3098: Lançamento de foguete chinês destruiu um prédio e cobriu cidade com detritos tóxicos

CIÊNCIA

China Aerospace Science and Technology Corporation

No sábado passado, a agência espacial chinesa lançou o foguete Long March 3B do Xichang Satellite Launch Center. A missão foi um sucesso, colocando dois satélites em órbita.

No entanto, nem tudo correu bem. Quando o primeiro reforço do foguete regressou à Terra, aterrou numa área povoada, de acordo com a Ars Technica, destruindo um prédio e cobrindo a área com fumo tóxico.

LaunchStuff @LaunchStuff

 

LaunchStuff @LaunchStuff

As the old saying goes, what goes up must come down by smashing into a building, cause significant damage to it and light it on fire.
Or something like that, I’m paraphrasing…

ℹhttps://www.weibo.com/3279752321/Ihy1liV5Y 

 

Um lançamento em Abril também encheu a paisagem chinesa de detritos tóxicos. O especialista em espaço comercial Greg Autry pediu ao governo Trump que tratasse das normas de segurança da China.

“Os padrões de segurança usados no lançamento espacial chinês deixariam os reguladores americanos apopléticos”, escreveu Autry no Space News. “Como é o caso em muitas indústrias globais, esta abordagem negligente dos padrões ambientais e da segurança humana promete fornecer à China uma vantagem de custo significativa sobre empresas americanas mais responsáveis e altamente regulamentadas”.

Os Estados Unidos e muitas outras nações espaciais costumam construir os seus locais de lançamento perto da costa. Isso acontece especificamente para que possam evitar colocar em risco a vida dos moradores, uma vez que os detritos que regressem à Terra podem simplesmente cair no oceano.

Porém, durante a Guerra Fria, a China construiu vários grandes centros de lançamento no interior para “fins de segurança”. Nas décadas seguintes, as missões desses locais colocaram os moradores em perigo repetidamente. Em 1996, um foguete chinês colidiu com uma vila logo após o lançamento, matando seis pessoas, segundo fontes chineses. Porém, de acordo com as fontes internacionais, o acidente matou centenas de moradores.

A China poderia, de acordo com o Futurism, diminuir os seus esforços espaciais ao construir novos locais de lançamento em áreas despovoadas ou costeiras. Porém, em vez disso, aumentou o número de lançamentos de foguetes nos últimos anos em busca de dominação espacial.

ZAP //

Por ZAP
26 Novembro, 2019

 

3053: “Apocalipse dos insectos” afectaria todo o planeta, alerta especialista

CIÊNCIA

mtsofan / Flickr

Um eventual “Apocalipse dos insectos” pode trazer graves consequências para os seres humanos e para todo o planeta, alerta um relatório assinado pelo ambientalista britânico Dave Goulson.

De acordo com o documento, desde a década de 1970, a destruição de ambientes naturais e o uso crescente de pesticidas fizeram com que 40% do milhão de espécies conhecidas de insectos ficassem em risco de extinção.

Dave Goulson, que é professor na Universidade de Sussex, no Reino Unido, alerta para os riscos desta situação, mas frisa que a tendência ainda pode ser revertida.

Quanto às espécies já extintas, os cientista explicou que no século passado 23 tipos de abelhas e vespas desapareceram, o que contratas com uma das principais causa do seu declínio, os pesticidas, cuja utilização duplicou nos últimos 25 anos.

Tal como frisa o britânico The Guardian, o declínio nas populações de insectos tem impacto noutras espécies: entre 1967 e 2016, a população de pássaros no Reino Unido caiu 93%.

“Não podemos ter certeza, mas em termos de números, podemos ter perdido 50% ou mais do nossos insectos desde 1970, mas podem ser muitos mais”, disse Goulson, citado pelo diário. “Não sabemos, mas é assustador. Se não pararmos o declínio dos insectos, haverá profundas consequências para toda a vida no planeta e para o bem-estar humano”.

Apesar deste cenário, o especialista considera que esta tendência pode ser revertida, especialmente através do controlo do uso de insecticidas e/ou pesticidas, bem como através da reconversão ou criação de jardim e parques. Este “é o maior desafio da agricultura”, uma vez que “70% da Grã-Bretanha são terras aráveis”.

“Não importa quantos jardins tornemos amigáveis para a vida selvagem, se 70% do campo permanecer hostil à vida, não reverteremos o declínio de insectos”, considerou.

O especialista notou ainda que o Brexit representa uma oportunidade para fazer mudanças em larga escala, uma vez que se trata de  uma “oportunidade potencial para voltar a analisar completamente” o sistema agrícola.

Um estudo divulgado recentemente e levado a cabo na Alemanha chegou a conclusões semelhantes às de Goulson. A investigação, que se debruçou sobre a biodiversidade no país, alertou para a diminuição “assustadora” no número de insectos durante a última década.

Desaparecimento de insectos atingiu um nível “assustador” na Alemanha

Uma investigação conduzida na Alemanha sobre a biodiversidade alertou sobre a diminuição “assustadora” no número de insectos durante a última…

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19 Novembro, 2019

 

3035: O “último refúgio” do Árctico está prestes a desaparecer

CIÊNCIA

O mais antigo e mais espesso gelo marinho do Árctico está a desaparecer duas vezes mais depressa do que o gelo no resto do Oceano Árctico.

Um novo vídeo, criado pela União Geofísica Americana, mostra a era do gelo marinho no Oceano Árctico a norte da Gronelândia desde 1984, logo após o início de observações confiáveis por satélite.

No vídeo, é possível ver que a região outrora robusta de gelo marino mudou drasticamente nas últimas décadas, tornando-o progressivamente mais jovem e mais fina com o passar do tempo.

O vídeo foi feito com base em dados divulgados num novo estudo publicado a 15 de Outubro na revista especializada Geophysical Research Letters. Estudos anteriores sugeriram que este seria o último lugar a perder a sua cobertura de gelo permanente. No entanto, os novos modelos mostram que as investigações estavam erradas, uma vez que o gelo está a desaparecer duas vezes mais depressa do que o resto do gelo do Árctico.

A nova investigação usou observações de satélite e dados atmosféricos para mostrar  a forma como a espessura do gelo em duas sub-regiões do “último refúgio de gelo” flutua cerca de 1,2 metros de ano para ano. No entanto, também detalha uma perda total de 0,4 metros de espessura de gelo por década, totalizando uma perda de 1,5 metros desde o final da década de 1970.

A mudança na previsão acontece porque o gelo é muito mais móvel do que se pensava anteriormente. Embora as sub-regiões sejam antigas, estão sujeitas a fortes correntes oceânicas e ventos atmosféricos que resultam no fluxo de gelo mais antigo da região.

De acordo com o IFLScience, a extensão e espessura do gelo marinho diminui e flui ao longo do ano, dependendo da estação. Além disso, algumas sub-regiões do gelo podem flutuar mais do que outras.

“Não podemos tratar a última área de gelo como uma área monolítica de gelo que vai durar muito tempo”, disse Kent Moore, autor principal do estudo e físico atmosférico da Universidade de Toronto, no Canadá, em comunicado. “Na verdade, há muita variabilidade regional”.

A vida selvagem que vivem nas partes superiores do Hemisfério Norte, desde aves marinhas a ursos polares, depende do gelo marinho para refúgio, descanso, nidificação, forrageamento e caça. Além disso, o gelo do mar desempenha um papel crucial no transporte e distribuição de nutrientes para a água do mar. Portanto, se o gelo do mar colapsar, a cadeia alimentar do Árctico será a próxima.

