3341: Para salvar as baleias, cientistas querem contá-las a partir do Espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO

NOAA Photo Library / Wikimedia

Um aquário e uma empresa de engenharia em Massachusetts, nos Estados Unidos, estão a trabalhar em conjunto num projecto para proteger as baleias. Como? Controlando-as a partir do Espaço.

O New England Aquarium e a Draper planeiam utilizar dados de fontes como satélites, sonares e radares para perceber melhor quantas baleias existem nos oceanos, avança a agência Associated Press, citada pelo Business Insider.

Através desta recolha de dados, o projecto “Counting Whales From Space” (“Contando baleias a partir do Espaço” em tradução para Português) pretende criar um mapa que situa onde as baleias se encontram.

“Se as baleias estão a mover-se de uma área para outra, qual é a razão? É devido ao aquecimento do oceano? São mudanças nas rotas comerciais? São perguntas que poderemos começar a responder assim que tivermos os dados”, explica John Irvine, cientista de análise de dados que trabalha com a Draper.

De acordo com a mesma agência, a dupla investiu um milhão de dólares no projecto, quase 900 mil euros, e é esperado que este se desenvolva ao longo de vários anos. Actualmente, as pesquisas aéreas feitas através de aviões ou helicópteros são o método mais usado para contar baleias, no entanto, esta é uma abordagem cara, sujeita a más condições atmosféricas e que pode ser perigosa.

Os membros do projecto afirmam que o objectivo é desenvolver uma nova tecnologia que utilize algoritmos especialmente criados para processar todos os dados e usá-los para monitorizar baleias. A aparência exacta do produto final é um trabalho ainda em andamento, mas o objectivo é “uma vigilância global no movimento das baleias”.

A tecnologia poderá ser usada para monitorizar baleias em qualquer lugar dos oceanos, mas algumas das necessidades mais urgentes encontram-se perto de Nova Inglaterra, disse Vikki Spruill, a presidente do aquário.

As águas desta região no nordeste dos Estados Unidos são a casa de muitas baleias-francas-do-atlântico-norte, uma espécie ameaçada que conta apenas com cerca de 400 espécimes e que está em declínio populacional.

ZAP //

Por ZAP
10 Janeiro, 2020

spacenews

 

1472: A Rússia perdeu o controlo do seu único telescópio espacial

Astro Space Center of Lebedev Physical Institute.

A Rússia perdeu o controlo do seu telescópio espacial, o Spektr-R, devido a uma falha nos sistemas de comunicação, informou este sábado o director do Centro Aeroespacial do Instituto Físico da Academia de Ciências, Nikolai Kardashev.

O telescópio deixou de conseguir reconhecer as instruções enviadas pelo centro de controle da agência espacial russa Roscosmos, mas continua a enviar dados científicos para Terra, explicou a agência de notícias russa Ria Novosti. As autoridades russas estão a tentar recuperar o controlo do telescópio, adiantou a Agência Interfax.

“Há tentativas para solucionar o problema. Há vários sistemas de comunicação. Alguns estão a operar, e outros não. Este tipo de erro já ocorreu anteriormente. Tudo pode ainda vir a funcionar de novo. Assim esperamos”, afirmou Kardashev.

No entanto, as várias tentativas para recuperar o controlo do aparelho fracassaram até agora. Segundo adiantou uma fonte da Roscosmos à Interfax, o problema pode dever-se a um erro no sistema de comunicação de reserva do telescópio, o último que lhe resta.

A mesma fonte acrescentou que há mais de um ano que o observatório espacial opera apenas com este sistema de comunicações de reserva, após uma falha do sistema principal.

A vida útil do Spektr-R, um dos maiores telescópios já colocados no espaço, expirou em 2016, mas a Rússia prolongou o seu uso até 31 de Dezembro de 2019.

“O projecto de exploração do Universo na faixa de ondas de rádio com ajuda do telescópio espacial Spektr-R será encerrado se não conseguirmos restabelecer a comunicação e o controlo do aparelho”, informou o director do projecto, Yuri Kovalev.

ZAP // EFE / Sputnik News

Por EFE
12 Janeiro, 2019

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