ear canal, which is a feature associated with balance, and lobes in its cerebellum called the flocculi, which assist with agility and help predators lock their eyes on their prey. The shapes of these structures resembled those found in predators such as cats and velociraptors, hinting that Anteosaurus had a nervous system adapted to catching fast-moving prey, Benoit said.

“When you contemplate the bones of this animal, they look so heavy and massive that this really came up as a surprise,” he said. “I guess this comes in part from the misconception that fossilized bones are so heavy, it is hard to imagine that they were once light and pulled by muscles powerful enough to make them move.”

Superior swiftness and agility would have enabled Anteosaurus to prey on another group of big-skulled and formidable Permian reptiles known as therocephalians, or “beast-heads,” placing it at the top of the food chain, according to the study. And this is just the beginning of what researchers are yet to discover about the strange reptiles that came before the dinosaurs, Benoit said.

“Soon we will be capable of comparing the brain and inner ear of Anteosaurus to many of its close relatives,” he said. “This will shed new light on the interactions between animals of an entirely extinct ecosystem.”

The findings were published online Feb. 18 in the journal Acta Palaeontologica Polonica.

Originally published on Live Science.
By Mindy Weisberger – Senior Writer
08/03/2021


5274: Descoberto dinossauro carnívoro que viveu nos Pirenéus há 66 milhões de anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

(dr) Óscar Sanisidro / Albert G. Sellés / Institut Català de Paleontologia Miquel Crusafont / Museu Conca
O dinossauro carnívoro Tamarro insperatus

Cientistas identificaram uma nova espécie de dinossauro carnívoro, que viveu nos Pirenéus há cerca de 66 milhões de anos.

De acordo com o canal estatal russo RT, a partir de alguns fósseis encontrados em Conca Dellà, em Espanha, em 2003, mais concretamente um osso do pé, os investigadores puderam determinar que este dinossauro pertencia à família dos Troodontidae. Este grupo de pequenos dinossauros emplumados era muito comum na América do Norte e na Ásia, mas até agora era desconhecido naquilo que hoje é a Europa.

Os paleontólogos baptizaram esta nova espécie de Tamarro insperatus (“tamarro inesperado”, em latim), numa alusão à criatura fantástica da região catalã de Pallars Jussà, chamada tamarro, que é popularmente conhecida por ser muito esquiva e difícil de encontrar.

Além disso, o nome também se deve à escassez de fósseis de dinossauros carnívoros encontrados nos Pirenéus. Na verdade, esta espécie acabou de se tornar uma das poucas espécies de dinossauros que se alimentavam de carne conhecidas até agora no sudoeste europeu.

Albert G. Sellés, investigador do Instituto Catalão de Paleontologia (ICP) que conduziu a investigação, indicou que, depois de uma análise microscópica, foi possível determinar que o animal “ainda não era adulto quando morreu”, detalhando que o T. insperatus crescia muito depressa, tal como acontece com outras aves dos dias de hoje (por exemplo, a avestruz ou o emu).

Nesse sentido, explicou o paleontólogo, cujo estudo foi publicado esta segunda-feira na revista científica Scientific Reports, em apenas dois anos esta espécie podia alcançar o seu tamanho adulto, que rondaria 1,5 a dois metros de comprimento e cerca de 20 quilos.

Os investigadores acreditam que o Tamarro insperatus, como era comum na maioria dos Troodontidae, era um animal necrófago ou predador de pequenos répteis, mamíferos e até insectos.

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Por ZAP
7 Março, 2021


5219: Poeira de asteróide encontrada na cratera Chicxulub encerra caso da extinção dos dinossauros

CIÊNCIA/GEOQUÍMICA/PALEONTOLOGIA

Uma equipa de investigadores acredita ter encerrado o caso da extinção dos dinossauros após ter encontrado poeira de asteróide na cratera que Chicxulub terá criado há 66 milhões de anos.

Desde os anos 1980 que a hipótese principal dos cientistas para explicar a extinção dos dinossauros era a morte por asteróide – em vez de uma série de erupções vulcânicas ou alguma outra calamidade global. Nessa altura, os cientistas encontraram poeira de asteróide na camada geológica que marca a extinção dos dinossauros.

Esta descoberta pintou um quadro apocalíptico de poeira do asteróide vaporizado e rochas do impacto a circular o planeta, bloqueando o sol e causando a morte em massa durante um inverno global escuro – tudo antes de regressar à Terra para formar a camada enriquecida em asteróide material que é visível hoje.

Nos anos 1990, a ligação foi fortalecida com a descoberta da cratera de impacto Chicxulub de 200 quilómetros de largura sob o Golfo do México, que tem a mesma idade da camada de rocha.

Agora, um novo estudo sela o acordo, segundo a equipa de investigadores que encontraram poeira de asteróide com uma impressão digital química correspondente dentro da cratera no local geológico preciso que marca o momento da extinção dos dinossauros.

“O círculo está agora finalmente completo”, disse Steven Goderis, um professor de geoquímica na Vrije Universiteit Brussel, na Bélgica, em comunicado divulgado pelo EurekAlert.

O sinal revelador da poeira do asteróide é o elemento irídio – que é raro na crosta terrestre, mas está presente em níveis elevados em certos tipos de asteróides. Aliás, um pico de irídio encontrado na camada geológica foi como a hipótese do asteróide nasceu.

No novo estudo, os investigadores descobriram um pico semelhante numa secção de rocha retirada da cratera. Na cratera, a camada de sedimentos depositada dias a anos após o impacto é tão espessa que os cientistas conseguiram datar com precisão a poeira em apenas duas décadas após o impacto.

“Estamos agora no nível de coincidência que geologicamente não acontece sem causa”, disse Sean Gulick, professor da Escola de Geociências da UT Jackson. “Isto acaba com qualquer dúvida de que a anomalia do irídio não esteja relacionada à cratera Chicxulub.”

A poeira é tudo o que resta do asteróide de 11 quilómetros de largura que chocou contra o planeta há milhões de anos, provocando a extinção de 75% da vida na Terra, incluindo todos os dinossauros não-aviários.

Os cientistas estimam que a poeira levantada pelo impacto circulou na atmosfera durante não mais do que duas décadas – o que ajuda a cronometrar o tempo de extinção. “Se se realmente colocar um relógio na extinção há 66 milhões de anos, poderia facilmente argumentar que tudo aconteceu em algumas décadas, que é basicamente o tempo que demora para que tudo morra à fome”, disse.

As maiores concentrações de irídio foram encontradas dentro de uma secção de cinco centímetros do núcleo da rocha recuperado do topo do anel do pico da cratera – um ponto de alta elevação na cratera que se formou quando as rochas ricochetearam e colapsaram com a força do impacto.

Além do irídio, a secção da cratera mostrou níveis elevados de outros elementos associados ao material do asteróide. A concentração e a composição desses “elementos asteróides” assemelhavam-se a medições feitas na camada geológica em 52 outros locais ao redor do mundo.

De onde veio o asteróide que dizimou os dinossauros? Investigadores de Harvard têm uma nova teoria

Uma equipa de investigadores da Universidade de Harvard tem uma nova teoria sobre o asteróide que dizimou os dinossauros e…

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A secção central e a camada geológica têm elementos terrestres em comum, incluindo compostos sulfurosos. Um estudo de 2019 revelou que rochas com enxofre não estão presentes em grande parte do restante do núcleo, apesar de estarem em grandes volumes no calcário circundante. Isso indica que o impacto atirou enxofre para a atmosfera, o que pode ter exacerbado o arrefecimento global e semeado chuva ácida.

Gulick e os seus colegas planeiam regressar à cratera este verão para começar a analisar locais no seu centro, onde esperam perfurar no futuro para recuperar mais material de asteróide.

Este estudo, publicado esta semana na revista científica Science Advances, é o mais recente de uma missão do Programa Internacional de Descoberta do Oceano em 2016, co-liderada pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos, que colheu quase 914 metros de núcleo de rocha da cratera enterrada no fundo do mar.

Por Maria Campos
27 Fevereiro, 2021


5148: De onde veio o asteróide que dizimou os dinossauros? Investigadores de Harvard têm uma nova teoria

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

Vídeo editado por meio de captura dado que não é disponibilizado o URL original

Uma equipa de investigadores da Universidade de Harvard tem uma nova teoria sobre o asteróide que dizimou os dinossauros e acredita ter descoberto onde se originou e como atingiu a Terra.