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16 Novembro, 2019

 

1979: Drone revela pontos radioactivos desconhecidos na floresta de Chernobyl

CIÊNCIA

Timm Suess / Flickr

Mais de três décadas após o maior acidente nuclear da História, os níveis de radiação em partes da área proibida de 2.600 quilómetros quadrados de Chernobyl permanecem perigosamente altos.

Num esforço para mapear as flutuações na radioactividade em toda a região, os investigadores usaram drones para inspeccionar a paisagem contaminada, revelando pontos quentes de intensa radiação que as autoridades não tinham ideia que existiam.

Quando o reactor número quatro da central nuclear de Chernobyl explodiu em Abril de 1986, libertou mais de 400 vezes mais radiação do que a bomba atómica lançada sobre Hiroshima no final da II Guerra Mundial.

Ao longo dos anos, os níveis de radioactividade diminuíram gradualmente e, em 2011, partes da zona proibida foram abertas aos turistas. No entanto, com mais de 70 mil visitantes por ano em Chernobyl, na Ucrânia, é muito importante que os responsáveis tenham conhecimento de qualquer ponto radioactivo.

Uma equipa do Centro Nacional para Robótica Nuclear do Reino Unido desenvolveu um sistema de mapeamento por drone que usaram para criar uma imagem detalhada de uma secção de 15 quilómetros quadrados da zona proibida.

Para isso, enviaram um drone de asa fixa em 50 voos separados durante um período de dez dias. O drone usava um método remoto de detecção de laser chamado Light Detection and Ranging (LiDAR) para criar um mapa tridimensional do terreno e um espectrómetro de raios gama para medir os níveis de radiação.

Quaisquer pontos interessantes ou incomuns foram investigados em maior detalhe usando um drone de asas rotativas, capaz de pairar extremamente perto de locais que seriam demasiado perigosos para os humanos entrarem.

Começando a cerca de 13 quilómetros do local do antigo reactor, os drones moveram-se gradualmente em direcção à Floresta Vermelha – assim chamados porque o desastre fez com que as folhas de todas as árvores ficassem vermelhas. Situada a apenas 500 metros do local da explosão, a floresta sempre esteve cheia de radiação, mas os investigadores ficaram surpreendido ao descobrir que estava cheia de pontos de radioactividade muito alta.

Em particular, um depósito dentro da floresta que tinha sido usado para classificar o solo contaminado durante a operação de limpeza inicial apareceu no mapa como um brilhante reservatório de radiação.

Tom Scott, da Universidade de Bristol, que liderou a investigação, disse à BBC que “o legado deixado naquela instalação é essencialmente combustível nuclear usado espalhado pelo chão, o que dava uma dose muito alta de radiação”.

Muitos dos radio-isótopos identificados no local têm meias-vidas extremamente longas, o que significa que demora muito tempo para que metade dos seus átomos radioactivos se decomponha, por isso é provável que os níveis de radiação permaneçam perigosamente altos nos próximos anos.

ZAP // IFL Science

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14 Maio, 2019


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1853: Cientistas encontram resíduos radioactivos presos nos glaciares

CIÊNCIA

Christine Zenino / wikimedia

O gelo está a desaparecer e, à medida que derrete, tem deixado para trás alguns presentes de despedida: cadáveres congelados, artefactos antigos, vírus mortos e o mais recente – precipitação nuclear.

Recentemente, uma equipa internacional de cientistas descobriu níveis elevados de radionuclídeos radioactivos – átomos radioactivos que resultam de acidentes nucleares e testes de armas – em todos os glaciares estudados pelos especialistas.

“Queremos provar que esta é uma questão global e não apenas localizada perto de fontes de contaminação nuclear”, adiantou Caroline Clason, professora e investigadora da Universidade de Plymouth, no Reino Unido.

Mas, no meio desta descoberta, há uma boa notícia: os cientistas acreditam que estes resíduos nucleares não representam uma ameaça imediata para o ambiente. Ainda assim, os resíduos foram encontrados, na maioria dos locais, em níveis significativamente mais altos do que o considerado seguro para a ingestão humana.

Segundo Clason, que apresentou as descobertas no dia 10 de Abril na conferência da European Geosciences Union (EGU), estes resíduos podem entrar na cadeia alimentar, à medida que os glaciares continuam a derreter devido às alterações climáticas.

A equipa de cientistas procuraram por resíduos nucleares em crioconite, uma camada de sedimentos escuros encontrados na superfície de muitos glaciares ao redor do mundo. Ao contrário de outros sedimentos comuns, a crioconite é composta por material inorgânico e material orgânico.

As partes orgânicas podem incluir carbono negro ou as sobras da combustão incompleta de combustíveis fósseis, fungos, micróbios e matéria vegetal – fazendo da crioconite uma espécie de “esponja” muito eficiente para o resíduos transportados pelo ar que caem nos glaciares com a chuva ou a neve.

À medida que o clima aquece a água suja do derretimento atravessa os glaciares moribundos, aumenta a quantidade de resíduos acumulados em crioconite.

Os cientistas recolheram amostras de crioconite de 17 glaciares desde a Antárctida até aos Alpes e da Colúmbia Britânica até à região árctica da Suécia. Estas amostras tinham quantidades elevadíssimas de contaminação, adiantou Clason.

Enquanto alguns dos radionuclídeos detectados – como o chumbo-210 – ocorrem naturalmente no ambiente, dois isótopos, em particular, podem ser associados a actividades nucleares humanas.

O amerício-241, um isótopo radioactivo produzido em decomposição de plutónio, foi encontrado em muitos locais estudados e em quantidades que poderiam ser perigosas para a saúde humana. Também o césio-137, um isótopo produzido durante explosões nucleares, foi encontrado em todos os locais estudados em quantidades de dezenas a centenas de vezes superiores aos níveis esperados.

Estes subprodutos nucleares foram, provavelmente, depositados pela explosão da central nuclear de Chernobyl em 1986, adiantou o Live Science. “As pessoas sabiam que o césio-137 permanecia no ambiente, mas não sabem que os glaciares ainda estão a libertar esse resíduo nuclear, 30 anos depois”, disse a cientista durante a apresentação dos resultados da investigação.

Ainda assim, estes resíduos não representam qualquer ameaça conhecida para os seres humanos ou para o ambiente. No entanto, os cientistas temem que possam representar uma ameaça caso se espalhem através da água derretida para rios e lagos, onde os animais comem e bebem com bastante frequência.

“Quando os elementos radioactivos caem sob a forma de chuva, como aconteceu após o acidente de Chernobyl, são evacuados, é um fenómeno pontual. Mas, sob a forma de neve, eles ficam aprisionados no gelo durante décadas, e com o derretimento dos glaciares, terminam nos rios”, explicou Clason.

Com o aquecimento e o consequente derretimento dos glaciares, a cientista teme que estes resíduos entrem cadeia alimentar de alguns animais, acabando nos nossos pratos.

ZAP //

Por ZAP
17 Abril, 2019

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1828: Alpes europeus podem ficar sem gelo até ao fim do século

© TVI24 (DR)

Os glaciares dos Alpes europeus vão perder metade do gelo até 2050, mesmo com redução de emissões de gases com efeito de estufa, e no final do século podem mesmo acabar, segundo um estudo divulgado esta terça-feira.

O estudo foi publicado na revista A Criosfera, da União Europeia das Geociências (EGU na sigla original), e apresentado hoje na Assembleia Geral da EGU, que decorre em Viena, Áustria, até sexta-feira.

Segundo a investigação, num cenário de aquecimento limitado os glaciares podem perder dois terços do gelo que têm hoje mas com um maior aquecimento o gelo pode desaparecer dos Alpes até 2100.

O estudo foi feito por uma equipa de investigadores da Suíça e dá as estimativas mais actualizadas e detalhadas sobre o futuro de todos os cerca de 4.000 glaciares dos Alpes.

