4737: ESA contrata tenazes para limpar o espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO/LIXO

Agência Espacial Europeia considera que a limpeza do espaço deixou de ser opcional e avançou com um contrato com uma startup para começar a recolher detritos e trazê-los para Terra

A startup ClearSpace SA venceu um concurso avaliado em 86 milhões de euros para, a partir de 2025, lançar missões com vista à limpeza do Espaço. A solução passa por empregar algoritmos de IA que fazem o planeamento e um veículo equipado com tenazes capaz de agarrar os maiores objectos e trazê-los para segurança.

Com cada vez mais missões de exploração e turismo espacial, é de prever que o volume de detritos no espaço aumente e que suba o risco de uma colisão colocar em perigo os objectivos científicos ou vidas humanas, daí que a ClearSpace afirme mesmo que “a limpeza do espaço já não é opcional”.

Em 2025, a primeira missão desta parceria visa colocar uma nave com tenazes que irá capturar os satélites e objectos perigosos à deriva. A ESA espera que a ClearSpace consiga encontrar, capturar e trazer um adaptador usado pela Vespa e que pesa 112 quilos, tendo o tamanho aproximado de um pequeno satélite.

“Remover os detritos espaciais produzidos por humanos é necessário e é da nossa responsabilidade garantir que as gerações vindouras possam continuar a beneficiar das infra-estruturas e da exploração espacial”, afirma a ClearSpace citada pela ZDNet. A startup foi escolhida de um lote de 12 candidatos em 2019 e a ESA vai subsidiar apenas parte dos custos da operação, com o restante a ser angariado pela empresa.

Os dados mais recentes da ESA mostram que existem mais de 25 mil objectos de vários tamanhos à deriva no espaço, com a grande maioria a ter sido lançada antes de 2000.

Exame Informática
30.11.2020 às 18h40


4515: O problema dos detritos espaciais está a agravar-se (e há um componente explosivo)

CIÊNCIA/ESA/ESPAÇO

O novo relatório da Agência Espacial Europeia (ESA) concluiu que, embora estejamos cientes do problema e tenhamos tomado medidas nos últimos anos para mitigá-lo, as medidas não estão a acompanhar a escala do lixo espacial.

À medida que aumenta o número de objectos que povoam o Espaço próximo à Terra, aumenta o risco de colisão – que, por sua vez, produz ainda mais detritos espaciais. Mas as colisões não são o maior problema, de acordo com o relatório da ESA: nos últimos 10 anos, as colisões foram responsáveis ​​por apenas 0,83% de todos os eventos de fragmentação.

“O maior contribuinte para o actual problema dos detritos espaciais são as explosões em órbita, causadas pela sobra de energia – combustível e baterias – de naves espaciais e foguetes”, disse Holger Krag, chefe do Programa de Segurança Espacial da ESA, citado pelo Science Alert.

O problema do lixo espacial foi levantado pela primeira vez na década de 1960, mas as medidas de mitigação tardaram muito a serem implementadas. Actualmente, as nações que exploram o Espaço são mais cuidadosas.

Entre as medidas de mitigação está a construção de naves espaciais capazes de suportar melhor o ambiente hostil do Espaço sem se desintegrarem ou a libertação de energia e combustível armazenados para fazer com que as naves espaciais “mortas” tenham menos probabilidade de explodir.

Há também a hipótese de mover uma nave espacial “morta” para uma órbita mais segura, o que significaria a criação de uma “órbita cemitério“-

De acordo com o Science Alert, nas últimas duas décadas, acontecerem 12 eventos de fragmentação, um número que tende a aumentar. Cada evento de fragmentação introduz milhares de pequenos pedaços destroços na órbita da Terra sendo que, em velocidades orbitais, até mesmo os fragmentos mais pequenos podem desactivar um satélite.

De acordo com o modelo estatístico da ESA, existem mais de 130 milhões de fragmentos espaciais antropogénicos menores do que um milímetro.

Apesar de o esforço das nações ser mais vincado, a forma como usamos o Espaço está a mudar: os enxames de satélites estão a tornar-se mais comuns, pelo que o mais importante, segundo a ESA, é que os países cooperem para manter o Espaço o mais limpo possível.

ZAP //

Por ZAP
19 Outubro, 2020

 

4175: Desenvolvida nova técnica que permite rastrear o lixo espacial em plena luz do dia

CIÊNCIA/ESPAÇO

ESA/Alan Baker, CC BY-SA 3.0 IGO

Uma equipa de cientistas acaba de desenvolver uma nova técnica que permite rastrear o lixo espacial em plena luz do dia, anunciou a ESA.