Chicxulub foi um asteróide que deixou para trás uma cratera na costa do México que se estende por 149 quilómetros e chega a 19 quilómetros de profundidade. O seu impacto devastador acabou com o reinado dos dinossauros ao desencadear a sua extinção em massa repentina, juntamente com o fim de quase três quartos das espécies de plantas e animais que viviam na Terra.

Avi Loeb, professor de ciência na Universidade de Harvard, e Amir Siraj, investigador de astrofísica, têm uma nova teoria que poderia explicar a origem e jornada do catastrófico corpo celeste – e outros como ele.

Usando análises estatísticas e simulações gravitacionais, Loeb e Siraj acreditam que uma fracção significativa de um tipo de cometa originado na nuvem de Oort, uma esfera de detritos na borda do Sistema Solar, foi desviado do seu curso pelo campo gravitacional de Júpiter durante a sua órbita e enviado para perto do Sol, cuja força de maré quebrou pedaços da rocha.

Isto aumenta a taxa de cometas como Chicxulub porque esses fragmentos cruzam a órbita da Terra e atingem o planeta uma vez a cada 250 a 730 milhões de anos.

“Basicamente, Júpiter actua como uma máquina de pinball“, disse Siraj, em comunicado. “Júpiter empurra estes cometas de longo período que chegam em órbitas que os trazem muito perto do Sol.”

“Não é tanto o derretimento que ocorre, que é uma fracção bem pequena em relação à massa total, mas o cometa está tão perto do sol que a parte que está mais perto do sol sente uma atracção gravitacional mais forte do que a parte que está mais longe do Sol, causando uma força de maré”, disse. “Temos o que é chamado de evento de interrupção da maré e, assim, estes grandes cometas que chegam muito perto do Sol dividem-se em cometas mais pequenos. E, basicamente, ao sair, há uma hipótese estatística de que estes cometas mais pequenos atinjam a Terra”.

Os cálculos da teoria de Loeb e Siraj aumentam as hipóteses de cometas de longo período impactarem a Terra por um factor de cerca de 10 e mostram que cerca de 20% dos cometas de longo período tornam-se “pastores solares” – cometas que passam muito perto do Sol.

A equipa afirma que a sua nova taxa de impacto é consistente com a idade de Chicxulub, fornecendo uma explicação satisfatória para sua a origem e de outros impactadores semelhantes.

Entender o Chicxulub, não só é crucial para resolver um mistério da história da Terra, mas pode ser crucial se tal evento ameaçar o planeta novamente. “O nosso artigo fornece uma base para explicar a ocorrência desse evento”, disse Loeb. “Estamos a sugerir que, na verdade, se se quebrar um objecto conforme se aproxima do sol, isso pode gerar a taxa de eventos apropriada e também o tipo de impacto que matou os dinossauros”.

A teoria também pode explicar a composição de muitos destes asteróides. “A nossa hipótese prevê que outras crateras do tamanho de Chicxulub na Terra têm mais probabilidade de corresponder a um asteróide com uma composição primitiva (condrito carbonáceo) do que o esperado dos asteróides convencionais do cinturão principal”.

Uma teoria popular afirma que Chicxulub é um fragmento de um asteróide muito maior que veio do cinturão principal, que é uma população de asteróides entre a órbita de Júpiter e Marte. Apenas cerca de um décimo de todos os asteróides do cinturão principal têm uma composição de condrito carbonáceo, embora se presuma que a maioria dos cometas de período longo a tenha.

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Evidências encontradas na cratera Chicxulub e outras crateras semelhantes sugerem que tinham condrito carbonáceo. Isso inclui um objecto que atingiu a Terra há cerca de dois mil milhões de anos e deixou a cratera Vredefort na África do Sul, que é a maior cratera na história da Terra, e o asteróide que deixou a cratera Zhamanshin no Cazaquistão, que é a maior cratera confirmada no último milhões de anos.

Segundo Loeb e Siraj, esta hipótese pode ser testada estudando ainda mais as crateras da Terra – e até aquelas na superfície da lua para determinar a composição dos asteróides.

Além da composição de cometas, o novo Observatório Vera Rubin, no Chile, pode ser conseguir ver a interrupção das marés de cometas de longo período quando ficar operacional no próximo ano.

Este estudo foi publicado esta segunda-feira na revista científica Scientific Reports.

Por Maria Campos
17 Fevereiro, 2021


5144: Chicxulub: Harvard tem nova teoria sobre o que provocou o extermínio dos dinossauros

CIÊNCIA/DINOSSAUROS/Chicxulub

A cratera de Chicxulub, nome pelo qual ficou conhecida, foi obra de um asteróide ou cometa que atingiu a costa do México, há mais de 66 milhões de anos. Como sabemos, o seu impacto foi absolutamente devastador, provocando a extinção em massa dos dinossauros, bem como o fim de três quartos das espécies vegetais e animais que viviam então na Terra.

No ar, ficou sempre a incógnita quanto à origem do asteroide ou cometa e a forma como atingiu a Terra. Até agora… uma vez que uma equipa de investigadores de Harvard acredita ter a resposta.

Como é que o cometa que dizimou os dinossauros atingiu a Terra?

Que os antigos inquilinos da Terra foram os dinossauros já sabíamos. Que um asteróide ou cometa dizimaram as espécies, há milhões de anos, também já sabíamos. Contudo, a origem desse desastre era, para os cientistas, uma incógnita.

Através de análises estatísticas e simulações gravitacionais, Avi Loeb, professor de ciência em Harvard, e Amir Siraj, um astrofísico, chegaram a uma nova teoria que poderá explicar a origem e o destino do asteroide ou cometa que atingiu a Terra e formou a cratera Chicxulub .

Então, os cientistas dizem que uma fracção significativa de uma espécie de cometa da nuvem Oort, uma esfera de detritos na borda do sistema solar, foi esmagada pelo campo gravitacional de Júpiter durante a sua órbita e enviada para perto do Sol, onde se partiu em pedaços.

Este tipo de evento aumenta a taxa de cometas como Chicxulub, porque os fragmentos atravessam a órbita da Terra e atingem o planeta uma vez a cada 250 a 730 milhões de anos, em média.

Basicamente, Júpiter actua como uma espécie de máquina de pinball. Ou seja, chuta estes cometas de longo período para órbitas que os aproximam muito do Sol.

Disse Siraj.

Além disso, acrescentou que é por esta razão que os cometas de longo período, que levam mais de 200 anos a orbitar o Sol, são chamados de grazers solares.

Quando se tem estes grazers solares, não é tanto o derretimento que continua, uma pequena fracção relativamente à massa total, mas o cometa está tão próximo do Sol que a parte que está mais perto sente uma força gravitacional mais forte do que a parte que está mais afastada, causando uma onda de força.

Explicou Siraj.

Harvard: Entender a Chicxulub é crucial para possíveis eventos futuros

Então, é através deste processo que os cometas que se aproximam do Sol se dividem em objectos mais pequenos. Posteriormente, aquando a sua saída, há uma hipótese, estatisticamente calculada, que dita que estes possam atingir a Terra.

De acordo com Loeb e Siraj, os cálculos da sua teoria aumentam as hipóteses de cometas de longo período afectarem a Terra numa taxa de um em 10. Mais, mostram que cerca de 20 por cento dos cometas de longo período transforma-se em grazers solares.

Além disso, a equipa de investigadores de Harvard afirma que a sua nova taxa de impactos coincide com a idade de Chicxulub. Desta forma, fornece uma explicação aceitável para a sua origem e de outros semelhantes.

O nosso documento fornece uma base para explicar a ocorrência deste evento. Estamos a sugerir que, de facto, se se partir um objecto à medida que ele se aproxima do Sol, este pode dar origem à taxa de evento apropriada e também ao tipo de impacto que matou os dinossauros.

Disse Loeb.

Conforme expuseram os investigadores de Harvard, a sua teoria pode ser testada através do estudo mais aprofundado de crateras como a Chicxulub. Além disso, entendem que perceber a sua origem é crucial, não só para resolver o mistério de alguns eventos na Terra, mas para futuras ameaças deste tipo.