Após 2050 “a evolução futura dos glaciares dependerá fortemente da evolução do clima”, disse o principal autor do estudo, Harry Zekollari, investigador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça. “No caso de um aquecimento mais limitado uma parte muito mais substancial dos glaciares poderá ser salva”, referiu.

Os responsáveis pelo estudo notam que o recuo dos glaciares terá um grande impacto nos Alpes, já que eles são importantes para o ecossistema, para a paisagem e para a economia da região, pelo turismo, mas também pelo fornecimento de água doce.

Usando modelos matemáticos e dados observacionais os investigadores traçaram várias estimativas. Matthias Huss, outro dos autores do trabalho, precisou que num cenário de emissões elevadas de gases com efeito de estufa no final do século restarão manchas de gelo isoladas, não mais de 5% do volume de gelo que há hoje. Em todos os cenários, com ou sem emissões, os Alpes perdem metade do gelo até 2050.

Daniel Farinotti, outro dos autores do estudo disse que “os glaciares dos Alpes europeus e a sua evolução recente são alguns dos indicadores mais claros das mudanças em curso no clima”.

A perda de gelo está a acontecer em todo o mundo. Um estudo divulgado na segunda-feira indica que os glaciares em todo o planeta perderam mais de nove triliões de toneladas de gelo (um trilião é a unidade seguida de 18 zeros) desde 1961, fazendo aumentar o nível do mar em 27 milímetros.

A equipa que fez o estudo, liderado pela Universidade de Zurique, combinou observações nos locais com informações de satélites sobre as 19 regiões glaciares do mundo.

Segundo o estudo, publicado na revista Nature, as maiores perdas de gelo aconteceram no Alasca, seguindo-se a região da Gronelândia e os glaciares dos Alpes.

A única área a ganhar gelo nos últimos 55 anos foi uma região no sudoeste da Ásia, tanto gelo quanto outra região da Ásia perdeu no mesmo período.

Investigadores identificam glaciar nos Alpes contaminado com micro-plásticos

Uma equipa de investigadores identificou pela primeira vez contaminação de micro-plásticos num glaciar dos Alpes, a 3.000 metros de altitude num parque nacional do norte de Itália.

A investigação foi dirigida por especialistas de universidades de Milão e demonstrou “pela primeira vez a contaminação de micro-plásticos num glaciar alpino”, disseram hoje os investigadores num comunicado com o título “Um glaciar de plástico”.

A contaminação foi quantificada em 75 partículas de plásticos – entre poliéster, poliamida, polietileno e polipropileno – por cada quilo de sedimento, um valor comparável aos níveis observados nos sedimentos marinhos e costeiros da Europa.

Com base nestes dados os investigadores estimam que a língua (projecção de gelo na parte frontal) do glaciar Forni, um dos mais importantes de Itália, “poderá conter entre 131 e 162 milhões de partículas de plástico”.

Sobre a origem desse plástico dizem que pode dever-se aos restos de material usado pelos alpinistas e pessoas que visitam o local, e também a partículas arrastadas pelo vento.

Os especialistas dizem que ainda não se tinha estudado a contaminação por plásticos de áreas de alta montanha, ainda que se saiba que o problema da contaminação existe em muitas regiões do planeta e que chegou mesmo às profundezas da Fossa das Marianas (no Oceano Pacífico, o local mais profundo dos mares).

msn meteorologia
Redacção TVI24
10/04/2019

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1815: Planeta morto mostra-nos o que vai acontecer à Terra quando o Sol desaparecer

Os cientistas fizeram as contas e concluíram que o Sol terá cerca de 10 mil milhões de anos de vida. Então o que acontecerá ao nosso planeta Terra com o Sol morto?

Uma equipa internacional de astrónomos liderada pela Universidade de Warwick, no Reino Unido, anunciou uma descoberta. Assim, perante as informações, temos algumas pistas sobre o futuro do nosso planeta.

O Sol irá morrer daqui a quantos milhões de anos?

Bom, esta não é uma conta fácil de fazer. Tanto é que há cientistas que afirmam que o Sol “nasceu” há cerca de 4,6 mil milhões de anos. Contudo, quanto ao seu fim, uns astrónomos apontam para daqui a 6 mil milhões e outros a cerca de 10 mil milhões de anos.

O que acontecerá então com a Terra e com o restante do nosso Sistema Solar?

Os cientistas descobriram uma estrela semelhante ao Sol que está a 410 anos-luz da Terra. É uma anã branca, ou seja, uma estrela que, depois de consumir todo o seu combustível nuclear, desapareceu há milhões de anos.

A revelação foi feita a partir de observações com o Gran Telescopio Canarias (GRANTECAN), instalado no Observatório del Roque de los Muchachos, na ilha de La Palma (Espanha). Esta informação foi divulgada em comunicado do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC), que também participou do estudo, publicado na revista científica Science.

Os astrónomos estudaram a nuvem que envolve a estrela, chamada SDSS J122859.93+104032.9, e o anel de escombros que orbita em torno dela.

Este anel é formado por corpos rochosos compostos de ferro, magnésio, silício e oxigénio, elementos-chave na composição da Terra.

E entre eles descobriram os restos de um planeta que sobreviveu à morte da estrela e que, além disso, orbita muito perto dela, algo que surpreendeu os cientistas.

Os autores do estudo consideram que os fragmentos eram parte de um corpo maior do seu sistema solar, por exemplo, de um planeta cujas camadas externas foram removidas.

Uma das razões pelas quais se suspeita que ele sobreviveu à destruição do seu sistema planetário é a sua composição, rica em metais pesados, como ferro e níquel.

Indícios do que acontecerá com a Terra

As dúvidas são legítimas. Assim, a pergunta que se impõe é se isto será o futuro da Terra quando o Sol se apagar?

No nosso sistema solar, o Sol vai-se expandir para a órbita da Terra e devastar o nosso planeta, Mercúrio e Vénus.

Marte e o restante dos planetas que estão mais distantes sobreviverão e se deslocarão para fora.

Referiu Christopher Manser, investigador no Departamento de Física da Universidade de Warwick e principal autor do estudo.

Os cientistas acreditam que a anã branca na qual o Sol terá se tornado continuará a reinar no Sistema Solar orbitado por Marte, Júpiter e Saturno, entre outros corpos.

Imagem: Science
Fonte: Science
Neste artigo: , ,

pplware
07 Abr 2019

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1696: Doença transmitida por mosquitos pode ameaçar metade do planeta até 2050

Jim Gathany / Wikimedia

Até 2050, metade da população mundial pode estar em risco devido a doenças transmitidas por mosquitos como dengue ou o vírus do Zika.

Uma combinação de mudanças ambientais, urbanização e movimentos humanos em todo o mundo estão a ajudar os mosquitos a espalharem-se para novas áreas, de acordo com os resultados do estudo publicado na revista Nature Microbiology.

“Encontramos evidências de que, se nenhuma acção for tomada para reduzir a actual taxa de aquecimento, haverá habitats em muitas áreas urbanas com grandes quantidades de indivíduos susceptíveis a infecções”, disse Moritz Kraemer, do Hospital Infantil de Boston e a Universidade de Oxford.

A investigação concentra-se nas espécies de mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, ambas conhecidas pela sua capacidade de transportar e transmitir doenças.

O novo estudo analisou dados de rastreamento de mosquitos dos Estados Unidos e da Europa, incorporando uma variedade de factores num modelo para prever a disseminação da espécie nas próximas décadas.

Os investigadores conduziram as simulações em três diferentes cenários climáticos potenciais, assumindo níveis moderados, altos e severos de futuras mudanças climáticas.

