3893: Cientistas tele-transportaram informações entre dois micro-chips

CIÊNCIA/FÍSICA QUÂNTICA

(dr) kuleuvenblogt.be
Conceito artístico do entrelaçamento quântico de dois átomos

Uma equipa de investigadores da DTU Fotonik, na Dinamarca, tele-transportou com sucesso informações entre dois micro-chips através do entrelaçamento quântico de dois fotões.

Os investigadores decidiram ignorar o método clássico e, em vez disso, tele-transportaram informações de um chip de silício para outro utilizando um par de fotões entrelaçados mecanicamente.

Neste estado quântico emaranhado, qualquer mudança no estado de um fotão resulta imediatamente numa mudança semelhante no outro. Esta relação pode ser usada para trocar informações quânticas entre os locais para onde os fotões são enviados.

A longo prazo, esta abordagem poderá ser usada para desenvolver ligações à Internet completamente seguras.

De acordo com o comunicado, este estudo foi conduzido por quatro investigadores do DTU Fotonik, na Dinamarca, em colaboração com cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e da Universidade de Pequim, na China.

No nosso chip, “os fotões funcionam como um sistema único, independentemente da distância. Quando medimos um fotão, determinamos o estado do outro. Dessa forma, conseguimos usar os fotões entrelaçados para transferir informações de um chip para outro”, explicou Davide Bacco, um dos quatro investigadores da DTU.

Segundo o Interesting Engineering, a física quântica já permite enviar mensagens muito secretas, uma tecnologia que ainda está nas fases iniciais do desenvolvimento. Ainda assim, isso não impediu algumas empresas de oferecer equipamentos para a troca quântica de chaves de criptografia.

No entanto, nestes casos é necessário um link directo de fibra óptica entre as duas partes que desejam enviar mensagens secretas, o que significa que há limitações físicas.

Para utilizadores que se encontram separados por centenas de quilómetros, o problema da distância pode ser resolvido com o uso do chamado “nó confiável”. No entanto, esta tecnologia torna a conexão mais lenta, mais cara e menos segura.

É por esse motivo que os cientistas estão empenhados em desenvolver uma infra-estrutura mais segura e confiável para permitir a comunicação quântica entre um grande número de utilizadores. E é aqui que entra a recente demonstração de tele-transporte quântico.

ZAP //

Por ZAP
22 Junho, 2020

 

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3223: Eis Lola, a menina reconstruida a partir do ADN guardado numa chiclete com 5.700 anos

CIÊNCIA

Tom Björklund

Os cientistas encontraram o genoma de uma pessoa que viveu há 5.700 anos. O ADN estava guardado numa antiga “chiclete”. Apesar dos milénios que se passaram, o pedaço de resina ainda nos pode dizer muito sobre o seu dono.

Ao escavar um local Neolítico Primitivo no sul da Dinamarca, os arqueólogos encontraram um antigo pedaço de bétula mastigado, uma substância criada pelo aquecimento da casca de uma bétula, amplamente usada como adesivo e desinfectante. O pedaço de bétula estava coberto por marcas de mordida humanas bem definidas, sugerindo que foi mastigado como chiclete, como uma forma de medicamento para as dores de dentes ou para uma infeção.

A equipa de bio-arqueologistas liderada pela Universidade de Copenhaga conseguiu extrair o ADN antigo desta “chiclete” e sequenciar todo o genoma da pessoa que o mastigou. É a primeira vez que um genoma humano completo é extraído de algo que não sejam ossos.

“É incrível ter obtido um genoma humano antigo completo de qualquer coisa que não seja osso”, disse Hannes Schroeder, do Globe Institute da Universidade de Copenhaga e autor principal do estudo, em comunicado, citado pelo IFLScience.

De acordo com o estudo publicado esta semana na revista científica Nature Communications, o genoma revelou algumas percepções sobre a pessoa que mastigou a chiclete há quase seis mil anos.

A pessoa, a quem os investigadores chamaram Lola, era biologicamente feminina e geneticamente mais próxima dos caçadores-colectores da Europa continental, em comparação com aqueles que viviam na região central da Escandinávia na época. Provavelmente teria pele escura, cabelos escuros e olhos azuis, semelhantes a muitos outros caçadores europeus da época, mais conhecido como “Cheddar Man”, um dos primeiros habitantes do que hoje é o Reino Unido.

(dr) Theis Jensen
A chiclete era um pedaço de bétula mastigado

Fragmentos de ADN de plantas e animais também foram encontrados na chiclete, especificamente avelãs e patos, que podem ter sido parte da dieta do indivíduo.

Os investigadores também colheram ADN pertencente a diferentes bactérias e vírus, provavelmente da microbiota oral. Uma dessas bactérias era o Porphyromonas gingivalis, o patógeno associado à doença gengival. Também descobriram um DNA pertencente ao vírus Epstein-Barr, o patógeno responsável pela febre glandular.

De acordo com o investigador, estas descobertas “podem ajudar a entender como os patógenos evoluíram e se espalharam ao longo do tempo e o que os torna particularmente virulentos num determinado ambiente. Ao mesmo tempo, pode ajudar a prever como um patógeno se comportará no futuro e como poderá ser contido ou erradicada”.

ZAP //

Por ZAP
19 Dezembro, 2019

 

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