3008: Sapiens com herança neandertal migraram da Europa para o Médio Oriente

CIÊNCIA

Gleiver Prieto / University of Tübingen

Uma equipa de cientistas israelitas examinou restos de dentes que provam que os aurignacianos, uma civilização pré-histórica do Paleolítico Superior, migraram da Europa para o Médio Oriente há 40 mil anos atrás.

Acredita-se que este povo tenha aparecido pela primeira vez no Velho Continente 3 mil anos antes disso. De acordo com a Europa Press, os aurignacianos são conhecidos por produzirem ferramentas ósseas, artefactos, jóias, instrumentos musicais e pinturas rupestres.

A descoberta dos arqueólogos israelitas corrobora a teoria que, em vez de desaparecerem, os neandertais foram assimilados a populações modernas de imigrantes humanos na Europa.

Os seis dentes encontrados mostram que os aurignacianos chegaram a Israel, vindos da Europa, há cerca de 40 mil anos atrás, e que eram neandertais e homo sapiens. O estudo com os resultados foi publicado no mês passado na revista Journal of Human Evolution.

“Ao contrário dos ossos, os dentes ficam bem preservados porque são feitos de esmalte — a substância no corpo humano mais resistente aos efeitos do tempo”, explicou a líder da investigação, Rachel Sarig.

“A estrutura, forma e topografia na superfície dos dentes forneceram informações genéticas importantes. Conseguimos usar a forma externa e interna dos dentes encontrados na caverna para associá-los aos grupos hominídeos típicos: neandertal e homo sapiens”, acrescentou.

Rachel Sarig

Os resultados da análise aos dentes surpreenderam os investigadores, mostrando traços tanto de neandertais como de homo sapiens.

“Após a migração das populações europeias para essa região, houve uma nova cultura no Médio Oriente por um curto período, aproximadamente de 2 mil a 3 mil anos. Depois desapareceu sem motivo aparente. Agora sabemos algo sobre a sua ‘maquilhagem’“, disse Sarig.

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10 Novembro, 2019

 

3007: Encontrados dentes de um megalodonte numa caverna subaquática no México

CIÊNCIA

Mary Parrish / Wikimedia

Mergulhadores encontraram dentes de uma espécie pré-histórica de tubarão numa caverna subaquática no México.

De acordo com a Newsweek, os espeleólogos Erick Sosa Rodriguez e Kay Nicte Vilchis Zapata dizem que alguns dos dentes agora encontrados podem ter pertencido ao megalodonte (Carcharocles megalodon), um dos maiores tubarões que já viveu na Terra.

Os outros dentes podem pertencer a espécimes do tubarão-mako e do tubarão-serra — animais que ainda hoje existem —, mas os investigadores querem fazer uma análise mais aprofundada para ter a certeza das espécies envolvidas nesta descoberta.

A dupla de investigadores afirma que os dentes, encontrados na rede de cavernas subaquáticas cenote Xoc, próximas da cidade de Mérida, no México, podem datar do Plioceno (entre 5,3 e 2,6 milhões de anos) e do Mioceno (entre 23 e 5,3 milhões de anos).

Os investigadores afirmam que este é o segundo cenote na região onde foram encontrados dentes de um tubarão pré-histórico. Estudá-los poderá dar mais informações sobre as espécies que viveram na região há milhões de anos, quando partes da Península de Yucatán estavam submersas.

Acredita-se que o cenote Xoc, que só foi descoberto recentemente, seja a terceira maior caverna subaquática deste município mexicano, estendendo-se por cerca de 610 metros e atingindo profundidades de cerca de 90 metros.

O megalodonte, agora extinto, podia medir até 18 metros e pesar até 37 toneladas. Os fósseis mais antigos já encontrados têm cerca de 20 milhões de anos e os mais jovens datam de há 3,6 milhões de anos, indicando que este animal manteve o seu domínio durante cerca de 13 milhões de anos.

Durante a exploração da caverna, os investigadores também encontraram restos fossilizados de manta rays e ossos humanos.

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10 Novembro, 2019

 

2914: Cientistas descobrem que as piranhas têm sempre dentes novos à espreita

CIÊNCIA

As piranhas perdem os seus dentes velhos em grupos, um lado da boca de cada vez, com novos dentes a crescer como substitutos simultaneamente.

De acordo com o Science Alert, uma nova investigação descobriu que os dentes novos das piranhas estão à espera em ‘criptas’ debaixo dos dentes velhos, permitindo que assumam instantaneamente o controlo assim que os outros caem.

Os investigadores que descobriram este fenómeno odontológico incomum — mas que acontece várias vezes na vida de uma piranha — dizem que pode ter evoluído das principais necessidades deste animal para se proteger contra a perda de dentes (e por estar sempre pronto para se alimentar).

Pesquisas anteriores já tinham mostrado que as piranhas perdiam os dentes de um lado da boca de cada vez, mas o mecanismo exacto de como estes eram substituídos continuava a ser um mistério. Até agora. O estudo foi publicado na revista Evolution & Development.

“Penso que, de certa forma, encontrámos uma solução para um problema óbvio, mas que ninguém havia articulado antes”, diz o biólogo Adam Summers, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

“Os dentes formam uma bateria sólida que é trancada junta, e todos estão perdidos de uma só vez num lado do rosto. Os dentes novos usam os antigos como ‘chapéus’ até que estejam prontos para irromper. Por isso, as piranhas nunca ficam desdentadas, mesmo estando constantemente a substituir os dentes sem brilho por novos e afiados”.

Com uma dieta que pode ser capaz de mastigar carne, escamas, ossos e plantas, estes peixes não querem ficar sem um conjunto de dentes afiados — e este processo agora descoberto garante-lhes isso.

Ter os dentes entrelaçados provavelmente dá-lhes uma estabilidade extra ao mastigar, pois o stress espalha-se de forma mais uniforme. Porém, existe alguma variedade nos mecanismos de travamento usados por diferentes piranhas e pacus.

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27 Outubro, 2019

 

2467: Criança encontra dente gigante de mamute com 12 mil anos

CIÊNCIA

tyleringram / Flickr

Jackson Hepner, de 12 anos, encontrou um dente gigante de mamute lanoso enquanto passava férias com a sua família no estado norte-americano de Ohio.

Foi em Junho passado que a criança encontrou o dente, no condado de Holmes. Enquanto passeava pelo canal Honey Run e tirava fotografias com a sua família, Jackson encontrou um objecto que lhe cativou a atenção.

Depois de remover a lama que o cobria parcialmente, encontrou um dente enorme de um mamute. Estima-se que o achado tenha mais de 12 mil anos.

“Encontrei o dente de mamute a cerca de 9 metros da ponte onde tiramos algumas fotografias da família. Foi parcialmente enterrado (…) e estava fora da água no leito do rio”, escreveu a criança, numa carta divulgada pelo hotel onde a família se hospedou.

O achado de Jackson foi avaliado por cientistas do Geological Museum da Ohio State University, que concluíram que se trata de um terceiro molar superior de um mamute lanoso, uma vez que o dente tem sulcos marginais como os mamutes tinham para mastigar ervas e sementes que faziam parte da sua dieta.

O especialista Dale Gnidovec, do mesmo museu, estima que estes animais tenham vivido neste território em Ohio há cerca de 12.000 anos.

Jackson espera voltar a ter o enorme dente em mãos novamente. “Quero mostrá-lo aos meus amigos”, escreveu na mesma carta divulgada pela unidade hoteleira.

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18 Agosto, 2019