Actualmente, os dados sugerem que o Aedes aegypti está a espalhar-se pelos Estados Unidos – a partir dos estados do sul – a uma taxa de cerca de 59 quilómetros por ano, embora se tenha espalhado em taxas mais rápidas no passado. Por outro lado, o Aedes albopictus parece estar a espalhar-se a taxas cada vez mais rápidas em toda a Europa, actualmente a uma taxa de cerca de 63 quilómetros por ano.

O estudo sugere que as duas espécies vão continuar a espalhar-se pelo mundo nas próximas décadas, embora os factores que as impulsionem possam mudar com o passar do tempo.

A curto prazo, o estudo constata que as mudanças ambientais provavelmente não farão muita diferença na taxa de disseminação, pois os mosquitos expandem-se naturalmente. Mesmo sob as condições climáticas actuais, espera-se que ambas as espécies continuem a mover-se para novas áreas.

No longo prazo, porém, espera-se que as mudanças climáticas e outros factores, como o aumento da densidade populacional e a urbanização, se tornem grandes influências no número de pessoas expostas a doenças transmitidas por mosquitos.

Entre 2030 e 2050, a mudança climática – que pode tornar as áreas anteriormente impróprias habitáveis ​​para os mosquitos através do aumento das temperaturas e condições mais húmidas – provavelmente tornar-se-á um factor primordial. Quanto mais severo for o cenário futuro das mudanças climáticas, maior a população em risco.

No geral, a investigação constata que pelo menos 49% da população mundial estará em risco de doenças transmitidas por mosquitos até 2050. Este percentual continuará a crescer, mesmo sob cenários climáticos moderados.

Como resultado, os cientistas observam que “reduzir as emissões de gases do efeito estufa seria desejável para limitar o aumento de habitats adequados“.

ZAP // Scientific American

Por ZAP
11 Março, 2019

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1661: O céu pode ficar sem nuvens e deixar a Terra a “arder”

Jonas Witt / Flickr

Uma nova investigação científica adverte que uma alta concentração de dióxido de carbono na atmosfera da Terra pode fazer com que as nuvens desaparecerem do céu. Como resultado, o oceano ficará mais vulnerável à luz do Sol.

De acordo com uma nova investigação, levada a cabo por uma equipa de cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, os estrato-cúmulos — nuvens baixas com massas arredondadas e cilíndricas com o topo e a base relativamente planos — servem para proteger a Terra do calor excessivo.

Ou seja, se estas nuvens desaparecerem, a temperatura no planeta subiria oito graus Celsius. Além disso, importa frisar, há ainda o aumento estimado entre 2 a 4 graus Celsius causado pelo efeito de estufa. Esta mudança, por sua vez, levaria a sérios cataclismos e causaria a extinção em massa de animais e plantas.

Segundo a investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista especializada Nature Geoscience, a Terra sofreu já um fenómeno similar há 55 milhões de anos: o planeta aqueceu a tal ponto que os crocodilos passaram a nadar nas águas do Árctico, tendo várias espécies de mamíferos sido extintas.

Esta drástica mudança climática ficou conhecida como o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno. Foi um dos cataclismos climáticos mais significativos da era Cenozoica, que alterou a circulação oceânica e atmosférica, causando uma grande mudança na fauna terrestre.

Para os cientistas, o aquecimento poderia ter sido desencadeado por variadas causa, mas os principais factores foram a intensa actividade vulcânica e a libertação do metano armazenado nos sedimentos oceânicos.

Neste sentido, Kerry Emanuel, especialista em meteorologia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, afirma que o alarmante prognóstico dos cientistas da Califórnia parece ser bastante plausível.

Quanto ao desaparecimento das nuvens, os cientistas também asseguram tratar-se de um processo que se deve a vários factores. No entanto, as estatísticas sobre a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera são realmente alarmantes. Desde 1955, a concentração deste gás cresceu cerca de um terço. Se o processo continuar com ao mesmo ritmo, a humanidade pode chegar a um ponto sem retorno antes do fim do século.

Contudo, e segundo advertem os cientistas, a humanidade é capaz de evitar a repetição do cataclismo devastador do Paleoceno-Eoceno se cumprir os termos do Acordo de Paris.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
5 Março, 2019

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1633: Um icebergue com o dobro do tamanho de Nova Iorque está em vias de separar-se da Antárctida

Os cientistas asseguram que o bloco de gelo não vai, “provavelmente”, figurar na lista dos 20 maiores icebergues da Antárctida. Ainda assim, “poderá ser o maior a separar-se da plataforma de gelo de Brunt desde que a observação começou, em 1915”

© UniversalImagesGroup/Getty Images Expresso

Tem duas vezes o tamanho de Nova Iorque e está em vias de descolar-se da Antárctida, motivando algumas incertezas e preocupações. A continuidade dos investigadores na plataforma estará em causa, conta a Fox News.

Aquilo que se transformará num icebergue robusto está localizado na plataforma de gelo de Brunt. Embora impressione o rótulo “duas vezes maior do que Nova Iorque”, os cientistas asseguram que o bloco de gelo não vai, “provavelmente”, figurar na lista dos 20 maiores icebergues da Antárctida. Ainda assim, “poderá ser o maior a separar-se da plataforma de gelo de Brunt desde que a observação começou, em 1915”, revela este artigo na página oficial da NASA.

O problema prende-se com duas enormes fissuras que deverão encontrar-se num futuro mais ou menos próximo. A Halloween crack apareceu em Outubro de 2016 e continua a crescer. No meio da imagem abaixo vê-se a maior preocupação dos cientistas por estes dias. Aquela fissura encontrava-se estável há 35 anos, mas recentemente começou a galgar terreno e a abrir caminho rumo à independência do icebergue acima mencionado.

© NASA Expresso

Quando aquela fissura, que rasga o gelo rumo a Mcdonald Ice Rumples (quatro quilómetros por dia), se juntar à Halloween crack, haverá um bloco de 1700 quilómetros quadrados à deriva.

As placas de gelo que envolvem a Antárctida têm perdido volume a uma velocidade preocupante (e crescente) nas últimas duas décadas, contava um estudo publicado na “Science” (2015), aqui citado no Globo.

Os investigadores da Universidade da Califórnia e do Centro de Pesquisa de Terra e Espaço revelavam então preocupação quanto à rapidez que se verificava, à boleia do aquecimento global, a subida do nível global do mar.

msn noticias
25/02/2019

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1486: Broto de algodão que China cultivou na Lua já morreu

billdavis6959 / Flickr
Sonda chinesa Chang’e 3

Na terça-feira, a China fez história ao anunciar que as sementes de algodão, colza e batata que a sonda Chang’e 4 levou para plantar no lado oculto da Lua germinaram, com o algodão chegando a brotar com sucesso. 

Esta foi a primeira vez em que aconteceu o cultivo de material biológico na Lua. Contudo, a agência chinesa de notícias Xinhua revelou que o projecto que levou nove dias para cultivar o broto de algodão foi encerrado — o que significa que a planta morreu.

Na Terra, uma equipa da Universidade de Chongqing, na China, desenvolveu um habitat selado da biosfera repleto de sementes e aditivos na esperança de criar um mini-ecossistema similar ao que foi enviado à Lua, com a semente de algodão sendo a única a brotar — tal como aconteceu no nosso satélite natural.

A Xinhua chegou a publicar um vídeo a mostrar o teste simulado feito na Terra, o que levantou algumas perguntas quanto à veracidade da imagem, que supostamente seria da experiência feita na Lua, e não do teste terrestre.

Ainda assim, considerando que a experiência foi mesmo um sucesso na Lua, de acordo com Xie Gengxin, designer-chefe do estudo, a vida não sobreviveria à primeira noite lunar da Chang’e 4, que começou no domingo, sendo que o período nocturno da Lua dura cerca de duas semanas terrestres. A temperatura cai muito e pode chegar a -150ºC.