Pplware
Autor: Ana Sofia
16 Fev 2021


5134: Especialistas explicam porque é que os dinossauros (ainda) fascinam miúdos e graúdos

CIÊNCIA/BIOLOGIA

Alex Beynon / Flickr

Mais de 60 milhões de anos após a sua extinção, os dinossauros continuam a fascinar miúdos e graúdos. Especialistas explicaram à BBC porque é que estes animais pré-históricos continuam presentes nos dias que correm, vaticinando que o “amor” por estas criaturas aumentará com o passar do tempo.

Apesar de terem sido dizimados da face da Terra por um asteróide de grandes dimensões, os dinossauros continuam em “estado de graça”: continuam a maravilhar e alimentar o conhecimento e imaginação de crianças e adultos, exposições com os seus fósseis são as mais procuradas nos museus de História Natural e os filmes que protagonizam costumam ser sucessos de bilheteira, rendendo milhões de euros aos seus criadores.

Em declarações à emissora britânica BBC, especialistas apontam o “terror controlado” como um dos factores que justificam o fascínio com estes répteis pré-históricos.

“Todos nós somos fascinados por vilões e os dinossauros foram os vilões da pré-história”, afirma o biólogo evolucionista Ben Garrod, que aproveita o interesse das crianças por estes animais para fazer com que se interessem por Ciência.

Laverne Antrobus, psicóloga infantil, recorda a “curiosa mistura de terror e excitação” que todos parecem sentir face à existência dos dinossauros. Estes animais, sustenta, apesar de assustadores, oferecem uma sensação de segurança: “Embora possamos sentir medo destes animais, sabemos que já não existem”.

“A brincar ou a ler sobre estes animais, dá para ter uma ideia sobre como era a vida antes, [no tempo dos dinossauros], e imaginar como seria viver nesta época (…) Podemos brincar com estas ideias sem a necessidade de vivenciá-las realmente”.

Sensação de autoridade

Muitas crianças não só sabem os nomes complicados destes animais de cor, como também conhecem os seus hábitos alimentares e acompanham a descoberta de novos fósseis.

De acordo com os psicólogos, este interesse em adquirir conhecimento sobre determinada área tão específica pode ajudar as crianças a desenvolver a capacidade de processar informação, a persistência e autoconfiança.

“De forma consciente ou inconsciente, pais e adultos contribuem para este mundo maravilhoso em que as crianças surgem como especialistas”, observa Antrobus, dando conta que, como os mais pequenos sabem muito sobre os dinossauros, acabam por ter a sensação de estar realmente a viver num “mundo adulto”.

“Estes são os primeiros momentos em que as crianças sentem a sua autoridade, e essa é uma sensação muito poderosa”, completa a especialista.

Antrobus refere ainda que sempre que apresenta uma caixa de brinquedos a um grupo de crianças, os dinossauros costumam ser os que chamam mais à atenção: “Não me surpreende que escolham os dinossauros. São enormes, têm uma forma desajeitada… Abrem portas para falar sobre muitas emoções, algumas das quais muito poderosas”.

De acordo com a BBC, o fascínio por estes animais desenvolve-se, por norma, entre os três e os seis anos de idade, acabando por desaparecer depois desta fase.

Garrod vaticina ainda que o interesse pelos dinossauros não deverá desvanecer com o tempo, tendo antes o efeito contrário à medida que novos fósseis são descobertos.

“Acredito que o nosso amor pelos dinossauros ficará cada vez maior“, afirma, acrescentando: “Quanto mais soubermos sobre [estes animais], quanto mais os entendermos, mais apaixonados vamos ficar”.

O paleontólogo Diego Pol, que, em 2012, descobriu vestígios fósseis de um gigante espécime de dinossauro – com a dimensão de três autocarros – na Argentina, partilha da mesma ideia: “É algo inato da natureza humana. Não é algo que desaparecerá facilmente”.

ZAP ZAP // BBC

Por ZAP
15 Fevereiro, 2021


5125: Este dinossauro terá usado a estranha forma do seu crânio para atrair parceiros

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

AntoninJury / Wikimedia
Ilustração de um Protoceratops andrewsi

Um novo estudo mostra que os dinossauros que tinham esta estrutura óssea na parte de trás da cabeça provavelmente a desenvolveram para atrair parceiros.

O Protoceratops foi um dinossauro herbívoro e quadrúpede, que viveu no fim do período Cretáceo e tinha uma estranha estrutura óssea na parte de trás da cabeça (que em inglês se costuma chamar “neck frills”).

Há muito que os paleontólogos questionam qual seria o seu propósito. Mecanismo de defesa? Regulação da temperatura? Ou, talvez, tal como os pássaros modernos com caudas coloridas, uma forma de se mostrarem aos parceiros e potenciais concorrentes?

Tal como explica o site Live Science, é difícil provar o processo de selecção sexual, pois é impossível saber se um dinossauro que possuía este osso maior e mais brilhante realmente tinha mais sucesso na hora de acasalar.

Porém, investigadores do Museu de História Natural e da Universidade Queen Mary, ambos em Londres, decidiram procurar pistas sobre o crescimento e a variação dessas estruturas ósseas para ver se correspondiam com os traços da selecção sexual vistos em animais dos dias de hoje.

A equipa juntou várias fotografias de 65 crânios de espécies de Protoceratops, usando um software para criar modelos 3D dos crânios. Destes, 30 eram reconstruções digitais completas. Os crânios eram de dinossauros com idades desde um dia à idade adulta, logo, os cientistas puderam comparar as taxas de crescimento dos “frills” com as de outras partes do crânio.

Segundo o mesmo site, os investigadores descobriram que a mudança evolutiva destas estruturas ósseas era bastante independente da mudança evolutiva do resto do crânio, ou seja, um sinal de que a selecção sexual pode mesmo ter entrado em acção.

Os “frills” também mostraram um padrão de crescimento chamado alometria, comum em traços da selecção sexual. Neste caso, uma determinada parte do corpo do animal cresce mais e mais depressa do que outras partes.

Além disso, esta estrutura óssea também mostrou uma grande variação, outra característica da selecção sexual. No entanto, não apresentaram dimorfismo sexual, isto é, grandes diferenças entre machos e fêmeas.

O estudo foi publicado, a 3 de Fevereiro, na revista científica Proceedings of the Royal Society B.

ZAP ZAP //

Por ZAP
14 Fevereiro, 2021


5113: Fóssil de dinossauro com crista e “bico de pato” revela como respiravam estes animais

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Lisa Andres / Wikimedia
Esqueleto do Parasaurolophus cyrtocristatus

O crânio de Parasaurolophus cyrtocristatus, encontrado em 2017 no Novo México, Estados Unidos, preservou durante mais de 70 milhões de anos as estruturas dos canais respiratórios do dinossauro.

Em 2017, cientistas do Denver Museum of Nature & Science encontraram um crânio parcial de dinossauro com uma característica fora do comum: uma crista em forma de tubo. A descoberta, feita no Novo México, nos Estados Unidos, impulsionou um novo estudo cujo artigo científico revela agora a evolução do animal.

Segundo o IFL Science, o espécime de Parasaurolophus cyrtocristatus foi o primeiro a ser descoberto em 97 anos. A partir do seu bom estado de conservação, os cientistas conseguiram realizar um estudo aprofundado sobre a evolução das cristas do dinossauro.

Os dinossauros com crista tubular e “bico de pato” viveram entre 77 e 73,5 milhões de anos atrás e, após várias décadas de discussão, a descoberta revelou a estrutura da crista do animal. O artigo científico foi publicado na PeerJ no dia 25 de Janeiro.

“Imagine o seu nariz a crescer no seu rosto, cerca de 90 centímetros atrás da sua cabeça, e virar-se depois para se fixar acima dos olhos”, começou por explicar Terry Gates, paleontólogo da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos EUA, em comunicado.

“O Parasaurolophus respirava por quase 2,5 metros de canal antes de o oxigénio chegar à cabeça”, acrescentou.

David Evans, vice-presidente do Natural History at the Royal Ontario Museum, no Canadá, sugere que as cristas “funcionavam principalmente como ressonadores de som e exibições visuais” usadas para os animais comunicarem dentro da sua própria espécie.

Entre os dinossauros mais conhecidos, os Parasaurolophus exibiam uma crista alongada em forma de tubo que continha uma rede interna de vias aéreas. Actualmente, são reconhecidas três espécies do animal, sendo que o fóssil mais recente pertence ao Parasaurolophus cyrtocristatus.

