1633: Um icebergue com o dobro do tamanho de Nova Iorque está em vias de separar-se da Antárctida

Os cientistas asseguram que o bloco de gelo não vai, “provavelmente”, figurar na lista dos 20 maiores icebergues da Antárctida. Ainda assim, “poderá ser o maior a separar-se da plataforma de gelo de Brunt desde que a observação começou, em 1915”

© UniversalImagesGroup/Getty Images Expresso

Tem duas vezes o tamanho de Nova Iorque e está em vias de descolar-se da Antárctida, motivando algumas incertezas e preocupações. A continuidade dos investigadores na plataforma estará em causa, conta a Fox News.

Aquilo que se transformará num icebergue robusto está localizado na plataforma de gelo de Brunt. Embora impressione o rótulo “duas vezes maior do que Nova Iorque”, os cientistas asseguram que o bloco de gelo não vai, “provavelmente”, figurar na lista dos 20 maiores icebergues da Antárctida. Ainda assim, “poderá ser o maior a separar-se da plataforma de gelo de Brunt desde que a observação começou, em 1915”, revela este artigo na página oficial da NASA.

O problema prende-se com duas enormes fissuras que deverão encontrar-se num futuro mais ou menos próximo. A Halloween crack apareceu em Outubro de 2016 e continua a crescer. No meio da imagem abaixo vê-se a maior preocupação dos cientistas por estes dias. Aquela fissura encontrava-se estável há 35 anos, mas recentemente começou a galgar terreno e a abrir caminho rumo à independência do icebergue acima mencionado.

© NASA Expresso

Quando aquela fissura, que rasga o gelo rumo a Mcdonald Ice Rumples (quatro quilómetros por dia), se juntar à Halloween crack, haverá um bloco de 1700 quilómetros quadrados à deriva.

As placas de gelo que envolvem a Antárctida têm perdido volume a uma velocidade preocupante (e crescente) nas últimas duas décadas, contava um estudo publicado na “Science” (2015), aqui citado no Globo.

Os investigadores da Universidade da Califórnia e do Centro de Pesquisa de Terra e Espaço revelavam então preocupação quanto à rapidez que se verificava, à boleia do aquecimento global, a subida do nível global do mar.

msn noticias
25/02/2019

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1563: O pólo norte magnético da Terra está a “cair” para a Rússia a grande velocidade

(CC0/PD) PIRO4D / pixabay

O pólo magnético norte da Terra está a mover-se a grande velocidade do Canadá para a Rússia, mais precisamente em direcção à Sibéria, revelaram os especialistas do Centro Nacional de Informações Ambientais dos Estados Unidos.

Em comunicado, os especialistas explicam que este rápido movimento de deslocação está relacionado com mudanças imprevistas na região do Árctico. “O movimento do pólo norte magnético é muito rápido”, afirma à Associated Press o geofísico Arnaud Chulliat, que liderou a actualização do Modelo Magnético Mundial (WMM).

Em causa está a turbulência do núcleo externo líquido da Terra, o ferro líquido no núcleo do planeta, explicam os especialistas. Essa movimentação coloca obstáculos às bússolas, artigos electrónicos, nomeadamente smartphones, e navios, uma vez que o modelo do campo magnético suporta os seus sistemas de navegação.

“A localização do pólo norte magnético parece ser regulada por duas grandes zonas do campo magnético, uma sob o Canadá e outra sob a Sibéria, sendo que a área da Sibéria está a ganhar a competição”, disse o investigador Phil Livermore, da universidade britânica de Leeds, citado pela revista especializada Nature.

No momento, e de acordo com os cientistas, o pólo norte magnético da Terra move-se de norte para noroeste a uma velocidade de 55 quilómetros por ano. Dois anos antes, e depois de o WMM ter sido actualizado, parte do campo magnético, mais a sul, desviou-se temporariamente para o norte da América do Sul e o leste do Oceano Pacífico.