A capacidade de cultivar vegetais na Lua é algo importante se considerarmos um provável futuro em que a humanidade construa uma base fixa lunar, com tripulações constantes ou até mesmo permanentes, não pensando apenas em alimentos, como também na capacidade de confeccionar roupas e fabricar combustível.

A próxima missão chinesa na Lua, a Chang’e 5, está projectada para recolher amostras lunares e trazê-las de volta à Terra, com previsão de lançamento ainda este ano. Esta será a primeira vez em que a humanidade traz amostras da Lua desde 1976, com o encerramento do programa Apollo, da NASA. Uma outra missão chinesa, desta vez rumo a Marte, deve acontecer em 2020.

O país asiático quer aproveitar o momento em que os Estados Unidos sofrem com uma significativa redução no orçamento destinado à NASA, com as empreitadas comerciais no espaço – através de empresas privadas – a conseguir cada vez mais penetração nesta indústria. O presidente chinês, Xi Jinping, já disse em repetidas ocasiões que tem “ambições grandiosas” para transformar o país numa potência espacial.

Já para o ano de 2022, está prevista a finalização da construção da estação espacial chinesa, chamada Tiangong. Contudo, a CNSA ainda está a decidir se enviará astronautas para lá logo que a estação entre em órbita.

ZAP // CNet

Por ZAP
16 Janeiro, 2019

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1420: 2018 foi o segundo ano mais quente no Árctico desde que há registo

CIÊNCIA

usgeologicalsurvey / Flickr

Este ano, 2018, foi o segundo mais quente no Árctico desde 1900, quando começou a haver registos das temperaturas, aponta um relatório esta semana divulgado.

Em 2018, a temperatura esteve 1,7 graus Celsius mais elevada do que a média dos últimos 30 anos e o aquecimento global foi duas vezes mais rápido do que a média mundial. O recorde absoluto data de 2016.

Os cinco anos mais recentes foram os mais quentes desde que há registos, de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que coordenou um relatório de referência, escrito por mais de 80 investigadores de 12 países.

Aquele organismo depende directamente da administração do presidente norte-americano, Donald Trump, que em Novembro rejeitou um relatório sobre os efeitos das alterações climáticas, da responsabilidade de investigadores federais. Apesar disso, a NOAA publicou este ano a 13.ª edição do relatório sobre o Árctico.

“O Árctico enfrenta uma transição repentina, sem precedentes na História da Humanidade”, advertiu Emily Osborne, do programa da NOAA de pesquisa do Árctico, citada pela Agência France Presse.

No Oceano Árctico, o gelo forma-se de Setembro a Março, mas a temporada tem-se encurtado nos últimos anos. O gelo é menos espesso, mais jovem e cobre menos o oceano. O gelo velho, com mais de quatro anos, reduziu-se em 95% em 33 anos.

Segundo o relatório da NOAA, cria-se um círculo vicioso em que o gelo mais jovem é mais frágil e derrete mais cedo na primavera, com menos gelo a significar menos capacidade de reflectir a luz solar, o que tem como resultado que o oceano absorve mais energia e aquece um pouco mais. Os doze anos de cobertura de gelo mais fraca são os últimos doze anos.

O relatório indica que nunca houve tão pouco gelo de inverno no mar de Bering, entre a Rússia e o Alasca, como em 2017-2018. Habitualmente, o inverno mais forte chega em Fevereiro, mas este ano o gelo derreteu naquele mês em proporções sem precedentes.

Donald Perovich, professor na Universidade de Dartmouth, no estado norte-americano de New Hampshire, refere que a perda de gelo atingiu “uma área do tamanho do estado [norte-americano] de Idaho”, cerca de 215.000 quilómetros quadrados em duas semanas de Fevereiro, um terço do território francês.

Por outro lado, de acordo com a NOAA, a aceleração do derretimento da camada de gelo na Gronelândia estabilizou.

ZAP // Lusa

Por ZAP
15 Dezembro, 2018

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1417: Catástrofe cósmica pode ter aniquilado tubarões pré-históricos gigantes

Mary Parrish / Wikimedia

A explosão de estrelas há 2,6 milhões de anos pode ter contribuído para a extinção em massa que varreu os oceanos pré-históricos da Terra, eliminando criaturas como o tubarão gigante conhecido como Megalodon.

Partículas cósmicas destas super-novas cobriram a superfície do planeta Terra de tal forma que podem ter causado cancro em grandes criaturas marinhas. Entre as fatalidades aparentes, encontrava-se o Megalodon – um tubarão do tamanho de um autocarro dos dias de hoje.

A teoria foi apresentada por Adrian Melott, um físico da Universidade do Kansas, nos EUA. “Não há nenhuma boa explicação para a extinção da megafauna marinha”, disse, citado pelo The Independent. “Esta pode ser uma. É essa mudança de paradigma – sabemos que algo aconteceu e, quando aconteceu, podemos pela primeira vez aprofundar e procurar as coisas de uma maneira definitiva”.

Para chegar a esta hipótese, Melott baseou-se no seu conhecimento sobre super-novas históricas e evidências do impacto que tiveram na Terra. Os antigos depósitos no leito do mar de isótopos de ferro – formas radioactivas de ferro – forneceram uma pista crucial.

As conclusões foram publicadas na revista Astrobiology a 12 de Dezembro. Melott afirmou que não havia outra forma de estes materiais chegarem à Terra, excepto devido a explosões de super-nova.

Mais apoio veio da estrutura do universo circundante. A Terra fica perto de algo chamado “Bolha Local” – uma enorme região de gás quente e denso que os astrónomos pensam que resultou de uma série de explosões de super-novas – a explosão de estrelas que atingiram o fim da sua vida. Devido à estrutura desta bolha, é possível que a Terra tenha sido banhada por raios cósmicos.

Durante este tempo, partículas chamadas “múons” teriam caído em grande número na superfície do planeta. Muóns – partículas elementares semelhantes a electrões muito pesados – penetram profundamente as criaturas vivas, incluindo humanos, e são responsáveis por cerca de um quinto da dose de radiação que recebemos.

Geralmente, isto não seria um grande problema. Porém, ao aumentar a exposição aos múons, os investigadores consideram que a radiação poderia ter levado a um aumento das taxas de mutação e cancro. Os maiores animais podem ter sido especialmente susceptíveis, uma vez que seriam atingidos por uma maior dose de radiação.

“Estimamos que a taxa de cancro aumentaria em cerca de 50% para algo do tamanho de um ser humano – e quanto maior, pior seria”, disse Melott. Isto poderia explicar porque é que o Megalodon, bem como um terço de outras grandes criaturas do mar, não conseguiu sobreviver na época seguinte da história do planeta, o Plistoceno.

Os eventos de extinção em massa estão ligados a mudanças climáticas drásticas. Embora raios cósmicos que bombardeiam a atmosfera também possam estar ligados a um clima em mudança, os autores admitem que esta é “uma afirmação controversa”.

ZAP // Phys

Por ZAP
15 Dezembro, 2018

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1395: A Gronelândia está a derreter mais depressa do que nunca

CIÊNCIA

Christine Zenino / wikimedia

Foram analisados mais de 350 anos para concluir que o manto de gelo da Gronelândia está a derreter mais rapidamente do que no ano passado. O ano de 2012 foi particularmente danoso.

Luke Trusel, da Universidade Rowan, nos Estados Unidos, coordenou uma equipa de cientistas que desenvolveu um registo, recuando até 1650 e analisando camadas de derretimento em núcleos de gelo do Oeste da Gronelândia.