O fóssil encontrado há quatro anos exibe uma crista mais curta e curva, quando comparada às outras espécies de Parasaurolophus – uma característica que, segundo os cientistas, pode indicar a imaturidade do animal no momento do seu falecimento.

Por Liliana Malainho
12 Fevereiro, 2021


5066: A pegada de dinossauro mais bem conservada do Reino Unido foi encontrada por menina de 4 anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Sally Wilder
A mão da menina de 4 anos, Lily Wilder, ao lado da pegada de dinossauro

Uma menina de quatro anos encontrou uma pegada de dinossauro, classificada como um dos “melhores exemplares” já encontrados no Reino Unido, enquanto passeava com o pai.

Lily Wilder fez a descoberta em Janeiro, durante o confinamento do Reino Unido, enquanto passeava pela praia com o seu pai, Richard.

A praia de South Wales, em Bendricks Bay, é conhecida pelas pegadas pré-históricas e o exemplar que Lily Wilder encontrou terá cerca de 220 milhões de anos.

Depois de ser retirada do local, a pegada fossilizada encontra-se agora no Museu Nacional de Wales, em Cardiff, para ser estudada.

A mãe de Lily, contou à CNN que a menina reparou na pegada enquanto caminhava com o pai e que pediu imediatamente para que visse a sua descoberta.

“Quando o Richard veio para casa e me mostrou a fotografia, eu pensei que parecia incrível”, disse.

“O Richard pensou que era demasiado bom para ser verdade. Eu entrei em contacto com especialistas e eles tomaram conta da situação a partir daí”, acrescentou.

“Ficamos entusiasmados por descobrir que era realmente uma pegada de dinossauro e fico feliz por saber que vai ser levada para o museu nacional, onde pode ser estudada durante várias gerações”, concluiu Sally.

Ainda não se sabe exactamente o que fez aquela marca, com 10 centímetros de comprimento, mas especialistas pensam a criatura pudesse ter cerca de 75 centímetros de altura e 2,5 metros de comprimento. Provavelmente, andaria em duas pernas e alimentar-se-ia de insectos e pequenos animais.

Nos Estados Unidos, foram encontradas pegadas similares que pertenciam a um dinossauro chamado Coelophysis. No entanto, até agora, ainda não tinham sido encontradas evidências deste animal no Reino Unido.

Cindy Howells, a curadora de paleontologia do Museu Nacional de Wales, explicou: “Esta pegada fossilizada de dinossauro, de há 220 milhões de anos atrás, é um dos exemplares mais bem preservados de todo o Reino Unido e vai mesmo ajudar os paleontólogos a perceber como é que estes dinossauros pré-históricos andavam.”

“Obviamente, nem toda a gente tem pegadas de dinossauro à porta de casa, mas há uma riqueza de natureza local perto de todos, se perdermos tempo para olhar com cuidado”, desafiou Howells.

De acordo com a estação de televisão britânica, os cientistas precisaram de uma autorização especial para remover a pegada da praia, por esta ser uma paisagem de Interesse Científico Especial e de domínio privado.

Menino de 12 anos encontra fóssil de dinossauro com 69 milhões de anos

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Por Sofia Teixeira Santos
4 Fevereiro, 2021


5016: Mais de 600 pegadas de dinossauros descobertas na zona do Cabo Espichel

CIÊNCIA/GEOLOGIA

O Centro Português de Geo-História e Pré-História revela que se trata da descoberta “do maior conjunto de pegadas de dinossauros do Cretácico em Portugal”.

© Orlando Almeida / Global Imagens

O Centro Português de Geo-História e Pré-História (CPGP) anunciou esta quinta-feira a descoberta de 614 pegadas de dinossauros carnívoros e herbívoros, com cerca de 129 milhões de anos, na zona do Cabo Espichel, em Sesimbra, no distrito de Setúbal.

Em comunicado, o CPGP afirma que se trata da descoberta “do maior conjunto de pegadas de dinossauros do Cretácico em Portugal”.

Segundo o Centro Português de Geo-História e Pré-História, já foi publicado um artigo científico sobre o achado na revista internacional “Journal of Geoscience and Environment Protection”.

“Estas pegadas foram deixadas por dinossauros carnívoros (terópodes) e herbívoros (saurópodes e ornitópodes), de médias a grandes dimensões. Este é um conjunto monumental de pegadas que se distribui por uma área não muito grande”, refere a entidade.

De acordo com a CPGP, as pegadas foram encontradas em diferentes camadas no topo de uma formação geológica datada do período Cretácico Inferior.

As pegadas, segundo a investigação, ter-se-ão formado em ambiente litoral frequentado por um número “elevado de dinossauros herbívoros, que ali deixaram um intenso pisoteamento e que, provavelmente, usavam este local como zona de passagem entre áreas de pastos e onde possivelmente seriam perseguidos por dinossauros carnívoros que os pretendiam caçar”.

“Os estudos sobre este novo sítio com pegadas de dinossauro continuam em progresso, sendo que outras novidades integram um novo artigo que está em fase de finalização e em breve será submetido para publicação”, lê-se na nota.

O trabalho científico tem como objectivo o registo de pegadas de dinossauros do Cretácico português, através de uma vasta equipa de paleontólogos e geólogos portugueses, espanhóis, franceses e brasileiros, liderada pelo paleontólogo Silvério Figueiredo.

“Este estudo enquadra-se no projeto de investigação do CPGP denominado ‘Os Vertebrados do Barremiano do Cabo Espichel e o seu contexto Ibérico: implicações paleoambientais e paleogeográficas'”, que tem vindo a estudar esta região desde 1998 […]”, indica o CPGP.

A investigação conta ainda com a colaboração do Instituto Politécnico de Tomar, do Centro de Geociências e do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra e do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Janeiro 2021 — 15:51


4994: Fóssil de dinossauro dá novas pistas sobre como estes animais acasalavam

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

(dr) Robert Nicholls

É verdade que já sabemos muitas coisas sobre dinossauros – como eram, o que comiam e a causa da sua extinção. Mas nenhum fóssil nos permitiu ainda perceber coisas tão simples como, por exemplo, em que moldes faziam xixi, cocó ou até como acasalavam.

Mas agora, conta a CNN, um fóssil de um psitacossauro encontrado na China, já há alguns anos, do tamanho de um cão da raça labrador, parece estar tão bem preservado que a abertura por onde o dinossauro expelia as suas secreções está a permitir a uma equipa de paleontólogos estudá-lo pela primeira vez.

Embora não ofereça nenhuma resposta concreta sobre como os dinossauros podem ter procriado, esta cloaca (câmara comum para os sistema digestivo, excretor e reprodutor de muitos pássaros e répteis) já nos dá algumas dicas.

“É algo único. A maioria das cloacas forma uma espécie de fenda e existem variados formatos. Esta apresenta uma estrutura em forma de V com um par de lábios alargados. Não há grupos vivos de animais com esta morfologia. É de alguma forma semelhante aos crocodilos, mas ainda assim única”, afirma Jakob Vinther, paleontólogo e professor sénior da Escola de Ciências da Terra da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

O estudo, publicado esta terça-feira na revista científica Current Biology, sugere ainda que os grandes lóbulos pigmentados de cada lado da abertura poderiam abrigar glândulas odoríferas, tal como acontece com os crocodilos.

Além disso, as margens externas da cloaca são altamente pigmentadas com melanina, o que teria contrastado com o pálido baixo-ventre do dinossauro. A distinta pigmentação pode significar que esta abertura foi usada para o dinossauro se exibir, característica semelhante à de alguns babuínos e salamandras reprodutoras.

(dr) Jakob Vinther, University of Bristol / Bob Nicholls, Paleocreations.com 2020

Segundo o canal televisivo, tendo em conta que em animais com cloacas os órgãos genitais ficam dentro do corpo, e como neste caso não foram preservados, os cientistas não sabem dizer se este dinossauro em particular era macho ou fêmea.

A grande maioria dos pássaros, considerados os únicos parentes vivos dos dinossauros, acasala por “beijo cloacal”, ou seja, pressionando as suas aberturas. E, por isso, alguns paleontólogos pensam que os dinossauros também podem ter acasalado assim.

