3563: Equipa da NASA está a operar a Curiosity a partir de casa

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

A equipa da NASA responsável por operar a Curiosity está a coordenar o rover destacado para explorar Marte a partir de casa devido à pandemia de covid-19, que já infectou mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo.

À semelhança de muitos outros trabalhadores em tempo de pandemia, os colaboradores da agência espacial norte-americana viram-se obrigados a adaptar as suas rotinas de trabalho, estando agora a operar a Curiosity a partir de casa.

Cada acção deste rover, que explora o Planeta Vermelho desde 2012, requer a colaboração de cerca de vinte pessoas, que desenvolvem e testam os comandos enquanto conversam entre si. Agora, estas conversas dão-se à distância.

“Normalmente, estamos todos na mesma sala, a partilhar ecrãs, imagens e dados. As pessoas conversam entre si em pequenos grupos em diferentes partes da sala”, disse Alicia Allbaugh, que chefia a equipa da Curiosity, citada num comunicado da NASA.

A especialista revelou ainda que agora é preciso mais tempo para tomar uma decisão, uma vez que todos trabalham a partir de suas casas e necessitam de coordenar cada etapa ou comanda através de aplicações de mensagens ou vídeo conferências.

A líder do grupo que coordenas estas investigações científicas, Carrie Bridge, confessou mesmo que precisa de controlar constantemente 15 chats e “fazes mais malabarismos” do que normalmente, em condições normais.

ZAP //

Por ZAP
18 Abril, 2020

spacenews

 

931: Estamos a viver um momento de crise oceânica global, alerta investigador

CIÊNCIA

(CC0/PD) Mariamichelle / pixabay

Mais de 90% do calor resultante do aumento de gases do efeito de estufa foi armazenado nos oceanos, segundo as conclusões que serão debatidas numa cimeira sobre as alterações climáticas em de Katowice, na Polónia.

Carlos García Soto, investigador do Instituto Espanhol de Oceanografia (IEO) que participou na reunião da ONU para o Relatório Mundial sobre o Estado do Meio Ambiente Marinho realizada em Nova York, nos dias 23 e 24 de Agosto, confirmou que os oceanos são a casa de mais de 90% do calor gerado pelos gases com efeito de estufa.

Entre as consequências já conhecidas, estão os efeitos na distribuição e sobrevivência da biota – nomeadamente os corais – a elevação do nível médio da água do mar com efeito nas populações e o desaparecimento progressivo do gelo do Árctico.

Além disso, esta percentagem elevada de calor afecta a salinidade, resultando numa maior estratificação da coluna de água, e, associada a esta última, a desoxigenação de grandes zonas profundas, assim como uma maior acidez provocada pelo dióxido de carbono (CO2).

Soto sublinha que estamos actualmente a viver um momento “de crise oceânica global em múltiplas frentes cuja solução requer o esforço de todos”.

Por este motivo, segundo o investigador do IEO, foi designada na reunião da ONU uma comissão de especialistas para a elaboração do novo relatório periódico do estado do meio ambiente dos oceanos, que deverá estar pronto em Julho de 2019.

O relatório periódico representa o mecanismo global da ONU para a vigilância do estado dos oceanos, “incluindo aspectos socioeconómicos de uma maneira sistemática”, refere Soto.

“Os oceanos não são uma fonte inesgotável de recursos e serviços, e também não têm uma capacidade de carga ilimitada”, explicou o cientista.

Uma gestão sustentada é a chave para a atingir o Objectivo de Desenvolvimento Sustentado número 14 da ONU, que aborda a conservação e o uso sustentável dos oceanos.

ZAP // EFE

Por ZAP
29 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 7 erros ortográficos ao texto original)

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