Em comunicado, a Agência Espacial Europeia explica que uma equipa de cientistas conseguiu desenvolver um sistema que permite aumentar o tempo de observação dos detritos espaciais, que até agora só podiam ser monitorizados durante o crepúsculo, quando a escuridão da Terra contrastava com os objectos iluminados pelo Sol.

A técnica, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Espacial da Academia Austríaca de Ciências, faz com que o lixo espacial seja visível enquanto houver luz, tal como detalham os cientistas no novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Nature Communications.

Para chegar a este resultado, os cientistas utilizaram uma combinação de telescópios, detectores e filtros de luz em comprimentos de ondas específicos, através dos quais é possível aumentar o contraste dos objectos em plena luz do dia.

Assim, o lixo até agora “escondido” na escuridão torna-se visível.

“Estamos acostumados com a ideia que só podemos ver estrelas à noite”, disse Tim Flohrer, director do Departamento de Detritos Espaciais da ESA, notando que o mesmo se aplicava à observação de lixo espacial recorrendo a telescópios.

“Com esta nova técnica, será possível rastrear objectos ‘invisíveis’ que espreitam no céu azul, o que significa que podemos trabalhar durante todo o dia com lasers para ajudar a evitar eventuais colisões”, explicou o especialista.

Por sua vez, Michael Steindorfer, da Academia Austríaca de Ciências, acrescentamos: “Esperamos que estes resultados aumentem significativamente o tempo de observação de detritos num futuro próximo”.

ZAP //

Por ZAP
17 Agosto, 2020

 

 

2182: Limpar o lixo espacial. Agência Europeia aposta em laser lançado de Tenerife

No espaço existe um milhão de detritos que põem em causa a localização da Estação Espacial Internacional e os satélites enviados. Para evitar estes perigos, está a ser estudada a hipótese de remover o lixo utilizando um laser lançado a partir de Tenerife.

© ESA

A Agência Espacial Europeia está a investigar um novo método para destruir toneladas de fragmentos de foguetões e de satélites antigos a orbitar à volta da Terra. Este passa por​​​​​​ disparar um laser a partir da estação terrestre localizada em Teide, Tenerife, nas ilhas Canárias, para identificar o lixo espacial e posteriormente removê-lo.

O telescópio, ainda sujeito a aprovação, será colocado a 2400 metros de altura na ilha de Tenerife e o laser deve rastrear fragmentos de detritos espaciais. Daqui a três ou quatro anos é esperado que venha a funcionar mesmo como um canhão para eliminá-los, pulverizando o lixo para o deslocar. O objectivo é “usar este tipo de instalação para desviar objectos para a atmosfera da Terra onde se vão desintegrar por causa do atrito”, indica Rafael Rebolo, director do Instituto de Astrofísica das ilhas Canárias, citado pelo jornal El País. O projecto custará 600 milhões de euros.

O governo australiano foi o primeiro promotor desta técnica, quando em 2014 financiou um projecto-piloto para desenvolver canhões a laser para limpar lixo espacial. Desde então, também os Estados Unidos e a China têm vindo a explorar esta hipótese.

Actualmente, existem quase um milhão de pedaços de lixo no espaço entre naves, sondas defuntas, restos de foguetões usados, parafusos e até pedaços de tinta soltos acumulados durante 60 anos de exploração espacial. Têm mais de um centímetro e chegam a atingir uma velocidade sete vezes superior à de uma bala.

Se nada for feito para limpar o espaço, os satélites correm o risco de ficar danificados ao colidirem com estes detritos e a Estação Espacial Internacional de sofrer algum incidente. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão. Por causa disto, a Estação Espacial Internacional já teve de mudar de lugar três vezes para escapar à rota de colisão com os detritos.

“Têm aumentado muito os detritos espaciais nos últimos anos e em algumas áreas corremos o risco de não conseguir fazer com que estes retornem depois da colisão com objectos que não conseguimos controlar”, explica Tim Flohrer da Agência Espacial Europeia.

Todos os anos são gastos cerca de 14 milhões de euros a desviar satélites para evitar a colisão com detritos espaciais.

Diário de Notícias
16 Junho 2019 — 12:25

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1879: Cientistas russos propõem combater lixo espacial com um “laço”

YouTube / ESA

Um equipa de cientistas russos propõe capturar e remover os detritos espaciais que orbitam a Terra através de um módulo especial que seria ligado através de um cabo aos níveis superiores dos foguetes – seria uma espécie de “laço”. 