Vinther, porém, acredita que este dinossauro teria pénis, pois a cloaca fossilizada é mais parecida com a de um crocodilo, que efectivamente tem esse órgão reprodutor, e porque existem alguns pássaros, tal como avestruzes e patos, que também o têm.

“Pelo que podemos ver, esta cloaca não seria adequada para beijos cloacais. Mas antes sexo com penetração”, concluiu o cientista.

“Como paleoartista, foi absolutamente incrível ter a oportunidade de reconstruir uma das últimas características remanescentes sobre as quais não conhecíamos nada nos dinossauros”, afirma Robert Nicholls, outro dos autores do estudo e o responsável pela ilustração que faz o destaque deste artigo, em comunicado.

“Saber que pelo menos alguns dinossauros se sinalizavam uns aos outros dá aos paleoartistas uma liberdade emocionante para especular sobre toda uma variedade de internações agora plausíveis durante o cortejo dos dinossauros. É uma mudança no jogo!”

Por Filipa Mesquita
23 Janeiro, 2021


4985: Massive new dinosaur might be the largest creature to ever roam Earth

The unnamed titanosaur could have weighed more than 69 tons.

An artist’s impression of Argentinosaurus huinculensis, believed to be one of the closest related species to the newly discovered titanosaur.
(Image: © Elena Duvernay/Stocktrek Images via Getty Images)

The 98 million-year-old remains of what might be the largest animal to walk Earth — a long-necked titanosaur dinosaur — were recently unearthed in Argentina.

The remains of the unnamed dinosaur were first discovered in 2012 in Neuquén Province of northwest Patagonia, but have still not been fully excavated. However, the bones that have been unearthed so far suggest the ancient behemoth was likely a titanosaur, possibly the largest one on record. Titanosaurs were amongst the largest sauropods — long-necked, plant-eating giant dinos — and lived from the late Jurassic period (163.5 million to 145 million years ago) to the end of the Cretaceous period (145 million to 66 million years ago).

“Given the measurements of the new skeleton, it looks likely that this is a contender for one of the largest, if not the largest, sauropods that have ever been found,” Paul Barrett, a paleobiologist at the Natural History Museum in London who was not involved in the study, told Live Science.

Related: The 10 coolest dinosaur findings of 2020

Not enough of the remains have been uncovered for the researchers to declare this dinosaur as a new species or assign it to an already known one. However, the researchers are confident that once the excavation is complete, they’ll be able to classify it as a completely new species.

Researchers uncover parts of the titanosaur at the excavation site in Neuquén province, Argentina. (Image credit: Alejandro Otero and José Luis Carballido)

“The place of the finding is very hard to access, so the logistics is pretty complicated,” lead study author Alejandro Otero, a paleontologist at La Plata Museum in Argentina, told Live Science. “But we expect to return there after the pandemic situation.”

The remains themselves date to about 98 million years ago, meaning the creature lived during the Cretaceous period.

 A giant among giants

In 1993, another titanosaur called Argentinosaurus huinculensis claimed the title of largest land-based dino, but was later superceded by the even larger titanosaur Patagotitan mayorum in 2014. However, it’s challenging to determine which species was the heaviest dinosaur — Argentinosaurus is known from just 13 fossilized bones, and Patagotitan’s weight was based on a composite of six individuals, Live Science previously reported.

Right now, the researchers can’t say how large the new titanosaur was, given that the long limb bones used to make such estimates, such as the humerus and femur, have not yet been excavated. However, analyses of the bones that have been found — including 24 vertebrae of the tail and parts of the pelvic and pectoral girdle — show that it was most likely the largest of the titanosaurs.

The titanosaur excavation is not yet complete. (Image credit: Alejandro Otero and José Luis Carballido)

“The specimen is considered one of the largest sauropods ever found, probably exceeding Patagotitan in size,” the researchers wrote.

Patagotitan was roughly 50 feet (15 meters) tall and weighed 69 tons (62 metric tons), which is equivalent to the weight of nearly a dozen Asian elephants.

“It is a huge dinosaur, but we expect to find much more of the skeleton in future field trips, so we’ll have the possibility to address with confidence how big it really was,” Otero said.

The newly discovered titanosaur is just one of many sauropod fossils uncovered in South America, including Dreadnoughtus and Sarmientosaurus.

These have helped to fill in multiple knowledge gaps surrounding these giants and also raise questions about how they grew so big.

“This new skeleton provides yet another example of sauropods pushing at the extremes of what’s possible with respect to maximum animal size on land,” Barrett said.

The study was published online Jan. 12 in the journal Cretaceous Research.

Originally published on Live Science.
By Harry Baker – Staff Writer
21/01/2021


4982: Dinossauro encontrado na Patagónia pode ter sido a maior criatura terrestre de sempre

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

PaleoEquii / Wikimedia
Uma reconstrução de dois patagotitanos ao amanhecer.

Ossos de um dinossauro encontrados na Patagónia podem pertencer ao maior animal que alguma vez existiu. Os ossos pertencem a um Titanossauro, uma espécie extinta de dinossauro herbívoro 

Fósseis de um dinossauro gigantesco estão a emergir do solo argentino, na Patagónia, após 98 milhões de anos. Os investigadores acreditam que esta criatura pode ter sido o maior animal terrestre alguma vez encontrado. Os ossos pertencem a um Titanossauro, uma espécie extinta de dinossauro herbívoro que viveu no fim do período Cretáceo, entre 83 e 65 milhões de anos atrás.

Os paleontólogos não encontraram o esqueleto completo do animal, mas pelas vértebras e ossos pélvicos escavados do local é possível perceber a enorme dimensão desta criatura, escreve o jornal britânico The Independent.

Os autores do estudo publicado este mês na revista científica Cretaceous Research acreditam que o animal pode vir de uma população até agora desconhecida de Saurópodes da Patagónia. O parente mais próximo terá sido o Andessauro, que podia atingir os 18 metros de comprimento.

A verdade é que os fósseis encontrados sugerem que este Titanossauro pode ter sido bem maior do que o seu parente mais próximo. Os autores alegam que o novo espécime é “considerado um dos maiores Saurópodes já encontrados, provavelmente ultrapassando o tamanho do patagotitano”.

Paleontólogos acreditam que o patagotitano era até então o maior animal terrestre de sempre. Esta criatura terá pesado quase 60 toneladas e medido 31 metros de comprimento.

“O registo de saurópodes titanossauros sobre-dimensionados tem sido tradicional e extremamente fragmentário, embora descobertas recentes tenham revelado informações anatómicas significativas anteriormente indisponíveis devido a vieses de preservação”, disseram os investigadores.

“O espécime aqui relatado sugere fortemente a coexistência dos maiores e médios titanossauros com rebbachisaurídeos de pequeno porte (uma família de dinossauros saurópodes) no início do Cretáceo Superior na Província de Neuquén”, acrescentaram.

Por Daniel Costa
21 Janeiro, 2021


4967: Podem existir vestígios de dinossauros “enterrados” na Lua (e até em Marte)

CIÊNCIA/ESPAÇO/LUA

(dr) Andrey Atuchin

O impacto do asteróide que dizimou os dinossauros da face da Terra há cerca de 65 milhões de anos, no final do período Cretáceo Superior, pode ter catapultado vestígios destes animais pré-históricos para a Lua e até para Marte.

A hipótese não é propriamente nova para astrofísicos e astronautas, mas tem ganhado visibilidade depois de um artigo científico sobre o tema ter sido partilhado online nos últimos dias, conta o portal de Ciência IFL Science.

Ao que parece, os dinossauros podem ter chegado à Lua ainda antes do Homem à boleia do meteorito Chicxulub, que caiu na Península de Yucatán, no México, há 65 milhões de anos, ditando o fim dos dinossauros e de 70% de todas as espécies terrestres.

Vestígios de dinossauros, como ossos – ou o que terá sobrado deles -, podem ter chegado à Lua envoltos nos escombros causados por este corpo rochoso.

Quando um determinado planeta, como a Terra, é impactado por corpos oriundos do Espaço, cria-se uma cratera de grandes dimensões. Contudo, se o asteróide for rápido e grande o suficiente, o seu impacto pode fazer com que os detritos resultantes atinjam a velocidade de escape (11 quilómetros por segundo), e deixem a atmosfera da Terra.