“Os autores ligaram essas camadas a processos de derretimento mais amplos e actuais na Gronelândia” refere o resumo do estudo, que foi publicado recentemente na Nature. Os resultados levam os cientistas a concluir que o derretimento e o escoamento do manto aceleraram recentemente, fora do intervalo da variabilidade passada.

Além disso, segundo o Público, este trabalho permitiu confirmar que o derretimento da camada de gelo da Gronelândia começou a aumentar logo após o início do aquecimento do Árctico, em meados da década de 1800.

Nos últimos 350 anos, o derretimento da superfície em 2012 foi muito mais extenso. Já na década mais recente contida nos núcleos de gelo (2004-2013) observou-se um degelo mais sustentado e intenso do que qualquer outro período de dez anos registado.

Os autores avisam que “devido a uma resposta não linear do derretimento da superfície ao aumento das temperaturas do ar no Verão, o aquecimento atmosférico continuado levará a aumentos rápidos no escoamento do manto de gelo da Gronelândia e nas contribuições no nível do mar“, dado que o manto de gelo da Gronelândia é um dos principais factores naturais que contribui para a elevação do nível do mar.

O manto de gelo da Gronelândia é um importante marcador da evolução do planeta para os cientistas. Ano após ano, enquanto que o mundo aquece, a Gronelândia derrete.

No ano passado, em Junho, um outro estudo concluía que os glaciares e os cumes de gelo na Gronelândia não vão conseguir recuperar da actual situação, por exemplo.

Além disso, um outro estudo adiantava que o derretimento do gelo na costa da Gronelândia terá como consequência a subida do nível do mar em cerca de 3,8 centímetros até 2100. Um clima mais quente no futuro poderá mesmo trazer consequências graves.

ZAP //

Por ZAP
8 Dezembro, 2018

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1375: “O tempo está a esgotar-se”. David Attenborough prevê “colapso da civilização”

CIÊNCIA

Foreign and Commonwealth Office / Flickr

Se os governos nada fizerem, a civilização e o mundo natural estão em risco de colapsar. O alerta foi feito pelo naturalista britânico, David Attenborough, durante a Cimeira do Clima que decorreu na Polónia na segunda-feira.

“Neste momento, estamos a assistir a um desastre global, feito pelo homem, e que é a maior ameaça que enfrentámos em milhares de anos: as alterações climáticas”, disse o britânico de 92 anos. “Se não fizermos nada, o colapso da nossa civilização e de boa parte do mundo natural está no horizonte.”

David Attenborough, apresentador e narrador de programas sobre a vida selvagem da BBC, foi escolhido para representar a voz das pessoas do mundo na 24ª Cimeira da ONU para o Clima (COP24). Um dos principais objectivos da conferência é encontrar formas de aplicar o Acordo de Paris, celebrado em 2015.

A forma encontrada pelas Nações Unidas para dar voz aos anónimos foi, dias antes do arranque da conferência, pedir a pessoas de todo o mundo que enviassem as suas mensagens para que estas pudessem ser apresentadas aos cerca de 200 representantes de governo reunidos na Polónia.

Foi através de uma montagem, segundo o Observador, que a plateia assistiu às mensagens vindas de todos os cantos do planeta. “Não vêm o que se passa à vossa volta?”, pergunta uma jovem. “Já estamos a ver o impacto das alterações climáticas na China”, diz outra. “Isto costumava ser a minha casa”, diz outra, apontando para ruínas queimadas pelo fogo.

Nesta montagem são também apontados números: 95% dos inquiridos dizem já ter vivenciado de alguma forma as alterações climáticas, enquanto dois terços concluem que esta é a maior ameaça que o mundo enfrenta.

“As pessoas do mundo falaram: o tempo está a esgotar-se. Elas querem que vocês, os tomadores de decisão, ajam agora. Líderes do mundo, vocês têm de liderar. A continuação da civilização e do mundo natural, do qual nós dependemos, está nas vossas mãos”, concluiu Attenbrough na sua apresentação.

A COP24 decorre até dia 14 de Dezembro em Katovice. As novas tecnologias favoráveis ao clima, a população como líder da mudança e o papel da floresta são os temas centrais que a Polónia quer ver discutidos na reunião mundial do clima que começou no domingo.

ZAP // Live Science

Por ZAP
5 Dezembro, 2018

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1369: A Terra pode tornar-se num novo planeta Vénus (e a culpa é das alterações climáticas)

AOES Medialab / ESA
Conceito artístico da superfície de Vénus

Se as alterações climáticas causadas pela humanidade continuarem sem controlo, as consequências podem ser irreversíveis e podem transformar as condições no nosso planeta nas mesmas de Vénus.

No passado, o planeta Vénus já esteve coberto de água e terá sido habitável. Mas o planeta passou por uma mudança climática catastrófica: a atmosfera começou a reter demasiado calor e o surgimento de um grande número de buracos de ozono destruiu o segundo planeta do Sistema Solar, onde a temperatura actual atinge mais de 471ºC.

Estudos no planeta vizinho levaram os cientistas a procurar buracos de ozono no nosso planeta, segundo Ellen Stofan, directora do Museu do Ar e do Espaço do Instituto Smithsonian e ex-investigadora da NASA, que enfatiza que Vénus é um espelho que pode reflectir o futuro da Terra.

De acordo com o cientista planetário e astro-biólogo do Instituto de Ciência Planetária, David Grinspoon, apesar da sua aparência moderna horripilante, Vénus é muito semelhante à Terra – sendo até chamado a “gémea malvada” do Planeta Azul.

“Vénus é um laboratório para entender a física do clima e as mudanças climáticas de um planeta parecido com a Terra. É impossível aprender tudo o que se precisa saber sobre a mudança climática na Terra ao estudar apenas a Terra”, disse ao portal Space.

Daqui a algum tempo, à medida que o Sol começa a envelhecer, o nosso planeta percorrerá o mesmo caminho que Vénus, com a evaporação do oceanos num mundo descontrolado devido ao efeito estufa.

“Acho que Vénus é um aviso importante: o efeito estufa não é apenas uma teoria”, concluiu Stofan.

ZAP // Sputnik

Por ZAP
4 Dezembro, 2018

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1355: O bacalhau está em risco (e a culpa é das alterações climáticas)

CIÊNCIA

Terry Kearney / Flickr

O bacalhau pode deixar as águas da Noruega e sofrer uma redução drástica da população caso a temperatura global aumente mais do que 1,5 graus celsius, alerta uma investigação do instituto alemão Alfred Wegener.

De acordo com o estudo do Centro Helmholtz de Pesquisa Polar e Marinha, que realiza pesquisas nomeadamente nos oceanos Árctico e Antárctico, com as alterações climáticas e a subida das temperaturas há uma alta probabilidade de se perderem os actuais locais de criação do bacalhau.

Se a meta de conter o aquecimento global em 1,5 graus acima dos valores da era pré-industrial, conforme previsto no Acordo de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa, não for alcançada, com o aquecimento e acidificação do oceano, o bacalhau do Atlântico e o bacalhau polar serão forçados a procurar novos habitats no extremo norte e as populações podem diminuir, indica a investigação.

Os investigadores dizem que tal pode ser “desastroso”, porque o bacalhau polar é a mais importante fonte alimentar para as focas e aves marinhas do Árctico.

Ao mesmo tempo, os pescadores podem perder a região mais produtiva do mundo para a captura do bacalhau, localizada a norte da Noruega. Os resultados do estudo indicam que uma política climática rigorosa pode prevenir as piores consequências, quer para animais quer para seres humanos.