O projecto – apelidado por vários média internacionais, incluindo a Russia Today como “Laço Espacial” – é descrito num relatório que será apresentado numa conferência em Moscovo sobre o lixo espacial e as suas consequência.

O módulo, adianta a emissora russa, seria separado do veículo de lançamento, ao qual ficaria ligado através de um cabo. Posteriormente, o módulo seria acoplado ao detritos espaciais, o cabo seria puxado e o veículo de lançamento retiraria os detritos em órbita.

Ou seja, para levar a cabo este projecto é necessário desenvolver um módulo de acoplamento de transporte, um sistema de cabos, bem como um sistema de acoplamento com detritos espaciais, precisa o mesmo relatório.

Outra das ideias que será apresentada na conferência defende a integração de um laser na Estação Espacial Internacional para combater os detritos em órbita.

Em Outubro de 2018, uma equipa de cientistas do Japão desenvolveu também uma “arma” para combater este problema, um satélite de feixes de plasma (propulsor de iões). A investigação foi publicada na revista científica Nature no dia 26 de Setembro.

Actualmente, existem na órbita terrestre mais de 7 mil fragmentos de destroços – satélites abandonados, propulsores, lixo genérico e até lascas de tinta. Com dimensões maiores ou menores, todos estes destroços têm potencial para causar uma colisão devastadora entre satélites ou naves.

ZAP //

Por ZAP
24 Abril, 2019

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1058: Há um satélite-pescador no espaço

Ricky Arnold / Twitter
Satélite britânico recolhedor de lixo espacial, RemoveDebris

O Satélite britânico RemoveDebris está a navegar no espaço desde Junho e lançou com sucesso uma rede em órbita com o objectivo de capturar material que anda à deriva em redor da Terra.

O satélite-pescador britânico tem como missão capturar detritos espaciais. O satélite lançou uma rede em órbita que se abriu a mais de 300 quilómetros acima da superfície terrestre. A rede servirá para remover parte do lixo espacial – partes de satélites, pedaços de foguetões, entre outros detritos.

Segundo a BBC, o Centro Espacial da Universidade de Surrey estima a existência de cerca de 7500 toneladas de detritos à deriva no espaço que, agora, o RemoveDebris se compromete a limpar.

Este detritos à deriva no espaço correm o risco de colidir com alguma missão espacial colocando os astronautas em situações perigosas.

“A rede funciona exactamente como esperávamos“, contou à BBC, Guglielmo Aglietti, professor e director do Centro Espacial de Surrey. “O alvo estava a girar, como se esperava, mas pode ver-se claramente que a rede o consegue capturar. E estamos muito felizes com a maneira como a experiência decorreu”, acrescentou.

“Existem milhões de peças descartadas de metal e de outros materiais em órbita – desde antigos segmentos de foguetes até ferramentas de astronautas que caíram acidentalmente. O receio é que, se não começarmos já a retirar este lixo, poderá tornar-se uma ameaça significativa aos satélites activos”, explica Alastair Wayman, engenheiro da empresa aeroespacial Airbus que também está envolvida nesta missão.

O vídeo do lançamento do satélite RemoveDebris da Estação Espacial Internacional foi capturado em vídeo.

“Se houver colisões, como já ocorreram, estas poderão criar ainda mais detritos espaciais que poderão colidir com mais naves e, assim, haverá ainda mais detritos espaciais. É uma espécie de efeito de bola de neve“, disse o engenheiro.

A questão do lixo espacial é um assunto que tem crescido nas preocupações dos especialistas e o mais pequeno detrito de lixo pode causar grande danos às instalações espaciais como foi o caso sucedido durante o ano passado. Segundo se pensa, uma lasca de tinta solta terá causado uma fissura numa janela da Estação Espacial Internacional.

Um dos maiores detritos existentes apresente uma grande dor de cabeça para os astronautas. Em 2012, um satélite europeu chamado Evisat, do tamanho de um autocarro de dois andares, parou de funcionar.

Desde esse momento que o satélite circula pela órbita da Terra, ameaçando outros satélites no seu trajecto espacial.

Várias empresas já avançaram com pedidos para lançar mais satélites com sistemas próprios para capturar rapidamente qualquer detrito que esteja à deriva.

ZAP // DN

Por ZAP
22 Setembro, 2018

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