A maior parte destes detritos voltará ao planeta que impactou, mas outros vestígios podem ser ejectados rumo ao Sistema Solar, onde poderão ficar em rota de colisão com outros planetas e acabar por encontrar uma nova “morada”.

A hipótese pode parecer pouco provável, mas há vários estudos científicos que validam este fenómeno: há investigações que comprovam que pelo menos 289 meteoritos sobreviveram a impactos em Marte e chegaram até à Terra.

E mais: a teoria mais comummente aceite sobre a formação da Lua, conhecida como a teoria do grande impacto (1975), defende que o nosso satélite natural é fruto de um evento catastrófico causado pelo impacto de um corpo com o tamanho de Marte – conhecido por Theia – na Terra, há cerca de 4,5 mil milhões de anos.

Já em 2017, o premiado jornalista de Ciência Peter Brannen escreveu no seu livro The Ends of the World a propósito dos vestígios de dinossauros “enterrados” na Lua: “Quando o asteróide colidiu com a Terra, no céu acima dele, onde deveria existir ar, a rocha abriu um buraco no vácuo do Espaço sideral na atmosfera. Quando os céus se precipitaram para fechar este mesmo buraco, enormes volumes de terra foram ejectados para órbita e mais além – tudo dentro de um a dois segundos após o impacto”.

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Sara Silva Alves, ZAP //

Por Sara Silva Alves
18 Janeiro, 2021


4842: Encontradas provas da existência dos únicos dinossauros da Irlanda do Norte

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

National Museums Northern Ireland

Os únicos ossos de dinossauros já encontrados na ilha da Irlanda foram formalmente confirmados pela primeira vez por uma equipa de especialistas da Universidade de Portsmouth e da Queen’s University of Belfast.

Os restos mortais foram encontrados em Islandmagee, uma península na costa leste do condado de Antrim, na Irlanda do Norte.

“Esta é uma descoberta extremamente significativa. A grande raridade de tais fósseis aqui é porque a maioria das rochas da Irlanda do Norte são da idade errada para os dinossauros, ou muito velhas ou muito jovens, tornando quase impossível confirmar que existiram dinossauros nessas costas”, explica o autor principal do estudo, Michael Simms.

Os arqueólogos pensaram que os ossos pertenciam a um único dinossauro, mas ficaram surpreendidos ao perceber que pertenciam a dois dinossauros completamente diferentes.

De acordo com o Tech Explorist, um dos ossos é parte de um fémur de um Scelidossauro, enquanto o outro é parte da tíbia de um Sarcossauro. Os resultados do estudo foram publicados, em Novembro, na revista científica Proceedings of the Geologists’ Association.

Apesar de fragmentários, estes osso oferecem uma nova visão “sobre um período crucial na evolução dos dinossauros, há cerca de 200 milhões de anos“, esclarece o co-autor Robert Smyth. “É nessa época que os dinossauros realmente começam a dominar os ecossistemas terrestres do mundo”, acrescenta.

Por Daniel Costa
20 Dezembro, 2020


4752: Dinossauros. Descoberto no Brasil o trisavô do T-Rex

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Uma nova espécie de dinossauro, classificada pelos cientistas como um dos ancestrais mais antigos do Tiranossauro Rex, que viveu há cerca de 230 milhões de anos durante a ascensão da era dos dinossauros, foi descoberta no sul do Brasil.

© DR

O ‘Erythrovenator jacuiensis‘, que os cientistas acreditam ser um trisavô do Tiranossauro Rex, também era um predador, mas menor, sendo classificado como um dos membros mais primitivos da linhagem dos terópodes, à qual pertencem outras espécies conhecidas, como o Velociraptor.

A descoberta foi obra do paleontólogo brasileiro Rodrigo Temp Müller, da Universidade Federal de Santa Maria, cujo estudo foi publicado recentemente no “Journal of South American Earth Sciences”.

Müller identificou a nova espécie num fémur fossilizado que descobriu em 2017 numa propriedade rural no município de Agudo, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

“Tínhamos poucos fósseis desse tipo de dinossauro, a maioria bastante fragmentado. Este que descobri é apenas um osso, bastante danificado, mas tem características que só são vistas na linhagem de terópodes”, explicou Müller em declarações à Efe.

“E dentro dessa linhagem, pertence a um animal que não conhecíamos até agora. Embora seja apenas um osso, é possível ver traços que não tínhamos visto em outros dinossauros”, completou.

‘Erythrovenator jacuiensis’ significa “caçador vermelho do rio Jacuí”.

Müller disse que lhe deu esse nome por causa da coloração avermelhada do fóssil e por causa do rio que corre próximo ao local onde o fóssil foi descoberto.

Uma análise para identificar o grau de parentesco revelou que o ‘caçador vermelho’ seria um dos dinossauros da família dos terópodes “mais primitivos já descobertos”.

“O [Tiranossauro] Rex chegava a 12 metros de comprimento e pesava cerca de dez toneladas. Esse dinossauro era muito pequeno, podia ter cerca de dois metros de comprimento e pesava não muito mais que 10 quilos”, disse o investigador da Universidade Federal de Santa Maria.

“Isso é muito interessante porque mostra que essa linhagem de dinossauros famosos, como o ‘Tyrannosaurus Rex’ ou o ‘Velociraptor’, veio de um grupo de pequenos dinossauros”, acrescentou.

Porém, apesar de seu pequeno tamanho, a nova espécie foi provavelmente um predador extremamente ágil, pois o fémur fossilizado tinha estruturas de fixação musculares bastante desenvolvidas. A descoberta dessa nova espécie ajudará a entender a evolução do grupo ao longo de milhões de anos.

Müller concluiu dizendo que agora espera continuar com o trabalho de campo e as expedições para encontrar um material mais completo e reconstruir o quebra-cabeça dos ancestrais dos dinossauros.

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Dezembro 2020 — 15:36


4695: Sem o asteróide, os dinossauros teriam continuado a dominar a Terra

CIÊNCIA/BIOLOGIA

Os dinossauros não estavam em declínio na altura que foram extintos do planeta e poderiam mesmo ter continuado como o grupo dominante na Terra caso não fossem dizimados por um asteróide há 66 milhões de anos.

Esta é a conclusão de uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Bath e do Museu de História Natural, ambos no Reino Unido, que recorreu à análise de modelos estatísticos sobre a diversidade destes animais na época em que foram dizimados.

Na altura em que foram dizimados por um asteróide, no final do período Cretáceo Superior, os dinossauros estavam espalhados por todo o mundo, ocupavam todos os continentes e eram o animal dominante na maioria dos ecossistema terrestres da Terra.

No entanto, escreve a agência espanhola Europa Press, este assunto é ainda controverso entre paleobiólogos, que não conseguem chegar a um consenso sobre a diversidade destas animais à época do impacto do asteróide: há quem defenda que estavam a prosperar, mas há também quem defenda que estavam em claro declínio em todo o mundo.

Para dar resposta a este dilema, recolheu uma série de várias árvores genealógicas de dinossauros e usou modelos estatísticos para avaliar se cada um dos principais grupos de dinossauros ainda poderia produzir novas espécies neste momento.

Os cientistas não só descobriram que os dinossauros não estavam em declínio na altura em que foram extintos, contrariando estudos anteriormente publicados, como também concluíram que estes poderiam ter continuado a ser o grupo dominante de animais terrestres no planeta, caso não fosse o impacto do asteróide.

“O ponto principal do nosso artigo não é tão simples como olhar para algumas árvores e tomar uma decisão: os grandes vieses inevitáveis ​​no registo fóssil e a falta de dados muitas vezes podem mostrar um declínio nas espécies, mas pode não ser um reflexo da realidade da época”, explicou Joe Bonsor, autor principal do estudo, citado em comunicado.

“Os nossos dados não mostram que os dinossauros estavam em declínio. Na verdade, alguns grupos como os hadrossauros e ceratopsianos estavam a prosperar e não há evidências que sugiram que os dinossauros teriam sido extintos há 66 milhões de anos se o evento de extinção não tivesse ocorrido”, rematou.

Os resultados da investigação foram publicados na revista Royal Society Open Science.

