3768: Cientistas propõem desviar asteróides perigosos com naves cheias de rochas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTERÓIDES

NASA / JPL-Caltech

Uma equipa de cientistas do Centro Nacional de Ciências Espaciais (NSSC) da Academia Chinesa apresentou uma nova técnica para desviar asteróides potencialmente perigosos da Terra.

A nova técnica consiste numa nave espacial que é capaz de recolher mais de cem toneladas de rochas de um objecto próximo da Terra e de atingir depois o asteróide, desviando da sua trajectória, noticia a agência espanhola Europa Press.

Trata-se de um conceito melhorado do conceito de impacto cinético para o desvio de asteróides potencialmente perigosos para a Terra.

De acordo com a nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista Nature, a nave espacial em causa não seria tripulada, passando a sua missão por recolher mais de cem toneladas de um asteróide próximo da Terra para que estas pudessem depois ser utilizadas para atingir o outro asteróide potencialmente perigoso.

Simulações computorizadas levadas a cabo pelos cientistas chineses mostraram que esta técnica é mais eficaz do que um impacto cinético clássico.

Em declarações à agência noticiosa chinesa Xinhua, Li Mingtao, um dos autores da nova investigação frisa que a nova técnica não está limitada pela necessidade de um lançamento terrestre de um impactador artificial, prometendo aumentar significativamente a defesa planetária contra asteróides de grandes dimensões.

Apesar de ser pouco provável – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, que um asteróide atingir a Terra nos próximos anos ser mínima, as agências espaciais e cientistas de todo o mundo têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

Várias tecnologias de defesa planetária foram já propostas, incluindo explosões nucleares, impactos cinéticos, ablação a laser, entre outros.

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Por ZAP
2 Junho, 2020

 

spacenews

 

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CIÊNCIA

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A NASA terá a oportunidade de testar a sua primeira missão de defesa planetária, o Teste de Direccionamento de Asteróides Duplos (DART), ao desviar uma pequena lua para o sistema binário de asteróides Didymos.

De acordo com a agência espacial norte-americana, que avança com a informação no seu site oficial, o asteróide não representa perigo para a Terra e é o alvo ideal para levar a cabo um teste, já que é mais fácil medir as alterações na órbita que um pequeno asteróide realiza em torno de um maior (sistema binário) do que medir as mudanças na órbita de um único asteróide que viaje em torno do Sol.

Actualmente, os cientistas da NASA estão a preparar-se para o lançamento no Laboratório de Física Aplicada de Johns Hopkins, em Maryland, bem como em vários outros pontos dos Estados Unidos. O início da missão está agendado para o verão de 2021.

Contudo, e para levar a nave espacial DART até ao pretendido – um asteróide binário que consiste numa pequena lua (Didymos B) que orbita um corpo maior (Didymos A) – os cientistas devem primeiro entender como se comporta o sistema.

Vários cientistas têm reunidos esforços para observar Didymos a partir da Terra desde 2015. Afora, uma campanha internacional coordenada por  Cristina Thomas, da Universidade do Norte do Arizona, líder da tasks-force de observação do DART, está a fazer observações críticas recorrendo poderosos telescópios espalhados por todo o mundo para melhor entender o sistema de asteróides antes que a nave o alcance.

“O sistema de Didymos é muito pequeno e muito distante para ser visto como algo mais do que um ponto de luz, mas podemos obter os dados de que precisamos ao medir o brilho daquele ponto de luz, que muda à medida que Didymos A gira e Didymos B o orbita”, explicou Andy Rivkin, que também coordena o projecto DART.

Estas mudanças no brilho indicam o momento em que Didymos B passa à frente de Didymos A, ou então o momento em que se esconde atrás do corpo maior. As observações ajudarão os cientistas a determinar com maior precisão a localização dos dois corpos celeste e a detalhar o momento exacto do impacto da nave DART para maximizar o desvio.

Apesar de fundamentais, as observações dos telescópios são ainda insuficiente para compreender a estrutura e a composição do sistema binário – dois factores determinantes para perceber as reais consequências que o impacto terá quer na nave, quer no alvo.

Cientes das informações em falta, os cientistas estão a realizar uma série de simulações computorizadas para adequar as expectativas da NASA à missão. Embora grande parte do trabalho no DART tenha sido modelado e simulado, muitas partes da nave espacial começaram já a tomar forma.

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15 Maio, 2019