2733: DARPA quer editar o genoma dos soldados norte-americanos para os proteger “dos pés à cabeça”

MUNDO (ALUCINADO)

pexels.com

O Pentágono quer explorar a possibilidade de editar a composição genética de um soldado para o proteger contra ataques químicos e biológicos.

Por parecer um enredo de ficção científica, mas Steven Walker, director da Agência de Projectos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), revelou na passada segunda-feira que as Forças Armadas norte-americanas estão muito próximas de se tornar ainda mais intrusivas, caso os investigadores sejam capazes de editar, com sucesso, o genoma dos soldados.

A DARPA está a estudar esta possibilidade “para proteger um soldado no campo de batalha contra armas químicas e bacteriológicas controlando o seu genoma, garantindo assim que o genoma produz proteínas capazes de proteger automaticamente o soldado dos pés à cabeça”, explicou o responsável.

Walker reconheceu que a ideia pode soar um pouco heterodoxa, mas insistiu que os esforços de edição genética promovidos pela agência seriam, primordialmente, para proteger as tropas, e não para aprimorá-las. “Estas tecnologias são de uso dual: podemos usá-las para o bem ou para o mal. A DARPA está empenhada em usá-las para o bem, para proteger os nossos combatentes”, garantiu, num comunicado do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

A ciência ao serviço da defesa poderá fazer com que a DARPA vá ainda mais longe e consiga fornecer às Forças Armadas uma alternativa ao uso de vacinas. “Será impossível acumular vacinas e antivírus suficientes para proteger uma população inteira no futuro. No entanto, até agora, tudo o que temos é uma pesquisa”, advertiu Walker.

Ainda assim, segundo o Washington Examiner, o responsável sublinhou que é por este motivo que a DARPA está empenhada em reunir esforços para “transformar o corpo humano numa fábrica de anticorpos“.

Para que a técnica seja eficaz e útil, será necessário desenvolver ainda a capacidade de remover os genes editados – a chamada “remediação genética“. O programa Genes Seguros da DARPA terá com objectivo reverter os efeitos da já conhecida técnica de Redição genética CRISPR.

ZAP //

Por ZAP
29 Setembro, 2019

 

2541: Nave espacial da Força Aérea dos EUA está a orbitar secretamente a Terra…

O que andará a fazer?

A Força Aérea dos EUA gabou-se recentemente de que a sua nave/drone X-37B acaba de bater um recorde ao orbitar a Terra durante 719 dias consecutivos.

Se o recorde é uma façanha, o alvo da curiosidade não é este ato, mas sim, o que andará a nave a fazer lá em cima há tanto tempo?

Conforme o que é referido nas informações fornecidas pela Força Aérea norte-americana, este é o Projecto X-37B. O seu objectivo é desenvolver naves espaciais não tripuladas e reutilizáveis “para o futuro da América no espaço”. Estas serão assim capazes de hospedar experiências que podem ser levadas de volta à Terra para análise.

Mas o que é o Projecto X-37B?

A primeira coisa a entender é o que é afinal este projecto. Na realidade, tudo nasceu a 1999 na NASA com o “Projecto X-37”. Na altura, a agência americana foi responsável pelo projecto de um “avião espacial” fabricado pela Boeing. Sendo também parte de um desenvolvimento conjunto entre a NASA, a DARPA e a Boeing.

O avião é autónomo com a capacidade de ser operado remotamente. Além disso, a sua energia é obtida através de painéis solares que lhe permitem operar por longos períodos de tempo… neste caso, vários anos.

O futuro

Trata-se de uma aeronave que não requer muito dinheiro para ser construída e que também é reutilizável. Por isso, em 2004 a DARPA decidiu assumir o projecto para tarefas militares. Assim, levou a NASA a descartar os modelos X-37A que tinha na altura. A DARPA fez alguns ajustes e encomendou à Boeing melhorias que deram vida à X-37B. Nomeadamente, reduzindo o seu tamanho, aumentando as suas capacidades de comunicação e ainda a sua autonomia.