Foi um asteróide (e nada mais do que um asteróide) que dizimou os dinossauros

Uma equipa internacional de cientistas acaba de reafirmar que foi um asteróide – e nada mais do que este corpo…

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ZAP //

Por ZAP
21 Novembro, 2020


4607: Já houve vida na gigante cratera do asteróide que dizimou os dinossauros

CIÊNCIA/ASTROBIOLOGIA/GEOLOGIA

Chase Stone

Uma nova investigação liderada pelo geólogo David Kring, do Instituto Lunar e Planetário de Houston, nos Estados Unidos, encontrou evidências de que o sistema hidrotermal da cratera Chicxulub, formada pelo asteróide que dizimou os dinossauros, já abrigou um ecossistema subterrâneo.

De acordo com os cientistas, o sistema hidrotermal da cratera, formada há 65 milhões de anos depois do impacto do asteróide na Península de Yucatán, no México, já teve vida.

Durante uma expedição à cratera, os cientistas extraíram cerca de 15.000 quilogramas de rochas das suas profundezas, nas quais detectaram pequenas esferas minerais de pirite.

A análise de isótopos de enxofre no mineral mostrou que as esferas eram formadas por colónias de microrganismos termófilos, que se alimentavam das reacções químicas que ocorriam na rocha devido ao sistema hidrotermal gerado pelo impacto.

Por sua vez, explicam os cientistas em comunicado, estes micróbios subterrâneos aproveitaram o sulfato presente nos fluidos hidrotermais que passavam através das rochas, convertendo-se em enxofre, que se conservou como pirite.

As descobertas destes organismos reforçam a hipótese de que a vida na Terra pode ter sido fruto do bombardeamento de asteróides e cometas durante o Hadeano.

Segundo esta teoria, alguns asteróides e cometas que colidiram com a Terra durante este período geológico, há cerca de 4 mil milhões de anos, produziram vários sistemas hidrotermais subterrâneos, potencias habitats para a evolução precoce da vida.

A nova descoberta é um marco importante e sugere que as áreas de impacto durante o Hadeano poderiam ter abrigado sistemas semelhantes que proporcionaram nichos para a evolução precoce da vida no nosso planeta”, escreveram os cientistas, que publicaram os resultados da investigação na revista cientifica especializada Astrobiology.

Apesar dos resultados, os cientistas frisam que precisam ainda de mais evidências fósseis e de uma maior compreensão sobre as possíveis fontes de energia para os organismos durante o Hadeano para dar ainda mais força à teoria.

Com cerca de 180 quilómetros de diâmetro, a cratera de Chicxulub é considerada a estrutura de impacto melhor conservada da Terra. O seu sistema hidrotermal é nove vezes maior do que a caldeira do super-vulcão Yellowstone, localizado nos Estados Unidos

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
6 Novembro, 2020


4544: Menino de 12 anos encontra fóssil de dinossauro com 69 milhões de anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Nature Conservancy of Canada
O fóssil de dinossauro encontrado por Nathan Hrushkin

Nathan Hrushkin, aspirante a paleontólogo de 12 anos, encontrou o fóssil de um dinossauro enquanto passeava com o pai em Alberta, no Canadá. Depois de enviarem uma fotografia ao Museu Royal Tyrrell, ficaram a saber que o fóssil já tem 69 milhões de anos.

De acordo com a CNN, Nathan Hrushkin sempre quis ser um paleontólogo e, com apenas 12 anos de idade, já descobriu os ossos de um dinossauro com 69 milhões de anos.

Nathan estava a caminhar em Alberta, no Canadá, com o seu pai quando o alertou para o que parecia ser um fóssil gigante no solo. “Ele chamou-me e disse: ‘Pai, precisas de vir aqui’. E eu percebi logo pelo tom de voz dele que tinha descoberto alguma coisa“, contou Dion Hrushkin, pai de Nathan.

Nathan disse que era bastante óbvio que se tratava de um fóssil e que “parecia uma cena de televisão ou desenhos animados”.

Decidiram, então, enviar uma fotografia da descoberta para o Museu Royal Tyrrell, que confirmou a suspeita – era um osso de dinossauro verdadeiro que foi, mais tarde, identificado como parte de um jovem hadrossauro (hadrosauridae), conhecido como o dinossauro com bico de pato.

O museu enviou especialistas para o local, no Horseshoe Canyon, parte da organização Nature Conservancy of Canada (NCC), que confirmou a descoberta do fóssil pelo menino de 12 anos.

“A descoberta deste dinossauro num local protegido demonstra a necessidade de conservação dos locais”, disse o NCC num comunicado. “Não só para garantir a conservação de espaços selvagens para as gerações futuras, mas também como uma oportunidade de aprender sobre o nosso património natural.”

Ainda de acordo com o NCC, a composição geológica do local – com camadas de cinza vulcânica, arenitos, argilitos e espécimes pré-históricos – representa um período de tempo entre 71 e 68 milhões de anos atrás.

É bastante incrível encontrar uma coisa que é real, uma descoberta de um verdadeiro dinossauro”, disse Nathan à CNN. E a descoberta do aspirante a paleontólogo é ainda mais notável, visto que descobertas daquela época são extremamente raras.

“[Os restos do dinossauro] são de uma camada em Alberta onde não há muitas informações fósseis”, disse Dion Hrushkin. “Por isso é que todos estavam muito animados por vir escava-la, preenche uma lacuna de conhecimento científico“, explicou.

Após a recuperação do fóssil, que fazia parte do braço de um hadrossauro, os investigadores descobriram entre 30 a 50 ossos no local, todos pertencentes ao mesmo dinossauro, que teria cerca de três ou quatro anos de idade.

“Esses animais eram provavelmente os mais comuns em Alberta no final do período Cretáceo, provavelmente tão comuns quanto os veados são hoje em dia”, disse François Therrien, paleontólogo do museu, citado pela CNN.

O facto de o fóssil estar dentro de camadas de rocha que datam de há 69 milhões de anos atrás também é extraordinário, já que “as descobertas de fósseis são raras nesta camada geológica”, disse o NCC.

Para Nathan, que assistiu várias vezes à escavação, a experiência de descobrir um fóssil de dinossauro foi um sonho tornado realidade. “Foi muito divertido estar ali e vê-los a fazer as coisas deles”, disse o menino que quer ser paleontólogo desde “há muito tempo”.

ZAP //

Por ZAP
25 Outubro, 2020

 

4479: Descoberta nova espécie de dinossauro que só tinha dois dedos em cada pata

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

(dr) University of Edinburgh
Os esqueletos, encontrados no deserto de Gobi, da nova espécie de dinossauro Oksoko avarsan

Uma nova espécie de dinossauro desdentado, que tinha apenas dois dedos em cada pata, foi descoberta no deserto de Gobi, na Mongólia.

De acordo com a BBC, investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, encontraram vários esqueletos desta espécie, baptizada com o nome Oksoko avarsan, no deserto de Gobi, na Mongólia.

A criatura emplumada, que data de cerca de cem milhões de anos e podia ter dois metros de comprimento, tinha um bico grande e desdentado semelhante ao dos papagaios e só tinha dois dedos em cada pata.

Os cientistas explicaram que a espécie tinha um dedo a menos em cada antebraço, em comparação com os seus parentes próximos, o que sugere uma adaptabilidade que permitiu a estes animais se espalharem durante o Cretáceo Superior.

Segundo a emissora britânica, esta é a primeira evidência de perda de dedos na família dos chamados dinossauros de três dedos, conhecidos como oviraptores.

Darren Naish
@TetZoo
The two-fingered Nemegt oviraptorosaur is published and named: it’s Oksoko avarsan Funston et al., 2020, a heyuannine oviraptorid. The holotype was preserved huddled with 3 other individuals royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rs
Congrats @funstonpaleo 🙂 #dinosaurs (art by Mike Skrepnick)

Imagem

A equipa afirma que a descoberta de que os dinossauros podem desenvolver adaptações nos membros anteriores sugere que podiam alterar as suas dietas e estilos de vida e, potencialmente, diversificar-se e multiplicar-se.

Os investigadores também descobriram que o Oksoko avarsan, tal como muitas outras espécies pré-históricas, era um animal social enquanto jovem. Os restos fósseis de quatro jovens dinossauros foram encontrados preservados juntos.

“O Oksoko avarsan é interessante porque os esqueletos são muito completos e a forma como foram preservados juntos mostra que os mais jovens deambulavam em grupos”, declara Gregory Funston, um dos autores do estudo publicado, a 7 de Outubro, na revista científica Royal Society Open Science.

