4084: Esta descoberta desconcertante pode reescrever a história da Terra

CIÊNCIA/GEOLOGIA

esparta / Flickr

Este novo estudo fornece uma teoria completamente nova, mas desconhecida, de como os continentes da Terra se formaram há mais de três mil milhões de anos.

Uma nova investigação, levada a cabo por uma equipa da Universidade Curtin, na Austrália, encontrou novas evidências que levam os cientistas a sugerir que os primeiros continentes do nosso planeta não foram formados por sub-ducção num ambiente moderno de placas tectónicas, como se pensava até hoje.

Afinal, podem ter sido criados por um processo totalmente diferente. O artigo científico com as descobertas foi publicado na Geology no dia 19 de Junho.

O SciTechDaily explica que os investigadores mediram os isótopos de ferro e zinco nas rochas originárias do centro da Sibéria e da África do Sul, e chegaram o à conclusão que a composição dessas rochas pode ter-se formado num ambiente de não sub-ducção.

O líder da pesquisa, Luc-Serge Doucet, afirmou que os primeiros continentes foram formados no início da história da Terra há mais de três mil milhões de anos, mas a sua composição ainda é uma questão que permanece em aberto.

“Investigações anteriores sugeriram que os primeiros super-continentes se formaram por meio de sub-ducção e tectónica de placas, que é quando as placas da Terra se movem umas nas outras, moldando as montanhas e os oceanos”, esclareceu o investigador.

Este novo estudo descobriu que a composição química dos fragmentos de rocha “não era consistente com o que normalmente veríamos quando ocorre a sub-ducção”.

“Se os continentes fossem formados por sub-ducção e tectónica de placas, esperaríamos que a proporção de isótopos de ferro e zinco fosse muito alta ou muito baixa, mas as nossas análises revelam que a proporção de isótopos era semelhante à encontrada em rochas sem sub-ducção”, explicou Doucet.

Para alcançar estes resultados, a equipa usou uma técnica relativamente nova – conhecida como o método isótopo estável não tradicional -, que foi usada para identificar os processos que formaram as rochas continentais e o manto.

ZAP //

Por ZAP
31 Julho, 2020

 

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4034: O continente africano está a separar-se lentamente (e um novo oceano está a nascer)

CIÊNCIA/GEOLOGIA

University of Rochester

Na região de Afar, na Etiópia, as placas tectónicas da Arábia, Núbia e Somália estão lentamente a afastar-se umas das outras, um processo geológico complexo que deverá acabar por dividir África em duas e criar uma nova bacia oceânica daqui a milhões de anos. 

O destino tectónico do continente africano tem sido estudado durante várias décadas. Porém, novas medições de satélite estão a ajudar os cientistas a entender melhor a transição e a oferecer ferramentas valiosas para estudar o nascimento gradual de um novo oceano num dos pontos geologicamente mais únicos do planeta.

“Este é o único lugar na Terra onde se pode estudar a forma como a fenda continental se torna uma fenda oceânica”, disse Christopher Moore, estudante de doutorado da Universidade de Leeds, no Reino Unido, em declarações à NBC News.

Acredita-se que o novo oceano demorará cinco a dez milhões de anos a formar-se.

A crosta terrestre é composta por uma dúzia de grandes placas tectónicas, de formato irregular, lajes rochosas que constantemente se esmagam, sobem, deslizam por baixo ou se separam umas das outras.

A placa árabe está a afastar-se da de África há 30 milhões de ano, um processo que criou o Mar Vermelho e o Golfo de Áden entre as duas massas terrestres. A placa da Somália na África oriental também se está a estender para longe da placa da Núbia, descascando-se ao longo do Vale do Rift na África Oriental, que se estende pela Etiópia e Quénia.

No entanto, não se sabe o que está a causar a separação do continente. Alguns pensam que um enorme conjunto de rochas super-aquecidas que sobe do manto sob o leste da África pode estar a impulsionar a fenda continental da região.

Nos últimos anos, os instrumentos GPS revolucionaram este campo da ciência, permitindo que os cientistas fizessem medições precisas da forma como o solo se move ao longo do tempo. Observações detalhadas por satélite combinadas com estudos de campo também podem ajudar os cientistas a perceber o que está a acontecer no subsolo na região de Afar. Porém, se a área é um laboratório vivo para estudar a fenda, o ambiente não facilita.

“Chama-se inferno de Dante”, disse Cynthia Ebinger, geofísica da Universidade de Tulane, à NBC News. “A cidade habitada mais quente da superfície da Terra fica em Afar. As temperaturas diurnas costumam chegar a 54ºC e arrefecem para 35ºC à noite.”

