1828: Alpes europeus podem ficar sem gelo até ao fim do século

© TVI24 (DR)

Os glaciares dos Alpes europeus vão perder metade do gelo até 2050, mesmo com redução de emissões de gases com efeito de estufa, e no final do século podem mesmo acabar, segundo um estudo divulgado esta terça-feira.

O estudo foi publicado na revista A Criosfera, da União Europeia das Geociências (EGU na sigla original), e apresentado hoje na Assembleia Geral da EGU, que decorre em Viena, Áustria, até sexta-feira.

Segundo a investigação, num cenário de aquecimento limitado os glaciares podem perder dois terços do gelo que têm hoje mas com um maior aquecimento o gelo pode desaparecer dos Alpes até 2100.

O estudo foi feito por uma equipa de investigadores da Suíça e dá as estimativas mais actualizadas e detalhadas sobre o futuro de todos os cerca de 4.000 glaciares dos Alpes.

Após 2050 “a evolução futura dos glaciares dependerá fortemente da evolução do clima”, disse o principal autor do estudo, Harry Zekollari, investigador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça. “No caso de um aquecimento mais limitado uma parte muito mais substancial dos glaciares poderá ser salva”, referiu.

Os responsáveis pelo estudo notam que o recuo dos glaciares terá um grande impacto nos Alpes, já que eles são importantes para o ecossistema, para a paisagem e para a economia da região, pelo turismo, mas também pelo fornecimento de água doce.

Usando modelos matemáticos e dados observacionais os investigadores traçaram várias estimativas. Matthias Huss, outro dos autores do trabalho, precisou que num cenário de emissões elevadas de gases com efeito de estufa no final do século restarão manchas de gelo isoladas, não mais de 5% do volume de gelo que há hoje. Em todos os cenários, com ou sem emissões, os Alpes perdem metade do gelo até 2050.

Daniel Farinotti, outro dos autores do estudo disse que “os glaciares dos Alpes europeus e a sua evolução recente são alguns dos indicadores mais claros das mudanças em curso no clima”.

A perda de gelo está a acontecer em todo o mundo. Um estudo divulgado na segunda-feira indica que os glaciares em todo o planeta perderam mais de nove triliões de toneladas de gelo (um trilião é a unidade seguida de 18 zeros) desde 1961, fazendo aumentar o nível do mar em 27 milímetros.

A equipa que fez o estudo, liderado pela Universidade de Zurique, combinou observações nos locais com informações de satélites sobre as 19 regiões glaciares do mundo.

Segundo o estudo, publicado na revista Nature, as maiores perdas de gelo aconteceram no Alasca, seguindo-se a região da Gronelândia e os glaciares dos Alpes.

A única área a ganhar gelo nos últimos 55 anos foi uma região no sudoeste da Ásia, tanto gelo quanto outra região da Ásia perdeu no mesmo período.

Investigadores identificam glaciar nos Alpes contaminado com micro-plásticos

Uma equipa de investigadores identificou pela primeira vez contaminação de micro-plásticos num glaciar dos Alpes, a 3.000 metros de altitude num parque nacional do norte de Itália.

A investigação foi dirigida por especialistas de universidades de Milão e demonstrou “pela primeira vez a contaminação de micro-plásticos num glaciar alpino”, disseram hoje os investigadores num comunicado com o título “Um glaciar de plástico”.

A contaminação foi quantificada em 75 partículas de plásticos – entre poliéster, poliamida, polietileno e polipropileno – por cada quilo de sedimento, um valor comparável aos níveis observados nos sedimentos marinhos e costeiros da Europa.

Com base nestes dados os investigadores estimam que a língua (projecção de gelo na parte frontal) do glaciar Forni, um dos mais importantes de Itália, “poderá conter entre 131 e 162 milhões de partículas de plástico”.

Sobre a origem desse plástico dizem que pode dever-se aos restos de material usado pelos alpinistas e pessoas que visitam o local, e também a partículas arrastadas pelo vento.

Os especialistas dizem que ainda não se tinha estudado a contaminação por plásticos de áreas de alta montanha, ainda que se saiba que o problema da contaminação existe em muitas regiões do planeta e que chegou mesmo às profundezas da Fossa das Marianas (no Oceano Pacífico, o local mais profundo dos mares).

msn meteorologia
Redacção TVI24
10/04/2019

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1501: Fissura na Estação Espacial foi feita por dentro, diz cosmonauta russo

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

O buraco da cápsula Soyuz terá sido perfurado a partir de dentro, afirma um cosmonauta russo. As amostras, que regressaram agora à Terra, estão a ser investigadas.

