2741: NASA desenha “transformers” para explorar luas de Saturno

CIÊNCIA

A agência espacial norte-americana (NASA) está a desenhar um novo robô, uma espécie de transformer, para explorar mundos com terrenos mais complicados, como é o caso de algumas luas de Saturno.

Através da sua página oficial, a NASA anuncia que está a desenvolver um novo conceito de robô, o Shapeshifter, projectado para rolar, voar, flutuar e até nadar em mundos mais complicados e distantes, como é o caso das luas de Saturno.

Os testes estão a ser desenvolvidos no no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, onde os cientistas estão já a testar um protótipo tridimensional deste explorador incomum.

O novo engenho, que parece um pequeno drone colocado no interior de uma jaula de hamster, tal como o descreve a agência espacial, consegue dividir-se ao meio. Uma vez que as partes se encontrem separadas, as duas metades elevam pequenas hélices, que tornam o dispositivo capaz de voar.

Contudo, estes pequenos transformers impressos em 3D são só o começo: a NASA imagina que uma série de até 12 destes robôs possa ser transformada numa sonda de natação ou numa equipa de exploradores de cavernas.

O Shapeshifter, de montagem automática, foi criado a partir de outros pequenos robôs, os cobots. Estas unidades mais pequenas, também dotadas com uma pequena hélice, são capazes de se mover de forma independente e sobrevoar superfícies ou falésias.

Na prática, um só robô guarda, na verdade, vários outros capazes de se adaptarem para melhor explorar um terreno mais difícil.

Ali Agha, investigador principal do JPL, acredita que o Shapeshifter pode ser útil numa missão a Titã, uma das luas de Saturno. Este planeta, recorde-se, é o único do Sistema Solar que tem líquidos na forma de lagos, rios e mares de metano à sua superfície.

“Temos informações muito limitadas sobre a composição da superfície [de Titã]. Terreno rochoso, lagos de metano, vulcões criogénicos. Podemos podemos ter tudo isso, mas não sabemos ao certo”, afirmou Agha, citada em comunicado.

“Por isso, pensamos em criar um sistema versátil e capaz de atravessar diferentes tipos de terreno, sendo também suficientemente compacto para ser lançado num foguete”, disse.

Tal como frisou Jason Hofgartner, que é também cientista do JPL, alguns dos lugares de mais difícil acesso são os mais interessantes do ponto  de vista científico. E, por esse mesmo motivo, o Shapeshifter pode ser importante em missões futuras.

ZAP //

Por ZAP
30 Setembro, 2019

 

2736: Novo avião hipersónico vai permitir voar de Londres a Sidney em 4 horas

DINHEIRO

A Agência Espacial do Reino Unido anunciou a construção da “primeira ponte espacial do mundo” graças a um verdadeiro avião espacial

A Agência Espacial do Reino Unido anunciou esta semana, na Conferência Espacial do Reino Unido 2019, que vai trabalhar com a Agência Espacial Australiana para a construção da “primeira ponte espacial do mundo”.

O projecto, nomeado de Synergetic Air-Breathing Rocket Engine (SABRE), está a ser desenvolvido pela Reaction Engines, que conta com o financiamento da BAE Systems, da Rolls-Royce e da Boeing HorizonX.

O resultado do projecto promete ser uma boa surpresa para os entusiastas dos voos supersónicos. A barreira do som não era quebrada desde que o Concorde parou de voar em 2003. Em Abril deste ano, a Reaction Engines anunciou testes bem-sucedidos, que simulavam uma velocidade três vezes mais alta do que a do som. Ou seja, 50% mais rápido que a velocidade do já defunto Concorde, que conseguia fazer a viagem entre Nova Iorque e Paris em cerca de 3,5 horas, e corresponde ao recorde de velocidade dos jactos mais rápidos já feitos.

No entanto, de acordo com a CNN, o motor está a ser construído para que possa atingir cinco vezes mais do que a velocidade do som. O SABRE “respira” o ar da atmosfera, o que permite uma maior eficiência do combustível e diminuição do peso. Em comparação com os outros motores existentes, o SABRE sai na frente, uma vez que, todos os outros precisam transportar o seu próprio suprimento de oxigénio.

“Os foguetões realmente não progrediram nos últimos 70 anos, enquanto os motores aeronáuticos tornaram-se muito eficientes. No entanto, ao combinar um motor aeronáutico e um foguetão, pode-se ter um sistema de propulsão muito leve e eficiente e, na prática, criar um avião espacial”, explica Shaun Driscoll, director de projectos da Reaction Engines, na Conferência Espacial do Reino Unido 2019.