Algumas das investigações de Ebinger concentraram-se numa fenda gigante de 55 quilómetros que se abriu no deserto da Etiópia em 2005. A divisão violenta foi equivalente a várias centenas de anos de movimentação de placas tectónicas em apenas alguns dias.

Desde então, o trabalho de Ebinger concentrou-se no que desencadeia estes eventos extremos.  A geofísica acredita que a pressão acumulada pelo aumento do magma pode estar a desencadear os eventos explosivos vistos na região de Afar.

Com o tempo, estes eventos irão remodelar o continente africano. Cada limite de placa na região de Afar está a espalhar-se em velocidades diferentes, mas as forças combinadas dessas placas estão a criar o que é conhecido como sistema de cordilheira no meio do oceano, onde eventualmente um novo oceano se formará.

“O Golfo de Áden e o Mar Vermelho inundarão a região de Afar e o Vale do Rift na África Oriental e tornar-se-ão um novo oceano, e esta parte da África Oriental tornar-se-á um pequeno continente separado”, disse Ken Macdonald, geofísico marinho da Universidade da Califórnia, à NBC News.

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Parte da crosta terrestre foi sendo perdida durante as eras geológicas. De acordo com especialistas, a parte da crosta que…

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As três placas estão a separar-se em velocidades diferentes. A placa árabe está a afastar-se da de África a uma taxa de cerca de 2,5 centímetros por ano, enquanto as duas placas africanas estão a separar-se ainda mais lentamente.

O processo de ruptura pode estar a ocorrer num ritmo glacial, mas os cientistas dizem que há sinais claros de que a transição está a ocorrer. À medida que as placas se separam, o material do interior da Terra move-se para a superfície e forma uma crosta oceânica nas cordilheiras.

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22 Julho, 2020

 

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2708: Continentes subterrâneos podem ser tão antigos quanto a Terra

CIÊNCIA

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Cientistas apuraram que os continentes subterrâneos, por debaixo da superfície terrestre, podem ser tão antigos quanto o próprio planeta Terra.

Um novo estudo sugere que os continentes subterrâneos podem ser tão antigos quanto a própria Terra. Os investigadores apontam que estes podem ter-se formado quando um antigo oceano de magma se solidificou na superfície do planeta há 4,5 mil milhões de anos.

Desde os anos 70 que os cientistas têm conhecimentos destes continentes subterrâneos, que “vivem” por debaixo da camada superficial da Terra. Durante os terramotos, a reverberação atinge algumas lombas quando passa por estes enormes pedaços de pedra. Apesar de conseguirem identificar a sua localização, os cientistas não sabem quando é que estas estruturas surgiram.

Segundo o GeoSpace, alguns cientistas sugerem que estas concentrações rochosas são pedaços do planeta que mergulharam no manto da Terra e se amontoaram ao longo do tempo. Contudo, o novo estudo publicado em Julho na revista científica Journal Geochemistry, Geophysics, Geosystems, retrata uma realidade diferente.

Os investigadores teorizam que estes continentes subterrâneos podem ser tão antigos quanto a própria Terra, sobrevivendo ao intenso historial vulcânico do nosso planeta.

Para chegarem a esta conclusão, os cientistas reuniram amostras geológicas de vários pontos do planeta onde se sabia existirem esta formações rochosas subterrâneas. Segundo o LiveScience, as amostras do interior do planeta carregam isótopos antigos, ou versões de átomos, como o hélio-3, que foram forjados durante o Big Bang.

No passado, alguns geólogos acreditavam que as plumas mantélicas chegavam à superfície em linhas rectas, mas, na verdade, sabe-se agora que estas sofrem ricochetes, mudando a sua direcção à medida que sobem até à superfície.

“É uma estrutura mais robusta para tentar responder a essas perguntas em termos de não fazer essas suposições de material verticalmente crescente, mas sim para levar em conta o quanto estas plumas desviaram”, disse o co-autor do artigo Curtis Williams.

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25 Setembro, 2019

 

2274: A Terra primitiva tinha continentes que desapareceram sem deixar rasto

Simone Marchi

Os continentes podem ter emergido do mar muito antes do que se pensava, mas foram destruídos, desaparecendo sem deixar rasto.

Esta é a conclusão de um novo modelo de radioactividade das rochas antigas da Terra, que questiona os actuais modelos de formação da crosta continental.

Cientistas da Universidade de Adelaide, na Austrália, publicaram dois estudos – um na revista Precambrian Research e outro na revista Lithos – sobre um modelo de radioactividade da rocha há milhares de milhões de anos que concluiu que a crosta continental terrestre pode ter sido mais espessa muito antes do que os modelos actuais sugerem, havendo continentes há quatro mil milhões de anos.