Corria o ano de 2010 e a Força Aérea dos EUA adoptava esta aeronave para missões classificadas como “Orbital Test Vehicle” (OTV). Segundo a informação pública da agência, até hoje esta aeronave completou quatro missões bem-sucedidas e estará com a quinta missão em andamento.

A primeira missão OTV durou 224 dias em órbita, enquanto a OTV-4 bateu o recorde ao passar 717 dias, 20 horas e 42 minutos em voo. Agora, o OTV-5 tem orbitado a Terra desde 7 de Setembro de 2017 e pretende estar lá por mais vários meses, embora não seja assim tão claro o que está lá a fazer.

De acordo com as informações do Daily Beast, o X-37B foi “concebido para transportar cargas úteis experimentais de câmaras de alta tecnologia de vários tipos, sensores electrónicos e radares de cartografia do solo”.

Em resumo, tecnologia tem muita, informação sobre o que anda a fazer existe pouca. Mas ainda vai lá ficar por muito tempo.

pplware
28 Ago 2019
Imagem: U.S. Air Force
Fonte: Space.com

artigo associado: Um avião espacial orbita a Terra há 719 dias (mas não se sabe porquê)

 

1313: Os balões da DARPA poderão pairar na borda do espaço para sempre

TECNOLOGIA

(dr) Project Loon

Um sensor que detecta a direcção do vento a quilómetros de distância permitirá que os balões de vigilância da DARPA pairem no limite do espaço indefinidamente.

Como o próprio nome indica, balões estratosféricos são balões que ficam na estratosfera, a camada da atmosfera da Terra que começa a aproximadamente 60.000 pés acima de sua superfície.

A NASA começou a utilizar estes balões na década de 1950. No entanto, o problema dos balões estratosféricos, que nem a NASA conseguiu resolver, é que esta estrutura não se mantém no mesmo lugar durante muitos dias. Os ventos da estratosfera espalham estes balões de uma forma que os cientistas ainda não conseguem prever.

Com parte do seu programa Adaptable Lighter-Than-Air (ALTA), a DARPA – a Agência de Projectos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos – está a testar um sensor, chamado Strat-OAWL, que usa lasers para deduzir a velocidade e direcção da rajada de vento que leva para longe um balão estratosférico.

Segundo o Futurism, esta dedução é feita através do brilho dos pulsos de laser em duas direcções. Isto é, parte da luz do laser reflete-se no ar, retornando à unidade do sensor, que analisa o seu comprimento de onda. As alterações no comprimento de onda permitem que o Strat-OAWL determine a velocidade do ar que reflete a luz, bem como a direcção na qual se move.

Assim, o balão estratosférico pode ajustar a sua altitude de modo a se encontrar com o vento favorável, ou seja, o vento que estiver a soprar na mesma direcção para onde o balão se quer mover, garantindo assim que este balão estratosférico permanece numa área indefinidamente.

É muito difícil prever de que forma os militares norte-americanos podem usar um balão estratosférico que nunca se move.

Alex Walan, responsável pelo ALTA, disse ao MIT Technology Review que não poderia revelar detalhes do papel militar da tecnologia, mas adiantou que os militares expressaram vontade de utilizar estes balões em operações de vigilância.

Em 2017, o almirante da Marinha dos Estados Unidos, Kurt Tidd, observou durante um simpósio de inteligência geoespacial que os militares acreditavam que os balões estratosféricos poderiam ter algumas “aplicações interessantes” se fossem capazes de permanecer no ar durante 180 dias ou mais.

“Achamos que os balões estratosféricos podem ter o potencial de ser uma grande plataforma de vigilância de longa duração”, disse Tidd. Se o sensor da DARPA funcionar, esta plataforma de vigilância pode estar à espreita na borda do espaço em breve.

ZAP //

Por ZAP
20 Novembro, 2018

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