Diário de Notícias
DN/Dinheiro Vivo
29 Setembro 2019 — 11:57

 

2339: Protestos, detidos e estado de emergência. Um super-telescópio está a agitar o Havai

occupyhilo / Flickr
Manifestantes estão contra a construção do Thirty Meter Telescope no Mauna Kea, no Havai

Centenas de manifestantes estão reunidos, na base da montanha Mauna Kea, no Havai, para contestar a construção no seu pico de um super-telescópio, avaliado em mil milhões de dólares.

Segundo o Washington Post, os anciãos havaianos, conhecidos como kupuna, e outras centenas de manifestantes estão a bloquear a estrada de acesso à montanha Mauna Kea, sentando-se em cadeiras ou ficando algemados numa grade de metal.

Para os havaianos nativos, esta montanha é um local sagrado. Para os astrónomos, no entanto, representa um dos melhores sítios do planeta para observar o Espaço.

“Não queremos o telescópio nesta montanha. Esta montanha representa mais do que um edifício que agora querem construir. Esta montanha representa a última coisa que eles querem levar e que nós não lhes vamos dar”, afirmou Walter Ritte ao Hawaii News Now.

Em causa está a construção do Thirty Meter Telescope (TMT) – Telescópio de Trinta Metros em Português -, assim baptizado pelo diâmetro do seu espelho. Este é um projecto de 1,4 mil milhões de dólares que, segundo o governador do Havai, David Ige, seria para começar na segunda-feira.

(dr) Thirty Meter Telescope
Representação artística do Thirty Meter Telescope

Durante a semana, mais de 30 manifestantes foram detidos e, esta sexta-feira, o governador decidiu declarar o estado de emergência e autorizou o estado a tomar medidas de emergência e a levar para o local a guarda nacional, escreve o New Scientist.

Foi em 2009 que o Mauna Kea foi escolhido para receber o TMT, por causa da sua elevação e céu limpo. O telescópio vários metros de altura e vai proporcionar aos astrónomos uma oportunidade de observar melhor planetas, estrelas, galáxias e buracos negros.

Os protestos pacíficos começaram em 2014, durante a cerimónia da colocação da primeira pedra no local e, no ano seguinte, conseguiram impedir o início da sua construção. Mais tarde, o Supremo Tribunal do Havai confirmou a decisão do Conselho Estatal de Terras e Recursos Naturais de conceder uma licença de construção. E então, em Junho de 2019, a agência permitiu que a construção do TMT avançasse.

O Departamento de Terras e Recursos Naturais do estado deu uma concessão de terra à Universidade do Havai e a outros grupos para a construção de observatórios. Antes do TMT, o pico da montanha já abrigava outros 13 telescópios, cujo trabalho está agora em suspenso, uma vez que os funcionários foram evacuados devido aos protestos.

“Estamos a perder todas as coisas pelas quais somos responsáveis enquanto havaianos. Somos responsáveis pelos nossos oceanos, pela nossa terra, pelas nossas gerações futuras”, continua Ritte.

Caso a ideia não vá para a frente, o Thirty Meter Telescope tem um plano B: mudar-se para La Palma, nas Ilhas Canárias, em Espanha.

ZAP //

Por ZAP
19 Julho, 2019

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2260: De olhos postos na matéria escura, Portugal junta-se a oito países para construir observatório de raios gama nos Andes

CIÊNCIA

Hugo Ortuño Suárez / Flickr

Portugal e mais oito países juntam-se a partir desta segunda-feira numa colaboração internacional para construir um observatório de raios gama na região dos Andes, para procurar sinais de matéria escura no centro da Via Láctea. O projecto deverá estar a funcionar dentro de 8 a 10 anos.

O anúncio foi feito em comunicado pelo Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), que representa a participação portuguesa.

Além do LIP, estão envolvidos mais 37 institutos de investigação, oriundos da Alemanha, Argentina, Brasil, Estados Unidos, Itália, México, Reino Unido e República Checa. A concretizar-se a sua construção, será o primeiro observatório de raios gama no hemisfério sul. Já existe um do género, mas no hemisfério norte, no México.

Em declarações à Lusa, o presidente do LIP, Mário Pimenta, disse que o projecto da infraestrutura será concluído em 2022 para que o consórcio possa avançar com candidaturas a financiamento para a obra, que demorará cinco anos.

Mário Pimenta estima em pelo menos 50 milhões de euros o custo da construção do observatório, que incluirá vários tanques de água colocados a uma altitude superior a 4.400 metros para detectar partículas de alta energia através da sua interacção com a água.

O presidente do LIP espera que, angariadas as verbas, o observatório de raios gama no hemisfério sul (SWGO) possa estar a funcionar num prazo de oito a dez anos.