O movimento rápido obrigou os cientistas actualizar o WMM um ano antes do que estava previsto. Por norma, os especialistas actualizam o modelo a cada cinco anos, sendo que a última actualização foi feita em 2015. Contudo, e visando evitar erros de navegação, os cientistas adiantaram a actualização. No ano passado, peritos em geomagnetismo aperceberam-se que a margem de erro do modelo estava perto de ultrapassar o limite do aceitável para os erros de navegação.

Os pólos norte e sul magnéticos deslocam-se e não coincidem com os pólos norte e sul geográficos, apesar de serem próximos geograficamente. Na longa história do planeta, o pólo norte magnético nem sempre esteve no norte geográfico e até já chegou a estar a sul – a inversão dos pólos ocorreu já várias vezes, não tendo sido registada nos últimos 780 mil anos. A inversão é um fenómeno gradual, durando cerca de cem mil anos ou até mais.

ZAP // Lusa

Por ZAP
7 Fevereiro, 2019

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1481: Pólo norte magnético está a deslocar-se muito depressa para a Sibéria

Deriva do norte magnético está a acelerar desde a década de 1990 e caminha agora à velocidade de 55 Km por ano. Modelo magnético global, que é utilizado na navegação, e que foi publicado em 2015, já teve de ser actualizado

© Arquivo Global Imagens

O pólo norte magnético, aquele ponto no topo norte do globo terrestre para o qual apontam sempre as bússolas, está em deriva rápida, do Árctico canadiano para a Sibéria, mas os cientistas não conseguem explicar porquê.

Os geólogos sabem que a alteração está relacionada com os movimentos que ocorrem no núcleo de ferro líquido que existe no interior do planeta, no entanto, o que está a acontecer exactamente para que as coisas se passem desta forma é uma incógnita.

Se a questão fosse apenas esta, já seria suficientemente interessante, mas este não é um problema exclusivamente científico. Na prática, esta deriva e a sua determinação exacta têm implicações para toda a navegação, da aviação aos transportes marítimos, ou à simples busca de uma localização com um smartphone, uma vez que para achar uma determinada direcção é preciso fazer a compensação da declinação magnética – aquele movimento simples de ajustar o Norte com a agulha da bússola.

Para garantir que a determinação das direcções mantém uma grande precisão, algo essencial para todas as actividades de navegação, os cientistas desenvolveram modelos globais que permitem determinar a declinação magnética e fazer os cálculos de compensação. Um desses modelos é o World Magnetic Model (ou, Modelo Magnético Mundial), cuja última versão foi publicada em 2015, e que deveria manter-se actualizada até 2020. Isso, no entanto, não aconteceu.

A deslocação do pólo norte magnético tem vindo a acelerar nas últimas décadas: passou de uma velocidade de 15 quilómetros por ano, em meados do século XX, para 55 km anuais actualmente. “O erro está sempre a aumentar”, adiantou à Nature Arnaud Chulliat, especialista em geomagnetismo da Universidade de Colorado Boulder e da NOOA, a Administração Nacional do Oceano e da Atmosfera, dos Estados Unidos.

Para acompanhar a velocidade da deslocação, o modelo teve por isso de ser actualizado antes do final da década. A publicação do modelo actualizado estava prevista para esta terça-feira, 15 de Janeiro, mas o shut down decretado pela administração Trump, e que parece não ter fim à vista, ditou o seu adiamento para o final do mês.

A deriva do pólo Norte magnético não é um fenómeno de agora. Ele foi observado no século século XIX pelos exploradores polares, mas a velocidade da deslocação era muito reduzida, tendo os cientistas percebido que houve uma aceleração na década de 1990, ao ponto de desactualizar agora os modelos em apenas três anos.

Diário de Notícias
Filomena Naves
15 Janeiro 2019 — 13:42

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1467: O campo magnético da Terra deslocou-se inesperadamente (e não se sabe porquê)

NASA Goddard / Flickr
Conceito de artista do Campo Magnético da Terra

O pólo norte magnético terrestre está a deslocar-se, devido a movimentações do ferro líquido no núcleo do planeta, obrigando a antecipar a revisão do modelo que descreve o campo magnético e suporta sistemas de navegação.