“Mas o mais importante é que os dois dedos levaram-nos a observar como é que a pata e o membro anterior mudaram durante a evolução dos oviraptores, que não haviam sido estudados antes.”

“Isto revelou algumas tendências inesperadas que são uma peça chave no quebra-cabeças de porque é que os oviraptores eram tão diversos antes da extinção que matou os dinossauros”, conclui.

ZAP //

Por ZAP
12 Outubro, 2020

 

4384: Dois dinossauros morreram como as vítimas de Pompeia. Foi há 125 milhões de anos, na China

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA/ARQUEOLOGIA

RBINS
Fóssil de um dos dinossauros encontrados pelos arqueólogos

Um grupo de arqueólogos na China acabou de descobrir dois fósseis de uma nova espécie de dinossauro, que estiveram presos no subsolo por 125 milhões de anos devido a uma erupção vulcânica pré-histórica. Os investigadores acreditam que os dinossauros foram sufocados pelas cinzas vulcânicas enquanto dormiam na sua toca subterrânea.

Segundo a CNN, os investigadores acreditam que os dinossauros viviam em tocas subterrâneas profundas, e que o seu ninho foi invadido por lava e cinzas. Os animais foram apelidados de Changmiania liaoningensis, ou de “eterno dorminhoco de Liaoning”.

Num comunicado à imprensa, os arqueólogos explicaram que encontraram os fósseis na actual província de Lianoning nos Leitos Lujiatun, que são as camadas mais antigas da Formação Yixian, uma geológica da China.

O paleontólogo Pascal Godefroit, do Instituto Real Belga de Ciências Naturais, explicou que os dinossauros “foram cobertos por sedimentos finos enquanto ainda estavam vivos ou logo após sua morte”, portanto acredita que “as espécies foram presas pela erupção vulcânica quando estavam no fundo das suas tocas, há 125 milhões de anos”.

Godefroit disse que os dinossauros encontrados pertencem à família do “dinossauro ornitópode, o mais primitivo até hoje”. Os ornitópodes eram dinossauros herbívoros que andavam sobre as suas duas pernas e tinham caudas e focinhos em forma de pá, mediam cerca de um metro de comprimento e possuíam “pernas muito poderosas”, sugerindo que corriam rapidamente.

De acordo com o estudo publicado no jornal Peer J em Setembro, acredita-se que os ornitópodes pré-históricos estavam a descansar quando foram mortos.

Curiosamente, acredita-se que os dinossauros morreram da mesma forma que as vítimas de Pompeia, que foram mortas pela mítica erupção do Monte Vesúvio. A morte deverá ter sido angustiante, já que as nuvens de cinza devem ter coberto toda a floresta pré-histórica de Liaoning.

Segundo um estudo de 2018, os habitantes de Pompeia que moravam perto do Monte Vesúvio morreram quando o seu sangue ferveu, o que fez com que os seus crânios explodissem.

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Apesar de destruidora, a queda de cinzas em Pompeia preservou tudo o que revestiu – tal como aconteceu com estas espécies de dinossauros. Nos últimos anos, os cientistas chegaram a encontrar um cavalo na cidade que foi invadida depois da erupção do Monte Vesúvio.

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24 Setembro, 2020

 

 

4362: Os dinossauros conquistaram o mundo após uma extinção em massa na Terra

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Chase Stone

Uma equipa internacional de cientistas identificou um evento anteriormente desconhecido de extinção massiva da vida na Terra que ocorreu há 223 milhões de anos e desencadeou a conquista do mundo pelos dinossauros.

O estudo liderado por Jacopo Dal Corso, da Universidade de Geociências da China, e Mike Benton, da Faculdade de Ciências da Terra da Universidade de Bristol, reviu evidências geológicas e paleontológicas para determinar o que aconteceu durante o período de crise chamado de Evento Pluvial Carniano.

Segundo os especialistas, a causa mais provável foram erupções vulcânicas maciças na província de Wrangellia, no oeste do actual Canadá, onde foram derramadas grandes quantidades de basalto vulcânico, que formava parte da costa oeste da América do Norte. As erupções foram tão grandes que gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, geraram picos no aquecimento global.

Os fenómenos naturais e as mudanças climáticas causaram uma grande perda de biodiversidade no oceano e na terra. Muitas espécies de plantas e animais estavam a morrer – até desaparecerem completamente.

Logo depois, esse fenómeno de extinção abriu caminho para novas espécies que estavam a fomentar ecossistemas mais modernos, segundo os autores.

“Agora sabemos que os dinossauros originaram-se cerca de 20 milhões de anos antes deste evento, mas eram muito raros e sem importância até o Episódio Pluvial Carniano chegar”, disse Mike Benton, em comunicado, acrescentando que foram as condições áridas repentinas após um período molhado que durou cerca de um milhão de anos que deram aos dinossauros a sua oportunidade.

De acordo com os cientistas, este fenómeno não só foi benéfico para os dinossauros, como também deu origem a muitos grupos modernos de plantas e animais, incluindo algumas das primeiras tartarugas, crocodilos, lagartos e os primeiros mamíferos.

Além disso, as mudanças tiveram impacto na vida marinha. O evento deu início a recifes de coral de estilo moderno, bem como a novos tipos de plâncton, que podem ter causado profundas mudanças na química dos oceanos.

Até agora, os paleontólogos identificaram cinco grandes extinções em massa nos últimos 500 milhões de anos. “Cada uma delas teve um efeito profundo na evolução da Terra e da vida. Identificámos outro grande evento de extinção e, evidentemente, desempenhou um papel importante em ajudar a restabelecer a vida na terra e nos oceanos, marcando a origem dos ecossistemas”, concluiu Jacopo Dal Corso.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica Science Advances.

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21 Setembro, 2020

 

 

4238: Cientista descobre “por acaso” fóssil de dinossauro com 166 milhões de anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Stephen L. Brusatte
A paleontóloga Elsa Panciroli junto ao seu achado

Um osso de dinossauro, da era jurássica, foi encontrado por uma cientista enquanto corria na praia, na Ilha de Eigg – na Escócia. Os cientistas acreditam que o osso pertence à família dos dinossauros, mais conhecida pelo reconhecível estegossauro.

O fóssil de dinossauro tem 166 milhões de anos, e mede cerca de 50 cm de comprimento. Os cientistas acreditam que o osso pertence a um dinossauro estegossauro, que viveu durante o período jurássico médio. A descoberta deixa claro que os estegossauros estiveram na Escócia, nessa época.

A paleontóloga Elsa Panciroli, investigadora dos Museus Nacionais da Escócia, fez uma “descoberta extremamente significativa”, quando estava (literalmente) a correr ao encontro dos seus colegas paleontólogos.

Elsa PanciroliO fóssil encontrado (acidentalmente) por Elsa Panciroli

A cientista deparou-se com o inesperado. “Não estava claro a que tipo de animal o osso pertencia, mas não havia dúvidas que era um osso de dinossauro”, explicou Panciroli que encontrou o osso por um simples acaso.

Encontrado numa rocha na costa escocesa, o osso, encontrava-se muito danificado pelas ondas do mar. Contudo, o fóssil ainda apresentava condições para ser estudado pela equipa de paleontólogos.

Depois de ser removido da rocha, o osso foi levado para o laboratório para ser analisado. Pertencia ao membro posterior de um estegossauro, concluiu a equipa de investigadores.

Elsa Panciroli
O fóssil encontrado pertence ao membro posterior do estegossauro

A descoberta é um marco para a escocesa, depois de 200 anos de investigações naquela zona. À Sky News, Panciroli conta que “os fósseis do jurássico médio são raros, e até agora os únicos fósseis de dinossauros encontrados na Escócia estavam apenas localizados na Ilha de Skye”.

A Ilha de Eigg já era famosa por lá já terem sido encontrados fósseis do jurássico médio. Hugh Miller, geólogo do século 19, descobriu na altura, vestígios de répteis marinhos e peixes na região.

Contudo, Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo, acredita que esta descoberta de Panciroli é ainda mais notável pois “até agora, ninguém tinha conseguido encontrar ossos de dinossauro em Eigg”.

O fóssil está agora nas colecções dos Museus Nacionais da Escócia, em Edimburgo.

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27 Agosto, 2020