O SWGO servirá para detectar raios gama de energia mais alta, “partículas de luz biliões de vezes mais energéticas do que a luz visível”, permitindo aos físicos descortinarem a origem dos raios cósmicos de alta energia e procurarem partículas de matéria escura e desvios em relação à Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, refere o comunicado do LIP.

Segundo o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, o “campo de visão amplo do SWGO torna-o ideal” para procurar emissões de raios gama “vindas de regiões extensas do céu, como as chamadas bolhas de Fermi”, estruturas com dimensões comparáveis à Via Láctea e “ricas em matéria escura”, bem como “fenómenos inesperados”, como a fusão de duas estrelas de neutrões, que dá origem a um buraco negro (região de onde nem a luz escapa).

O LIP destaca que a localização do SWGO, no hemisfério sul, possibilitará “observar directamente a região mais interessante da Via Láctea”, o seu centro, que tem um buraco negro quatro milhões de vezes “mais pesado” do que o Sol.

O SWGO parte das experiências feitas com o observatório no México, o HAWC, que detecta, a elevada altitude, “os chuveiros de partículas produzidos pelos raios gama primários que atingem a atmosfera”, mas também irá explorar “novas tecnologias que permitam aumentar a sensibilidade e baixar o limiar de energia do detector”.

Realçando a importância do SWGO, o LIP assinala que o estudo das emissões de raios gama de muita alta energia, que podem durar segundos ou dias, requer a observação contínua de “grandes porções do céu, sensíveis às energias acima do alcance” das observações por satélite e um trabalho em conjunto com outros observatórios, de fotões, neutrinos e ondas gravitacionais.

O Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas lembra que a detecção directa dos raios gama primários só pode ser feita com telescópios espaciais, como o Fermi, mas a tecnologia usada é mais onerosa, limitando o tamanho dos detectores e a sua sensibilidade.

Telescópios terrestres como os de Cherenkov permitem detectar, igualmente, raios gama de alta energia, mas, ao contrário do observatório SWGO proposto, têm “tempos de observação e campos de visão limitados”, apesar de “muito precisos”. Um desses telescópios está instalado na ilha espanhola de La Palma, nas Canárias.

ZAP // Lusa

Por ZAP
1 Julho, 2019

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1823: NASA e MIT fabricam um novo tipo de asa que muda de forma durante o voo

A asa revolucionária consiste em células com centenas de minúsculas peças que são deformáveis e permitem controlar as manobras do avião. Tornam a produção e manutenção mais eficientes..

Uma equipa de engenheiros da NASA e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) construiu e testou um tipo radicalmente novo de asa de aeronave, montada a partir de centenas de pequenas peças idênticas, que permitem a mudança de forma durante o voo para controlar as manobras da aeronave e tornam a produção e a manutenção mais eficientes, de acordo com os investigadores.

As asas da NASA, em vez de exigirem superfícies móveis separadas – aileronspara controlar o giro e a inclinação do avião – como as asas convencionais, permitem com este novo sistema de montagem deformar toda a asa, ou partes dela, incorporando uma mistura de componentes rígidos e flexíveis na sua estrutura. Estes pequenos subconjuntos, que são aparafusados para formar uma estrutura aberta e leve, são cobertos com uma fina camada de material polimérico semelhante à estrutura.

O resultado é uma asa que é muito mais leve e, portanto, muito mais eficiente no uso de energia, do que aquelas com desenhos convencionais, sejam de metal ou compósitos (fibra de vidro, carbono ou cerâmica). Como a estrutura, composta de milhares de pequenos triângulos como pontas de fósforos, permite que a maior parte da superfície seja um espaço vazio, é formado um “meta-material” mecânico que combina a rigidez estrutural de um polímero semelhante à borracha e a extrema leveza e baixa densidade de um aerogel, indicam os criadores. A nova abordagem da construção da asa poderia permitir uma maior flexibilidade no projecto e fabricação de futuras aeronaves, e já foi testado num túnel de vento pela NASA.

Benjamin Jenett, um dos autores da investigação como estudante de pós-graduação no Centro de Bits e Átomos do MIT, explica que cada uma das fases de um voo (descolagem e aterragem, cruzeiro, manobras) tem o próprio conjunto de parâmetros de asa ideais. Assim, uma asa convencional é necessariamente um projecto geral que não é optimizado para nenhuma das fases de voo e, portanto, sacrifica a eficiência. Uma asa que é constantemente deformável poderia fornecer uma melhor aproximação da melhor configuração para cada fase.