Por causa da deslocação do pólo norte magnético, a nova actualização do Modelo Magnético Mundial vai ser feita na terça-feira, um ano antes do previsto, de acordo com um artigo deste mês na revista científica Nature.

A versão em vigor do Modelo Magnético Mundial é datada de 2015 e era para durar até 2020. Mas o campo magnético, que protege a Terra dos ventos solares e radiações cósmicas e cujos pólos se situam próximo dos pólos geográficos do planeta, está a mudar muito rapidamente e os cientistas têm de antecipar uma revisão do modelo.

Em 2018, especialistas em geomagnetismo aperceberam-se que a margem de erro do modelo estava perto de ultrapassar o limite do aceitável para os erros de navegação.

Dois anos antes, e depois de o Modelo Magnético Mundial ter sido actualizado, parte do campo magnético, mais a sul, desviou-se temporariamente para o norte da América do Sul e o leste do Oceano Pacífico. As oscilações no pólo magnético norte agravaram os problemas. As primeiras medições, em 1831, situavam-no no Árctico Canadiano. Em 2001, entrou no Oceano Árctico.

“A localização do pólo norte magnético parece ser regulada por duas grandes zonas do campo magnético, uma sob o Canadá e outra sob a Sibéria. A área da Sibéria está a ganhar a competição”, sustentou o investigador Phil Livermore, da universidade britânica de Leeds.

Geólogos acreditam que a Terra tem um campo magnético porque o núcleo é formado por um centro de ferro sólido cercado por metal líquido em rápida rotação. Isso cria um “dínamo” que comanda o campo magnético.

Os cientistas suspeitam há muito tempo que, como o núcleo fundido está em constante movimento, mudanças em seu magnetismo podem estar afectando a localização na superfície do norte magnético.

A nova actualização do Modelo Magnético Mundial terá em conta dados dos últimos três anos e será mantida até nova revisão, em 2020.

ZAP // Lusa

Por ZAP
11 Janeiro, 2019

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1437: Desafiando as leis da Física, partículas de poeira gigantes viajaram do Saara até às Caraíbas

CIÊNCIA

Luca Galuzzi – www.galuzzi.it / wikimedia

A deslocação entre continentes das partículas de poeira do deserto do Saara é comum, mas, neste caso, as partículas eram quase 50 vezes maiores do que se acreditava poder ser transportado pelo vento.

No último verão, os carros cobriram-se com poeira castanha, oriunda do Norte de África. A deslocação entre continentes das partículas de poeira do deserto do Saara é comum, mas não só foram detectadas a uma distância recorde de 3.500 quilómetros, como ainda são 50 vezes maiores do que os cientistas julgavam ser possível.

“Estas partículas de pó são levantadas do deserto do Saara e transportadas entre continentes e a maioria das pessoas conhece-as das situações em que acabam por cobrir os carros ou quando provocam aqueles sinistros céus cor de laranja“, afirma Giles Harrison, professor de Física Atmosférica da Universidade de Reading, em Inglaterra, co-autor do estudo publicado no Science Advances a 12 de Dezembro.

Porém, “as ideias existentes não permitem que partículas tão massivas viagem distâncias tão vastas pela atmosfera, o que sugere que há um processo atmosférico ou uma combinação de processos ainda desconhecidos que as mantém no ar.”

A equipa de investigadores recolheu partículas de poeira em bóias e armadilhas subaquáticas de sedimentos em cinco locais no Oceano Atlântico, entre 2013 e 2016. Se a convicção científica era de que partículas a esta distância poderiam ter entre 0,01 a 0,02 milímetros de diâmetro, as que foram localizadas nas Caraíbas tinham 0,45 milímetros.

“O facto de partículas maiores de poeira se manterem a flutuar na atmosfera durante muito tempo é considerado um conflito com as leis da física e da gravidade“, considera Michele van der Does, outro autor do estudo.