Há peixes, como o bacalhau, que preferem água fria e só desovam em água fria. O bacalhau do Atlântico, um dos alimentos preferidos dos portugueses, desova em águas entre três a sete graus e o bacalhau polar desova a temperaturas entre os zero e os 1,5 graus celsius. Os investigadores Flemming Dahlke e Daniela Storch defendem que esta dependência da água fria pode ser fatal para as duas espécies, devido às mudanças climáticas, especialmente o aquecimento das águas do Atlântico Norte e do Árctico.

A juntar-se a esse aquecimento, a menos que se reduzam drasticamente as emissões de dióxido de carbono e gases com efeito de estufa, vai acontecer a acidificação das águas. Porque quanto mais dióxido de carbono é lançado para a atmosfera mais se dissolve no oceano, onde na ligação com a água forma ácido carbónico, que acidifica quando decai.

“Isso significa que o bacalhau do Atlântico e o bacalhau polar serão duplamente stressados no futuro, o seu habitat irá aquecer e ao mesmo tempo acidificar“, diz Flemming Dahlke, ecologista marinho.

A investigação concentrou-se especialmente nos embriões, concluindo que no momento da eclosão os bacalhaus são muito sensíveis às mudanças das condições ambientais.

As descobertas dos cientistas indicam que nas duas espécies de bacalhau um mesmo que pequeno aumento da temperatura pode causar a morte dos ovos ou produzir deformações nas larvas. E com a acidificação da água, ainda que ela esteja a uma temperatura óptima, o número de embriões que não sobrevive sobe de 20% para 30%, de acordo com as experiências dos investigadores.

As costas da Islândia e da Noruega abrigam actualmente as maiores populações de bacalhau do Atlântico, onde são pescadas todos os anos cerca de 800 mil toneladas, no valor de dois mil milhões de euros.

ZAP // Lusa

Por ZAP
30 Novembro, 2018

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1342: O gelo no Monte Evereste está mais quente do que devia (e pode derreter)

CIÊNCIA

markhorrell / Flickr

O gelo do Monte Evereste está mais quente do que devia, o que significa que o glaciar será vulnerável aos efeitos futuros das alterações climáticas.

O Khumbu, o maior glaciar do mundo que está localizado nas encostas do Monte Evereste, registou temperaturas vários graus acima do normal, por isso é especialmente susceptível ao aquecimento global e pode afectar o acesso à água potável de cerca de 60 milhões de pessoas que vivem na região.

O estudo, publicado em 14 de Novembro no Scientific Reports, baseou-se em medições térmicas recolhidos no gelo do glaciar ao longo de vários meses em 2017 e 2018 em altitudes de até 5.200 metros acima do nível do mar.

Os especialistas fizeram furos de até 155 metros de profundidade no gelo, onde, posteriormente, colocaram sensores térmicos.

Desta forma, os investigadores determinaram que a temperatura mínima do gelo registada naquela profundidade era de apenas -3,3ºC, ou seja, dois graus acima da temperatura média anual do ar.

“Gelo quente é particularmente vulnerável às mudanças climáticas porque mesmo um pequeno aumento na temperatura pode provocar o derretimento”, disse Duncan Quincey, geógrafo da Universidade de Leeds, no Reino Unido e principal autor do estudo.

A alta temperatura do gelo é atribuída ao calor geotérmico, juntamente com o ar mais quente que vem de alturas mais baixas, e a água que se origina do derretimento. Isto pode gerar um ciclo de feedback positivo perigoso, já que a água absorve melhor o calor do que o gelo, que, quando derretido, é cercado, por sua vez, por uma quantidade maior de água.

“A temperatura interna tem um impacto significativo sobre a dinâmica complexa de um glaciar”, que é “uma parte crucial do abastecimento de água de milhões de pessoas na região de Hindukush e do Himalaia”, referiu Quincey.

De facto, esta é a área com mais gelo – excepto o Árctico e a Antárctida – e, por isso, é apelidada de “terceiro pólo”. Cerca de 60 milhões de pessoas dependem da água das montanhas do Monte Evereste.

A enorme quantidade de gelo é uma reserva valiosa de água potável. Por isso, o aumento da temperatura do gelo pode vir a afectar a população que dela depende, assim que o gelo comece a derreter.

ZAP // RT / Science Alert

Por ZAP
27 Novembro, 2018

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1332: Algumas regiões do planeta vão ter até seis desastres naturais simultâneos este século

CIÊNCIA

Hotli Simanjuntak / EPA

Os desastres naturais vão piorar no próximo século. Este é o alerta de um grupo de investigadores sobre alterações climáticas.

De acordo com um artigo, publicado a 19 de Novembro na revista Nature Climate Change, actualmente, a maioria dos lugares sofre apenas um desastre climático de cada vez. Mas até 2100, as regiões podem esperar lidar com vários desastres de uma só vez.

“Estamos a enfrentar uma ameaça enorme para a humanidade”, disse Camilo Mora, da Universidade do Havai. “Somos sensíveis aos perigos que já aconteceram e, infelizmente, estes riscos só vão piorar.”

Para entender melhor as ameaças que estão por vir, Mora e os seus colegas analisaram mais de três mil artigos científicos e descobriram 467 maneiras pelas quais as mudanças climáticas já afectaram a humanidade.

O relatório narra a forma como os riscos climáticos, como ondas de calor, incêndios florestais, inundações e aumento do nível do mar, afectaram doenças humanas, o suprimento de alimentos, economias, infra-estrutura, segurança, entre outros. “Eu não conseguia parar de estar assustado todos os dias para ser honesto”, disse Mora, principal autor do estudo.

A equipa de investigação criou um mapa mundial complementar e interactivo com base em projecções. A imagem demonstra a sobreposição de impactos da mudança climática nas populações humanas até 2100.

Na mudança do século, por exemplo, as pessoas em Nova York poderá enfrentar quatro riscos climáticos distintos, incluindo a seca, a elevação do nível do mar, as chuvas extremas e as temperaturas altas. Do outro lado do país, Los Angeles provavelmente enfrentará até três desastres. Regiões tropicais especialmente vulneráveis ​​do mundo poderão lidar com até seis ameaças de uma só vez.

O estudo prevê que as nações em desenvolvimento enfrentarão maiores perdas de vidas humanas, enquanto o mundo desenvolvido suportará uma grande carga económica associada a danos e adaptação.

Embora a mudança climática tenha sido estudada extensivamente, Mora disse que investigações anteriores isolam o impacto de um ou dois perigos em vez de fornecer uma visão geral das consequências do aquecimento global.

Os investigadores dão alguns exemplos: o aumento na temperatura atmosférica pode levar à evaporação da humidade do solo em locais secos, o que leva a secas, ondas de calor e incêndios florestais. Em locais húmidos, chuvas extremas e inundações podem acontecer. À medida que os oceanos aquecem, a água evapora rapidamente, causando furacões húmidos e com ventos fortes e tempestades devido ao aumento do nível do mar.

“É como ter um quebra-cabeça no qual todas as peças estão em todo o lado. Só se pode realmente ver a imagem quando todas as peças são colocadas juntas”, disse Mora.

Mora espera que a Ciência acabe por inspirar as pessoas a tornarem-se parte da solução. Mesmo os esforços de comunidades como o projecto Go Carbon Neutral do Havai, que visa compensar as emissões de carbono através da plantação de árvores, podem contribuir para mudar o curso da mudança climática. “Esta é uma luta que não podemos perder. Não temos nenhum outro planeta para onde ir”, rematou.

ZAP // Discover

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24 Novembro, 2018

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1301: Alterações climáticas podem ter feito desaparecer a mais antiga civilização da Terra

CIÊNCIA

Sara jilani / Wikimedia
Sítio arqueológico de Harappa, berço da civilização Harapeana, no Vale do Indo

Investigadores da Instituição Oceanográfica Woods Hole sugeriram que a antiga civilização do Vale do Indo, que se desenvolveu entre 3.300 e 1.300 anos a.C, desapareceu devido à migração causada pelas mudanças climáticas.