A nova asa foi projectada para ser tão grande quanto poderia ser no túnel de vento de alta velocidade da NASA no Centro de Pesquisas Langley, onde se apresentou até um pouco melhor do que o esperado, diz Jenett. O mesmo sistema poderia ser usado para fazer outras estruturas, incluindo lâminas de turbinas eólicas em forma de asa, onde a capacidade de montar no local poderia evitar os problemas de transporte cada vez maiores das pás. Asas similares estão a ser desenvolvidas para construir estruturas espaciais e eventualmente ser úteis para pontes e outras estruturas de alto desempenho.

Diário de Notícias
08 Abril 2019 — 13:42

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1728: A nova geração de telescópios vai descobrir vida extraterrestre?

Portugal e mais seis países assinam em Roma acordo para a construção do maior radiotelescópio do mundo

© Expresso Expresso

Em 1961, o astrofísico norte-americano Frank Drake inventou uma equação que estima o número de civilizações extraterrestres na Via Láctea. N = R*× fp × ne × fl × fi × fc × L ficou conhecida por Equação Drake e parece uma fórmula demasiado complexa para o cidadão comum, mas é relativamente simples. Assim, “N” representa o número de civilizações extraterrestres, “R*” a taxa de formação de novas estrelas na nossa galáxia, “fp” a fracção de estrelas que possuem planetas em órbita, “ne” o número de planetas que potencialmente permitem a emergência de vida, “fl” a fracção destes planetas que realmente têm vida, “fi” a fracção dos planetas com vida inteligente, “fc” a fracção destes planetas que quer e tem meios para comunicar com outras civilizações, e “L” o tempo esperado de vida de uma civilização deste tipo.

Mas em 1961 os astrofísicos não sabiam qual era o valor destes sete parâmetros, apenas podiam fazer conjecturas. Os avanços da ciência permitiram, entretanto, chegar a números consistentes para os primeiros três parâmetros da famosa equação. Graças aos mais potentes telescópios espaciais e terrestres, já foram identificados 4000 planetas extras-solares na Via Láctea e 47 são parecidos com a Terra. Sabemos ainda que há mais planetas do que estrelas e que pelo menos 25% destes planetas têm a dimensão da Terra e situam-se na zona habitável da sua estrela, que permite a emergência de água no estado líquido. Como a nossa galáxia tem pelo menos 100 mil milhões de estrelas há, certamente, uma imensidão de planetas potencialmente com vida.

Mas isto não chega para calcular a Equação Drake. Há que esperar pela próxima geração de super-telescópios. A começar pelo SKA (Square Kilometer Array), o maior radiotelescópio do mundo, um projecto literalmente astronómico — considerado a maior infra-estrutura do planeta — que terá 2500 antenas instaladas na África do Sul e na Austrália. Vai estudar as ondas gravitacionais e a evolução do Universo, testar as teorias de Einstein, mapear centenas de milhões de galáxias e procurar sinais de vida extraterrestre.

Investir €2000 milhões

A convenção para construir o SKA foi assinada esta semana em Roma por Portugal, Holanda, Itália, Reino Unido, China, África do Sul e Austrália. E a Índia e a Suécia vão aderir em breve. O projecto envolve 1000 investigadores e engenheiros em 20 países de três continentes, 270 centros de investigação e empresas e um investimento de 2000 milhões de euros. Domingos Barbosa, investigador do Instituto de Telecomunicações e coordenador português do SKA, diz que “vai ser a máquina que mais dados irá produzir nos próximos 20 anos — dez vezes mais dados do que o tráfego global da Internet”. E Philip Diamond, director-geral da Organização SKA, salienta que “tal como o telescópio de Galileu no seu tempo, o SKA irá revolucionar a maneira como compreendemos o Universo e o nosso lugar nele”.

O Observatório Europeu do Sul (ESO), organização a que Portugal pertence, está também a construir o maior telescópio ótico do mundo, o E-ELT (European Extremely Large Telescope), no Deserto de Atacama, no Chile. Terá imagens 15 vezes mais nítidas do que as obtidas pelo telescópio espacial óptico Hubble e permitirá, entre outras coisas, estudar e caracterizar planetas extras-solares rochosos com a mesma massa da Terra, procurando indícios de vida. Há ainda outros projectos em curso com o mesmo objectivo, como os telescópios espaciais James Webb e WFIRST, da NASA.