“Usamos este modelo para perceber os processos evolutivos da Terra primitiva até ao presente e sugerimos que a crosta antiga sobrevivente dependeu da quantidade de radioactividade nas rochas – e não aleatoriamente“, disse Derrick Hasterok, do departamento de Ciências Terrestres da Universidade de Adelaide e do Centro Manson para a Geociência em comunicado.

“Se o nosso modelo se mostrar correto, talvez seja necessária uma revisão em muitos aspectos da nossa compreensão da evolução química e física da Terra, incluindo a taxa de crescimento dos continentes e possivelmente até o início das placas tectónicas“.

Hasterok e o seu aluno de doutorado, Matthew Gard, compilaram 75.800 amostras geoquímicas de rochas ígneas – como o granito – com idades estimadas da formação nos continentes. Estimaram a radioactividade nessas rochas hoje e construíram um modelo de radioactividade média de quatro mil milhões de anos até ao presente.

Todas as rochas contêm radioactividade natural que produz calor e aumenta a temperatura na crosta quando decai. Quanto mais radioactiva uma rocha, mais calor produz”, explicou. “As rochas tipicamente associadas à crosta continental têm maior radioactividade que as rochas oceânicas. Uma rocha de quatro mil milhões de anos teria cerca de quatro vezes mais radioactividade quando foi criada em comparação com hoje”.

Mas os cientistas descobriram um deficit inesperado no nível de radioactividade em rochas com mais de dois mil milhões de anos. Quando corrigiram a produção de calor, devido à maior radioactividade que estaria presente, o deficit desapareceu.

“Achamos que teria havido mais rochas parecidas com granito – ou do tipo continental – mas, devido à maior radioactividade e, portanto, ao calor mais elevado, derretiam ou eram facilmente destruídas pelo movimento tectónico. É por isso que estas crostas continentais não aparecem no registo geológico”.

“Os nossos modelos predominantes sugerem que continentes eventualmente cresceram para fora dos oceanos à medida que a crosta se tornava mais espessa. Mas achamos que pode ter havido uma quantidade significativa de crosta continental, ainda que muito instável muito mais cedo”.

Martin Hand diz que o novo modelo pode ter implicações importantes para monitorizar os efeitos do aquecimento global. Os investigadores afirmam que o novo modelo de radioactividade também pode ajudar na busca de rochas quentes com potencial geotérmico e pode ser usado para produzir modelos mais precisos sobre a maturação de óleo em bacias sedimentares.

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5 Julho, 2019

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1572: Investigadores descobrem o “berço” de todos os continentes da Terra

NASA

Os continentes da Terra poderão ter nascido por baixo de uma cordilheira gigante, como a Cordilheira dos Andes.

O estudo de Ming Tang, da Universidade Rice, publicado na revista Nature Communications, sugere que a crosta terrestre do Planeta Azul se formou muito profundamente, por baixo dos grandes arcos continentais montanhosos.

“Se as nossas conclusões estiverem corretas, cada pedaço de terra em que estamos sentados teve o seu início em algum local como os Andes ou o Tibete, com superfícies muito montanhosas“, afirmou Ming Tang ao Science Daily.

Os investigadores afirmam que, para entender como exactamente se formaram os continentes e de que maneira cresceram ao ponto de cobrir 30% do planeta, há que prestar atenção a dois elementos químicos “gémeos”, que estão entre os elementos mais raros da Terra: nióbio e tântalo.

“Têm propriedades químicas muitos semelhantes e comportam-se de maneira quase idêntica na maioria dos processos geológicos”, explicou Tang.

O cientistas observou que “em média, as rochas da crosta continental têm aproximadamente 20% menos nióbio do que deviam, em comparação com o que vemos noutros lugares” e que o mistério da formação dos continentes poderia ser encontrado com a descoberta do “nióbio perdido”.

E parece que os investigadores encontraram uma explicação para este fenómeno. Tang e a sua equipa descobriram que, a temperaturas superiores a 1.000ºC, o mineral conhecido como rútilo retêm as suas proporções normais entre nióbio e tântalo. Contudo, quando as temperaturas são inferiores a esse valor, o material começa a “preferir” o nióbio.

Segundo Tang, o único local conhecido com este conjunto de condições encontra-se por baixo dos arcos continentais, como os Andes.

O autor do estudo sublinhou a importância do achado, afirmando que os ditos arcos são os “componentes básicos dos continentes” e que são “como um sistema mágico que une tudo, desde os clima e as concentrações de oxigénio na atmosfera até aos depósitos de mineral”.

ZAP // Russia Today

Por ZAP
9 Fevereiro, 2019

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