A civilização, também conhecida como Harappa, é a civilização mais antiga do mundo, tendo vivido na região do Paquistão, Afeganistão e noroeste da Índia. Recentemente, uma equipa de arqueólogos desvendou o mistério da sua longevidade – mas ainda ninguém tinha descoberto a razão do seu desaparecimento.

Os Harappas construíram cidades sofisticadas, inventaram sistemas de esgoto antes da antiga Roma e desenvolveram um comércio de longa distância.

No entanto, por volta de 1800 a.C, os seus membros deixaram as cidades e mudaram-se para cidades menores perto dos Himalaias. De acordo com o estudo, publicado a 13 de Novembro na revista Climate of the Past, terão sido as alterações climáticas a causar o esgotamento gradual da monção de verão e a intensificação das monções de inverno.

A equipa estudou sedimentos do fundo do mar ao largo da costa do Paquistão, onde encontrou fósseis de plâncton, que verificava a teoria de que a mudança na precipitação sazonal ocorreu naquela época.

De acordo com Liviu Giosan, líder do estudo, “as monções de verão inconstantes prejudicou a agricultura no Indo”. Apesar de chover em menor quantidade nos Himalaias, “pelo menos seria confiável“.

O fim definitivo

O investigador observou que ainda é desconhecido se “os Harappas migraram para o sopé dos Himalaias numa questão de meses, ou se essa migração ocorreu durante séculos”. “O que sabemos é que quando foi concluída, o estilo de vida urbano também acabou“, disse Giosan.

Liviu Giosan, Stefan Constantinescu, James P.M. Syvitski
A civilização do vale do Indo é a maior – mas a menos conhecida – das primeiras grandes culturas urbanas da Mesopotâmia

As chuvas dos Himalaias foram suficientes para manter a antiga civilização durante os séculos seguintes, mas quando estas também se esgotaram, a comunidade chegou ao seu fim definitivo.

“Não podemos dizer que desapareceram completamente devido ao clima”, alertou o geólogo. No entanto, apontou que a mudança nas monções poderia desempenhar um papel nesse processo.

É notável e há uma lição poderosa“, observou Giosan. “Se olharmos para a Síria e para a África, a migração dessas áreas tem algumas raízes nas alterações climáticas. Isso é apenas o começo – o aumento do nível do mar devido às mudanças climáticas pode levar a enormes migrações de regiões baixas como o Bangladesh, ou de regiões mais propensas a furacões no sul dos EUA”.

ZAP // EurekAlert

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18 Novembro, 2018

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1172: Graffiti pode revelar a verdadeira data da erupção que destruiu Pompeia

CIÊNCIA

ElfQrin / wikimedia
Ruínas de Pompeia com o vulcão do Monte Vesúvio ao fundo.

Esta terça-feira, as autoridades italianas anunciaram que a erupção vulcânica que destruiu a cidade romana de Pompeia, em 79 d.C., pode ter acontecido dois meses mais tarde do que pensavam os cientistas.

Até agora, pensava-se que a erupção que tinha soterrado a cidade de Pompeia debaixo de uma chuva de cinzas tinha acontecido a 24 de Agosto de 79 d.C.. No entanto, uma linha escrita em carvão na parede de uma sala investigada por arqueólogos acaba de mudar tudo: afinal, o desastre deve ter acontecido a 17 de Outubro de 79 d.C..

À medida que as escavações avançavam no sítio arqueológico de Pompeia, os cientistas começaram a duvidar da datação inicial, até que encontraram vestígios de romã, nozes e uvas prontas para serem usadas para fazer vinho. Estes vestígios indicavam que o desastre tinha acontecido durante o outono.

Mas o que, até hoje, não passavam de dúvidas, pode ser agora uma confirmação de que esses arqueólogos tinham mesmo razão. O Parque Arqueológico anunciou que os especialistas encontraram uma linha escrita em carvão na parede de uma sala que dizia: “XVI K Nov”, que, em português, significa “16º dia antes do primeiro de Novembro“, ou seja, 17 de Outubro.

Segundo o Observador, esta descoberta vem acentuar as desconfianças dos arqueólogos: afinal, a erupção vulcânica que destruiu Pompeia pode mesmo ter acontecido dois meses depois do calculado pelos cientistas.

De acordo com os especialistas, esta frase foi escrita numa área de uma casa que estava a ser renovada antes da erupção do Vesúvio. Ainda assim, defendem que não terá sido escrita muito antes, porque, como foi escrita em carvão, seria difícil que ela conseguisse sobreviver muito tempo a não ser que fosse preservada pelas cinzas do vulcão.

Apesar de os cientistas não saberem ao certo se a frase foi escrita no dia da catástrofe ou um dia antes, este graffiti indica uma data muito mais aproximada do dia da destruição total de Pompeia.

Alberto Bonisoli, ministro da Cultura, considerou a descoberta de “extraordinária”. “Hoje, com muita humildade, talvez reescrevamos os livros de história, porque datávamos a erupção na segunda metade de Outubro.”

Pompeia foi uma cidade do Império Romano, situada a 22 quilómetros de Nápoles, na Itália, no território do actual município de Pompeia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio, provocando uma intensa chuva de cinzas e sepultando completamente a cidade.

ZAP //

Por ZAP
19 Outubro, 2018

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1140: Leslie fez 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências

Carlos Barroso / Lusa
Apesar dos alertas do IPMA, algumas pessoas foram aos passadiços da Foz do Arelho, observar o mar e tirar fotografias.

A tempestade Leslie provocou 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências comunicadas à Protecção Civil, de acordo com o balanço mais actualizado desta autoridade.

De acordo com o comandante Rui Laranjeira, da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), todos os feridos apresentavam ferimentos ligeiros, ainda que tenham sido transportados a uma unidade de saúde parar receberem tratamento. A ANPC registou ainda três pessoas assistidas no local, que não necessitaram de ser levadas a unidades de saúde.

A tempestade Leslie fez ainda 61 desalojados, 57 dos quais no distrito de Coimbra, um em Leiria e três em Viseu.

Das 1.890 ocorrências registadas pela ANPC, 1.218 diziam respeito a quedas de árvores e 441 a quedas de estruturas, tendo o vento sido o fenómeno que causou maior número de ocorrências, segundo Rui Laranjeira.

De acordo com o comandante, o distrito de Coimbra foi o mais afectado, seguindo-se os de Aveiro, Leiria e Viseu. No terreno estiveram 6.373 operacionais e 2.002 meios terrestres.

A maioria das estradas cortadas devido ao mau tempo já foi reaberta, indicou Rui Laranjeiro, destacando-se o IC2, o IP3 e a A1, na região de Coimbra.

Centenas de milhares de habitações sem electricidade, pessoas desalojadas, estradas cortadas, voos cancelados, danos na via pública e árvores caídas, são o resultado da passagem da passagem da tempestade Leslie pelo continente.

Centenas de milhares de clientes a Norte do Tejo estão sem energia eléctrica desde a noite de sábado devido aos danos causados pela tempestade tropical Leslie, disse à Lusa a EDP Distribuição, classificando a situação de “muito grave”.

Face às previsões existentes, o INEM activou no sábado a sua Sala de Situação Nacional para acompanhar e articular com as restantes entidades de Protecção Civil os efeitos da passagem da tempestade.

Na Madeira, onde estavam inicialmente os maiores receios das autoridades, a tempestade passou ao início da tarde de sábado sem provocar grandes sobressaltos.

ZAP // Lusa

Por Lusa
14 Outubro, 2018

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