Mas como se podem detectar sinais de vida num planeta extras-solar? Através da luz da estrela que este orbita, quando é reflectida por ele ou atravessa a sua atmosfera, porque os gases que a compõem absorvem diferentes comprimentos de onda dessa luz. Se estes corresponderem ao dióxido de carbono, metano ou oxigénio, a vida existe.

msn notícias
Virgílio Azevedo
16/03/2019

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1707: A Toyota vai construir o Rover que percorrerá a Lua em 2029

O veículo pressurizado terá que transportar dois astronautas ao longo de mais de 10 mil quilómetros na Lua. Este é apenas um dos requerimentos que desafiarão a Toyota a construir o próximo Rover que integrará a missão da agência de exploração aeroespacial japonesa, a JAXA, agendada para 2029.

Inegavelmente ambiciosa, a proposta quer tornar a mobilidade lunar numa realidade, tal como refere a JAXA.

Com o intuito de possibilitar a exploração humana da superfície lunar, a agência de exploração espacial japonesa firmou uma parceria com a Toyota. Uma união de esforços com vista à produção de um veículo pressurizado que utilizará duas fontes de energia, uma externa (solar) e outra endógena.

A Toyota vai ajudar o Japão a pisar a Lua

O veículo todo-o-terreno ou Rover, terá a faculdade de condução autónoma, libertando assim os astronautas para outras tarefas. Ainda de acordo com a publicação desta agência japonesa, o veículo terá uma célula de energia interna (endógena). Contudo, par alcançar uma autonomia de pelo menos 10 mil quilómetros utilizará, também, a fonte externa, solar.

A JAXA cita os vários desafios colocados pela incapacidade de transportar grandes quantidades de combustível para a Lua. Assim, este será um dos principais objectivos da Toyota, a eficiência e autonomia do veículo de exploração da superfície lunar. Um veículo que terá aproximadamente o tamanho de dois mini-autocarros.

Ainda de acordo com a mesma fonte, no seu interior os dois astronautas poderão remover os fatos de exploração do exterior. Assim, estarão livres para a execução das mais variadas tarefas e procedimentos de cariz técnico ou científico, com uma área total interna de 13 metros quadrados.

O Rover integrará a missão da JAXA em 2029

Esta missão do Japão, colocará novamente seres humanos na superfície da Lua. O astro já não é visitado por nós desde 1972, data da última missão (Apollo 17) tripulada ao nosso satélite natural. Para a Toyota será um novo desafio. Já para JAXA será o coroar de várias décadas de investigação e preparação.

Numa nota não relacionada, este anúncio chega-nos numa altura repleta de novidades. Há cerca de uma semana a Space X conseguiu acoplar a sua cápsula (Dragon) com a Estação Espacial Internacional. O momento foi registado em vídeo e partilhado pela NASA.

NASA

@NASA

Capture confirmed! After making 18 orbits of Earth since its launch, @SpaceX’s #CrewDragon spacecraft successfully attached to the @Space_Station via “soft capture” at 5:51am ET while the station was traveling just north of New Zealand. Watch: https://www.nasa.gov/nasalive 

pplware
13 Mar 2019

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1251: Portugal e China criam laboratório tecnológico para estudar Espaço e oceanos

CIÊNCIA

Marine Explorer / Flickr

Portugal e China vão criar em 2019 um laboratório tecnológico direccionado para a construção de micro-satélites e observação dos oceanos, um investimento público-privado de 50 milhões de euros a cinco anos.

O ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, disse à agência Lusa que o “STARlab”, que estará a funcionar em pleno em Março, terá dois pólos, um em Matosinhos e outro em Peniche.

Trata-se de um investimento global de 50 milhões de euros a cinco anos, repartido em partes iguais entre Portugal e a China, sendo que o financiamento português, de 25 milhões de euros, será público e privado.

Manuel Heitor adiantou que o investimento será canalizado sobretudo para o emprego qualificado, designadamente de engenheiros, e para a produção de micro-satélites, sector no qual a China, assinalou, tem crescido.

O ministro exemplificou que o laboratório irá “desenvolver micro-satélites em interligação com sensores em terra e no mar” que possam medir “as condições atmosféricas e a humidade do solo”, essenciais para a agricultura, e fazer observações oceânicas.

A criação do “STARLab” será formalizada com assinatura de um protocolo entre os dois países durante a visita oficial do Presidente chinês, Xi Jinping, a Portugal, prevista para o próximo mês de Dezembro.

O laboratório resulta de uma colaboração entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a empresa aeroespacial Tekever e o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, que tem projectos na área da vigilância marítima e exploração do mar profundo, e a Academia de Ciências Chinesa, através dos institutos de micro-satélites e de oceanografia.

De acordo com um comunicado do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o “STARlab” deverá incentivar a abertura de centros científicos e tecnológicos em Portugal e na China, neste caso em Xangai.

ZAP // Lusa

Por Lusa
6 Novembro, 2018

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