Em Agosto, a tripulação da Estação Espacial Internacional foi surpreendida ao saber da existência de um vazamento que provocou uma pequena perda na pressão do ar a bordo da estação. Há mistérios que nunca chegam a ser desmistificados, mas em relação ao pequeno buraco na cápsula Soyuz, tudo parece ser uma questão de tempo.

Os cientistas selaram o buraco de imediato, mas a sua causa permanece um mistério até então. No entanto, segundo o cosmonauta russo Sergey Prokopyev, a pequena fissura foi perfurada a partir do interior da cápsula.

A tripulação da Expedição 57 realizou uma “caminhada espacial sem precedentes” no dia 11 de Dezembro para determinar a causa do pequeno buraco na Soyuz. Depois de recolher várias amostras do lado de fora da nave, Sergey Prokopyev e Oleg Kononenko concluíram que o buraco foi perfurado a partir do interior, o que levanta ainda mais questões.

Inicialmente atribuído a um micro-meteorito, a fissura foi rapidamente determinada como resultado de uma perfuração. Apesar de não representar uma ameaça quer para a nave, quer para a tripulação, causava uma pequena queda na pressão do ar.

NASA
O orifício na nave Soyuz MS-09 antes de ter sido reparado com o selante especial

Os resultados da análise de Kononenko and Prokopyev foram revelados assim que regressaram à Terra. O buraco não representou nenhuma ameaça durante o retorno porque a secção onde apareceu foi descartada antes da reentrada na atmosfera da Terra.

No verão, surgiram rumores de que o buraco havia sido deliberadamente perfurado, quando a cápsula foi fabricada ou quando estava em órbita. Por sua vez, estes rumores geraram rumores ainda mais graves de que a fissura podia ter sido parte de uma tentativa de sabotagem.

No entanto, apesar de Prokopyev ter concluído que o buraco foi feito por dentro, rejeita a hipótese de que foi deliberadamente perfurado por um astronauta.

Apesar disso, tanto a NASA quanto as autoridades russas continuam convencidas de que causa do buraco permanece desconhecida e que tem de ser totalmente investigada. Como Prokopyev resumiu, “cabe aos órgãos de investigação julgar quando é que aquele buraco foi feito”.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
20 Janeiro, 2019

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1140: Leslie fez 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências

Carlos Barroso / Lusa
Apesar dos alertas do IPMA, algumas pessoas foram aos passadiços da Foz do Arelho, observar o mar e tirar fotografias.

A tempestade Leslie provocou 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências comunicadas à Protecção Civil, de acordo com o balanço mais actualizado desta autoridade.

De acordo com o comandante Rui Laranjeira, da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), todos os feridos apresentavam ferimentos ligeiros, ainda que tenham sido transportados a uma unidade de saúde parar receberem tratamento. A ANPC registou ainda três pessoas assistidas no local, que não necessitaram de ser levadas a unidades de saúde.

A tempestade Leslie fez ainda 61 desalojados, 57 dos quais no distrito de Coimbra, um em Leiria e três em Viseu.

Das 1.890 ocorrências registadas pela ANPC, 1.218 diziam respeito a quedas de árvores e 441 a quedas de estruturas, tendo o vento sido o fenómeno que causou maior número de ocorrências, segundo Rui Laranjeira.

De acordo com o comandante, o distrito de Coimbra foi o mais afectado, seguindo-se os de Aveiro, Leiria e Viseu. No terreno estiveram 6.373 operacionais e 2.002 meios terrestres.

A maioria das estradas cortadas devido ao mau tempo já foi reaberta, indicou Rui Laranjeiro, destacando-se o IC2, o IP3 e a A1, na região de Coimbra.

Centenas de milhares de habitações sem electricidade, pessoas desalojadas, estradas cortadas, voos cancelados, danos na via pública e árvores caídas, são o resultado da passagem da passagem da tempestade Leslie pelo continente.

Centenas de milhares de clientes a Norte do Tejo estão sem energia eléctrica desde a noite de sábado devido aos danos causados pela tempestade tropical Leslie, disse à Lusa a EDP Distribuição, classificando a situação de “muito grave”.

Face às previsões existentes, o INEM activou no sábado a sua Sala de Situação Nacional para acompanhar e articular com as restantes entidades de Protecção Civil os efeitos da passagem da tempestade.

Na Madeira, onde estavam inicialmente os maiores receios das autoridades, a tempestade passou ao início da tarde de sábado sem provocar grandes sobressaltos.

ZAP // Lusa

Por Lusa
14 Outubro, 2018

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