O papel destas partículas, sobretudo na formação de nuvens e no ciclo de carbono dos oceanos não tem tido destaque nos modelos usados para explicar e prever as alterações climáticas porque se pensava que não tinham capacidade para persistir na atmosfera.

“Esta evidência de poeira e cinzas em movimento é significativa porque estas partículas influenciam a transferência de radiação ao redor da Terra e os ciclos de carbono nos oceanos”, diz Harrison.

À medida que dispersam e absorvem a radiação solar que chega, estas partículas têm o poder de realmente alterar as nuvens, influenciando o clima do planeta. A poeira pode até ter um impacto indirecto no desenvolvimento de ciclones tropicais.

Os investigadores ainda não encontraram uma explicação para o fenómeno, mas acreditam que pode ter a ver com a carga das partículas e as forças eléctricas associadas.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
22 Dezembro, 2018

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1011: “Migrantes climáticos” podem ser mais de 200 milhões no século XXI

(CC0/PD) josealbafotos / pixabay

As alterações climáticas podem forçar a deslocação de 120 milhões de pessoas em idade activa e suas famílias, num total de 200 milhões, ao longo do século XXI, mas menos de 20% serão migrações internacionais.

A conclusão é de um estudo dos investigadores Frederic Docquier, Michael Burzynskia, Christoph Deusterce e Jim de Melo, que foi esta quinta-feira apresentado num seminário promovido pelo Centro NOVAFRICA, da Nova SBE (Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa), em Carcavelos.

O estudo analisa os efeitos de longo prazo das alterações climáticas sobre as migrações laborais, sendo incluídos nos diferentes países (145 países em desenvolvimento mais 34 do grupo da OCDE) factores como o efeito do aumento das temperaturas e da subida do nível do mar, o crescimento demográfico e populacional, decisões educativas, desigualdade salarial, pobreza extrema e decisões de mobilidade.

Os modelos matemáticos criados pelos investigadores revelam que as alterações climáticas têm efeitos limitado nas taxas de emigração e imigração internacionais, mesmo nos cenários mais extremos, demonstrando que a migração internacional é uma estratégia de adaptação dispendiosa, e por isso mesmo, de último recurso.

Num cenário climático moderado (considerando um aumento de dois graus centígrados e subida de um metro no nível do mar), os cientistas prevêem deslocações forçadas e voluntárias de cerca de 200 milhões de pessoas, dos quais só 19% irão optar por uma migração de longo distância, para um dos países desenvolvidos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

“Estas condições são favoráveis ao aumento da mobilidade internacional dos trabalhadores”, escrevem os autores, acrescentando que com as actuais leis e políticas migratórias, os migrantes climáticos tenderão a deslocar-se mais no interior dos seus próprios países do que atravessando fronteiras.

As alterações climáticas deverão também aumentar a diferença de rendimentos entre os países mais pobres e os mais ricos em 25%, influenciar a pobreza extrema e forçar milhões de adultos a fugir das áreas onde vivem inundadas.

Outros factores como perdas directas de serviços públicos ou conflitos sobre recursos vão também determinar o maior ou menor fluxo de migrações internas ou internacionais, embora estes mecanismos sejam mais difíceis de quantificar, salientam.

Os migrantes são sobretudo originários de países que menos contribuíram para as alterações climáticas, mas mais vão sofrer os seus efeitos, incluindo países africanos como Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique.

O estudo realça que as alterações climáticas exigem “mais coerência entre políticas de migração, desenvolvimento e ambientais” e acrescenta que “são necessárias medidas preventivas para encorajar a adaptação às alterações climáticas, redução do risco de desastres a nível local, desenvolvimento sustentável em geral e desenvolvimento urbano sustentável em particular”, sobretudo nos países mais pobres, onde as pessoas têm também menos mobilidade devido às dificuldades financeiras.

ZAP // Lusa

Por Lusa
13 Setembro, 2018

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